quarta-feira, março 14, 2007
Olá!
Não pensem que sou a Pipoca d'Ourem. Não. Eu sou um gato de cidade, nasci no Algarve, junto ao aldeamento Pedras da Rainha onde, aproveitando um momento de distração, fui raptada, apenas com um mês de idade. Sou uma princesa, gosto das minhas mordomias, não estou habituada a pôr um pé fora de casa. Os meus servidores, auto-intitulados donos, trouxeram-me para aqui, mas não pensem que saio do carro. Ainda me punham a caçar esses horrorosos bichos que povoam o espaço que idolatram...
Reparem nas minhas orelhas. Não sou gato que goste muito de brincadeiras. Não tenho aspecto amigável, estou sempre danada e pronta a dar a minha ferroada. Ao contrário desse outro que povoa o blog do anónimo e anda sempre a exibir olhos de carneiro mal morto como se fosse muito terno e bonzinho. Eu não nego que os tais donos só o são enquanto me servirem...
Podem ir.
Prometeram-me um marcador, aqui, no blog. Nem outra coisa era de esperar tanto já tentaram me obrigar a servi-los. Até me quiseram nomear assessor para a segurança do presidente. Felizmente, o povo não foi na conversa. Ao contrário do que eles dizem, o povo tem sempre razão e faz muito bem as suas escolhas. Será que o meu dono era capaz de lhes trazer um Intermarché? Não creiam, ele tem a mania que é comuna e ainda nacionalizava tudo... Lá recuperava a Aldeia de Castela e tramava o negócio dos especuladores. E, com o outro, hoje podem apreciar magnífico espaço comercial... onde espero existam mil sabores para gato fino de cidade...
terça-feira, março 13, 2007
Desde Dezembro de 2006, temos vindo a solicitar aos diferentes municípios do país a resposta a um inquérito com o objectivo de conhecer melhor o seu estado actual em termos de utilização de sistemas e tecnologias da informação.
Até ao momento actual recebemos apenas 17,8% de respostas, o que é substancialmente melhor que no ano passado, mas é um número muito insatisfatório.
A distribuição de respostas por distrito é visível na figura acima. Leiria e Évora - cada um com seis câmaras a responder - foram os distritos com maior contribuição de respostas de municípios. Esta contribuição foi medida pelo indicador (total de respostas de concelhos do distrito / 55).
Como é tradicional, Ourém contribuiu para o resultado de Santarém ser pior que o desses distritos. O presidente David não perde qualidades com o tempo...
Vamos utilizar as 55 respostas como uma amostra representativa dos concelhos que respodem às questões postas por email e, a partir das mesmas, vamos tentar conhecer melhor o modo como utilizam a informática. Lá mais para a frente, daremos a conhecer, em primeira mão, os rankings de 2007 relativos aos serviços de informação autárquicos. Mas estes ainda andam a ser objecto de observação por duas turmas famintas de resultados...
segunda-feira, março 12, 2007
Ainda há dois meses tudo parecia atrasado e já o NO traz substancial reportagem sobre a ansiada abertura do Intermarché e do centro comercial em que se insere. Excelente publicidade do órgão do património dos pobres ao detentor do património dos ricos...Mas não é essa a razão deste post.
Falo especialmente da designação do espaço comercial: Vila Shopping.
Desconheço as razões para a mesma, mas penso que não é muito feliz já que, por todo o país, milhares de espaços comerciais poderão usufruir da mesma.
Se houve o atrevimento de designar “de Fátima” o estádio municipal de Ourém que por lá existe, porquê, de novo, esta vergonha encoberta que não usa o nome da nossa terra naquele espaço comercial contrariando tendências que se vêem por todo o lado: Cascais Shopping, Amoreiras Shopping, Gaia Shopping...
Vila Shopping é, talvez, uma referência à velha Ourém do Castelo, mas, assim sendo, também a proximidade não é factor determinante da designação. Seria talvez melhor Corredoura Shopping, Melroeira Shopping ou Beltroa Shopping.
Cá por mim, o que se pretende é apagar a memória associada àquele espaço e, se isso não acontecesse, a designação só poderia ser uma. Que ponte é aquela ali perto? Dos namorados... E que fonte lá havia? Dos namorados...
