sexta-feira, janeiro 28, 2005
Cessem querelas com o sábio grego
Cultive-se a paz por momentos que seja
Prometo-vos um Solar e um Barreiros
E um Medieval que fará inveja
Ourém vai esquecer
As falsas promessas do costume
Ourém vai fazer a prova
Ao fabuloso nectar que nos une
Parem a briga com os guerreiros
Assistam à ronda dos Quatro Caminhos
Oiçam os colóquios e os Moleiros
Provem do palhete seus pergaminhos
E eu aqui a ter que preparar a próxima semana e o próximo semestre.
Não há dúvida que o pessoal de Ourém está cheio de sorte. Que belo fim de semana!
A Som da Tinta está a programar actividades para 2005, prevendo quatro ciclos de intervenção:
1. Banda Desenhada
2. Autores da “região”
3. Teatro
4. Ambiente
Por outro lado, a Som da Tinta prepara, como editora, um outro programa editorial que, como até agora, tem a grande limitação das suas capacidades de investimento e de distribuição.
Esperemos que inclua, no seu plano, a edição da nossa crónica "Ourém em estórias e memórias", pensada para celebrar os 20 anos do Poço. Que melhor poderia a editora encontrar para conseguir um crescimento exponencial das vendas?
quinta-feira, janeiro 27, 2005
Se bem me lembro nem participaram na alegria de a ter gerado.
Agora querem mudá-la, porque não serve os seus intentos.
E num contexto de desemprego, de défice orçamental, de portugueses que há anos não veem um tostão de aumento, de crise em tudo o que é sítio, vêm propor um aumento do salário dos políticos.
Que grandes Irmãs da Caridade!
Como os meus amigos já devem ter reparado, a nossa barra lateral passou a conter apontadores para os programas, sínteses de programas ou páginas dos partidos / organizações com representação parlamentar.
As expressões utilizadas representam exclusivamente a minha sensibilidade aos mesmos.
Assim, entendo que o programa da CDU é o que reflecte melhor uma chamada à consciencialização das pessoas para "agarrarem as condições de produção da sua existência". É, neste momento, a organização que melhor reflecte a minha ligação ao passado, onde consigo encontrar um discurso que me recorda muitas palavras que têm um significado muito preciso para mim. Não quero com isso dizer que defenda a construção de uma sociedade exactamente nos moldes em que a CDU a preconiza, mas entendo que deve ter uma grande influência em qualquer processo de renovação.
O programa do Bloco não é substancialmente diferente em termos de objectivos do da CDU, mas dá maior peso à Europa, às minorias e aceita o multipartidarismo em termos de construção de uma sociedade mais avançada. Também julgo que a nossa ligação à Europa e os efeitos que a mesma teve na destruição do nosso aparelho produtivo inviabilizam a construção de algo em que o centro sejamos nós próprios. Daí o título: "uma revolução à escala europeia".
Para mim, o PS acaba por ser sempre um mal menor, isto é, em vez dos outros (os da direita), entendo que são preferíveis estes. No entanto, não vejo nada no programa deste partido que me entusiasme. As suas concessões à lógica capitalista são tão grandes que, quando oiço Sócrates, me ponho a questão: "serão estes gajos (desculpem o termo ordinário) quem, nos próximos quatro anos, me vai atirar para o desemprego?" Esperemos para ver. A expressão "do mal, o menos" revela uma tentativa de coerência com os valores de esquerda – eu sou incapaz de votar à direita – mas impõe uma atitude que tem a ver mais com o coração do que com a racionalidade. Aquelas figuras em quem não tenho confiança nenhuma estão lá todas...
A designação que dei ao programa do PSD pode ser um pouco injusta. Tenho a dizer que é o programa mais engraçado e mais atractivo de todos que li. Se não soubesse quem o tinha feito, se lhe retirasse a cor laranja, se lhe retirasse uma ou outra expressão mais doutrinária, era capaz de embarcar naquilo. Meus amigos, eu adoro a boa vida, adoro bons carros, adoro centros comerciais, ter muito dinheiro para gastar, poder comprar assistência médica e educação de qualidade, ter tudo o que a social democracia me pode dar. Mas aquilo são promessas que apontam para o efémero e cuja concretização, em termos globais de sociedade, será sempre impedida pela racionalidade dos barões. Por isso, a apelidei de "flatulência" com grande tendência para diarreia se eles ganharem as eleições.
