Mostrar mensagens com a etiqueta Zeca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Zeca. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, setembro 23, 2013
Quanto é doce
Quanto é doce quanto é bom
No mundo encontrar alguém
Que nos junte contra o peito
E a quem nós chamemos mãe
Vai-se a tristeza o desgosto
Põe-se a um ponto na tormenta
Quando a mãe nos dá um beijo
Quando a mãe nos acalenta
E embora seja ladrão
Aquele que tenha mãe
Lá tem no meio da luta
Ternos afagos de alguém
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Marca #12: Zeca Afonso

Faz hoje vinte anos que o Zeca morreu.
Já era esperado, mas ainda me lembro da notícia, tal como me lembro da relativa ao Adriano e ao Lennon. Notícias tristes que nos anunciam a partida de símbolos importantes para a nossa geração.
Ao longo destes quatro anos, as canções do Zeca passaram pelo OUREM algumas vezes acompanhadas por pequenas referências.
O Público anuncia a realização por todo o país de uma série de homenagens. Aqui fica mais uma: o Zeca perpetuado para sempre no OUREM com um pequeno texto e uma foto que traduz como o vimos: indissociável do 25 de Abril.
terça-feira, abril 25, 2006
Traz outro amigo também
Aqui, pelo OUREM, já passaram o ZéBitor, o Santa Cita e o Sérgio todos unidos neste monumental hino à liberdade que é o 25 de Abril que tem notável particularidade de unir pessoas, mesmo que não estejam totalmente de acordo umas com as outras.
Há trinta e dois anos também foi assim. Por esta altura, a vitória parecia assegurada, os que não acreditaram e abandonaram no momento da decisão começaram a regressar ao quartel onde foram recebidos com alegria dando mais força à unidade contra o regime opressivo.
É altura de ouvirmos nova canção do Zeca...
Traz outro amigo também
Aqui, pelo OUREM, já passaram o ZéBitor, o Santa Cita e o Sérgio todos unidos neste monumental hino à liberdade que é o 25 de Abril que tem notável particularidade de unir pessoas, mesmo que não estejam totalmente de acordo umas com as outras.
Há trinta e dois anos também foi assim. Por esta altura, a vitória parecia assegurada, os que não acreditaram e abandonaram no momento da decisão começaram a regressar ao quartel onde foram recebidos com alegria dando mais força à unidade contra o regime opressivo.
É altura de ouvirmos nova canção do Zeca...
Traz outro amigo também
segunda-feira, abril 24, 2006
Cantares do andarilho
Já fiz recados às bruxas
do caselho à portelada
dei-lhes a minha inocência
elas não me deram nada.
Andei à giesta
ao lírio maninho
na Bouça da Fresta
no Casal Velido
erva cidreira
à erva veludo
na Lomba regueira
no Pinhal do Mudo.
Andei ó licranço
andei ao lacrau
no Monte do Manso
na Espera do Mau
vibra à carocha
ao corujão cego
na mata da Tocha
no rio Lágedo.
Fui andarilho das bruxas
moço de S. Cipriano
já fui morto e inda vivo
vendi a alma ao Diabo.
Era donzel e guardei-me
p´ras filhas da feiticeira
parti-me em metade à loira
noutra metade à morena.
Oiça as canções do Zeca no Ourem: "Cantares do andarilho"
Já fiz recados às bruxas
do caselho à portelada
dei-lhes a minha inocência
elas não me deram nada.
Andei à giesta
ao lírio maninho
na Bouça da Fresta
no Casal Velido
erva cidreira
à erva veludo
na Lomba regueira
no Pinhal do Mudo.
Andei ó licranço
andei ao lacrau
no Monte do Manso
na Espera do Mau
vibra à carocha
ao corujão cego
na mata da Tocha
no rio Lágedo.
Fui andarilho das bruxas
moço de S. Cipriano
já fui morto e inda vivo
vendi a alma ao Diabo.
Era donzel e guardei-me
p´ras filhas da feiticeira
parti-me em metade à loira
noutra metade à morena.
Oiça as canções do Zeca no Ourem: "Cantares do andarilho"
Canto Moço
Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nós vamos
À procura da manhã clara
Lá no cimo duma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá no cimo duma montanha
Onde o vento cortou amarras
Largaremos pela noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca.
Oiça as canções do Zeca no OUREM: "Canto Moço"
Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nós vamos
À procura da manhã clara
Lá no cimo duma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá no cimo duma montanha
Onde o vento cortou amarras
Largaremos pela noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca.
Oiça as canções do Zeca no OUREM: "Canto Moço"
domingo, abril 23, 2006
Vejam bem
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
E se houver
uma praça de gente madura
e uma estátua
e uma estátua de de febre a arder
Anda alguém
pela noite de breu à procura
e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer
Vejam bem
daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão
E se houver
uma praça de gente madura
ninguém vem levantá-lo do chão
ninguém vem levantá-lo do chão
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
Oiça as canções do Zeca no OUREM: "Vejam bem"
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
E se houver
uma praça de gente madura
e uma estátua
e uma estátua de de febre a arder
Anda alguém
pela noite de breu à procura
e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer
Vejam bem
daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão
E se houver
uma praça de gente madura
ninguém vem levantá-lo do chão
ninguém vem levantá-lo do chão
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
Oiça as canções do Zeca no OUREM: "Vejam bem"
Subscrever:
Mensagens (Atom)
