sábado, dezembro 03, 2005

O presidente David corta o pio aos vereadores da oposição – 2

Parece-me óbvio que o magnífico presidente pretende jogar na desmotivação para eles se afastarem e ele poder dizer mais tarde que eles se afastaram e não ligaram nenhuma à Câmara.
Como combater isto?
Ocupar instalações municipais? As do presidente e do PSD? Não estou de acordo, daria azo à intervenção das forças de repressão e viraria a população contra a oposição.
Mas por que não organizar uma vereação sombra onde a oposição recebesse as pessoas com queixas, processos e outros assuntos, os levasse às tais reuniões regulares e onde procedesse a verdadeiros debates com a população sobre os seus problemas? Não vejo razão para a ideia do forum municipal morrer só porque o PS não venceu. Aquele espaço que funcionou como sede de candidatura era óptimo, está mesmo frente à Câmara. Instalar lá uns telefones, um ou dois computadores, fotocopiadoras também não era nada que se visse para os fundos do partido do Eng. Sócrates...

sexta-feira, dezembro 02, 2005

O Presidente David corta o pio aos vereadores da oposição

É o que pode concluir-se desta interessante notícia do blog do NO.
Que me desculpem os ditos vereadores, mas eu acho muito bem. Mais, eu penso que o venerado presidente os devia impedir de entar na Câmara. Eles não têm pelouros, logo não têm que se manifestar sobre a vida municipal. A Câmara pertence ao Presidente David e ao PSD, estes não têm de abrir mão dos seus recursos para a oposição que, pela certa iria fazer campanha contra eles.
Eu nem sei porque é que ainda lhes pagam salário.
E talvez fosse higiénico impedir os ditos vereadores e todos os que estão contra o famigerado presidente de entrar em Ourém ou de aplicar uma taxa de entrada diferenciada para apoiantes e não apoiantes. Era possível que a mesma ajudasse a tapar o monumental buraco que aí vem por causa aceitação de obras mal feitas no parque linear que estão agora a mostrar as suas consequências e, finalmente, o carácter eleitoralista das mesmas...

De como o jovem bombista tornou o prato voador



Houve um ano que o Jó Rodrigues esteve como aluno interno no CFL. Torná-lo mais estudioso, dar-lhe mais gosto por essa actividade seriam os objectivos, porque esperteza e inteligência não lhe faltavam.
Aquilo foi para o Jó como uma prisão. Ali fechado, dia após dia, foi acumulando feridas contra o colégio, que tardou a largar.
Contaram-me que uma vez a refeição era tão má que ninguém a conseguia tragar. Uma espécie de massa com carne ou carne com massa de sabor pouco agradável e a tender para o intragável.
O Jó não esteve com meias medidas. Janela aberta, a massa e respectivo prato voaram a boa velocidade para o exterior e os nossos amigos ficaram livres daquele cheiro nauseabundo.
O pior é que não esperavam o que ia passar-se. Como neste mundo tudo o que pode acontecer de mau acontece, mesmo sem o prevermos, o assunto não ficou por aqui porque prato e massa cairam em cima do Dr. Armando, a partir do primeiro andar, que, passado alguns segundos, chegava ao refeitório coberto de massa, ainda com bocadinhos de cacos, a pedir contas de um acto tão cobarde...
O ressentimento do Jó relativamente ao CFL não se ficou por aqui. Em férias, nomeadamente, nas de Carnaval, aquelas bombinhas típicas da época serviam para, lá para as dez da noite, em passeio de distintos oureenses por tão prestigiado local, assustar os habitantes daquele espaço, após brutal e inesperada deflagração sob as arcadas a que se seguia pronta correria na direcção do Central enquanto o director do colégio procurava a sua espingarda e o seu Peugeot para iniciar a perseguição a gente tão selvagem....
Manhãs de Ourém


O Castelo das brumas Posted by Picasa

Esta envolvência do CAstelo pelas nuvens é vulgar, mas recorda-me outros tempos de Ourém, em que pelas minhas manhãs passavam sons de canções que já não sei reproduzir na sua totalidade (se quiserem podem dar uma ajuda nos comentários). Ora oiçam:

Ó mulher, eu dou-te umas meias...
Isso não, maridinho, isso não, isso não
Que me fazem as pernas feias
Dá-me antes um litro de vinho
Água fria faz-me mal
Isso sim, maridinho

Ó mulher, eu dou-te um burrinho
Isso sim, maridinho, isso sim, isso sim
Que dum lado leva o pão
E do outro lado leva o vinho
E eu também vou no burrinho
Isso sim, maridinho,
Isso sim, maridinho,
Isso sim, maridinho...