Finalmente, a percepção que tive sobre a caridadezinha do CDS para manter os pobrezinhos muito contentes e agarrados à sua situação (ao contrário do que é preconizado pela CDU e pelo Bloco) fez-me apelidar a entrada para eles de "Irmãs da Caridade". Como não encontrei programa, ficou apontador para o partido. Esperemos, na sequência do que disse Portas, que o governo sombra divulgue com brevidade o programa de esmolinhas aos portugueses pobres.
Eu já dizia que era mais uma história inventada pelos jornalistas para introduzir alguma variedade em momentos tão cheios de política. Como daquelas vezes em que vão para as portagens para reportar as bichas e o trânsito flui normalmente. Mas, esta noite, foi mesmo a valer.
Aliás, para os sportinguistas, deve ter sido uma onda de gelo.
Deixem lá, jogaram muito bem, valorizaram muito a vitória do adversário, à próxima, ganham vocês.
quarta-feira, janeiro 26, 2005
Os Municípios são promotores de progresso social, têm uma grande influência na economia nacional e global e contribuem decisivamente para o desenvolvimento das regiões limítrofes. Mas, para ter sucesso, eles devem estabelecer modos de governo modernos e democráticos capazes de tornar viáveis as políticas para desenvolvimento socio-económico com sustentabilidade.
Um importante e decisivo instrumento da governação local foi criado na Conferência do Rio, em 1992, chamado "Agenda 21", documento esse que incentiva gestores e operadores locais a iniciar um diálogo com os cidadãos e organizações para implementar acções destinadas a gerar mudanças nos três aspectos do desenvolvimento: ambiente, sociedade e economia.
Mas a aplicação desta abordagem de sistemas completos apresenta questões cruciais dentro do sistema local: os agentes estão preparados e querem participar nas estratégias de desenvolvimento que suplantam os seus interesses sectoriais específicos? Como promover um alto grau de participação e compartilhar em cada nível e em cada forma, visando alcançar resultados tangíveis e tornar a Agenda 21 um processo de melhoria local contínua? Como evitar tensões e mobilizar recursos para alcançar um desenvolvimento sustentável?
Lembramo-nos de vários: Cochise, Sitting Bull, Jerónimo. Todos leais, todos grandes guerreiros que se bateram em condições de profunda desigualdade e perderam. Mas a quem a história acabou por dar razão.
O Jerónimo de que falamos também é leal, também é um grande lutador e penso que não venceu o debate com Portas, portador de outra bagagem sobre os assuntos tratados e que teve a vantagem de ser interrogado sobre os assuntos em que interviera no governo.
Os jornalistas também deram uma ajuda talvez inconsciente, mas objectiva. Lembro-me claramente de uma situação em que Portas desancou forte e feio na CDU e a questão que eles puseram, na sequência, a Jerónimo foi: “e que pensa dos 150000 prometidos pelo PS?”. Esta questão foi desonesta quer para a CDU quer para o PS.
Mas, se Jerónimo não conseguiu mostrar a diferença das propostas da CDU em relação às outras forças, isto é, não conseguiu mostrar como vai fazer crescer a produção nacional, como vai dominar o aparelho produtivo, como a Europa é um obstáculo a esses objectivos, o debate conseguiu trazer ao de cima a inutilidade de um partido como o CDS para os portugueses dominarem os seus destinos.
Portas mostrou-nos que o CDS é uma espécie de partido da consolação dos pobrezinhos que nunca deixarão de o ser. “Pobres haverá sempre, é esse o nosso triste destino, mas nós estamos atentos e temos um abono de família para os consolar e de que os ricos não precisam. Aceitai a vossa situação”. A resposta de Jerónimo que lembrou que qualquer pessoa tem direito ao abono de família desde que tenha descontado é extremamente importante e poderia inclusivamente ter sido explorada para mostrar o totalitarismo de Bagão ao se apropriar do fundo de pensões dos trabalhadores da CGD e para desmontar todo o discurso que hoje faz pensar que as pensões são uma espécie de esmola que se dá a pessoas que durante anos andaram a fazer descontos para tal efeito, como se isso não tivesse qualquer analogia com um depósito bancário.
