terça-feira, julho 09, 2019

Poema da ossada desencantada

Quero passar para o outro lado
Tenho medo de avançar
Barqueiros com pouco juízo
Não sei como atravessar

A formosa criatura que me chama em toda a parte
Fez-me promessas, acreditei
Afastei tentações de fugir e,
de tanto esperar, assim fiquei

Ontem, pela tarde, o telefone tocou.
Era ela. Decerto me queria na outra margem.
Não atendi, não devolvi a chamada.
Afinal, esperar até sabe bem.

domingo, julho 07, 2019

Leituras para férias


Resolvi munir-me de alguns livros para preencher aqueles tempos que ficam depois de abandonar a praia e ao lautos almoços de peixinho fresco. Uma curta passagem pela Note, já que a Feira do Livro me está cada vez mais distante, permitiu arranjar algumas boas companhias para as tardes repousantes.

Tenho medo de partir de Fernando Pessoa
Um texto menos falado, mas com passagens muito interessantes. Também eu tenho medo de partir, mas um dia terá que ser e só espero encontrar-me em boa companhia, porque os melhores já lá estão…

Uma antologia de Literatura Tradicional Portuguesa de José Viale Moutinho
Um conjunto de textos algo bizarros, mas por vezes divertidos e que me transportam aos tempos fantásticos da infância.

O tesouro do Cisne Negro de Paco Roca e Guillermo Corral
Uma novela gráfica recentemente editada pelo jornal Público que nos mostra o conflito entre o estado espanhol e um reconhecido caçador de tesouros em torno da carga riquíssima de um navio naufragado depois de bombardeado pela marinha britânica.

terça-feira, julho 02, 2019

Tavira: economia informal e invasão de falsos guias

Passeava-me pelos Algarves, mais propriamente pela quase clássica Tavira. De fronte ao coreto, dois velhotes admiravam as belezas da terra. Presenciei então algo de interessante: uma jovem aproximou-se deles e perguntou se queriam fazer uma fotografia.
- Não, não! Estamos apenas a admirar…
- A nossa terra tem muito orgulho em preservar o património que nos legaram.
- Pois, é muito bonito, fazem muito bem…
- Sabem, eu sou organizadora de passeios que exploram as belezas da cidade. Já conhecem as nossas 37 igrejas?
- Sim, conhecemos quase todas…
- Decerto não é bem assim, com a minha ajuda, podem admirar toda a influência árabe que ainda cá existe. Não estragámos nada…
- Pois, nós portugueses não somos sectários…
- E temos a casa do Fernando Pessoa, as casas com telhados Quatro Águas. Se quiserem, posso levá-los lá…
- Hoje, não, menina, temos pouco tempo…
- Mas ficam com o meu telefone. Chamo-me (pronunciou o nome) e trabalho para o turismo da terra… Quando quiserem, podem ligar-me e até vos posso dar brochuras sobre os nossos passeios.
Os velhotes tomaram nota do télélé, e em vão esperaram pelas brochuras.
- Por agora, não tenho aqui nenhuma, mas, se forem ali ao turismo, eles dão-vos imediatamente tudo o que relaciona com a pegada árabe.
Por curiosidade, tomei nota do número de telefone que a jovem indicou aos velhotes…
- Sabe, menina, temos que ir embora…
- Tenho pena, os senhores são muito simpáticos…
- A menina também. Adeus, até à próxima…
- Esperem, então não me pagam o meu serviço?
- O quê?
- Sim, o meu serviço, estive aqui a dar-vos pistas sobre Tavira, os árabes, Fernando Pessoa, a gastar o meu tempo… isto tem de ser pago.
- Coisa estranha, não esperava nada disso. E quanto leva?
- Entre sete e dez euros por contacto, é o que puderem dar.
- Ah! A menina é uma espécie de free lancer
- Isso mesmo, este é o meu trabalho, tenho de ser remunerada por ele.
Afastei-me, estranhando toda aquela conversa e a pensar naquilo. Uma jovem, a utilizar o património da terra para ganhar dinheiro a turistas incautos, não os avisando à priori do custo dos seus serviços, não passando recibo e sob a aparente conivência do poder.
Resolvi procurar um pouco mais… E se eu googlasse o número de telemóvel? Aonde me levava aquilo?
A pesquisa resultou. Daí a pouco, estava perante as famosas brochuras acerca do património de Tavira. Pouco depois, surgiu um nome que coincidia com o dado por ela. Vá, vamos um pouco mais longe, precisamos de um apelido, de formação, de outras atividades, de uma foto…
Bolas, isto é um caso sério. A pequena tem uma pós-graduação. Participa em conferências sobre o Papa Francisco, em colóquios sobre a presença árabe, é um caso sério de conhecimentos sobre religião, sobre o património da cidade. Até há fotografias na Net que coincidem exatamente com ela.
E anda a pedir em Tavira...

