sexta-feira, abril 20, 2007

Desterrado


"O desterrado", uma escultura de Soares dos Reis
É um pouco como me sinto aqui tão perto, mas há tanto tempo. Ourém, a Ourém que vivi, a ser paulatinamente destruída e desfigurada num falso e inenarrável processo de desenvolvimento. Olhos que não querem ver de tão solidários que são com os interesses dominantes.
Eu, afastando-me, sem vontade nenhuma de continuar a assistir... mas sem conseguir largar o passado...

quinta-feira, abril 19, 2007

Le Petit Couchon


Eis mais uma deliciosa serigrafia de Pablo Picasso, datada de 1952, que nos faz reflectir na extrema semelhança externa entre inocentes animais e alguns humanos que, por vezes, de couchon nada têm de petit.
Aqui fica um post para os amigos oureenses tentarem identificar semelhanças que se encontram por tão perto...

quarta-feira, abril 18, 2007

Uma tarde quase cultural

Ontem deu-me uma de contemplar serigrafias. Perto do local de trabalho, existe o Centro Português de Serigrafia e uma exposição de 15 trabalhos de Picasso chamou-me a atenção.
Os preços assustaram-me um pouco pelo que a abordagem prosseguiu na Internet na infrutífera tentativa de descarregar algo para o computador. As gravuras disponibilizadas são excessivamente pequenas e, por vezes, com imagem distorcida para evitar estes pequenos roubos.
Virei-me então para terras gaulesas e, pouco depois, contemplava embevecido esta “A mulher do Jarro”:

A abordagem continuou, agora sem preocupações de preços e por um mundo que me fascinava. Eis algum espólio resultante da recolha que demonstra ter sido uma tarde mais produtiva do que as manobras de engenharia académica oriundas da Independente.


terça-feira, abril 17, 2007

Às Vezes

Às vezes tenho idéias felizes,
Idéias subitamente felizes, em idéias
E nas palavras em que naturalmente se despegam...

Depois de escrever, leio...
Por que escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...

(Álvaro Campos)

segunda-feira, abril 16, 2007

E, em Ourém, também...




Fonte: World Cartoon Press 2007

Por toda a parte, a desproporção de forças acompanha o autismo, a insensibilidade social, a inversão de valores.

sexta-feira, abril 13, 2007

Ressuscitar? Ciclo?...

São uns brincalhões...
Já passaram bem mais de três dias e ainda não sinto nada.
Quanto ao amigo Silvestre, só cabe dizer que é daqueles ciclos sem fase ascendente...
As nuvens que a câmara vai distribuir pelas juntas de freguesia não me motivam em nada. O problema central não é esse... enquanto o sistema da câmara não for modificado de forma a acolher o que o munícipe envia, essas nuvens só servirão para os filhotes blogarem ou verem o que os velhotes não querem... brr!!! larguemos o tema...
Os almoços do Garanhão na confraria também nada têm de mal. Pela primeira vez, temos um quase presidente sorridente, amigo das boas coisas da vida... mas é preciso vê-lo mais em acção... muda!!!!
Mas gostei daquela notícia da outra semana: cães em Ourém, cavalos em Fátima. É preciso pôr o pessoal na ordem. Educar os meninos para não vandalizarem quando se passeiam por aí: coitados, o que haverão de fazer com tão bons exemplos do que vêm no solo pátrio? ... bom fds

quinta-feira, abril 12, 2007

Olhem o que eles andam a fazer à nossa terra

Parece que vão destruir toda a rua de Castela para fazer prédios mais altos e garantirem estacionamento a um Centro de Saúde de funcionamento cada vez mais restrito e problemático. Até pagam indemnizações. Os actuais habitantes vêem-se por ali sufocados por construções recentes que acabaram por abafar, escurecer e matar a rua.
Prevêem-se novas negociatas...
(pá, isto é muito mais importante do que as tricas por causa das habilitações do “eng.” Sócrates – que ele estava devidamente habilitado para nos dar conta dos rendimentos é bem claro!)
trinta e tal anos, a Melanie sentiu-se tramada por o que alguém lhe fez à sua canção. Eu ainda estudava e, nas instalações da cantina e da associação de “económicas”, tantas vezes se ouviram estas palavras (e aquela voz):

Look what they done to my song ma
Look what they done to my song ma
It was the only thing that I could do half right
And it's turning out all wrong ma
Look what they done to my song

Look what they done to my brain ma
Look at what they done to my brain
Well they picked it like a chicken bone
And I think I'm half insane ma
Look what they done to my song

Oh I wish I could find a good book
To live in
Oh I wish I could find a good book
Well if I could find a real good book
I'd never have to come out and look at
What they done to my song

Ils ont change ma chanson, ma
Ils ont change ma chanson, ma
C'est la seule chose que je peux faire
Et ce n'est pas bon, ma.
Ils ont change ma chanson.

Maybe it'll all be all right ma
Maybe it'll all be OK
Well if the people are buying tears
Then I'm gonna be rich someday ma
Look what they done to my song

Look what they done to my song, ma
Ma Ma look look what they done to my song
You know they tied it up in a plastic bag
And they turned it upside down ma
Ma Ma look at what they done
Won't you look at what they done
Look what they done to my song.


