quinta-feira, julho 23, 2015

A necessidade de preparar a saída do euro


Garanto que não sou contra a construção da União Europeia nem contra o Euro.
Mas o ensinamento dos últimos anos mostrou que economias débeis como a portuguesa não conseguem manter-se no espaço da moeda única sem uma constante desvalorização interna, isto é, sem constantes cortes em salários, pensões e regalias sociais, sendo sistematicamente olhadas como vivendo acima das possibilidades.
A capitulação do Syriza mostrou como a força dos grandes da UE se mune de todas as armas, levando a chantagem a limites impensáveis.
Assim, não sendo contra a UE nem contra o euro, ideias com que simpatizo bastante, sou forçado a reconhecer que é preciso preparar a saída do euro para quando esta se operar não se traduzir em monumental calamidade.
É isso que um economista como João Ferreira do Amaral anda a dizer há muito tempo.
É isso que se pode ler nesta entrevista de Jerónimo Sousa, publicada no Público de 18 de Julho e enquadrada por uma bela ilustração que não podíamos deixar de trazer para o Ourem...

A questão demográfica

Uma mensagem para a coligação Coelho/Portas...

Pesadelo


Acordei hoje com a notícia que lá para o dia 28 surge o programa da coligação Coelho/Portas, aquela que foi muito para além do acordo com a troika.
Será que vamos ter mais quatro anos de pesadelo? A avaliar pelo ar patibular destas almas, nada de bom nos espera agora que se vão dedicar à demografia, à qualificação das pessoas e à competitividade das empresas, que, na interpretação deles, deve ser fabricar mais crianças, mais desqualificadas, para gerar mão-de-obra barata.

quarta-feira, julho 15, 2015

sábado, julho 11, 2015

Estou sem palavras

Imaginam porquê os amigos do OUREM. Mas, ao contrário daquela que diz que canta até que a voz lhe doa, eu acho que isto já está a doer mesmo muito, pelo menos nas nossas convicções. Tanta promessa, tanta afirmação e depois...
Claro que ainda há a hipótese de o Eurogrupo não aceitar aquilo e forçar ao GREXIT. Isto é de loucos, não se chame o gajo Tsakalotos... É emoção até ao final do filme!

domingo, julho 05, 2015

OXI


Por uma margem que, neste momento, é superior a 50%, o NÃO venceu o referendo anti-austeridade na Grécia. A festa das pessoas é imensa.
Neste momento quase tudo está em causa: a União Europeia, a união monetária, o Euro, os dirigentes europeus que tão mal se portaram. A vitória é totalmente da democracia que não cedeu ao ultimato nem à chantagem materializada no esgotamento da liquidez bancária e nas pressões sobre reformados.
O Syriza viu reforçada a sua legitimidade já que a votação ultrapassou largamente os resultados eleitorais. Agora pode negociar mostrando que tem um grande apoio popular. O resultado desta negociação é uma incógnita: havendo acordo, esperemos que ele não traia o mandato popular e consiga condições excelentes suscetíveis de ser estendidas a outros que não lhe facilitaram a vida; saindo do euro, há que fazê-lo com extremo cuidado para assegurar o mínimo de penalização para o povo que tanto o apoiou.
Os portugueses continuarão a observar mantendo-se nesta medíocre agonia de uma falsa estabilidade enquanto os juros não dispararem. Claro que há ameaças relativamente aos que dependem da segurança social depois de uma vida de trabalho. E elas traduzir-se-ão em mais austeridade quando os atos eleitorais se consumarem. Mas os partidos do chamado arco da governação ainda são muito fortes, não deixando espaço para uma força tipo Syriza ter acesso ao poder. Por isso, por cá, o OXI será sempre muito frágil.
E, no momento deste referendo em que é necessário encontrar alguém que diga de modo firme NÃO à austeridade, o OUREM deixa aos seus leitores duas sondagens importantíssimas. Teremos alguém com as qualidade de Tsypras? E de Varoufakis? Soubemos entretanto que este economista, que valia mais que os outros 18 todos juntos, que preconizava uma frente dos países periféricos para resistir à jaula de ferro em que a UE os encerrava, se demitiu. Julgamos que com isso vai facilitar a negociação ao primeiro-ministro grego dado os anticorpos que gerou nos seus pares. Por isso, o mantemos na pesquisa de um português que possa ter papel semelhante. Aproveitem para responder às nossas sondagens...