Então como deveria chamar-se o novo espaço? Não há a menor dúvida: Namorados Shopping... e deveria ter, no seu interior, painéis em azulejo lembrando a ponte, a fonte e a tradição; no exterior, bancos de jardim virados ao Castelo e à ribeira para, dali, desfrutarem a ternura que todo aquele local transmite...
sexta-feira, março 09, 2007
Apesar da força do Ministério e do Governo, o PSD e o presidente David já ganharam com a guerra das urgências. O NO relata que "o presidente da Câmara de Ourém enviou já ao ministro uma carta a pedir uma reunião de urgência e caso o ministro não conceda esta audiência entretanto, o autarca deslocar-se-à a Lisboa para fazer a entrega em mãos. Nesta altura, um movimento de cidadãos está a organizar-se para acompanhar Catarino em acção de protesto. Se isso chegar a acontecer, a deslocação far-se-à por auto-estrada, a 45 km à hora e este movimento apela ao empenho da população para acompanhar esta viagem".
O blog do NO continuará a informar nesta matéria.
Lindo!
Ao seu lado esquerdo, o anunciado sucessor, o fiel garanhão da serra, armadura reluzente e lança bem apontada, sempre pronto para a guerra.
Do lado direito, a simpática presidenta distribui sorrisos a toda a gente.
Mais atrás, a massa, a populaça, pronta para arruaça, a carne para canhão.
“Vamos contra eles! Contra os mouros! Se for preciso, virão as donas de casa batendo com os tachos... (parece-me que já ouvi isto em qualquer lado).
Todos instrumentalizados por David, pessoa que nada de bom fez pela nossa terra!
quinta-feira, março 08, 2007
Venho da terra assombrada
do ventre de minha mãe
não pretendo roubar nada
nem fazer mal a ninguém
Só quero o que me é devido
por me trazerem aqui
que eu nem sequer fui ouvido
no acto de que nasci
Trago boca pra comer
e olhos pra desejar
tenho pressa de viver
que a vida é água a correr
Venho do fundo do tempo
não tenho tempo a perder
minha barca aparelhada
solta rumo ao norte
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada
Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham
nem forças que me molestem
correntes que me detenham
Quero eu e a natureza
que a natureza sou eu
e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu
Com licença com licença
que a barca se fez ao mar
não há poder que me vença
mesmo morto hei-de passar
com licença com licença
com rumo à estrela polar
(António Gedeão)
quarta-feira, março 07, 2007
Não foi a interpretação de Adriano que conheci originalmente relativamente à "Lágrima de Preta", disponibilizada há uns dias. Lembro-me de uma obra em disco chamada "Fala do Homem Nascido", surgida em 1972, composta por 12 poemas de António Gedeão, onde essa canção aparecia na voz de Duarte Mendes. Um álbum muito forte que merecia uma reedição bem documentada e publicitada. Vou fazer uma pesquisa lá em casa a ver se descubro mais alguma canção para ripar e oferecer aos amigos oureenses. Eis os versos de uma outra, interpretada por Samuel, denominada "Poema da malta das naus":
Lancei ao mar um madeiro,
espetei-lhe um pau e um lençol.
Com palpite marinheiro
medi a altura do Sol.
Deu-me o vento de feição,
levou-me ao cabo do mundo.
pelote de vagabundo,
rebotalho de gibão.
Dormi no dorso das vagas,
pasmei na orla das prais
arreneguei, roguei pragas,
mordi peloiros e zagaias.
Chamusquei o pêlo hirsuto,
tive o corpo em chagas vivas,
estalaram-me a gengivas,
apodreci de escorbuto.
Com a mão esquerda benzi-me,
com a direita esganei.
Mil vezes no chão, bati-me,
outras mil me levantei.
Meu riso de dentes podres
ecoou nas sete partidas.
Fundei cidades e vidas,
rompi as arcas e os odres.
Tremi no escuro da selva,
alambique de suores.
Estendi na areia e na relva
mulheres de todas as cores.
Moldei as chaves do mundo
a que outros chamaram seu,
mas quem mergulhou no fundo
do sonho, esse, fui eu.
O meu sabor é diferente.
Provo-me e saibo-me a sal.
Não se nasce impunemente
nas praias de Portugal.
(António Gedeão)
in "Teatro do Mundo", 1958
Os dados e programas a partilhar seriam:o que significa que toda a nossa vida constante dos mesmos está à disposição das duas entidades. Aprovaria a Comissão Nacional de Protecção de Dados este Simplex saloio à escala de Ourém?
a) Bases de Dados de Ficheiros de Clientes da CGE(P) e CMO actualizáveis ON-LINE;
b) A consulta do GEOPORTAL (Sistema SIG) da CMO;
c) A actualização do Cadastro de Água, no sistema SIG da CMO, pela CGE(P);
d) A utilização do SPO para o parecer do projecto de redes prediais de águas (Projecto de Especialidades);
e) A informação ON-LINE dos embargos;
f) Etc.
