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domingo, abril 25, 2004

Aqui, posto de comando do Movimento das Forças Armadas...
E, naquele tempo, , por onde andavam e que faziam distintos oureenses?
Sérgio: preso em Caxias (prestes a ser libertado).
Luís Nuno: exilado em França (prestes a regressar).
Zé Quim: sob detenção nas Caldas (prestes a ser libertado).
Luís: vigilante na EPAM.
Luís Filipe: apoiando em alguma unidade do Continente.
Zé Rito: em voo para Seia.
Jó Rodrigues: coleccionador competente e avisado de plantas, xaropes e químicos naturais para aliviar o mal-estar dos oureenses de então.
Alfredo: a preparar o abandono organizado do Quelhas e a grande marcha relativa ao regresso vitorioso à futura urbe.
Rui Themido: Ourém já não é o que era, a Medicina vai chamá-lo para outras paragens.
Rui Leitão: novas fórmulas, novos fármacos, há que revitalizar Ourém.
Zé Domingos: Engenharia é para terminar, mas em Ourém continuará caçadas e patuscadas.
Jó Alho: quase martirizado nas colónias.
Humberto: em busca dos tesouros dos Aztecas, dos Maias e dos Incas.
Vítor: guarda-redes da equipa maravilha a quem alguém não reconhece o Direito de, de Facto, o ter sido (mas ele já tem hábil seguidora para defender tão intangível activo).
Tóino: a assistir ao nascimento dos primeiros vitelinhos.
Ferraz: à procura do verso, à procura do trinado, a ensaiar o maior, o menor, o corrido…
Barrosos, Quim Manel, Quim Zé, João da Quinta, Aires, Kansas, Zé-Tó, Tó-Liz, Licínio, Luís e Alberto (manos Facas), Maximino, Nicolau, Natureza, Queimado, Augusto, Jóia: nada sei sobre o que faziam neste momento, mas podem enviar-me relatório para o Quartel.
Quim, Julito, Genito, Duarte, Félix, Vitor Guerra, Pintassilgo, Cúrdia, Zé Alberto, Manuel: ou a iniciar as suas vidas ou aos tiros nas colónias ou no Poço (então bem real) a comentar tão gratificantes acontecimentos.

E o Zé Manel, lá de cima, contemplava tudo isto com um sorriso e pensava: “se estivesse lá com a minha viola, também podia dar uma ajuda”.

quinta-feira, abril 15, 2004

Um recanto pitoresco




Afinal, ainda lá está. Ali à entrada do local em que iniciávamos a subida da encosta para os moinhos, existia um cantinho muito agradável habitado por uma família muita afável. Ali apoiei o Ferraz em momentos de leve doença com a audição dos poucos discos que possuia.
À frente do recanto ainda se pode ver a casa que foi habitada pelo Genito e pelo Duarte (filhos do Cabeça Aguda) a qual ainda apresenta um aspecto razoável.
Do lado esquerdo, constata-se a existência de uma pequena fonte, onde muitas vezes os oureenses se dessedentaram, mas a que a incúria autárquica ainda não devolveu a necessária torneira.
Experimentem descer do recanto até ao largo de Castela e sintam um pouco do ambiente de outro tempo. Trata-se de uma rua estreitinha, silenciosa, com uma certa inclinação. Do lado direito há uma bela casa amarela em degradação. Mais abaixo, do lado esquerdo, encontramos a casa do Boas Falas onde habitava o nosso amigo Augusto.
Sintam a minha angústia: será que tudo isto está condenado à destruição?
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