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Sinais do declínio

- Ana, o pai caiu no chão quando ia para a bica.
Lembro-me de mensagens deste tipo referentes aos velhotes da família quando eu era mais novo. Na altura pensava: “ainda falta muito tempo para lá chegar. Vou ser sempre ágil”.
A realidade começa a desmentir-me. Há dias, em caminhada para o Bairro Alto por aquelas ruas apertadas de eléctricos, automóveis, etc., não levantei suficientemente o pé, bati no passeio e, não fosse uma protecção lateral no mesmo lá ia para o chão. Ontem, foi mais a cena do mesmo género: ir à bica à noite, atravessar a estrada e pé insuficientemente levantado. Como ando rápido foi projectado contra a rede que nos separa da linha do comboio. Mas desta vez foi mais a sério: braço direito magoado, coluna cheia de dores, um dedo do pé que não me largou toda a noite. Enfim, começo a pensar em mudar de planeta...

quarta-feira, novembro 30, 2005

Um cartão de visita


O amigo Tobi Posted by Picasa

Olá.
Este é o Tobi, o canito mais simpático de Fátima.
Não se revoltem por estar preso, é uma forma de lhe preservar a integridade física.
O Tobi tem pancada. Para além da saudável que o leva a pôr-se em pé ao nosso menor gesto, louco de contente, mal se apanha solto, foge e candidata-se a ser atropelado pelos compreensivos condutores da povoação. Depois, fica uns dez dias fora de casa, a vadiar e, quando regressa, vem numa lástima...

Chegada imprevista



Jogava-se à batota na encosta do moinho. Já nem me lembro como aquilo se chamava, mas também não é importante para o caso. Uma espécie de póker de vozes.

- Aposto um tostão...

- Aposto dois tostões...

Ouve-se alguém de voz forte lá atrás.

- E eu aposto 25 tostões.

O Manel nem olhou.

- Não me aguento com a tua aposta.

De repente, ficou hirto e rígido… o silêncio apoderou-se do local. 
Os olhos começaram a subir e a ver aquela figura volumosa, por vezes irascível, furibunda.

TERROR! 
Era o Dr. Armando...

A descida da encosta foi feita em passo de corrida a caminho das aulas, não caísse alguma mão pesada em cima do que não fosse suficientemente lesto...


terça-feira, novembro 29, 2005

Imagem da noite em Ourém


Escura como breu Posted by Picasa

Apenas a iluminação de Natal traz alguma alegria a este local. Mas, a contrastar com a quadra, lá ao fundo, bem audível, sente-se um som tropical:

Rapariga de programa
Não sei que mais lhe fazer
Ela está na minha cama
Eu não paro de a comer

A aula de ginástica

O ginásio do CFL ficava mais junto ao pinhal e no caminho para os moinhos e, semanalmente, lá tínhamos a aula de ginástica, vestidos a rigor: calção, blusa e sapatilhas imaculadamente brancos. No Inverno a tiritar de frio, imaginem o que aquilo era.
E ainda me lembro do Dr. Albano:
- Façam agora alguns abdominais. Se repetirem este exercício regularmente, ganharão tal músculo, aí, na zona da barriga, que nunca terão hérnias. Deitem-se no chão, elevem lentamente as pernas a uns 45 graus, parem por uns momentos e aguentem, depois, lentamente, deixem-nas descer.
O amor do Dr. Albano ao desporto era reconhecido por todos, chegando inclusivamente a publicar, na época, artigos a fomentar a sua prática entre os jovens. Vejam este pequeno texto do NO:
Rapazes de Ourém, criai animo, subjugais o vício, ou melhor, os vícios, ponde de arte essa indiferença pelas coisas da vossa terra, dedicai umas horas ao desporto e vós encontrareis sempre quem vos guie.

