Lápide
Quando eu morrer e tu ficares sozinha,
longe do bafo quente do meu corpo,
tu, a quem eu amei, sei lá por vingança
de Deus,
nessa hora,
olha serenamente a nossa história inútil
e chora...
Rega de pura mágoa a flor do «nunca mais»
(sequer ao menos a flor do «nunca mais»)
e depois morde o chão seivado e semeado
do místico perfume do meu sexo
sepultado...
Miguel Torga
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quarta-feira, março 15, 2006
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga
domingo, fevereiro 12, 2006
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