As múltiplas faces do OUREM
O OUREM nasceu em Julho de 2003 e começou por publicar artigos aparecidos entrte 1972 e 1975 no Notícias de Ourém e no Ourém e seu concelho, artigos da responsabilidade do seu criador.
Esta fase não se aguentou mais de dois meses. Reescrever os artigos, o seu carácter datado e a ausência de leitores, em breve provocaram uma ausência que durou até aos primeiros meses de 2004. Por esta altura, o entusiasmo bloguístico suscitado pelo Castelo provocou o acordar do nosso blog. Havia um apontador entre os links, havia uma referência, sentimo-nos importantes.
Munidos de máquina fotográfica e de recordações do passado nas décadas de cinquenta e sessenta, percorremos Ourém e publicámos uma reportagem dita saudosista com um apelo decalcado de Marx: “Oureenses de todo o mundo, uni-vos! Andam a destruir a nossa terra...”. Seguiu-se a saudação do 25 de Abril e a participação num encontro de bloggers na Som da Tinta. Recordo uma questão interessante de um participante:”E quando se acabarem as recordações, o que vai fazer?” Eu sabia lá, sentia tanto para dizer...
O projecto “Ourém em estórias e memórias” nasceu por essa altura - não vale a pena descrevê-lo, o seu nome é auto-explicativo - e, em Novembro de 2005, levou à publicação de um livro com recordações de Ourém e com uma crónica relativa à destruição de elementos de referência da nossa geração. No livro, foram integradas participações de vários autores: memórias do Avião, uma história dos bombeiros pelo seu comandante, um inédito do Luís Nuno, um texto do ZéQuim e um poema de uma descendente dos membros do Poço dedicado ao mesmo. Do livro foram feitos 50 exemplares distribuídos pelos amigos do Poço e por outros que manifestaram o desejo de o possuir. Houve ainda ofertas para a Biblioteca, para os dois jornais e para o Café Central que numa primeira fase se tinha prontificado a apoiar financeiramente a sua edição.
Entretanto, o OUREM tinha participado activamente em processos eleitorais e, inclusivamente, o seu criador foi candidato pela CDU nas eleições autárquicas onde procedeu à denúncia da ruinosa política de Catarino e companhia. A crítica aos governos de Durão Barroso e Santana esteve sempre presente e a colaboração com o Sérgio permitiu o acompanhamento da sua passagem pelo parlamento europeu.
2006 trouxe um novo projecto para o blog: reciclar músicas da geração de 50 e 60 e fazê-las acompanhar de pequenas estórias sobre o ambiente em Ourém na época. Esse projecto acompanhou ainda a elaboração de uma antologia poética. É esse disco que vai, na próxima realização do Poço, ver a luz do dia, guardando-se para uma data futura uma decisão sobre os novos textos e a antologia (onde consta um inédito amavelmente cedido pela Carmen Zita).
Quanto ao OUREM, vive a partir do último daqueles tempos em profunda agonia...
Estive para falar em fases ao atribuir título a esta divagação. Mas as coisas foram tão sobrepostas que preferi utilizar o termo faces: sim, o OUREM tem várias faces, embora todas elas radiquem no legítimo desejo de uma política que respeite as referências culturais da nossas terra. Uma utopia, claro!
O OUREM nasceu em Julho de 2003 e começou por publicar artigos aparecidos entrte 1972 e 1975 no Notícias de Ourém e no Ourém e seu concelho, artigos da responsabilidade do seu criador.
Esta fase não se aguentou mais de dois meses. Reescrever os artigos, o seu carácter datado e a ausência de leitores, em breve provocaram uma ausência que durou até aos primeiros meses de 2004. Por esta altura, o entusiasmo bloguístico suscitado pelo Castelo provocou o acordar do nosso blog. Havia um apontador entre os links, havia uma referência, sentimo-nos importantes.
Munidos de máquina fotográfica e de recordações do passado nas décadas de cinquenta e sessenta, percorremos Ourém e publicámos uma reportagem dita saudosista com um apelo decalcado de Marx: “Oureenses de todo o mundo, uni-vos! Andam a destruir a nossa terra...”. Seguiu-se a saudação do 25 de Abril e a participação num encontro de bloggers na Som da Tinta. Recordo uma questão interessante de um participante:”E quando se acabarem as recordações, o que vai fazer?” Eu sabia lá, sentia tanto para dizer...
O projecto “Ourém em estórias e memórias” nasceu por essa altura - não vale a pena descrevê-lo, o seu nome é auto-explicativo - e, em Novembro de 2005, levou à publicação de um livro com recordações de Ourém e com uma crónica relativa à destruição de elementos de referência da nossa geração. No livro, foram integradas participações de vários autores: memórias do Avião, uma história dos bombeiros pelo seu comandante, um inédito do Luís Nuno, um texto do ZéQuim e um poema de uma descendente dos membros do Poço dedicado ao mesmo. Do livro foram feitos 50 exemplares distribuídos pelos amigos do Poço e por outros que manifestaram o desejo de o possuir. Houve ainda ofertas para a Biblioteca, para os dois jornais e para o Café Central que numa primeira fase se tinha prontificado a apoiar financeiramente a sua edição.
Entretanto, o OUREM tinha participado activamente em processos eleitorais e, inclusivamente, o seu criador foi candidato pela CDU nas eleições autárquicas onde procedeu à denúncia da ruinosa política de Catarino e companhia. A crítica aos governos de Durão Barroso e Santana esteve sempre presente e a colaboração com o Sérgio permitiu o acompanhamento da sua passagem pelo parlamento europeu.
2006 trouxe um novo projecto para o blog: reciclar músicas da geração de 50 e 60 e fazê-las acompanhar de pequenas estórias sobre o ambiente em Ourém na época. Esse projecto acompanhou ainda a elaboração de uma antologia poética. É esse disco que vai, na próxima realização do Poço, ver a luz do dia, guardando-se para uma data futura uma decisão sobre os novos textos e a antologia (onde consta um inédito amavelmente cedido pela Carmen Zita).
Quanto ao OUREM, vive a partir do último daqueles tempos em profunda agonia...
Estive para falar em fases ao atribuir título a esta divagação. Mas as coisas foram tão sobrepostas que preferi utilizar o termo faces: sim, o OUREM tem várias faces, embora todas elas radiquem no legítimo desejo de uma política que respeite as referências culturais da nossas terra. Uma utopia, claro!
Parabéns Luís!!!
ResponderEliminarBonito número! Não vais, decerto, abandonar esses 50000 fiéis e persistentes "bloggers".
Encontrarás sempre algo par dizer.
écse.
Parabéns Luís!!!
ResponderEliminarBonito número! Não vais, decerto, abandonar esses 50000 fiéis e persistentes "bloggers".
Encontrarás sempre algo par dizer.
écse.
Ora aqui está: Uma utopia (ou várias) por fases e com faces. Neste caso, sobretudo uma: a tua.
ResponderEliminarObrigado por continuares assim e um grande abraço