segunda-feira, junho 17, 2019

Até quando, sr. Albuquerque?


Chegaram equipados, comandados por alguém que poderia ser um engenheiro do ambiente. O homem percebia do assunto, sabia dar ordens. Rodearam-se de toda a proteção para um carro não lhes cair em cima. Comecei a ouvir movimentos, ruídos, uma serra… 
Com certeza tinham a sua razão: as copas dos cedros já batiam nos fios, havia que baixá-las. Pouco depois a obra estava consumada. Arrancaram e foram repetir a operação um pouco mais à frente.
Infelizmente, deixaram tudo no local. Passadas mais de três semanas, todo este material continua ali, bastante seco, por vezes a invadir a estrada e pronto para uma qualquer ignição. 

quinta-feira, maio 16, 2019

Batida às ervas daninhas

Mal acordei, fui cortar ervas que davam um aspeto desolador aos meus domínios. Ontem já lhes tinha dado um bom desbaste. Cortei, cortei... Enchi para ai uns dez sacos que enviei logo para a Camara de Ourem. Lá dentro, alguém me preparava um arrozinho de peixe com camarões.
Terminada a missão, preparei-me para o banho. E a impiedosa realidade caiu-me em cima. Não havia água. Aliás, ainda não há no momento em que escrevo. Tenho de ir à cidade comprar uns garrafões para me lavar. E o mais chato é que vem fria. Malvada Camara de Ourem, malvada Be Water que tanto nos fazem sofrer!
Ainda a propósito disto, relato que entre o meio-dia e a uma telefonei várias vezes para aquela empresa e ninguém teve a delicadeza de atender. Um serviço público, cheio de custos escondidos, em situação de monopólio e que não atende o cliente. Verdadeira erva daninha!
À tarde, lá atenderam o telefone. Um funcionário simpático que até me disse que era preciso ter sorte para ter o serviço de águas em pleno funcionamento quando vimos a Ourém. Enfim, prometeu-me água lá para as dezassete, mas o melhor é preparar as malas para desandar daqui para fora...

segunda-feira, abril 08, 2019

Devo estar a ficar velho

Compras na mão, dirigi-me à estação de comboios com o objetivo de adquirir bilhetes para o dia seguinte. A luta com a máquina durou tempo a mais. Queria meio bilhete, de uma só zona, para viagem a iniciar-se em estação diferente daquela onde estava. Voltas e voltas, sempre a reiniciar o procedimento.
De súbito, vejo ao pé de mim, uma miúda que parecia saída do último acampamento do Baden-Powell.
- O senhor precisa de ajuda?
- Eu? Claro que não menina… muito obrigado.
E voltei a dar atenção máquina. Mas a verdade é que o bilhete não saía. Resolvi abandonar e peguei nos sacos de compras.
A vozinha voltou a ouvir-se:
- Quer que o ajude a levar as compras?
- Não, muito obrigado…
A miúda não desarmou:
- Então, desejo-lhe um dia muito feliz…
Mas será que estou neste mundo?

