sexta-feira, outubro 22, 2004

Reavivar memórias
A convocação para o XIX já chegou.
Penso que lá estarei e que vou aproveitar para alguma inspiração. Isto apesar de eles não me ligarem nenhuma e de permitirem a destruição do espaço que vão venerar. A memória dos que já partiram a tanto me obriga. A parte final da convocação também:"Gostamos muito de te ver".
Vou aproveitar para tirar umas fotografias durante a celebração e publicá-las neste local.
Continua a configuração do tunel
Já tínhamos o do Marquês.
Repentinamente, o do Rossio juntou-se ao lote dos despovoados.
Ontem, Mexia anunciou a eventualidade de mais um entre Algés e Trafaria.
E já se fala no nuclear...
Esta gente só quer a sesta para eles.
Para o povo deixam o pesadelo...
Dear Cohen

Este fim de semana gostaria de adquirir e apreciar isto que, antecipadamente, para mim já é uma obra prima.
É um exagero, bem sei, mas perfeitamente compreensível para quem foi submetido aos disparates governamentais e camarários no grau em que temos sido ultimamente.
A magnífica arte de Leonard Cohen far-nos-á, com certeza, recuperar a moral e sublimar a irritação que nos provocaram.
O Fantasma da Câmara
É sempre com agrado que vejo aquela coluna do lado esquerdo da página inicial do Ourém e seu Concelho. Mas desta vez não fiquei totalmente satisfeito. Vejamos...
Diz-se que o nosso venerado presidente vai dando cavadelas com a enxada para daí extrair votos. Que não gostaria que alguém acabe a sua obra, já que a começou.
Possivelmente, esse receio o seu fantasma.
Mas sugere que alguém lhe quer retirar o poleiro.
Quem será? Não é o Governo, não é o próprio jornal.
Eu também não. De facto eu não acabaria a obra de Catarino, eu acabaria com ela.
Mas aquela suspeita ali lançada...
Será que o/a simpático/a editorialista do Ourém e seu Concelho não nos quer dar mais alguns elementos para percebermos tão afastado que estamos das tricas oureenses? É essa a missão do jornal, levar aos que estão longe a compreensão do que se passa naquele meio.
Como é que estes miúdos poderão gostar de estudar?
Ainda ontem tive mais uma prova do que costumo designar por parvoeira do nosso ensino secundário.
Passava com alguns alunos pelas matérias de Estatística Descritiva. Sabia que eles tinham no programa do décimo ano um bom tratamento da mesma apoiada por excelentes manuais.
Mas garantiram-me e tive a prova disso que sobre o assunto nada tinham dado, nem tinham tido qualquer avaliação. Praticamente ninguém sabia o que era uma média ponderada, uma mediana e suspeitavam do que era a moda. Em contrapartida foram rigorosamente examinados numa matéria designada por complexos.
Resta-me acrescentar que isto passa-se numa área que dá acesso a licenciaturas em Economia e Gestão.
O João conheceu a força da repressão
Não sei se os meus amigos viram ontem na RTP uma entrevista ao jovem que foi detido pela polícia devido aos desacatos em Coimbra.
Ficou claro que se tratava de um perigoso malfeitor.
O seu ar tornava evidente que, quando não estava a apedrejar a polícia ou a insultar o pessoal auxiliar, se dedicava a partir vidros de automóveis para retirar o que lá estava dentro e a assaltar velhinhas no dia em que recebiam a reforma.
Os outros dois miudos que o foram esperar também mostravam evidentes sinais de serem perigosos marginais.
E eu garanto que vi o João a ser extraído do seu grupo por um polícia, a ser violentamente deitado no chão e relativamente maltratado.
Honra à nossa polícia! Com criminosos destes, consegue mesmo mostrar como os seus agentes são valentes...
Ressabiado
"Eu entreguei uma declaração de IRS onde mencionava rendimentos de mais de 400000 euros. Quando fui para a Caixa, não foi para ter prejuízos, fiz os descontos legais..."
Decerto já adivinharam quem foi o autor destas palavras. Exactamente, o da reforma milionária da CGD.
Aparentemente tem toda a razão.
Mas respondam-me a esta questão: que bens e serviços a mais foram postos à disposição do nosso povo graças a acção deste senhor? Isto é, em que é que ele contribuiu para a nossa riqueza como povo?
É difícil responder, não é?
A questão é que este senhor e muitos outros com rendimentos milionários obtêm-nos a partir de uma coisa chamada redistribuição da mais-valia. A riqueza já lá está, já foi produzida, parte foi paga ao trabalhador como remuneração da força de trabalho e o restante dá para estas cenas.

