quarta-feira, junho 08, 2005
Minha terra velhinha! Assim te quero,
Ente as olhalvas frescas, pequenina,
Teu Lis saudoso, teu castelo em ruína,
Teu ar de monja, tímido e severo.
Assim te represento e te venero,
Te possuo em minh'alma e na retina.
Deixei-te muito cedo, porque é sina
Fugir de quem mais amo e mais espero.
Ela me arrasta, força e descaminha,
Mas não me esqueces, terra doce e triste,
Vetusta jóia de precioso engaste.
Em cada pedra tua, em cada ervinha,
Quantas vezes comigo tu sorriste
E, só porque eu chorava, tu choraste!
Acácio de Paiva

Antiga igreja paroquial, casa do poeta Acácio Paiva e Museu Etnográfico - moinho de água

Olival é uma das freguesias mais antigas do concelho de Ourém, tendo sido ocupada já no tempo dos romanos. A sua antiga igreja paroquial é um amplo templo quatrocentista com belos silhares de azulejos polícromos do século XVII, pinturas retabulares sobre madeira e altares em talha dourada (Para visita contactar o pároco). Neste lugar pitoresco, encontra-se uma artística residência rural onde viveu a família do poeta Acácio de Paiva. No pátio abarrocado chama a atenção a fonte de pedra setecentista. A abundância de água na zona foi determinante para a proliferação de moinhos dos quais ainda hoje se podem encontrar alguns em actividade. O quotidiano centrado à volta destas pequenas unidades industriais está bem retratado no museu etnográfico do Olival que integra um dos muitos moinhos de água outrora ali existentes.
Via
Roteiros da Natureza > Entre vales e outeiros
Copyright: João Pedro Bernardes e Paulo Santos Fonseca
Fotografia: Domingos Patacho, José Alho, José Rui Paisana, Margarida Costa e Paulo Santos Fonseca
Edição: RTL/F

Eis a prova de que os discursos de HItler chegavam aos oureenses. Neste caso, a edição é de 1941 por um Serviço de Informação da Legação da Alemanha em Lisboa.
terça-feira, junho 07, 2005

Escudo de ouro, cacho de uvas de púrpura folhado de verde, três ramos de oliveira de verde, frutados de negro e três espigas de milho de vermelho, folhadas de verde e atadas de azul, tudo bem ordenado. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas : " ALBURITEL ".

Terra da boa pinga e de excelente azeite, a avaliar pela imagem anterior.
Constituída por apenas dois lugares, Alburitel e Toucinhos, esta freguesia é uma das mais pequenas do concelho sendo habitada por cerca de 2.500 habitantes, ocupando uma área de 11.5 Kilometros quadrados.
Tem uma história primitiva, o nome "Alburitel" vindo da presença árabe. Prossepõe-se a passagem de uma via mediaval pelo Vale do Azurrague, que ligava Santarem a Coimbra. A posição geografica da freguesia de Alburitel é favoravel, devido a fazer a ligação entre Ourém e Tomar.
A religião destas gentes tem a ver com a antiguidade dos seus templos, certificam-no a capela de S.Salvador nos Toucinhos, construida em 1592 e a ermida de N. S. da Ajuda, fundada em 1604.
A paisagem da serra, com as suas "lapas" e Vales é apresivel o olhar dos visitantes e a mistura da vinha com os olivais firmados sobre escarpas calcárias.
Alem de ter equipamentos sociais e desportivos, que proporcionam uma boa qualidade de vida á população, a freguesia concentra alguns serviços e postos de comercio, bem como muitos jovens.
Alburitel é conhecido pelas casas de petiscos existentes na localidade. Convida por isso a uma breve paragem com direito a um passeio pelas encostas panorâmicas, seguindo de uma visita aos templos mais antigos e, culminado por fim com uma excelente experiencia gastronomica.
Quanto à génese do topónimo "Alburitel", a mesma é explicada através de duas versões; uma aponta que a sua forma deriva do árabe, reconhecendo-lhe semelhanças com a palavra espanhola "Alborete", cujo significado é "correio"; o argumento apresentado para justificar esta versão é que no limite desta freguesia passava, pelo "Vale do Azurrague", a estrada medieval que ligava Santarém a Coimbra, pelo que seria então possível que ali existisse um posto de entrega de correspondência.
A outra explicação filia-se no nome de um tal "Álvaro Teles", que se julga ter sido fidalgo e senhor destas terras, e cuja junção dos seus dois nomes, seguida da corrupção da mesma, originaria a palavra "Alburitel". O nome de Álvaro Teles acabou mesmo por ser dado à rua principal da freguesia.
A junta de freguesia da Urqueira não tem página na NET, mas uma pesquisa no Google permite-nos determinar a sua composição:
Presidente António Marques das Neves (PPD/PSD)Existem ainda múltiplas referências a esta freguesia, algumas com algum interesse:
Secretário Armando Duque Valente
Tesoureiro Luís Miguel de Brito Pascoal
No notícias de Fátima
A lista da CDU às autárquicas de 2001
A história da construção da Capela
A escola da Amieira, imbróglio de que nunca mais tivemos notícias.

Escudo de vermelho, dolmen de ouro realçado de negro, entre dois pinheiros de prata, arrancados do mesmo e frutados de verde; em contra-chefe, três coticas ondeadas de prata e azul. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro em maiúsculas : " URQUEIRA".

