quinta-feira, maio 12, 2005

A Lenda da Nossa Senhora da Nazaré
Por Pedro Penteado (Mestre em História Moderna (*)
Via página da Câmara Municipal da Nazaré

Durante séculos acreditou-se que o Santuário de Senhora de Nazaré tinha sido um dos mais antigos do país, fundado na sequência do milagre da Virgem ao cavaleiro D. Fuas Roupinho, em 1182.
A narrativa que suportava esta convicção de milhares de peregrinos fornecia todos os pormenores: a imagem da Senhora tinha sido esculpida no Oriente por São José, na presença da Mãe de Cristo. Depois passou por várias vicissitudes até chegar ao Mosteiro de Cauliana, em Mérida. Com a derrota dos cristãos em Guadalete, o rei godo D. Rodrigo refugiou-se no mosteiro. Perante o avanço islâmico, o Rei e Frei Romano, um dos monges ali residentes, decidiram partir para lugar seguro, levando consigo a pequena imagem mariana e um cofre com caixa com relíquias e um relato das circunstâncias da fuga. Chegaram em Novembro de 714 ao Monte de São Bartolomeu, nas proximidades da actual Nazaré. O monarca e o monge separaram-se tendo o primeiro permanecido no local e o segundo levado o ícone e as relíquias para um monte vizinho. Aí Frei Romano para se abrigar construiu um pequeno nicho entre os rochedos.
Com a partida de D. Rodrigo para o norte, a imagem ficou esquecida na pequena lapa construída pelo monge, no actual promontório do Sítio (Nazaré).
Apenas no século XII seria descoberta por D. Fuas Roupinho que a venerava sempre que ali se dirigia para os prazeres da caça. A 14 de Setembro de 1182, um dia de névoa, o cavaleiro teria sido atraído por um veado em direcção ao abismo do promontório. No momento em que o cavalo chegava ao extremo do rochedo, prestes a lançar-se no precipício, D. Fuas teria evoca a Virgem, lembrando a sua Imagem depositada ali próximo. Imediatamente o cavalo estacou a sua marcha e por milagre D. Fuas salvou-se. Em sinal de agradecimento o cavaleiro, alcaide de Porto de Mós e almirante de D. Afonso Henriques doou aquele território à Senhora da Nazaré e mandou ali edificar uma ermida. Atraídos pela fama do milagre vieram os primeiros romeiros, entre os quais o primeiro rei português e os principais nobres da sua corte.
Esta versão do passado do santuário foi contada a primeira vez nos finais do século XVI, pelo cronista Frei Bernardo de Brito, monge Bernardo de Alcobaça. O relato assentava na carta de doação do Sítio por D. Fuas Roupinho, que o cronista teria descoberto no seu Mosteiro e viria a publicar na obra Monarquia Lusitana. Mas a intervenção de Frei Bernardo de Brito não se ficou por aqui. Cerca de 1600, na sequência de um voto pessoal, deslocou-se ao santuário e, com a ajuda de alguns devotos da Senhora, mandou desentulhar a gruta subterrânea para ali fazer uma capela. Por fim, colocou nela um letreiro em que registava a “estória” da Sagrada Imagem. Desta forma, o cronista não só alargava o espaço de culto como procedia a alterações da memória histórica, pois pela primeira vez a Virgem da Nazaré era associada a D. Fuas Roupinho.
A divulgação da narrativa do milagre trouxe um aumento de peregrinos ao pequeno templo do Sítio, contribuindo para o crescimento do povoado e para a multiplicação do número de milagres atribuídos à Virgem da Nazaré, com o consequente acréscimo da quantidade de oferendas dos fiéis. Por outro lado, esteve na origem de novas práticas devocionais, pois cada vez mais romeiros procuravam ver a marca da pata do cavalo gravada na rocha do promontório. Outros levavam consigo pedaços de terra da gruta onde a imagem da Senhora estivera escondida durante séculos.
Vários factores contribuíram para a rápida aceitação da narrativa por parte dos devotos. Entre eles contam-se o prestígio do mosteiro de Alcobaça enquanto guardião de alguns dos mais antigos manuscritos do Reino, a possibilidade de comprovar as afirmações do monge através de vestígios concretos, a cor escura da imagem que por si só confirmava a antiguidade da mesma, o enquadramento da lenda dentro dos esquemas das narrativas cavaleirescas e de origem dos santuários, ou ainda o facto da lenda ir ao encontro das necessidades de maravilhoso sentidas pelos devotos e transportar consigo uma carga simbólica apreciável (cf. dicotomia fiel/infiel, bem/mal, salvação/perdição, cosmos/caos, etc.).
Existem contudo, outros factores que devem ser tidos em linha de conta para compreender a incorporação desta narrativa na memória colectiva dos portugueses.
Em primeiro lugar, a sua transmissão por meios diversificados e de grande capacidade difusora. Assim, ao sucesso da oralidade dos primeiros anos, que comportou alterações da versão monástica, correspondeu uma extraordinária divulgação por meios impressos a partir da década de 1620. No final do século XVII, a lenda da Senhora da Nazaré tinha já sido publicada em mais de uma dezena de obras, em língua portuguesa e espanhola. Não esqueçamos ainda a sua divulgação por meios iconográficos. A Senhora, que até ali era vista como uma Virgem do Leite, passou a ser constantemente representada na cena do milagre do cavaleiro. Esta imagética foi levada ao extremo através da sua permanente inclusão em retábulos, bandeiras, círios, medalhas, medidas e registos e outros objectos de grande capacidade evocativa.
A estratégia resultou em pleno, sobretudo a partir de meados do século XVII, quando os registos iconográficos foram legitimados pela associação da heráldica da Casa Real portuguesa. Um outro aspecto propiciatório foi, obviamente, o conjunto das peregrinações ao santuário, que serviu como factor de actualização, comemoração e evocação cíclica do milagre. Por último, talvez o factor mais interessante tenha sido a capacidade de silenciamento das memórias concorrentes do santuário. Logo na primeira metade do século XVII se começou a desenhar uma certa contestação à sua memória histórica, por parte do Mosteiro de Alcobaça, uma vez que esta anulava os direitos senhoriais dos bernardos sobre o Sítio. Contudo, a intervenção da Coroa, salvaguardando os direitos jurisdicionais da Confraria da Senhora e do Rei sobre o local, veio reforçar a autenticidade atribuída à pressuposta doação de D. Fuas e ao seu conteúdo.
Hoje, sabe-se que o documento da Doação de D. Fuas, que nunca foi encontrado, não tem qualquer fundamento histórico. Não existe nenhum manuscrito coevo que confirme a existência daquele cavaleiro. A imagem da Senhora, trabalho de oficina regional datado dos séculos XIV – XV, também não permite aceitar, sem reservas, a historicidade duma das mais belas lendas portuguesas.


In A construção da memória nos centros de peregrinação, Communio.

(*) Pedro Penteado – Mestre em História Moderna. Técnico Superior dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo. Responsável pelo tratamento documental do arquivo histórico da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré.
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A página da Câmara de Figueiró dos Vinhos informa acerca de figueirenses ilustres. Um deles terá sido José Malhoa. Vejamos:



José Vital Branco Malhoa, nasceu nas Caldas da Rainha em 28 de Abril de 1855.
Com a idade de doze anos, o irmão mais velho , matriculou-o na Academia Real de Belas Artes, em Lisboa.
Tendo desistido de pintar, foi trabalhar com o irmão Joaquim Malhoa, como caixeiro numa Loja de Modas.
Em 1881 decidiu retomar a pintura, revelando-se assim o seu apreço por esta expressão artística.
Tendo pintado a Ribeira de Alge em 1882, a sua vinda para Figueiró dos Vinhos, com carácter permanente, apenas ocorre no ano seguinte, por influencia de Simões de Almeida (Tio) que por essa altura o convida a passar uns dias na sua casa.
Imediatamente se apaixonou pela terra e pelas pessoas. Maravilhado com a cor dos campos e a luminosidade desta Vila, decidiu construir o seu atelier ao qual chamou Casulo, edifício projectado pelo seu amigo Arquitecto Ernesto Reynaud, tendo nesta casa, realizado algumas das suas mais importantes obras.
José Malhoa, foi um homem simples e religioso, um homem do povo, que tão bem soube retractar os usos e costumes da terra onde escolheu viver. Exemplo disso são os quadros " Os Bêbados" de 1907, "O Fado" de 1910 e "A Romaria" de 1927.
Malhoa foi entusiasta pela construção do Clube Figueiroense, cujas obras supervisionou, sendo um dos seus assíduos e mais respeitados frequentadores.
Mestre Malhoa pintou e ofereceu para a Igreja Matriz o quadro da Capela-Mor "O Baptismo de Cristo", que ainda hoje pode ser admirado.
Morreu em Figueiró dos Vinhos em 26 de Outubro de 1933, vitima de pneumonia tendo sido sepultado no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