Oiça "Look what they have done to my song" por Melanie Safka

quarta-feira, abril 11, 2007

A crise de um blogger sem rumo

Se até o Mounty se vai...
que fica o OUREM aqui a fazer?...
Numa terra que destrói o seu passado...
sob os olhares complacentes dos que a vivem...
sem inspiração...
sem garra...
sem vontade...
sem assunto...

sexta-feira, março 30, 2007

Turn, Turn, Turn

Não queria ir para fim de semana sem deixar algo para os amigos oureenses. Os últimos tempos têm sido de relativo abandono, o trabalho aperta muito, mas aqui fica algo que dizia muito ao pessoal da Ourém do meu tempo:

To everything (turn, turn, turn)
There is a season (turn, turn, turn)
And a time for every purpose, under heaven

A time to be born, a time to die
A time to plant, a time to reap
A time to kill, a time to heal
A time to laugh, a time to weep

To everything (turn, turn, turn)
There is a season (turn, turn, turn)
And a time for every purpose, under heaven

A time to build up,a time to break down
A time to dance, a time to mourn
A time to cast away stones, a time to gather stones together

To everything (turn, turn, turn)
There is a season (turn, turn, turn)
And a time for every purpose, under heaven

A time of love, a time of hate
A time of war, a time of peace
A time you may embrace, a time to refrain from embracing

To everything (turn, turn, turn)
There is a season (turn, turn, turn)
And a time for every purpose, under heaven

A time to gain, a time to lose
A time to rend, a time to sew
A time to love, a time to hate
A time for peace, I swear its not too late

Oiça "Turn, Turn, Turn" pelos Byrds

terça-feira, março 27, 2007

Autarquias na NET #6: Formação na área de Sistemas de Informação




Perguntámos aos prezados autarcas qual a percentagem de directores, técnicos e administrativos que, nos últimos anos, foram sujeitos ao desenvolvimento de competências na área de Sistemas de Informação (Informática na óptica do utilizador incluída).
As respostas não forma muitas como podem ver no gráfico e atenderem à mancha azul. Cerca de 50% das câmara do distrito de Évora responderam e mais de 5% negaram o desenvolvimento de competências por essas via.
Alternativamente, cerca de 12% das câmaras do distrito de Leiria garantiram ter procedido a tais acções à totalidade dos funcionários referidos envolvidos. Algumas câmaras de Aveiro (10%), Faro e Santarém parecem seguir este procedimento.
Engraçada é a posição das câmaras do distrito de Coimbra repartindo-se entra a não resposta e a resposta do valor nulo...

domingo, março 25, 2007

Quando Vier a Primavera

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

(Alberto Caeiro)

quarta-feira, março 21, 2007

Marca #15: Quim

O Quim foi o grande companheiro das horas perdidas em Ourém quando, sem nada para se fazer, lá surgia a oportunidade de jogar bilhar ou dar uma passeata a pé, conversando, conversando, conversando...
Calmo, dotado de notável paciência, cedo começou a construir o futuro enquanto nós outros mantínhamos o vínculo à boa vida.
As suas características (pessoa mais calma, mais silenciosa) e o seu maior afastamento devido a abraçar mais cedo o trabalho podem fazer parecer que interveio menos nas nossas estórias. Mas estou em crer que não foi bem assim. Ele era uma espécie do silencioso presente... Muitas vezes, e felizmente nunca perdemos o contacto, traz-me pormenores que só eram possíveis de ser conhecidos por quem lá estava.
É verdade. Ele tinha notável capacidade de retenção. O seu cérebro funcionava já como que uma verdadeira máquina fotográfica. Registava tudo. E o seu exemplo parece ter influencido os seus descendentes, não é?
Boa recordação, o Quim!

terça-feira, março 20, 2007

A Pipoca foi ao médico

Está tão preguiçosa, tão preguiçosa que só come e dorme e, recentemente, resolveu não defecar. Ou melhor, só faz bolinhas parecidas com as que os carneiros deixavam quando atravessavam, há cinquenta anos, o Largo de Castela.
Resolvemos, por isso, antecipar a sua visita ao médico.
Foi desparasitada. Vai mudar de comida (hoje de manhã parecia uma doida a provar as novas iguarias, mas não sei se daqui a uns dias não estará farta). Tem de perder um quilinho nos próximos meses.
Mas imaginam o seu terror nas mãos daquele ser terrível que a observou e palpou por tudo que era sítio. No final, subiu por mim acima, unhas bem assentes no casaco, rodeou-me o pescoço e ficou por ali, escondida, a fazer de gola de raposa. Ora digam lá que ela não conhece o grande amigo...
Ruby Tuesday

E, porque hoje é terça-feira, pensava eu que a letra desta canção era do Bob Dylan e, afinal, procurando-a pela NET, aparece-me sob a autoria da dupla Jagger/Richard. Donde virá esta minha confusão? Haverá alguma interpretação do Dylan que me tenha sugerido a paternidade? Garanto que não tenho resposta.
A letra tem daquelas passagens que nos dizem que não vale a pena viver se abdicarmos dos nossos sonhos e eu quase que juraria já ter houvido estas palavras na sua voz. Aqui está:

She would never say where she came from
Yesterday dont matter if it's gone
While the sun is bright
Or in the darkest night
No one knows
She comes and goes

Goodbye, ruby tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still Im gonna miss you...

Dont question why she needs to be so free
Shell tell you its the only way to be
She just cant be chained
To a life where nothings gained
And nothings lost
At such a cost

Theres no time to lose, I heard her say
Catch your dreams before they slip away
Dying all the time
Lose your dreams
And you will lose your mind.
Aint life unkind?

Goodbye, ruby tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still Im gonna miss you...

