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segunda-feira, dezembro 03, 2007

Rei na cidade menor



Na pequena aldeia, as pessoas tinham uma vida humilde, mas reviam-se no seu espaço e na sua convivência que para elas se tornou uma referência. Nenhum dos que por lá passaram a esqueceu.
Um dia, a cidade onde era a pequena aldeia foi tomada pelo rei laranja. E logo a descaracterização começou. Formidável prédio que não respeitava as mais elementares normas de urbanismo avançou sobre o largo que era o centro da pequena aldeia e a todos sufocou, escureceu e humidificou a existência. Alguns reagiram. Mas a chegada de tão indesejado vizinho logo fez lembrar a muitos os benefícios da especulação.
O que era emanação de tribunal deixou de se cumprir. O rei laranja em breve fez os seus cortesãos elaborar e aprovar normas em que o ilegal correspondia ao que lá estava há décadas. Apreciem este trecho retirado do Crónicas recentes da cidade menor: “corrigir agora o erro como deve ser não é gastar recursos públicos a demolir um prédio que está no sítio certo e com a altura certa, mas sim retirar as casas que estão no sítio errado...”.
Acabou-se a esperança. O rei laranja virou o bico ao prego. O formidável mamarracho não virá abaixo, não recuará para os limites onde era o Albergue da Dona Aurora. A aldeia, essa, será certamente arrasada.

domingo, novembro 11, 2007

Fadado para perder?

De acordo com um comentário a um post no Castelo, parece que o candidato que dizia ir defender os interesses de Ourém na distrital do PPD/PSD perdeu pelos receios causados a eleitores de outros concelhos. Se isto é verdade, ele terá sido descuidado no seu programa ao permitir tais ilações. Aliás, o seu curriculo demonstra bem que não teriam os eleitores do PPD/PSD interessados no desenvolvimento de outros concelhos quaisquer razões para acreditarem em tal ameaça: nunca o dito senhor contrariou a retrógada política do presidente David e sempre ajudou a transformar Ourém no horroroso estaleiro que todos podem constatar, cuja avenida principal não é mais do que uma via de circulação para outras localidades, não oferecendo qualquer possibilidade de fruição pedonal e cuja memória tem vindo sucessivamente a ser perdida.
Poderá este jovem político contrariar o que começa a manifestar-se como “tendência para perder”? Não parece que os interesses bem estabelecidos no partido estejam muito dispostos a dar-lhe o voto de confiança. Mas ele também não parece disposto a desistir. Seria interessante ver se terá coragem para, em próximo momento eleitoral autárquico, desafiar a própria concelhia, candidatando-se contra o candidato oficial, possivelmente, o terrível Garanhão (ou algo mais se afirma lá dentro?)...

quinta-feira, setembro 20, 2007

Espírito de prisioneiro



Olhem-me este Mamarracho!
Reparem como o seu tamanhão contratasta com as suas tristes janelas. Estas tão pequeninas são que denunciam que não houve preocupação em aproveitar a luz solar e que quem lá estiver estará condenado à presença do ar condicionado a incidir impiedosamente sobre as costas de quem trabalha e ao desprezo pelos bons ares que a encosta do moinho pode trazer.
Não admira esta aproximação do ambiente de trabalho ao ambiente de cárcere. A obra, resultante das manobras do presidente David sempre incapaz de um projecto, com revisão em cima de revisão em cima de revisão..., com disfuncionalidades que só se descobrirão após o início de uso, repousa sobre as cinzas da velha prisão de Ourém. E este espírito acompanhará os que lá se encontrarem.
Menos espirituais e mais reais serão os sacrifícios do contribuinte, prisioneiro da má gestão financeira que o condenará a rendas de que nem filhos e netos escaparão.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Intervalo Aberto
Rua de Castela



Haverá alguém que se lembra dela?
O ar nevoento recorda o triste destino que a Camarilha lhe preparou.
Mas algo correu mal.
Já lá vai algum tempo, mas... fonte segura garatiu-me que os desígnios de David e séquito foram sujeitos a providência cautelar.
Seria bom que resultasse, que atrasasse até que alguém devolvesse à rua um destino que a respeitasse...

quarta-feira, julho 25, 2007

Raridades...