quinta-feira, outubro 21, 2004

Mais um...
Há uns 25 anos, o Pinholas foi fazer um trabalho a Cabo Verde e trouxe-me de lá um magnífico vinil: o álbum Tabanca dos Tubarões.
Adorei ouvi-lo especialmente aquelas músicas mais lentas com uma sonoridade fantástica nos baixos que provoca como que um ribombar nos espaços envolventes.
Hoje, soube da notícia da partida do que deu voz aos Tubarões (Ildo Lobo). Vai para boa companhia, eu sei, mas tenho pena.
Parecenças com Marcelo...
Hoje, o Público, traz mais um texto sobre o caso do blogger de Pombal, um texto escrito pelo próprio Orlando Cardoso.
O autor chama mais uma vez a atenção para a semelhança com o que se passou com Marcelo Rebelo de Sousa.
Formalmente, eu penso que ele tem alguma razão. Mas há uma diferença abissal.
Existe uma formidável diferença de meios.
Marcelo pôs toda a comunicação em ebulição. Pessoas do PSD criticaram a situação interna no partido. Pessoas do PS ofereceram-lhe o seu espaço de expressão. Foi ouvido pelo próprio Presidente da República.
Orlando não tem força para tanto. Sinto que o seu caso está quase no esquecimento, apesar da revolta manifestada por algumas pessoas em Pombal, apesar de o Público ainda se referir a ele, bem como o Expresso...
Marcelo tem fortuna própria e emprego assegurado em qualquer lado. Orlando é visto com desconfiança por eventuais empregadores, apesar de lhe reconhecerem a competência.
Isto demonstra que, para casos mais ou menos semelhantes, os cidadãos têm direitos diferentes. Pobre democracia a nossa.
Chegada
Cá estou no posto de observação.
Hoje, vou ficar por aqui até às onze, altura em que o dever me chamará.
Já vi que o misterioso Vigilante dos Céus voltou aos comentários ao Ourém. Tenho que lhe agradecer a atenção que nos tem dado. Mas gostava de saber quem é, porque não me ocorre a identidade de tão simpática criatura.
Percorri os blogs da manhã. O Barnabé também refere a carga doa polícia sobre os estudantes e a utilização de gás. Governo autoritário, grotesco, mas autoritário. As suas tentações para a comunicação já o indiciavam.
Ficam a saber que estarei do lado de cá atento a tudo que façam... ou escrevam. A inspiração, essa, está do pior.

quarta-feira, outubro 20, 2004

Lá apareceram eles... a malhar nos estudantes
Protesto contra aumento de propinas...
É óbvio que não apoio alguns excessos dos estudantes, mas é uma coisa admirável...
A insegurança nas ruas é cada vez maior.
As pessoas são cada vez mais sujeitas a assaltos e violações de toda a ordem.
Em muitos casos, sabe-se quem os pratica.
Fala-se à polícia e não nos ligam nenhuma.
Mas haja uma acção de desempregados ou estudantes que ultrapasse certos limites...
...
e aí estão eles a malhar nas pessoas.
"Tudo não passou de uma normal acção de contenção", disse o senhor ministro da Administração Interna, Daniel Sanches, que ainda não estava informado do que se tinha passado.
É o chamado país do faz de conta.
Acção cautelar contra construção de novo Intermarché
A Associação Nacional de Conservação da Natureza Quercus vai entregar hoje uma providência cautelar contestando a construção de um supermercado em Ourém numa zona alegadamente ameaçada pelas cheias.
Em declarações à Agência Lusa, Hélder Spínola, presidente da Quercus, explicou que o processo será hoje entregue no tribunal administrativo de Leiria, depois de o Ministério do Ambiente e da Câmara de Ourém não terem suspendido a obra, como foi solicitado pelas autarquias.
(A notícia é da página em linha do Região de Leiria e tem a data de 19 de Outubro).
Acesso à totalidade da notícia aqui.
A independência da RTP
Num colóquio sobre serviço público, o ministro da Presidência, Nuno Morais Sarmento, defendeu, ontem, que deve ser o Governo a definir o modelo de programação da RTP, uma vez que é o Executivo que responde pelas decisões adoptadas na estação pública.
Ainda relacionado com o mesmo assunto, o Barnabé deixa-nos esta magnífica descrição da reunião de hoje do Conselho de Ministros.
O mercado como sistema de informação social
Os liberais consideram o mercado como o mais fiável sistema de informação social.
Através das suas orientações, os produtores sabem quanto devem produzir e adaptam os seus processos.
Tal posição parece-me um monumental disparate.
É que, neste mercado onde todos vivemos, existem tantos que não conseguem manifestar as suas necessidades, porque não têm dinheiro para o fazer, que qualquer informação por ele dada é com certeza enviezada por aqueles que mais têm.
Brisa Mínima
Anda por aí mais um blog que parece de um oureense. É assinado por 1bigonobalcão.
Há que reconhecer que se trata de uma pessoa informada sobre o que se passa actualmente em Ourém.
Alguns dos seus textos merecem leitura atenta. Aqui ficam alguns apontadores com a promessa de, oportunamente, o juntarmos às nossas Outras Paragens:

Os mesmos caldeiros desta feita com azeitonas

Sabes quem eu sou?