É a terra do velho amigo Amândio do Colégio Fernão Lopes, aquele que ia e vinha todos os dias de bicicleta
Sobre a mesma, encontrei esta interessante resenha histórica:
Freguesia desanexada de Olival em 1928, revelou-se no último quartel deste século como uma região de grande importância arqueológica, tendo vindo a merecer uma atenção especial por parte de diversos estudiosos que não hesitam em considerá-la uma das freguesias historicamente mais ricas do concelho.Via Distritos de Portugal
A antiguidade milenária desta terra é atestada pela própria toponímia - Vale das Antas e Urqueira (Orqueira - Orca) - apontando para a existência na localidade de túmulos sepulcrais de eras pré-históricas.
Indiciando isso mesmo, temos ainda a carta de Couto passada por D. Afonso Henriques ao Mosteiro de Santa Maria de Tomaréis, na qual o monarca se refere claramente a uma “mamoa” que por ali se encontrava: “Vadit ad mamonam vertente acqua quomodo vadit ad orcariam”. Na actualidade parece não haver grandes dúvidas de que as terras de Urqueira abrigaram uma “civilização megalítica”, podendo mesmo já serem habitadas em finais do Eneolítico.
É pelos finais do reinado de D. Afonso Henriques que se dá a primeira tentativa de povoamento de "Orqueira", outorgando-se em 1180 uma carta de povoação, mas apesar dos maiores esforços dos frades de Tomaréis no sentido de desbravar o denso matagal, nada se conseguiu. Nova tentativa e coroada de êxito, é feita por D. Dinis em 1299 mas agora entregando o lugar para povoar a Martim Lourenço de Cerveira, tornando-se este o fundador do actual lugar de Urqueira. Na carta passada por D. Dinis referia-se expressamente que Martim Cerveira possuiria a povoação “durante toda a sua vida como donatário, obrigando-se a revertê-la à coroa após a sua morte,
com todas as suas benfeitorias”.
Aqui nesta freguesia, no lugar do Estreito, passou-se há 300 anos um episódio que ficou nos anais da região e que foi dado a conhecer por Frei Agostinho de Santa Maria no seu “Santuário Mariano”. O conde de Castelo Melhor, D. Luís de Sousa e Vasconcelos, também primeiro ministro de Afonso VI, após ter perdido o valimento junto do novo monarca, D. Pedro II, irmão do anterior, a quem depôs, fugiu disfarçado acabando por encontrar refúgio nesta aldeia.
Algum tempo decorrido, três cavaleiros provenientes de Lisboa, de passagem por ali, surpreenderam-no quando acompanhava um lavrador que conduzia uma carrada de mato. Ao notar o interesse que os cavaleiros mostravam por si, afastou-se sorrateiramente, seguido pelo lavrador, que descarregou sobre ele todo o mato que transportava, frustrando assim os intentos dos cavaleiros que acabaram por se afastar.
Saído do esconderijo, D. Luís atribuiu o caso à intervenção de Nossa Senhora do Testinho, de cuja imagem, oferecida pelas religiosas de Santo Alberto de Lisboa, jamais se apartava. O conde fugiu do País, mas, quando anos mais tarde regressou, quis pagar a dívida contraída com Nossa Senhora do Testinho, ao defender-lhe a vida no esconderijo do Estreito.
Então, como conta o “Santuário Mariano”, o conde “mandou levantar neste sítio uma ermida a Nossa Senhora, e nela mandou colocar uma imagem sua de madeira estofada, com o Menino Deus sentado sobre o braço esquerdo, a qual faz de estatura três palmos e meio, compondo a ermida de todos os ornamentos necessários, consignando renda própria para a sua fábrica”. Além de entronizar a imagem na ermida, o conde mandou gravar uma inscrição em latim, evocativa, e do ano de 1687.
O outro templo de culto da freguesia é a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Piedade, com nave coberta de tecto de madeira e a capela-mor abobadada. No trono, dentro de uma maquineta, está a imagem da padroeira, bonita escultura de madeira do princípio do século XVIII.
Nossa Senhora da Piedade é o orago da freguesia de Urqueira, sendo o segundo Domingo de Agosto o dia destinado à sua celebração.
Por acaso, ontem descobrimos a página da freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias.
A minha opinião é que seria bom que todas as nossas freguesias tivessem uma página na Internet e que a partir da mesma aos cidadãos fosse possível tratar assuntos, pedir esclarecimentos e inclusivamente fazer acesso à Câmara.
Vamos prosseguir esse passeio.
E pergunto-me: haverá por aí algum candidato que queira modificar um panorama que é com certeza pobre, garantindo que, com a sua eleição nas próximas autárquicas, fará que os sistemas de informação e comunicação se articulem num todo harmonioso em ordem a chegar ao mais longínquo munícipe?