Mas se não se sabe quem possui a pintura de Amadeo, também é difícil determinar quantos oureenses possuirão alguns exemplares da primeira série da Colecção Cowboy.
Trata-se de um conjunto de livros de texto editados pela Agência Portuguesa de Revistas, a mesma que editava os fabulosos Búfalo, Bisonte e Arizona. O que acontecia é que eram histórias mais pequenas, sensivelmente metade das publicadas naqueles livros, embora os autores fossem os mesmos. Na Ibis, a rival era a colecção Oeste.
A primeira série da Colecção Cowboy tinha maiores dimensões e menor número de páginas e originou nove números. Como podem apreciar, o número dez é substancialmente mais pequeno, cerca de metade, embora tenha o dobro de páginas e enriquecido com seis ilustrações intercaladas com o texto e originou um clone na Colecção Seis Balas, muito apreciada pelo presidente David como podem testemunhar em entrevista deste ao Mirante. Esta série de nove números foi suportada por três excelentes autores: Raf. G. Smith, E.L.Retamosa e Cesar Torre. O Raf era o melhor: o que eu e o meu irmão nos rimos, uma noite, ao desfrutar a leitura das primeiras páginas do primeiro número da colecção - "O Vingador"! Mas alguns nomes de autores também eram dignos de registo: não calculam os meus amigos o que o Jó e o Rui gozavam comigo por causa do El Ratamosa, mas imaginarão...
Penso que é mais fácil encontrar as edições de obras de Eça de Queirós efectuadas na primeira metade do século passado do que exemplares desta primeira série de que vos falo que, como podem apreciar, teve algumas excelentes capas, algumas com mulheres belas, bravas e lutadoras que não se intimidavam de espingarda na mão. Reparem, no entanto, na impressão da penúltima, "exploradores de ouro", com sobreposição desfasada de cores: o meu exemplar deve ser único.
Mas, se estes números são uma raridade, há raridade ainda maior: o número nove. Acontece que lhe embirrei com o título, "A tiro e a murro" e, quando há trinta anos tive de decidir que livros trazia comigo e quais iriam para a fogueira, pois era impossível transportar tudo, ele foi seleccionado para este lote.
O OUREM atribuirá prémio inesquecível ao oureense que primeiro lhe apresentar esse número da Colecção Cowboy. Está prometido.

quarta-feira, julho 18, 2007

Ourém no Leiria Digital



De acordo com estudo a publicar brevemente pelo ISEG, integrado no projecto de avaliação de maturidade dos serviços de informação das autarquias, e destinado a avaliar a contribuição dos projectos de desenvolvimento de regiões digitais para as autarquias que os financiam, na vertente informação para o munícipe, a câmara de Ourém apenas teve um acréscimo de 1,16 p.p. na sua avaliação de maturidade num total de 8,9 p.p. possíveis e disponibilizados pelo Leiria Digital através dos apontadores para portais turístico e empresarial o que revela um grau de aproveitamento de 13% bem inferior ao de Leiria (60%) e só superior ao de Pombal, câmara que tradicionalmente tem vindo a ocupar os lugares cimeiros na avaliação de maturidade.
Se não é de admirar o que respeita a Pombal, o que acontece com Ourém, que assim foi ultrapassada por Leiria no ranking de maturidade, põe em causa a maneira como participa a nossa autarquia nas decisões daquele projecto: aparentemente, e, repetimos, na vertente informação ao munícipe, Ourém está a financiar algo de que já tem 87%.
Impor-se-ia, para tranquilidade do munícipe, que o presidente David esclarecesse o que espera Ourém ainda daquele projecto e o que conta beneficiar dele já que, a avaliar pelo andamento, parece que o seu desenvolvimento fica para trás...
Nota: nesta fase, apenas considerámos as autarquias que estiveram na origem do Leiria Digital, o que não altera em nada os resultados

