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terça-feira, maio 15, 2007

Passarola do Padre em moeda




Hoje, no Público, um aviso revela que o Banco de Portugal vai colocar em circulação uma moeda de colecção em liga de prata, com o valor facial de 8 euros, alusiva à "Passarola de Bartolomeu de Gusmão". Tal é motivo mais que suficiente para voltarmos ao que já se escreveu no Ourem sobre tão notável instrumento.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

António Gedeão
O passarola do padre


O Passarola Voador
Posted by Picasa

Talvez não tenha existido aula mais hilariante no Fernão Lopes do que a dedicada ao Padre Bartolomeu de Gusmão.
O certo é que uma atitude desse género é um alinhar com os caluniadoares de tão importante figura, símbolo da capacidade portuguesa para a concepção e implementação de novas coisas.
Mas que queria ele com um nome daqueles? Todo o povo o gozava...
Os meus amigos encontrarão vários textos na NET relativos a esta figura:

no sítio Novo Milénio
Pegar fogo ao palácio


Ensaio perante a corte Posted by Picasa

Em 8 de agosto de 1709, Bartolomeu realizou a primeira experiência com uso de um balão a ar quente, o Passarola. De repente, as exclamações. De um canto da sala ergue-se um pequeno balão de papel, em forma de pirâmide, com armação de arame e tendo um pequeno fogo dentro.

Bartolomeu olha com orgulho a sua obra, o primeiro aerostato que se construía no mundo. E o balão continua subindo, subindo. "Todos vão reconhecer o sucesso e poderei fazer aparelhos maiores, mais perfeitos, para transportar pessoas e cargas", pensa o padre, sorrindo de contentamento.

O balão subiu quatro metros, está quase a tocar no tecto. Então, num segundo, ouve-se uma ordem e dois lacaios derrubam-no, usando varapaus, enquanto os fidalgos riem da cena. Poderia ter queimado o tecto e as cortinas e começar um grande incêndio.

Todos se vão embora, achando muita graça do pequeno objecto voador. E aquele pobre maluco dizendo que seria capaz de guiá-lo! E fazer duzentas léguas por dia, levando gente, munições e víveres! No canto da sala, Bartolomeu Lourenço de Gusmão faz planos, muitos planos. Sempre auxiliado por seu irmão Alexandre, que se tornou conhecido nas lides diplomáticas europeias e especialmente como secretário particular do rei Dom João V, o principal cargo na política externa portuguesa.
O Padre Voador


Ensaio no Terreiro do Paço Posted by Picasa

Há relatos de uma experiência que foi feita no pátio da embaixada na Casa da Índia (castelo de São Jorge, em Lisboa), tendo o aparelho aterrado no Terreiro do Paço. Noutra, em outubro daquele ano, "o balão subiu novamente, mas foi de encontro a uma parede ou cimalha e incendiou-se igualmente", conforme o historiador Visconde de Taunay.
Ocorreu nova tentativa, em 1709, também na capital portuguesa, em que o balão, denominado Passarola, subiu quatro metros, considerando-se a experiência de êxito. A julgar pelos raros e imperfeitos desenhos que restaram, e pela parca documentação que sobreviveu ao grande terramoto de Lisboa em 1755, Bartolomeu de Gusmão estaria a bordo de seu aeróstato no momento em que ele subiu, tornando-se portanto o primeiro homem do mundo a elevar-se aos ares por meio de um balão.
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