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E a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos disponibiliza postais electrónicos para os visitantes do seu sítio.
Que belas férias se passariam por aqui. Até o nome é convidativo...
Lenda da Moura do Souto do Vale
Via página da Câmara Municipal de Castanheira de Pera

Era uma noite negra de Inverno.
O vento assobiava por entre os pinheiros, ao mesmo tempo que os trovões se sucediam.
Os relâmpagos alumiavam de vez em quando, a serra.
Chovia torrencialmente.
Alguém bateu à porta de um casebre do Souto do Vale, onde vivia uma pobre velha.
- Acuda, boa mulher, preciso que venha assistir a quem vai dar à luz.
Resmungando, a velha, abriu a porta e fazendo os preparativos saiu à rua, guiada pelo homem que a chamava.
Andaram algum tempo, zurzidos pela chuva que encharcava até aos ossos, tocada como era pelo vento.
- É ali, naquela Gruta!
Era uma gruta cavada na rocha, escondida entre pinhais.
Dentro, uma bela moura. Gemia, nas angústias de parturiante.
A velha persignando-se, aflita, aprestou-se nos trabalhos de assistir ao parto.
Nascida a criança, o homem que acompanhara a velha, deu-lhe como paga uma saca de carvão.
- Raios – praguejou a velha – tem uma pessoa um trabalho destes e a paga é ter que carregar com o carvão.
Meteu-se a velha no caminho de regresso e notou que a saca estava rota e que ia perdendo o carvão.
- Ora ainda bem! É da maneira que não vou tão carregada!
E o carvão foi-se perdendo!
Chegada finalmente a casa, encharcada, a velha pragueja contra a sorte.
Ao poisar a saca quase vazia, a velha admirou-se ao ver que o carvão se transformara em moedas de ouro.
Sobressaltada, voltou a velha atrás em busca do carvão perdido pela serra abaixo, certa que iria encontrar mais ouro, mas qual o seu espanto ao encontrar mais nada do que carvão molhado.
Desanimada prosseguiu o caminho, direito à mina, mas da Moura nem rastos. Desaparecera!

quarta-feira, maio 11, 2005

Lenda da Princesa Peralta
Via página da Câmara Municipal de Castanheira de Pera

Conta a lenda que existia um reino poderoso cuja capital era Colimbria. EI-Rei Arunce era dono e Senhor, reinando um tanto despoticamente e para melhor manter o poder, desarmara o povo que vivia na maior miséria.

Na corte, porém, o fausto era imenso e as festas e recepções sucediam-se ante o gáudio das damas que a isso muito eram dadas.

Entre as damas salientava-se Peralta, não só por ser filha do rei mas porque era donzela dotada de grandes formosuras.

A Sertório, o famoso guerreiro, não lhe desmereciam os encantos da bela Princesa e não se descuidava, mandando mensageiros. Também na corte eram muitos os pretendentes. Porém, a todos, Peralta, desiludia.

E os tempos foram correndo na corte entre caçadas reais e orgias faustosas, sem qualquer espécie de interesse ou cuidado pelo culto das divindades.

Enquanto que na terra reinava o descontentamento entre os fidalgos, nas alturas os deuses demonstravam cada vez maior aborrecimento pelos desvarios da juventude.

Foi então que Vénus, a mais inquieta e ofendida de todas as divindades, resolveu vir ver com os seus próprios olhos o que se passava. E transformando-se em velha, apresentou-se na corte de Colimbria sob andrajosas vestes. Facilmente se conseguiu insinuar e aproveitou para dar longos conselhos, plenos de experiência, às levianas donzelas da corte.

Foi porém sempre escutada com ares de mofa e de impensada tolerância pretendendo as damas servir-se da profunda ciência oculta de que a velha parecia possuída para Ihes desvendar os corações dos enamorados.

Isto muito agastou a feiticeira que ali mesmo jurou vingar tanta loucura e sacrilégio.

E o certo é que passadas poucas luas foi o reino poderoso invadido e transformado em humilhante escravatura.

Não teve EI-Rei Arunce força para corresponder aos ataques inimigos, retirou-se rapidamente em busca de reforços. Mandou, entretanto, Peralta e o seu séquito para um castelo que possuía nas faldas das montanhas da Lousã.

Ali se passaram tediosos dias até que um raio de esperança os veio acalentar.

Como por encanto aparecera naquelas paragens um mago, o poderoso Estela.

Este, mais não era que o enviado de Sertório que não desistindo dos seus intentos, a todo o transe procurava casar com Peralta.

A argúcia e natural habilidade do feiticeiro breve o fizeram insinuar no castelo e à custa das suas demonstrações e inteligentes argumentos conseguiu convencer Peralta que EI-Rei a esperava em Sertago, à frente dum poderoso exército.

Os verdes anos da Princesa, a despeito dos prudentes conselhos da sua fiel aia, Antígona, e do velho Tibério, facilmente se enredaram em tão agradável aventura.

Assim, e sob as indicações do hábil Estela, imediatamente se aprestaram os preparativos para a jornada.

Desta forma todo o séquito acompanhou a Princesa guiado sempre por Estela e assim chegaram aos cimos da serra e a foram atravessando.

Jornada de tal jaez era porém demasiada para a debilidade da velha Antígona. Uma trovoada imensa obrigou-os a acoitarem-se numa gruta e ali faleceu a fiel Antígona.

Desditosa, Peralta, chorou imensamente a morte da companheira e quase desistiu de tão tormentosa viagem.

Sobre a sepultura da pobre aia se colocou uma laje com a seguinte inscrição:

«ANTIGONA DE PERALTA AQUI FOI DA VIDA FALTA».

E a jornada continuou.

A Princesa fizera entretanto voto de mais não comer nem beber pelo que muito foi o espanto dos acompanhantes quando a insistência de Estela que lhe perguntava se queria água, lhe respondeu: VOLO!

Prosseguindo, mais animada, na jornada, avançavam a caminho da almejada Sertago.

Porém Vénus vigiava a caravana e resolve acabar com tanta desdita. Envia um poderoso raio que transforma os acompanhantes em montanhas e a bela Peralta numa formosa sereia que ficou vivendo nas águas que brotavam da serra onde ficara para sempre Antígona.

E conta a lenda que esse raio poderoso desfez igualmente a lápide onde para a posteridade apenas ficava da primitiva inscrição, a seguinte apagada legenda:

ANTIG…A DE PERA…

E dos sítios onde Peralta disse «VOLO» nasceu o Bolo, enquanto das paragens onde existia o túmulo, surgiu Pera.

E de toda esta lenda maravilhosa nasceu CASTANHEIRA DE PERA.
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Esta imagem tem a ver com o projecto de modernização administrativa nas Caldas da Rainha. Os serviços cada vez mais perto do cidadão quer ele seja da sede do concelho ou de um local numa freguesia mais afastada. A construção de um futuro menos assimétrico como o Sérgio falava num daqueles cinco pontos...
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Confesso que embirrei um bocado com a página da Câmara de Caldas da Rainha. Aqueles menus uns dentro dos outros em que alguns apontadores vão para ligações quebradas e em que um simples movimento do rato nos faz perder o acesso, irritam-me solenemente. Herdeiro da informática tradicional, gosto de ver as coisas bem definidas em frente.
Mas não posso deixar de vos mostrar uma pérola descoberta naquela página: uma bolsa de emprego. Quem procura ou oferece (pessoa ou empresa) pode inscrever-se e é consultável uma lista. Trabalho exemplar que dignifica a Câmara que o promove.
Caldas da Rainha
Via
página da Câmara Municipal das Caldas da Rainha

A Rainha D. Leonor, mulher de El-Rei D. João II, viajava da vila de Óbidos para a Batalha quando viu, um grupo de gente humilde que se banhava em água enlameada e quente. Mandou parar a carruagem e quis saber o que significava aquilo.
Eram tratamentos, disseram-lhe. Aquelas águas eram milagrosas: acalmavam dores, saravam feridas. Contavam-se até os casos de paralíticos que voltavam a andar como que por milagre.
A Rainha, que então padecia de uma úlcera no peito que não havia maneira de fechar, quis fazer a experiência e viu que tudo o que lhe tinham dito era verdade: viu-se curada em poucos dias.
Face a este acontecimento, a Rainha mandou erguer naquele lugar um edifício com fins terapêuticos – o Hospital Termal.
Neste local foi crescendo e prosperando uma cidade – Caldas da Rainha.
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Meto-me em cada coisa!
Já reduzi o âmbito em termos de questões e em termos de páginas. Numa primeira fase, vamos ficar à volta de OUrém.
Isso permitiu-me detectar uma forma muito interessante de articulação com os munícipes (e outros).
Consideremos a Batalha e as publicações da Câmara Muncipal da mesma.