Confesso que, apesar da confusão, por falta de tempo, não me dei ao trabalho de procurar uma possível interpretação do Dylan. É uma perda sem dúvida, mas, para vos conpensar, deixo-vos, para além da dos Stones, uma fabuloso interpretação da Melanie (não da C, esta jogava verdadeiramente nos A...)

Oiça Ruby Tuesday pelos Rolling Stones
Oiça Ruby Tuesday por Melanie

segunda-feira, março 19, 2007

Autarquias na NET #5: Utilização de sistemas de apoio à decisão



O processo de tomada de decisão pode ser apoiado em ferramentas informáticas. Esse é um dos objectivos enunciados na maioria dos projectos de região digital definidos para o país.
Interrogámos, por isso, as autarquias acerca da sua existência no seu processo de trabalho. As poucas que responderam (56) mostram a dominância do “NÃO” (53,55% dos casos) o qual é absorvente para 5 distritos.
Em dois distritos, as câmaras que responderam (Viseu e Açores) manifestam o “SIM” na sua totalidade, resultado que, naturalmente, não pode ser extrapolado para o distrito (um dos nossos preconceitos é o de que “as câmaras mais avançadas são as que respondem”, logo, é de admitir que que a situação seja substancialmente diferente nas que não respondem). Num terceiro caso (Aveiro), não existe a reposta “NÃO”. As câmaras ou dispôem desses sistemas ou os têm em implementação.

sábado, março 17, 2007

Não venhas tarde

De manhã, quando vou para o trabalho, acho um piadão, perto da estação de Santos, deparar com uma roulotte que diz mais ou menos assim: "Não vá para a caminha sem passar na roullote da loirinha".
Em Ourém, não pode ser assim. O coma alcoólico tem que manifestar-se até às 0.00 horas. Por isso, faz todo o sentido uma frase do tipo: "Não venhas tarde, o SAP vai fechar cedo...". Curiosamente, o Público de hoje brinda-nos com um CD que traz uma pequena maravilha com este nome.

Oiça Não venhas tarde por Carlos Ramos

sexta-feira, março 16, 2007

E a casa amarela pariu um rato...
(sem desprimor para o bicho)

Afinal, o venerado presidente David só pretendia o diálogo - ele que tanto gosta de aos outros responder. Mais duas horas de abertura e uma comissão (com o presidente, a simpática presidenta e outros...) para procurar outras soluções calaram-no... os piores casos até já vão para Leiria. Isto cheira-me é a aproveitamento político.
33 Anos!!!

Por esta altura, naquele tempo, enquanto eu saboreava a semana de campo da EPAM, o Zé Quim estava a passar um mau bocado...
A um poeta


Antero por Columbano

Tu, que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno,

Acorda! é tempo! O sol, já alto e pleno,
Afuguentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares,
Um mundo novo espera só um aceno...

Escuta! é a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! são canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!

Ergue-te pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!

(Antero de Quental)

quinta-feira, março 15, 2007

Autarquias na NET #4: utilização de sistemas de gestão documental integrados com workflow


Um Sistema de Gestão Documental apoiado em ferramenta de workflow melhora a produtividade e qualidade nas organizações em termos da gestão de processos. A sua articulação com facilidades interactivas, nas autarquias, pode permitir que qualquer municipe devidamente identificado conheça o estado de algum processo que tenha submetido.
Os 55 municípios que responderam ao inquérito demonstram uma elevada propensão para a ausência deste tipo de ferramentas. É de admitir que a tendência se propague para os não respondentes.
Os concelhos de Aveiro e Lisboa parecem os mais avançados nesta matéria, mas Santarém também apresenta uma elevada propensão para a referida utilização.
Repare-se que existe uma franja interessante em implementação com Bragança, Portalegre e Setúbal a anunciar que, brevemente, se aproximarão de Aveiro e Lisboa.
E Ourém? Tenderá para o precipício azul ou para a suavidade das esverdeadas cores? O presidente David não respondeu pelo que não temos direito a saber...
Liberdade
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...

(Fernando Pessoa)

quarta-feira, março 14, 2007

E o OUREM também assina

Contra a inqualificável política de fecho de urgências protagonizada pelo Governo, o OUREM também assina. Como... não sei, uma vez que o comunicado não está ONLINE (a sugestão é que ponham em WORD a versão que disponibilizam em PDF para os que estão longe o poderem assinar) , mas aqui fica a expressão da solidariedade.
Marca #14: Pipoca



Olá!
Não pensem que sou a Pipoca d'Ourem. Não. Eu sou um gato de cidade, nasci no Algarve, junto ao aldeamento Pedras da Rainha onde, aproveitando um momento de distração, fui raptada, apenas com um mês de idade. Sou uma princesa, gosto das minhas mordomias, não estou habituada a pôr um pé fora de casa. Os meus servidores, auto-intitulados donos, trouxeram-me para aqui, mas não pensem que saio do carro. Ainda me punham a caçar esses horrorosos bichos que povoam o espaço que idolatram...



Reparem nas minhas orelhas. Não sou gato que goste muito de brincadeiras. Não tenho aspecto amigável, estou sempre danada e pronta a dar a minha ferroada. Ao contrário desse outro que povoa o blog do anónimo e anda sempre a exibir olhos de carneiro mal morto como se fosse muito terno e bonzinho. Eu não nego que os tais donos só o são enquanto me servirem...