Rapazes de Ourém o vício arruína-vos, o vício arruína a vossa família, o vício conduz sempre à degradação moral.

Praticai desporto e voltareis a ter saúde; praticai desporto e vivereis alegres; praticai desporto e vereis a vossa família cheia de vida gozando o que de melhor temos nesta vida – saúde (1).
Mas, num dia de Inverno, bem chuvoso, não tivemos aula. Por qualquer motivo, o senhor teve de faltar e ali estávamos cheios de frio sem saber o que fazer. Logo alguém se lembrou:
- Vamos lá para fora jogar à bola.
Como era muito frio, vestimos a roupa da semana e lá fomos para o lamaçal. Eu gostava tanto das sapatilhas brancas que resolvi ir jogar com elas já que as botas eram bem pesadas.
Fui uma hora magnífica, bem quentinha. NO final calculam como ficaram as sapatilhas. A mãezinha lá em casa tratou de devolver tudo à sua cor original. Sem um queixume, sem uma reprimenda...

***

Serão na casa dos meus tios na Rua de Santa Teresa.
A tia Elvira e a minha mãe falavam. O meu tio Abel preenchia aquelas horrorosas folhas de contabilidade com caracteres desenhados que me faziam monumental impressão. Como é que ele conseguia?
De repente, interrompeu a conversa delas, olhou por cima dos óculos e ergueu a voz:
- Fui hoje ao colégio levar uns papéis. Estavam lá uns rapazes a jogar à bola no recreio. Tudo bem, porque estavam fora de aulas. Mas havia um, o único que me chamou a atenção. Estava de sapatilhas brancas. A estragá-las... era o único. Todos os outros tinham o calçado normal, só tu é que estavas assim. Não tens vergonha?
Fogo!
Que monumental desanda! Que gente tão severa e ao mesmo tempo de quem gostávamos tanto! Chegou até hoje...

segunda-feira, novembro 28, 2005

Ó rama, que linda rama!


Tanta hora que trabalhei Posted by Picasa

Ó rama, que linda rama!,
Ó rama de oliveira,
Quatro litros de azeite
Por uma jornada inteira
O Horizonte


E que avistas desse teu local? Posted by Picasa

Já vejo a minha Ourém
Do cimo desta oliveira
Que bom é ser livre um dia
Não estar presa a vida inteira

domingo, novembro 27, 2005

Xico de Santo Amaro, 26 de Novembro de 2005

Todos temos monumental estima por ele.
E este convívio, cujo segredo foi tão bem guardado, foi das coisas que ele mais desejaria.
Homenagem? Que palavra tão formal!
Para ali fomos, uns 250, com carros à porta, a pensar que ele não desconfiaria de nada.
Teve o desplante de dizer que "só era surpresa para quem se deixa surpreender...".
O texto dito pelo Manuel Freire era magnífico bem acondizer com este amigo que começa a olhar o nosso Castelo logo no quilómetro 110 (eu já o avisto no 108, embora não tão ostensivamente).
Ficam algumas imagens...

Não façam barulho. Ele não pode desconfiar de nada... Posted by Picasa

É ele! Apanhámo-lo Posted by Picasa

Olá, o que estão a fazer aqui? Posted by Picasa

Cumprimentou os amigos um por um Posted by Picasa

O NA apresenta a conta ao Sérgio Posted by Picasa

sábado, novembro 26, 2005

Emoções fortes

Na minha opinião, o dia de hoje tornar-se-á inesquecível para alguém, uma verdadeira utopia...
Depois, verão.
Uma prova de coragem

Andava eu a pensar o que tinha acontecido à página do Notícias de Ourém quando uma passagem pelo "O Gajo que não têm juízo nenhum" me informou que a mesma se tinha tornado blog.
Assim pude encontrar a referência ao estórias com facilidade o que me permitiu a sua transcrição:
"Ourém em estórias e memórias"

