segunda-feira, novembro 17, 2008

Poço XXIII - Ensaio sobre a cegueira

A primeira vez que visitámos aquele espaço, o artista surgiu-nos em cima de uns patins de madeira e foi, ele próprio, o guia. Percebeu-se desde logo a chama que por vezes o obrigava à criação daquelas formas em madeira ou em pedra nas quais se adivinhavam animais.
O espólio é maior que o existente nessa visita e está melhor organizado e arrumado. Desta vez, perante o desaparecimento de Bernardino, foi a Maria que nos guiou e mostrou a maravilha da sua criação. Trato-os assim exactamente como os tratava há cinquenta anos já que tive o privilégio de conhecê-los desde pequeno.
No exterior, encontra-se de tudo: vasos, um canhão, os restos de um eléctrico, uma ponte quase levadiça, um carrinho de mão... apreciem...












- Agora, vamos ao interior da gruta.
Esta estava substancialmente modificada em relação à visita anterior. Mais arejada, e com recantos que o Bernardino organizou para depositar e iluminar as suas peças.



Por vezes, parecia sentir-se a presença do artista, tão pessoais eram alguns dos objectos que podíamos apreciar.



No final, pedi à MAria para me deixar fotografá-la e associar a sua imagem a este almoço convívio do Poço.



Foi um dia muito agradável num espaço um pouco votado ao esquecimento situado em Ourém. Os diversos objectos (e alguns não pudemos fotografar dada a fragilidade da câmara) não estão catalogados, possivelmente não são mantidos contra a degradação, mas são um património que os oureenses não deviam permitir que se perdesse. O desprezo que o autarca lhes vota é o mesmo com que brinda os oureenses noutros aspectos. E a avaliar pelo ajudante que quer ser presidente as coisas não melhorarão no futuro tão amigo que ele já foi da causa cultural.
- Adeus, amigo amarelo peludo...
O OUREM, cumprida a obrigação relativa ao Poço, hiberna até que depare com outro acontecimento digno de registo...

domingo, novembro 16, 2008

Poço XXIII - Entradas de Namorados

Olhem que bela vista se desfruta daqui... conseguem ver os carneirinhos lá em baixo?
Meus amigos, isto ainda é Ourém



Talvez daquele coreto tudo se visse melhor, consta que alguém quer almoçar lá em cima



Estamos no local onde vai correr o almoço do XXIII Poço. Já não deve faltar muito. O melhor é ir ver os amigos de quatro patas...



Não parecem lá muito contentes no cativeiro, mas aceitamos que, perante visita tão importante, tenham de estar assim.



- O almoço está na mesa...
Lá fomos. Foi então que deparei com o cardápio do ano. Apreciem...





Findo o almoço, deambulámos pelas instalações, havia que ruminar a cabidela... mas parecia faltar algo...











Faltou um digestivo. É verdade, o cafezinho veio, mas o digestivo é que não. Por isso atrevo-me a deixar aqui a todos os amigos Brandi do melhor.

Entretanto, uma voz simpática disse:
- Venham fazer uma visita guiada...
Era difícil imaginar tudo o que nos seria proporcionado.

sexta-feira, novembro 14, 2008

POÇO XXIII - Revisitar o passado em Montalto

Sim, a quinta do Montalto foi o nosso destino para a tradicional apreciação do pequeno almoço feito de rissóis, chamussas, pastéis de bacalhau, bolinhos de mel e água-pé ou OH2PÉ como eles assinalaram.
A passagem pela quase defunta Rua de Castela pareceu-me algo de sinistro: como é possível tanta indiferença perante o local onde se nasceu e brincou? Mas, algum tempo depois, o belo edifício da quinta surgiu-nos pela frente.



- É aqui...
Ao contrário dos meus amigos, não fui frequentador do Montalto. Não deixei lá qualquer bicicleta abandonada como o Alferes Sampaio, não deixei pégadas gravadas no cimento ainda mole como o Vítor, não senti o belo cheirinho a bosta que, há cinquenta anos, provinha do local e bafejava os utentes da estrada.