quinta-feira, julho 02, 2015

Não sei se estás em festa, pá...

Posto perante monumental chantagem pelos seus parceiros na União Europeia e pelo FMI, o Governo da Grécia tomou a única decisão possível num quadro democrático: ouvir o povo.

Sabe-se que as opções poderão não esgotar o universo possível: o SIM significa o aceitar regras de austeridade vexatórias de dignidade humana e que se traduzem em ter orçamentos crescentemente excedentários para pagar juros enquanto a dívida vai crescendo; o NÃO, sem saída do euro, representa a ilusão de que a UE irá negociar e permitirá a reestruturação da dívida.

O SIM implicará possivelmente a queda do Governo e novas eleições. O NÃO traduzir-se-á em novo confronto do Syriza com a UE.

Tenho seguido com redobrada atenção este processo interessantíssimo que me faz recordar os tempos do 25 de Abril, mas onde, desta vez, os «bons» estão na mó de baixo. E confesso a minha estima por Tsipras e Varoufakis, que nada têm a ver com as caricaturas que por vezes são criadas acerca do pessoal que lidera movimentos de revolta popular. Mas confesso também a minha grande confusão e apreensão com tudo isto. É que aquilo não tem saída: para que vale o SIM à austeridade num país com um desemprego de mais de 25% e que teve uma queda no PIB na ordem dos 30%? Que esperança poderão ter desempregados com 40 e mais anos? Ou mais novos?... Os ricalhaços e os com emprego ficam satisfeitos, mas os outros? E o NÃO, permanecendo no euro, que vantagem trará? A não ser que o Governo trate de organizar o país para sair e assim conseguir algum tempo…

Esta utopia de direita que é a UE, que um dia pensou numa PAZ duradoura e em blindar todo um conjunto de políticas de forma que outras se não pudessem afirmar, parece estar a dar os primeiros passos para o fim. Inconsciente disso e do significado da importância da solidariedade, quem deve estar todo feliz com os desaires da Grécia e do Syriza é a coligação PSD/CDS que, com um processo eleitoral à porta, aqui pode encontrar excelentes exemplos para mostrar ao povo como é mau embarcar em desvarios de esquerda.

Apesar de tudo, só por ter tido o prazer de ver um pequeno país pôr em sentido aquela catrefada de dirigentes europeus, valeu a pena…

domingo, abril 19, 2015

Feira do Livro

Tarde interessante por Ourém com uma visita um pouco tardia à Feira do Livro (cuja existência só conheci por acaso). Apesar de tudo ainda pude desfrutar da presença de Ana Margarida de Carvalho e claro que não resisti a adquirir este magnífico livro do qual extraí este resumo:

Numa madrugada de 1934. um maço de cartas é lançado de um comboio em andamento por um homem que deixou uma história de amor interrompida e leva uma estilha cravada no coração. Na carruagem, além de Joaquim, viajam os revoltosos do golpe da Marinha Grande, feitos prisioneiros pela Polícia de Salazar, que cumprem a primeira etapa de uma viagem com destino a Cabo Verde, onde inaugurarão o campo de concentração do Tarrafal.
Dessas cartas e da mulher a quem se dirigiam ouvirá falar muitos anos mais tarde Eugénia, a jornalista encarregada de entrevistar um dos últimos sobreviventes desse inferno africano e cuja vida, depois do primeiro encontro com Joaquim, nunca mais será a mesma. Separados pelo tempo. pelo espaço, pelos continentes, pela malária e pelo arame farpado, os destinos de Joaquim e Eugénia tocar-se-ão, apesar de tudo, no pelo de um gato sem nome que ambos afagam e na estranha cumplicidade com que partilham memórias insólitas, infâncias sombrias e amores decididamente impossíveis.