Política da conformidade

Marcelo, o paradigma da contra-informação

As árvores morrem de pé ou carta aberta aos delapidadores do património vegetal

Empresa de Água vs Golfe

O Neto do avô P.D.M.

Ahh, as vindimas!


A nossa crónica
Lembram-se?
Este blog nasceu para recordar e celebrar a juventude de um conjunto de oureenses: aqueles que apelidei de distintos oureenses...
Em certa altura, pôs-se a hipótese da sua publicação em livro.
Penso que é uma loucura.
Não tem mercado, se vendesse 50 exemplares já seria muito bom.
Há dias fiz uma consulta a uma empresa sobre as custos da produção desse número de exemplares e de um texto de mais ou menos 100 páginas. Falaram-me numa exorbitância superior a 2000 euros.
Eu confesso que não percebo como é que com tecnologia tão moderna isto acontece.
É um verdadeiro sufoco para quem quer publicar.
É uma outra forma de censura de que raramente se fala.
Por isso é melhor pôr a ideia de lado. O Blogger, se não morrer, encarregar-se-á de a eternizar.
Boa nova
Como podem ver ali em baixo, escrito preto no branco, o Sérgio vai retomar as suas crónicas sobre o Parlamento Europeu e vai possibilitar-nos a sua publicação.
"Obrigado, caro Sérgio, pela honra que nos dás. Este espaço estará sempre à tua disposição, porque sei que o utilizarás bem, a favor do nosso povo."
Exactamente por isso, estamos com imensa curiosidade sobre as conclusões e efeitos desse relatório sobre os Açores. Há dias, num comentário que aqui deixou, deu-me a impressão que falava em censura relativamente ao mesmo. Quererá ele explicitar mais?
Entretanto o exemplo do Sérgio, prestar contas através de um espaço na Internet, já está a ser seguido por outros deputados europeus e começa a notar-se uma tendência para os nossos representantes na Assembleia da República terem o seu blog para se dirigirem aos portugueses e receberem os seus comentários.
Só em Ourém, mesmo com a promessa do digital, é que os nossos eleitos se fecham em si mesmos, ouvem apenas as vozes dos seus camaradas de partido nas respectivas estruturas e entendem que o povo exsclusivamente serve para lá ir pôr o respectivo voto. Está errado, depois de eleitos deviam considerar-se em interacção e comunicação com todos...

terça-feira, outubro 19, 2004

004400
Vem aí mais um número giro.
Quem será o leitor do nosso blog que o vai conseguir?
Pode deixar um comentário, o prémio será incontornável.
Permanecendo em números, este é o post número 542. Grande produção, para uma pessoa só e que apenas pode ser explicada pela adoração pela nossa Ourém. Não a que é, mas a que foi...
Continuaremos!
Quero lá saber que haja poucos leitores, não estou a vender nada a ninguém, não me guio pelas regras de mercado.
A veia (pouco) vermelha
Fiz mais umas modificações na template.
À direita juntei a velha e gasta crónica, organizei a colaboração do Sérgio, relativamente ao parlamento europeu, em formato blog (de que já não recordo a password, mas ele talvez tenha) e fiz o link para a tentativa de discussão do programa de governo.
Mais abaixo, juntei um link para o Zé Oliveira (deixou de haver perigo de se perder no meio de outros posts) e inseri uma ligação para um blog com uma perspectiva pluralista, mas mais liberal do que eu costumo ser.
Assim, também nós ficamos mais pluralistas, o que é saudável.

segunda-feira, outubro 18, 2004

Já somos o bombo da festa
Vejam-me esta blasfémia

E, no Barnabé, um desavergonhado sprotinguista diz que gostou muito dos jogadores do Porto, especialmente dos que estavam vestidos de preto.
Um dia cinzento
Uma tonalidade que me faz sempre recordar Ourém.
Um dia perfeito se não fossem as chuvas e as rajadas.
Retorno à casa da Rua de Santa Teresinha.
Havia árvores, havia o uivar do vento que vinha da zona da Sapateira. Havia aquela magnífica vinha.
Uma Ourém cada vez mais longe...
... da qual quase nada resta, destruída que tem sido por gente que não a sentiu.
Quem é…?