Começámos à visita à quinta...

Mas o pequeno almoço não pode esperar: o grande Chefe já esbraceja a chamar o pessoal todo


- Está ali material... façam favor de limpar a quinta... só depois há comidinha...
Malvado! Apanhou-nos quando menos esperávamos.
O Zé chegou-se a mim:
- Luís tens de fazer outro CD com as canções do nosso tempo...
Fiquei embevecido. Nunca tinha sentido qualquer manifestação de agrado pelos meus brilhantes produtos... dá-me a impressão que nem deram pelo Golden City, cidade sem lei (carago, quem teriam sido os cinquenta beneméritos que adquiriram o livro na Letra e no Central?)... por isso, este ano, não levaram nada... e agora, que hei-de fazer?


Afinal, ficámos todos a olhar para o material e ninguém esboçou um gesto.
- Manda trabalhar o Quim que está ali de mãos nos bolsos...


Finalmente, lá nos deram o pequeno almoço...


Saciados, prosseguimos a visita


As meninas foram ver a paisagem bucólica dos jardins


- É pá, não posso esquecer que ninguém foi comigo ver as pégadas na piscina...


- Estas são as pipas do Medieval. Mas era um belo sítio para se fazer um baile...
Não é tarde nem é cedo. Quem são aqueles ali ao lado? Arnaldo, traz o máquina de filmar.
E, perante nós, passou-se formidável espectáculo. Amigo oureense, aproveite para assistir ao único filme que o Arnaldo efectivamente realizou…



- Isto é música comercial da pior - ouviu-se uma voz desdenhosa...
- Nem música é...
- Eu diria mais, isto nem música é...
- Luís, faz-me lembrar os bailaricos no sótão da tua casa por cima da Moderna...
Acabado o espectáculo, fomos apresentados ao simpático anfitrião que nos brindou com algumas palavras sobre a história da Quinta.

- Vamos na quinta geração, começámos com um pedacinho de terreno e fomos juntando hectar a hectar. Actualmente, dedicamo-nos totalmente à produção vinícola.
Esta gente deve ser muito rica, pensava o pessoal todo. Com uma casa destas, material de excelente qualidade. Mas o relato não foi muito abonatório para as potencialidades do trabalho agrícola

- A agricultura é a arte de empobrecer alegremente...
Bonita definição! Própria de quem gosta muito do que faz...


Pouco depois, o pequeno almoço terminou não sem que o Engenheiro anfitrião proporcionasse uma visita ao lagar do Medieval e à vinha.
O grande Chefe anunciou:
- Meus amigos, vamos agora fazer a tyradicional homenagem aos nossos amigos já desaparecidos. Depois, segue-se o almoço...

Fomos saindo, retirando à quinta aquele pedaço de vida que ali levámos e que para muitos foi uma revisita ao passado. Permanecia linda, ficou o desejo de voltar e um agradecimento muito grande ao simpático anfitrião...

quinta-feira, novembro 13, 2008

POÇO XXIII - O reencontro

Ena!
Há quanto tempo não via esta gente toda!
Parece que estão na mesma, parece que vieram mais que em outros anos... ou sou eu que estou a chegar atrasado?



O Cúrdia cada vez mais me faz lembrar o nosso estimado e venerado Ministro dos Prantos. Porque será? A alvura do seu cabelo? Ou terá algo a ver com o FED e a crise do SUBPrime?
E, lá ao fundo, já repararam no mamarracho onde o contribuinte se viu obrigado a empatar o seu magro pecúlio. Tudo porque o Orelhas Moucas assim quis...


Eis um pequeno grupo sempre bem divertido. Pudera! Ainda não viram o que vos vai ser dado ver...



Mais uma das nossas referências desapareceu. A casa onde o Toná vinha tomar as suas refeições, que, o ano passado estava de tecto esburacado, agora é um espaço vazio deixando adivinhar as agressões que a encosta vai sofrendo. Bem se pode dizer: vítima do progresso... deste falso progresso que tanto alimenta Ourém... um progresso que nem soube rebocar as feridas deixadas na casa ao lado (a do Manel Raul).



