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quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Oportunidade para acabar com Síndroma Orelhas Moucas?

Vitor Frazão (VF) ganhou as eleições para a concelhia do PSD com 61% dos votos expressos. No Castelo, acesa polémica questiona a capacidade de gestão do nóvel candidato à liderança da Câmara.
Devo dizer que não percebo as desconfianças das pessoas.
VF teve capacidade para convencer o seu eleitorado interno e ganhar. Nesse sentido, foi mais competente do que Moura e do que a simpática presidenta, nada indicando que as coisas se alterariam na gestão da Câmara pela irreverência ou juventude deste candidato. Assim, se vier a ganhar as eleições autárquicas, VF tem todo o direito de exercer a presidência da Câmara, independentemente dos preconceitos que as pessoas tenham relativamente a ele. O importante será o seu programa e a capacidade de o pôr em prática e, desde já, ansiamos por ver umas linhas sobre as suas intenções relativamente ao nosso concelho. Este humilde blog curva-se e põe-se, desde já, à disposição de VF para a sua publicação.
Uma coisa sabemos: ele não se esquiva a cumprimentar e falar com as pessoas quer sejam ou não seus adversários políticos.
Do lado do OUREM, pode contar com uma oposição séria e colaborante sempre que da sua acção se detectem benefícios para a nossa terra.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Tributo ao presidente David

Afiam-se as facas, contam-se as tropas. O esperado abandono por parte do famoso autarca já faz delinear estratégias entre algumas das figuras mais conhecidas do panorama político oureense. Quem irá continuar a maldição de Orelhas Moucas? Vitor Frazão? João Moura? Luís Albuquerque?
O resultado do embate não parece pacífico, mas uma coisa é certa: Ourém pode rejubilar por esta figura se afastar, já que nunca alguém fez tão mal pela nossa terra, embora não se possa esperar grande coisa dos vindouros.
A passagem de David por Ourém não deve ser esquecida. Por isso, seria interessante pessoas como Sérgio Faria, Sérgio Ribeiro, Rosa do Ventos, Frederico Marques, Marco Jacinto e outros analisassem a sua prática ao longo destes anos e comentassem a sua política de urbanismo, o apoio à cultura e ao desporto, a relação com a oposição, o seu pragamatismo, a política de ambiente e, sei lá, tantas outras áreas em que foi fértil a discordância com ele.
Ou será que, mesmo numa perspectiva de "como não fazer", ainda é dar-lhe excessiva importância?

sexta-feira, novembro 24, 2006

O estigma Orelhas Moucas

Branca Flor foi violada, açoitada, usada, enxovalhada, amaldiçoada e assassinada naquela terra.
É certo que amou e foi amada com toda a veracidade que essas palavras podem transportar em qualquer local da nossa sociedade.
Mas não conseguiu perdoar àquela gente. Um dia, antes de encontrar o grande amor da sua vida, ela produziu uma maldição dirigida ao miserável Orelhas Moucas. O uivo de loba apoderou-se do vento, enormas pedras sairam dos seculares buracos onde descansavam, as árvores libertaram as suas raízes da terra, a água desatou a correr, a encosta dos moinhos por trás da Câmara começou a vir por ali abaixo.
De repente, ela teve a noção de que aqueles não eram os únicos culpados do seu infortúnio. E a gente mesquinha de Ourém que os apoiava e que, no fundo, na sua falsa moralidade, a condenava? Ela bem via o seu ar falsamente púdico quando iam aos domingos à igreja pedir perdão dos pecados que tinham feito durante toda a semana. Não mereceriam castigo?
- Pára!!! - exclamou Branca Flor extraindo mais um pelo de gato preto quando assanhado - Que mais Orelhas Moucas assolem esta gente nos próximos cem anos. Que os seus anseios sejam sempre espezinhados. Que o seu património e a sua cultura sejam destruídos a favor dos interesses dos ricos. Que os que de entre os mais humildes têm alguma coisa disso sejam despojados em falsas realizações de interesse público...
Como por encanto a enxorrada parou, ainda envolvendo o edifício onde Orelhas Moucas permanecia aterrorizado com o ruído. O povo pensou tratar-se de algum castigo divino, mas desligou do assunto interessado que não estava em lhe dar castigo terreno.
E a maldição de Branca Flor parece não querer largar os oureenses...
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