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terça-feira, junho 28, 2005

Quem seria o poeta misterioso...?

... autor deste livrinho “Versos”. E que ligação teria a Ourém?

Teresa: Gosto desta poesia que dá a ver um quotidiano simples e bucólico, por vezes, transformando-o em descoberta permanente. Quem é o autor? Não consigo decifrar...
Já vi! Já vi o nome do autor, Não me diz nada., mas talvez pudessemos saber mais...

Joca (até que enfin voltou ao Ourem...): Sim, esses apelidos indiciam possiveis ligações a Ourém. A que de imediato me ocorreu foi mais precisamente a uma 'extinta' familia de Pisões, Caxarias.

Teresa: A família San Payo era dos Pisões, sim. As irmãs Carolina's como eram conhecidas lá e o irmão Alfredo. Quem sabe mais?

Anónimo: Consta que o poeta era casado com uma filha de Marcello Caetano e que, por vezes, frequentavam casas, na Olaia, de famílias aristocráticas que por lá existiam.
Desconheço a sua profissão. Na época um Meleiro de Sousa, Eng., teve um prémio julgo que atribuído pela Philips devida à qualidade de uma lâmpada produzida.

Há pouco telefonei para o meu irmão que, com mais uns anitos, poderia esclarecer o mistério:

- Meleiro de Sousa...?... Não me recorda nada. Sei lá, talvez tivesse a ver com os Alvim, a Quinta da Olaia... Não era o pai da Teresa Patrício Gouveia que (a TPG) vinha para lá passar férias em criança...?

Confesso que começo a ficar confuso, não tarda muito aparece-me a classe política toda aqui em Ourém. Será que não deveria ter dado notícia do livro sem ter o autor devidamente apurado? Isto é um blog... não tem preocupações de rigor... o conhecimento pode-se ir estabelecendo através da evolução da conversa... fiz bem.

Um visitante ilustre


Versos Posted by Hello

Julgo que não se trata de um oureense, mas de alguém que visitava regularmente a nossa terra. Consegui este livro através de familiar a quem o oferecera e não posso deixar de partilhar com os meus amigos os dois poemas que se seguem.

Aquela nuvem

Aquele nuvem que hoje vi correr
Tão lívida, sózinha, rumo incerto,
Fez-me pensar: quem saberá ao certo
O tempo que ela tem para viver?

E, no entanto, sem nunca esmorecer,
Lá vai num correr firme, resoluto.
De vida nem talvez um só minuto
Mas corre, sem jamais retroceder.

São tal e qual assim as ilusões,
Que nascem e se tornam multidões
Correndo em fuga desordenada...

Até que um dia o vento mau, voraz,
Num só instante rápido as desfaz
Transformando-as em pó, em terra, em nada!

Dia chuvoso

Cai chuva insistentemente.
O frio só ao lar convida,
Mas, mesmo assim, passa gente
Cá pela minha avenida.

E cada um traz sem querer
Sua ideia bem estampada:
Uns rostos mostram prazer
Outros dizem: - Que maçada!

E eu ao vê-los passar
Vou ficando a meditar
Num contraste que tem graça:

Parecendo triste é formoso
Um dia feio, chuvoso,
Visto através da vidraça!
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