Catarino e FRazão são bem os obreiros deste triste e escolhido destino que coube à nossa terra. Que passem mais uns meses e nada tenho que me recorde do nosso passado, dos locais que desfrutámos. Um deles parece que queria ir para a região de turismo Leiria / Fátima. Fazer obra decerto... tramou-o a Nazaré que não quis que ele lhe mudasse a Santa de Sítio.
Mas o outro promete ficar... já se exibe por todo o lado de bigode farfalhudo e cumprimento fácil. Seria divertido se não fosse trágico.


Eis mais um grupo que põe a conversa em dia. É divertida esta hora do reencontro se bem que o repórter não consiga transmitir toda a emoção que se desfruta. Começa a notar-se a definição da ausência dos que não vieram.




Olha o Alferes Sampaio! Recentemente sexygenário, ei-lo, como sempre, a jogar bilhar de bolso. O Zé consulta resultados da bolsa...

Mais um pequeno grupo...


A grande roda começa a desenhar-se, agora sem a protecção da casinha do nosso tempo e com a encosta do moinho quase a esconder-se.

O grande chefe faz a chamada.
- Exijo que respondam "Presente"!
Depois informa sobre os que não virão: o Génito, O Duarte, o Ferraz, o Tó, o Jó Alho, o Zé Quim... os faltosos foram recordados um a um e justificados... talvez para o ano venham...


Mas estes vieram e estão satisfeitos por estar aqui...



- Meus amigos, vamos agora tomar o pequeno almoço...

E agora, amigo oureense, adivinha para onde foi o pessoal? Para o saber, terá de esperar pelo próximo post que, ao ritmo a que temos postado no OUREM, não sabemos quando será...
Até lá podem fazer acesso aos marcadores e ver tudo sobre outras realizações do Poço e mais posts sobre este miserável processo de destruição da nossa Ourém operado por Catarino, Frazão e companhia....

terça-feira, julho 15, 2008

Cidadania e Serviços de Apoio à População estão pelas ruas da amargura em Ourém

Foi recentemente publicado o Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM) que visa ser uma medida de referência que permita hierarquizar os 308 Municípios portugueses em termos de desenvolvimento, tendo em conta critérios específicos devidamente descriminados e justificados.
Para a construção do IDM foram considerados 7 Indicadores Sectoriais, compostos por uma selecção de variáveis consideradas pelos autores do Estudo (Municípia, SA) representativas e pertinentes para traduzirem o desenvolvimento e qualidade de vida dos Municípios.
Apesar de nos parecer que, em termos de rigor, o estudo carece de alguma melhoria, não deixa de ser muito interessante poder comparar Ourém com outros municípios.
Assim, em termos gerais, parece poder concluir-se que Ourém está comodamente situado entre os primeiros cinquenta com um valor (143,9) sensivelmente inferior a Lisboa (593,9), mas nem sequer muito afastado dos que estão imediatamente acima.
Tal posição provém fundamentalmente do seu Potencial Demográfico (capacidade de atrair populações), único caso em que o posicionamento de Ourém é melhor do que o seu posicionamento geral.
Não envergonham o município o seu posicionamento em termos de Capacidade de Influenciar o Exterior onde se situa na 59ª posição, o Dinamismo Económico um pouco pior que o anterior onde se coloca na posição 70 e o Ambiente e Qualidade de Vida (posição 89ª).
Onde sobressai a má gestão de que o município tem vindo a ser vítima é em aspectos sectoriais como o Índice de Investimento Municipal, onde Ourém se situa a meio da tabela, Serviços de Apoio às Populações onde ocupa a posição 181 e Cidadania que relega Ourém para a ducentésima sexta posição.
Este resultado confirma as críticas que têm vindo a ser feitas à gestão municipal no concelho caracterizada por grande autismo em relação aos interesses da população em geral que transparece na arrogância do presidente, por opções de gastos que não privilegiam o investimento que beneficie as populações mas sim os potentados do betão acabando por traduzir-se em obras de fachada e pela utilização das fragilidades dos serviços de saúde e outros para atacar demagogicamente o poder central (cuja prática também não tem sido nada digna de aplauso) e não para concretizar no mesmo grande parte do esforço financeiro possível.
Os oureenses poderão encontrar o estudo aqui.