Este livro é algo extremamente bem feito dirigido aos trabalhadores.
“A concepção puramente materialista de que o trabalho era um mal necessário, opôs-se a vontade de libertar o trabalho da sua maldição e de lher dar o valor dum serviço honroso. Todo o trabalho útil representa um serviço prestado à comunidade e tem, por esta razão, a sua honra”.
E quem poderia discordar destas palavras que, em 1941, foram distribuídoas pelo nosso país e onde se enaltecia as novas condições de trabalho na Alemanha? Ainda no mesmo documento, um conjunto de fotografias documentando elementos que acompanhavam essas condições de trabalho: recreio nos jardins depois de almoço, desportos e alegria, ping-pong, a biblioteca da fábrica...
Enfim, propaganda elaborada por alguém extremamente competente.
segunda-feira, junho 06, 2005
Sabiam que esta lendária freguesia tem uma página toda bonita na Internet? Vejam, está aqui.
Por Rosalina Melro
Corria o ano de 1136. Num dos seus ousados e bem sucedidos fossados, D. Afonso Henriques arrebatava a fortaleza de Abdegas, atalaia mourisca alcandorada em elevado morro, num lugar de difícil acesso que travava o avanço dos Cristãos para a linha do Tejo.
Entre os intrépidos guerreiros das hostes do Conquistador encontrava-se o lendário Traga-Mouros, filho de Hermígio Gonçalves, companheiro de Afonso Henriques desde a meninice nas terras galegas do Condado Portucalense. É dos amores desse temível guerreiro que hoje iremos falar. Mais uma lenda apenas. Uma das muitas versões que correm na vila velha de Ourém. Lenda que imortaliza a mais amada de todas as mouras, a doce Fátima, baptizada Oureana pelos cristãos, a bela filha de Abu Déniz, capitão da fortaleza de Alcácer do Sal, nas terras de mar e sol que se alongam para o Sul, a Ocidente do antigo Garbe.
Crelo não errar se disser que de todas as lendas reunidas por Almeida Garrett, a mais poética e, também, a mais dramática é esta Lenda de Ourém, onde se conta a história de um amor que se prolonga para além da morte, pois reúne, na mesma campa aberta em terra sagrada do adro da igreja do Castelo de Ourém, os corpos de Oureana e de Gonçalo Hermigues, o Traga-Mouros. Mas comecemos a Lenda tal como a ouvimos nas terras que foram de D. Teresa, infanta de Portugal.
O galã da "Lenda de Oureana" é dotado de superiores talentos, posto que é o primeiro de todos os belos Trovadores que iniciam as cantigas em Lingua Galega com o novo modo de trobar trazido pelos Cruzados que, dos longínquos castelos da doce Bretanha, tinham vindo auxiliar nas lutas contra os Mouros nos tempos da reconquista. A sua voz melodiosa, a sua arte sublime de poeta, a sua sensibilidade ao dedilhar o alaúde, eram um poder mágico que abria ao guerreiro-trovador as portas de todos os castelos cristãos da Galiza até Coimbra.
Os Mouros tinham esfacelado o seu valente pai, apelidado de Lutador, durante aquela sangrenta Batalha de Ourique, num golpe de traição. Chorou-o como D. Afonso Henriques que, logo em seguida, auxiliado por poderes divinais, degolou cinco reis mouros e desbaratou o poderoso exército da moirama. Gonçalo Hermigues substitui, então, no lugar de valido do rei, o seu nobre pai. Recebe a honra de governar o Castelo de Abdegas acompanhado de um valente punhado de nobre guerreiros, todos jovens e bem treinados nas duras lutas contra o infiel.
Numa noite de S. Joáo, os moços cavaleiros entretinham-se em jogos de lanças, quando um dos mais ousados propôs um treino mais proveitoso nessa noite de amores e de folgança para cristão e para mouros. Em breve, cavalgavam nos areais, batidos por mansas ondas. Embarcam no batel dos cruzados, ancorado junto à praia. Rompia a madrugada, de um S. João exaltante, quando o batel chegou à foz do Mira. Atracaram, em silêncio, frente aos campos floridos de Alcácer. Subitamente, vindo do lado do Alcazar, o vozear pipilante de um bando de formosas e jovens mulheres. Destancando-se de todas as outras, a mais garbosa era Fátima, a filha dilecta do governador do castelo. Sobre ela tombaram os olhos de Gonçalo Hermigues. Por ela ficou enfeitiçado o Traga-Mouros. Logo, esquecidos os perigos, ele improvisa uma trova sublime. Desse momento se acham vestígios nos Cancioneiros Medievais.
Sem temor, a doce Fátima corria para os braços do Trovador. Tomados de êxtase, cada um dos cavaleiros arrebata uma moirinha. No ar perfumado de giesta e rosmaninho, ouviam-se as trovas, que haveriam de dar o nome a Oureana:
Oureana!Oureana! Oh! Tem por certo
Que esta vida, de viver,
Toda a vida se olvidou naquele aperto.
E o que em troco eu vim a haver
Não há mais para se ver.
Ora vos tenho, ora não
E um a um eles que chegaram
Já me apanhaste e já não...
D'aqui largam e d'ali pegam,
que anda tudo ao repelão
Por mil golvos retoiçando
Ai,ai, que vos avistei!...
Já sei por que ando lidando,
Que em tais terras bem pensei
Melhor fruto não verei.
Entretanto, aproximava-se uma chusma de mouros, bem armados de alfanges e adagas reluzentes. Corriam a salvar as suas irmãs e noivas. Então, o corajoso Gonçalo Hermigues deitou o corpo de Fátima, que entretanto desmaiara, sobre uma pequena duna e ordenou aos companheiros que fossem para o batel e o aguardassem. Sozinho, fez frente aos aguerridos sarracenos e, num repente, tomava a amada contra o seu peito e entrava no batel salvador. Alquns dias mais tarde, pela lua cheia de Agosto, grande festa anima a sua herdade, cerca do Castelo de Abdegas. Música e danças e muitos folguedos celebram a alegria da conversão da bela moura. Nesse dia, fora celebrado o baptizado e logo em seguida o casamento cristão da filha de Abu Déniz que tomara o nome de Oureana. Tanta fama teve a sua beleza e a força do seu amor que o povo trocou o nome de Abdegas pelo de Ourém. Mas o drama da manhã de S. João ferira de morte o coração dividido de Oureana. Saudades da família e das terras do Sul entristeciam-lhe a alma e roubavam-lhe o alento. Numa manhã cinzenta de Abril, começavam a florir as rosas brancas no jardim do Castelo, Oureana caía morta no caminho pare a igreja. Inconsolável, o Traga-Mouros encerra a sua dor e a sua juventude na branca cela de um Convento. Diz-se que todas as manhãs, quando o sol nascia, ele vinha rezar junto da campa da sua amada, com uma rosa branca entre as mãos que nunca mais dedilharam as cordas do alaúde. E, porque de amor também se morre, foi sobre a campa de Oureana que, num triste dia de Novembro, abandonou esta vida de paixóes. Os dois ficaram, para sempre, unidos nesse pedaço da terra de Ourém. Terra de ligaçoes profundas entre os homens e os deuses. Terra de fé e de elevados ideais, cultivados de geraçao em geracão, pelos seus filhos, descendentes de Gonçalo Hermigues, o Traga-Mouros.
In "Suplemento Cultural de O Mirante" de 3/9/97
O presidente David tem toda a razão
Quero ter a casinha no meio da horta.
Quero criar coelhos e galinhas para auto-consumo nas ruas da cidade.
Quero o centro comercial em cima de leito de cheia.
Quero destruir todos os jardins que me aprouver.
Quero mandar as casas antigas às urtigas.
O PDM é um espartilho.
Impede a minha acção.
Eu sou o desenvolvimento. O crescimento. O que rebenta com tudo muito mais cedo...
... o que enche os bolsos dos que já têm tudo.
E eles, fiéis lacaios, a tudo dizem que sim.