Como se pode ver nesta página, as publicações são apresentadas com algumas linhas de descrição. Se houver interesse é possível encomendá-las através de uma simples mensagem em caixa de texto. As pessoas não fogem deixando o assunto para outro momento.
Já agora que estamos na Batalha, esta página proporciona algumas descrições sobre lendas, etc. etc.
É ainda extremamente interessante o trabalho que se está a desenvolver em termos de arquivo municipal.
Travessia do deserto



No MegaFauna, o Byn continua à procura de Maria.
Em Ourém, os guerreiros repousam, contam as armas e preparam nova investida.

terça-feira, maio 10, 2005

Corvo: Lenda de Nossa Senhora do Rosário e os Piratas
Via página da Câmara Municipal do Corvo



Estava-se no séc. XVI e a ilha do Corvo, embora quase toda rodeada como um castelo por rochas muito altas, mas isolada e com pouca gente, estava totalmente à mercê dos piratas que por esse tempo frequentemente cruzavam os mares dos Açores.

A povoação e a ermida ficavam sobre a rocha junto ao mar, próximos de uma praia de calhau solto, a que chamavam de Porto da Casa, um dos Lugares mais acessíveis aos piratas.

Uma certa vez, enquanto os homens tratavam das ovelhas e das terras e as mulheres fiavam ala e faziam os arranjos da casa, um grande grupo de piratas aproximou-se do dito porto.

A gente do Corvo, apanhada de surpresa, julgou que o seu fim estava próximo, pois era pouca e nao tinha armas para se defender.

Do mar começaram a vir muitos tiros e a ameaça dos piratas invadirem a ilha, roubarem e destruírem, se os Corvinos não respondessem com força.

Vendo-se impotentes, enquanto lutavam de cima da Rocha contra os mouros, enviando tantas pedras quantas podiam, chamavam em seu auxílio Nossa Senhora do Rosário. Para o lugar da peleja o vigário tinha levado nos braços a sua pequena imagem que há anos tinha dado à costa, em baixo, nos calhaus do Porto da Casa, e que tinha altar na ermidinha ali no Alto da Rocha. A luta foi dura, mas os do Corvo desbarataram os piratas, venceram-nos, tomaram-lhes muitas armas, sem que nenhum perigo acontecesse ao povo da terra, conseguindo ainda cativar um mouro.

Esta vitória deveu-se a Nossa Senhora do Rosário, padroeira da gente do Corvo, que, lutando a seu lado desviava todos os tiros mandados pelos piratas e devolvia-os, multiplicados, para os barcos dos mouros, conseguindo pô-los em desbarate.

Os piratas fugiram amedrontados e durante muito tempo não voltaram a atacar a mais pequena ilha dos Açores e diziam entre si: - Não vamos ao Corvo que está lá uma "Margarita" que apara as balas. A gente envia um tiro, ela manda sete para bordo e mata sete de uma vez!

Essa "Margarita" era Nossa Senhora do Rosário que, por ter feito este e muitos outros milagres, passou a ser chamada de Nossa Senhora dos Milagres e ficou a ser a Santa mais Querida de todos os Corvinos.

Hoje a pequena imagem já não está na ermidinha sabre a Rocha, mas numa linda igreja, num lugar baixo, no meio das pequenas casas duma rua estreita da pequena Vila do Corvo.
José Alho responde aos oureenses através do blog OUREM (4)

Nesta luta por uma Ourém mais democrática, mais aberta, mais desenvolvidas estamos sujeitos a tudo. Uma das coisas mais desagradáveis é aquela pergunta que é em si logo afirmação de algo menos recomendável para o candidato. Isto é, não se está interessado na resposta que este dá, mas, de certa maneira, em sujá-lo.
É o que acontece com estas duas questões ao candidato socialista. Pessoalmente, penso que um candidato é tanto mais forte quanto consegue ignorar a provocação e formular uma resposta esclarecedora ou remeter para respostas já dadas. E José Alho não fugiu às questões, não as ignorou ao contrário de um certo candidato. A sua prática, concorde-se ou discorde-se das respostas, é, assim, exemplar do ponto de vista democrático.
Eis as questões:

Anonymous said...
Caro J Alho
Permitirá a seguinte pergunta/observação:
a solução que propõe para a obra do ITMI, não é bem socialista, i.e., sim mas, não mas talvez, etc. e tal?
Não será uma das tais soluções que não solucionam coisa nenhuma e que só vai na linha dos politicozecos que querem estar bem com Deus e com o Diabo?

10:29 PM

Anonymous said...
Caro J Alho
Como candidato do PS, no Concelho de Ourém, não acha que as suas propostas, de início de campanha, para a resolução de alguns problemas que no Concelho nos envergonham, são um pouco como o seu "lema" de lançamento de campanha, i.e., "temos que acreditar" mas já todos sabemos o resultado e, portanto, tudo não é para si mais do que um passo para, depois da eleições autárquicas, se ausentar para uma Secretaria-de-Estado qualquer pejada de socialistas incompetentes, entretanto colocados em lugares de topo simplesmente porque são socialistas?

Bem-haja e felicidades
E eis a resposta de José Alho:

Aos interlocutores anónimos respondo com a educação e o respeito Democrático que por uma questão de principio todas as pessoas me merecem.
As minhas propostas são fundamentadas com base no conhecimento que tenho das questões e são claras e assumidas como a minha candidatura.
Caberá aos eleitores decidir se me acham ou não competente para o lugar a que me candidato.
Estas 2 últimas questões são mais comentários aos quais nada tenho a acrescentar para além dos esclarecimentos que aqui produzi.
Cumprimentos

jose manuel alho

segunda-feira, maio 09, 2005

A LENDA DOS FRADES
Via
página da Câmara Municipal das Lajes das Flores

“A Rocha dos Frades e a Entravadinha”

Há muitos anos havia uma família pobre, como muitas outras famílias deste Concelho, que tinha uma linda menina que se encontrava numa cama há vários anos, doente devido ao reumatismo.
A sua cama estava junto a uma janela, donde via uma linda paisagem que era a rocha dos Frades.
A menina chamava-se Mariana, sofria muitas dores, pobre menina. A sua mãe tentava confortar-lhe com tudo o que tinha para dar com muito carinho, amor, e com grandes sacrifícios. Poucos alívios davam os remédios que seus familiares lhe mandavam da América.
Mariana passava a maior parte do tempo sozinha. A sua única distracção nos momentos de solidão era a imagem que via todos os dias da janela do seu quarto a linda rocha dos Frades.
Ao fixar-se nas imagens, seus olhos, faziamna pensar que eram pessoas verdadeiras, talhadas no basalto. Eram a sua companhia de todos os dias do amanhecer ao anoitecer onde o sol poente a iluminava, reflectindo os seus raios e dando à rocha uma cor de fogo.
A rocha para a menina já era sua verdadeira amiga, sonhava muito com ela.
Mariana sonhava que seus amigos talhados no basalto a iriam salvar daquela triste vida que tinha.
Fixava-a durante muito tempo. Para ela era um frade. Imaginava-o um senhor padre de missa, que segurava ao seu peito o cibório do qual tirava as hóstias para dar a comunhão aos seus dois leigos, fixados na rocha que pareciam erguer-se pela montanha. A sua cara cor do sol sorria-lhe e sentia uma paz dentro do seu peito tão doce que as suas dores quase
chegavam a desaparecer.
Num certo dia de lua cheia, numa daquelas noites tão claras que até pareciam de dia, a menina observava a lindíssima rocha e num segundo viu o senhor frade grande voltar a sua cara para a janela do seu quarto e fixar-lhe o seu olhar tão terno e sorrir-lhe meigamente. O tempo estava calmo não se ouvia um rumor; os cães calaram-se, os pássaros dormiam nos seus ninhos, o vento não existia pois as folhas dos serrados de milho não mexiam. Como por sonho Mariana sentia que se aproximava da rocha e que subia a difícil montanha. Nada lhe fazia sentir dor, seus pés tropeçavam nas pedras do caminho. Ao chegar perto do frade a menina com os seus grandes olhos o olharam, sentia uma enorme felicidade e um enorme desejo de o abraçar e sentiu o seus braços a abraçá-la forte e uma das suas mãos lhe tocar na cabeça acariciando, ao mesmo tempo que lhe dizia:
- Minha linda menina, vais curar-te e voltarás a brincar como todas as outras crianças.
Mariana esqueceu depois o que acontecera, lembrava-se só de ter sentido frio, de ter saltado da sua cama, de ter sentido a falta do calor da sua mãe, com quem foi deitar-se, encostada a ela, que estava dormindo, aconchegando-se ao seu corpo quente.
A menina estava curada daquela terrível doença.
No mesmo dia de cada ano a menina e sua mãe iam visitar o rochedo, rezar e contemplar em veneração o tronco basáltico do senhor Frade.

O mapa do concelho Posted by Hello
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O Byn anda por essas Áfricas a ver zebras e leões. Eu fico por cá, vou examinar a página das Câmaras Municipais por esse país e ver como são relativamente à nossa. Resultados só no fim. Mas o percurso tem ofertas giras.
Comecei por Lajes das Flores.
Olhem que magnífico brinde com o mapa do concelho.
E algures, escondida no meio da página, está a lenda dos frades que eu não resisto à tentação de trazer para o OUREM.
Abençoada vida que me dás tanto descanso!