sexta-feira, junho 20, 2008

Novos serviços online: marcação de reunião



Amigo oureense, se lhe disserem que já pode marcar reuniões através da iNternet com o presidente ou com o vereador da sua preferência, desconfie...
Repare no formulário que lhe é dado para preenchimento.
Encontra nele a disponibilidade do presidente?
Encontra no mesmo ou noutra página da autarquia os pedidos de reunião que estão por satisfazer?
As nossas perguntas não têm nada de estranho. O presidente (ou o vereador) só se reúne consigo se lhe apetecer e não se o seu problema for muito importante. Ele pode ignorar completamente o seu pedido pois não fica nenhum registo do mesmo.
Isto é mesmo uma tribo mefistofélica...

20 de Junho, dia da cidade de Ourém

Dentro em pouco começam as cerimónias oficiais.
Um grupo de pessoas ilustres vai ser homenageado. Haverá menções honrosas, medalhas de bons serviços, medalhas de ouro de mérito municipal e medalhas de ouro do município. Procura-se assim distinguir aqueles que, por feitos importantes, por bons serviços, por dedicação a uma causa, trouxeram algo de bom à nossa terra.
Tenho todo o respeito por essas pessoas.
E teria ainda mais, se, no momento decisivo de atribuição da distinção na cerimónia oficial, elas a declinassem com toda a naturalidade e firmeza, sem arruaça, recusando assim ser associados à miserável política que o presidente David tem mantido na nossa terra.
Verificar-se-ia então que, para além das magníficas qualidades que todos lhes reconhecemos e pelas quais lhes estamos gratos, eles teriam verdadeira raça, verdadeira fibra oureana.

quinta-feira, junho 19, 2008

Novos serviços online: consulta a processos



Pensávamos em grandes novidades para a página da autarquia. Elas até vão ser anunciadas no dia da raça oureana...
Mas o panorama é desolador. Qualquer informação mais avançada depara com um "Página em construção". Este é o caso da "Consulta a processos". Mas não é único, já que qualquer simples informação sobre empresas municipais tem o mesmo destino.
O OUREM promete um brinde único ao primeiro dos seus amigos que, nos próximos seis meses, consiga uma consulta online a um processo. Vamos, não hesite! Use os novos serviços online prometidos pelo presidente David.

O Leiria Digital, a câmara e os novos serviços online

O Leiria Digital é um dos muitos projectos de região digital lançados nos últimos anos que pretendiam a melhoria dos serviços baseados em sistemas de informação e comunicação nos municípios associados.
A estruturação destes municípios em região nunca foi muito bem definida. Casos houve que englobaram apenas um concelho, vários concelhos ou todo um distrito ou vários concelhos de vários distritos desprezando esta forma de organização. Ourém associou-se a alguns concelhos do distrito de Leiria e houve concelhos deste distrito que se integraram no Oeste Digital. É ainda de referir um caso, Vila do Rei, se não estou em erro, que se integrou em duas regiões digitais. Portanto, à partida, a anarquia...
As promessas e prática do Leiria Digital nunca foram muito entusiasmantes. Integrando uma autarquia com considerável avanço na utilização de sistemas e tecnologias de informação, Pombal, nunca conseguiu alcançar a projecção que a mesma tem no país com classificações consecutivas como a mais avançada em termos de maturidade. Também não conseguiu ter a capacidade de outras regiões digitais como Maia e Aveiro que atingiram notável articulação com as necessidades do município e o tecido empresarial contribuindo para a criação de valor nos concelhos dessas regiões. Também não conseguiu desenvolver e implementar um formato avançado de página como aconteceu nos municípios algarvios organizados no Algarve Digital.
A página do Leiria Digital é uma página sorumbática, tristonha, da qual os oureenses pouco ou nada poderão esperar, que, com algumas coisitas novas, está condenada ao que muitas regiões digitais fizeram: consumir recursos públicos em projectos que vão duplicar na região muitas funcionalidades que já existiam a nível concelhio, transformando-se em entidades redundantes, deixando para um futuro “próximo” aquelas que se traduziam em verdadeiro benefício ou ajudar a desenvolver páginas de relacionamento pouco transparente entre autarquia e munícipe onde o mais poderoso tem sempre a última palavra.