São estórias e memórias da geração de 50 e 60, num livro que Luís Vieira lança agora. Este oureense, professor universitário junta diversos textos, de diferentes autores sobre assuntos variados. O resultado é um livrinho, de 150 páginas de texto com algumas fotografias. Os textos são de Ana Prata, Júlio Henriques, Luís Nuno, Marco Jacinto, Zé Quim e Zé Rito.
Balada do Largo de Castela, Estórias do Colégio, A feira nova, Praça dos carros, Avenida, Os bombeiros, Noites de Ourém, À volta de Ourém, Crescer, Estúdios Trine, Os pasquins, 25 de Abril, Crónica da Destruição de Ourém e Em forma de conclusão são os 14 capítulos desta obra que contêm crónicas da vida de Ourém nestas décadas. Crónicas que arrancam um sorriso ao leitor e que fazem conhecer melhor a rua de Castela, a própria Ourém e os percursos de vida daqueles que escrevem os textos. Pode ainda conhecer-se as expectativas em relação ao futuro, no penúltimo capítulo. É ali que se fala de uma certa "tristeza" e se "amaldiçoa" a Ourém que se deixa aos jovens, adianta Luís Vieira, ao Notícias de Ourém ele, que também foi um dos colunistas deste jornal, antes do 25 de Abril.
"Não é um livro de conhecimento histórico embora possa ser aproveitado nesse sentido", escreve Luís Vieira. É "leve, brincalhão, por vezes extremamente lúgubre e saudosista. Por ele passam muitos dos problemas que aquela geração terá sentido, nele estão presentes muitas figuras que em Ourém terão saído do anonimato (sem preocupação de rigor ou de listagem completa)", conclui.
Este livro foi lançado agora, a propósito do vigésimo "Convívio do Poço", realizado a 5 de Novembro de 2005. Os amigos de longa data, reuniram-se num dia de reencontro, convívio, amena cavaqueira, recordações e animação.
Na sua génese, "O poço" começou por ser um grupo de jovens rapazes de Ourém. Juntavam-se para jogar algum jogo e conversar, uma espécie de tertúlia. E faziam-no em círculo, cientes que os assuntos ali tratados não deviam expirar dali, numa espécie de "código de silêncio". Daí o nome "O Poço".
O poço é agora uma "recordação" onde são recordadas "estórias" de Ourém, de cada um, contrabalançadas com os comentários sobre a vida, hoje.


O NO está neste endereço. É uma atitude notável, uma demonstração de juventude e vitalidade, uma prova de coragem.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Neste dia

Quando a nossa festa s'estragou
e o mês de Novembro se vingou
eu olhei p'ra ti
e então entendi
foi um sonho lindo que acabou
houve aqui alguém que se enganou

Tinha esta viola numa mão
coisas começadas noutra mão
tinha um grande amor
marcado pela dor
e quando a espingarda se virou
foi p'ra esta força que apontou

Texto completo

quinta-feira, novembro 24, 2005

Um obrigado ao Notícias de Ourém

Pela referência ao Estórias e ao último Poço.
Hoje, estou com pouco tempo. Oportunamente, transcreverei o artigo pois tenho de o garantir aos vindouros.
No mesmo jornal, um artigo do Sérgio com o qual estou inteiramente de acordo. Também ali nunca fui censurado, embora pudesse ter sido atacado (e apontado...), mas também fiz os meus ataques. O da hora de despedido, há trinta anos, foi antológico (à atenção do Outrora...).
E fica a questão: para quando um NO em linha, admitindo comentários dos seus leitores?

quarta-feira, novembro 23, 2005

Tiritante


É difícil ser gato em Ourém Posted by Picasa

Ourém, fria Ourém
Quem me dera ter calor
Poderia estar aqui tão bem
Não me faltasse o meu amor
Elogio da preguiça


Preparando a soneca Posted by Picasa

Mandem o David às urtigas
Está-se bem a descansar
Quero é pessoas amigas
E a carinha lavar
Os níveis de educação na nossa terra


Em alguma coisa havíamo de ser maiores Posted by Picasa

E enquanto aguardamos a concretização da promessa do presidente David relativamente à presença de Ourém no "Leiria Região Digital", um relatório sobre esse projecto trouxe-nos este gráfico comparativo dos níveis de educação dos residentes do concelho com outros municípios e a média nacional.
Claro, a gente sabe: foram todos para fora...
A imaterialidade do estar

