segunda-feira, fevereiro 11, 2019

Ensopado de borrego à Girassol

É difícil deslocar-.me por Ourém e não dar uma espreitadela a esse fabuloso espaço de nome «Girassol», um pequeno restaurante que já vem dos tempos do saudoso Filipe carteiro, que fica ali bem encostado à Marina e a Praça Mouzinho da Silveira(?). Mais uma vez, este Domingo isso aconteceu e fui surpreendido por um excelente ensopado de borrego.

E apesar do dinheiro não ser muito, contrariando as observações da cozinheira, a verdade é que o preço é tão baixo que não se sente qualquer vantagem em ficar por casa.
Damos assim toda a razão ao segundo elemento decorativo que retirámos daquele espaço enquanto observávamos o vaivém da clientela que tinha feito as suas encomendas e que tem o privilégio de o desfrutar toda a semana.

quarta-feira, outubro 03, 2018

Afinal, burros já não há, mas vem a taxa hoteleira

Aos poucos, os simpáticos bichos foram desaparecendo da estrada de Penigardos. Um dia, um cartaz, anunciou o destino: «Vendem-se burros». E hoje nem sombra deles havia.
Mas uma notícia da Paulinha no ABC mostrou-me que a sua influência não estava diminuída no concelho: A equipa de Albuquerque anunciou a intenção de lançar uma taxa de 1 euro/dia na indústria hoteleira em Fátima. Um dos fundamentos tem a ver com os vultosos investimentos que têm sido feitos para melhorar o abastecimento de água e as infraestruturas de que beneficiam os turistas. Como se os custos associados não estivessem já revertidos nos preços de bens e serviços fornecidos.
E aqui sente-se uma mãozinha pouco amiga. A hotelaria está a entrar em retração. Os preços que alguns praticam num quarto quase nem pagam os custos associados. Assim, adivinha-se o destino de muitas unidades pouco rentáveis.
Mas para o presidente nada disto é relevante. A taxa Albuquerque é para implementar, ela virá para ficar e a casa amarela poderá encher os seus cofres. Do alto do seu trono, Albuquerque II dirá: «se essas unidades de hotelaria nem uma taxa de 1 euro suportam, então não têm razão para existir. HUM-HAM».
Viva a clarividência do Presidente!

segunda-feira, setembro 03, 2018

Ourém: mentes brilhantes, novos caminhos


A perturbação da circulação provocada pelas infindáveis obras na Avenida D. Nuno Álvares Pereira levou-nos a optar por outros caminhos para entrar e sair da cidade.
Agora, é a engraçada recta de Penigardos que nos serve de rota. E, apesar de curva e contracurva, travagem e arranque a que somos obrigados nas imediações no lugar donde nunca mais se volta, o panorama da viagem é admirável.
Pela manhã, os simpáticos asnos olham como se esperassem comida. À tarde, parecendo já satisfeitos, espojam-se, deliciando-se com uma soneca ao Sol. Admira-nos que não aproveitem a sombra das árvores, mas o que vai nas suas mentes não conseguimos descortinar tal como não descortinamos o que andou na mente de quem idealizou e planeou as obras em Ourém...

quarta-feira, julho 11, 2018

Ourém pejada de clclistas malucos

Hoje ia sendo atropelado por um ciclista maluco frente à velha loja do fotógrafo na Avenida principal de Ourém. De quem seria a culpa? Do ser distraído em que me tornei? Do miúdo a quem disseram «tens aí uma pista para utilizares à vontade»? ou da alimária do estratega que resolveu pôr umas lajes diferentes num espaço que devia ser reservado aos peões?
Não contente com a chaga que estas obras representam para quem necessita de se deslocar por Ourém, o poder deu agora em ceder a inovações que são de bom tom existir mas obviamente não têm espaço em local tão apertado.
 

domingo, novembro 05, 2017

POÇO XXXII


Dez horas.
Esta câmara é testemunha que estou aqui sozinho.

Ninguém aparece. Será que emigraram todos? Se seguiram o conselho do Passos, o Costa já o devia ter revertido.
Ah! Parece que conheço aquela distinta figura...
Tão longe que estacionou... e tão repousado que vem...



Aos poucos vão chegando. A roda é igual à de outros anos.
Abraços. Justificações. Controlo de presenças
- Este ano somos 20. Vamos por aí fora até ao Parque de Merendas da Conceição
...
Esta estrada parece não ter fim.




Olha que belo espaço





Mesa posta, o melhor é atacar as chamuças...
O português é muito rico. Conseguíamos o mesmo som com xamussas ou com xamuças ou até com com chamussas. Mas será que saberiam ao mesmo? Gosto especialmente destas





Agora, é altura de apreciar a paisagem



falar..