Idêntica conclusão vem do destino que Portas prevê para a Bombardier. ”Eu criei 190 postos de trabalho para produzir Chaimites”. Mas qual é a utilidade das Chaimites? Vai brincar às guerras? Esta produção equivale assim a uma espécie de redistribuição, vão uns tostões para os operários a título de salários, uns milhares para estudos e interesses de empresas, mas o efeito reprodutivo será muito baixo pois as Chaimites não produzem.
Assim, contrariamente ao PSD que, apesar de tudo é um partido que preconiza o desenvolvimento e tem uma mensagem de eficiência e do qual se pode esperar crescimento de riqueza apesar da apropriação privada, o CDS é um partido da manutenção em que surge a correcção dos efeitos da exploração pela distribuição de pequenas migalhas do bolo capitalista.
terça-feira, janeiro 25, 2005
PALAVRAS DE MANDATÁRIO
Por Sérgio Ribeiro
Ser mandatário desta lista é uma honra.
Porque a lista é da CDU, coligação do Partido Comunista, que é o meu – que é o que eu sou! – há quase meio século, com o Partido Ecologista Os Verdes, com os representantes da Intervenção Democrática e independentes
Porque é esta lista que Luísa Mesquita encabeça depois de ter sido, em mandatos sucessivos a deputada de Santarém, a deputada da Educação;
porque é uma lista em que há 5 candidatos na casa dos 20 anos e 3 na casa dos 30, não para “encher” ou para a estatística, pois a 2ª tem 24 anos e o 3º tem 27 anos;
porque é uma lista que, sem alaridos nem artifícios de quotas, tem 5 mulheres, das quais 2 ocupam os dois primeiros lugares;
porque é uma lista que procura cobrir todo o distrito onde os eleitores vão escolher os seus representantes para o parlamento nacional e não o 1º ministro.
Porque é do meu distrito.
No distrito de Santarém, a CDU apresenta uma lista de gente de cá, que encontramos nas ruas das nossas terras, com quem falamos sobre os nossos problemas – que deles também são –, com quem convivemos e, por isso, estão em condições de nos representar, dentro do espírito constitucional (de 1976!): eleger pelos distritos os que, no parlamento nacional, representarão o povo deste País.
Como mandatário, além da honra que quero dizer que tenho, quero também saudar os meus “companheiros de lista” e todo o povo do distrito de Santarém.
Portugal é o país da União Europeia com maior défice em termos de aderência à Agenda 21, lê-se hoje no Público.
Como não encontro na página da Câmara qualquer referência a esta iniciativa, depreendo que se encontra entre as que não estão interessadas na mesma.
Esperava ontem pelo debate entre Louçã e PSL quando tive a notícia que este tinha adiado todos os debates.
A justificação utilizada foi a viabilização da marcação do debate com Sócrates, mas na minha modesta opinião trata-se pura e simplesmente de uma birra de menino por aquele o ter relegado para uma espécie de divisão de honra onde possivelmente levaria duas sovas monumentais.
Santana não teve estômago para enfrentar os seus adversários e continuou com o estafado argumento de que Sócrates receava o debate que é usado e abusado pelo pessoal laranja.
Eu julgo que Sócrates terá todas as razões para recusar debates, mas o receio de se sujeitar aos mesmos não será uma delas. Está mais que provado. Comparando-o com PSL, ele vende tão bem ou melhor a banha da cobra. O seu discurso é rápido e acutilante.
Mas há uma pequena diferença...
PSL parte para o debate como uma virgem tonta, pelo prazer do momento. Ele fala do que não sabe, ele não sabe do que fala, mas tem verborreia que nunca mais acaba. Sócrates é muito mais racional. Por vezes, contrariando tendência que já lhe apontámos para disparar um número, apoia-se em pessoas da ciência, em investigadores, em técnicos que conhecem relativamente bem os problemas. As suas soluções podem não ser as melhores mas são pensadas e, na minha humilde perspectiva, muitas vezes padecem de uma excessiva complexização herdada de cérebros que em tudo encontram factores para a discriminação... que depois a realidade não consegue acompanhar.