Parece que não estou, mas nunca me ausento.
Parece que terminei, mas congemino qualquer coisa.
Por vezes, há a tentação do regresso.
Por exemplo, hoje o Público dizia que “o neoliberalismo implica necessariamente a exclusão, mesmo na cidade mais rica que possamos imaginar” e eu até estou de acordo.
Mas já imaginaram o ruído que isto provocaria em Ourém se eu afirmar isto alto e bom som?
E logo mais abaixo:”(o neoliberalismo)... implica o deslocamento da soberania do Estado para o mercado”.
Mas não é por causa disso que a força de trabalho é uma mercadoria. Já o era com ou sem o neoliberalismo e desde que nos satisfaçamos com esta sociedade....

terça-feira, novembro 22, 2005

Em silêncio

Ainda revelo o que não devo e estrago tudo.
À falta de inspiração vamos continuar assim mais uns dias.
O blog não acabou, mas apetece-me estar assim. Sempre presente, a ver o que se passa, vendo o contador a alterar-se, consultando os vizinhos, à espera de algo especial...

sábado, novembro 19, 2005

A estranha saga do Indocollyre

Ultimamente alguns medicamentes que faltam nas farmácias não são repostos a partir dos armazenistas...
... apesar de os laboratórios nos afirmarem a existência dos mesmos.
Que estranha coisa se está a passar? Ou a preparar?
Naturalmente mais um capítulo da "saúde como negócio".
Assembleia Municipal

Amigos oureenses, não acham que era tempo de a Assembleia ou a Câmara divulgarem antecipadamente os documentos que vão discutir para também termos uma opinião?
O sítio da casa amarela continua a dar os resultados das autárquicas, mas matéria importante hoje, nada...
É certo que os elegemos, é certo que há os que têm a maioria absoluta, mas isso não implica um desligar tão definitivo... agravado pela tendência do Presidente da Câmara para a ocupação deste órgão em mais de 50% do tempo útil de discussão de acordo com uma estimativa de sf em Eu não sou daqui..

sexta-feira, novembro 18, 2005

Que Fazer?



Gosto muito da obra de Roger Waters. Aliás, para mim, Pink Floyd sem Waters não é coisa que exista. A mitificação que se faz de Syd Barett, do meu ponto de vista, só faz sentido pelo mistério em torno do seu destino.
Albuns marcantes como o "Wish..", o "Wall", o "Final Cut" têm bem patente a sua capacidade para em melodias entediantes, lentas, nos transmitir múltiplas emoções e sensações.
Por isso, estou intrigado com esta ópera por ele criada acerca da Revolução Francesa: "Ça ira". Oiço, mas acho que não vou conseguir tentar muitas mais vezes. Depois, é o diabo do texto que acompanha: caracteres tão pequenos que mais parece para não ser lido.
Será que algum amigo oureense me arranja uma forma de eu ouvir e gostar disto?

Mais informação aqui, aqui e aqui. Cuidado: prometem um DVD, mas a edição com que me brindaram não o confirma...

quinta-feira, novembro 17, 2005

Shangri-la



Música e puro prazer
Última hora: crise no choque tecnológico

Lá vai o homem do choque tecnológico bater com a porta, deixando para trás um belo Mercedes com pouco mais de cinco meses. Quem se habilitará à sua posse?

Olhos cor de mel

Na minha terra houve uma batalha
Para lá fui no meu corcel
Levava o amor que me agasalha
Olhos cor de mel

Era um apelo irresistível
Queriam destruir o meu passado
Mas sou combatente temível
Ninguém me traça negro fado

E eis que ela me adoece
De tanta luta e labuta
E enquanto do martírio padece
As minhas palavras escuta

Lutei contra ricos e poderosos
Contra corruptos e mentecaptos
Denunciei autarcas horrorosos
Que só para a podridão são aptos

Chamei amigos à causa
Seus corações ficaram frios
Cheguei ao fim sem uma pausa
Todos voltaram aos seus navios

Ourém está igual ao que era
Mas tem estórias e memórias
Queria contá-las, quem me dera
Trairam-me por outras glórias

Derrotado, o meu corcel
Trouxe-me de volta à outra terra
Sem os olhos cor de mel
Ficaram no sítio da guerra

Mas lá voltei tantos dias
Triste da minha solidão
E as suas palavras macias
Deram-me de novo razão

Trouxe-a no meu corcel
Para a casa que ainda é nossa
Já tenho os olhos cor de mel
Nada mais me fará mossa

De um autor oureense do século passado
Mas não devemos deixar passar...