Podem ir.
Prometeram-me um marcador, aqui, no blog. Nem outra coisa era de esperar tanto já tentaram me obrigar a servi-los. Até me quiseram nomear assessor para a segurança do presidente. Felizmente, o povo não foi na conversa. Ao contrário do que eles dizem, o povo tem sempre razão e faz muito bem as suas escolhas. Será que o meu dono era capaz de lhes trazer um Intermarché? Não creiam, ele tem a mania que é comuna e ainda nacionalizava tudo... Lá recuperava a Aldeia de Castela e tramava o negócio dos especuladores. E, com o outro, hoje podem apreciar magnífico espaço comercial... onde espero existam mil sabores para gato fino de cidade...

terça-feira, março 13, 2007

Autarquias na NET #3: o eterno problema da não-resposta



Desde Dezembro de 2006, temos vindo a solicitar aos diferentes municípios do país a resposta a um inquérito com o objectivo de conhecer melhor o seu estado actual em termos de utilização de sistemas e tecnologias da informação.
Até ao momento actual recebemos apenas 17,8% de respostas, o que é substancialmente melhor que no ano passado, mas é um número muito insatisfatório.
A distribuição de respostas por distrito é visível na figura acima. Leiria e Évora - cada um com seis câmaras a responder - foram os distritos com maior contribuição de respostas de municípios. Esta contribuição foi medida pelo indicador (total de respostas de concelhos do distrito / 55).
Como é tradicional, Ourém contribuiu para o resultado de Santarém ser pior que o desses distritos. O presidente David não perde qualidades com o tempo...
Vamos utilizar as 55 respostas como uma amostra representativa dos concelhos que respodem às questões postas por email e, a partir das mesmas, vamos tentar conhecer melhor o modo como utilizam a informática. Lá mais para a frente, daremos a conhecer, em primeira mão, os rankings de 2007 relativos aos serviços de informação autárquicos. Mas estes ainda andam a ser objecto de observação por duas turmas famintas de resultados...

segunda-feira, março 12, 2007

Aí está o Vila Shopping
Ainda há dois meses tudo parecia atrasado e já o NO traz substancial reportagem sobre a ansiada abertura do Intermarché e do centro comercial em que se insere. Excelente publicidade do órgão do património dos pobres ao detentor do património dos ricos...
Mas não é essa a razão deste post.
Falo especialmente da designação do espaço comercial: Vila Shopping.
Desconheço as razões para a mesma, mas penso que não é muito feliz já que, por todo o país, milhares de espaços comerciais poderão usufruir da mesma.
Se houve o atrevimento de designar “de Fátima” o estádio municipal de Ourém que por lá existe, porquê, de novo, esta vergonha encoberta que não usa o nome da nossa terra naquele espaço comercial contrariando tendências que se vêem por todo o lado: Cascais Shopping, Amoreiras Shopping, Gaia Shopping...
Vila Shopping é, talvez, uma referência à velha Ourém do Castelo, mas, assim sendo, também a proximidade não é factor determinante da designação. Seria talvez melhor Corredoura Shopping, Melroeira Shopping ou Beltroa Shopping.
Cá por mim, o que se pretende é apagar a memória associada àquele espaço e, se isso não acontecesse, a designação só poderia ser uma. Que ponte é aquela ali perto? Dos namorados... E que fonte lá havia? Dos namorados...
Então como deveria chamar-se o novo espaço? Não há a menor dúvida: Namorados Shopping... e deveria ter, no seu interior, painéis em azulejo lembrando a ponte, a fonte e a tradição; no exterior, bancos de jardim virados ao Castelo e à ribeira para, dali, desfrutarem a ternura que todo aquele local transmite...

sexta-feira, março 09, 2007

David contra Golias a 45Km/hora

Apesar da força do Ministério e do Governo, o PSD e o presidente David já ganharam com a guerra das urgências. O NO relata que "o presidente da Câmara de Ourém enviou já ao ministro uma carta a pedir uma reunião de urgência e caso o ministro não conceda esta audiência entretanto, o autarca deslocar-se-à a Lisboa para fazer a entrega em mãos. Nesta altura, um movimento de cidadãos está a organizar-se para acompanhar Catarino em acção de protesto. Se isso chegar a acontecer, a deslocação far-se-à por auto-estrada, a 45 km à hora e este movimento apela ao empenho da população para acompanhar esta viagem".
O blog do NO continuará a informar nesta matéria.
Lindo!
Os oureenses a caminho de Lisboa contra a política de Correia de Campos... se calhar contra tudo que vem deste Governo!
À frente, David Catarino, o presidente, impávido e sereno, no carro de serviço novo, combustível pago pelo povo..
Ao seu lado esquerdo, o anunciado sucessor, o fiel garanhão da serra, armadura reluzente e lança bem apontada, sempre pronto para a guerra.
Do lado direito, a simpática presidenta distribui sorrisos a toda a gente.
Mais atrás, a massa, a populaça, pronta para arruaça, a carne para canhão.
“Vamos contra eles! Contra os mouros! Se for preciso, virão as donas de casa batendo com os tachos... (parece-me que já ouvi isto em qualquer lado).
Todos instrumentalizados por David, pessoa que nada de bom fez pela nossa terra!
Mas a verdade é que os socialistas só devem queixar-se de si próprios (e de quem votou neles, pois claro... fazendo-os sair de preferível hibernação).

quinta-feira, março 08, 2007

Fala do homem nascido

Venho da terra assombrada
do ventre de minha mãe
não pretendo roubar nada
nem fazer mal a ninguém


Só quero o que me é devido
por me trazerem aqui
que eu nem sequer fui ouvido
no acto de que nasci