Por isso que ninguém pense que Sócrates receia o debate. Ele esteve a preparar-se e tomou uma atitude arrogante ao despejar os seus adversários na divisão de honra.
Mas essa atitude não é nada que os laranjas não mereçam, tanto nos habituaram a ela nestes três anos e em outros momentos que dominaram.
Aliás, tanto nos continuam a habituar em Ourém.
segunda-feira, janeiro 24, 2005
Afinal o desenvolvimento de Ourém não parece tão acentuado como Albuquerque apresentava no NO.
Ou estou muito enganado ou pareceu-me ouvir Santana pedir ao eleitorado a maioria absoluta.
Este homem é um pândego.
Mas será que alguém de direita ainda vai votar no PSD no estado em que o Santana o está a deixar?
Não viu toda a gente que os ministros do CDS é que eram os competentes? Porque não dão a oportunidade ao Paulinho e tratam dos problemas internos? Porque não fazem a travessia do deserto em vez de continuarem a estoirar com o país?
Garanto-vos...
... na actual conjuntura, se eu fosse de direita e me repugnasse votar PS, votava CDS/PP.
domingo, janeiro 23, 2005
Seca
E os nossos governos são tão competentes!
Tanto que em mais de um século de conhecimento do problema nunca deixaram de fazer a agricultura depender de factores climatéricos.
O pobre cordeiro parece que diz: vejam lá se se lembram de nós.
Pois é, Eng. Sócrates, olhe para o país real...
Quando o mesmo espaço de valores e ideais é reivindicado por duas ou mais organizações que diferem entre si pela história ou pelos meios para atingir os objectivos, põe-se o problema do voto útil.
O Sérgio chamou-me muito bem a atenção para esse problema num comentário: com a dispersão de votos entre CDU e Bloco, a esquerda consequente está em vias de perder o único deputado no distrito.
No "Ourém e seu Concelho", Paulo Fonseca abordou uma questão algo semelhante. Desta vez, criticou a possibilidade de um amigo ir apoiar nas urnas as ideias de Louçã, sustentando que estaria a contribuir para diminuir a possibilidade de uma maioria absoluta pelo PS.
Eu aceito melhor a posição do Sérgio que a do Paulo. O primeiro teve em conta um problema sério para a sua organização e, na qualidade de responsável, informou sobre as consequências da dispersão. Mas o caso de Paulo é um pouco diferente. É que ele refere que estava entre amigos. Ele que me perdoe, mas entre amigos pode haver amizade, mas não aliciamento.
Por muito que me desagrade o voto dos outros, eu tenho que dizer aos meus amigos "vota, sem medo, em quem entendes que serve melhor os teus ideais ou os interesses do teu país". A utilização do medo para justificar o voto útil fará com que os portadores de novas ideias, novas práticas nunca consigam ultrapassar a barreira dos que já estão estabelecidos. E se a perda de um deputado da esquerda consequente é efectivamente algo que nos deva fazer meditar, a garantia de uma maioria absoluta do PS é só por si uma razão para tentar reforçar o voto à esquerda. Governem, mas calma aí...
Acresce, na refutação aos argumentos do Paulo o facto de que quer o Bloco quer a CDU poderem estar numa situação de fraqueza quanto ao voto exactamente porque muitas pessoas que pensam como o amigo terem actuado como ele pretendia. Isto é, votam útil PS porque os outros não têm hipótese de ganhar. Por isso, o voto útil é uma forma de encobrir as reais aspirações das pessoas.
Assim, votar no Bloco ou votar na CDU é um verdadeiro exercício de liberdade que só honra quem o pratica.
Mais uma promessa à PS...
Não fizeram qualquer análise profunda, mas sabem despejar um número.
O que vai ser público? O que vai ser privado? Que parcerias? Nada.
Porquê menos 75000? Porque não menos 100000 ou mais 20000?
Deste modo, para manterem o saldo e conciliarem as promessas, há que criar 225000 novos empregos. Será que o privado vai arriscar tanto?
sábado, janeiro 22, 2005
Nós não podemos esquecer o estado em que os dois governos de coligação PSD-CDS/PP deixaram o país.