Seu garanhão, um dia, naufragou e foi dar a uma ilha quasi diserta. Aí, encontrou cabritinho de avantajada armação
que lhe ajudava a sentir-se menos só. Escreveu muitas cartas que meteu dentro de garrafas e lançou ao mar, até que, um dia, minina de impressionante beleza, atraída pelos seus apelos, chegou também à ilha.
São indescritíveis as cenas de amor então vividas.Mas cabritinho de avantajada armação não ficou contente. Ele ganhou ciúme e um dia, quando garanhão menos esperava, lhe aplicou com ela castigo pela sua infidelidade.
Há fotografias de tão edificante estória. Mesmo que Comissão de Ética e Bons Costumes corte a imagem, há sempre possibilidade de enganar censura. Ora experimente (cuidado! São cenas mui chocantes...) e diga como...
terça-feira, março 06, 2007
Ao fim de uma semana de trabalho, a confusão impera nas hostes estudantis. O trabalho não é favas contadas, a aparente simplicidade esconde a necessidade de muitas decisões a tomar perante problemas que antecipadamente são desconhecidos. E o acesso às páginas é demorado e gera problemas dos mais variados
Claro que cabe ao docente ir aliviando muitas tarefas penosas, mas já há sinais de desespero materializados em alguns abandonos. Em contrapartida, outros, mais bravos, dizem: “esteja descansado que vou até ao fim”.
Entretanto, vou coleccionando dados sobre o inquérito feito às câmaras. Ao todo, já responderam 55 o que é francamente melhor que no ano passado. Já não farei mais qualquer tentativa nem relativamente ao venerado presidente David que, como era de esperar, engrossa as fileiras dos silenciosos. Brevemente, dar-vos-ei uma panorâmica associada às respostas a este inquérito...
Voando vai para a praia
Leonor na estrada preta
Vai na brasa de lambreta.
Leva calções de pirata,
Vermelho de alizarina
modelando a coxa fina
de impaciente nervura.
Como guache lustroso,
amarelo de indantreno
blusinha de terileno
desfraldada na cintura.
Fuge, fuge, Leonoreta.
Vai na brasa de lambreta.
Agarrada ao companheiro
na volúpia da escapada
pincha no banco traseiro
em cada volta da estrada.
Grita de medo fingido,
que o receio nao é com ela,
mas por amor e cautela
abraça-o pelo cintura.
Vai ditosa, e bem segura.
Como rasgão na paisagem
corta a lambreta afiada,
engole as bermas da estrada
e a rumorosa folhagem.
Urrando, estremece a terra,
bramir de rinoceronte,
enfia pelo horizonte
como um punhal que enterra.
Tudo foge à sua volta,
o céu, as nuvens, as casas,
e com os bramidos que solta
lembra um demonio com asas.
Na confusão dos sentidos
já nem percebe, Leonor,
se o que lhe chega aos ouvidos
sao ecos de amor perdidos
se os rugidos do motor.
Fuge, fuge, Leonoreta
Vai na brasa de lambreta.
(António Gedeão)
segunda-feira, março 05, 2007
Os oureenses são os sortudos. Desta vez vão poder ouvir falar de António Gedeão, autor de alguns dos poemas mais bonitos postos em canção. Quem vai falar dele é Manuel Freire na Som da Tinta no próximo sábado pelas 16 horas.
Será que vão perder mais esta oportunidade de conviver numa tarde cultural intensa? Deixo-vos com um desses poemas e uma das suas interpretações:
Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
(António Gedeão)
sábado, março 03, 2007

A semana que passou contou com o cinquentenário dessa figura incontornável e meio sonâmbula que parece haver em cada um de nós e a mesma pareceu habituar as democráticas assembleias em visita de executivos.
Assim, de acordo com o Castelo, na Assembleia Municipal de Ourém, sua excelência, o venerado presidente DAvid, afirmou, no seu elegante estilo, a Miguel Mangas: "o senhor pergunta o que quer e eu respondo ao que quero". Notável.
