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sexta-feira, maio 23, 2008

"Golden City, cidade sem lei" à venda em Ourém

Foi difícil, mas tornou-se realidade. Finalmente, os amigos oureenses podem apreciar esta obra que remete Ourém para o Oeste selvagem.
Queríamos um pouco mais, mas vicissitudes várias limitam-nos a dois pontos de distribuição: o Café Central e a Livraria Letra.
E, agora, apressem-se. O número de exemplares já não é elevado.
Conheça as razões que levaram Ó Bössta a destruir a Castle Street. Não, não foi para garantir um melhor serviço aos habitantes da cidade...

segunda-feira, janeiro 29, 2007

As publicações do OUREM


Ao longo de dois anos produzimos quatro elementos de um projecto que designámos por "Ourém em estórias e memórias". Façamos aqui um pequeno inventário e uma referência aos mesmos:

Ourém em estórias e memórias - VOL I
Trata-se da publicação de um conjunto de textos que retratam aspectos da juventude oureense dos anos 60 e do sabor amargo que resulta da visão de uma Ourém progressivamente maltratada pelo poder local, em degradação e destruição.
Tiragem: 50 exemplares.
Situação: esgotado


Ourém em estórias e memórias - As canções
Recuperámos do vinil, procurámos na Internet e, nos casos mais fáceis, retirámos de produções actuais 25 canções que nos acompanharam e que muitos teimam em não esquecer. Posso garantir que não existe edição comercial de algumas delas no nosso país. Podem encontrar aqui o guia de audição.
Tiragem: 40 exemplares.
Situação: esgotado.

A história triste de Branca Flor
É uma incursão no campo da ficção: povoámos Ourém de pessoas, algumas com singular semelhança às que já conhecemos, e resolvemos escrever um disparate.
Branca Flor era uma menina, linda e bricalhona, nascida em Ourém na década de quarenta que foi violada, açoitada e abusada por algumas das figuras mais importantes da vida política, económica e cultural do seu tempo. Ela dá-nos uma resposta para a razão da maldição Orelhas Moucas que tem vindo a caracterizar o poder em Ourém. Encontrou o amor da sua vida, mas foi tarde demais: apareceu morta, com uma faca espetada no coração, num banco da praça frente ao Café Central. As causas da sua morte nunca foram esclarecidas e este livro procura dar uma contribuição para a sua descoberta.
Tiragem: 50 exemplares.
Situação: em análise pela comissão de ética e bons costumes. Prevendo a sua apreensão, alguns exemplares já foram distribuídos a figuras chave da nossa terra.

Poemas entrelaçados com estórias da nossa Ourém
Andava a prometer o segundo volume do "Ourém em estórias e memórias", mas não conseguia gostar do resultado. Lembrei-me então que tinha andado a reunir alguns poemas, alguns já publicados outros não. Colocá-los no final do livro não ficou bem. Resolvi então utilizá-los como introdução a um conjunto de textos e achei piada ao resultado.. que aqui está.
Tiragem: 5o exemplares.
Situação: em distribuição.

E agora... que mais enccontraremos para fazer em Ourém?

segunda-feira, setembro 25, 2006

25 canções para os amigos do Poço: guia de audição

1. Oh Lady! – Les chats sauvages
Os nossos cafés: o Avenida, o Central, as sensacionais partidas de bilhar enquanto o Dick Rivers mandava aquele “rieeennnnnn” que parecia o zurrar de um burro. O Duarte a cantar e a dançar agarrado ao taco do bilhar, o Genito a fazer o pino numa cadeira...

2. Lonely, lost and sad – Sheiks
Os amigos Rui e Jó Rodrigues e as monumentais tardes de convívio na quinta que repousa sob a EPO

3. Le ciel est si beau ce soir – Richard Anthony
Os encontros e desencontros ... Os minutos de espera que pareciam horas e que faziam pensar que ela nunca mais viria

4. Chove – Conjunto académico João Paulo
Noites de chuva e espera em Ourém quando nada se passava e hoje até parece que era o mais importante...

5. Perdoname – Duo Dinamico
O gira-discos tipo mala de viagem, a ida ao bailarico de Caxarias na motorizada do Quim Vaz, a descoberta das lindas meninas de lá, as beatladas e aquele pedido “não tens o perdoname...”

6. Derniers Baisers – Les chats Sauvages
Canção do Fernão Lopes com o Vitor e o Zé Augusto a sentirem o bafo do Dr. Armando após o famoso “chupa?!!”.