quarta-feira, fevereiro 13, 2019

A avenida das 15 lombas

Depois de quase dois anos à espera, o resultado das obras de requalificação na Avenida D. Nuno Álvares Pereira provocou-me profunda deceção quer do ponto de vista estético quer funcional. 
Já não chegava o caráter sombrio e húmido do espaço com edifícios enormes por onde o Sol não consegue furar. Agora, os passeios são uma tristeza com os desenhos em calçada cortados por blocos de cimento em toda a extensão. 
A circulação também é algo de desagradável com constantes lombas a convidar os peões a atravessar e com semáforos que, por vezes, demoram tempos infinitos a mudar.
Os oureenses tudo acatam com calma, mas deviam mobilizar-se para pedir contas aos responsáveis pelos milhares de euros que ali foram despejados sem um proveito visível. Mas a certeza é que alguém ganhou com isto e não foi o munícipe.

segunda-feira, fevereiro 11, 2019

Ensopado de borrego à Girassol

É difícil deslocar-.me por Ourém e não dar uma espreitadela a esse fabuloso espaço de nome «Girassol», um pequeno restaurante que já vem dos tempos do saudoso Filipe carteiro, que fica ali bem encostado à Marina e a Praça Mouzinho da Silveira(?). Mais uma vez, este Domingo isso aconteceu e fui surpreendido por um excelente ensopado de borrego.

E apesar do dinheiro não ser muito, contrariando as observações da cozinheira, a verdade é que o preço é tão baixo que não se sente qualquer vantagem em ficar por casa.
Damos assim toda a razão ao segundo elemento decorativo que retirámos daquele espaço enquanto observávamos o vaivém da clientela que tinha feito as suas encomendas e que tem o privilégio de o desfrutar toda a semana.

quarta-feira, outubro 03, 2018

Afinal, burros já não há, mas vem a taxa hoteleira

Aos poucos, os simpáticos bichos foram desaparecendo da estrada de Penigardos. Um dia, um cartaz, anunciou o destino: «Vendem-se burros». E hoje nem sombra deles havia.
Mas uma notícia da Paulinha no ABC mostrou-me que a sua influência não estava diminuída no concelho: A equipa de Albuquerque anunciou a intenção de lançar uma taxa de 1 euro/dia na indústria hoteleira em Fátima. Um dos fundamentos tem a ver com os vultosos investimentos que têm sido feitos para melhorar o abastecimento de água e as infraestruturas de que beneficiam os turistas. Como se os custos associados não estivessem já revertidos nos preços de bens e serviços fornecidos.
E aqui sente-se uma mãozinha pouco amiga. A hotelaria está a entrar em retração. Os preços que alguns praticam num quarto quase nem pagam os custos associados. Assim, adivinha-se o destino de muitas unidades pouco rentáveis.
Mas para o presidente nada disto é relevante. A taxa Albuquerque é para implementar, ela virá para ficar e a casa amarela poderá encher os seus cofres. Do alto do seu trono, Albuquerque II dirá: «se essas unidades de hotelaria nem uma taxa de 1 euro suportam, então não têm razão para existir. HUM-HAM».
Viva a clarividência do Presidente!

segunda-feira, setembro 03, 2018

Ourém: mentes brilhantes, novos caminhos


A perturbação da circulação provocada pelas infindáveis obras na Avenida D. Nuno Álvares Pereira levou-nos a optar por outros caminhos para entrar e sair da cidade.
Agora, é a engraçada recta de Penigardos que nos serve de rota. E, apesar de curva e contracurva, travagem e arranque a que somos obrigados nas imediações no lugar donde nunca mais se volta, o panorama da viagem é admirável.
Pela manhã, os simpáticos asnos olham como se esperassem comida. À tarde, parecendo já satisfeitos, espojam-se, deliciando-se com uma soneca ao Sol. Admira-nos que não aproveitem a sombra das árvores, mas o que vai nas suas mentes não conseguimos descortinar tal como não descortinamos o que andou na mente de quem idealizou e planeou as obras em Ourém...