Que quando escreve nos traz o bálsamo do amor?
Que nos visita aqui neste lugar,
o escolhido até quando?
Será o seu amor outro fogo
ou quasi uma árvore de tons vermelhos
que ofuscam a noite, apenas sonho
e nos trazem imensos aromas (de ti)?

domingo, outubro 17, 2004

Fomos roubados!

Eles podem ter sido melhores, muito melhores...
...mas fomos roubados.
Pelo árbitro, duas vezes.
Pelo trapalhoni, nas convocações.
E não gostei nada do comportamento do presidente.

Ourém digital
De acordo com o Região de Leiria, Ourém vai participar num apetitoso manjar de 7,9 milhões de euros associados ao projecto Leiria Região Digital que vai ter três eixos prioritários que passam pelo turismo, um pólo infotecnológico (ligado ao sector empresarial) e, por fim, uma rede de conhecimento regional (onde se incluiu o ensino) e visa ainda facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços da administração pública e estimular a utilização das novas tecnologias.
A notícia toda está aqui.
Tendo acompanhado por imperativo profissional a Missão para a Sociedade da Informação desde 1996, confesso que tenho algumas reticências relativamente a estes programas que, na minha perspectiva, se traduzem muitas vezes em desperdícios com benefícios excessivamente voláteis do ponto de vista do cidadão, mas bastante compensadores para as empresas fornecedoras.
No entanto, este ano, em Tavira, pude aproveitar os resultados de um programa como este, ao utilizar um centro de acesso à Internet disponibilizado pela autarquia sem qualquer restrição e sem uma burocracia avassaladora.
Esperemos que Ourém tire o melhor partido das novas tecnologias que aí são prometidas.

sábado, outubro 16, 2004

Um OE sem vergonha fiscal
Oureenses,
reparem bem naquelas descidas de taxa lá para um dos escalões superiores...
...sim, aquelas lá ao fundo, com traço marcadas...

(fonte: a grande loja do queijo limiano)
Terá sido a perspectiva cristã sobre a sociedade que o levou a fazer isto?

sexta-feira, outubro 15, 2004

Estupefacto
Esta manhã, tomei conhecimento do OE e fiz um humilde post com o que se referia a Ourém. Os dados existentes podem ser mais explorados e pode-se passar ao nível de freguesia...
Passado algum tempo, dei com esta notícia no Castelo.
Todos sabem que não morro de amores pelos partidos de direita. Mas, se estiveram atentos, sabem também que tenho elevada consideração por muitos dos seus políticos.
E nem é preciso sair de Ourém.
Neste momento, interrogo-me: será que Ourém vai ser uma coutada como a Madeira ou governada por algum Avelino?
A ser verdade aquela notícia e a infeliz afirmação final, e eu espero bem que não seja, que tenha sido um engano, O Governo de Portugal projecta colocar 10 milhões de euros nas mãos de alguém que nem respeitou o regulamento relativo a eleições no seio do seu partido. Alguém que, arrogantemente, julga estar acima da lei. É inaceitável, o PSD não merecia ser tão maltratado.
Se ali faz isto, o que irá fazer cá fora?
Há quem fique pior
No distrito de Santarém, de acordo com a proposta hoje entregue na AR por BF, Ourém nem se pode queixar muito. Vai poder gerir mais de 10 milhões de euros o equivalente a 2 milhões de contos. Apenas Abrantes e Santarém levam mais uns trocos e há uns concelhos coitadinhos que nem chegam a 1/3 do que a nossa terra leva.
É o que se pode ver no quadro seguinte. Que irão os nossos autarcas fazer com tanto dinheiro? Mais campos de golfe? Mais centros de negócio? Mais lojas às moscas? Esperemos que o digam ao povo antes de apresentarem o facto consumado.

Município

Valor

(euros)

%

Ourém=100

Abrantes

11139932

8,73%

105

Alcanena

4640917

3,64%

44

Almeirim

5193555

4,07%

49

Alpiarça

3044141

2,39%

29

Benavente

5153660

4,04%

49

Cartaxo

4847612

3,80%

46

Chamusca

6703177

5,25%

63

Constância

3100718

2,43%

29

Coruche

9912851

7,77%

94

Entroncamento

3136107

2,46%

30

Ferreira do zêzere

4558579

3,57%

43

Golegã

2918472

2,29%

28

Mação

6006514

4,71%

57

Ourém

10575226

8,29%

100

Rio maior

5859646

4,59%

55

Salvaterra de magos

5146732

4,03%

49

Santarém

12326121

9,66%

117

Sardoal

3353150

2,63%

32

Tomar

8703304

6,82%

82

Torres novas

8220075

6,44%

78

Vila nova da barquinha

3047446

2,39%

29

Total

127587935

100,00%

Embora...
... não desdenhe assistir ao magnífico jogo em que, com certeza, daremos uma lição aos famigerados acólitos do pintainho da costa.
Pena é que ele já ande com ameaças de que a equipa não vai aparecer.
Quando é que esta ente ganha juízo e faz desporto por desporto?
Este fim de semana...
... apetece-me ver qualquer coisa como isto.
É curioso...