terça-feira, abril 14, 2015

Mais um adeus

E, neste momento, revejo o Carlos, o Zé Alberto, o Félix, o Luis Nuno, o Vítor Guerra, o Jó Rodrigues, o Zé Manel...
Descansa em paz, amigo Percy.


terça-feira, março 24, 2015

O meu caderno preto - 2

 Apesar do relativo afastamento, por vezes, ando pelo OUREM, especialmente no seu interior, o que me permite detetar alguns problemas que o tempo trouxe. Num desses circuitos, fui parar ao livro «O meu caderno preto», da autoria do saudoso Dr. Durão, que um dia, nos bons tempos da Som da Tinta, o Sérgio gentilmente me ofereceu. Descobri que faltava a imagem do livro, que a mensagem não tinha título, etc.
Não vale a pena (re)postar coisas de há quase 10 anos. Mas esta referência serve-me para recordar o inestimável papel que aquela livraria/editora um dia teve na nossa terra e ao mesmo deixar-vos esta pequena passagem que mostra como Ourém podia proporcionar bons momentos:


"Picura" errada
Este episódio passou-se em Óbidos, lugar da freguesia de Olival.
Foi uma cena muito rápida, e conta-se em poucas linhas.
Chamado para ver uma vaca de um cliente morador neste lugar, lá fui.
A cena passa-se no curral.
Após a observação do animal, e feito o diagnóstico, vou para iniciar o tratamento com a aplicação de um medicamento injectável.
Até aqui tudo normal; o imprevisto surge depois:
Ao sentir tocar-lhe a agulha na pele, o animal, que até aí me parecera dócil, atira um coice, na minha direcção; os muitos anos de profissão ensinaram-me a estar sempre de pé atrás com os animais, principalmente com os mansos (!) pelo que, instintivamente, dou um salto para trás e, ao mesmo tempo, viro as costas ao bicho!
Tudo aconteceu muito mais rapidamente do que se descreve, ao saltar e ao virar-me com a seringa na mão, fui atingir com a agulha o "rabo" da dona que estava a observar e que se virara também ao mesmo tempo!
Um berro desta indicou-me o que tinha acontecido e depois só a vaca é que não riu, pois teve que ser amarrada, e bem, para levar, finalmente, as injecções!

domingo, janeiro 25, 2015

Outra vez, a esperança

Interrompemos este longo sono do Ourem, porque o dia merece-o: saudemos a expressiva vitória do Syrisa na Grécia e esperemos que a necessária mudança de rumo tenha sucesso.
Eis uma experiência à qual se deve dar muita atenção em todos os aspetos: o apoio que o povo grego trará às novas políticas; a reação dos paladinos da austeridade; o efeito sobre outras esquerdas... enfim, um ano interessante em que todo o cuidado é pouco.

sexta-feira, abril 25, 2014

25 de Abril - 40 anos depois

Pessoas mais tristes, envelhecidas, revoltadas mas sempre com a vontade de comemorar Abril.
Eis algumas imagens da monumental caminhada a que me propus hoje.








sexta-feira, abril 04, 2014

Perdida na Tempestade

 
Concluímos a publicação da série "Perdida na Tempestade" no Páginas de BD. Digitalizada a partir de mais de uma centena de páginas do velhinho Cavaleiro Andante aparecidas bem antes do 25 de Abril de 1974, esta aventura tem um caráter um pouco premonitório ao anunciar que, apesar de anunciarem um mundo novo, por vezes, "As revoluções devoram os seus heróis"...