A sesta do presidente Posted by Hello

Já almocei.
Vou fazer como o presidente...
Vou bater uma granda sesta...
Grooommmmmm!!!
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Não sei se os meus amigos se lembram daquela canção que era assim:

Se vires no ar
Dois pombos voar
Na mesma direcção
Repara bem
Os pombos também
Caem na tentação

Multiplicações...
Que não têm fim
Passam gerações
Sempre foi assim...

Bom. Contrariamente ao que possam pensar e ao que dizia a canção dos Conchas, não vou fazer Multiplicações.
Mas vou fazer Comparações.
De algo do nosso concelho com o dos outros restantes trezentos e tal concelhos do país.
E porei, aqui, as conclusões se chegar ao fim. O panorama é assustador (em termos de carga de trabalho). Mas já encontrei coisas que valem a pena. Depois, digo...
Assembleia Municipal

Desculpem-me os eleitos, desculpem-me os oureenses, desculpem-me a insistência nisto.
Queria apresentar o meu protesto pelas palavras da presidente Deolinda.
Em vão procurei uma caixa de correio electrónico para a Assembleia Municipal.
Que raio de Assembleia é esta tão fechada aos oureenses?
Será que significa que não vale de nada que estes se dirijam à mesma, por esta via? Que serão ignorados? Que não lhes ligarão nenhuma? Que é exclusivamente uma Assembleia para os eleitos?
Perguntas aos candidatos

E não esqueçamos as autárquicas.
Continuemos a pôr questões aos candidatos. O OUREM deixa aqui as ligações necessárias:
Já vemos que um deles não nos vai responder, mas não o devemos excluir, por alguma razão a sua acção tem dado grande animação ao blog, embora não se possa comparar a um PSL. Aliás quanto mais se excluir, mas vai mostrando o seu respeito pelos que nos leem (mas por que é que ele não se assume como presidente de todos os oureenses? É nhurro, caramba!)
E não escondemos as nossas preferências (no actual quadro das candidaturas anunciadas).
Será legítimo definir um objectivo impossível: José Alho à Presidência!, Sérgio Ribeiro à Assembleia!?
Credibilidade

Ao princípio, deu-me vontade de rir.
Depois, vi que era a sério. Isaltino. O major Valentão. A Damasceno...
É óbvio que são inocentes. Até...
Mas a sua credibilidade estava minada e Mendes, mesmo na eventualidade de perder votos, não os quis como candidatos.
O meu aplauso para o dirigente do PSD.
E, já agora, os meus desejos que dê uma olhadela aqui para Ourém. O candidato laranja precisa de um puxão de orelhas. Esta descoordenação de serviços que se traduz num negócio é, pelo menos, suspeita. Será que o negócio que o IEP faria atingiria os mesmos montantes? Não será legítimo pensar que alguém pode estar a ser beneficiado? Por que é que presidente David se presta à maledicência pensada? Será que isso não significa falta de respeito pelos oureenses... porque sente a vitória assegurada...?
Reconhecimento

Já esqueci os meus amores
(E como elas eram bonitas!)
Mas eis que três flores
Me pedem versos nas fitas

À Sara a minha voz
lamenta o seu ar descrente
Perante exercício atroz
Há que ser mui paciente

A Telma é linda menina
Em Aplicada Economia
No primeiro ano de aulas
Nem sei quem mais tremia

Finalmente, a Isabel
Bonita e atrevidota,
Rápida como um corcel
Nas aulas uma risota

Vão deixar o ISEG
Na vida há que lutar
Oferecem-me honra tão breve
Que mais posso desejar...

domingo, maio 08, 2005

Um domingo sem posts

Havia muita coisa para falar:
- a derrota do Benfica;
- as imagens da polícia a malhar nos adeptos;
- a imagem dos adeptos a atacar os jogadores do Penafiel;
- as estúpidas declarações do meu homónimo presidente a desculpabilizar os adeptos;
- o espanto de como é que uma equipa que joga tão mal pode ser candidata ao título;
- a inoperância da polícia aqui pela Parede na proteção dos cidadãos;
- o ataque de MArques Mendes aos autarcas do seu partido sem credibilidade;
- o desenvolvimento de Ourém;
- mais perguntas para os candidatos...
... mas há dias assim. Não me apeteceu. Ao contrário do que o Sérgio tantas vezes diz, estou sem veia.
Talvez isto melhore pela manhã.
Já sabem, lá para as 7.45, estaremos firmes no blog.

sábado, maio 07, 2005

Poesia popular oureense do século xxi (3)
O troféu da presidenta
Deolinda vai à fonte
Leva a sua cantarinha
Desceu lesta do monte
Vai segura e formosinha

Aos meninos deu lições
Sobre História da nossa terra
Sobre laranjas, limões
De ciências e da guerra

Quis o destino sedento
Que visse arruaceiros mil
No fundo moinhos de vento
Que atitude tão vil!

E depois p'ra mais ferir
Levantou a ponta do véu
A terra que diz servir
É para ela um troféu

sexta-feira, maio 06, 2005

Falando de troféus


Via MegaFauna

O leãozinho bem merece lugar de destaque no OUREM. É preciso conquistar o cobiçado troféu.
As mulheres do presidente David

O do bigode curto e braço estendido também entendeu que o mundo era um troféu a que tinha direito dada a superioridade da raça.
Os outros seriam arruaceiros que havia que exterminar, expropriar, ocupar, calar...
Tramou-se como se tramarão outros que entendem que querer algo de diferente é ser arruaceiro de nada lhes valendo nesse momento a intuição por mais feminina que seja.
Mas que raio de coutada é Ourém para ser designada por troféu?
É capaz de ter razão. Como muito bem têm demonstrado, não estão ali para servir OUrém, mas - já não digo servirem-se (isso concluirão os meus amigos oureenses a partir do seu desempenho) - para a exibirem como reduto laranja...
Foi há 60 anos



... que terminou esse monumental pesadelo: a II Guerra Mundial.
O Byn tem um extenso post sobre esse momento. Está aqui, disponível para consulta.
José Alho responde aos oureenses através do blog Ourém (3)

As questões eram de Marco Jacinto e referiam-se ao Intermarché e ao problema da água.
Eis as respostas bem claras de José Alho:

Relativamente ao Intermarché a minha solução é pública e está publicada em diversos órgãos de comunicação social cuja consulta recomendo.

Dum modo muito sintético passa por relocalizar o empreendimento dentro da área possível de urbanizar de acordo com o PDM e retirar a parte do aterro que está em zona irregular, procedendo à necessária requalificação ambiental.

Como o empreendedor agiu na posse duma licença que depois lhe foi retirada, terá necessariamente direito a ser indemnizado pela Câmara dos prejuízos que lhe foram imputados pelo imbróglio administrativo que lhe foi criado pelo actual Presidente da Câmara Municipal e que nós todos estamos e estaremos a pagar!

Quanto à questão da água como bem público sou defensor por uma questão de principio que a sua gestão não deve sair da esfera pública.

Com estima e consideração


José Manuel Alho





quinta-feira, maio 05, 2005

Nascida com o 25 de Abril

Ser diferente!
Ser maior ou ser menor,
Mas ser diferente!
Eis o desejo de muito poucos,
Eis o desejo dos que chamam loucos.
Ser diferente é ser só,
É ser sozinho como cada fragmento de pó.
À diferença a desventura
Se associa em comum loucura.

Ser diferente!
Caminhar nas vielas da dor.
Ser diferente,
Eis o que almeja o sofredor,
Eis o que anseia quem sentiu verdadeiro amor.
Ser diferente é ser verdadeiro,
É ser destemido e aventureiro.
Não encarar cada manhã eufórica,
Como uma etapa meramente histórica.

in: Jogo de Espelhos
Carmen Zita Ferreira
Edição Som da Tinta, Novembro de 2004
Sérgio Ribeiro responde aos oureenses através do blog OUREM (3)

Eis a questão que o Marco deixou para o Sérgio:

Estando no projecto CDU o PEV, e tendo em conta que concorre com um candidato
que tem como bandeira o ambiente, que projectos tem a candidatura para esta área?

Marco JAcinto


E Sérgio Ribeiro disse...

Se há área de intervenção em que podemos apresentar intervenção visível, concreta, é na de defesa do ambiente. Eleitos ou não, temos estado, PCP, PEV, CDU, atentos e intervenientes.

A questão dos fornos de carvão do Vale da Perra foi uma longa "batalha" em que o facto de termos tido um eleito na AM mostrou a utilidade desse mandato. Duas vezes estivemos na origem de sessões da AM que encheram a sala de "público" interessado e interviente, de uma ida "em massa" ao Governo Civil de Santarém e de outra à AR, que mobilizaram a população e esclareceram outros elitos, e conseguimos, à custa de porfiada acção junto de responsáveis, que ficasse clara a agressão ambiental, tendo obtido total ganho de causa. O ambiente nesta zona do nosso concelho melhorou insofismavelmente com o encerramento da unidade industrial que não cumpria o que lhe era exigido (e que, no concelho a Chamusca - CDU - já cumpre!).