... faz-me mesmo lembrar um distinto oureense.
3 oureense(s) ligado(s)
Sempre que chego ao Ourém e vejo este tipo de informação, sinto que há alguém a ver ou a ler o mesmo que eu. Alguém que pode concordar ou discordar, mas raras vezes deixa o seu comentário. E apetece-me perguntar: is there anybody out there?
E isto lembra-me aquela magnífica música, quando aquela banda ainda tinha algum jeito com o Waters, que apetece mesmo ouvir nesta horinha que falta para saciar a fome...
Mas, em Thomar...

Que inveja!
Ali, a tradição é mesmo para ser cumprida.
A pobreza em Portugal
Em 2001 cerca de 20% da população portuguesa encontrava-se numa situação de risco de pobreza, isto é, dispunha de um rendimento por indivíduo inferior a 3589 € (cerca de 300 € por mês). Portugal, conjuntamente com a Irlanda (21%), Grécia (20%), Espanha e Itália (19%) e Reino Unido (17%), apresenta uma taxa de risco de pobreza superior à média da UE 15, que se situa nos 15%.
A medida aqui usada para determinar a fracção da população que enfrenta um risco de pobreza é a convencionada para os países da União Europeia (UE) e definida como a proporção da população que tem rendimentos inferiores a 60% da mediana da distribuição do rendimento monetário líquido equivalente, em cada país.

Ineficácia na redistribuição
Os valores apresentados são calculados após ter em conta o efeito da actividade redistributiva do Estado, que se estima atenue o risco de pobreza em Portugal em 4 pontos percentuais. De facto, com base no rendimento sem ter em consideração as transferências sociais, estima-se que 24% da população se situaria abaixo da linha depobreza. O efeito destas transferências parece ser mais pronunciado na UE15 do que em Portugal, uma vez que partindo do mesmo valor de 24% antes de transferências se chega a um valor de 15% após ter em conta as transferências sociais.

Um estado de pobreza crónica
Cerca de 3/4 da população que se encontrava em risco de pobreza em 2001, já tinha estado nessa mesma situação em pelo menos 2 dos 3 anos anteriores. Dito de outra forma, 15% da população residente em Portugal em 2001 enfrentava uma situação de risco de pobreza persistente. Em contraste, este risco atinge 9% dapopulação residente no conjunto da UE 15 - cerca de 3/5 da população em risco em 2001.

Da desigualdade de distribuição do rendimento
Portugal observou em 2001 a mais acentuada desigualdade da distribuição do rendimento (37%), medida pelo coeficiente de Gini, quando comparado com os parceiros comunitários. Portugal é seguido pela Espanha e Grécia(33% em ambos) e ainda pelo Reino Unido (31%). A maior equidade, traduzida por este indicador, observa-se na Dinamarca (22%), Áustria, Finlândia e Suécia (24%), estimando-se para a globalidade da UE15 um coeficiente de 28%.