quinta-feira, julho 12, 2007

Espírito guerreiro



Voltemos à terra do dragaüm. Ao passear por uma daquelas ruas já perto dos Aliados, deparei com uma casa destinada à venda de objectos esotéricos. Bruxas, bruxinhas e bruxões. Sacos de pó com cheiros vários. CDs de música espiritual. E uma penumbra quebrada por uma luz difusa azulada. O ambiente perfeito...
Mas o que mais me chamou a atenção foi a sua montra onde se destacava um busto do grande chefe sioux Touro Sentado, um formidável resistente à invasão dos caras pálidas que queriam destruir-lhe a cultura, os costumes e as obras, responsável por infligir pesada e mortífera derrota às tropas do General Custer na legendária batalha de Little Big Horn. Sitting Bull, ali, à minha frente, com um lobo cinzento a seu lado e na parede uma espécie de pergaminho onde se destacavam os seus feitos. Mais ao lado, três imagens de índios complementavam a encenação. Compreendi, então, que elas simbolizavam o espírito guerreiro do grande chefe e resolvi trazer uma comigo.
Ela, neste momento, guarda a casa dos meus fantasmas onde vou recolhendo os objectos daquele tempo, protengendo-a de visitantes indesejáveis.
Fica também aqui no blog. Virada para o invasor David e para todos os seus fieis seguidores que nos vão reduzindo a nossa Ourém a cinzas com o objectivo de a sua lança lhes trespassar o espírito sempre que se lembrarem de malfeitorias... que as fazem constantemente. O espírito guerreiro é o símbolo da resistência na nossa terra, embora isolado e quase condenado a sossobrar tal a força avassaladora do invasor.

terça-feira, julho 10, 2007

O Contestável

BIMBO me confesso em relação ao que por ali se diz quanto ao centro histórico de Ourém. Não que partilhe esta designação - em Ourém, hoje cidade, houve vários centros que contribuiram para a sua História e, se não pode esquecer-se esse local, não deverão esquecer-se os centros de Castela, dos Álamos, de Santa Teresinha... - mas pelo facto de considerar que este local, bem como os que atrás referi, deveria ser objecto de um plano de recuperação e preservação em vez de estar votado ao triste destino que a Camarilha lhe vai preparando.
Vem isto a propósito de um desafio posto em comentário para ver um novo blog. Vi três posts de contestação e um de apresentação. Quanto ao último, achei-o muito bem elaborado e cheio de boas intenções. Parece-me de alguém que terá passado por experiência não muito diferente da minha em Ourém e que, como tal, padece das mesma apreensões. Quanto aos restantes, eles contestam o calçadão do Central, a ausência de apoios ao Juventude Ouriense e a política de (in)cultura da câmara. Estou de acordo com eles, com excepção da designação sistemática de "BIMBOS" para os incansáveis autarcas. Com efeito, o presidente David não é BIMBO, ele é uma espécie de "Exterminador Implacável" em relação à nossa terra e ao seu património urbano e histórico com uma pequena nuance: sempre que pode aproveitar para beneficiar interesses de Fátima, ele não hesita, daí o abismo quando comparamos a atitude perante o Juventude com a atitude perante o Fátima. Frazão também não é BIMBO: não lhe conheço grandes feitos na autarquia, mas reconheço, em analogia com Rantanplan, o cão mais estúpido que a própria sombra, que ele deve ser o autarca mais fotogénico que a própria sombra, o autarca que conseguiu manobrar engenhosamente para chegar à concelhia do PSD. Moura será tudo menos BIMBO: perdeu relativamente a Frazão, mas não me parece pessoa para ficar parado. Finalmente, Piedade... temos que saber perdoar algumas insuficiências que eles têm... efectivamente, a política cultural da autarquia deve seguir a cultura motoqueira, é isso que lhe dá votos. Bimbo, ele? Não, apenas está a fazer pela vida.
E pronto, caro Constestável, estas são as primeiras impressões sobre o novo blog, a que desejo muita força e muitos anos de vida... e vou já actualizar os apontadores.

terça-feira, julho 03, 2007

Existirá uma política de ambiente na câmara de Ourém?


As palavras constantes sobre o ambiente, a proximidade do LiveEarth têm-me transmitido esta preocupação. Ontem, esperava num centro comercial e deparei com esta declaração:
A (nome da organização)
Reconhece que a sua actividade, tal como todas as actividades humanas, tem impactes no ambiente.
Acredita que, nos dias de hoje, um líder de negócios tem igualmente que ser um líder nas questões relacionadas com o ambiente.
Tem como objectivo constituir exemplo no sector imobiliário conjugando o desenvolvimento económico com o desenvolvimento ambiental, potenciando assim a rendibilidade dos seus negócios.
Reconhece que, no âmbito das suas actividades, tem a responsabilidade de ser proactiva no desenvolvimento do ambiente para as gerações actuais e futuras.