quarta-feira, junho 18, 2008

Vida Municipal

Como sabem o presidente David vai fazer uma comunicação sobre este tema. Estou a vê-lo, corpo de David Catarino, todo bem vestido, fato acastanhado e gravata, leve cheirinho a naftalina disfarçado de água de colónia. Ao lado, a fidelíssima presidenta que fará o elogio do dito e o ajudante de estimação que conhecemos por Faca Voadora. Por cima dele, esvoaçando quando necessário, os heterónimos:
- Ó Bössta recordará a obra feita que não é mais que monumental desperdício de recursos e destruição de uma cidade com eventual benefício para alguns actores, benesses para clientelas e criação de eventos para geração de presidentes.
- Arino de Kat, falar-nos-á na ligeireza e subtileza do relacionamento com especuladores, leiloeiros e outros sacripantas, lamentando a triste sina de um município sempre sujeito a uma pressão financeira superior à última projecção aprovada, qual evolução de preço de barril de petróleo e como tal é conciliável com declaração de rendimentos evidenciadora de enriquecimento anual superior aos 100000 euros.
- Orelhas Moucas mostrará como se pode fingir abrir canais para ouvir o povo, restringindo-os a gente do seu agrado e acabando por manter a eterna arrogância que todos lhe reconhecem.
A comunicação é um auto-elogio baseado na mais pardacenta obra que confunde desenvolvimento com arrasar de coisas antigas e instalação de coisas novas, muitas vezes nas mais precárias condições, gerando movimentos de concentração da propriedade.
No final, os aplausos dos apoiantes transmitir-lhe-ão a encenada ideia de que está no bom caminho, que ficarão tristes por o seu mandato terminar no próximo ano, mas a verdade é que ele merecia monumental vaia...

terça-feira, junho 17, 2008

Há festa na nossa aldeia

Animem-se, oureenses. No dia 19, começam as festas da cidade e o programa deste ano, não envergonhando os anteriores, promete...
A abrir, teremos tasquinhas, exposições e folclore. Depois, vem um dia em cheio. Pela manhã, há que não faltar à sessão solene onde o magnífico presidente fará uma oração de sapiência sobre "Vida Municipal". Haverá distinções, e lançamento de livros. No cine-teatro falar-se-á sobre "novos serviços online". Depois do almoço oficial (só para eles...), haverá um seminário sobre eficiência energética. À noite, e pondo certamente em prática as recomendações do seminário, haverá a inauguração da nova iluminação da Zona Histórica de Ourém e a inauguração da “Ucharia do Conde” e actuações da Sabrina Simões e da banda Kamasutra.
No sábado, haverá torneio de natação, demonstração de iniciação de hóquei e patinagem artística e gincana de escuteiros. A banda da noite é os "Peorth".
Finalmente, após tanta excitação, o domingo trar-nos-á ainda Gincana de Cavalos, Desfile de Fanfarras dos Bombeiros e Largada de Pára-quedistas. Mais para o fim do dia, haverá Sardinhada Popular e Porco no espeto. O grupo da noite será “Quinta do Bill”.
Depois, é o encerramento. Vai tudo para casa, reencontra os mesmos problemas e... para o ano há mais...
Bom, mas antes disso, o Ourém vai fazer uns posts sobre algumas destas coisas. Estejam atentos.

sexta-feira, junho 13, 2008

Porreiro, pá!