Mas que não se riam as hostes socialistas. Como que a fazer esquecer o prestigiado autarca, sua excelência, o Ministro das Finanças, Dr. Teixeira dos Santos (o Ourem mais uma vez curva-se respeitosamente e garante a total correcção e transparência da sua situação fiscal), em plena Assembleia da República, afirmou a um deputado da oposição: "eu não respondo a questões na praça pública". Um bocadinho arrogante, não é?
sexta-feira, março 02, 2007
quinta-feira, março 01, 2007
My sweet Lady Jane
When I see you again
Your servant am I
And will humbly remain
Just heed this plea my love
On bended knees my love
I pledge myself to Lady Jane
My dear Lady Anne
I've done what I can
I must take my leave
For promised I am
This play is run my love
Your time has come my love
I've pledged my troth to Lady Jane
Oh my sweet Marie
I wait at your ease
The sands have run out
For your lady and me
Wedlock is nigh my love
Her station's right my love
Life is secure with Lady Jane
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
A menina que a cantava chamava-se Nancy e era filha do famoso Sinatra. Ela também ficou famosa alguns anos mais tarde por causa das botas e cantando com o papá.
A versão que tenho não está no melhor estado, mas dá para entreter a actualizar isto enquanto o diabo da próxima aula não começa.
Isto são dias de espera terrível...
Oiça Like I do por Nancy Sinatra
Serviço de quartos
Atenção: este post tem cenas que podem chocar os mais sensíveis. Se está nestas condições, abandone imediatamente o OUREM
A minina, escultural, se aproxima da porta e toca campainha.
- Meu garanhão estará? - pensa consigo mesma.
A porta se abre...
- Oh! Meu garanhão está em casa...
- Que fazes aqui?
- Venho dar uma forcinha para você, para assembleia...
- Meu garanhão, tão generoso você é...
- Vem sempre que quiseres, minha querida.
- Que vais tu fazer?
- Se ponha em posição, meu garanhão... vai ganhar uma outra alma.
-Ai! Que bom que é...
- Não lhe tinha dito?
- Uau!!!! Prende minhas mãos na cama...
- Meu garanhão, você é tão docinho...
Nesse instante, se abre a porta e... ele gritava derretido em prazer...
Sua Dona Maria faz um pequeno gesto a minina: "não fales... empresta-me o chicote".
- Me dá mais, minha querida - grita ele.
- Espere, meu garanhão...
Sua Dona Maria se aproxima de chicote na mão e mais coisa ordinária...
- Toma! Toma! Toma, meu malvado... ias então para a assembleia?
- Ai! Pára, mulher... me solta daqui... preciso trabalhar...
O meu pessimismo matinal do dia de ontem foi completamente ultrapassado ao fim do dia em que a atitude participativa da segunda turma foi mui diferente. Está assim lançado o segundo projecto de avaliação de maturidade dos serviços de informação autárquicos cujos resultados serão divulgados mais oficialmente entre Julho e Setembro, mas que os meus privilegiados amigos poderão ir conhecendo à medida que os for obtendo.
Este ano, seguindo a sugestão de um aluno participante na anterior avaliação, a organização foi diferente. As funcionalidades foram divididas em Grupos de Pesquisa e são estes que são distribuídos pela força de trabalho para avaliação tendo qualquer grupo de avaliação a obrigação de examinar a totalidade dos sites. O argumento do promotor desta forma de organização, com o qual concordei, foi o de que a recolha do ano passado terá, por vezes, usado critérios incoerentes devido à divisão por distrito. Sem dúvida que, nos novos moldes, vamos ter mais coerência para além do facto de que cada Grupo de Pesquisa pode ser, após eventual integração com outro, a base para os três trabalhos que os alunos terão de produzir em seguida sobre os dados que criaram.
Os Grupos de Pesquisa criados respeitam a:
Economia e AmbienteE, agora, mãos ao trabalho...
Informação sobre os eleitos
Informação Municipal
Interacção A
Interacção B
Local
Navegação
Prestação de contas e acesso online a processos
Publicação A
Publicação B
Atenção ao Social
Atenção aos aspectos turísticos
Integração em Região Digital
terça-feira, fevereiro 27, 2007
A partir deste momento, o OUREM exibe na coluna da direita os marcadores que tem vindo a construir.
A ciclópica tarefa ainda não está terminada, mas estes ficam já provisoriamente arrumados e oportunamente procederemos aos rearranjos que julgarmos necessários.
Neste momento, a utilização de um destes marcadores levará a até 20 posts relacionados com a marca seleccionada.
No OUREM, como podem ver, as marcas são nomes de pessoas, locais e, claro, têm de existir alguns que nos relacionem com a bicharada.