Ao seu mais alto nível, assume publicamente um compromisso ambiental, que se baseia nos seguintes princípios orientadores:

Utilizar progressivamente a Eco-eficiência como um dos referenciais de gestão e de competividade.
Conceber, implementar e operar os Centros Comerciais e de Lazer de forma ambientalmente responsável.
Melhorar de forma contínua o desempenho ambiental dos seus empreendimentos, produtos, processos e actividades.
Assegurar a conformidade com a legislação ambiental e outros regulamentos ambientais aplicáveis, adoptando padrões responsáveis nos casos em que a legislação seja omissa ou inexistente.
Definir um quadro de objectivos e metas ambientais, incluindo:
->Melhoria da Informação Ambiental;
->Valorização dos Recursos Ambientais;
->Prevenção da Poluição e Redução das Emissões;
-> Promoção, Divulgação e Participação dos Agentes Envolvidos.
Assegurar que esta Política de Ambiente se encontra documentada, implementada, mantida e comunicada a todo o pessoal e agentes envolvidos.
Assegurar activamente a Divulgação e Promoção da Política e, em especial, dos seus resultados, ao público em geral, e aos agentes envolvidos.
Aprovado pelo Conselho de Administração em 19 de Maio de 1998
Revisto em 2005
Lembrei-me então da nossa câmara. Do presidente David. Não duvido que o ambiente o preocupe. Mas até que ponto é que isso se manifesta na actividade da autarquia? Até que ponto é que pôs em prática a promessa eleitoral de implementação de uma Agenda XXI Local? Se tal acontece, com certeza isso se reflecte na página da autarquia...
Consultei a página...
... nem uma referência à questão ambiental, nem uma vírgula sobre a localização dos ecopontos, Agenda XXI totalmente esquecida...
Eis como uma organização cujo objectivo essencial é a procura do lucro dá uma lição de sustentabilidade a uma organização cuja missão é servir o munícipe.

sexta-feira, março 16, 2007

E a casa amarela pariu um rato...
(sem desprimor para o bicho)

Afinal, o venerado presidente David só pretendia o diálogo - ele que tanto gosta de aos outros responder. Mais duas horas de abertura e uma comissão (com o presidente, a simpática presidenta e outros...) para procurar outras soluções calaram-no... os piores casos até já vão para Leiria. Isto cheira-me é a aproveitamento político.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Tributo ao presidente David

Afiam-se as facas, contam-se as tropas. O esperado abandono por parte do famoso autarca já faz delinear estratégias entre algumas das figuras mais conhecidas do panorama político oureense. Quem irá continuar a maldição de Orelhas Moucas? Vitor Frazão? João Moura? Luís Albuquerque?
O resultado do embate não parece pacífico, mas uma coisa é certa: Ourém pode rejubilar por esta figura se afastar, já que nunca alguém fez tão mal pela nossa terra, embora não se possa esperar grande coisa dos vindouros.
A passagem de David por Ourém não deve ser esquecida. Por isso, seria interessante pessoas como Sérgio Faria, Sérgio Ribeiro, Rosa do Ventos, Frederico Marques, Marco Jacinto e outros analisassem a sua prática ao longo destes anos e comentassem a sua política de urbanismo, o apoio à cultura e ao desporto, a relação com a oposição, o seu pragamatismo, a política de ambiente e, sei lá, tantas outras áreas em que foi fértil a discordância com ele.
Ou será que, mesmo numa perspectiva de "como não fazer", ainda é dar-lhe excessiva importância?