Não: 53,4%
Sim: 46,6%
Decididamente, esta semana, a carreira política do Eng. Sócrates está a bater no fundo.
Em dois ou três dias, os camionistas demonstraram a total inconsequência da sua política e a fragilidade do abastecimento à capital.
Logo de seguida, o Tratado de Lisboa de que tanto se orgulha e cujo referendo tanto temia foi rejeitado na Irlanda.
E agora? Agora, vão virar o bico ao prego e a Irlanda que se desenrasque: ou sai do barco ou arranja maneira de ratificar... uma verdadeira lição de democracia!

terça-feira, junho 10, 2008

O estrangulador da praça

Algo de estranho volta a passar-se junto ao Central: duas das tímidas árvores que tentam fazer pela vida, amarradas a troncos para direccionar o crescimento, apresentam sinais evidentes de estrangulamento por aglomeração da seiva incapaz de passar devido ao aperto de um atilho que se pretenderia flexível.
Será o retorno do misterioso assassino de Branca Flor? Ou uma declaração de negligência por parte da área de ambiente?

Neste 10 de Junho, para os da "raça" oureana, lembrando os que nos andam a destruir a terra

Sem memória, o mais inteligente dos homens nada é, porque com nada se identifica

João Bénard da Costa
(presidente da comissão do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas)

sábado, junho 07, 2008

"Golden City, cidade sem lei" é top de vendas em Ourém



Eu não queria acreditar.
O telefone tocou várias vezes e, do outro lado, uma voz dizia:
- Envie-me mais exemplares...
"Decerto estão a gozar comigo" - pensei.
Mas uma visita aos dois pontos de distribuição tirou-me todas as dúvidas. O número de encomendas era impressionante. Num instante, despachei a produção toda.
Guardei um pequeno número dos quais talvez faça leilão... por uma boa causa...
Os oureenses aderiram em cheio. É um bom sinal. Significa que se interessam muito pelo que se passa na sua terra. Embora queiram permanecer anónimos.
Ou teria sido pela sensacional galeria de arte reproduzida no livro?
Agora, apressem-se. Vão ao Central! Vão à Letra! Nesta encontrarão ainda dois exemplares da "Branca Flor..." e dos "Poemas Entrelaçados..."

segunda-feira, junho 02, 2008

E chegou o homem dos leilões

Estava a Câmara toda lançada na senda da destruição pronta a envolver a fabulosa casa vermelha do Largo de Castela. Meticulosamente, tinha previsto um valor de 18.975,00 euros para a expropriação.
Mas eis que lhe surge carta da leiloeira (vide acta nº 20 de 12 de Maio).
- Ó meus amigos, se querem essa casa e mais duas, terão de desembolsar 170.000,00 euros.
O contribuinte vai pagar, pois então! Por um lado, destrói-se-lhe o património referencial, por outro financia-se a inovação com o seu dinheiro. No final, o empobrecimento é em múltiplas dimensões.
Mas tem de ser assim. Eles foram legitimamente eleitos...

sexta-feira, maio 30, 2008

Será que, em Ourém, o grande guerreiro não merece apoios?


O presidente David e a presidenta Deolinda não se coibiram de aparecer hoje no Notícias de Ourém a apoiar o seu candidato Pedro Passos Coelho. A avaliar pelos apoios é, desde logo, de desconfiar do candidato: será que pretendem que ele faça tanto mal ao país como eles têm feito à nossa terra? Mas o incontornável presidente David vai mais longe e, noutra passagem pelo NO, classifica os tempos de governo de Santana de desastrosos. Olha pra ele, está a tirar os olhares de cima de si...
O deputado e ex-presidente Albuquerque apoia a candidata Ferreira Leite. É a voz do cuidado desvelado com a coisa financeira. É o domínio do déficit em todos os aspectos da vida política. É a repetição de Teixeira dos Santos. É a falta de ideias, é o “está parado para não gastares”.
Ambos os candidatos mereceram larga referência no Notícias de Ourém. Mas o grande guerreiro, o inigualável Pedro Santana Lopes foi completmente abandonado e deixado conspurcado pelas cruéis referências do presidente David. Creio que é injusto. Já não digo o mesmo de Patinha Antão que, com o seu ar gongórico e emproado, não merece outra coisa.
Por isso, amigo oureense, se for militante do PSD e tiver as quotas em dia, siga o nosso conselho: vote em Pedro Santana Lopes! O maior! O grande guerreiro! Por Portugal!

terça-feira, maio 27, 2008

Prós e Contras… o modo de produção...