E ao 27º dia do mês de Fevereiro, muito perto do prazo limite para concorrer, desvanecem-se as dúvidas. Há vagas para 3 pessoas estagiarem: um licenciado em Engenharia Civil, um licenciado em Arquitectura e um licenciado em Informática. Dois salários mínimos durante um ano é a oferta...
A informação vem aqui e remete para a página da Casa Amarela onde apenas se encontra um link para poder descarregar o formulário que, ainda por cima, demora horas.
Hoje é dia de recomeço de mais uma das rotinas da vida - até que um dia não se recomeça mais. As oito da manhã trouxeram-me o contacto com uma nova turma e as seis da tarde trarão outro (amanhã virá a terceira, mas numa disciplina diferente). Claro que não vou reclamar com os horários tanta a sorte de haver trabalho para executar.
O interessante da história reside na tristeza com que as pessoas encararam ter de trabalhar para a elaboração do segundo ranking dos serviços de informação das autarquias. Parecia que lhes estava a dizer algo a que não estavam habituados, tendo um chegado a abandonar imediatamente a disciplina sem fazer uma mínima tentativa de pensar o trabalho. Nem o facto de poderem ficar livres da disciplina em meados de Maio sem exame, e de isto ser relativamente oficial podendo ser considerada uma experiência curricular importante os motivou... decerto foram comprados pelo Orelhas Moucas que continua a teimar em não me responder ao inquérito.
Pois é, desta vez não vim muito contente, ao contrário de outros anos. Esperemos que logo à tarde seja melhor, pois já conheço alguns dos que integram a força de trabalho.
Ao longo dos próximos meses, darei conta aos oureenses, neste espaço, e antes da publicação oficial, de aspectos organizacionais, dos diferentes passos e de alguns apuramentos.
Mas temos de mudar o título. Proponho "Autarquias Digitais". É pomposo, armadão, soa melhor que o anterior... que acham?
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Do grande Dicionário Castelaico-Oureense extraímos mais esta definição:
Kansas. Não sei se se lembram, mas, na época, o Mundo de Aventuras (e a esta distância não percebo o que é que deu na cabeça ao Roussada Pinto e amigos para fazer este disparate) só publicava histórias de cow-boys. Os nossos ídolos eram então o Cisco Kid, o Buck Jones, o Kit Carson e o Kansas Kid. O nosso Ramiro Arquimedes, pelo seu porte, pelo modo como pegava no cigarro e extraia baforadas, pelo seu temperamento que ninguém vergava, tinha notáveis semelhanças com o Kansas Kid e assim ficou para a posteridade. É desconhecido o autor da alcunha.
Cabe ainda dizer que o Kansas, que incluo no restrito grupo de Distintos Oureenses, passou muitas vezes pelo Largo de Castela, acompanhou-nos largo tempo pela adolescência, foi vítima da pólvora a que deitou fogo, jogou King no Avenida e no Parque, mas tem vindo a afastar-se de uma forma inexorável. Importa aqui destacar a sua amizade e companheirismo na nossa juventude...

Hoje, fomos surpreendidos por esta notícia proveniente do blog da Som da Tinta:
Afinal, nem toda a Ourém está presa, alienada nas negociatas ao nível da sucessão no poder local. Fico feliz com esta constatação.No sábado, 23 de Fevereiro, fez 20 anos que morreu Zeca Afonso. Um grupo de jovens pediu o espaço Som da Tinta para promover uma iniciativa que homenageasse
o cantor e o homem.
O espaço foi cedido com todo o gosto e, além disso,
a Som da Tinta mostrou toda a disponibilidade para colaborar na iniciativa.
Foi uma noite linda, pá!
O facto de Zeca Afonso tanto dizer a jovens e a menos jovens, vinte anos passados sobre a sua morte, revela bem a importância da sua mensagem em poema e música, da sua forma de resistência, que tão actual parece. Tão dos nossos dias!
À livraria Som da Tinta só resta agradecer aos jovens promotores e à Vanessa (que bela voz!), ao professor José António e ao João, a excelente noite que a todos proporcionaram.
Venham mais 5... noites como esta!
domingo, fevereiro 25, 2007
Ao longo da década de setenta, produziu-se uma transformação interessante nos gostos musicais deste vosso amigo que foi dando mais atenção ao álbum completo em detrimento da canção. Claro que essa transformação accompanhou o que era dominante na época e que a própria rádio ajudava a estabelecer-se.
Lembro-me de um programa de uma hora, diário, onde eram passados completamente os álbuns mais recentes. Bastava uma cassete e um gravador para se ficar a dispor da obra completa. E eu juntei muitos albuns nessas condições embora a gravação deixasse um pouco a desejar. Esse programa chamava-se "Dois Pontos".