(encontra aqui o texto do INE)
O orçamento de Estado
Vinha cheio de força para me atirar ao Orçamento que costuma aparecer aqui, mas estou quase a desistir: eles não o disponibilizam e eu não estou para estragar o fim de semana.
Enraivecido, fui ao sítio do INE à procura de informação sobre a pobreza em Portugal.
Como sabem, em Ourém, para a qual não tenho dados, ainda é pior do que na média do país, até merecemos aquela honra de sair da região de Lisboa e Vale do Tejo para ter mais fundos estruturais.
O próximo post é sobre o texto do INE.
O Notícias de Ourém...
... continua na maior: agora já consigo ter acesso às suas notícias antes de chegar em papel aos oureenses. Ontem li-o de rajada.
Devo confessar, achei-o um bocadinho a puxar para o laranja, tanta notícia trazia sobre os últimos acontecimentos no PSD concelhio. Será que não há vida noticiável no PS ou na CDU ou no BE? Corresponderá a ausência de notícias sobre estas organizações a uma ausência de práticas das mesmas?
De qualquer modo, há um artigo de opinião que não perdoa à actuação do governo de coligação que temos de suportar, pode dizer-se que isso equilibra um pouco as coisas.
Apesar de tudo, há algo que me desgosta muito no Notícias de Ourém.
Tanto nós, como o Castelo, sempre o temos tratado muito bem.
Fazemos referência às suas notícias.
Pusémos nas nossas páginas um link para a sua página.
Mas o dito jornal recusa-se a olhar-nos, ou fá-lo com sobranceria, despreza-nos... não nos considera suficientemente sérios (ou úteis) para merecermos um singelo apontador. Paciência...
Ponto de situação sobre os problemas do site da Câmara
Já temos de novo a Agenda do Presidente.
Foram disponibilizadas mais duas actas (20 e 27 de Setembro).
Os textos relativos às pós-graduações passaram a ser correctamente apontados. A propósito, parece-me um pouco puxado o preço para aqueles cursos que, deve dizer-se, não conferem qualquer grau académico.
Continuamos sem directório de empresas. Meus amigos, au acho que este seria um trabalho importantíssimo para se conhecer melhor o concelho.
Continuamos sem aquela informação associada ao último botão à direita: Viver Ourém, etc., etc.
Continuamos sem possibilidade de introduzir comentários.
Mas nem só o comentário seria importante. Instrumentos como o Univa deveriam servir para criar uma base de dados disponível para as empresas e para os que procuram emprego.

quinta-feira, outubro 14, 2004

A venerável presidente

O Zé Oliveira também faz ilustrações relativas aos autarcas.
Na presente, a Isabel ganha em humanidade, perde um pouco do seu ar pedante.
Será que o Zé tem algum projecto para fazer tratamento semelhante aos que são responsáveis pelos destinos da nossa terra?
Cuidado com as próximas férias
Oureenses,
de acordo com o nobre ministro Guedes, no próximo ano, no Algarve, vai haver anormais cortes de água.
Lembram-se como aquilo era há uns dez anos? Todos os dias...
Já imaginaram como vai ser? A atenderem-nos mal como costumam fazer, sem água, baratas e lixo por tudo o que é sítio, o melhor é o pessoal pensar noutras paragens que até parecem mais económicas e arranjadinhas...
A magnífica arte...

... do Zé Oliveira também pode ser vista aqui.
Oportunamente (isto no Blogger é cada vez mais difícil) adicionaremos o seu blog à rede dos que mais visitamos.

Esquecimentos
Afinal, e de acordo com o Público, aquela manifestação a que ontem assisti, deveu-se ao facto de o caso ter caído no esquecimento. A culpa foi da mudança de governo, mas é sintomático da atenção que é dada aos problemas do nosso povo.
Mas a propósito de esquecimentos...
Há dias, vi o major valentão a mandar umas bocas por causa de Cavaco Silva não ter apreciado muito, ou pelo menos em termos favoráveis para a coligação, o conjunto de factos que levou à mordaça (própria ou infligida, tudo é possível com o artista) do professor Marcelo.
Mas estou a recordar-me de qualquer coisa lá para cima...
Apito Dourado era o seu nome...
Já teve um desfecho? Ter-me-á passado despercebido?
Ou também foi para o bau dos esquecidos?

quarta-feira, outubro 13, 2004

Trabalho Sim, Desemprego Não
Passei mesmo agora por uma manifestação das pessoas da Sorefame com a qual tentavam interessar o primeiro ministro ns solução de uma situação bem difícil.
A polícia já estava por todos os lados e já tinha tapado a Calçada da Estrela, barrando a sua passagem para a rua que possibilitava a sua chegada à residência oficial do primeiro ministro. Assim, este pode sempre argumentar que desconhece totalmente este caso.
Como já disse, reconheço que uma empresa que não tem viabilidade não tem que estar a funcionar só para manter o emprego...
... mas esta indisponibilidade para ouvir os que sofrem a situação e para procurar uma solução da parte de quem governa um país é assaz reveladora. E repare-se que estamos perante um caso em que se trata de mão de obra muito qualificada.
Pobre país o nosso que trata tão bem os seus recursos...
Apanhado