O sítio do bilhar

Julgo que esta fotografia ainda mostra a maravilha que desfrutávamos no Avenida. Não há pormenores esquecidos: o brazão da nossa terra, o mapa do concelho
Deixemos falar as fotografias...
... e um grande obrigado ao Outrora.

Um exercício de contemplação

É isso...
Qualquer passagem pelo Mega Fauna é um exercício de contemplação, num ambiente muito puro e que nos faz sonhar com algo diferente do que esta luta diária pela subsistência exige.

O título só por si é expressivo: deter a marcha do povo soviético cujas realizações tanto assustavam o ocidente...
A história veio a demonstrar a total desfaçatez deste objectivo: mais do que uma muralha contra o quer que fosse, o exército alemão foi um instrumento de agressão às democracias ocidentais, aos povos vizinhos e sucumbiu sem qualquer glória. Acusando os outros de assalto, esta propaganda tenta esconder o que verdadeiramente estava nas intenções dos seus promotores.
domingo, junho 05, 2005
Termina um ciclo, dito de leitura inocente, começa outro de exame, apreciação. Tenho algum receio relativamente à forma como o vou abordar, espero que os meus amigos perdoem alguma incorrecção pois o assunto é bem mais sério que o anterior. Talvez devesse ficar calado, mas não tenho a certeza se o silêncio será a melhor formar de criar alertas, de consciencializar...
Julgar-se-ia que, dada a tradicional desorganização do país e dificuldade em as coisas, as novas ideias chegarem a Ourém que a divulgação das ideias nazis nunca aqui terá existido.
A apreciar pelos exemplos que recolhi, tal suposição é falsa.
A ideologia nazi soube organizar-se, criar documentos de propaganda e fazê-los chegar aos pontos mais recônditos da nossa terra. Que estruturas utilizava para o conseguir não sei dizer, admito inclusivamente que fosse a distribuição normal em cafés e tabacarias que punha à disposição dos oureenses o material ideológico. Uma coisa é o que as pessoas pensavam após o conhecimento dos horrores associados a Hitler e aos seus apaniguados, outra o que decorria do dia a dia de uma guerra que se temia, mas de que ainda não se conhecia o malvado. Este era sentido fundamentalmente pelo povo judeu, pelos polacos...
Os documentos que tenho para vos mostrar são relativamente elucidativos. A Alemanha nazi tentava seduzir as classes trabalhadoras, procurando apresentar-se como detentora do mais elevado expoente em termos de condições de trabalho e via a sua principal inimiga na sociedade soviética.
A semana que se materializa no arquivo ora encetado vai apresentar aos oureenses, à razão de um por dia e intercalados com posts normais, alguns dos elementos em que se materializava a propagação dessa ideologia: tudo bem urdido, pensado, organizado e executado.
É inqualificável o discurso e a arrogância de Jardim.
Como é que um paquiderme daqueles (sem ofensa ao bicho) pode estar há trinta anos no poder no nosso país?
E vai continuar. E quem deve não reage, demonstrando que a falta de civismo é estimulada por aqueles que detêm posições importantes neste cantinho afinal tão tolerante.
sábado, junho 04, 2005