quinta-feira, outubro 26, 2006

O esquecido

"O desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades" - afirmava aComissão Mundial para o Ambiente e o Desenvolvimento em 1987
Alguns anos depois, em 1992, 173 Governos assinaram o Plano de Acção das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável no Século XXI, vulgo Agenda 21. De acordo com esse documento, é necessária participação da população e agentes económicos em todo o processo de gestão ambiental.
No ano seguinte, a União Europeia iniciou os Programas de incentivo ao desenvolvimento sustentável. Um resultado foi o apelo às autoridades locais para a urgente resolução dos problemas ambientais através da implementação da “Agenda 21 Local”.
Esta é uma aplicação específica das estratégias e princípios constantes na Agenda 21 das Nações Unidas ao nível local.
As recentes inundações por todo o país recordaram que grande parte da sua responsabilidade está associada às agressões ambientais e que foram potenciadas pela destruição da massa florestal operada pelos incêndios ocorridos nos dois últimos anos.
Lembro-me...
Sim, lembro-me que, no segundo debate para as eleições autárquicas, o presidente David garantiu o início de acções para implementação da Agenda XXI no nosso concelho, caso fosse eleito. Oiçam, oiçam a gravação da ABC Radio...
No entanto, parece que se esqueceu completamente da promessa. Desde essa data, nunca mais ouvimos uma referência ao assunto. Se calhar, não teve nenhum almoço que lhe justificasse a participação.
E lá ficámos sem a ponte dos namorados, e lá continuaremos a ficar sem património que a sua incúria permitirá seja levado por novas agressões... porque tudo isto se relaciona...

segunda-feira, julho 25, 2005

Mais um elefante branco do presidente David


O desvario de DAvid Posted by Picasa

As intenções até poderão parecer as melhores:

O novo imóvel permitirá a melhoria das condições de trabalho dos funcionários que passarão a exercer funções em ambientes pensados e projectados para o melhor atendimento dos munícipes.

Mas basta uma breve análise para demonstrar que a concepção de base está errada e esta obra não é mais do que desperdício:

O prédio será constituído por 5 pisos, sendo 2 subterrâneos, com uma área de mais de 5.000 m2 cada, reservados a estacionamento (358 lugares para funcionários e munícipes), arquivos, armazéns e zona técnica. O piso térreo, com 1300 m2 albergará os serviços de atendimento ao público, assim como um refeitório, um bar e um espaço comercial.O 1º piso contará com os serviços administrativos, sala da assembleia municipal e um pequeno bar de apoio. No 2º serão albergadas as salas da presidência e da vereação. Neste piso estará também o Salão Nobre.


Conseguem imaginar a monumentalidade dos pisos subterrâneos? Qualquer coisa como 100m por 50m em parques de estacionamento que dariam quase para Ourém inteira. A verdade é que, modernamente, não me parece que se justifique esta atracção de pessoas à Câmara. O investimento deveria ser em tecnologias de informação e comunicação. Os funcionários deveriam ser dispersos pelas freguesias embora se admitisse alguma concentração na Câmara. Os munícipes deveriam ser estimulados a interagir com a Câmara através da INternet. O que isto mostra é exactamente o contrário. É uma espécie de investimento de pernas para o ar ou ao lado ou no cavalo errado.

Passemos ao piso térreo. Será repartido entre atendimento ao público, um bar, um refeitório e um espaço comercial. Esperemos que este espaço comercial seja para promover edições da Câmara. Juntar o atendimento ao público num local é positivo, por exemplo, aquela cena de estarmos na divisão de obras e termos de nos deslocar à tesouraria era um tanto caricata, mas até pode acontecer que o espaço a estas funções destinado seja curto.

No primeiro piso há mais um bar, instalações para a Assembleia Municipal e os serviços administrativos. Penso que a reengenharia de processos poderia levar a uma monumental redução nesta área, tanto mais que a Assembleia só funciona de quando em quando, portanto é um piso quase totalmente inútil.

Finalmente, teremos um piso para os lordes e para o salão nobre. Acho bem o salão nobre, temos de dar alguma dignidade a estas coisas, mas há que ver uma coisa. Se esse piso também tiver 1300 m2 e for dividido ao meio, cada vereador ficará com um espaço pessoal de quase 100 m2! Sinceramente... não faziam isso por menos?

Admito que a estrutura do antigo edifício não seja a mais indicada. Admito que mexer na mesma com as pessoas lá dentro seja impossível. Admito que rasgá-lo para fazer passar tudo o que uma comunicação moderna exige é difícil. Estou de acordo com a centralização do atendimento se acompanhada por aproximação ao munícipe nas freguesias, mas os novos Paços do Concelho parecem-me monumental desperdício que irá alimentar nova campanha laranja que sairá directamente do bolso do contribuinte. Porque correspondem a algo do passado. Com as dificuldades que o país atravessa a sua concepção é quase criminosa!!!

sexta-feira, julho 15, 2005

A visita à quinta


O rei da laranjada Posted by Picasa

Eis a terra oureana
De David, o arrogante
Figura pouco bacana
Algo activa e petulante

Essa terra de eleição,
Hoje, triste e deformada,
Terá visita de ocasião
Pelo Rei da Laranjada

- Marques, mentes?
- Minto.
Perguntava a Galinha,
Respondia o Pinto

O Marques vem a Ourém
Visitar uma quinta sua
Dar apoios, vejam bem,
Dar apoios em plena rua

- Olhem esta carneirada
Que me segue prazenteira,
Dou-lhes morcela afamada
E coelhos da ribeira.