A intervenção no Olival do PEV - e na AR - foi outro exemplo.

No caso do Intermarché, na AR foi feito um requerimento pela deputada do PCP eleita por Santarém, que consideramos essencial para o esclarecimento da situação e que espera resposta desde Setembro.

Quanto ao futuro, não há promessas a fazer, há apenas que dar continuidade ao acompanhamento das situações e, sempre em contacto com as populações, ir fazendo intervenções cidadãs, nas condições em que estivermos quanto a representação institucional. Com eleito será, certamente, muito mais informada e eficaz.

Mais questões para os candidatos às eleições autárquicas

Os amigos oureenses responderam ao apelo e as caixas dos candidatos começam a estar cheias de questões. Eu é que já não sei para onde me hei-de virar...
Gostaria de deixar uma ligeira observação ao José Marques e ao Mountolive: eu compreendo que estejam saturados deste poder. Apesar de tudo, eu ainda acredito que David Catarino não é má pessoa. Está no lugra errado com uma prática erradíssima, mas, se calhar, não percebe mais que aquilo, possivelmente, pensa que é mesmo assim, que está a fazer tudo bem. Por isso, não gostaria de o excluir nem de criar condições para ele se excluir. A caixinha para ele responder ficará aberta até ao dia 5 de Outubro. Mesmo que ele seja um info-excluído pode habilitar-se até essa data ou, sei lá, pôr alguém a introduzir as suas respostas.
E vamos às próximas questões:
- Será que o PSD não tem vergonha do que faz na nossa terra, antes tão bonita, há uns trinta anos? (José MArques)
- Será que David Catarino é surdo, mudo, cego? (Mountolive)
E, quanto a mim, uma questão muito importante. De Marco Jacinto. Sobre o ambiente. O Marco já nos habituou a boas intervenções nesta área: lembram-se daquela em que falava no parque linear? A sua questão mais completa foi para José Alho (há uma mais pequenina para o Sérgio, na mesma área). Ela aqui fica:
Duas perguntas, a primeira mais que reatear polémicas é um pedido de esclarecimento:

Pareceu-me que ao referir-se ao 'intermarchégate' disse que aceitaria a obra desde que confinada à zona fora do leito de cheia, e porque já havia sido gasto muito dinheiro dos contribuintes e o aterro estava lá. Em primeiro lugar o que me incomoda mais é a destruição da paisagem que este precedente irreversível vai criar, e se hoje a lei obriga à recuperação de pedreiras e outros locais de extração de inertes, não me pareçe que seja assim tão dificil requalificar aquele aterro tornando-o um cartão de visita para a nossa Ourém.

Gostaria de saber como pessoa ligada ao ambiente, o que pensa sobre a entrega da rede pública de abastecimento de água ao grupo vivendi waters (CGE) sendo Ourém tão rico neste bem precioso para a nossa ecologia, digo fisiologia, porque não o seu a seu dono, como já o fizerem autarcas socialistas em França que romperam com este grupo, recriando as empresas municipais e com menores custos para os contribuintes conseguem o feito de não desorçamentar os lucros desse investimento, melhorando-o ou ampliando-o contínuamente?

Marco Jacinto
José Alho responde aos oureenses através do blog OUREM (2)

A questão era:

Candidato José Alho:
Há dias, em comentário neste blog, um oureense da Fartaria queixava-se:"e se eles pusessem online a situação em que se encontram os projectos que lhes submetemos seria também uma boa ideia. Não percebo porque razão tenho de estar à espera há quase 6 meses por uma simples aprovação e licença para mudar uns tijolos do curral da mula ... "
Sabemos que OUrém está integrada no projecto Leiria Digital, mas não é bem pôr os meninos a usar a INternet que nos interessa, mas sim permitir o acesso (em modo consulta, claro) às bases de dados da Câmara em coisas que nos interessem.
Que propõe o candidato do PS aos oureenses nesta área tão importante?



E eis a resposta de José Alho:

A questão que é colocada remete-nos para a Lei de acesso aos documentos administrativos que está enquadrada num diploma legal que devia garantir este direito aos cidadâos,
Por uma questão de cultura da administração esse direito tem muitas dificuldades em ser "acessivel" aos cidadãos, daí existir na Assembleia da República uma estrutura designada CADA-Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos que serve de entidade reguladora dessa relação Administração-Cidadão de forma a garantir a concretização desse direito.
Em Ourém temos uma administração autárquica que, numa cultura esclerosada, de outro tempo, ainda não entendeu que vivemos numa sociedade cada vez mais exigente em termos de reinvidicação dos seus direitos.
As poucas pessoas que tentam esse exercicio ou são ignoradas ou maltratadas como aconteceu na Assembleia Municipal quando da discussão do PDM no periodo aberto ao público, ou como acontece no quotidiano da relação com o Presidente da Câmara Municipal.
Este espirito desfasado do tempo espalha-se por quase todos os serviços incluindo as empresas municipais.
Enquanto candidato a Presidente da Câmara elegerei como prioridade a alteração desta cultura de organização fora de tempo, sendo essa a primeira etapa para uma renovação da relação entre os cidadãos e os orgãos e serviços da Autarquia - servir os municipes com respeito e eficiência!
...o resto vem por acréscimo

Com estima e consideração


josé Manuel Alho

quarta-feira, maio 04, 2005

Saudade

Mas que saudade dos textos e das fotografias que o Outrora nos trazia.
Já quase há uma semana que permanece calado.
Então, meu caro NA? Mais uns versos do Dr. Preto, ou do Dr. Acácio Paiva, ou um texto de Joaquim Ribeiro, ou de João de Ourém, ou de Luís Rito.
E lembra-se daquele pedido? Uma fotografia da feira do gado que se processava frente à prisão da GNR...
Ficámos Outrora dependentes e agora...
Responderem ao OUREM? Mas quem te julgas tu?

E num bocadinho ele põe à vista a minha insignificância como munícipe.
A excelência não tem tempo para estas coisas. É demasiado superior, anda demasiado assoberbado.
Mas só não tem pois os seus fiés estão garantidos. Caso contrário, prometeria televisões como o major Loureiro em Gondomar...
Mas reparem, o problema aqui não está ne minha pequenez que representa a de todo o humilde cidadão perante gente deste género. O problema está em que nós a aceitemos. Porque ele é nosso representante, ele está lá porque lá o pusémos. Ele é de uma fragilidade tremenda. E arma-se em dono, em barão, em criatura arrogante, em cuspidor de cima para baixo...
Temos que ter consciência disto.
Vejam como são diferentes os outros dois candidatos a quem deixámos perguntas.
Saudaram a iniciativa.
Sentiram que Ourém precisava dela.
Não se preocuparam se votaria ou não neles...
Sérgio Ribeiro responde aos oureenses através do blog OUREM

O Sérgio já deu a sua resposta à segunda questão, aquela que tem a ver com um melhor acompanhamento dos processos na autarquia utilizando sistemas de informação, desencadeada através de um comentário do JOCA. Ei-la:

Ao "vizinho" da Fartaria, e a todos,
quando eleito na AM tentarei estimular, como o fiz enquanto lá estive, que se usem os locais próprios para se colocarem as questões gerais e particulares da vida autárquica (o tempo do público de todas as AM, e as sessões públicas do executivo), e menos os cafés e locais de convívio em que há o hábito de nos queixarmos do que não nos queixamos nesses locais próprios.
Quanto à informação on-line sobre o estado de processos, poderá ser uma reivindicação a apresentar e uma pressão a fazer nas sessões em que participe.
De qualquer modo, como eleito, apenas penso fazer, e com maior peso, o que faço como não-eleito, ou seja, dizer o que penso, denunciar o que me parece mal, procurar soluções, pressionar o "poder" para que não esqueça que os seus "detentores" estão lá precariamente e porque... foram eleitos para nos representar.


Eu penso que o Sérgio tem razão ao estimular que certas questões gerais e particulares da vida autárquica sejam apresentadas em locais próprios e ele lista: tempo do público das AM e sessões públicas do executivo.
Mas gostaria de chamar a atenção para um pormenor: tais sessões vivem essencialmente de pessoas relativamente descontraídas e que têm o dom da palavra o qual muitas vezes corresponde a conversa de banha da cobra. Nem todos somos iguais...
Eu julgo que uma autarquia que quer ouvir as pessoas que representa deve abrir canais para além dos listados, porque ao fazê-lo pode estar a dar voz a quem se não consiga exprimir como desejaria em público. As coisas não têm que ser exactamente como têm sido até agora. Um documento que vai à Assembleia Municipal pode ser previamente divulgado e sujeito a discussão através de um instrumento como um blog.
Aliás, e desculpem-me o atrevimento, para quê a Assembleia Municipal nesses moldes se podemos, hoje, discutir tudo e votar sem termos que nos deslocar lá fisicamente? Para quê representantes se podemos exercer directamente a democracia?
Ai a sova que aí vem...
Mais uma resposta ao inquérito literário

A Januária, um dos nossos visitantes recentes, foi convidada a responder e já o fez. Entretanto alarga-se o movimento daqueles que, não sendo convidados, também dão as suas respostas e as publicam no local mais à mão. Detectei isso na Som da Tinta, onde Justine dá um conjunto de respostas simpáticas e de que vou aproveitar algumas dicas e no blog de esquerda onde Jorge Palhinhos afirma a sua revolta por se terem esquecido dele.
Para completar as respostas dos nossos amigos, falta a do Bispo do Porto que a prometeu para breve.
Vamos então ler a resposta da Januária...