Um livro de estudo da 1ª República

Em todos os países cultos se tem reconhecido a vantagem de desenvolver a instrução e, ao mesmo tempo, dar a todos os cidadãos uma educação que os torne aptos para bem cumprirem os seus deveres e exercerem os seus direitos. Por isso, modernamente, as lições de civismo constituem em toda a parte cursos obrigatórios e ocupam nas escolas primárias o lugar mais importante.
Já entre os povos antigos as crianças eram guiadas por mestres competentes no estudo das questões que interessam à sua futura vida pública; e na Grécia e em Roma - cuja história é um maravilhoso campo onde se encontram estímulos e ensinamentos da maior utilidade - a missão da escola quase se resumia em formar bons cidadãos.
Nos países modernos, principalmente naqueles que se orientam por instituições democráticas, o sentimento instintivo do amor da pátria é robustecido pelos exemplos da história; e a maior preocupação é formar o carácter da mocidade, ensinando-lhe todas as virtudes cívicas sem a s quais não pode haver progresso.
Em Portugal, esse estudo, tão importante e tão necessário, só nos últimos tempos se tem desenvolvido um pouco.
De acordo com o Correio da Manhã, os deputados levam mais um milhão desta vez através de um reforço do orçamento da Assembelia da República para pagar subsídios de reintegração a 64 não eleitos.
O jornal dá os nomes dos que se habilitaram, mas fiquei tão enjoado que nem tive a coragem de ver.
Depois dizem que somos nós que andamos a diabolizar a classe política.
Acho que falta a esta gente algo como educação cívica para não pensarem que estão acima do povo que os elegeu. Como vão longe os tempos da 1ª República como demonstrará o livrinho que temos para mostrar no próximo post.
No dez de Junho, Sampaio vai desfazer-se em condecorações a portugueses ilustres. Leonor Beleza (ainda estou para descobrir que valorosos feitos praticou e, caso os tenha, por que terá sido excluído Costa Freire... e o GTI), Elisa Ferreira, Nicolau Breyner, Sevinate Pinto, Catarina Furtado estão entre os homenageados pelo nosso estimado presidente. Tenho alguma esperança que, algum dia, o José Castelo Branco ou outro insigne frequentador da quinta das celebridades venha a ser considerado.
Enfim, a total vulgarização de uma prática que acaba por tirar todo o significado ao 10 de Junho... e que me faz lembrar o que já se dizia com as condecorações no tempo de Salazar: "eles condecoram-se uns aos outros".
sexta-feira, junho 03, 2005
O nosso simpático Ministro das Finanças desfruta de uma reforma de 8000 euros mensais do fundo de pensões do Banco de Portugal em acumulação com o seu vencimento.
É sem dúvida uma pessoa de bem e digna de toda a confiança como garante o Eng. Sócrates. Isso não está em questão. Só que, relativamente a pessoa tão boa e solidária, não se compreende porque não se junta aos sacrifícios que exige aos portugueses. Porque, certamente, em 6 anos de serviço, nunca fez descontos para ter uma reforma daquele montante.
Sinopse pela MediaBooks: «(...) a história de um velho jornalista de noventa anos que deseja festejar a sua longa existência de prostitutas, livros e crónicas com uma noite de amor com uma jovem virgem.Inspirado no romance A Casa das Belas Adormecidas do Nobel japonês Yasunari Kawabata, o consagrado escritor colombiano submerge-nos, num texto pleno de metáforas, nos amores e desamores de um solitário e sonhador ancião que nunca se deitou com uma mulher sem lhe pagar e nunca imaginou que encontraria assim o verdadeiro amor.
Rosa Cabarcas, a dona de um prostíbulo, conduzi-lo-á à jovem com quem aprenderá que para o amor não há tempo nem idade e que um velho pode morrer de amor em vez de velhice.
A escrita incomparável de Gabriel Garcia Marquez num romance que é ao mesmo tempo uma reflexão sobre a velhice e a celebração das alegrias da paixão.»
De acordo com a página em linha do Público, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, admitiu ontem à noite a hipótese de o referendo à Constituição europeia não se realizar em Portugal, caso haja consenso no sentido de travar o processo de ratificação no próximo Conselho Europeu...