Eis um relato de tj no blog da juventude do PSD de Fátima (Energia Jovem):

Chegou ao 10. A seguir seria eu. Alguns minutos depois, lá chamavam pelo meu número. O empregado, pegou no postal, foi buscar o processo submetido há mais de dois meses (!!!) e informou-me que estava incompleto, para levar o processo e regressar mais tarde com o respectivo documento em falta. Portando, o meu atendimento demorou 2 minutos no máximo. Visivelmente irritado, perguntei se, achavam bem esperar mais de hora e meia, para ser atendido em 2 minutos! O empregado respondeu-me para me ir queixar ao ministro!

São estas e outras atitudes do mesmo género - que ainda são um resquício da prepotência destes serviços (câmaras, finanças, conservatórias) herdada de outros tempos - que dão aos trabalhadores da função pública a excelente fama de que gozam.

Ler aqui o relato completo.
Cultura, triste cultura

Já foi aprovado o programa cultural que vai orientar, de forma flexível, as actividades organizadas pela autarquia no decorrer do próximo ano.
Mais CenOurém, mais festa do Vinho Novo, mais Fórum Estudante e muitas mais propostas para continuar o trabalho de 2005!

Consulte aqui o documento...

Manda o sítio da casa amarela

Pecados do ser

Farto-me de rir com os disparates do 1ª Companhia.
O fracasso da disponibilidade para Ourém traduziu-se em maior atenção a este tipo de futilidades.
Escolheram-nos, agora aturem-nos. Eu rio-me...
Intermitências

Morrer é deixar de estar, diz ele. Deixar de ser, direi eu.
Assim...
Há consciência do ser.
Há conhecimento derivado da existência do ser.
Há conhecimento da inevitabilidade do não ser.
Mas será que viremos a ter consciência do não ser?

terça-feira, novembro 15, 2005

Telas Brancas e Negras
(ou lacrimas profundere)
Jorge de Melo



Eis mais um livro que a Som da TInta vai apresentar no próximo sábado, dia 19 de Novembro a partir das 17 horas. Serão ditos poemas do livro por David Teles Ferreira.
As pessoas e as causas - 5

Ontem, a apresentação de Jerónimo foi, na minha perspectiva, a melhor a que assisti até ao momento. O candidato estava descontraído, bem disposto, bem preparado. Isto contrastou com a enorme crispação de Cavaco que, algum tempo depois, aparecia em entrevista na TVI mostrando a razão pela qual aparece e fala tão pouco: abstraindo de quem o apoia, se lermos o programa da candidatura de Cavaco, até somos capazes de nos sentir tranquilos com ele; mas, ao vê-lo, vêm ao de cima todos os receios que ele, no seu messianismo, não deixa de transmitir agravados pela lembrança daquela voz no passado...
Jerónimo respondeu bem às questões dos jornalistas, não se escusando a qualquer, não perdendo a boa disposição perante provocações, reabrindo o evento quando notou que nem todos tinham podido pôr as suas questões. Deixou também bem visíveis os seus apoiantes: Saramago, Carvalhas,... estavam lá.
E que melhor causa do que a defesa da Constituição proveniente de Abril, que tanto nos custou a obter, poderemos desejar neste momento de uma candidatura?
Ainda hesito, mas esta apresentação foi um bom elemento para uma decisão.