Costumo andar a visitar blogs que me parecem interessantes, uns diariamente outros nem por isso, uns porque me divertem outros nem por isso, uns porque parecem com ideias semelhantes outros nem por isso. Nesta minha saga, fui desafiada a responder a um questionário literário pelo Luís e aqui estou a fazê-lo, mas para dizer a verdade, há muito tempo que não faço exames nem respondo a questionários por isso... desculpem lá a ignorância da macaca

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro querias ser?


Tive que ir pesquisar na net para ver do que se tratava, não conheço o livro. Pelos vistos um livro de pesadelo. O livro que gostaria de ser, uma pergunta difícil, mas…talvez… A um Deus Desconhecido.

Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por uma personagem de ficção?

Pois claro, e como apreciadora e BD, queria ser o TinTin, também não me importava de ser o Mandrake ou o Fantasma…

Qual o último livro que compraste?

Lições do Abismo de Daniel Sampaio – ainda não comecei a ler

Que livro estás a ler?

De momento não estou a ler nenhum, mas fazia-me jeito o livro dos primeiros socorros

Que livros (cinco) levarias para uma ilha deserta?

Livro da Auto-suficiência - para ver se me safava
A Bíblia
Um Estranho numa Terra
Estranha
Um livro em branco – para escrever
Os Passageiros do Vento – o melhor livro de BD

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?

Vou passar o facho olímpico literário a três bloguistas que visito diariamente:
fadocravo se quiser responder…
sousadaponte porque acho que gosta de ler
noiseformind porque tenho curiosidade em ver as respostas


E os vencedores são...

Vencedores?? Aqui também há vencedores?? E qual é o prémio?
Não percebi a pergunta :(
Mais questões para os candidatos à autarquia

Desta vez, propusémos uma questão comum, baseada num comentário que o JOCA, um oureense que conseguiu que a Fartaria figurasse nas rotas de Ourém e que prometeu um garrafão de palhete para próximo almoço do Poço, de acordo com o qual:
“e se eles pusessem online a situação em que se encontram os projectos que lhes submetemos seria também uma boa ideia. Não percebo porque razão tenho de estar à espera há quase 6 meses por uma simples aprovação e licença para mudar uns tijolos do curral da mula ...”.
O Joca tem toda a razão. Eu próprio passei por situação algo relacionada por causa de uma licença de habitação. Afogaram-me em taxas, em aprovações sobre aprovações, em telefonemas que só podiam atender à segunda e à sexta, em ausência de apoio que tive de pagar a estranhos à Câmara.
È preciso uma autarquia mais virada para o munícipe. Assisti em Julho do ano passado a cenas por causa do IMI de bradar aos céus com as pessoas, nas Finanças, encavalitadas em bichas que eram abruptamente interrompidas para almoçar. Algumas dessas pessoas eram emigrantes que tinham ou dois dias para tratar o assunto pois tinham de sair do país.
Acredito que nenhum candidato possa honestamente dizer o que vai fazer para melhorar isto, mas acreditar que os sistemas de informação podem dar uma ajuda e prometer que vão examinar o problema é positivo.
Mas é preciso que haja mais oureenses a pôr questões...
Alsimon, será que a Câmara não te tem incomodado com nada? Pergunta algo aos candidatos. Pelo menos, já o demonstraram, há dois que respondem. O outro é arrogante, tem fiéis votantes mas pode que um dia se trame. Não está livre que eles fiquem a dormir no próximo 5 de Outubro...
Skywatcher, tanto tempo arredado do nosso blog! Parece zangado com o Ourém. Vá interrogue os candidatos...
Ourém tem de acreditar...

Tal como ficou ontem demonstrado, na cidade dos fab four, os emproados, os arrogantes, os vencedores antecipados também perdem...

terça-feira, maio 03, 2005


Ourém precisa de mudança no poder autárquico - 6

A comunicação social trata a rotura nas negociações entre o PCP e o PS visando uma coligação para a Câmara de Lisboa afinando pelo mesmo diapasão, repetindo as razões, ou aludidas razões, para essa rotura, que teria ocorrido por “terem sido os comunistas a tomar a iniciativa de “suspender” as reuniões conjuntas”. “Razões” que se resumiriam a duas: o PCP não reconhecer “que, perante o actual cenário eleitoral, não faz sentido reeditar a coligação nos termos de 1997”; ser a posição dos comunistas reacção “aos quatro princípios “basilares” para o acordo enunciados na carta do PS. Entre eles, a integração do Bloco de Esquerda como “parceiro indispensável e de pleno direito” e a posição de supremacia do PS”.
Ora existem razões do PCP, mas são outras e são públicas… embora não publicadas. Num esclarecimento no Avante! leêm-se:
1º - O PCP sempre manifestou disponibilidade “para o exame das possibilidades de reedição de uma coligação em Lisboa”, que, entre outras coisas, se traduziu na proposta de encontro com o PS, formalizada em 2 de Março embora só a 13 de Abril tal encontro se tivesse feito; entre essas datas, verificaram-se “novas convergências do PS com o PSD”, e “se multiplicavam notícias do desenvolvimento da actividade de candidatura do PS e de decisões unilaterais em matéria de linhas de campanha”.
2º - Houve 2 encontros, em que o PCP sublinhou pontos basilares: “reconhecimento do papel dos dois principais partidos de uma eventual coligação – PS e PCP – sem posições de hegemonia ou comando”; “respeito pelo percurso, presença e património do PCP nas autarquias da cidade ao longo de mais de 30 anos”.
3º - A concepção de uma coligação baseada no reconhecimento dos dois partidos “em nada seria contraditória com o possível e desejável alargamento a outros partidos, designadamente ao Bloco de Esquerda e ao Partido Ecológico os Verdes”, e sublinha-se serem “inteiramente falsas as insinuações quanto a uma alegada oposição à integração do BE na coligação”.
4º - O PCP reforça a necessidade da coligação ter em linha de conta “a experiência, percurso e presença de cada um dos principais partidos no quadro das coligações que a precederam” e lembra que, quando se formou, não reivindicou qualquer supremacia apesar de ter, então, 27% contra 17% do PS, 5 contra 3 vereadores, 12 contra 0 juntas, 300 contra 170 eleitos, o que não impediu que, com todo o realismo e privilegiando os interesses da cidade, aceitasse posições do PS que não correspondiam à real influência, como a presidência da Câmara ser para Jorge Sampaio.
5º - Aquilo a que o PCP se recusa é a ser visto como “força de apoio a projectos e objectivos eleitorais de outros”.
6º - Na sequência da 2ª reunião realizada a 20 de Abril, onde as questões colocadas pelo PCP pareceram ter tido bom acolhimento por parte do PS, dois dias depois o PS enviou uma carta contendo princípios novos contrariando frontalmente as considerações expostas como elementos irrenunciáveis à reedição da Coligação.
7º - Por estas razões, que são as suas e não outras, o PCP decidiu prosseguir a sua intervenção de acordo com o seu trabalho e responsabilidades na cidade de Lisboa.
8º - Por outro lado, salientam-se as diferenças nos projecto concepção do poder local que emergem das posições que o PS vem tomando, como quanto à revisão da lei eleitoral.
9º - Assim, o PCP, à margem de lógicas aritméticas na distribuição de lugares ou estritos critérios de interesse partidário, quer confirmar-se, no quadro da CDU, “em todo o País como uma força indispensável na defesa dos interesses das populações e na construção de um poder local democrático.”
___________________________
Sérgio Ribeiro de volta à Assembleia Municipal
Uma vereação em que haja oposição
Uma pausa

Abandonemos por momentos esta fixação nas eleições. É preciso parar, reflectir, deixar o pensamento vaguear. E que tal um livro? Um bocadinho de um livro...
Um bocadinho muito pequeno, mas muito pessimista, porque esquece que o que fazemos nas nossas vidas não se esgota em nós...

O passado
já não existe.
O presente
Morre
A partir do momento
Em que nasce.
O futuro
Poderemos nunca
O ver.
A vida é uma aposta,
Que jogamos
Para perder.