Resistir à ocupação espanhola

Océlia é a filha do imperador inca Atahualpa Capac Amarú, traiçoeiramente preso em 15 de Novembro de 1532 por Francisco Pizarro e mandado matar em 29 de Agosto de 1533. Todos os seus actos são subordinados ao desejo ardente de vingar a morte do pai e livrar o seu país da escravidão. Ela simboliza o amor da pátria.
Mas há outras personagens.
Ima, pela sua dedicação e afeição sincera à irmã e pela sua doçura e bondade, simboliza o amor fraternal em todo o seu mais ardente ardente e afectuoso sentir.
Frei Cervantes é o tipo de homem sensível e entusiasta nos seus afectos, deixando-se facilmente apaixonar por tudo o que é generoso e grande.
Francisco Pizarro era o governador do Peru. Nem o próprio nome sabia escrever: quando, como governador do Peru, assinava qualquer documento, fazia dois traços e entre estes é que o secretário escrevia Francisco Pizarro.
Gonçalo Pizarro é robusto e valente, mas de uma avidez insaciável e dum orgulho sem limites sendo ao mesmo tempo tão ignorante como o irmão, mas sem ter a inteligênia deste.
Enfim, personagens para uma peça em cinco actos: lutar até vencer ou morrer; descrença e deseperança; vae victis; sublime amor fraterno; hecatombe nos céus e na terra.
Trata-se de mais um livrinho, com 176 páginas, do espólio de um oureense que viveu na nossa terra no século passado.
quinta-feira, junho 02, 2005
Era uma das últimas maravilhas de Ourém.
Mas a globalização não perdoa. De acordo com o NO que sairá amanhã, a farmácia Leitão, em plena Praça dos Carros, no dia 28 de Maio, foi assaltada por um encapuçado que levou cerca de 200 euros com toda a facilidade. Fugiu numa viatura onde um segundo indivíduo o aguardava ao volante. Visto do Central até deve ter sido giro, mas...
Não os parem já, não...
É caso para perguntar aos candidatos David Catarino e José Alho o que vão fazer para melhorar a segurança dos oureenses.
«Nascido no sul da Califórnia no século XVIII, Diego de la Vega é um rapaz preso entre dois mundos. O pai, um militar aristocrata espanhol, é um importante latifundiário. A mãe, por outro lado, é uma guerreira da tribo indígena Shoshone.Da avó materna, Coruja Branca, aprende os costumes da sua gente, enquanto que do pai aprende a arte da esgrima e como marcar o gado. Durante a infância, cheia de traquinices e aventuras, Diego é testemunha das brutais injustiças que os indígenas norte-americanos enfrentam pela parte dos colonos europeus, e sente pela primeira vez um conflito interior em relação à sua herança.
Aos 16 anos, Diego é enviado a Barcelona para receber uma educação europeia. Num país oprimido pela corrupção do domínio Napoleónico, o jovem decide seguir o exemplo do seu célebre professor de esgrima, e adere À Justiça, um movimento clandestino de resistência, que se dedica a ajudar os pobres e indefesos. Imerso num mundo de um ambiente de revolta e desordem, enfrenta pela primeira vez um grande rival que vem de um mundo de privilégio.
Entre a Califórnia e Barcelona, o novo mundo e o velho continente, forma-se a personagem do Zorro, nasce um grande herói e começa a lenda. Depois de muitas aventuras – duelos ao amanhecer, violentas batalhas marítimas com piratas e resgates impossíveis – Diego de la Vega, conhecido também como Zorro, regressa à América para reclamar a propriedade onde cresceu, em busca de justiça para todos aqueles que não podem lutar por si próprios.»
Sinopse elaborada pela Mediabooks
Quando eu voltar,
que se alongue sobre o mar,
o meu canto ao Creador!
Porque me deu, vida e amor,
para voltar...
Voltar...
Ver de novo baloiçar
a fronde magestosa das palmeiras
que as derradeiras horas do dia,
circundam de magia...
Regressar...
Poder de novo respirar,
(oh!...minha terra!...)
aquele odor escaldante
que o humus vivificante
do teu solo encerra!
Embriagar
uma vez mais o olhar,
numa alegria selvagem,
com o tom da tua paisagem,
que o sol,
a dardejar calor,
transforma num inferno de cor...
Cada vez melhor o Mega Fauna
Quinta-feira.Dia de mercado em Ourém.
Há uns cinquenta anos, na casa do Largo de Castela, eu e a minha mãe preparamo-nos para a habitual visita à feira.
A gatinha branca e preta dorme sobre uma almofada no recanto da escada.
Há pouco, o Armindo passou por aqui de bicicleta para trocarmos cromos da bola. De uma assentada, obtive o Vasques, o Rogério e o Carlos Gomes.
Finalmente, saímos de casa, mas ainda tivemos tempo para uma visita à vizinha que prepara a mudança para o bairro dos pobres.
Descemos à Avenida, passámos ao chafariz frente ao Sabino, chegámos à praça dos carros. Frente ao Central, a bicha para comprar o Mundo de Aventuras, atingia quase a loja do Povo. Lá estavam o Abel, o Rui Costa, o Pintassilgo nos seus catorze, quinze anitos.
A nossa primeira visita é ao mercado da fruta. Depois, descemos, frente à igreja para o mercado do peixe. Lembro-me de um conjunto de bancadas em pedra, mais ou menos ao ar livre que depois foi substituído pelo mercado já descontinuado. Sabia que ia ser dia bom com carapau grelhado e tangerinas...
Alguém apregoa um folheto com os versos do Dr. Preto. Ora bolas! Não haverá ninguém em Ourém que me empreste por uns dias uma preciosidade destas? Mas naquele tempo não lhes ligava muito. Eu estava com o sentido naquilo que o meu irmão compraria no Central.
E de repente, uma voz anuncia bem alto:
- Olha a história da escrava cristã! Comprem levem para vossas casas uma história que vai derreter os vossos corações...
Contemplei embevecido aquele livrinho. Tão bonito. Tão fino, se calhar tinha ilustrações, se calhar era de continuação. Mais tarde, vim a descobri-lo neste espólio...
quarta-feira, junho 01, 2005
Curiosamente publicou trabalhos no Mosquito, no Mundo de Aventuras, no Cavaleiro Andante e no Jornal do Cuto.
Trata-se de um autor que chegou a ter problemas no nosso país quando este era governado pela ditadura salazarenta. Trabalhou em Itália, militou no PArtido Comunista Francês e deixou-nos um património inegável em termos de banda desenhada.
Acima, a capa do FAlcão Negro e, em baixo, um pormenor de A Caminho do Oriente.

