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terça-feira, abril 12, 2005

A cruz do Regato (2)



Pouco tempo passava sobre o nosso post e eis que o Outrora aparece com uma notícia de 1942 sobre o Regato e com duas fotografias (1 2) sugestivas.
O artigo é delicioso. Vejam o pormenor com que se definia a obra:

Num dos ângulos, formado pelos arruamentos, existe, presentemente uma bica rente ao solo, onde o público se serve em más condições. Aproveitar-se-á o mesmo local para ser construída uma pequena fonte com um elegante alçado, ornado com azulejos. Teve-se em vista a pouca altura desta fonte em virtude da água não ter pressão para ser mais elevada; os motivos escolhidos para este trabalho são no entanto de molde a não chocar o conjunto.
No outro ângulo, voltado para a alameda do Regato, o passeio-cercadura do recinto urbanizado, ostentará as armas do concelho.
Será construída uma escada para vencer o desnível da estrada de Torres Novas para o caminho das Laranjeiras, o qual se não pode fazer por uma rampa, pelo facto de se dispor de pouco espaço para a desenvolver e existirem soleiras de portas que têm de ser respeitadas.
Naturalmente impor-se-á que as entidades respectivas regularizem os arruamentos circundantes e que os proprietários dos prédios vizinhos melhorem e embelezem, tanto quanto possível, os aspecto destes, de harmonia com o conjunto.
Parece que será respeitado o gigantesco plátano que ali existe.

segunda-feira, abril 11, 2005

A cruz do Regato

Tenho dado tão pouca atenção ao Regato...
Mas a passagem que vos deixo é assaz sugestiva ao referir alguém que prestou bons serviços ao concelho como presidente da câmara. Há que passar por lá: será que resta alguma coisa?

É pois a antiga Cruz do Regato, um monumento.
Neste sítio, nos diz Carvalho1, existira também a ermida de Santa Margarida de que nenhuns vestígios existem hoje, e provavelmente pertencia à quinta da Loureira há mais de um século destruída.
A cruz, porém, de que falamos, caíra por terra no andar dos tempos.
Houve um cavalheiro, a quem o concelho deve muitos bons serviços, como administrador do concelho e presidente da câmara2, que restaurou a memória.
Colocou-se a nova cruz, cinco metros para o nascente do lugar onde estava a antiga em Outubro ou Novembro de 1857, obrada de uma cantaria da mesma qualidade daquela que foi aplicada no magnífico templo da Batalha (excelente pensamento, porque são ideias associadas da mesma época) e está posta numa peanha de cantaria de seis metros e trinta e oito centímetros, tendo a haste, braços, e carapeta, quatro metros e quatro centímetros...

1 - Carvalho, Corographia Portuguesa, tom. III.
2 - Dr. Joaquim Gomes Vieira Gaio

In: J. Elyseu, Esboço Histórico do concelho de Vila Nova de Ourém, 1868

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