De onde virá o Quim? Possivelmente esteve em conferência com o Puigdemont a quem terá oferecido asilo político no Poço.



Vitor, um dos maiores guarda-redes do Atlético Oureense, modalidade hóquei. A homenagem de sempre ao Abelito. A recordação do Rui Costa, do Pintassilgo, do Rui Prego, do Piriquito, do Ferraz, do Borga, do Fonseca...
Grande Vitor! És o mesmo de sempre.



- Meus amigos. A comida está a acabar, temos de nos preparar para nova etapa: Uma pequena homenagem ao Vítor Guerra, ao Luis Nuno, ao Félix, ao Zé Alberto e ao Carlos Pintassilgo.




Prepara-se novo almocinho. Desta vez, é na ti' Laura




 
O Genito mostra o que resta do taco do Central (vejam A tacada).
-Luís, ainda tens todos aqueles discos dos Beatles com que nos torturavas?
Mal ele sabia que nunca larguei o percurso dos ditos e que nutro especial deferência pelo Harrison.
- E os livros que tu escrevias...
Esqueci-me de dizer-lhe que a última obra-prima tinha sido êxito de vendas em Ourém


Humberto, irmão do Vitor e do António. Sempre divertido, a relembrar a bela convivência de outros tempos... (vejam Los presuntos implicados)



Ao fundo, o Duarte em pleno invocação do Além...


E eis o alquimista mais famoso da nossa terra.



Para o ano, será em 3 de Novembro

domingo, novembro 08, 2015

sexta-feira, novembro 06, 2015

Um suave aroma a 25 de Abril

Bolas!
Custou, mas parece que há acordo. Finalmente, a esquerda assume em conjunto que não vai permitir que a punição idealizada por Coelho e Portas se perpetue.
Mas a conspiração já acelera. Os leitõezinhos da Mealhada vão ter uma noite negra perante distintas figuras, algumas das quais proeminentes na nossa terra, que preferem a comodidade de uma alternância com a direita. Por outro lado, a coligação vai desencadear um conjunto de ações de contestação na próxima semana. Não tarda muito, falar-se-á em ditadura e a vida do Costa vai ser toda vasculhada para o denegrir...
Mas o momento é muito interessante e temos o prazer de o viver, depois de tantos anos de desânimo. Agora, vamos ver o Governo cair e satisfazer a curiosidade de qual a composição do futuro Governo. Estará lá Jerónimo? E Catarina? Parece que não, possivelmente só teremos PS e independentes, mas o que se tem passado mostra que a blindagem do "arco de governação" estará ultrapassada e que outras perspetivas vão ser atuantes no país e na UE.

sábado, outubro 24, 2015

O primeiro desmaio do Presidente

 O nosso venerado Presidente, que tanto amor parece nutrir pela esquerda, deve ter sentido ontem, na eleição de Ferro Rodrigues para a presidência da Assembleia da Republica, vontade de se pôr a milhas.
É que, de acordo com o que o Público conta: «Rezam crónicas menos confirmadas que [Ferro Rodrigues] terá provocado um desmaio a Cavaco Silva, assistente nas matérias financeiras. Nesse dia, como noutros, o tímido [aluno] terá posto em causa os métodos pedagógicos e os programas de ensino 'capitalistas' que apenas serviam as 'classes dominantes', provocando o mal-estar do exigente professor.»
Como estava muito perto destes factos, devo tentar tirar de cima do «Ciganito» esta pesada acusação. Quem interpelou Cavaco, um assistente do «maior sábio entre doze», foi o «Grande Mestre» Eduardo Graça que, na altura, tinha o aspeto fantasmagórico de Karl Marx com umas barbas até ao umbigo e sempre pronto a contestar tudo o que tinha cheiro a capitalismo. O Ferro fazia parte do mesmo grupo com o Félix Ribeiro e, se não estou errado, o Peres Metelo.
Acalmem-se portanto as hostes do isento Presidente.

quinta-feira, outubro 22, 2015

Finalmente, vamos ter Governo


Enfim, a estabilidade...
Cavaco decidiu-se. E Passos Coelho formará o novo Governo.
Uma decisão sábia sem dúvida. O Presidente pensa que pode partir o grupo parlamentar do PS, mas talvez esteja a contribuir para o unir mais...
Não creio que seja uma perda de tempo. A cara deles mostra como estarão agoniados.
A festa continua nos próximos dias.

quinta-feira, outubro 15, 2015

Um presidente e uma maioria


É possível um outro Portugal e está nas nossas mão alcançá-lo.