É verdade que o final da governação socialista não abona muito em relação aos mesmos, mas são dois casos radicalmente distintos.
Tudo o que se depreende do discurso laranja encerra ameaças. Aquela história de a despesa pública no PIB passar de 48% para 40% é, possivelmente, declaração de desemprego para muita gente. Ou então é falsa. Estes indivíduos não têm dó nem piedade desde que esteja em causa a acumulação de capital.
Imaginemos o que ele vai dizer: "Como ? Fechem as universidades, fechem os hospitais, fechem as escolas, fechem tudo que não dê lucro. Cortem nos salários, nos reformados, nos desempregados, nos doentes, na função pública. São aos montes, só atrapalham quem trabalha como nós quando produzimos riqueza. E vão ver como os lucros sobem para termos mais automóveis, mais assessores, mais garinas..."
E os oureenses?
Nós não podemos esquecer o que os autarcas laranja fizeram à nossa terra. Tudo destruíram em prol do betão e do lucro fácil. Ourém está irreconhecível.
Alguns ingénuos ainda os criticam por não terem conseguido mais do que 70000 euros do PIDAC.
Meus amigos, estão a fazer grande confusão. Leiam o orçamento para 2005 e as grandes opções. Eles têm milhares e milhares de euros a apontar para obras de destruição e fachada.
Eles gastaram uma fortuna na Praça dos carros para fazer a porcaria que todos vêm.
Não, meus amigos, eles estragam dinheiro. Eles delapidam o património oureense. Por isso, tanto PSL como os autarcas merecem monumental assobiadela dos oureenses.
Não está aqui qualquer tentativa de impedir o PSD de expôr as suas ideias. Eles são livres, felizmente estamos num país livre. O que criticamos são os seus actos, umas vezes incompetentes, outras vezes racionalmente pensados para destruir o nosso património e defender interesses do grande capital.
PSL e seus comparsas estabelecidos na nossa Câmara não prestam. Por isso, há que ajudar a derrotá-los nos próximos actos eleitorais.
sexta-feira, janeiro 21, 2005
Oureenses,
podem dizer-lhe adeus.
Assim o exigem os interesses do Intermarché. Está tudo no texto da Quercus.
Peço desculpa!
Afinal, não houve qualquer estranha nomeação.
PSL não vai fazer acusações em Ourém.
Possivelmente, vai, "com toda a consideração e respeito", insultar o Presidente Sampaio pelo atestado de incompetência que ele lhe passou.
Vai também apoiar a estranha negociata em torno do Intermarché com aprova, desaprova e volta a aprovar.
Vai prometer um teleférico da Fátima ao Castelo.
Vai alargar o área do santuário para o dobro.
Vai...
...
quinta-feira, janeiro 20, 2005
Oureenses,
ela vem aí. A mais linda entre as revolucionárias...
No próximo dia 6 de Fevereiro, vai haver jantar comício em Alburitel. Que ninguém falte!
Está tudo no Notícias de Ourém.
No Sábado, 22 de Janeiro, o presidente social-democrata participará num Jantar/Comício em Ourém, no Centro de Negócios, pelas 20H30.
A palavra de ordem é: vamos todos ouvir o calhau com gel e aproveitemos para lhe dar monumental assobiadela!
Há diálogos impossíveis, lembro-me eu que se dizia, há muitos anos, a propósito de coisas como esta.
Posto isto, pergunto-me: como é possível um debate entre estas duas pessoas? Limitar-se-ão a afirmações de princípio?
Estou com uma certa curiosidade do que acontecerá pelas 22.15 na Sic Notícias.
quarta-feira, janeiro 19, 2005
O programa eleitoral do PCP encontra-se aqui e tem ideias muito interessantes.
Para além da defesa do SNS, para além da aposta na educação, para além do desenvolvimento da sociedade da informação, deixa-nos a ideia de aumentar salários para fomentar o consumo, reorganizando o aparelho produtivo.
Eu também me ponho muitas vezes a questão: para quê aumentar tanto as exportações a preços de uva mijona como fazem os nossos empresários naquela cruzada de conquistar o mundo pelo comércio? Se produzirmos para o mercado interno, se nos organizarmos em termos de autosuficiência...
