quarta-feira, março 14, 2007

E o OUREM também assina

Contra a inqualificável política de fecho de urgências protagonizada pelo Governo, o OUREM também assina. Como... não sei, uma vez que o comunicado não está ONLINE (a sugestão é que ponham em WORD a versão que disponibilizam em PDF para os que estão longe o poderem assinar) , mas aqui fica a expressão da solidariedade.
Marca #14: Pipoca



Olá!
Não pensem que sou a Pipoca d'Ourem. Não. Eu sou um gato de cidade, nasci no Algarve, junto ao aldeamento Pedras da Rainha onde, aproveitando um momento de distração, fui raptada, apenas com um mês de idade. Sou uma princesa, gosto das minhas mordomias, não estou habituada a pôr um pé fora de casa. Os meus servidores, auto-intitulados donos, trouxeram-me para aqui, mas não pensem que saio do carro. Ainda me punham a caçar esses horrorosos bichos que povoam o espaço que idolatram...



Reparem nas minhas orelhas. Não sou gato que goste muito de brincadeiras. Não tenho aspecto amigável, estou sempre danada e pronta a dar a minha ferroada. Ao contrário desse outro que povoa o blog do anónimo e anda sempre a exibir olhos de carneiro mal morto como se fosse muito terno e bonzinho. Eu não nego que os tais donos só o são enquanto me servirem...



Podem ir.
Prometeram-me um marcador, aqui, no blog. Nem outra coisa era de esperar tanto já tentaram me obrigar a servi-los. Até me quiseram nomear assessor para a segurança do presidente. Felizmente, o povo não foi na conversa. Ao contrário do que eles dizem, o povo tem sempre razão e faz muito bem as suas escolhas. Será que o meu dono era capaz de lhes trazer um Intermarché? Não creiam, ele tem a mania que é comuna e ainda nacionalizava tudo... Lá recuperava a Aldeia de Castela e tramava o negócio dos especuladores. E, com o outro, hoje podem apreciar magnífico espaço comercial... onde espero existam mil sabores para gato fino de cidade...

terça-feira, março 13, 2007

Autarquias na NET #3: o eterno problema da não-resposta



Desde Dezembro de 2006, temos vindo a solicitar aos diferentes municípios do país a resposta a um inquérito com o objectivo de conhecer melhor o seu estado actual em termos de utilização de sistemas e tecnologias da informação.
Até ao momento actual recebemos apenas 17,8% de respostas, o que é substancialmente melhor que no ano passado, mas é um número muito insatisfatório.
A distribuição de respostas por distrito é visível na figura acima. Leiria e Évora - cada um com seis câmaras a responder - foram os distritos com maior contribuição de respostas de municípios. Esta contribuição foi medida pelo indicador (total de respostas de concelhos do distrito / 55).
Como é tradicional, Ourém contribuiu para o resultado de Santarém ser pior que o desses distritos. O presidente David não perde qualidades com o tempo...
Vamos utilizar as 55 respostas como uma amostra representativa dos concelhos que respodem às questões postas por email e, a partir das mesmas, vamos tentar conhecer melhor o modo como utilizam a informática. Lá mais para a frente, daremos a conhecer, em primeira mão, os rankings de 2007 relativos aos serviços de informação autárquicos. Mas estes ainda andam a ser objecto de observação por duas turmas famintas de resultados...

segunda-feira, março 12, 2007

Aí está o Vila Shopping
Ainda há dois meses tudo parecia atrasado e já o NO traz substancial reportagem sobre a ansiada abertura do Intermarché e do centro comercial em que se insere. Excelente publicidade do órgão do património dos pobres ao detentor do património dos ricos...
Mas não é essa a razão deste post.
Falo especialmente da designação do espaço comercial: Vila Shopping.
Desconheço as razões para a mesma, mas penso que não é muito feliz já que, por todo o país, milhares de espaços comerciais poderão usufruir da mesma.
Se houve o atrevimento de designar “de Fátima” o estádio municipal de Ourém que por lá existe, porquê, de novo, esta vergonha encoberta que não usa o nome da nossa terra naquele espaço comercial contrariando tendências que se vêem por todo o lado: Cascais Shopping, Amoreiras Shopping, Gaia Shopping...
Vila Shopping é, talvez, uma referência à velha Ourém do Castelo, mas, assim sendo, também a proximidade não é factor determinante da designação. Seria talvez melhor Corredoura Shopping, Melroeira Shopping ou Beltroa Shopping.
Cá por mim, o que se pretende é apagar a memória associada àquele espaço e, se isso não acontecesse, a designação só poderia ser uma. Que ponte é aquela ali perto? Dos namorados... E que fonte lá havia? Dos namorados...
Então como deveria chamar-se o novo espaço? Não há a menor dúvida: Namorados Shopping... e deveria ter, no seu interior, painéis em azulejo lembrando a ponte, a fonte e a tradição; no exterior, bancos de jardim virados ao Castelo e à ribeira para, dali, desfrutarem a ternura que todo aquele local transmite...