7. Una lacrima sul viso – Bobby Solo
Sei lá porquê. Tinha piada. Ainda me recordo do ar escandalizado de malta amiga quando o Bobby apareceu de olhos pintados no festival de S. Remo a cantar o “Se piangi, se ridi”

8. Johnny lui dit adieu – Johnny Halliday
Fabuloso canção, mesmo à Halliday...

9. Demain tu te marries – Patricia Carli
Outra vez o Fernão Lopes. Aquele “Arrete, Arrete...” é inesquecível pelo modo como é entoado (aliás muita gente conhece-a por essa designação). No final, o “Non” desesperado é uma espécie de grito que queremos entoar muitas vezes e não temos coragem

10. All my loving – Beatles
Passagem por Fátima, pelo posto de turismo. Pela primeira vez, mexi num gira-discos e fiquei entusismado. Houve música para peregrinos e para as meninas daquelas lojas pequeninas, todas iguais

11. I can’t let Maggy go – HoneyBus
Canção para as namoradinhas oureanas… e também para o TóLiz que se atirou de guarda-chuva aberto, a fazer de pára-quedas, do 1º andar do Fernão Lopes, daquele patamar que dava acesso às aulas do primeiro ciclo, pensando que ia voar. “He flies like a bird...”

12. If you need me – Rolling Stones
Talvez Nazaré, uma das primeiras músicas que gostei dos Stones

13. Mr. Moonlight – Beatles
Aquele órgão ouvido na fabulosa quinta, aquele grito inicial: tardes em que não nos lembrávamos de luar...

14. All my sorrows – Searchers
Traz-nos o som desse tempo como por vezes o sentíamos nos bailes de finalistas e nos casinos. “All my sorrows” só foi descoberta mais tarde. Em Ourém ouvia-se o “Sweets for my sweet”.

15. And I love her – Beatles
Nazaré, passeio pela marginal. Há mãos que se encontram num tímido despertar do encontro com o futuro. Lá ao fundo, havia uma monumental caixa, cheia de discos onde, um braço automático, depois da moeda introduzida, procurava o disco e despoletava a sua audição

16 e 17. Happy together – Turtles e Tell me you are coming back – Rolling Stones
Canções do Jó Rodrigues e da sua capacidade notável para nos fazer ter atenção a passagens especiais.

18 Le Penitencier – Johnny Halliday
O mais famoso hino da nossa geração. Não houve oureense que não passasse pela minha casa para o ouvir. O Zé Domingos por vezes ainda mo recorda. Mas houve um visitante de Ourém, o Raul, que me ficou com o original após troca. Já não o sei localizar...

19. Je suis parti – Christophe
Vocês queriam o Aline, mas eu gosto mais desta. É uma canção de Leiria, da esplanada onde o João Antunes, um dos corsários de Apolo, se entretinha a cantar para o pessoal ouvir...

20. Quand reviens la nuit – Johnny Halliday
Uma versão do Mr. Lonely com aqueles repentes do Johnny

21. La plus belle pour aller dancer – Sylvie Vartan
O Jó Alho, impagável, frente aos Claras, na Avenida, a trautear a canção e a correr de um lado para o outro, saltando, projectando as pernas para trás e batendo com os calcanhares.

22. Never my love – Association
Vir para Lisboa e estudar custou tanto

23. Sounds of Silence – Simon and Garfunkle
Canção das famosas tardes de bailaricos no Castelo. A sensação de ouvir pela primeira vez algo que se sentia ser muito bom

24. Mrs Applebee – David Garrick
E o raio do curso que nunca mais acabava. A polícia a ocupar a Universidade sem lhe podermos dar uma ferroada a valer.

25. El final del verano – Duo Dinamico
E o problema era que o Verão e a Nazaré acabavam mesmo, bem como os passeios, as idas ao casino, as noites na esplanada ou dormidas dentro das barracas. Até que uma vez, acabaram para sempre...

sexta-feira, novembro 04, 2005

Na mala do carro

Já lá está uma caixa bem cheia. Com estórias para os amigos do Poço. Estórias que eles bem conhecem... porque as ajudaram a viver.
Amanhã é o 20º ano em que celebramos a amizade, a nossa vivência: infantes em 50, adolescentes em 60, depois mais separados e o início do retorno...
Já distribuí alguns exemplares por Ourém. À ARPO que tão bem me recebeu para eu ver a exposição, ao Carlitos que me traz sempre recordação do primeiro de nós que partiu.
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