quarta-feira, julho 11, 2018

Ourém pejada de clclistas malucos

Hoje ia sendo atropelado por um ciclista maluco frente à velha loja do fotógrafo na Avenida principal de Ourém. De quem seria a culpa? Do ser distraído em que me tornei? Do miúdo a quem disseram «tens aí uma pista para utilizares à vontade»? ou da alimária do estratega que resolveu pôr umas lajes diferentes num espaço que devia ser reservado aos peões?
Não contente com a chaga que estas obras representam para quem necessita de se deslocar por Ourém, o poder deu agora em ceder a inovações que são de bom tom existir mas obviamente não têm espaço em local tão apertado.
 

domingo, novembro 05, 2017

POÇO XXXII


Dez horas.
Esta câmara é testemunha que estou aqui sozinho.

Ninguém aparece. Será que emigraram todos? Se seguiram o conselho do Passos, o Costa já o devia ter revertido.
Ah! Parece que conheço aquela distinta figura...
Tão longe que estacionou... e tão repousado que vem...



Aos poucos vão chegando. A roda é igual à de outros anos.
Abraços. Justificações. Controlo de presenças
- Este ano somos 20. Vamos por aí fora até ao Parque de Merendas da Conceição
...
Esta estrada parece não ter fim.




Olha que belo espaço





Mesa posta, o melhor é atacar as chamuças...
O português é muito rico. Conseguíamos o mesmo som com xamussas ou com xamuças ou até com com chamussas. Mas será que saberiam ao mesmo? Gosto especialmente destas





Agora, é altura de apreciar a paisagem



falar..


De onde virá o Quim? Possivelmente esteve em conferência com o Puigdemont a quem terá oferecido asilo político no Poço.



Vitor, um dos maiores guarda-redes do Atlético Oureense, modalidade hóquei. A homenagem de sempre ao Abelito. A recordação do Rui Costa, do Pintassilgo, do Rui Prego, do Piriquito, do Ferraz, do Borga, do Fonseca...
Grande Vitor! És o mesmo de sempre.



- Meus amigos. A comida está a acabar, temos de nos preparar para nova etapa: Uma pequena homenagem ao Vítor Guerra, ao Luis Nuno, ao Félix, ao Zé Alberto e ao Carlos Pintassilgo.




Prepara-se novo almocinho. Desta vez, é na ti' Laura




 
O Genito mostra o que resta do taco do Central (vejam A tacada).
-Luís, ainda tens todos aqueles discos dos Beatles com que nos torturavas?
Mal ele sabia que nunca larguei o percurso dos ditos e que nutro especial deferência pelo Harrison.
- E os livros que tu escrevias...
Esqueci-me de dizer-lhe que a última obra-prima tinha sido êxito de vendas em Ourém


Humberto, irmão do Vitor e do António. Sempre divertido, a relembrar a bela convivência de outros tempos... (vejam Los presuntos implicados)



Ao fundo, o Duarte em pleno invocação do Além...


E eis o alquimista mais famoso da nossa terra.



Para o ano, será em 3 de Novembro

domingo, novembro 08, 2015

sexta-feira, novembro 06, 2015

Um suave aroma a 25 de Abril

Bolas!
Custou, mas parece que há acordo. Finalmente, a esquerda assume em conjunto que não vai permitir que a punição idealizada por Coelho e Portas se perpetue.
Mas a conspiração já acelera. Os leitõezinhos da Mealhada vão ter uma noite negra perante distintas figuras, algumas das quais proeminentes na nossa terra, que preferem a comodidade de uma alternância com a direita. Por outro lado, a coligação vai desencadear um conjunto de ações de contestação na próxima semana. Não tarda muito, falar-se-á em ditadura e a vida do Costa vai ser toda vasculhada para o denegrir...
Mas o momento é muito interessante e temos o prazer de o viver, depois de tantos anos de desânimo. Agora, vamos ver o Governo cair e satisfazer a curiosidade de qual a composição do futuro Governo. Estará lá Jerónimo? E Catarina? Parece que não, possivelmente só teremos PS e independentes, mas o que se tem passado mostra que a blindagem do "arco de governação" estará ultrapassada e que outras perspetivas vão ser atuantes no país e na UE.

