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domingo, março 19, 2006

Derniers Baisers
Era inevitável.
Já todos tinham adivinhado certamente. Então não voltaríamos a reproduzir os "Les Chats Sauvages"?
Amigos oureenses, este era mais um dos nossos hinos. Do Avenida, do Central, da praia...
E agora é que estamos quase a chegar ao fim...

 

domingo, março 12, 2006

Perdoname
Amigos oureenses, como podem apreciar nesta canção, a voz do Tim dos Xutos e Pontapés nada tem de original. Ela já existia na década de 6o com o Duo Dinâmico...
Agora a sério...
Esta é uma das canções a quem o tempo terá feito mais estragos. Já é de difícil audição. A entrada, ultragongórica, a fazer lembrar "You are my destiny" de Paul Anka já não é muito atractiva. A língua arrevesada dos espanhóis também não é simpática. Mas esta canção era fabulosa...
Eu penso que a versão que nós gostámos era um bocadinho diferente. Era mais adocicada, o som era mais rock menos orquestral com o MArino Marini, mas não consigo encontrar essa gravação. Por mais colectâneas que veja da música italiana da época, Perdoname não surge nelas. Porquê?
Esta versão ainda tem alguma força naquele "suplicaaaaaaaaar... perdoname". Por isso, contentem-se com ela.
E perdoem-me se vos desiludi.

Oiça Perdoname


Olhem, finalmente em 14/08/2015, encontrei o Perdoname do Marino Marini:

domingo, fevereiro 12, 2006

She flies like a bird

Bom, este não é o nome da canção, mas curiosamente é o que se retem melhor.
Tudo isto para dizer aos amigos oureenses que, esta semana, vamos ser acompanhados pelo som de "I can't let Maggy go" dos Honeybus, uma bonita canção já de uma fase em que Ourém era para mim saudade, mas que nem por isso deixa de merecer figurar no nosso album.
Quanto ao tema da semana...
... estão a ver... flies like a bird...
Não vamos falar de pássaros, pois não me lembro de nenhuma estória do João ou da Luzinha, mas podemos falar de coisas voadoras (entre as quais estarão os pássaros obviamente) e de outras estranhas inbenções.
Quer isto dizer que o mote vai-se fazendo de acordo com as conveniências e o material que surgir

Oiça "I can't let maggy go" - Honeybus


sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Fado perdição
Letra de Maria Duarte

Este amor não é um rio,
tem a vastidão do mar.
E a dança verde das ondas
soluça no meu olhar.

Tentei esquecer as palavras
nunca ditas entre nós
Mas pairam sobre o silêncio,
nas margens da nossa voz.

Tentei esquecer os teus olhos,
que não sabem ler nos meus.
Mas neles nasce alvorada,
que amanhece a terra e os céus.

Tentei esquecer o teu nome
arrancá-lo ao pensamento
Mas regressa a todo o instante
entrelaçado no vento.

Tentei ver a minha imagem,
mas foi a tua que vi
no meu espelho porque trago
os olhos cheios de ti.

Este amor não é um rio
Tem abismos como o mar.
E o manto negro das ondas
cobre-me de negro o olhar.

Oiça o Fado Perdição na voz de Cristina Branco


segunda-feira, fevereiro 06, 2006

A canção da mulher perdida
A primeira vez que ouvi este fado foi na década de sessenta, na casa do Largo de Castela, interpretado pelo Carlos do Carmo. Na altura, embirrava um bocado com ele: voz lenta, compassada, profunda, a contrastar com os meus gostos do momento. O certo é que nunca consegui esquecer esta canção nem o Carlos que me acompanhou sempre um pouco de longe, mas a quem dedico todo o respeito que a sua figura merece.
Então, só para chatear os amigos do OUREM, aqui fica a letra...
VIELA
Letra de: Guilherme Pereira da Rosa
Música: Alfredo Marceneiro (Fado Cravo)

Fui de viela em viela
Numa delas, dei com ela
E quedei-me enfeitiçado...
Sob a luz dum candeeiro,
S’tava ali o fado inteiro,
Pois toda ela era fado.