Perguntas para os oureenses:
- que livro é?
- quem é o/a autor(a)?
- Quem editou?
Prémio: um exemplar da tal crónica....
José Alho responde aos oureenses através do blog OUREM
A pergunta era:

Candidato José Alho
(Desculpe a ignorância, não sei se é doutor, engenheiro, para me poder dirigir a si...) Ourém tem sido sujeita a monumental agressividade pelo poder autárquico, vendo-se destruição sistemática de elementos que representam a memória do passado recente e de outros, como o jardim frente ao Central, que constituiam verdadeiro património de qualidade de vida. Acresce a esta onda, a destruição de tradições como a realização da feira de Santa Iria.
Que pode prometer aos oureenses nesta área?

Um
oureense



E eis a resposta do candidato à presidência da Câmara:
Felicito os responsáveis do Ourém-blog pela iniciativa de promover o debate sobre o Futuro da nossa terra através do envolvimento dos cidadãos nessa responsabilidade.
No meu percurso de cidadão tenho lutado para que a Democracia Participativa seja uma realidade aberta à sociedade, de modo amplo e não confinada ao modelo convencional da representação formal das instituições.
Através das novas formas de comunicar, nomeadamente os blogs, também em Ourém é possível aprofundar a participação séria e empenhada dos cidadãos preocupados com o nosso Futuro Comum.
Como candidato à Câmara Municipal de Ourém pretendo na medida do que me for possível participar nos múltiplos debates que vão surgindo, tendo no entanto planeado uma metodologia que no decurso da dinâmica da campanha torne mais eficiente o meu esforço pessoal na garantia do respeito que todos os interlocutores de boa fé merecem.

Quanto à questão que me é colocada começo por esclarecer a dúvida sobre o meu grau académico: sou licenciado em Biologia pela Universidade de Coimbra.
Por esse facto e por outras razões de cidadania sou uma pessoa preocupada com o Ambiente, o Património Cultural, a Qualidade de Vida …. tendo no meu percurso de vida dado muito do meu esforço e empenho a essas causas.

Sendo eleito Presidente de Câmara de Ourém podem contar comigo na defesa desses ideais, em ruptura com a politica arrasadora do nosso Património concretizada nas últimas décadas em Ourém e que choca todos aqueles que amam esta terra.
Não esqueço a pergunta colocada por um jornalista duma rádio nacional, no miradouro junto à SÉ Colegiada de Ourém, há uns anos a um antigo Presidente da C.M de Ourém do PSD:
“ Sr Presidente: quando olha lá para baixo não sente vergonha do que fez?”

Eu sinto vergonha das asneiras que têm sido feitas na nossa terra e por isso me candidato para honrar todos aqueles que não se reveêm neste modelo de desenvolvimento e ACREDITAM que é possível mudar este estado de coisas!!!


O OUREM agradece ao candidato José Alho a atenção dispensada.
O referendo abortado

Não lhe podemos levar a mal. Uma vez por ano tem uma crise destas. O que não pode apagar a excelente imagem quanto ao restante e permitir-me considerá-lo como o melhor que poderíamos ter nesta altura, no actual contexto.
É pena ter-se perdido a ocasião para solucionar um problema que continuará a arrastar-se, atirando a solução com desprezo pela janela fora. Aliás, as perspectivas não são nada animadoras, estão excessivamente encavacadas...

segunda-feira, maio 02, 2005

Liberdade para Ivo Ferrreira



Amigos oureense, têm toda a razão...
... ele não devia fumar erva nem alimentar o negócio dos que a traficam, mas, por causa de um crime desses, estar a ser tratado como é, não é próprio do mundo civilizado nem dos brandos costumes da nossa terra.
Por isso, toca de assinarem e divulgarem esta petição organizada por amigos e familiares e pedindo clemência para o Ivo.
Os oureenses interrogam os candidatos à autarquia e estes respondem

Já temos perguntas e já temos uma resposta...
Participem, não tenham receio. Façam as vossas perguntas aos candidatos, mesmo anónimos. Utilizaremos o lápis da censura para qualquer pergunta grosseira.
Eis perguntas já feitas e a resposta obtida (que agradecemos: é um verdadeiro candidato em linha)

Pergunta ao candidato David Catarino
Sr. Presidente DAvid Catarino
OUrém é um concelho com uma das áreas florestais mais importantes no país. Os dois últimos anos foram terríveis em matéria de fogos. Que conta fazer para proteger este património?

Um oureense

Pergunta ao candidato José Alho
Candidato José Alho
(Desculpe a ignorância, não sei se é doutor, engenheiro, para me poder dirigir a si...)
Ourém tem sido sujeita a monumental agressividade pelo poder autárquico, vendo-se destruição sistemática de elementos que representam a memória do passado recente e de outros, como o jardim frente ao Central, que constituiam verdadeiro património de qualidade de vida. Acresce a esta onda, a destruição de tradições como a realização da feira de Santa Iria.
Que pode prometer aos oureenses nesta área?

Um oureense

Pergunta ao candidato Sérgio Ribeiro
Dr. Sérgio Ribeiro
De acordo com o recentemente aprovado na AR, é candidato à presidência da Câmara de OUrém, concorrendo contra o actual presidente e o candidato do PS, José Alho. Pode explicitar aqui os cinco tópicos principais da sua acção?

Um oureense

Resposta do candidato Sérgio RIbeiro
Meu caro oureense (como se a todos fosse)
Não é certo que assim venha a ser pelo que continuo apenas candidato à AM.
De qualquer modo, há muitos anos (décadas!) que defendo um projecto para Ourém por que me bato e baterei sempre. Eleito ou não.
5 tópicos?
- pôr em prática uma concepção geral de poder local com maior (muito maior!) participação dos munícipes;
- contribuir para uma definição do posicionamento do concelho no ordenamento do território;
- encarar o concelho como um todo equilibrado lutando contra assimetrias e desequilíbrios;
- rever e corrigir tecidos urbanos, respeitando história e tradição;
- aproveitar para uma política integrada de desenvolvimento importantes especificidades oureenses: Fátima como polo de atracção turística, os castelos como elo fundamental de uma política regional de turismo histórico e cultural, estímulo à endogeneização das remessas/contas a prazo dos emigrantes.
Já estão 5?
As saudações do
Sérgio Ribeiro
Será bom ser Presidente da Câmara?

Examino as agendas dos actuais, constato que não querem desistir. Mas vejo uma disponibilidade quase total para a função e, muitas vezes, o surgimento da suspeita por parte do munícipe.
O que terá de bom esta função para que as pessoas a persigam e para que os que lá estão não a queiram largar?
Não me venham com o estar a encher-se, isso pode acontecer esporadicamente, mas não é o que motiva a maioria. Há com certeza a procura de algo ideal...
Eu era daqueles que nunca teria jeito para a função. Detesto funções de representação, detesto participar em assembleias, sou mais pessoa de trabalho em gabinete. Para aí até conseguia definir um programa engraçado para a nossa Ourém, assente em alguns pontos tipo:
- por uma Ourém mais solídária que me levaria a um levantamento sistemático das condições de vida das pessoas do concelho e a procurar uma actuação de acordo com a mesma;
- por uma Ourém digital que me levaria a informatizar tudo que fosse possível em termos de processos burocráticos de forma a facilitar a vida aos que tem necessidade de qualquer actuação;
- por uma Ourém virada para o munícipe em que, contrariamente ao que se passa agora em divisões como as de obras, criaria uma estrutura para apoiar os que têm problemas com processos relativos às mesmas em vez de, por omissão de acção, os atirar para os braços dos consultores que pululam à volta;
- por uma Ourém restaurada em que travaria o processo de destruição da memória da nossa terra, procederia à recuperação e embelezamento de certos espaços, recuperaria o jardim de que fomos espoliados frente ao Central;
- por uma Ourém assente no desenvolvimento sustentável, desenvolvendo uma política de protecção à mancha florestal que rodeia a nossa terra, definindo claramente espaços industriais, comerciais, de lazer;
- por uma Ourém turística procurando aproveitar os três ou quatro polos de interesse em que podemos ter sucesso;
- ...e tinha que arranjar um ou mais tópicos para dizer que quem precisa de atravessar Ourém para ir para outras terras não deveria vir empatar o trânsito e que a actuação da Câmara tem de limitar-se, em áreas como a da construção, à actuação como agente da lei e não como executante.
Enfim, um conjunto de balelas, dirão os meus amigos, em que me dá gosto pensar, que gostaria de apoiar em termos de execução, mas detestaria em termos de discussão...