Um dia, no entanto, lembro-me de uma concretização completamente diferente. Em vez do álbum completo, faz agora uns trinta anos, o seu autor "entremeou" Animals, Spriguns e Albion Band. Não consigo esquecer o magnífico efeito daí decorrente. Uma das canções á a que vos deixo.
Oiça "It's all over now baby blue" pelos Animals
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Ó denodado povo de Ourém, que mal fizeste ao governo do Eng. Sócrates para assim seres tão maltratado? Ainda não se calaram os ecos do fecho da esquadra da polícia (aqui e aqui) e já se anuncia o fecho das urgências entre as 22 e as 8 da manhã (aqui) .
Agora, se adoeceres durante a noite e quiseres assistência, vais ter que te passear pelas belas estradas que te servem.
Este governo é como Saturno. Mais valia não existir porque só come os seus filhos...

No meu tempo, dizia-se “Castelos”, isto é, qualquer referência ao local e às muralhas aparecia no plural o que, sei, não agrada muito a alguns dos seus habitantes que associam à referência um sentido pejorativo.
Diz-se que nenhum oureense que se preze gosta de estar separado mais do que uma semana do seu castelo. Isso acontece comigo que já amaldiçoo uma ausência que vai para cima dos dois meses prolongados por este tempo nada convidativo.
Os Castelos foram para mim lugar de ilusão e decepção, contemplação, deslocação e fruição.
Noutros, tinha aquela sensação que andando em aproximação a Ourém, de todo o lado o Castelo se avistava, mas mostrando um aspecto diferente. Era o quilómetro 110, a descida de Alvega, a panorâmica de São Sebastião, a visão a partir da praça. Alguém lhe chamou então “o castelo maluco” devido à sua transformação em aparência constante.
Aqui fica a marca para uma revisita mais fácil ao que nos ocorreu dizer sobre ele neste espaço...
quinta-feira, fevereiro 22, 2007

O Público brinda-nos com um artigo sobre o seu lado negro.
Eu deixo-vos um apontador para imagens da sua obra na Web.

Houve um momento em que um oureense contestou a ligação que nutríamos à escola que nos acompanhou uma série de anos com um argumento do tipo: “Não valia nada. O que nos ensinava tinha, no fundo, o intuito de nos explorar, de ficar com o pouco dinheiro que os nossos pais ganhavam”.
É terrível esta lógica que leva a não reconhecer valor àqueles que prestam uma actividade remunerada que é útil a outros. Como se isso não se passasse em todos os ramos de actividade económica.
Ao mesmo tempo, tal argumento não deixa ver que, na época, o CFL era a hipótese única de se avançar nos estudos e fazer o primeiro ano, o segundo,... sem ser explorado por um produtor de serviços de habitação em Leiria ou noutro local mais afastado, permitindo-nos estar junto à família numa idade em que isso era importante.
E quanto a professores, eu desafio que me apontem escolas onde, globalmente, fossem melhores, isto para não citar casos individuais como o da Dra. Nazaré, do Dr. Laranjeira ou do próprio Dr. Armando quando não estava com os azeites e nos conseguia fazer ver História apenas com as suas palavras...
Talvez seja, no entanto, esse argumento que, banalizando a importância que aquele local teve para a nossa geração, permita a sua lenta mas constante degradação, sem uma acção para a sua recuperação, transformando-o numa espécie de “Colégio de triste destino”.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Vitor Frazão (VF) ganhou as eleições para a concelhia do PSD com 61% dos votos expressos. No Castelo, acesa polémica questiona a capacidade de gestão do nóvel candidato à liderança da Câmara.Devo dizer que não percebo as desconfianças das pessoas.
VF teve capacidade para convencer o seu eleitorado interno e ganhar. Nesse sentido, foi mais competente do que Moura e do que a simpática presidenta, nada indicando que as coisas se alterariam na gestão da Câmara pela irreverência ou juventude deste candidato. Assim, se vier a ganhar as eleições autárquicas, VF tem todo o direito de exercer a presidência da Câmara, independentemente dos preconceitos que as pessoas tenham relativamente a ele. O importante será o seu programa e a capacidade de o pôr em prática e, desde já, ansiamos por ver umas linhas sobre as suas intenções relativamente ao nosso concelho. Este humilde blog curva-se e põe-se, desde já, à disposição de VF para a sua publicação.
