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sexta-feira, fevereiro 17, 2006

O engenhoso paraquedista



Esperávamos que a Dona Aninhas chegasse junto à porta da sala de aulas. O dia parecia que estaria chuvoso pelo que todos iamos munidos com o respectivo guarda-chuva. Não sei se os meus amigos ainda se recordam: extremamemente largo, cabo grosso, todo em madeira.
O acesso à sala de aulas era através de uma escada, protegida lateralmente por um estreito muro que funcionava como corrimão. Lá de cima, vislumbrava-se o ginásio, os moinhos, o pinhal circundante.
Havia alguma impaciência, mas isso não impedia que se fizessem planos para o futuro.
- Quando for grande, hei-de ser paraquedista – dizia o TóLiz.
- Tu? – gozava o Manel – se calhar nem és capaz de saltar lá para baixo.
Creio que o TóLiz não gostou do que ouviu. A altura era relativamente significativa. Ele sentou-se no muro, lá no alto e mediu a distência. Em seguida, puxou do seu guarda-chuva e abriu-o.
- Vê se tens a minha coragem – respondeu ao Manel.
Levantou o braço com o chapéu, fez ligeiro movimento para a frente e deixou-se cair. E não é que, num primeiro momento, ele parecia que deslizava suavemente pelos ares sustentado pelo guarda-chuva? Ele ria, dava aos pés, o resto do pessoal estava preso do momento. Que parecia interminável, que parecia deixar ouvir aquela música:
... he flies like a bird...
De repente, o chapéu não aguentou mais. As varetas deram de si, o pano virou-se e o TóLiz caiu vertiginosamente no chão. Mas levantou-se num instante.
- Vês? Quem é que não tem coragem?
O pobre chapéu é que, nesse dia, foi para o caixote do lixo.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

O passarola do padre


O Passarola Voador
Posted by Picasa

Talvez não tenha existido aula mais hilariante no Fernão Lopes do que a dedicada ao Padre Bartolomeu de Gusmão.
O certo é que uma atitude desse género é um alinhar com os caluniadoares de tão importante figura, símbolo da capacidade portuguesa para a concepção e implementação de novas coisas.
Mas que queria ele com um nome daqueles? Todo o povo o gozava...
Os meus amigos encontrarão vários textos na NET relativos a esta figura:

no sítio Novo Milénio
O Padre Voador


Ensaio no Terreiro do Paço Posted by Picasa

Há relatos de uma experiência que foi feita no pátio da embaixada na Casa da Índia (castelo de São Jorge, em Lisboa), tendo o aparelho aterrado no Terreiro do Paço. Noutra, em outubro daquele ano, "o balão subiu novamente, mas foi de encontro a uma parede ou cimalha e incendiou-se igualmente", conforme o historiador Visconde de Taunay.
Ocorreu nova tentativa, em 1709, também na capital portuguesa, em que o balão, denominado Passarola, subiu quatro metros, considerando-se a experiência de êxito. A julgar pelos raros e imperfeitos desenhos que restaram, e pela parca documentação que sobreviveu ao grande terramoto de Lisboa em 1755, Bartolomeu de Gusmão estaria a bordo de seu aeróstato no momento em que ele subiu, tornando-se portanto o primeiro homem do mundo a elevar-se aos ares por meio de um balão.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Cântico para a namoradinha oureana

Amigos oureenses,
e qual de entre nós não teve uma namoradinha ou quase namoradinha em Ourém? Na Atouguia, em Peras Ruivas, em Caxarias, na Carapita, em Seiça, na Ramalheira...
Agora está tudo bem longe, mas eu proponho-vos esta homenagem virtual (que já senti quando aqui passei o “le ciel est si beau ce soir”).
Imaginemo-nos um coro tipo grupo coral alentejano. Eu estou em pé do lado esquerdo. Todos estamos com os nossos sombreros e de cajado na mão. O cão e o cordeiro não foram esquecidos para a cerimónia...
Elas estão do outro lado, lindas, de uma beleza deslumbrante. Nem me atrevo a pôr aqui os seus nomes.
Ouve-se maravilhosa música no ar. E cantamos... cantamos para elas, como verdadeiros barítonos:

She makes me laugh, she makes me cry
With a twinkle of her eye

CHORUS
She flies like a bird in the sky
She flies like a bird and I wish that she was mine
She flies like a bird oh me oh my
I see her sigh.
Now I know, I can't let Maggie go

We walk here, we walk there
People stop, and people stare

(Chorus x3)

Ooh
O maravilhoso mundo do Professor Ideias

Olho para trás e vejo que tudo mudou desde os tempos de infância onde a ingenuidade comandava a existência. Mas curiosamente muito do que é hoje realidade nesse tempo era apenas ideia. Vejam só...



Será que nenhum dos meus amigos viu esta interessante máquina sobrevoar os mares do Algarve? Eu juro que a vi passar em belo início de tarde onde desfrutava os prazeres do Sol e do mar?



E será que nunca depararam com o submarino fantástico?
Este eu não garanto que tenha visto. Mas lembra-me algo de curioso. Recordam a chegada a Leiria há uns trinta ou quarenta anos? Sim, ali frente ao Hotel Liz, no cruzamento, estava um polícia em cima de uma estrutura de madeira a comandar o trânsito. Acho que uma vez teve um destino semelhante ao desta história...



Entretanto, aqui para os meus lados, cada vez é mais difícil circular a pé. Os carros tomaram conta dos passeios e obrigam-nos a todos os malabarismos em termos de locomoção. Na rua Miguel Lupi, chega-se ao extremo de ser atribuído parte do passeio às embaixadas para estacionarem os seus pópós. De vez em quando dá-me cada vontade de levar comigo uma picareta. Razão tinha o Bob de Moor ao idealizar a cidade do futuro como aquela de onde desaparecia a circulação pedonal.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

O Romance do Pavão Misterioso

1
Eu vou contar uma história
De um pavão misterioso
Que levantou vôo na Grécia
Com um rapaz corajoso
Raptando uma condessa
Filha de um conde orgulhoso.

2
Residia na Turquia
Um viúvo capitalista
Pai de dois filhos solteiros
O mais velho João Batista
Então o filho mais novo
Se chamava Evangelista.

3
O velho turco era dono
Duma fábrica de tecidos
Com largas propriedades
Dinheiro e bens possuídos
Deu de herança a seus filhos
Porque eram bem unidos.

4
Depois que o velho morreu
Fizeram combinação
Porque o tal João Batista
Concordou com o seu irmão
E foram negociar
Na mais perfeita união.

5
Um dia João Batista
Pensou pela vaidade
E disse a Evangelista:
- Meu mano eu tenho vontade
de visitar o estrangeiro
se não te deixar saudade.

6
- Olha que nossa riqueza
se acha muito aumentada
e dessa nossa fortuna
ainda não gozei nada
portanto convém qu'eu passe
um ano em terra afastada.

Amigo oureense, continue a ler o sensacional poema "Romance do PAvão Misterioso" de JOÃO MELQUÍADES FERREIRA DA SILVA

domingo, fevereiro 12, 2006

Segredo

Sei de um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

Miguel Torga, in Diário VIII
She flies like a bird

Bom, este não é o nome da canção, mas curiosamente é o que se retem melhor.
Tudo isto para dizer aos amigos oureenses que, esta semana, vamos ser acompanhados pelo som de "I can't let Maggy go" dos Honeybus, uma bonita canção já de uma fase em que Ourém era para mim saudade, mas que nem por isso deixa de merecer figurar no nosso album.
Quanto ao tema da semana...
... estão a ver... flies like a bird...
Não vamos falar de pássaros, pois não me lembro de nenhuma estória do João ou da Luzinha, mas podemos falar de coisas voadoras (entre as quais estarão os pássaros obviamente) e de outras estranhas inbenções.
Quer isto dizer que o mote vai-se fazendo de acordo com as conveniências e o material que surgir

Oiça "I can't let maggy go" - Honeybus


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