segunda-feira, novembro 14, 2005

As pessoas e as causas - 4

Há momentos assim.
Ourém não me traz nada de novo. Por outro lado,...
... não sinto especial admiração pelo Mário, pelo Manel, pelo Francisco ou pelo Jerónimo.
Também não sinto especial raiva pelo Anibal.
Sei que o eleito vai ser o contraponto à socrática política até agora desastrosa.
No entanto, qualquer deles representa uma causa em que alguns determinantes não deixam de ser importantes como o social, a liberdade, o simbolismo de Abril, a dominância dos produtores...
A minha opção vai formar-se com certeza para certo lado que será o lado certo. Naturalmente, mudará da primeira para a segunda volta (se esta chegar a realizar-se). Mas permitam-me que pense calado...

sábado, novembro 12, 2005

As pessoas e as causas – 3

O cínico atrai os amigos às suas causas através de promessas que nunca chega a cumprir.
O hipócrita é o que justifica as consequências que para os amigos advêm das causas por os mesmos as terem assumido.
O altruísta é o que encontra nas causas razão para se sacrificar pelos amigos.
O egoísta é o que em amigos e causas nunca encontra razão para a existência.

sexta-feira, novembro 11, 2005

No rescaldo do XX convívio Poço

Ourém começa a encher-se de mensagens de desejado Cavaquistão.
Apesar de tudo, o que decorre do nosso último encontro é bem mais importante:
- uma rotunda no local da tradicional concentração;
- um programa na ABC Rádio;
- mais um elemento comemorativo para o próximo ano e
- que outros tragam as suas estórias.
Entretanto dois exemplares do estórias foram depositados na Som da Tinta destinados ao Skywatcher e ao Marco Jacinto...
Portugal precisa de si!

De mim?
Quem diria?
E por que é que me trata tão mal? Essa conversa parece banha da cobra...

quinta-feira, novembro 10, 2005

As pessoas e as causas - 2

Eu tinha quase a certeza que o Sérgio não poderia ficar calado. E ele fez um belo texto onde a palavra chave é coerência e que eu não posso deixar de trancrever, concordando com ele, mas sublinhando que, como humano, inseguro, crédulo... umas vezes dou mais valor às amizades outras às causas:

Nascemos numa família (os que em família nascemos). Ao longo da vida, fomos criando amizades, fomos encontrando "causas", fomos criando famílias (que às famílias existentes se acresceram ou não).
Duro é, ao longo da vida, alguns de nós descobrirem que as amizades não são incondicionais, que as "causas" exigem coerência, que as famílias podem ser instáveis e perenes, como as relações que mais queridas foram o podem ser. Por causa das "causas"?
Também. E por um pormenor que o dicionário pode ajudar a explicar. Causa é s.f. Princípio. Motivo, razão, o porquê de qualquer coisa.
Ora a descoberta/invenção dos porquês pode levar à razão de ser de um homem (uma mulher). E essa razão de ser, ao escorar-se em princípios e valores, pode relativizar muita coisa e causa (et pour cause, como diriam os... ingleses).
Pode um homem (uma mulher), que tem como princípios e valores os da solidariedade, do companheirismo, da entre-ajuda, ter como amigos quem pratica princípios e valores antónimos ou nos antípodas?, pode ser parte de uma família que se enconche (e o/a enconche) na sublimação do egoísmo, da indiferença, da des-solidariedade?
Se pode haver "causas" (que não encontrei no meu caminho, e não procuro...) que defendam o abandono de amigos e a destruição da família, há as que, valorizando a amizade, prezando muito os laços familiares, exigem uma coerência que leva a relativizar e a pôr em risco, até por incompreensão, relações muito queridas.
Escrevi coerência? Pois é uma palavra-chave (teoria <--> prática).
Também é verdade que os sentimentos, a afectividade, o amor, perturbam muito. E que há as tais razões que a razão (de ser) desconhece.
Por isso, somos todos uma mescla de "duros", de crédulos", de "inseguros" e de "outras coisas". A questão é a dosagem, e o que conseguimos pôr ao de cima para nos fazer ser o que queremos parecer. Para ser.
In anónimo Sec.XXI