Uma coisa sabemos: ele não se esquiva a cumprimentar e falar com as pessoas quer sejam ou não seus adversários políticos.
Do lado do OUREM, pode contar com uma oposição séria e colaborante sempre que da sua acção se detectem benefícios para a nossa terra.
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Habituei-me, desde muito pequeno, a nutrir especial admiração e respeito pelos bombeiros da nossa terra, cujos feitos eram falados nas nossas famílias e conversas de juventude.
Talvez por isso, uma das minhas primeiras façanhas (que me valeu monumental sova) foi tentar deitar fogo à casa do Largo de Castela, a partir da caruma armazenada numa sala ao lado da cozinha, apenas com o objectivo de ouvir a sirene e os ouvir chegar com o som característico.
A partir de então, a minha atitude manteve-se e ter um grande amigo no seu comandante enche-me de orgulho e diminui aquela sensação desagradável de ver pouco a pouco a Ourém do meu tempo desaparecer.
Aqui fica mais uma marca dedicada a eles...
domingo, fevereiro 18, 2007
Hélia Correia
Amigos!
amigos rendi-me ao fado
se é fado
que mais podia eu fazer?
havia
na minha voz um trinado
que já pertencia ao fado
muito antes d’eu me render
Andámos
de candeia às avessas
devagar ele, eu às pressas
ele a chorar, eu a rir,
morámos
cada qual em sua casa,
nem me arrastava ele a asa
eu nem o podia ouvir
ele era
galaró de pena e crista
que eu queria longe da vista
e longe do coração.
À espera
no tal amor mal amado
julgando cair no fado
caía a mulher no chão
o fado,
por amor a mim mudou,
amigos,
ouçam-me agora cantar,
o fado,
gosta de mim como eu sou
e eu confessou que me estou
já prestes a apaixonar
Amigos,
Amigos rendi-me ao fado,
e o fado
também a mim se rendeu,
que o fado foi fadado em pequenino
vinha escrito no destino
que o seu destino era meu.
Oiça Fadunchinho por Amélia Muge (do album Não sou daqui)
sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Quem ganhará?
- O fotogénico?... ou o de gema?
- O sózinho?... ou o acompanhado?
- O da Ângela?... ou o da Deolinda?
- O velho?... ou o novo?
- O da espera sentado?... ou o da espera nos corredores?
- O dos interesses imobilistas?... ou o gestor do imobilizado?
- O agente do patriarcado?... ou o homem da tecnocracia?
- O garanhão da serra?... ou o serrano de moura?
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
O PEPAL é um Programa de Estágios Profissionais na Administração Local cujos procedimentos de lançamento, recrutamento e selecção dos candidatos devem ser realizados com a diligência necessária para assegurar o início dos estágios até o dia 31 de Março de 2007.
Objectivos, vagas, mais informações podem ser consultados aqui pelos amigos oureenses.
Estranho é o facto de a câmara de Ourém, à semelhança aliás de muitos outras autarquias, nada ter publicado sobre as três vagas abertas. Será que as coisas vão ser processadas sem se saber nada cá por fora? Será que o concurso aos estágios é só para alguns? Ou será que, apesar de saberem que têm as vagas, não sabem onde?
É claro que estes estágios têm grandes limitações. Basta ver o que o Diário de Notícias anuncia hoje para os estágios na Administração Central que três mil jovens iniciaram o ano passado. Mas é capaz de ser uma boa experiência para a miudagem e um alívio ainda que temporário para os orçamentos familiares.
Já agora, pode dizer-se que, à volta de Ourém, as vagas não são de desprezar: Tomar – 16, Alcanena – 9, Torres Novas – 13, Marinha - 13, Nazaré - 31 (!!!). Já imaginaram a maravilha de estagiar 1 ano na Nazaré? Ai se eu tivesse disto no meu tempo...!...
Assim, aqui fica o apelo do OUREM ao presidente David: "Senhor presidente, bote cá para fora informação sobre os estágios...".
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
O PedroL fez o último exame para concluir a sua licenciatura.
Decidiu jantar fora e passear pelo Bairro Alto para descontrarir. Levava a sua carteira com uns vinte euros, o cartão Caixa/Universidade, o BI, o cartão de contribuinte, um euromilhões de 2 euros fugaz esperança para desempregos anunciados, o passe para viajar de comboio e se deslocar por toda a Lisboa.
Visitou várias capelinhas...
A certa altura foi buscar cervejas para os amigos. Como não cabia tudo na mão, a carteira ficou em cima do balcão e ele nunca mais se lembrou dela.
