
Achas que o carro aguenta?
Venho a casa, a correr, para deixar extravasar alguma emoção. E se estou a precisar de escapes para as emoções que se sucedem...
Venho de uma corrida à tipografia, após um telefonema do Paulo a dizer-me que tinha um (o primeiro e por agora único) livro acabado.
Um livro cujo autor é o meu pai, um livro que é, para mim, uma homenagem muito merecida a um homem que amava Ourém como nunca encontrei outro que assim a amasse, um livro que lhe teria dado uma grande alegria saber que viria a ser publicado, 27 anos após a sua morte.
Um livro que vai ser pretexto para um encontro e um convívio sobre Ourém de ontem. E de anteontem, e de hoje e de amanhã. No domingo, 11 de Dezembro, às 16.30
E tenho-o entre as mãos, olhando-o com olhos embaciados...
Sérgio Ribeiro (1)
Joaquim Ribeiro está na primeira fila, com o bandolim, e César (o “Pele-e-osso”) é o que mexe o tacho Lá está o velho César e o Chico ainda miúdo, o António Dias e o António Ezequiel também ainda “cachopos” o António Marinho e o Bento Ferreira; o Figueiredo e o Lúcio; o João da Amélia, eu etc. E à noite, nos meus “aposentos” no Pátio do Artur, houve ceia de chocolate, feito numa panela de 20 litros e bebido por umas chávenas características, cujo nome aqui não posso dizer. Era assim um pouco a vida do nosso tempo de rapazes.
Será sem dúvida um bom momento em que hoje se falará sobre a Ourém de ontem...Dia 11 de Dezembro de 2005, Domingo, às 16.30 horas, em Ourém, na Som da Tinta, apresentação do livro de Joaquim Ribeiro, Ourém de Ontem por um painel de oureenses de ante-ontem, de ontem, de amanhã, todos oureenses de hoje (talvez se faça uma visita guiada ao “burgo”… depende de como correr a conversa, e de estar a chover ou não. Mas, isso de certeza, vai falar-se muito, e animadamente, de Ourém e dos oureenses). Apareçam!
Nesses tempos recuados havia em Ourém uma certa separação de classes, mais acentuada do que hoje mesmo. Davam-se bailes ali num primeiro andar da Praça onde só entrava o sangue azul e os altos funcionários. Em algumas casas particulares, reuniam-se para o mesmo fim comerciantes, um empregado ou outro mais “crescido” e os funcionários de menor categoria. Na associação dos Caixeiros reunia-se “a meia tigela” como se dizia, e lá para o Zé Couto e Aldeia dos Álamos a coisa descia mais ainda, em categoria, claro.
Em futuros posts traremos mais referências a este livro que nos traz uma Ourém que adorávamos...
Tenham paciênciaCom o tempo, os objectivos mudaram. Recordámos muitos dos momentos que passámos na nossa juventude. Assistimos à degradação de Ourém operada pelo poder dominante e criticámo-la veementemente. Apoiámos o Sérgio para o Parlamento Europeu. Participámos nas autárquicas. Elaborámos um livro para os amigos do Poço.
Isto vai, mas é devagarinho. Até posso estar uns dias sem me apetecer pôr aqui qualquer coisa.
Vamos até Ourém nos anos de 1972 a 1975.
Agora ainda me encontro lá com alguns como o Julito, o Quim, mas a terra fugiu-me quase completamente.
Vou tentar recuperar artigos do "Notícias de Ourém" e do "Ourém e seu concelho" dessa época. Vou opinar que quem tem governado Ourém estragou aquilo tudo porque não era da terra, faltava-lhe algo como o amor a. Procurarei mostrar algumas coisas que não podem ser destruídas.
E não se esqueçam: ainda estou a aprender utilizar isto
Até breve


Houve um ano que o Jó Rodrigues esteve como aluno interno no CFL. Torná-lo mais estudioso, dar-lhe mais gosto por essa actividade seriam os objectivos, porque esperteza e inteligência não lhe faltavam.