Acho que isto teria sido possível há uns anos.
O pessoal habituou-se a consumos que só uma economia aberta pode satisfazer. Com padrão de consumo dos ricos, aumento de salários é aumento de importações. Como vamos responder a isto?
Mostrou duas pessoas civilizadas que souberam compreender quem era o verdadeiro inimigo dos interesses populares e evidenciaram algums diferenças e convergências.
Não sei quem ganhou nem sei se isso interessa.
Confesso que não tenho a esperança na Europa que por vezes se depreende do discurso do Bloco. Aliás, penso que a mesma ajudou muito à desarticulação total da nossa economia e para inviabilizar alguma coisa mais a sério no nosso cantinho.
Talvez isto tenha a ver com o ideário do mentor do Bloco. Não era Trotsky quem defendia a revolução à escala mundial? Por que não começar à escala europeia, pensará Louçã.
terça-feira, janeiro 18, 2005
Foi o montante encomendado em pareceres pela administração pública o ano passado, revelou Freitas do Amaral no Prós e Contras.
É uma vergonha!
Por este andar, nem que despeçam os funcionários públicos todos, têm dinheiro para suportar as clientelas.
Depois atrasam os pagamentos aos desempregados e aos doentes.
Para que serviram esses pareceres? Para continuar a afundar o país?
Eu não acredito, não posso acreditar...
Mas é verdade, é preciso cortar do lado da despesa. No sítio certo!
Logo à noite, na Sic Notícias, pelas 23.15h, podemos assistir a um grande debate entre o Francisco e o Jerónimo.
Força, rapazes!
Exponham-nos as vossas diferenças e as vossas propostas...
... não esquecendo que é muito importante mostrar claramente que as propostas da direita não prestam, que não trazem felicidade para o povo e que há alternativas credíveis ao santanete e à socrática criatura.
O que é que ninguém tem levado aos oureenses, mas a que Soares deu ontem uma preciosa ajuda no programa Prós e Contras?
Está aqui e pode resumir-se nestas palavras:
- Combater o pântano do atraso.
- Resolver a dívida interna e o défice democrático.
- Abrir a sociedade de informação.
- Democratizar a modernização.
- Virar a Europa para as prioridades sociais.
Podem também ler isto.
segunda-feira, janeiro 17, 2005
Estava quase a largar isto e, de repente, lembrei-me que o nosso querido Benfica tinha cometido o grandioso feito de se colar aos primeiros lugares depois de ter espetado uma cabazada ao Boavista.
Vai ser este ano, agora é que é... se até o Mantorras marca golos.
A ajudar a festa, os lagartões levaram uma lição na Madeira. Que lhes faça bom proveito.
E os horrorosos, presunçosos e arrogantes portistas não foram além de um empate em Coimbra.
Meus amigos, esta magnífica conjugação de resultados, que reflecte a conjugação astronómica, vai estender-se às eleições e indicia que o vermelho vai ver a sua influência reforçada. Mais, lá para o final do ano, os laranjetes serão expulsos da Câmara. Não andam eles já aterrorizados a encomendar sondagens?
Depois de ter criado as maiores trapalhadas do ponto de vista social, o Centrão prepara-se para mais uma medida que vai mexer no bolso de quem mais garantias dá de se ter dedicado ao trabalho.
PS e PSD parecem de acordo em subir a idade da reforma, debaixo dos demagógicos argumentos de a esperança de vida ter aumentado e de o sistema não aguentar.
Efectivamente, a única vantagem que se pode deduzir de tal medida é a monetária.
Porque desvantagens há muitas. Recordemos, em primeiro lugar, que, como a capacidade para empregar não é elástica, isto significa que haverá muito menos empregos para os jovens que chegam ao mercado de trabalho, não podendo desta maneira ocupar os lugares eventualmente deixados vagos pelos velhotes. Em segundo lugar, é de acreditar que a produtividade, em termos globais, diminua: já imaginaram a diferença de capacidades entre um jovem e uma pessoa com quase setenta anos? Finalmente, com os jovens a descansar e os velhos a trabalhar, é de acreditar que a inovação e a adaptação a novas tecnologias nem com dificuldade se façam.
Assim, atrevo-me a sugerir ao Centrão: pensem um bocadinho para além dos números...