Trago boca pra comer
e olhos pra desejar
tenho pressa de viver
que a vida é água a correr

Venho do fundo do tempo
não tenho tempo a perder
minha barca aparelhada
solta rumo ao norte
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada

Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham
nem forças que me molestem
correntes que me detenham


Quero eu e a natureza
que a natureza sou eu
e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu

Com licença com licença
que a barca se fez ao mar
não há poder que me vença
mesmo morto hei-de passar
com licença com licença
com rumo à estrela polar

(António Gedeão)

quarta-feira, março 07, 2007

Poema da malta das naus

Não foi a interpretação de Adriano que conheci originalmente relativamente à "Lágrima de Preta", disponibilizada há uns dias. Lembro-me de uma obra em disco chamada "Fala do Homem Nascido", surgida em 1972, composta por 12 poemas de António Gedeão, onde essa canção aparecia na voz de Duarte Mendes. Um álbum muito forte que merecia uma reedição bem documentada e publicitada. Vou fazer uma pesquisa lá em casa a ver se descubro mais alguma canção para ripar e oferecer aos amigos oureenses. Eis os versos de uma outra, interpretada por Samuel, denominada "Poema da malta das naus":
Lancei ao mar um madeiro,
espetei-lhe um pau e um lençol.
Com palpite marinheiro
medi a altura do Sol.

Deu-me o vento de feição,
levou-me ao cabo do mundo.
pelote de vagabundo,
rebotalho de gibão.

Dormi no dorso das vagas,
pasmei na orla das prais
arreneguei, roguei pragas,
mordi peloiros e zagaias.

Chamusquei o pêlo hirsuto,
tive o corpo em chagas vivas,
estalaram-me a gengivas,
apodreci de escorbuto.

Com a mão esquerda benzi-me,
com a direita esganei.
Mil vezes no chão, bati-me,
outras mil me levantei.

Meu riso de dentes podres
ecoou nas sete partidas.
Fundei cidades e vidas,
rompi as arcas e os odres.

Tremi no escuro da selva,
alambique de suores.
Estendi na areia e na relva
mulheres de todas as cores.

Moldei as chaves do mundo
a que outros chamaram seu,
mas quem mergulhou no fundo
do sonho, esse, fui eu.

O meu sabor é diferente.
Provo-me e saibo-me a sal.
Não se nasce impunemente
nas praias de Portugal.

(António Gedeão)
in "Teatro do Mundo", 1958
A acta 8 da Casa Amarela #2: o auditor externo

Nos termos da lei, o presidente David vai nomear um auditor externo que, de acordo com a Lei das Finanças Locais, vai permitir verificar as contas do município e ajuizar sobre a conformidade do funcionamento dos serviços que dirige com os procedimentos definidos(?). É uma medida que sempre reclamámos, mas...
Não está em causa o auditor escolhido...
Não está em causa a nomeação pelo presidente...
Não está em causa a unanimidade com a oposição...
No entanto, há algo que fica de fora e, por isso, é possível deixar uma questão: e quem audita o presidente e a actual vereação?
A acta 8 da Casa Amarela #1: Promiscuidade informática

A Casa Amarela e a Compagnie des Eaux, empresa com interesses da iniciativa privada cuja designação nos lembra terras de França, vão partilhar ficheiros sobre os oureenses e os problemas que os afectam. A descrição da partilha termina num etc. como pode notar-se neste extracto da acta relativo à partilha:
Os dados e programas a partilhar seriam:
a) Bases de Dados de Ficheiros de Clientes da CGE(P) e CMO actualizáveis ON-LINE;
b) A consulta do GEOPORTAL (Sistema SIG) da CMO;
c) A actualização do Cadastro de Água, no sistema SIG da CMO, pela CGE(P);
d) A utilização do SPO para o parecer do projecto de redes prediais de águas (Projecto de Especialidades);
e) A informação ON-LINE dos embargos;
f) Etc.
o que significa que toda a nossa vida constante dos mesmos está à disposição das duas entidades. Aprovaria a Comissão Nacional de Protecção de Dados este Simplex saloio à escala de Ourém?
E quem nos garante que, saído da Casa Amarela, o presidente David não partilhe com esta os ficheiros da mesma?
Em honra do anunciado presidente - 3
Seu garanhão e cabritinho branco com armação

Seu garanhão, um dia, naufragou e foi dar a uma ilha quasi diserta. Aí, encontrou cabritinho de avantajada armação que lhe ajudava a sentir-se menos só. Escreveu muitas cartas que meteu dentro de garrafas e lançou ao mar, até que, um dia, minina de impressionante beleza, atraída pelos seus apelos, chegou também à ilha.
São indescritíveis as cenas de amor então vividas.
Mas cabritinho de avantajada armação não ficou contente. Ele ganhou ciúme e um dia, quando garanhão menos esperava, lhe aplicou com ela castigo pela sua infidelidade.
Há fotografias de tão edificante estória. Mesmo que Comissão de Ética e Bons Costumes corte a imagem, há sempre possibilidade de enganar censura. Ora experimente (cuidado! São cenas mui chocantes...) e diga como...

terça-feira, março 06, 2007

Autarquias na NET #2: Vencer a anarquia e a insegurança

Ao fim de uma semana de trabalho, a confusão impera nas hostes estudantis. O trabalho não é favas contadas, a aparente simplicidade esconde a necessidade de muitas decisões a tomar perante problemas que antecipadamente são desconhecidos. E o acesso às páginas é demorado e gera problemas dos mais variados
Claro que cabe ao docente ir aliviando muitas tarefas penosas, mas já há sinais de desespero materializados em alguns abandonos. Em contrapartida, outros, mais bravos, dizem: “esteja descansado que vou até ao fim”.
Entretanto, vou coleccionando dados sobre o inquérito feito às câmaras. Ao todo, já responderam 55 o que é francamente melhor que no ano passado. Já não farei mais qualquer tentativa nem relativamente ao venerado presidente David que, como era de esperar, engrossa as fileiras dos silenciosos. Brevemente, dar-vos-ei uma panorâmica associada às respostas a este inquérito...
Poema da Auto-estrada

Voando vai para a praia
Leonor na estrada preta
Vai na brasa de lambreta.