segunda-feira, março 31, 2014

Petição Pública

É verdade que alguns dos que assinam foram diretamente responsáveis do estado a que chegámos (mas quem pode sacudir a água do capote?). É verdade que é um pouco tarde (mas mais vale tarde que  nunca). Bolas!, ter capacidade para unir tanta gente de um lado ao outro tem a sua importância...
E não está o país a crescer sustentadamente (palavras do Governo e do BP)? Não estão os juros já abaixo dos 4%(cambada de agiotas!)? Não foi o défice de 2013 muito abaixo do imposto pela troika? Qual o medo dos mercados só por querer debater a coisa?
Por isso, eu assino isto: preparar a reestruturação da dívida para crescer sustentadamente.

quinta-feira, março 27, 2014

Passos, el capador da nação

Chamo-me Passos Coelho, O Capador de profissão.
Corto ao jovem, corto ao velho,
Corto salário e pensão;
Corto subsídios e reformas;
Corto na Saúde e na Educação;
Corto regras, leis e normas e
Cago na Constituição.
Corto ao escorreito e ao torto;
Fecho Repartições e Tribunais.
Corto bem-estar e conforto,
Corto aos filhos, corto aos pais;
Corto ao público e ao privado;
Aos independentes e liberais.
Mas é aos agentes do Estado
Que gosto de cortar mais!
Corto regalias, corto segurança;
Corto direitos conquistados;
Corto expectativas, esperança;
Dias Santos e feriados.
Corto ao polícia, ao bombeiro,
Ao professor e ao soldado;
Corto ao médico, ao enfermeiro;
E também ao desempregado.
No corte sou viciado!...
A cortar sou campeão!...
Mas nas gorduras do Estado,
Descansem, não corto, não!
Eu, el capador, corto tudo
A bem dos mercados
E da banca desta Nação!

 
(recebido por email com pedido de publicação)

segunda-feira, novembro 18, 2013

Rescaldo do Poço

Ainda o Poço se realizou há pouco mais de uma semana e já produziu um abanão na máquina de recordações. É algo que lembrará a poucos oureenses, mas foi uma canção que ouvimos tanta vez pelo menos num meio que o Luis Filipe, o alferes Sampaio, frequentava (e o Luis teve a amabilidade de me brindar com uma garrafinha da sua produção magnífica) pelo que não resisto a trazê-la agora que a reencontrei e me recorda dois amigos que já partiram também. Experimentem ouvir e acompanhar com a letra:

On m'avait conseillé d'écrire
 Une chanson pour un été
 Une chanson où je pourrais dire
 Tout ce que j'ai à regretter
 Où je parlerai de mes richesses
 Et de l'amour que je n'ai pas trouvé
 Et je dirai, je dirai, je dirai

[Répétition] :
 Qu'est-ce que je fous ici ?
 Mais qu'est-ce que je fous ici ?

Je dirai chaque soir je quitte
 La ville où je viens de chanter
 Chaque soir reste dans ma tête
 Les yeux d'une fille qui pleurait
 Tes yeux à toi qui es venue me voir
 Et je ne sais plus que penser
 Et je me dis, je me dis, je me dis

[Répétition]

Je cherchais ce que je pouvais te dire
 À toi qui t'ennuies dans ton coin
 Toi qui t'ennuies depuis des heures
 Seule ton verre à la main
 Je ne sais pas je ne sais dire que ce que j'aime
 Je ferai mes chansons moi-même
 Te diras-tu, te diras-tu, te diras-tu

[Répétition]

Je dirai je suis millionnaire
 J'ai tous les trésors que je veux
 Tous les trésors de la terre
 Pourtant il me manque deux yeux
 Deux yeux où je pourrais me perdre
 Pour sortir de ma tour d'ivoire
 Et je suis seul, je suis perdu !

sexta-feira, novembro 15, 2013

POÇO, edição 28


 
 
 
No passado sai 9 de Novembro realizou-se mais um convívio POÇO, reunião de oureenses que desfrutaram a nossa terra nos anos 50 e 60 do século passado e mantêm como lema a amizade e o gosto pela comidinha...
A reportagem é fotográfica acompanhada de legendas suaves e apropriadas, já que de palavras anda o mundo cheio. Apreciem portanto o registo.