Basta de guerras absurdas e infames, de conflitos armados prepotentes, que só contribuem para provocar mais poluição e destruir ainda mais o planeta. O que é urgente é cuidar da vida. Se isso for feito, não restará tempo, nem meios materiais para armas e para guerras. O mundo tem, actualmente, meios pacíficos eficientes para resolver as questões e diferendos internacionais. A ecologia começa aí: na democracia, no esclarecimento, na evolução das ideias de quem detém o poder.
Na zona de comentários, o 1bigonbalcao diz-nos que isto só melhorará com o socialismo.
Eu estou de acordo. O problema é: e como vamos chegar a essa sociedade? À tareia? Por eleições? E qual o papel das diversas ideias na construção? Permite-se que quem pense diferente, embora com os mesmos objectivos, abra a boca? E qual o papel da propriedade privada e da iniciativa privada?
O fim de semana pouco ou nada trouxe em termos de campanha entre os partidos candidatos à vitória.
Santana atirou-se ao PS, mas pouco ou nada disse sobre o programa laranja.
Coelho respondeu a Santana, adiando o programa por uma semana.
Meneses puxou as orelhas ao "maninho mais novo".
Entretanto, talvez fruto de reacções, o PS revê a posição sobre benefícios fiscais. "Algo" voltará no orçamento para 2006. Não esclarece, no entanto, o quê nem como conseguirá crescimentos de 3% e os novos 150000 empregos.
No "Novas Fronteiras", surgiu nova ameaça aos detentores de períodos contributivos longos, preconizada por Augusto Mateus: subida na idade de reforma. Começa aqui a desenhar-se algum acordo ao Centro que mostra que, mais uma vez, os partidos combatem as consequências do esbanjamento cortando nos direitos dos que trabalham. Ainda se eles dessem o exemplo...
sexta-feira, janeiro 14, 2005
O que o skywatcher me veio lembrar...
Recordo imediatamente uma que vivi no Vale Travesso há uns cinquenta anos.
Devo ter subido a encosta mais ou menos a partir daquela casa onde toda a gente, hoje, vai buscar água, ali, perto do cruzamento para Seiça.
Lá em cima, estavam as vendedoras com cestos carregados de pinhões e aquelas medidas de madeira.
Mas eu gostava especialmente das enfiadas. Talvez fossem mais torradinhos, talvez tivessem mais sabor.
Naquela época, dava para estar deitado pelo chão a respirar ar puro e a saborear aquelas maravilhas e os tremoços. Por vezes, também havia música, alguma ao vivo com realejo ou concertina.
Depois, ao fim do dia, era só descer a encosta. Para baixo tudo era mais fácil...
O nosso amigo skywatcher tem toda a razão. Por dois dias, deixemos este azedume que nos move relativamente aos "Pinóquios" e deliciemo-nos com os pinhões de Santo Amaro.
Mas eu tenho de ficar cá pela Parede e agora tudo vai ser muito mais difícil...
O Fred tem toda a razão:
Não percebo nada de política, mas uma coisa sobressairá de imediato nas próximas eleições: se o PS ganhar, só prova que o povo tem memória curta. O problema é que o grande 'centrão' do país, entre PS e PSD, não tem muito por onde escolher.
É verdade, esse centrão não serve o país. Precisa de reciclagem.
Por isso, há que votar bem à esquerda para o centrão rever as suas propostas, a sua prática e procurar, efectivamente, servir os portugueses.
É quanto os partidos vão gastar na próxima campanha eleitoral, utilizando dinheiros públicos.
Honra lhes seja feita. Vê-se logo que estão a dar o exemplo e a apertar o cinto como tanto têm exigido aos portugueses.
Mandasse eu nisto e, se cada um levasse 100000, ainda estavam com sorte. O resto que pagassem os militantes.
90 euros para idosos que vivem em pobreza extrema.
90 euros para cada um dos 300000 já determinados.
90 euros que não acabam com a miséria.
90 euros que podem ser a diferença no voto.
90 euros que podem dar a maioria absoluta.
90 euros que para uns trazem a euforia da vitória e para outros uma miséria mais escondida.
Eis porque há Promessas Assimétricas.