Leva calções de pirata,
Vermelho de alizarina
modelando a coxa fina
de impaciente nervura.
Como guache lustroso,
amarelo de indantreno
blusinha de terileno
desfraldada na cintura.

Fuge, fuge, Leonoreta.
Vai na brasa de lambreta.
Agarrada ao companheiro
na volúpia da escapada
pincha no banco traseiro
em cada volta da estrada.
Grita de medo fingido,
que o receio nao é com ela,
mas por amor e cautela
abraça-o pelo cintura.
Vai ditosa, e bem segura.

Como rasgão na paisagem
corta a lambreta afiada,
engole as bermas da estrada
e a rumorosa folhagem.
Urrando, estremece a terra,
bramir de rinoceronte,
enfia pelo horizonte
como um punhal que enterra.
Tudo foge à sua volta,
o céu, as nuvens, as casas,
e com os bramidos que solta
lembra um demonio com asas.

Na confusão dos sentidos
já nem percebe, Leonor,
se o que lhe chega aos ouvidos
sao ecos de amor perdidos
se os rugidos do motor.

Fuge, fuge, Leonoreta
Vai na brasa de lambreta.

(António Gedeão)

segunda-feira, março 05, 2007

Lágrima de preta

Os oureenses são os sortudos. Desta vez vão poder ouvir falar de António Gedeão, autor de alguns dos poemas mais bonitos postos em canção. Quem vai falar dele é Manuel Freire na Som da Tinta no próximo sábado pelas 16 horas.
Será que vão perder mais esta oportunidade de conviver numa tarde cultural intensa? Deixo-vos com um desses poemas e uma das suas interpretações:

Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

(António Gedeão)

sábado, março 03, 2007

Semana de La GAffe no Centrão






A semana que passou contou com o cinquentenário dessa figura incontornável e meio sonâmbula que parece haver em cada um de nós e a mesma pareceu habituar as democráticas assembleias em visita de executivos.
Assim, de acordo com o Castelo, na Assembleia Municipal de Ourém, sua excelência, o venerado presidente DAvid, afirmou, no seu elegante estilo, a Miguel Mangas: "o senhor pergunta o que quer e eu respondo ao que quero". Notável.
Mas que não se riam as hostes socialistas. Como que a fazer esquecer o prestigiado autarca, sua excelência, o Ministro das Finanças, Dr. Teixeira dos Santos (o Ourem mais uma vez curva-se respeitosamente e garante a total correcção e transparência da sua situação fiscal), em plena Assembleia da República, afirmou a um deputado da oposição: "eu não respondo a questões na praça pública". Um bocadinho arrogante, não é?

sexta-feira, março 02, 2007

A polícia já lá está

Anuncia-se para logo à tarde mais uma manifestação de contestação à acção do Governo.
Nas imediações do Palácio de São Bento, já se nota algo de diferente com a polícia a impedir a livre circulação e guardando estacionamento para os choques que, logo à tarde, aparecerão.
Esperemos que seja uma grande manifestação e que consiga mostrar ao Eng. Sócrates e restantes Ministros quanto nos sentimos desiludidos pela sua acção. Nunca sou contra um Governo socialista, mas este conseguiu reunir muitos ingredientes para o detestar, especialmente pelo seu autismo, arrogância e impiedade.

quinta-feira, março 01, 2007

Lady Jane

Lá para 1970, o Vitória Fernandes - um colega de curso - chegou-se junto junto de mim, conhecedor do meu sofisticado gosto musical:
- Ó Luís, comprei um gira-discos. Anda ajudar-me a escolher discos.
Aproveitei logo para o fazer adquirir as minhas preferências da altura. Ele foi na conversa e, daí a uns dias, amaldiçoava a hora em que tinha falado comigo.
Mas eu acho que não tinha razão. Uma canção rezava assim:

My sweet Lady Jane
When I see you again
Your servant am I
And will humbly remain

Just heed this plea my love
On bended knees my love
I pledge myself to Lady Jane

My dear Lady Anne
I've done what I can
I must take my leave
For promised I am
This play is run my love
Your time has come my love
I've pledged my troth to Lady Jane

Oh my sweet Marie
I wait at your ease
The sands have run out
For your lady and me

Wedlock is nigh my love
Her station's right my love
Life is secure with Lady Jane
Há loucos para tudo



Consta que um dos projectos levados por David, ontem, à Assembleia Municipal, era a instalação de algo semelhante à gravura, na muralha do Castelo virada ao Vilar.
Consta...
... ou será uma Gaffe que alguém irá desmentir?
Mas gostavam não gostavam? Confessem lá...