Formação da Grande Roda (cada vez mais pequena...)
 
 
 
 
Ai que fominha! Caminhada para o pequeno almoço por entre árvores centenárias no parque de lazer de Fontainhas da Serra
 
 
"É só árvores no caminho!"

 
"Carago! Não se come nada!" 

 
"Lá estão eles..."


 
Aqui, conspira-se...

 
"Que azar! Tenho uma pedra no sapato..."

 
"Diz-me, espelho: haverá bigode mais bonito que o meu?


O movimento das mãos


 
 
 
"Meus amigos, não façam cerimónia"
 

 
 
Visita aos amigos já desaparecidos. Foi colocada lápide na campa do Zé Alberto...

 
 
Daqui, partimos para o grande almoço
 

As vistas do Castelo

 
E agora toca a comer e beber...




 
  Que finos! 
 

 
Um quase presépio a ver a grande vitória do Glorioso....


Apanhado a fugir com a garrafa
 

 
Obrigado a quem tornou isto possível e nos brindou com excelente manjar...
 


O Grande Comandante propôs e foi aprovado: no próximo ano, o 29 será em 1 de Novembro...

 

quarta-feira, outubro 30, 2013

Guião para a reforma do estado


O ministro Portas apresentou ao cair da noite o tão falado Guião para a reforma do Estado. Quem esperava alguma coisa de original deste governo terá com certeza ficado desiludido. As 110 páginas não passam de um conjunto de chavões já mais ou menos conhecidos acerca de intenções deste governo assentando nas ideias de privatizar hospitais, segurança social e escolas... e o que mais se lembrarem.
As palavras do ministro são uma espécie de música para acompanhar a morte do Estado Social.  Claro que Portas garantiu estar de acordo com o Modelo Social Europeu, mas a sua perspetiva sobre o dito deve ser tão aberta que tudo cabe neste "estar de acordo".,, mesmo a sua negação.
Não sei se algumas afirmações foram rigorosas como aquela em que se referiu ao grau de cobertura das despesas com pensões de reforma. Convém recordar que, neste particular, muitas vezes o Estado esquece o seu papel de patrão e, como tal, de contribuir como os outros patrões, gerando os problemas de financiamento agora tão falados na CGA.
Apresentado para cumprir calendário, parecendo um nado-morto, este guião representa intenções pouco estruturadas, é certo, de uma dada direita, que, ao contrário de outros, tem capacidade para se unir para concretizar projetos, e, nesse contexto, é perigoso.

Um governo com muita sarna

Ainda durante a miserável perseguição a reformados, função pública e trabalhadores em geral, o governo inicia nova campanha destinada a sofrer o maior repúdio dos portugueses. Agora, pretende limitar o número de cães e gatos que é possível manter num apartamento. Isso mesmo, o número...
Parece que a bela ideia, com certeza inspirada em algum utilizador de folha de cálculo tipo Moedas, procedeu da ministra Assunção, provavelmente ciumenta de o seu colega de Lima encontrar excelentes sinais na economia. Esta senhora, que até ao momento apenas tinha implementado o projeto de dispensar gravatas nos locais de trabalho do seu Ministério para não gastar energia, é inspiradora de nova ideia para o magnífico governo que vai além da troika no lichanço dos portugueses. E não contente com isso, pretende abater a bicharada portadora de doenças que possam ser transmitidas aos seus superiores humanos. Eutanásia é a palavra de ordem para a bicharada doente. Qual será deles o que se lembrará de a estender aos inúteis grisalhos?
Enfim, um governo cheio de sarna
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...