sábado, fevereiro 12, 2011

Aos sábados em Ourém

Fez agora uns 52 anos. Era um sábado de Janeiro de 1959. Tal como em outros sábados fui à procura do Condor Popular. Já não me lembro se lá estava o Manuel, o Adelino ou o Vicente. Ou se foi o próprio Joaquim Espada. No magnífico expositor do Central, os meus olhos deram imediatamene com esta capa assombrosa, plena de força do nosso herói do momento. Se o quiser rever, visite o Memorial do Búfalo a partir das 10h.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Caceteiros

Parece que ontem fugiram dois perigosos traficantes presos e transportados em carrinha celular, onde tinham conseguido abrir as algemas. Os polícias que os perseguiram nunca mais os apanharam.
Pudera! Deviam ser muito fraquinhos. Os mais possantes foram, com certeza, espancar sindicalistas. É esta a imagem caricata da nossa polícia. Descasca à fartasana em trabalhadores, sindicalistas e estudantes e fica enroscada perante ladrões, traficantes e outros criminosos.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Quantos seremos?

Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena.
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.

Miguel Torga

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Mais uma revelação: o pseudónimo como auto-censura

O amigo oureense sabia que a grande maioria dos livros que, nos anos 50 e 60, adquiria no Café Central e na Marina e lia extasiado com as mirabulantes aventuras, assinados por “autores famosos de nomeada”, afinal, eram escritos por espanhóis?
Brrrr!!!! Claro que, se soubesse, não os lia tal o ódio que nos incutiam na escola a tal gente...
Mas é esta mais uma revelação que podem encontrar no Memorial do Búfalo a qual chega ao ponto de vos indicar os verdadeiros nomes desses autores alguns dos quais ainda vivos.
Vamos, faça um acesso ao Memorial e imagine-se na Ourém daquele tempo...

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Mentiroso!

Finalmente, parece que há alguma animação lá para os lados da casa amarela.
Como que projectados por uma catapulta, os edis da esquadra laranja levantaram-se e abandonaram a reunião.
É importante mas não basta uma auditoria às contas.
É preciso também auditar os favores à clientela e putativas recompensas.
Mas aí talvez não haja coragem para mexer...

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Memorial do Búfalo



Memorial do Búfalo é um blog feito por oureenses, que não é sobre Ourém, mas trata o que muitos oureenses dos anos 50 e 60 eram levados a ler sob a salazarenta ditadura, numa perspectiva dominantemente lúdica, mas, por vezes, crítica.
Uma verdadeira prenda para uma época natalícia já tão toldada por aquilo que as santas almas do governo nos prepararam para o próximo ano…

terça-feira, novembro 30, 2010

Papá, quero uma pista de gelo


Ah! Ah! Ah! Ah!
Mas que bela ideia!
É tudo incorporação nacional. E ficamos com lago para o bailado das irmãs.
E até vai ajudar o déficit. Bem pode o Engenheiro andar a reunir-se com as exportadoras.
Melhor só o teleférico para o castelo.

segunda-feira, novembro 09, 2009

E se o Muro caísse e a Utopia permanecesse?

É verdade. Quem necessita de construir muros e cercear liberdades não acredita na força da sua razão e está por isso extremamente fragilizado.
Mas pode aprender com os próprios erros e, mantendo a utopia, garantir que ela nunca voltará a ser tentada fora de um quadro democrático e sem o mais amplo apoio por parte das pessoas…

quinta-feira, novembro 05, 2009

Preparem-se...

Os sinais são provenientes de múltiplos locais.
Ontem, os jornais anunciavam que, devido à deflação e ao aumento nominal dos rendimentos, o poder de compra dos que têm emprego ou pensões terá subido na ordem dos 5,7%. Não consigo dar por esta capacidade adicional para adquirir bens e serviços. Na verdade, os impostos que paguei não diminuiram, o que larguei para me alimentar aumentou, o gasóleo não diminuiu, mesmo uns sapatos que comprei foram mais caros que os anteriores. Onde é que esta gente pode dizer que o meu salário real aumentou? Se calhar baseiam-se em bens que eu não uso e desprezam os que eu consumo...
Também ontem, o nosso distinto Deputado Municipal, Silva Lopes, afirmou na TV que, para sermos competitivos em matéria de exportação (preferível na sua óptica ao desenvolvimento do mercado interno) os trabalhadores deveriam abdicar de aumentos. Nem o tenebroso Van Zeller defenderia melhor os interesses do capital que, aliás, expressou da mesma maneira ainda não há muito tempo.
Mas não é tudo... alguns posts abaixo neste blog alguém defende condições de trabalho igualmente precárias para trabalhadores do público e do privado...
Isto parece querer mostrar que começamos a estar de novo na mira e se prepara um ambiente propício ao ataque à bolsa e condições laborais dos que, até há pouco tempo, ainda davam algum dinamismo à procura. Não se admirem: qualquer dia, industriais e comerciantes não têm mesmo ninguém que lhes compre as coisas. Bom, mas como vivem para o mercado externo, já não lhes seremos necessários, só precisam é de nos manter vivos para continuarem a exploração...
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