Salpicos de comentários no rescaldo das eleições e após a investidura de Sócrates
Por Teresa Perdigão
Na noite do dia 20 a euforia não saiu à rua, apesar da “estrondosa vitória” do PS, da “clara derrota” da direita e da “significativa subida” da esquerda.
Os telefonemas dos amigos choveram a uma velocidade impiedosamente superior à chuva que em Fátima se roga diariamente a S. Pedro. “Novo 25 de Abril!” diziam uns. “Já chegou a Nova Aurora”, parafraseavam outros. “Vamos acreditar!” era a voz do entusiasmo. “Vamos ver…” eram os incrédulos que fecharam os olhos para não ver a cor desmaiada e taparam o nariz para não cheirar a rosa e bloquearam os ouvidos para não ouvir a voz da vitória ou da arrogância, ao fim do dia, a clamar “Conseguimos!”, e que assim, puseram a cruzinha no sítio certo.
Quando o Cavaco ganhou foi diferente. “Não fui eu que os lá pus”, ouvia tão insistentemente que quase acreditei que tinham sido os espanhóis.
Agora vejo-me rodeada de amigos desiludidos, conformados e sensatos. Foram eles, todos eles, os que nunca votaram Cavaco, os que até nem votaram Soares, os que acabaram por votar Sampaio, sim! foram eles, mais aqueles que o comentador Carlos Magno diz votarem com a carteira (vazia), a classe média, foram esses todos que os lá puseram e somos nós todos que vamos assistir ao espectáculo do promete e despromete e ao aperta, aperta bem o cinto e ao encolhe a barriga e estica o peito! Teremos mais uma legião orgulhosamente europeia!
Orgulhosamente!
Europeia!
Já ninguém aguentava o play-boy, é verdade!
Também é verdade que os anos de governação da direita fizeram desvanecer a memória.
E é bem claro que ainda existe gente de esquerda, filhos da clandestinidade, netos dos anarquistas ferroviários e dos vidreiros da Marinha Grande.
A propósito, onde está a memória do 18 de Janeiro de 1934?
25 de Fevereiro 2005
Teresa Perdigão
Na noite do dia 20 a euforia não saiu à rua, apesar da “estrondosa vitória” do PS, da “clara derrota” da direita e da “significativa subida” da esquerda.
Os telefonemas dos amigos choveram a uma velocidade impiedosamente superior à chuva que em Fátima se roga diariamente a S. Pedro. “Novo 25 de Abril!” diziam uns. “Já chegou a Nova Aurora”, parafraseavam outros. “Vamos acreditar!” era a voz do entusiasmo. “Vamos ver…” eram os incrédulos que fecharam os olhos para não ver a cor desmaiada e taparam o nariz para não cheirar a rosa e bloquearam os ouvidos para não ouvir a voz da vitória ou da arrogância, ao fim do dia, a clamar “Conseguimos!”, e que assim, puseram a cruzinha no sítio certo.
Quando o Cavaco ganhou foi diferente. “Não fui eu que os lá pus”, ouvia tão insistentemente que quase acreditei que tinham sido os espanhóis.
Agora vejo-me rodeada de amigos desiludidos, conformados e sensatos. Foram eles, todos eles, os que nunca votaram Cavaco, os que até nem votaram Soares, os que acabaram por votar Sampaio, sim! foram eles, mais aqueles que o comentador Carlos Magno diz votarem com a carteira (vazia), a classe média, foram esses todos que os lá puseram e somos nós todos que vamos assistir ao espectáculo do promete e despromete e ao aperta, aperta bem o cinto e ao encolhe a barriga e estica o peito! Teremos mais uma legião orgulhosamente europeia!
Orgulhosamente!
Europeia!
Já ninguém aguentava o play-boy, é verdade!
Também é verdade que os anos de governação da direita fizeram desvanecer a memória.
E é bem claro que ainda existe gente de esquerda, filhos da clandestinidade, netos dos anarquistas ferroviários e dos vidreiros da Marinha Grande.
A propósito, onde está a memória do 18 de Janeiro de 1934?
25 de Fevereiro 2005
Teresa Perdigão
Caro amigo junto envio uma notícia que considero muito interessante sobre Ourém. Beijos de Pombal.
ResponderEliminarPS apresenta queixa na IGAT
Câmara de Ourém quer perdoar 50 mil euros
a empresa de autarca do PSD
Os vereadores do PS na Câmara de Ourém vão apresentar uma queixa na IGAT (Inspecção Geral de Administração do Território) e no Tribunal Administrativo, denunciando a “gravidade” do acordo extrajudicial que a autarquia tenciona celebrar com a empresa “Janeiro & Fonseca Lda”, perdoando uma dívida de cerca de 50 mil euros. Esta verba refere-se a alegados traba-
lhos a mais numa empreitada de obra s de abastecimento de água à freguesia de Matas, adjudicadas àquela firma, da qual é sócio-gerente o presidente da Junta de Ribeira do Fárrio, Filipe Janeiro (PSD).
Há cerca de seis meses o executivo deliberou avançar com uma acção judicial para reaver a verba mas, segundo David Catarino, presidente da Câmara, “o município foi aconselhado por advogados a chegar a um acordo”. O edil explica que a autarquia “não irá reivindicar o dinheiro e o empreiteiro não exigirá a revisão de preços”.
“Indignados” com os termos do acordo, dado a conhecer na reunião de Câmara de segunda--feira passada, os vereadores do PS querem ver o caso auditado “a um nível superior”, por entenderem que a proposta da maioria PSD “é ilegal, é ilegítima e configura um atentado ao serviço e ao interesse público”.
Segundo o acordo a assinar entre a Câmara e a empresa, que terá de ser aprovado pelo Governo, os envolvidos reconhecem que o processo registou “falhas imputáveis a ambas as partes, das quais resultaram benefícios e prejuízos para os dois contratantes”. Com esse fundamento, acordam “considerar compensados todos os créditos recíprocos que surgiram no âmbito da empreitada em causa”.