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Like I do

Lá para os inícios da década de sessenta, apareceu uma canção hoje relativamente difícil de encontrar. Todos os dias se ouvia na rádio quer estivéssemos em casa, na escola ou no café. Era um êxito sem igual.
A menina que a cantava chamava-se Nancy e era filha do famoso Sinatra. Ela também ficou famosa alguns anos mais tarde por causa das botas e cantando com o papá.
A versão que tenho não está no melhor estado, mas dá para entreter a actualizar isto enquanto o diabo da próxima aula não começa.
Isto são dias de espera terrível...

Oiça Like I do por Nancy Sinatra
Em honra do anunciado Presidente - 2
Serviço de quartos

Atenção: este post tem cenas que podem chocar os mais sensíveis. Se está nestas condições, abandone imediatamente o OUREM


A minina, escultural, se aproxima da porta e toca campainha.
- Meu garanhão estará? - pensa consigo mesma.
A porta se abre...


- Oh! Meu garanhão está em casa...
- Que fazes aqui?
- Venho dar uma forcinha para você, para assembleia...


- Meu garanhão, tão generoso você é...
- Vem sempre que quiseres, minha querida.


- Que vais tu fazer?
- Se ponha em posição, meu garanhão... vai ganhar uma outra alma.


-Ai! Que bom que é...
- Não lhe tinha dito?
- Uau!!!! Prende minhas mãos na cama...

- Meu garanhão, você é tão docinho...
Nesse instante, se abre a porta e... ele gritava derretido em prazer...


Sua Dona Maria faz um pequeno gesto a minina: "não fales... empresta-me o chicote".
- Me dá mais, minha querida - grita ele.
- Espere, meu garanhão...


Sua Dona Maria se aproxima de chicote na mão e mais coisa ordinária...
- Toma! Toma! Toma, meu malvado... ias então para a assembleia?
- Ai! Pára, mulher... me solta daqui... preciso trabalhar...

Autarquias na Net #1: arranque

O meu pessimismo matinal do dia de ontem foi completamente ultrapassado ao fim do dia em que a atitude participativa da segunda turma foi mui diferente. Está assim lançado o segundo projecto de avaliação de maturidade dos serviços de informação autárquicos cujos resultados serão divulgados mais oficialmente entre Julho e Setembro, mas que os meus privilegiados amigos poderão ir conhecendo à medida que os for obtendo.
Este ano, seguindo a sugestão de um aluno participante na anterior avaliação, a organização foi diferente. As funcionalidades foram divididas em Grupos de Pesquisa e são estes que são distribuídos pela força de trabalho para avaliação tendo qualquer grupo de avaliação a obrigação de examinar a totalidade dos sites. O argumento do promotor desta forma de organização, com o qual concordei, foi o de que a recolha do ano passado terá, por vezes, usado critérios incoerentes devido à divisão por distrito. Sem dúvida que, nos novos moldes, vamos ter mais coerência para além do facto de que cada Grupo de Pesquisa pode ser, após eventual integração com outro, a base para os três trabalhos que os alunos terão de produzir em seguida sobre os dados que criaram.
Os Grupos de Pesquisa criados respeitam a:
Economia e Ambiente
Informação sobre os eleitos
Informação Municipal
Interacção A
Interacção B
Local
Navegação
Prestação de contas e acesso online a processos
Publicação A
Publicação B
Atenção ao Social
Atenção aos aspectos turísticos
Integração em Região Digital
E, agora, mãos ao trabalho...

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Primeiro lote de marcadores

A partir deste momento, o OUREM exibe na coluna da direita os marcadores que tem vindo a construir.
A ciclópica tarefa ainda não está terminada, mas estes ficam já provisoriamente arrumados e oportunamente procederemos aos rearranjos que julgarmos necessários.
Neste momento, a utilização de um destes marcadores levará a até 20 posts relacionados com a marca seleccionada.
No OUREM, como podem ver, as marcas são nomes de pessoas, locais e, claro, têm de existir alguns que nos relacionem com a bicharada.
Afinal, o PEPAL chegou a Ourém

E ao 27º dia do mês de Fevereiro, muito perto do prazo limite para concorrer, desvanecem-se as dúvidas. Há vagas para 3 pessoas estagiarem: um licenciado em Engenharia Civil, um licenciado em Arquitectura e um licenciado em Informática. Dois salários mínimos durante um ano é a oferta...
A informação vem aqui e remete para a página da Casa Amarela onde apenas se encontra um link para poder descarregar o formulário que, ainda por cima, demora horas.
O constante recomeço

Hoje é dia de recomeço de mais uma das rotinas da vida - até que um dia não se recomeça mais. As oito da manhã trouxeram-me o contacto com uma nova turma e as seis da tarde trarão outro (amanhã virá a terceira, mas numa disciplina diferente). Claro que não vou reclamar com os horários tanta a sorte de haver trabalho para executar.
O interessante da história reside na tristeza com que as pessoas encararam ter de trabalhar para a elaboração do segundo ranking dos serviços de informação das autarquias. Parecia que lhes estava a dizer algo a que não estavam habituados, tendo um chegado a abandonar imediatamente a disciplina sem fazer uma mínima tentativa de pensar o trabalho. Nem o facto de poderem ficar livres da disciplina em meados de Maio sem exame, e de isto ser relativamente oficial podendo ser considerada uma experiência curricular importante os motivou... decerto foram comprados pelo Orelhas Moucas que continua a teimar em não me responder ao inquérito.
Pois é, desta vez não vim muito contente, ao contrário de outros anos. Esperemos que logo à tarde seja melhor, pois já conheço alguns dos que integram a força de trabalho.
Ao longo dos próximos meses, darei conta aos oureenses, neste espaço, e antes da publicação oficial, de aspectos organizacionais, dos diferentes passos e de alguns apuramentos.
Mas temos de mudar o título. Proponho "Autarquias Digitais". É pomposo, armadão, soa melhor que o anterior... que acham?