domingo, maio 01, 2005

O 1º de Maio do presidente David

São quase 10 horas. O presidente David já chegou. Parece impaciente. "Que chatice! Isto nunca mais começa. Tenho de repensar a minha vida. Todos os fins de semana estragados. A semana de passada tive de cantar à meia-noite sem saber a letra. Agora, homenagear os de Ourém, eu, um ser superior, do Bairro, um amante de Fátima, local das aparições".
Passeia de um lado para o outro e começa a sentir-se apertado. "E agora? Vou bater...".
E toca à porta. Ouve-se uma voz:
- Quem está ai?
- É o presidente David. Preciso fazer chichi.
Aparece o Julito, vestido a rigor, todo bonito.
- Oh, meu caro presidente! Então, como se sente?
- Ainda bem que o vejo, Julito. Estou aqui muito aflito...
- Faça favor de entrar. Esteja à sua vontade, pode mijar, pode defecar. E olhe que é bem verdade, é lugar de gente nova, usamos papel Renova.
O presidente lá foi. Daí a pouco surgiu mais aliviado.
...
Como sempre, às dez horas, tocou a sirene. Mas, hoje, não houve exercício.
Tal como o fazem há 70 anos, os nossos bombeiros foram homenagear os seus camaradas desaparecidos perante o olhar enjoado do autarca que adora Fátima... e nos vai destruindo Ourém.
Questionar os candidatos à autarquia

Amigos oureenses, vamos abrir nova possibilidade de diálogo com os candidatos às eleições autárquicas. Poderão deixar aqui as vossas questões e eles a respectiva resposta...
NOvas disposições recentemente aprovadas na AR trazem alguma confusão para o terreno, mas para já temos três candidatos firmes à Câmara e à Assembleia: David Catarino, José Alho e Sérgio Ribeiro.
Deixem, nos locais que criaremos para tal efeito e que passará a ter forma de acesso rápido a partir da tira lateral, as vossas questões aos candidatos. Mesmo que as ignorem, o OUREM tem meios para as fazer chegar aos mesmos.
Questões para David Catarino

Amigos oureenses, deixem aqui as questões que gostariam de ver respondidas por David Catarino
Questões para José Alho

Amigos oureenses, deixem aqui as questões que gostariam de ver respondidas por José Alho.
Questões para Sérgio Ribeiro

Amigos oureenses, deixem aqui as questões que gostariam de ver respondidas por Sérgio Ribeiro.
Um gajo mete-se em cada sarilho

Vejo o que se disse em frente dos meus olhos no blog da Som da Tinta. Sempre há cada insolente...

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?

Responde Susana Júlio:
Outra pergunta injusta! Só três?! Bem...depois de ter sido desafiada pela minha grande amiga Tita vou lançar este desafio a: António de Oliveira; Ivone Campos e Hélder Júlio. São pessoas com uma extrema sensibilidade às coisas que já passaram, passam e hão-de passar pelo mundo e pelas palavras. Mas conheço mais umas quantas...(ok...não vou resistir a uma pequena e subtil batota), como o Carlos Almeida; a Rita Coelho; o Fernando Cunha; o Marcelo Correia; o António Galrinho; Luísa Carvalho... e mais e mais...

Olá Susana...
Obrigado por te teres lembrado de mim, apesar de ter ficado sentado na segunda fila, o que é compreensível e merecido.
Gostei das respostas que deste: perspicaz e inteligente como te tenho. Mas as perguntas... santo Deus!, são perguntas da treta, daquelas que se fazem aos meninos e meninas de dez-doze anos quando começam a saber escrever algo mais do que o nome e a morada. Merecias mais!
É por esta e por outras razões que quanto mais escrevo, mais hesito em editar. O medo que eu tenho de ficar rodeado por intelectuais tontos!
Adoro a normalidade, acima de tudo.
Beijos e saudades...
Enviado por António Galrinho em abril 26, 2005 03:44 PM

António Galrinho:
Ao ler o seu comentário não pude deixar de sentir vontade em responder (esclarecer):
1) As perguntas do questionário já vêm de outras paragens e as respostas dadas são testemunho da amizade que se sente por aqueles que vão desafiando;
2) Não é por se responder a perguntas simples que se é um intelectual tonto;
3) Penso que a Susana, felizmente, sabe bem aquilo que merece.
Com cordialidade: Carmen Zita.
Enviado por Carmen Zita em abril 27, 2005 12:38 PM

Cara Carmen Zita...
Julgo que não se pretende fazer deste espaço um fórum, propriamente, mas posso estar enganado.
Os seus esclarecimentos foram desnecessários, pois eu entendi facilmente as suas observações, muito antes de as ter feito.
No entanto, não entendeu o que eu disse, lembro que chamei "intelectual tonto" a quem fez as perguntas e não a quem deu as respostas.
Já agora... o que é isso de saber o que merece?
Enviado por António Galrinho em abril 28, 2005 12:47 AM

De facto, este espaço serve tanto para comentar, falar, responder...seja com o nome de fórum ou comentários. No fundo, o que se pretende, não só aqui como também com o próprio desafio literário - o questionário - é conviver, trocar "informações" sobre novos/"velhos" livros...independentemente do teor das questões ou da forma como tal é feito...parecendo ou não um jogo de crianças...é nas crianças e é com elas que se encontra a inocência e verdade das respostas e das reacções. E se este desafio - que o foi! - suscitou esse tipo de reacções...óptimo! Acima de tudo, volto a dizer, que suscite o convívio; a "amena virtual conversa" entre amigos que partilham um interesse em comum: o gosto pela leitura.
E venham mais propostas que levem ao convívio!
Enviado por susana em abril 28, 2005 10:05 AM

Com alguém que percebe observações de outro, mesmo antes de este as proferir não há argumentos.
Vamos ao que interessa:
Luís Louro em Ourém, dia 29 de Abril, pelas 17h, no espaço Som da Tinta.
Enviado por Carmen Zita em abril 28, 2005 11:20 AM

Cara Carmen Zita... Mais uma vez a importuno e peço desculpa por isso.
Mas se eu percebi observações antes de terem sido proferidas é porque, de facto, não se tratam de observações, mas de relatos simples de algo que é óbvio.
Desistir sem argumentos parece dar razão às falhas que aponto.
Enviado por António Galrinho em abril 29, 2005 03:00 PM

Caro António Galrinho... Não importuna nada. Não peça desculpa.
Penso que também é de senso comum que talvez tenha sido um pouco inconveniente comentar que cada vez mais hesita em editar, pelo perigo de se rodear de intelectuais tontos, precisamente no blog da editora que escolheu os poemas da sua amiga para editar.
Mas, como isso é de senso comum, penso que não será necessário continuar a justificar a minha vontade em lhe responder, logo da primeira vez.
Acho, verdadeiramente, que não vale a pena.
Talvez encontre outros assuntos no blog para comentar. Este, da minha parte, está esgotado.
Enviado por Carmen Zita em abril 29, 2005 04:45 PM

Cara Carmen Zita...
Também quero esgotar aqui o assunto, lembrando apenas que aquilo que fiz na minha primeira intervenção foi "defender" (não me ocorre uma palavra mais adequada) a Susana, perante um rol de questões que achei pobres e tolas.
Deverei ser crucificado por isso? Ou será que aqui só pode entrar quem concorda com tudo?
Numa atitude mais ou menos anárquica, que o caracterizava, o saudoso Mário Viegas disse: "Um artista deve estar sempre contra! É estando contra que as coisas evoluem e se sai da mediocridade".
Não vou tão longe, mas não deixa de ser interessante pensar nisto.
Enviado por António Galrinho em abril 29, 2005 11:25 PM

...
Quanto à guerra não-literária amistosa de palavras entre o Caro Galrinho e a Amiga Tita...provocar é bom; faz viver, faz pensar, mas sem se entrar pelos caminhos da arrogância e pretensão de que um é melhor do que os outros- ou todos os outros! Portanto, há formas mais "agradavelmente sociais" de se provocar...tipo em "amena cavaqueira"! Não é necessário entrar em caminhos paralelos que, como se vê, não leva a lado nenhum...desperdiça-se as verdadeiras potencialidades do que se pretendia com esta questão do desafio literário. Quem quer responder que responda e passe a palvra...gerando uma cadeia, como tão bem o disse a minha amiga Tita "Favores em Cadeia". De modo a conhecer mais opiniões e mais livros...com os comentários não se pretende dizer bem das respostas deste ou daquele, não se pretende vestir capas de "intelectuais mortos"...nada disso. Não s eganha nada para além do prémio do convívio e de novos conhecimentos. Amigo António, creio que entrou pelo caminho errado...mas ainda está a tempo de ver que aqui não se procuram intelectuais mas sim amigos com um ponto em cmum que é o do prazer da leitura. Mais nada. Creio que a tua experiência, opiniões e saber literário podia beneficiar este blog também...a escolha é tua!
AMIGA Tita...vamos pensar num novo jogo de palavras ou de livros para deixar aqui, também, em jeito de desafio? Unicamente para eternamente jovens independentemente do número que teimosamente se apega à nossa idade...
Enviado por susana em abril 30, 2005 03:16 PM

Susana...
Também já tinha percebido que tinha entrado pelo caminho errado.
Aí ninguém admite comentários menos generosos... Que pena! Estou habituado a outros fóruns mais aguerridos e... mais saudáveis. *
Enviado por António Galrinho em maio 1, 2005 12:55 AM
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