sábado, outubro 24, 2015

O primeiro desmaio do Presidente

 O nosso venerado Presidente, que tanto amor parece nutrir pela esquerda, deve ter sentido ontem, na eleição de Ferro Rodrigues para a presidência da Assembleia da Republica, vontade de se pôr a milhas.
É que, de acordo com o que o Público conta: «Rezam crónicas menos confirmadas que [Ferro Rodrigues] terá provocado um desmaio a Cavaco Silva, assistente nas matérias financeiras. Nesse dia, como noutros, o tímido [aluno] terá posto em causa os métodos pedagógicos e os programas de ensino 'capitalistas' que apenas serviam as 'classes dominantes', provocando o mal-estar do exigente professor.»
Como estava muito perto destes factos, devo tentar tirar de cima do «Ciganito» esta pesada acusação. Quem interpelou Cavaco, um assistente do «maior sábio entre doze», foi o «Grande Mestre» Eduardo Graça que, na altura, tinha o aspeto fantasmagórico de Karl Marx com umas barbas até ao umbigo e sempre pronto a contestar tudo o que tinha cheiro a capitalismo. O Ferro fazia parte do mesmo grupo com o Félix Ribeiro e, se não estou errado, o Peres Metelo.
Acalmem-se portanto as hostes do isento Presidente.

quinta-feira, outubro 22, 2015

Finalmente, vamos ter Governo


Enfim, a estabilidade...
Cavaco decidiu-se. E Passos Coelho formará o novo Governo.
Uma decisão sábia sem dúvida. O Presidente pensa que pode partir o grupo parlamentar do PS, mas talvez esteja a contribuir para o unir mais...
Não creio que seja uma perda de tempo. A cara deles mostra como estarão agoniados.
A festa continua nos próximos dias.

quinta-feira, outubro 15, 2015

Um presidente e uma maioria


É possível um outro Portugal e está nas nossas mão alcançá-lo.

Ainda longe de conhecer o desfecho da «crise» política associada à formação do Governo, deixem-nos gozar o momento. Afinal, há tantos anos que andamos arredados do poder que este é mesmo especial.
 

segunda-feira, outubro 12, 2015

Havia um milhão de votos esquecido


Mas agora...

"O Governo de Passos e Portas acabou hoje".

Ainda estou longe de acreditar. O Costa parece ter vontade, mas há malta que vota PS que discorda: O PC e o Bloco têm piada mas para fazerem festas, são uma espécie de folclore da democracia.
Há dias, no Eixo do Mal, uma assumida votante socialista afirmava no contexto de uma análise brilhante: "Não foi para isto que votei PS". Acredito, mas então mude o sentido de voto ou mude-se o boletim de voto e insira-se:
 
PS com coligação à direita
PS governando sozinho
PS com coligação à esquerda.
É que votar num partido e não aceitar todos as consequências da votação é tudo menos democracia.

quarta-feira, outubro 07, 2015

Um bloco de notas verde


"O PS só não forma governo se não quiser..."

Uma solução à esquerda: parece que não é desta

Pois é, apesar dos apelos do Bloco e do PC, o Costa não tem tomates para se chegar ao Obelix.
É assim o raio da política: os valores da estabilidade exigida pelo Mal Disposto falam mais alto, mesmo que se continuem a traduzir em austeridade e empobrecimento...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...