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

60000

Daqui a pouco, chegaremos às 60000 visitas. Um número bonito, mesmo sabendo que eu sou responsável por cerca de metade. E satisfatório quando, na dezena de milhar anterior, eu julgava não ter capacidade para prosseguir e, afinal, sem esforço de maior, a caminhada foi feita e sinto algum aumento de visitas nos últimos tempos.
Haverá temas para o futuro para chegarmos aos 100000? Talvez... Ourém está mais interessante, o governo desgasta-se, podemos acompanhar, de novo, o trabalho sobre as autarquias que amanhã vai ser agarrado por novo grupo de estudantes e tudo isto pode dar matéria para posts...
Portanto, como não é pelo cansaço que nos vergam (já o dizia o Sérgio ao acordar), vamos em frente para o objectivo 100000.
Marca #13: Kansas

Do grande Dicionário Castelaico-Oureense extraímos mais esta definição:

Kansas. Não sei se se lembram, mas, na época, o Mundo de Aventuras (e a esta distância não percebo o que é que deu na cabeça ao Roussada Pinto e amigos para fazer este disparate) só publicava histórias de cow-boys. Os nossos ídolos eram então o Cisco Kid, o Buck Jones, o Kit Carson e o Kansas Kid. O nosso Ramiro Arquimedes, pelo seu porte, pelo modo como pegava no cigarro e extraia baforadas, pelo seu temperamento que ninguém vergava, tinha notáveis semelhanças com o Kansas Kid e assim ficou para a posteridade. É desconhecido o autor da alcunha.

Cabe ainda dizer que o Kansas, que incluo no restrito grupo de Distintos Oureenses, passou muitas vezes pelo Largo de Castela, acompanhou-nos largo tempo pela adolescência, foi vítima da pólvora a que deitou fogo, jogou King no Avenida e no Parque, mas tem vindo a afastar-se de uma forma inexorável. Importa aqui destacar a sua amizade e companheirismo na nossa juventude...
O Zeca passou por Ourém



Hoje, fomos surpreendidos por esta notícia proveniente do blog da Som da Tinta:

No sábado, 23 de Fevereiro, fez 20 anos que morreu Zeca Afonso. Um grupo de jovens pediu o espaço Som da Tinta para promover uma iniciativa que homenageasse
o cantor e o homem.

O espaço foi cedido com todo o gosto e, além disso,
a Som da Tinta mostrou toda a disponibilidade para colaborar na iniciativa.

Foi uma noite linda, pá!

O facto de Zeca Afonso tanto dizer a jovens e a menos jovens, vinte anos passados sobre a sua morte, revela bem a importância da sua mensagem em poema e música, da sua forma de resistência, que tão actual parece. Tão dos nossos dias!

À livraria Som da Tinta só resta agradecer aos jovens promotores e à Vanessa (que bela voz!), ao professor José António e ao João, a excelente noite que a todos proporcionaram.

Venham mais 5... noites como esta!

Afinal, nem toda a Ourém está presa, alienada nas negociatas ao nível da sucessão no poder local. Fico feliz com esta constatação.

domingo, fevereiro 25, 2007

Dois Pontos

Ao longo da década de setenta, produziu-se uma transformação interessante nos gostos musicais deste vosso amigo que foi dando mais atenção ao álbum completo em detrimento da canção. Claro que essa transformação accompanhou o que era dominante na época e que a própria rádio ajudava a estabelecer-se.
Lembro-me de um programa de uma hora, diário, onde eram passados completamente os álbuns mais recentes. Bastava uma cassete e um gravador para se ficar a dispor da obra completa. E eu juntei muitos albuns nessas condições embora a gravação deixasse um pouco a desejar. Esse programa chamava-se "Dois Pontos".
Um dia, no entanto, lembro-me de uma concretização completamente diferente. Em vez do álbum completo, faz agora uns trinta anos, o seu autor "entremeou" Animals, Spriguns e Albion Band. Não consigo esquecer o magnífico efeito daí decorrente. Uma das canções á a que vos deixo.

Oiça "It's all over now baby blue" pelos Animals

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Sem polícia e sem urgências


Ó denodado povo de Ourém, que mal fizeste ao governo do Eng. Sócrates para assim seres tão maltratado? Ainda não se calaram os ecos do fecho da esquadra da polícia (aqui e aqui) e já se anuncia o fecho das urgências entre as 22 e as 8 da manhã (aqui) .
Agora, se adoeceres durante a noite e quiseres assistência, vais ter que te passear pelas belas estradas que te servem.
Este governo é como Saturno. Mais valia não existir porque só come os seus filhos...
Marca #12: Zeca Afonso

Faz hoje vinte anos que o Zeca morreu.

Já era esperado, mas ainda me lembro da notícia, tal como me lembro da relativa ao Adriano e ao Lennon. Notícias tristes que nos anunciam a partida de símbolos importantes para a nossa geração.

Ao longo destes quatro anos, as canções do Zeca passaram pelo OUREM algumas vezes acompanhadas por pequenas referências.

O Público anuncia a realização por todo o país de uma série de homenagens. Aqui fica mais uma: o Zeca perpetuado para sempre no OUREM com um pequeno texto e uma foto que traduz como o vimos: indissociável do 25 de Abril.
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