A «aula» de Físico-Química



Hoje, deu-me para voltar ao saudoso Fernão Lopes.
Uma tarde, talvez o primeiro ano em que estudávamos Química, estávamos reunidos no ginásio. 
Em Ourém, o banho diário ainda não estava definitivamente instituído. Talvez uma vez por semana, com aqueles chuveiros de roldana e já era uma sorte.
Repentinamente, ouviu-se a Lena:
- Ó,..., sabes qual é a fórmula do Sulfato de Peúga. Talvez SO4PE2, não...?
Eu não queria estar na pele daquele distinto...
A casa dos fantasmas – 2

Noite saborosa, a manhã quase a clarear. “Não tarda muito começaremos a ouvir os pássaros” – pensámos.
E não nos enganámos.
Por volta das sete, um magnífico cantar trouxe nova vida à nossa casa:

Pi-Pa-Pi-Pa-Pi-Pa-Pi-Pa
Pi-Pi-Pi-Pi-Pi-Pi-Pi-Pi
Pa-Pa-Pa-Pa-Pa-Pa-Pa-Pa
Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Que simpático passarinho. Logo de manhã a dar-nos música...
Passaram 10 minutos.
- O diabo do pássaro nunca mais se cala...
Sete e meia.
- Já estou com a cabeça doida. Vou enxotá-lo.
A Pipoca já estava escondida debaixo de um cobertor aterrorizada com tanto ruído.
- É ali na chaminé.
Pum! Pum! Pum!
Mas o pássaro não se calava.
- Já sei é atrás daquele vidro. Vem cá e abre a janela...
A vontade não era muita, o frio não convidava, mas lá fui. No fundo, não tinha grande vontade de afastar o bicharoco que tinha sido tão simpático em vir saudar-nos.
- Olha que ele canta muito bem...
- Quero lá saber! Estou farta, já não aguento...
Junto à janela havia um móvel em cima do qual estava um relógio. Aproximei-me e reparei que o ruído vinha mais da direcção do móvel.
Não havia dúvida, era dali...
Peguei no relógio e logo o cantar mudou de direcção, ele acompanhava a minha mão.
- Foste tu quem ligou isto?...

quarta-feira, novembro 09, 2005

As pessoas e as causas

O duro é aquele que, em nome das causas, abandona amigos e até a família.
O crédulo é aquele que em nome de amigos e família abandona as causas.
O inseguro é o que mantém um equilíbrio instável entre as causas e os amigos ora privilegiando uns ora outros.
Mas há com certeza uma espécie que eu nem sei como designar que de causas e amigos nunca quer saber...

terça-feira, novembro 08, 2005

Desenvolver o espírito de "O Poço"

"Temos de congeminar outra" - diz a Teresa em comentário ao post sobre o estórias.
Eu também acho que a minha relação com Ourém só faz sentido através dos meus amigos oureenses grande parte dos quais participa neste convívio anual.
Há muitas estórias por divulgar, mas o seu portador (Zé Domingos, ...?) está renitente. Não me admira. As coisas têm de sair naturalmente, ele ainda não sentiu o apelo que não nos deixa parar.
Talvez fosse engraçado levar algumas destas estórias, alguns amigos do Poço, algumas das canções que ouvimos (e digo canções e não álbuns ou musica, porque à época o que se ouvia era canções) a algum programa na ABC Rádio. Eu acho que era uma ideia engraçada. Talvez o Rui Melo esteja de acordo e nós possamos dar outra dimensão à nossa presença.
A divulgação de excertos do actual livro pelos jornais também poderia ajudar a fazer jorrar outros...
Vamos experimentar tudo.
Manter o espírito de "O Poço"

Ainda tenho na minha memória a sensação do reencontro antes da formação do grande círculo.
Os sabores do pequeno almoço, suportado em chamuças, pastelinhos de bacalhau, rissóis, água-pé não páram de me acompanhar.
E aquela sopinha à entrada?
Meus amigos, por opção nossa, porque a inspiração não falta (é notório!), esta semana, apenas há "Poço" no OUREM. Há actualização dos posts lá para baixo, comentários, mas nada das coisas mesquinhas da política e quejandos...
Está dito!

domingo, novembro 06, 2005


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A formação do grande círculo


Chamada Posted by Picasa

O Zé não acreditava que a fotografia resultaria contra a luz. Mas a voz do grande chefe obrigou-nos à concentração:
- Meus amigos, exijo que respondam "Presente!"
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