Sabem que o Zé Oliveira tem um blog com algumas das suas magníficas ilustrações?
Meus amigos, aquilo merece mesmo ser visto.
E agora, tenho de ir. Os cachopos já estão à espera. Até amanhã... se não for mais cedo.
Vermelho e medieval
Recebemos do Sérgio (o da direita), o aviso de que o Expresso tinha publicado na Única um texto sobre o vinho de Ourém.
Seria um bom tema para aqui reproduzirmos.
Infelizmente integra-se no material pago produzido por aquele semanário e este blog é feito em condições de total ausência de custos (exceptuando os do trabalho e da utilização normal do computador). (Estão a ver: mais uma forma de censura?)
O texto é muito interessante e criou-me um certo recordar da água-pé da nossa terra. E múltiplas e transcendentes questões:
Como é?
Já há?
Saiu boa este ano?
Onde?
Ainda o Intermarché
No Castelo, Zaza insurge-se contra a acção da Quercus relativamente ao novo supermercado:
Acho lamentável que alguém tome uma iniciativa que possa por em causa a construção do novo Intermarché. Lamento profundamente que "alguns" membros da Quercus procurem protagonismo numa situação destas. Tantas vezes viram a cara ao lado a atentados ao ambiente e vão agora criar um caso que apenas visa prejudicar quem quer apostar nesta terra - Ourém. A linha de leito de cheia parece estar bem definida, pelo que a partir dai é possível construir. Se vier a ser dada razão aos proprietários do Intermarché e se este vier a querer ser indemenizado, como vai ser?
Terá a Quercus tantas verbas disponíveis que possam fazer apostas destas?

Este comentário é notável por várias razões, mas uma delas mostra bem o tipo de censura que a nossa sociedade utiliza: terá a Quercus tantas verbas disponíveis...?
Por isso, é legítimo deixar algumas questões:
- E se a linha do leito de cheia não estiver bem definida? Zaza só diz parece...
- E se não vier a ser dada razão aos proprietários do Intermarché?
- E se, mesmo que se lhes seja dada razão, um dia, uma cheia...
Em situações como esta, penso que é preferível uma garantia prévia e todas as acções para a obter deverão ser apoiadas apesar de poderem prejudicar algumas apostas em Ourém.

Não o parem, não...

Basta haver o crescimento da economia que está previsto para naturalmente a arrecadação da receita fiscal poder ser superior à que foi este ano

...Vamos pagá-las todas lá para 2006.

terça-feira, outubro 12, 2004

O Ourém pelos seus leitores
Um Barba Ruiva maquiavélico?

Alma, um interessantíssimo blog, deixa-nos o seu comentário onde Santana é apresentado com um ente maquiavélico que promete para, mais tarde, dizer que não o deixaram cumprir.
Será possível?
A ser verdade, mais uma vez me deixei levar pelo seu canto de sereia.
Mas não resisto a postar o texto referido:

O discurso foi um conjunto de promessas, que nunca serão cumpridas, já à espera que o Dr. Sampaio, deite o governo abaixo.

Depois do governo cair, Santana Lopes vai fazer o discurso do coitadinho, argumentando junto da população portuguesa que queria descer os impostos, aumentar as pensões e o Dr. Sampaio não o deixou...

A isto chama-se pré-campanha eleitoral!

Eu acho muito mais grave do que uma pré-campanha eleitoral. Felizmente, é apenas uma hipótese.
A cassete do pirata



Meus amigos,
garanto-vos que aquilo era uma cassete pirata. O discurso do cabeça de gel que lá apareceu nada tem a ver com o que eu queria proferir. Fui censurado. E como eu, muitos mais. Será que pensam que eu não sei que muita gente não publica por desinteresse das editoras? Isso não é uma forma de censura? Porque é que o Mourinho publica? E o Ricardo? É porque escrevem bem? É porque contam coisas de interesse? É porque são científicos? Se calhar é porque vendem, logo o mercado em que toda a nossa sociedade se baseia é uma forma de censura. Tenho provas...
E os salários da função pública... levam um aumentozito de acordo com a inflação deste ano. Mas eles não tiveram aumentos em anos anteriores. E qual é a taxa de inflação? Acham que a taxa de inflação de uma família bem estabelecida é a mesma de um jovem casal com necessidade de adquirir habitação e meio de transporte? Acreditem em mim, as taxas de inflação são diferentes de acordo com quem sente os preços, logo eu devia oferecer aumentos diferentes.
E acham que fui eu quem escreveu aquela enormidade sobre os reformados? Uma convergência com o salário mínimo... mas quem é que consegue viver com o salário mínimo? Não seria preferível cortar nas grandes pensões e distribuir esses montantes pelos mais carenciados?
Como veem, não fui quem fez aquele discurso, quem produziu aquela cassete.
Apontam-me agora o IRS. Mudam os escalões e também as taxas. Penso que é mais positivo do que o que se pensava antes, especialmente se a mudança de taxa for significativa (para baixo). Mas seria muito mais profíquo atrair os não cumpridores ao sistema, talvez com taxas ainda mais baixas de forma a que o nosso país deixasse de ser uma monumental economia paralela.
Foi isto que ouviram, meus amigos? Não, ainda recordo bem aquela passagem sobre pagamentos diferenciados de acordo com o escalão de rendimento: apesar dos abusos e das fugas, vamos utilizar o sistema.
Por isso garanto-vos, aquilo que viram e ouviram era uma verdadeira cassete pirata. Era propaganda eleitoral em tempo de notícia, era a voz de um demagogo.
Não era, com certeza, a comunicação de um primeiro ministro.