Ainda longe de conhecer o desfecho da «crise» política associada à formação do Governo, deixem-nos gozar o momento. Afinal, há tantos anos que andamos arredados do poder que este é mesmo especial.
 

segunda-feira, outubro 12, 2015

Havia um milhão de votos esquecido


Mas agora...

"O Governo de Passos e Portas acabou hoje".

Ainda estou longe de acreditar. O Costa parece ter vontade, mas há malta que vota PS que discorda: O PC e o Bloco têm piada mas para fazerem festas, são uma espécie de folclore da democracia.
Há dias, no Eixo do Mal, uma assumida votante socialista afirmava no contexto de uma análise brilhante: "Não foi para isto que votei PS". Acredito, mas então mude o sentido de voto ou mude-se o boletim de voto e insira-se:
 
PS com coligação à direita
PS governando sozinho
PS com coligação à esquerda.
É que votar num partido e não aceitar todos as consequências da votação é tudo menos democracia.

quarta-feira, outubro 07, 2015

Um bloco de notas verde


"O PS só não forma governo se não quiser..."

Uma solução à esquerda: parece que não é desta

Pois é, apesar dos apelos do Bloco e do PC, o Costa não tem tomates para se chegar ao Obelix.
É assim o raio da política: os valores da estabilidade exigida pelo Mal Disposto falam mais alto, mesmo que se continuem a traduzir em austeridade e empobrecimento...

sábado, outubro 03, 2015

Depois da feira



Vão vagos pela estrada,
Cantando sem razão
A última esprança dada
À última ilusão.
Não significam nada.
Mimos e bobos são.


Vão juntos e diversos
Sob um luar de ver,
Em que sonhos imersos
Nem saberão dizer,
E cantam aqueles versos
Que lembram sem querer.


Pajens de um morto mito,
Tão líricos!, tão sós!,
Não têm na voz um grito,
Mal têm a própria voz;
E ignora-os o infinito
Que nos ignora a nós.


22-5-1927
 
 
 
Fonte: Poesia Ortónima, ed. Expresso

sexta-feira, outubro 02, 2015

Descerias o Chiado com alguma(s) das candidaturas?

Dia infernal no Chiado com significativa concentração de arruadas. 
Olha o PS que promete descer a TSU para melhorar o poder de compra das famílias. Viva a CDU que quer devolver ao país os instrumentos de política orçamental. Abaixo o PàF cuja obra de cosmética só trouxe pobreza ao país.
Voto na maioria de esquerda. Acho que já é tempo de PS, CDU e Bloco se esforçarem por trazer ao país um entendimento mínimo e tirarem-nos deste atoleiro.  

terça-feira, setembro 29, 2015

Nos meus domínios


O camarada Jerónimo é sempre bem-vindo...
Por isso, hoje foi bem recebido na Parede.

domingo, setembro 27, 2015

Mas que estranhas sondagens!

A confusão reina no mundo da previsão. Os canais de televisão resolveram realizar «sondagens» e os resultados não poderiam ser mais diferentes, assemelhando-se a um exercício de bruxaria. Claro que não dão a vitória ao Livre ou ao PCTP/MRPP, mas a RTP atribui uma quase maioria absoluta ao PàF enquanto a SIC fala numa vitória escassa do PS.
Enquanto isso, a coligação aparece arrogante, o PS parece adormecido enquanto a CDU e o Bloco manifestam razoável saúde.
Assim, pode ser que a maioria de esquerda funcione pelo lado tão especulado por Portas: como maioria negativa. Sim, porque se a esquerda não se consegue unir para uma política com um programa mínimo que nos tire desta desgraça, ao menos que faça a vida negra a quem a quer perpetuar.
Seja qual for o resultado, é de deixar um pedido ao futuro governo: sondagens só por pessoal certificado, senão eu reúno a família, o gato, o papagaio e o cão e apresento os resultados da minha...

segunda-feira, setembro 21, 2015

domingo, setembro 20, 2015

Quem se mete com o PS leva


A quinze dias das eleições, o PS parece apostado em acumular disparates. O sr. Costa devia ser escolhido para sr. La Gaffe.
Há dias foi a história do orçamento chumbado de antemão muito bem aproveitada pelo manhoso Portas. Agora a promessa noutros tempos já anunciada pelo Coelhone...
Como é que a Catarina pode pensar em sentar-se à mesa com gente assim no dia a seguir às eleições?