Invocará as suas hostes
Plenas de fervor sentido
Andará por essas ruas
Lembrar feitos que aqui digo.

- Marques, mentes?
- Minto.
Perguntava a Galinha,
Respondia o Pinto

Um dia numerosa cavalgada
Parou em frente ao portão
E, apalpando o cu à criada,
Pergunta: - Onde está o Garanhão?

- Não está,
Saiu,
Já cá não está
Quem o viu...

- Mas não há muito que enganar
Só da fé ele é amigo,
A Fátima irá parar,
Espreite por esse postigo...

- Marques, mentes?
- Minto.
Perguntava a Galinha,
Respondia o Pinto

Pintainha vai à fonte
Olhem que sorte a minha
Assembleia no horizonte
Quer o voto a Pintainha

D’arruaceiros receosa
Outros anda a insultar
Melhor estaria silenciosa
Se é que pensa ganhar...

- Marques, mentes?
- Minto.
Perguntava a Galinha,
Respondia o Pinto

Lá para os lados do Linear
O Moura olha esta feira
Tem vontade de defecar
E aproveita a ribeira

Mas eis que alguém amigo
Ali o vai encontrar
- Joãozinho d’Aguyllar!
- Como vê, estou a...

- E veja bem a triste sorte
De quem meu legado herda
Tive a a cultura por norte,
Só consegui fazer m...

- Marques, mentes?
- Minto.
Perguntava a Galinha,
Respondia o Pinto

Condenaste o Valentão
O Isaltino e o Jardim
Mas de Ourém não levas nada
Não me enganas a mim!

Abaixo a laranjada
Que o palhete é bem melhor
Catarino não vale nada
E a equipa ainda é pior

Eis porque o Ourem insiste
Aproveitem a ocasião
“Há sempre alguém que resiste,
Há sempre alguém que diz não!”

domingo, maio 01, 2005

O 1º de Maio do presidente David

São quase 10 horas. O presidente David já chegou. Parece impaciente. "Que chatice! Isto nunca mais começa. Tenho de repensar a minha vida. Todos os fins de semana estragados. A semana de passada tive de cantar à meia-noite sem saber a letra. Agora, homenagear os de Ourém, eu, um ser superior, do Bairro, um amante de Fátima, local das aparições".
Passeia de um lado para o outro e começa a sentir-se apertado. "E agora? Vou bater...".
E toca à porta. Ouve-se uma voz:
- Quem está ai?
- É o presidente David. Preciso fazer chichi.
Aparece o Julito, vestido a rigor, todo bonito.
- Oh, meu caro presidente! Então, como se sente?
- Ainda bem que o vejo, Julito. Estou aqui muito aflito...
- Faça favor de entrar. Esteja à sua vontade, pode mijar, pode defecar. E olhe que é bem verdade, é lugar de gente nova, usamos papel Renova.
O presidente lá foi. Daí a pouco surgiu mais aliviado.
...
Como sempre, às dez horas, tocou a sirene. Mas, hoje, não houve exercício.
Tal como o fazem há 70 anos, os nossos bombeiros foram homenagear os seus camaradas desaparecidos perante o olhar enjoado do autarca que adora Fátima... e nos vai destruindo Ourém.

quinta-feira, janeiro 13, 2005

O hino de David

Vou destruindo Ourém
Sou homem de muita raça
Há um ano, vejam bem,
Foi o jardim da Praça

Pela Rua de Castela,
Indemnizações vou largar,
Chegam para uma morcela
Quero é pô-los a andar

Nossa Senhora nos trouxe
Em Fátima a revelação
Com autoestrada nos brindou
Para nos unir à Nação

Sou David Exterminador
Comigo trago Seis Balas
O betão é o meu amor
Não cultivo boas falas

(continua em melhor dia)
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