Chegou a casa perto das quatro da manhã. Mão no bolso, alertou-o imediatamente da perda.
Anular o cartão de débito foi fácil. Repetir despesas em viagens também. Mas a visita ao posto de polícia foi martirizante. Parecia que o agente estava ali e ninguém lhe pagava. Bufava. Sugeria que não se apresentasse queixa. Ameaçava com atrasos caso as coisas reaparecessem. Que bela imagem do serviço público!
Ontem, lá fomos buscar a carteira. Estava quase tudo, o principal... nem sinal do dinheiro nem do papelinho do euromilhões.
É extremamente profissional a nova geração de amigos do alheio...
O Dr. Paulo Macedo é, com certeza, um grande agente do sistema fiscal. Não quero pôr em causa, de maneira nenhuma, a justeza do seu vencimento de 23000 euros mensais. Já não vou tão longe em relação ao facto de ganhar mais do que o Primeiro Ministro, tão amigo que este se tem vindo a mostrar de operários, professores, desempregados e reformados, para além de ser escrupuloso cumpridor de promessas eleitorais.
No entanto, não posso concordar com a ideia de indexação do vencimento daquele sagaz agente do fisco relativamente à eficência da máquina fiscal. É que acaba por se convencer o homem que quanto mais continuar a encher os cofres do Estado maior será o seu vencimento e, nessas condições, ele não deixará de procurar novas medidas para atasanar os contribuintes. Reparem, por exemplo, no anúncio da penhora das rendas dos senhorios que devem ao fisco, mas posto em prática através da sua entrega pelos inquilinos, isto é, recorrendo a um agente que, no fundo, nada tem a ver com o assunto, perturbando-o, criando-lhe dificuldades, quiçá, aterrorizando-o. Tal solução nem lembraria ao Diabo – aqui tomado como suprema encarnação do Mal Absoluto.
O Governo do Eng. Sócrates tem-se vindo a manifestar mestre na arte de virar uns portugueses contra outros. É senhorios contra inquilinos, é reformados contra activos, é privados contra a função pública, esta eleita bode expiatório de todos os males do país e da sua fragilidade empresarial.
Mas onde se manifestam as insuficiências da nova estrela fiscal é num aspecto da relação do fisco * contribuinte. Não existe qualquer medida que premeie os cumpridores. Há mais de trinta anos que cumpro regularmente as obrigações fiscais e nunca tive uma palavra de apreço do sistema fiscal. Entreguei Imposto Profissional, Imposto de Transacções, Imposto Complementar, IVA, IRS, IMI, nada tenho que me apontem. Esta segunda-feira, mais uma vez, lá fui entregar o IRS (desconfiado que sou das declarações electrónicas): a senhora que me atendeu ficou banzada com a perfeição do preenchimento. Sorriu. Respirou. Mas, quanto a prémio... nada.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Mais uma vez, do grande Dicionário Castelaico-Oureense retirámos a definição seguinte:
Zebra. Animal de duas patas cujo tronco era da largura do pescoço o que terá originado uma procura de semelhanças com o de quatro patas correspondente. A agravar a parecença o facto de por vezes usar camisolas às riscas e nas deslocações evidenciar dificuldades constantes de equilíbrio. Trata-se obviamente do Zé Quim. A autoria da alcunha terá sido minha ou do Jó Rodrigues.
Durante anos, foi fácil encontrar em OUrém o Zé Quim. Agora, é bem mais difícil. Não, não é só a questão de, quase aos sessenta, estar desterrado em busca da subsistência. Acontece com ele o que tem vindo a acontecer com alguns que conheço: são vítimas do desencanto de assistir, impotentes, à destruição da terra que conheciam. Para não o verem, recusam-se a aparecer...
domingo, fevereiro 11, 2007
Já ouvi comentaristas a desvalorizar a vitória do SIM argumentando com o valor da abstenção.
Na sua perspectiva, o resultado seria vinculativo se fosse >= a 50% e ganharia a opção que tivesse mais de 50%.
No entanto, uma abstenção de 44% e um SIM de 61%, resultados considerados de acordo com a previsão da Católica, significam que mais de 27% dos eleitores votaram no SIM, valor superior ao produto dos dois valores mínimos anteriores. Por outro lado, isto significa que, mesmo que tivessem votado 50% dos eleitores e os votos que faltam para chegar aos mesmo fossem para o NÃO, este não conseguiria ganhar.
Portanto, o que há a fazer é respeitar os resultados e actuar de acordo com eles: despenalizar, não vexar, assistir...