terça-feira, agosto 11, 2015

Raio da Farmácia Avenida


Esta Farmácia Avenida de Ourém não sei para que é que existe.
Vai-se lá procurar um medicamento e nunca tem. De domingo para cá foram duas vezes seguidas...
- Não temos. Sabe, não temos stock de medicamentos...
- Ai, tem que voltar às 18 horas, só mais logo é que temos…

É uma chatice esta mania de não terem produtos em stock. Significa ela que o cliente é uma marioneta do fornecedor: este só encomenda se tiver a certeza que vende. E o cliente que se trame, que volte à sede de concelho quando puder e tente de novo.
Qualquer dia ainda me dizem:
- O melhor é prevenir-se antes de vir para Ourém.
Diabos! Se ainda fosse um automóvel, compreendia-se dado o seu valor, mas um medicamento para a tensão…
Quem é que convence estes senhores que a sua existência só faz sentido se incorporarem um pouco de mentalidade de serviço público?

domingo, agosto 09, 2015

Há noite escura no nosso Castelo

Que tristeza!
Chegado a Ourém, pela noite, tentei olhar para o nosso Castelo. Mas a formidável iluminação, que antes me permitia descortinar o seu desenho no final do luminoso caminho que a ele conduz, permanece fechada.
As noites de Verão e contemplação já não são as mesmas...
Haverá obras por lá? Ou os rigores orçamentais já entraram no bolso da autarquia?
É verdade. Sem o Castelo à noite, Ourém já não é como era... ela está como o país: a falta de luz no nosso Castelo não é mais do que a falta de luz de quem nos governa.

quinta-feira, agosto 06, 2015

A cidade dos gatos


Claro que não é Ourém, onde, comprovadamente, há gente que se compraz em envenenar estes nossos amigos.
É longe, muito longe, talvez num sítio onde ninguém acredite que tal é possível: Houtong, em Taiwan...

quarta-feira, agosto 05, 2015

Pezinho da vila



Eu nasci à Sexta-Feira
 de barbas e cabeleira
 mais parecia o Anti-Cristo
 até o senhor padre cura
 que é homem de sabedura
 nunca tal houvera visto

 Ponha aqui o seu pezinho
 devagar devagarinho
 se vai à Ribeira Grande
 eu tenho uma carta escrita
 para ti cara bonita
 não tenho por quem a mande

 Fui-me casar às Capelas
 por ser fraco das canelas
 com uma mulher sem nariz
 estas gentes das Fajãs
 já me deram os parabans
 p´lo casamento que eu fiz

 Eu fui de Lisboa a Sintra
 à casa da tia Jacinta
 p'ra me fazer uns calçons
 mas a pobre criatura
 esqueceu-se da abertura
 p'ra fazer as precisons

 Eu fui até Vila Franca
 escachado numa tranca
 à morte duma galinha
 o que ela tinha no papo
 sete cães e um macaco
 e um soldado da marinha

 Toda a moça qu'é bonita
 s'ela chora s'ela grita
 nunca houvera de nascer
 é coma a maçã madura
 da quinta do padre cura
 todos a querem comer

quinta-feira, julho 23, 2015

A necessidade de preparar a saída do euro


Garanto que não sou contra a construção da União Europeia nem contra o Euro.
Mas o ensinamento dos últimos anos mostrou que economias débeis como a portuguesa não conseguem manter-se no espaço da moeda única sem uma constante desvalorização interna, isto é, sem constantes cortes em salários, pensões e regalias sociais, sendo sistematicamente olhadas como vivendo acima das possibilidades.
A capitulação do Syriza mostrou como a força dos grandes da UE se mune de todas as armas, levando a chantagem a limites impensáveis.
Assim, não sendo contra a UE nem contra o euro, ideias com que simpatizo bastante, sou forçado a reconhecer que é preciso preparar a saída do euro para quando esta se operar não se traduzir em monumental calamidade.
É isso que um economista como João Ferreira do Amaral anda a dizer há muito tempo.
É isso que se pode ler nesta entrevista de Jerónimo Sousa, publicada no Público de 18 de Julho e enquadrada por uma bela ilustração que não podíamos deixar de trazer para o Ourem...

A questão demográfica

Uma mensagem para a coligação Coelho/Portas...

Pesadelo


Acordei hoje com a notícia que lá para o dia 28 surge o programa da coligação Coelho/Portas, aquela que foi muito para além do acordo com a troika.
Será que vamos ter mais quatro anos de pesadelo? A avaliar pelo ar patibular destas almas, nada de bom nos espera agora que se vão dedicar à demografia, à qualificação das pessoas e à competitividade das empresas, que, na interpretação deles, deve ser fabricar mais crianças, mais desqualificadas, para gerar mão-de-obra barata.

quarta-feira, julho 15, 2015

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