A CUF ensina

E enquanto os meus amigos se degladiam acerca do horário da biblioteca, esquecendo que ela nem disponibiliza um catálogo na INternet, eu, que, ao longo destes anos, fui investindo em alguns livrinhos, contemplo um caderno editado pela Companhia União Fabril na qual esta relatava os benefícios da utilização de certos produtos para aumentar as colheitas.
O pormenor chega à medição das mesmas em Ourém, em terras património de Sua Excelência, o Barão de Alvaiázere, como prova a figura seguinte.

A quinta do barão
terça-feira, maio 31, 2005
Nota: de acordo com o Público de hoje, 1 de Junho de 2005, esta diminuição das
deduções só se confirma para os que recebem valores superiores a 50000 euros.
Antes assim...

Fotografia dos Pa�os do Concelho de 1926 e parte do vasto terreiro que o povo baptizou de "Feira do Mês".

Por vezes, o espectáculo a partir da casa do Largo de Castela era mais animado. Se não estou em erro, regularmente, pelo dia três, realizava-se a feira do mês no largo junto à escola da Dona Iria, perto da prisão da GNR.

Ainda lá está

Desloco-me do Largo de Castela na direcção da Câmara no meu carrinho de madeira novinho em folha. Trata-se de um pau tipo cabo de vassoura atravessado ao meio por um pequeno bocado de madeira e terminado numa extremidade por uma roda com uns vinte centímetros de diâmetro que funciona em torno de um eixo que atravessa o pau. Frente à prisão da GNR saúdo o simpático prisioneiro que teve a amabilidade de me oferecer aquilo que era produto da sua tentativa de passar o tempo o mais depressa possível. Como é possível pessoa tão boa estar ali dentro, atrás daquelas grades?
Chego junto à Câmara e sigo por trás, mais à frente viro à esquerda e continuo. Começo a ouvir o som que vem da escola do Roque daqueles que decoram tabuada:
um vezes um, um
um vezes dois, dois
um vezes três, três…
Fujo dali. Ena! Que coisa difícil.

O Restaurante do Avenida

O NA insiste e lá me vai trazendo algumas imagens que acabam por dilacerar uma mente cada vez mais fraca.
Eis mais um caso que não é irrecuperável.
Tal como dizia o NO, uma sala como estas é necessária e tem toda a justificação na nossa terra. E, como eu disse, por baixo da ocupação da Marina, tudo isto lá permanece...

Criar coelhos

Está visto: o trabalho assalariado ou a produção para o mercado estão condenados quer pela ameaça do desemprego, quer pelas restrições impostas pela UE, quer pelo crescimento imparável do IVA. Os oureenses, tal como os restantes portugueses, têm que procurar novas perspectivas.
Folheando mais um livrinho que fazia parte do espólio de um oureense do século passado, deparei com alguns excelentes conselhos provenientes da campanha de produção agrícola.
Temos de tornar Ourém uma região auto-suficiente em termos alimentares. Uma boa ajuda nesse sentido será a criação caseira de coelhos.
Diz o livrinho: " Se houver o cuidado de bem espaçar as datas de cobrição durante o ano, bastam 3 fêmeas para termos em casa um delicioso prato de coelho uma vez por semana".
E noutro ponto:"Ninguém esqueça, portanto, perante as nuvens sempre mais sombriamente desenhadas no horizonte, que ter no quintal, no terraço, debaixo do alpendre ou na horta uma coelheira convenientemente povoada, é o mesmo que ter um açougue em casa!".
Mas o autor do livrinho esquece um pormenor importante: em minha casa ninguém terá coragem para fazer mal a qualquer coelho que por ali seja criado, a tendência será sempre para considerá-lo membro da família. Assim, esta ideia para ultrapassar a crise, transformar-se-ia a curto prazo em falência total.
segunda-feira, maio 30, 2005

Viva o Verão I

perante o trabalho de Manuel Morgado que pode ser apreciado no seu blog.
Não sei se é bom ou mau pois não tenho aptidão para a sua apreciação nesse contexto e sei que sou suspeito nessa perspectiva. Mas sei que gosto...
Amizade e partilha são palavras que podem caracterizar a relação de muitas pessoas com a Som da Tinta. Estou invejoso por não ter merecido esta dádiva ao Tó ou ao seu irmão (que mal conheci). Mas, se eles tiverem mais preciosidades sobre Ourém, este espaço bem as necessita. Eis o texto que acompanha a fotografia:
No começo da conversa/conferencia de Fernando Catarino, a proposito de "outras selvas" (de hoje) recordou, com alguma nostalgia, algumas coisas da antiga Vila Nova de Ourem. Entre outras, uma jazz-band (disse ele). E tambem lembrou o sempre lembrado Toná.
Pois tivemos a surpresa de um filho do "nosso" Toná, que estava presente e a participar no convivio, nos aparecer, uma meia-hora mais tarde, com esta fotografia:
Era a troupe (a "jazz-band") dos AAA. Porque todos tinham o nome começado por A, menos um a quem, para se resolver o problema, "crismaram" de... Azelha (coisas, certamente, do Toná...).
Por ordem crescente de alturas (sem contar com a mascote, que hoje terá 70 anos ou mais!):
Alho, Azelha, Abilio, Antonio "Baleco". Augusto, Andrade, Afonso A e Antonio A.
Nao é que se queira fazer concorrência aos interessantes blogs que estao a reproduzir fotos antigas (embora tenhamos algumas que estao `a disposiçao) mas nao resistimos a apresentar esta. E muito se agradece a surpresa amiga!

