segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Rua das Estrelas

Está tempestuosa a actividade político-partidária por Ourém.
"Eu não vou falar disso...",
dessa "campanha negra" contra o ex-presidente que se "mostra" a n empresas municipais e que nem se preocupa em "malhar na oposição" tão dispensável ela é.
Se gostam tanto dele por que não poderão suportá-lo mais uns tempos? A limitação de mandatos é algo bem injusto...
Bem, podem dizer que mais valia estar calado.
Mas este vídeo recordou-me Ourém. Da Rua de Castela, como de lá olhávamos as estrelas e idealizávamos o futuro... sem a querermos ver destruída...
E fica uma esperança: talvez quem contribuiu para a destruir vá ver estrelas aos quadradinhos. Mas oiçam e vejam

Grégoire, son nouveau clip "Rue Des Etoiles"
Enviado por wonderful-life1989

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Coveiro do Município



Continuemos à boleia das saborosas dicas da líder laranja e procuremos transpô-las para a nossa terra.
Devemos dizer que também não comungamos da ideia de que a bondade ou maldade de uma política depende da naturalidade de quem a define e faz implementar. Assim, não é por um Presidente da Câmara ser de Fátima ou não que os seus actos são melhores ou piores para Ourém. Acontece que, no caso de Catarino (não é de Fátima mas de lá perto) e de Frazão, os actos falam por eles. De longa data, tem sido possível ver que a sua visão para o concelho é de alguém que tem os interesses dos que dominam em Fátima e os problemas desta como fio condutor para a acção. Se mais não foi feito por Fátima, foi por incapacidade dos ditos...
Assim, com Frazão na presidência da Câmara de Ourém, serão dominantemente os interesses de Fátima que estarão aqui representados e que tenderão a gerar acções de satisfação. É muito claro que este senhor nada tem que o ligue amistosamente à nossa terra e às nossas referências pelo que tenderá a ignorá-las. A sua política será em tudo semelhante à de Catarino embora o seu estilo possa ser mais amistoso e popular. Por outras palavras: enquanto o outro nos lichava com má cara, este vai lichar-nos com sorrisos, cumprimentos e a facada nas costas.
Não tem qualquer relevância o local físico onde está instalado o município, as distâncias estão mais que vencidas. Pode ter alguma relevância o nome... município de Ourém ainda não é município de Fátima apesar de, na prática, tudo o fazer crer. Mas estamos em crer que o revivalismo das acções para a criação deste não têm hipótese: há demasiados concelhos no país, a questão da regionalização vai estar na agenda e será determinante. Logo, o município de Fátima não se formará ao lado do município de Ourém.
A missão histórica de Frazão está definida. Breve, Ourém, reduzida à expressão de Nossa Senhora da Piedade, não representará mais no município do que (sem desprimor para as referências) Formigais ou Seiça hoje representam no Município de Ourém.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Toma lá a chave




Não há que ter receios.
A sucessão está executada.
Maus serviços, disparates e tontarias vão continuar...
... agora em locais a dobrar.

terça-feira, janeiro 13, 2009

Ourém, de ontem para hoje


Eis alguns de nós há muitos, muitos anos, uns 40...
Ourém era uma Vila Nova da casinhas monofamiliares, equilibrada, onde se cultivava a boa vizinhança, onde todos nos conhecíamos



Há 2 anos, a mesma casinha que vimos ao fundo ainda lá estava, embora o telhado mostrasse claramente a necessidade de obras...



E eis mais um aspecto da política do Orelhas Moucas: deixa-se degradar até ao extremo, para não ser possível a recuperação. Depois, é deitar abaixo... breve chegarão os caixotes...
É triste ver como isto era antes e como se está a tornar... mas não podemos deixar de imputar a responsabilidade disso aos que, legitimados por eleições, assumiram os destinos da nossa terra. A mostra de que não valem nada é extensa...

