
...inspirado obviamente na Mega-Fauna.
"Vejo uma zebra ao longe,
Que recusa vir ao Ourem
Pirou-se para Almodovar
Não passa cartão a ninguém"

Preparem-se.
Falta pouco mais de dois dias...
Temos de aproveitar para libertar o Sérgio e o Zé Quim.
Temos de criar condições para o Luís Nuno poder regressar de França.
Maia, parece que tens alguém porreiro para comandar um pelotão quando avançares. É de Ourém e...
Mas que se passa, camarada Luís? Parece triste, nostálgico, pouco confiante...
Não é isso, meu major. Tive uma visão do que vai ser isto daqui a trinta anos: corrupção, fuga ao fisco, tráfico de droga, insegurança, mentira, terrorismo de Estado...
Comparada com isto, a exploração capitalista, aquela em que o patrão paga o salário para obter mais-valia, parece uma santa. Mesmo o meu major vai ser perseguido e acusado de coisas horríveis...
Eu, perseguido? E achas que é a primeira vez? Tu próprio vais escrever sobre uma história um tanto semelhante que ocorreu quase há dois mil anos. O nosso povo padece de um défice, não aquele com que ela1 vos vai torturar, mas educacional. Mas eu vou tratar já disso, das perseguições políticas...
Aspirante Sampaio, vá pensando numa lista de homens de confiança porque temos que extinguir a dita...

Rugas
Já começo a ter as primeiras rugas
Rugas
Começam-me a
nascer as primeiras rugas
Ruas de chorar
Rugas de sorrir
Rugas
de cantar
Começo a franzir
Rugas de chorar
Rugas de sorrir
Rugas
de cantar
Rugas de sentir
Rugas…
Rugas
Já começo a ter
algumas rugas
Rugas
Começam-me a nascer algumas rugas
Ruas de
chorar
Rugas de sorrir
Rugas de cantar
Começo a franzir
Rugas de
chorar
Rugas de sorrir
Rugas de cantar
Rugas de sentir
Rugas…
A vi(o)la da loucura
Praguejante, a viola ouvir-se-ia em toda a vila, contando da tensão das vidas dos que nela se empenhavam (e não eram poucos admitindo estarem neles também os que a escutavam), não fossem as conventuais paredes brancas, abertas ao meio por quebras que as separavam de outras iguais (vidas), numa simetria rígida que só as consciências de tão desiguais podiam quebrar, apesar do empenhamento entendido como meio de chacota, libertação, frustração…
Viola, ó vila, ouvi-la.
Os corpos, sequestrados e doridos, lançavam para o ar o que no passado aprenderam, por no presente o interesse ser reduzido, testemunho da sua aversão às novidades oferecidas, as quais, contudo, os dominavam numa inutilidade só aparente para alguns e bem real para todos os outros que eram os que lá estavam por conta desses, violando na vila sem ouvi-la, lá, onde as paredes eram mais grossas e vigiadas por gendarmes cuja missão era não deixar entrar ou sair sem todos os preceitos bem dedilhados agora em cordas que não se partiriam a não ser por revoltosos e vitoriosos.
Não há machado que corte
a raiz ao pensamento
porque é livre
como o vento
porque é livre…
Libertas, as vozes conduziam sonâmbulos para mundos bem diferentes cujos povos eram a antítese daquilo que eles eram, povos que paz-avam, onde a rádio quase diariamente diria "Rebentou a paz" e as crianças brincariam não com pistolas e tanques mas trocando frases de amor que, num Natal que só não se comemorava a 25 do 12, os pais lhes ofereceriam. Tristes viram então: só rebenta a paz onde haja a guerra.
E a minha voz bem real trouxe-os ao momento que todos queríamos abandonar: "está na hora". Fomos em direcção ao presente.
O candidato José Alho referiu no dia 19 de Março que seria irracional a remoção total do aterro e agora, quando apresentou a solução para resolver o imbróglio, defendeu a relocalização do empreendimento dentro da área legal de construção disponivel e o tratamento a dar à parte do aterro que tem de ser removida, no cumprimento do PDM em vigor - o que complementa e não contradiz a posição assumida na apresentação da candidatura.
Estavam por trás do muro, oferecendo o que tinham para vender, numa ânsia que lhes arregalava os olhos não os deixando pensar em porque estariam ali, onde seres esfomeados e necessitados de humanidade procuravam pão e algo como o leite materno para se alimentarem e continuarem numa senda repetitiva que faria voltar os abutres.
O negócio era fabuloso e eles teriam assim forma de encontrar na cidade os géneros que necessitavam para a sua auto-subsistência muito embora maldissessem os impostos que pagavam, percebendo que eram para obras colectivas e não das prontas só para eles.
Eram seres cujos filhos também iam à escola, talvez de má vontade, ansiando pela liberdade de se tornarem úteis e servirem um povo sofredor e amante do trabalho produtivo, para assim poderem estar participando na repartição do bolo2.
Eram dez minutos e o seu decorrer, cheio de palavrões e boca cheia, saltitando de vala em vala, do muro para ali, dali para o muro, onde estavam os pães as bebidas e tudo o mais que o esfomeado consumiria pensando estar a fazer algo pelo seu corpo para desenvolver uma formidável musculatura enquanto os olhos arregalados e as vozes livres os procuravam numa confluência de fins que se materializava no exposto.
O dinheiro brilhou e à falta de trocos uma carteira de fósforos serve para aumentar o negócio.
O abutre tinha na realidade algo de estranho.
1 - Anjinho como sempre, tinha informado o NO da minha condição de militar e que me era vedado escrever na imprensa, pretendendo limpar a minha responsabilidade, como se os textos não fossem assinados. Isto, mais ou menos em 1975, em momento mais exaltado, foi utilizado pelo jornal contra mim.
2 - Referência a um texto, entretanto cortado pela censura, que via a inflação como uma força de os grupos sociais influenciarem a partilha do que produzia, designado por bolo