O ginásio do CFL ficava mais junto ao pinhal e no caminho para os moinhos e, semanalmente, lá tínhamos a aula de ginástica, vestidos a rigor: calção, blusa e sapatilhas imaculadamente brancos. No Inverno a tiritar de frio, imaginem o que aquilo era.Rapazes de Ourém, criai animo, subjugais o vício, ou melhor, os vícios, ponde de arte essa indiferença pelas coisas da vossa terra, dedicai umas horas ao desporto e vós encontrareis sempre quem vos guie.
Rapazes de Ourém o vício arruína-vos, o vício arruína a vossa família, o vício conduz sempre à degradação moral.
Praticai desporto e voltareis a ter saúde; praticai desporto e vivereis alegres; praticai desporto e vereis a vossa família cheia de vida gozando o que de melhor temos nesta vida – saúde (1).
"Ourém em estórias e memórias"
São estórias e memórias da geração de 50 e 60, num livro que Luís Vieira lança agora. Este oureense, professor universitário junta diversos textos, de diferentes autores sobre assuntos variados. O resultado é um livrinho, de 150 páginas de texto com algumas fotografias. Os textos são de Ana Prata, Júlio Henriques, Luís Nuno, Marco Jacinto, Zé Quim e Zé Rito.
Balada do Largo de Castela, Estórias do Colégio, A feira nova, Praça dos carros, Avenida, Os bombeiros, Noites de Ourém, À volta de Ourém, Crescer, Estúdios Trine, Os pasquins, 25 de Abril, Crónica da Destruição de Ourém e Em forma de conclusão são os 14 capítulos desta obra que contêm crónicas da vida de Ourém nestas décadas. Crónicas que arrancam um sorriso ao leitor e que fazem conhecer melhor a rua de Castela, a própria Ourém e os percursos de vida daqueles que escrevem os textos. Pode ainda conhecer-se as expectativas em relação ao futuro, no penúltimo capítulo. É ali que se fala de uma certa "tristeza" e se "amaldiçoa" a Ourém que se deixa aos jovens, adianta Luís Vieira, ao Notícias de Ourém ele, que também foi um dos colunistas deste jornal, antes do 25 de Abril.
"Não é um livro de conhecimento histórico embora possa ser aproveitado nesse sentido", escreve Luís Vieira. É "leve, brincalhão, por vezes extremamente lúgubre e saudosista. Por ele passam muitos dos problemas que aquela geração terá sentido, nele estão presentes muitas figuras que em Ourém terão saído do anonimato (sem preocupação de rigor ou de listagem completa)", conclui.
Este livro foi lançado agora, a propósito do vigésimo "Convívio do Poço", realizado a 5 de Novembro de 2005. Os amigos de longa data, reuniram-se num dia de reencontro, convívio, amena cavaqueira, recordações e animação.
Na sua génese, "O poço" começou por ser um grupo de jovens rapazes de Ourém. Juntavam-se para jogar algum jogo e conversar, uma espécie de tertúlia. E faziam-no em círculo, cientes que os assuntos ali tratados não deviam expirar dali, numa espécie de "código de silêncio". Daí o nome "O Poço".
O poço é agora uma "recordação" onde são recordadas "estórias" de Ourém, de cada um, contrabalançadas com os comentários sobre a vida, hoje.


Chegou ao 10. A seguir seria eu. Alguns minutos depois, lá chamavam pelo meu número. O empregado, pegou no postal, foi buscar o processo submetido há mais de dois meses (!!!) e informou-me que estava incompleto, para levar o processo e regressar mais tarde com o respectivo documento em falta. Portando, o meu atendimento demorou 2 minutos no máximo. Visivelmente irritado, perguntei se, achavam bem esperar mais de hora e meia, para ser atendido em 2 minutos! O empregado respondeu-me para me ir queixar ao ministro!
Já foi aprovado o programa cultural que vai orientar, de forma flexível, as actividades organizadas pela autarquia no decorrer do próximo ano.
Mais CenOurém, mais festa do Vinho Novo, mais Fórum Estudante e muitas mais propostas para continuar o trabalho de 2005!
Consulte aqui o documento...
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