sexta-feira, janeiro 09, 2009

O Cego, o Surdo e o Insensato

A lider laranja tem um jeito invejável para a caracterização dos seus adversários políticos. Olhamos para O engenheiro e vemos como “aquilo” lhe assenta bem. Para reforçar a sua insessatez, surge no dia seguinte a notícia do reforço da capacidade de adjudicação das autarquias por ajuste directo para os cinco milhões. É fartar, vilanagem... agora é que os amigos vão ter empreitadas facilmente atribuídas livres de concurso público...
Mas, por vezes, os exercícios da senhora transformam-se em autênticas sessões de auto-flagelação crítica no interior do partido. Olhemos por exemplo para Ourém...
Anos a fio demonstraram que o presidente em fuga nada soube ver de bom na sede do concelho para conservar e desenvolver. Demos disso testemunho ao longo destes cinco anos e, ainda recentemente, na reportagem do último Poço. Também, hoje, ninguém ignora a quem nos referimos quando falamos em Orelhas Moucas. O homem não ouvia ninguém, não ligava nenhuma. Já não o podemos acusar de insensato. Tudo o que fez era cuidadosamente preparado para servir os interesses daqueles que o suportavam...
Parece assim que nos falta algo para dar o enquadramento antes enunciado às palavras da líder. Mas não é assim... Reparem...
O Cego já foi... O Surdo também... o Insensato está aí...

terça-feira, janeiro 06, 2009

A Fuga



A liteira já está preparada. Já é oficial. Orelhas Moucas vai abandonar o mandato, esperam-no novas aventuras na região de Turismo.
Os serviços prestados na autarquia quase geram arrepios:
- desprezo total pela promessa eleitoral da Agenda XXI;
- teatralização do Diagnóstico Social com inquérito à opinião dos munícipes;
- destruição do jardim do Central;
- destruição da rua de Castela;
- endividamento comprometedor para os que cá ficarem;
- invasão de zonas habitacionais pelas grandes superfícies...
Curiosamente, de quem se esperavam críticas, vêm os elogios:
- Vossa Excelência não fez mais por falta de tempo e recursos...
Possa! Como é isto possível da principal força da oposição? No fundo, no fundo, não me admira muito... Para esta gente, o mais importantes não são as práticas mas os nomes e as filiações. O problema não é o conteúdo, mas quem o executa...
Ao mesmo tempo inicia-se o culto. Não tarda muito morrem de saudades de tão pérfida criatura!

segunda-feira, novembro 17, 2008

Poço XXIII - Ensaio sobre a cegueira

A primeira vez que visitámos aquele espaço, o artista surgiu-nos em cima de uns patins de madeira e foi, ele próprio, o guia. Percebeu-se desde logo a chama que por vezes o obrigava à criação daquelas formas em madeira ou em pedra nas quais se adivinhavam animais.
O espólio é maior que o existente nessa visita e está melhor organizado e arrumado. Desta vez, perante o desaparecimento de Bernardino, foi a Maria que nos guiou e mostrou a maravilha da sua criação. Trato-os assim exactamente como os tratava há cinquenta anos já que tive o privilégio de conhecê-los desde pequeno.
No exterior, encontra-se de tudo: vasos, um canhão, os restos de um eléctrico, uma ponte quase levadiça, um carrinho de mão... apreciem...












- Agora, vamos ao interior da gruta.
Esta estava substancialmente modificada em relação à visita anterior. Mais arejada, e com recantos que o Bernardino organizou para depositar e iluminar as suas peças.



Por vezes, parecia sentir-se a presença do artista, tão pessoais eram alguns dos objectos que podíamos apreciar.



No final, pedi à MAria para me deixar fotografá-la e associar a sua imagem a este almoço convívio do Poço.



Foi um dia muito agradável num espaço um pouco votado ao esquecimento situado em Ourém. Os diversos objectos (e alguns não pudemos fotografar dada a fragilidade da câmara) não estão catalogados, possivelmente não são mantidos contra a degradação, mas são um património que os oureenses não deviam permitir que se perdesse. O desprezo que o autarca lhes vota é o mesmo com que brinda os oureenses noutros aspectos. E a avaliar pelo ajudante que quer ser presidente as coisas não melhorarão no futuro tão amigo que ele já foi da causa cultural.
- Adeus, amigo amarelo peludo...
O OUREM, cumprida a obrigação relativa ao Poço, hiberna até que depare com outro acontecimento digno de registo...

domingo, novembro 16, 2008

Poço XXIII - Entradas de Namorados

Olhem que bela vista se desfruta daqui... conseguem ver os carneirinhos lá em baixo?
Meus amigos, isto ainda é Ourém



Talvez daquele coreto tudo se visse melhor, consta que alguém quer almoçar lá em cima



Estamos no local onde vai correr o almoço do XXIII Poço. Já não deve faltar muito. O melhor é ir ver os amigos de quatro patas...



Não parecem lá muito contentes no cativeiro, mas aceitamos que, perante visita tão importante, tenham de estar assim.