Um dia, sentado à minha frente, o Roberto Chichorro ouvia-me contar coisas da prisão e do 25 de Abril. E ia desenhando...
Quando se foi embora, deixou ficar o papel sobre que estavam os seus traços. Recolhi esse papel, com a intenção de o guardar junto a outros que tenho como recordações e sinais de amizade. Só que não resisti a utilizar o desenho do Roberto como "logotipo do 25 de Abril do Som da Tinta".
No dia 22, às 18 – Jorge Lino dirá poesia alusiva
Aproxima-se mais um aniversário da Revolução dos Cravos que, como é usual, vai ser celebrada em Ourém.

É que, entre variadíssimas competências, a dita “sociedade” pode vir a licenciar e a autorizar operações urbanísticas, expropriar bens imóveis e os direitos a eles inerentes, proceder a operações de realojamento; pode, também e além do mais, elaborar estudos e projectos relativos à urbanização ou reabilitação urbana, seleccionar os investidores e celebrar com eles todos os contratos necessários para a concretização do seu objecto social. Estão-lhe ainda cometidas funções de fiscalização, e a garantia de criação de infra-estruturas adequadas e de elevados níveis de mobilidade e de segurança.
Por este caminho, se o pudessem fazer, tudo o que é relevante na gestão municipal seria distribuído por empresas municipais, onde se colocariam homens de confiança, concretizando um clientelismo desabusado e uma fuga ao controlo, tal como é indispensável em democracia, da gestão de todos os recursos, inclusivé dos humanos.
Uma vereação em que haja oposição
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.
- Download e impressão de formulários (34%), P
- Consultas aos cidadãos (na página, via e-mail, etc.) (28%), P
- Utilização personalizada do site (menu personalizado, notícias, etc.) (13%), N
- Subscrição electrónica de jornais ou notícias seleccionadas (11%), N
- Preenchimento e submissão on-line de formulários (8%), N
- Encomenda de material referente ao município (ex., brochuras, planos locais, mapas, etc.) (7%), N
- Fóruns de discussão entre o executivo camarário e os cidadãos (6%), N
- Visionamento de dados pessoais em bases de dados administrativas (ex., livros emprestados, listas de espera, impostos, registo de edifícios) (5%), N
- Pagamentos on-line através do website (1%), N
- Transmissão, através de videoconferência, das reuniões e sessões camarárias (1%), N