Arvorei um ar gingão,
Um certo ar fadistão
Que qualquer homem assume.
Pois confesso que aguardei
Quando por ela passei
O convite do costume.

Em vez disso no entanto,
No seu rosto só vi pranto,
Só vi desgosto e descrença.
Fui-me embora amargurado
Era fado, mas o fado,
Não é sempre o que se pensa.

Ainda recordo agora
A visão, que ao ir-me embora
Guardei da mulher perdida.
Na pena que me desgarra
Só me lembra uma guitarra
A chorar penas da vida.


Eis uma versão por Marceneiro:

sexta-feira, janeiro 27, 2006

A tacada


Jogava-se bilhar no Central.
Formidável partida em que Pintassilgo, Génito, Manel e Vitor Guerra se enfrentavam organizados em pares de forma a disfarçar a eventual superioridade de algum.
À volta, eu e outros distintos assistíamos àquela lição de bem jogar e tentávamos aprender para aproveitar em futuros embates.
Ao fundo, o rádio tocava uma melodia da época:
...
Lady,aaaahhhh
La-La- Lady,
Vous êtez plus que jolie,
Oh Lady!,
Que soudain
J'ai decouvert
Une autre vie...
...
O Génito pousou o cigarro na borda do bilhar, encostou o taco à parede, despiu o casaco e começou a exibir-se.
Agarrou uma cadeira, daquelas de metal que ameaçava durar mais uns quarenta anos, apoiou as mãos nas laterais, dobrou-se para a frente e, lentamente, foi erguendo as pernas aproximando-as do tecto.
Todos ficaram suspensos do que ia acontecer. O contador de tempo com indicador de montante em dívida acoplado continuou a funcionar, mas ninguém se preocupou com ele.
As pernas do Génito continuavam a subir na direcção do tecto. Por pouco não lhe acertavam, já que ele não era muito elevado. Chegaram a ficar perfeitamente a prumo.
E quando parecia que o objectivo estava cumprido eis que se ouviu monumental ruído e o conjunto corpo cadeira desfez a sua unidade, indo cada um para seu lado.
O Génito caiu pelo chão e ficou um pouco atordoado. O Adelino veio a correr, apressado, julgando que vândalos tinham invadido a sala de bilhar.
Pouco a pouco, ele recuperou. Pegou no taco, extraiu mais uma fumaça e calmamente perguntou:
- É a minha vez?

terça-feira, janeiro 17, 2006

Maria do Céu


Por mais politicamente incorrecto que possa ser, tenho de confessar o meu apreço, deste muito pequeno, pelas canções do Tony de Matos.
"Vendaval" e "Maria do Céu" foram canções que os oureenses cantaram muitas vezes à noite nas suas caminhadas até ao colégio e no regresso. E lembram-se daquele Poço (o último em que ele esteve) em que o Luís e a Teresa nos brindaram com uma versão do "Só nós dois"?
Acho também alguma piada a nomes como estes: "Maria do Céu", "Maria do Mar"...
A canção que nos serve de tema teve um destino curioso. Na época era muito ouvida, mais uma estória da desgraçadinha como o Tony gostava de cantar:

Maria do Céu nascera
E em paz crescera
Na Madragoa
Era a mais bela varina
Fresca e ladina
Que houve em Lisboa
Quando chegava à janela
Abrindo-a de para em par
Via o Chico olhar para ela
Ao partir num barco à vela
Para a rude faina do mar
Sempre a cantar

Maria do Céu
Primavera em flor
Serei sempre teu
Adeus meu amor
Se Deus me ajudar
Neste anseio meu
Por ti deixo o mar
Por ti deixo o mar,
MAria do Céu
...
Já calculam o que aconteceu ao Chico: não só não deixou o mar como lá ficou.
Mas estava a falar no destino da canção. A verdade é que nunca mais foi publicada em qualquer compilação, apesar de ser um excelente testemunho do que se ouvia no início dos anos 60.

 
Eis uma versão de 1984

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