- O almoço está na mesa...
Lá fomos. Foi então que deparei com o cardápio do ano. Apreciem...





Findo o almoço, deambulámos pelas instalações, havia que ruminar a cabidela... mas parecia faltar algo...











Faltou um digestivo. É verdade, o cafezinho veio, mas o digestivo é que não. Por isso atrevo-me a deixar aqui a todos os amigos Brandi do melhor.

Entretanto, uma voz simpática disse:
- Venham fazer uma visita guiada...
Era difícil imaginar tudo o que nos seria proporcionado.

sexta-feira, novembro 14, 2008

POÇO XXIII - Revisitar o passado em Montalto

Sim, a quinta do Montalto foi o nosso destino para a tradicional apreciação do pequeno almoço feito de rissóis, chamussas, pastéis de bacalhau, bolinhos de mel e água-pé ou OH2PÉ como eles assinalaram.
A passagem pela quase defunta Rua de Castela pareceu-me algo de sinistro: como é possível tanta indiferença perante o local onde se nasceu e brincou? Mas, algum tempo depois, o belo edifício da quinta surgiu-nos pela frente.



- É aqui...
Ao contrário dos meus amigos, não fui frequentador do Montalto. Não deixei lá qualquer bicicleta abandonada como o Alferes Sampaio, não deixei pégadas gravadas no cimento ainda mole como o Vítor, não senti o belo cheirinho a bosta que, há cinquenta anos, provinha do local e bafejava os utentes da estrada.



Começámos à visita à quinta...

Mas o pequeno almoço não pode esperar: o grande Chefe já esbraceja a chamar o pessoal todo


- Está ali material... façam favor de limpar a quinta... só depois há comidinha...
Malvado! Apanhou-nos quando menos esperávamos.
O Zé chegou-se a mim:
- Luís tens de fazer outro CD com as canções do nosso tempo...
Fiquei embevecido. Nunca tinha sentido qualquer manifestação de agrado pelos meus brilhantes produtos... dá-me a impressão que nem deram pelo Golden City, cidade sem lei (carago, quem teriam sido os cinquenta beneméritos que adquiriram o livro na Letra e no Central?)... por isso, este ano, não levaram nada... e agora, que hei-de fazer?


Afinal, ficámos todos a olhar para o material e ninguém esboçou um gesto.
- Manda trabalhar o Quim que está ali de mãos nos bolsos...


Finalmente, lá nos deram o pequeno almoço...


Saciados, prosseguimos a visita


As meninas foram ver a paisagem bucólica dos jardins


- É pá, não posso esquecer que ninguém foi comigo ver as pégadas na piscina...


- Estas são as pipas do Medieval. Mas era um belo sítio para se fazer um baile...
Não é tarde nem é cedo. Quem são aqueles ali ao lado? Arnaldo, traz o máquina de filmar.
E, perante nós, passou-se formidável espectáculo. Amigo oureense, aproveite para assistir ao único filme que o Arnaldo efectivamente realizou...



- Isto é música comercial da pior - ouviu-se uma voz desdenhosa...
- Nem música é...
- Eu diria mais, isto nem música é...
- Luís, faz-me lembrar os bailaricos no sótão da tua casa por cima da Moderna...
Acabado o espectáculo, fomos apresentados ao simpático anfitrião que nos brindou com algumas palavras sobre a história da Quinta.

- Vamos na quinta geração, começámos com um pedacinho de terreno e fomos juntando hectar a hectar. Actualmente, dedicamo-nos totalmente à produção vinícola.
Esta gente deve ser muito rica, pensava o pessoal todo. Com uma casa destas, material de excelente qualidade. Mas o relato não foi muito abonatório para as potencialidades do trabalho agrícola

- A agricultura é a arte de empobrecer alegremente...
Bonita definição! Própria de quem gosta muito do que faz...


Pouco depois, o pequeno almoço terminou não sem que o Engenheiro anfitrião proporcionasse uma visita ao lagar do Medieval e à vinha.
O grande Chefe anunciou:
- Meus amigos, vamos agora fazer a tyradicional homenagem aos nossos amigos já desaparecidos. Depois, segue-se o almoço...

Fomos saindo, retirando à quinta aquele pedaço de vida que ali levámos e que para muitos foi uma revisita ao passado. Permanecia linda, ficou o desejo de voltar e um agradecimento muito grande ao simpático anfitrião...
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