Sérgio Ribeiro

Depois de termos ouvido José Manuel Alho, da Atouguia, candidato do Partido Socialista à Câmara de Ourém, vamos ouvir Sérgio Ribeiro, do Zambujal, candidato da Coligação Democrática Unitária (CDU) à Assembleia Municipal (AM).
Se outros candidatos desta zona forem anunciados como cabeças de lista à Câmara ou à AM, também os ouviremos e temos a intenção de ouvir todos os cabeças de lista à Junta de Freguesia da Atouguia.
Sérgio Ribeiro, que projectos traz com a sua candidatura?
Candidato-me pela CDU com o projecto de, depois de eleito, continuar o que fiz entre 1997 e 2001, como membro da AM, e que, de certo modo, foi interrompido. Fazer da AM um orgão participado, onde as pessoas possam levar os seus problemas e discutir o que é importante para as populações. Por exemplo: nesses 4 anos, a luta da população da nossa zona, no que se refere aos fornos de carvão, passou pela AM. Portanto, o projecto em concreto depende dos problemas concretos que a população sinta, e levante, e faça conhecer...
... mas em relação aos problemas do concelho?
Em relação ao concelho no seu conjunto, a AM tem intervenção no orçamento e plano de actividades, e estarei sempre nas batalhas para melhorar o ambiente e o bem estar das populações, procurando uma boa distribuição dos meios. Num plano ainda mais geral, penso que, nos próximos 4 anos, vamos ter uma dura luta relativamente ao posicionamento do nosso concelho no ordenamento do território.
É preciso avançar seriamente numa definição regional e sair desta situação de não saber a que distrito pertencemos, de que terra somos!
.. e a nível social?
A nível social, a AM pode tomar posições relativamente às estruturas de apoio a idosos e, como membro da AM, irei dar uma atenção particular aos lares e centros de dia e aos cuidados continuados (ou contínuos) porque a população desta zona tem um elevado nível etário.
E a nível económico; a importância de Fátima?
A Fátima é muito importante e os seus reflexos económicos no concelho são contraditórios e têm de ser muito bem analisados. Acho que as potencialidades do turismo são enormes e desaproveitadas na perspectiva do concelho no seu conjunto. Outro factor de enorme importância são as remessas dos emigrantes que devem ser integradas na economia concelhia. É um dos meus “cavalos de batalha” há décadas e na AM tomarei posições institucionais.
Que quer dizer em relação aos jovens?
Como membro da AM estimularei quanto puder o associativismo e chamarei a atenção para a falta de infraestruturas de lazer e desporto da freguesia da Atouguia, para o desaproveitamento do campo de S.Gens, que se deve revitalizar, promoverei espaços como o largo da capela de S. Sebastião e as fontes das Fontaínhas (e outros, que não faltam na freguesia), que são lugares muito aprazíveis e podem estimular convívios e actividades lúdicas e desportivas.
A sua opinião sobre outros candidatos
Tenho muita consideração por quem se disponibiliza para ser candidato a representar os outros. O único que conheço, por agora, o José Manuel Alho, é um homem de que sou amigo há muitos anos e cuja vida profissional e cívica me merece muito respeito.
Últimas palavras...
Um assunto que não pode deixar de ser tratado é o do cemitério do Zambujal. A população sente ou não a sua falta? Por último: a CDU procurará tudo fazer a favor das populações e para que a democracia seja mais participativa. Mandatos na AM podem ajudar esse esforço.
domingo, maio 29, 2005

Um ambiente de trabalho saudável

Já repararam que, se logo à noite, o não ganhar, isso poderá gerar um movimento imparável, crescendo em bola de neve que poderá fazer que tenhamos de olhar a produção mais em termos das nossas fronteiras e dizer adeus à Europa que tanto nos condicionou em anos recentes.
Não me desagrada a ideia.
Aliás, ainda ontem, senti monumental tristeza perante uma reportagem de produtores de cereja de Alfândega da Fé que não conseguem escoar a sua produção apesar de ser de qualidade incomparável.
Ouvindo aquilo, nem sei para que serve um Estado intervencionista. Então não lhe poderia adquirir a produção a um preço satisfatório e lançá-la no mercado em condições de concorrência com a proveniente de Espanha?
A situação actual pode ser contraposta às campanhas de produção agrícola do século passado.
Eis um texto de 1942, inserido na campanha da Produção Agrícola e editato pela repartição de Estudos, Informação e Propaganda da direcção Geral dos Serviços Agrícola do Ministério da Economia, da autoria do Eng. Agrónomo Ernesto Burguete.
Abre com uma citação:
"... também o leite é pão, também a carne é pão".
António Luís de Seabra
O texto é escrito numa linguagem muito acessível e até amistosa, definindo a ensilagem como um dos três métodos pelo qual pode obter-se a conservação das forragens e estende-se até à página 17.