Apesar do arrastado da hora, já que o levantar antes das seis obriga a um início de descanso mais cedo, ontem ainda assisti a boa parte do programa relativo a “Crise económica – como vamos resistir”.
Ficou claro que havia 4 – prós – 4 o modo de produção e 1, apenas 1, contra o mesmo. Assim as divergências entre Medina e Horta eram divergências secundárias, significando, “como sair da crise deixando tudo na mesma?” e o mesmo se pode dizer de Nogueira Leite que via a solução numa injecção de dinheiro na Economia, já não falando em Teodora que, apesar de reconhecer a monumental pressão sobre os produtos energéticos operada pelas economias em expansão, entendeu “não haver motivos para alarme”.
O dedo, o dedo na ferida, foi posto obviamente pelo nosso SR. Lá ouviram eles verdades que se dizem quase há dois séculos e que os levaram a sorrir, não sei se a escarnecer, mas a verdade é que do seu lado não pareceu surgir qualquer perspectiva que permita esperar que o MPC (modo de produção capitalista) consiga ultrapassar esta crise sem feridas sensíveis em algumas economias.
O Sérgio chamou a atenção para a baixa tendencial da taxa de lucro, para a pauperização progressiva dos trabalhadores, para as relações sociais em que se inserem os processos produtivos, para a "financeirização" da economia mesclada em progressiva especulação pronta a arruinar os produtores. Será possível sair disto sem modificar as relações sociais? Bastará cultivar os 90% de terras agrícolas em Moçambique que não estão a ser utilizadas? Bastará usar menos o transporte individual?
Há dias, no Eixo do Mal, o Daniel Oliveira chamava a atenção para a inutilidade do modelo de desenvolvimento cavaquista baseado na construção de infraestruturas rodoviárias, possivelmente condenadas à não utilização e isto mostra que quem tem governado o país, mesmo numa perspectiva de manutenção do modo de produção, até tem ajudado a afundá-lo mais.
Enfim, o debate foi muito interessante, até porque, no mesmo, o Sérgio lembrou que esta semana houve notícias de que Portugal é um dos países com maiores desigualdades sociais a nível europeu e que os socráticos paliativos não servirão para nada a não ser para preparar o terreno para ganhar as próximas eleições...

sexta-feira, maio 23, 2008

"Golden City, cidade sem lei" à venda em Ourém

Foi difícil, mas tornou-se realidade. Finalmente, os amigos oureenses podem apreciar esta obra que remete Ourém para o Oeste selvagem.
Queríamos um pouco mais, mas vicissitudes várias limitam-nos a dois pontos de distribuição: o Café Central e a Livraria Letra.
E, agora, apressem-se. O número de exemplares já não é elevado.
Conheça as razões que levaram Ó Bössta a destruir a Castle Street. Não, não foi para garantir um melhor serviço aos habitantes da cidade...

segunda-feira, abril 28, 2008

Vem aí o Orelhas MOucas

Será com estas palavras que os habitantes de Kazan, no estado de Tatarstan, Rússia saudarão a chegada do presidente David em tão boa hora convidado para visitar aquela cidade e ali assistir, no final de Agosto, à inauguração do templo católico e ao dia da cidade (ver acta nº 15 de 2008). Tudo isto, pois então, apenas com a finalidade de incentivar o turismo religioso entre as duas cidades.
A câmara de Ourém financiará a viagem de tão nobre visitante... e a oposição votou a favor de tão proveitosa iniciativa possivelmente pensando em algo do género: "Não quererão os Kazanenses (perdoem a calinada...) ficar por lá com o homem e experimentar os seus serviços por uns anos?"
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