A Câmara Municipal de Ourém aprovou na passada segunda-feira em reunião do executivo os estatutos da Sociedade de Reabilitação Urbana da Cova da Iria. A deliberação, que contou com a abstenção dos vereadores do Partido Socialista, carece agora de aprovação em sede de Assembleia Municipal, o que deverá acontecer sexta-feira próxima, dia 22.
A nova empresa municipal, com um capital social de um milhão de euros - a realizar no prazo de dois anos -, tem por objecto a promoção da reabilitação urbana da área da Cova da Iria que o Conselho de Ministros ainda há-de declarar como crítica. Esta compreende as ruas paralelas ao Santuário de Fátima, estende-se da rotunda Norte à Sul e termina na área da Cova Grande, entre a praça de portagens da Auto-estrada 1 e os Valinhos.
Entre variadíssimas competências, a sociedade pode vir a licenciar e autorizar operações urbanísticas, expropriar bens imóveis e os direitos a eles inerentes, e proceder a operações de realojamento. A empresa municipal pode ainda elaborar estudos e projectos relativos à urbanização ou reabilitação urbana, seleccionar os investidores e celebrar com eles todos os contratos necessários para a concretização do seu objecto social.
À Sociedade de Reabilitação Urbana da Cova da Iria estão ainda acometidas as funções de fiscalização e a garantia de criação de infra-estruturas adequadas e de “elevados níveis de mobilidade e de segurança”
O presidente David afirmou ao REGIÃO DE LEIRIA que a empresa não pode para já tomar qualquer decisão porque a criação da área crítica de Fátima ainda não foi objecto de aprovação pelo Conselho de Ministros. Ainda assim, o responsável acredita que o processo vai ser célere.
“Tenho indicação por parte da Direcção-Geral do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Urbano que a declaração da área crítica de Fátima já recebeu todos os pareceres favoráveis e que está pronta para ir a Conselho de Ministros”.
Os estatutos da sociedade, que tem para já a sua sede nos Paços do Concelho, não contêm nenhuma indicação sobre o quadro de pessoal. O presidente David explica que essa é uma matéria que será tida em conta posteriormente, pelo que nada acrescentou sobre a possibilidade de a empresa vir a afectar trabalhadores actualmente a desempenharem funções na edilidade.
O PS absteve-se na votação que visou a criação da Sociedade de Reabilitação Urbana da Cova da Iria porque o documento foi inserido no próprio dia na agenda da reunião de Câmara.



A fotografia não deixa ver, mas permite recordar
Num dos ângulos, formado pelos arruamentos, existe, presentemente uma bica rente ao solo, onde o público se serve em más condições. Aproveitar-se-á o mesmo local para ser construída uma pequena fonte com um elegante alçado, ornado com azulejos. Teve-se em vista a pouca altura desta fonte em virtude da água não ter pressão para ser mais elevada; os motivos escolhidos para este trabalho são no entanto de molde a não chocar o conjunto.
No outro ângulo, voltado para a alameda do Regato, o passeio-cercadura do recinto urbanizado, ostentará as armas do concelho.
Será construída uma escada para vencer o desnível da estrada de Torres Novas para o caminho das Laranjeiras, o qual se não pode fazer por uma rampa, pelo facto de se dispor de pouco espaço para a desenvolver e existirem soleiras de portas que têm de ser respeitadas.
Naturalmente impor-se-á que as entidades respectivas regularizem os arruamentos circundantes e que os proprietários dos prédios vizinhos melhorem e embelezem, tanto quanto possível, os aspecto destes, de harmonia com o conjunto.
Parece que será respeitado o gigantesco plátano que ali existe.

Não há no concelho de Vila Nova de Ourém lugar algum com a singularidade do Zambujal. Os que escreveram a história eclesiástica, narrando a vida dos santos, e os que escreveram a história profana, falam deste lugar com menção especial, porque nele nascera a beata Teresa de Ourém.A notícia vem, hoje, no Público: Ourém, ou melhor, a câmara de Ourém, pede suspensão do plano director.
O objectivo é ultrapassar impasse da obra do novo supermercado.
A Câmara de Ourém vai pedir às autoridades competentes que suspendam a aplicação do Plano Director Municipal na zona onde está prevista a construção do novo supermercado Intermarché de forma a acabar com o impasse da relocalização da estrutura comercial.
Seguem-se os estafados argumentos da sinistralidade da zona que só pode ser corrigida com a ajuda do supermercado, agora apoiados em estatísticas da GNR.
É pois a antiga Cruz do Regato, um monumento.
Neste sítio, nos diz Carvalho1, existira também a ermida de Santa Margarida de que nenhuns vestígios existem hoje, e provavelmente pertencia à quinta da Loureira há mais de um século destruída.
A cruz, porém, de que falamos, caíra por terra no andar dos tempos.
Houve um cavalheiro, a quem o concelho deve muitos bons serviços, como administrador do concelho e presidente da câmara2, que restaurou a memória.
Colocou-se a nova cruz, cinco metros para o nascente do lugar onde estava a antiga em Outubro ou Novembro de 1857, obrada de uma cantaria da mesma qualidade daquela que foi aplicada no magnífico templo da Batalha (excelente pensamento, porque são ideias associadas da mesma época) e está posta numa peanha de cantaria de seis metros e trinta e oito centímetros, tendo a haste, braços, e carapeta, quatro metros e quatro centímetros...
1 - Carvalho, Corographia Portuguesa, tom. III.
2 - Dr. Joaquim Gomes Vieira GaioIn: J. Elyseu, Esboço Histórico do concelho de Vila Nova de Ourém, 1868