segunda-feira, outubro 11, 2004

Quinta das Celebridades
PSL fala hoje ao país.
Ele sim é a verdadeira Celebridade neste jardim à beira mar pasmado. Ainda não refeito da monumental campanha nos Açores para ajudar o Cruz na sua caminhada contra César, já corre para os meios de comunicação no Continente para repor a verdade acerca da tentativa de domesticação dos media.
Que terá para nos dizer?
Desmentirá a distribuição de benesses pelos boys?
Negará as reformas vergonhosas com o povo a morrer de fome?
Dirá algo sobre o orçamento? Tenho uma certa curiosidade, que tentarei esclarecer, relativamente ao orçamento para Ourém.
Candidatar-se-á a um lugar na Quinta? Concorrentes à sua altura tem lá à farta.
Mais Cumplicidades
Um poema publicado no Ourém foi integrado no magnífico blog onde a poesia é a forma essencial de expressão.
A composição elaborada é muito bonita e honra-nos. Obrigado, Maria Branco.
E, quando ali estamos, como nos parece longe um mundo cada vez mais pobre em múltiplas dimensões.

domingo, outubro 10, 2004

Abusos
O Público hoje dá mais alguns elementos sobre o caso Pombal Fala já noticiado no Castelo. Ao que parece terá havido alguma insistência camarária para calar o dito blogger o qual não terá tido todo o cuidado: ele usou o equipamento e tempo de trabalho na empresa que lhe pagava o salário para desancar na Câmara. É um caso muito semelhante ao de Marcelo: usava o tempo de antena na TVI para desancar no governo em cuja actuação aquela empresa tinha eventuais interesses.
No mesmo jornal, Barreto assina uma crónica onde algumas passagens são extremamente lúcidas:
Qualquer empresa privada da imprensa e da televisão tem o direito de contratar e substituir os profissionais, os colunistas e os jornalistas que entenda. Como tem o direito de aspirar a uma posição de isenção ou de ter uma linha política determinada, favorável a um ou outro partido, uma ou outra política, um ou outro grupo económico. E, desde que respeite as leis do trabalho e as obrigações contratuais, tem o direito de despedir quem não escreva, não pense ou não fale de acordo com os seus interesses. Mas também tem, evidentemente, de pagar os custos das suas decisões. Se despede alguém, se censura um comentador, se pretende dar instruções a quem se exprime, se procura fazer favores ao governo ou aos grupos económicos a que pertence, se deseja manipular a inteligência, se tenta moldar o pensamento dos seus colaboradores, se assim age, uma empresa privada não se deve depois admirar com as consequências dos seus gestos.

Por seu lado, o Governo não tem o direito de tentar controlar a informação, canalizar recados, escolher dependentes para fazer o seu "dirty work", fazer favores aos seus amigos do Capital, enriquecer os seus aliados, nomear sistematicamente os seus tarefeiros de partido, seleccionar subservientes para as empresas em que detém poder de decisão, silenciar homens livres, forçar pessoas independentes a conformarem-se aos seus mais que suspeitos desígnios, calar adversários e asfixiar concorrentes. Nem tem o direito de escolher capitalistas ou seleccionar jornalistas.
Não são estes os únicos abusos que se podem notar na relação das pessoas com as entidades empregadoras.
Coloco este blog à disposição dos oureenses para denunciarem qualquer caso de abuso bem documentado.
Lembro outros dois casos típicos.
Há anos, numa empresa multinacional, um técnico da área de informática resolveu frequentar um Mestrado, habilitação superior à do líder informático da empresa. É claro que cometeu os seus abusos para assistir a algumas aulas. No final, esses abusos foram aproveitados para fundamentar a carta de despedimento.
Outro caso conhecido é o aproveitamento do produto de trabalho dos elementos com uma situação inferior na escala hierárquica. É muito comum que trabalhos por eles elaborados sejam apresentados aos níveis superiores como sendo da autoria das suas chefias, fazendo esquecer a sua contribuição que terá sido fundamental. Indivíduos em posições de chefia, que nunca tiveram jeito para o quer que fosse, acabam por se apresentar como autores de documentos em autarquias, em empresas públicas ou privadas produzidos por trabalhadores que dependem deles.
Se algum oureense se sentir em alguma destas situações pode enviar-nos uma descrição da mesma para aqui.
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