sexta-feira, março 09, 2007

David contra Golias a 45Km/hora

Apesar da força do Ministério e do Governo, o PSD e o presidente David já ganharam com a guerra das urgências. O NO relata que "o presidente da Câmara de Ourém enviou já ao ministro uma carta a pedir uma reunião de urgência e caso o ministro não conceda esta audiência entretanto, o autarca deslocar-se-à a Lisboa para fazer a entrega em mãos. Nesta altura, um movimento de cidadãos está a organizar-se para acompanhar Catarino em acção de protesto. Se isso chegar a acontecer, a deslocação far-se-à por auto-estrada, a 45 km à hora e este movimento apela ao empenho da população para acompanhar esta viagem".
O blog do NO continuará a informar nesta matéria.
Lindo!
Os oureenses a caminho de Lisboa contra a política de Correia de Campos... se calhar contra tudo que vem deste Governo!
À frente, David Catarino, o presidente, impávido e sereno, no carro de serviço novo, combustível pago pelo povo..
Ao seu lado esquerdo, o anunciado sucessor, o fiel garanhão da serra, armadura reluzente e lança bem apontada, sempre pronto para a guerra.
Do lado direito, a simpática presidenta distribui sorrisos a toda a gente.
Mais atrás, a massa, a populaça, pronta para arruaça, a carne para canhão.
“Vamos contra eles! Contra os mouros! Se for preciso, virão as donas de casa batendo com os tachos... (parece-me que já ouvi isto em qualquer lado).
Todos instrumentalizados por David, pessoa que nada de bom fez pela nossa terra!
Mas a verdade é que os socialistas só devem queixar-se de si próprios (e de quem votou neles, pois claro... fazendo-os sair de preferível hibernação).

quinta-feira, março 08, 2007

Fala do homem nascido

Venho da terra assombrada
do ventre de minha mãe
não pretendo roubar nada
nem fazer mal a ninguém


Só quero o que me é devido
por me trazerem aqui
que eu nem sequer fui ouvido
no acto de que nasci

Trago boca pra comer
e olhos pra desejar
tenho pressa de viver
que a vida é água a correr

Venho do fundo do tempo
não tenho tempo a perder
minha barca aparelhada
solta rumo ao norte
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada

Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham
nem forças que me molestem
correntes que me detenham


Quero eu e a natureza
que a natureza sou eu
e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu

Com licença com licença
que a barca se fez ao mar
não há poder que me vença
mesmo morto hei-de passar
com licença com licença
com rumo à estrela polar

(António Gedeão)

quarta-feira, março 07, 2007

Poema da malta das naus

Não foi a interpretação de Adriano que conheci originalmente relativamente à "Lágrima de Preta", disponibilizada há uns dias. Lembro-me de uma obra em disco chamada "Fala do Homem Nascido", surgida em 1972, composta por 12 poemas de António Gedeão, onde essa canção aparecia na voz de Duarte Mendes. Um álbum muito forte que merecia uma reedição bem documentada e publicitada. Vou fazer uma pesquisa lá em casa a ver se descubro mais alguma canção para ripar e oferecer aos amigos oureenses. Eis os versos de uma outra, interpretada por Samuel, denominada "Poema da malta das naus":
Lancei ao mar um madeiro,
espetei-lhe um pau e um lençol.
Com palpite marinheiro
medi a altura do Sol.

Deu-me o vento de feição,
levou-me ao cabo do mundo.
pelote de vagabundo,
rebotalho de gibão.

Dormi no dorso das vagas,
pasmei na orla das prais
arreneguei, roguei pragas,
mordi peloiros e zagaias.

Chamusquei o pêlo hirsuto,
tive o corpo em chagas vivas,
estalaram-me a gengivas,
apodreci de escorbuto.

Com a mão esquerda benzi-me,
com a direita esganei.
Mil vezes no chão, bati-me,
outras mil me levantei.

Meu riso de dentes podres
ecoou nas sete partidas.
Fundei cidades e vidas,
rompi as arcas e os odres.

Tremi no escuro da selva,
alambique de suores.
Estendi na areia e na relva
mulheres de todas as cores.

Moldei as chaves do mundo
a que outros chamaram seu,
mas quem mergulhou no fundo
do sonho, esse, fui eu.

O meu sabor é diferente.
Provo-me e saibo-me a sal.
Não se nasce impunemente
nas praias de Portugal.

(António Gedeão)
in "Teatro do Mundo", 1958
A acta 8 da Casa Amarela #2: o auditor externo

Nos termos da lei, o presidente David vai nomear um auditor externo que, de acordo com a Lei das Finanças Locais, vai permitir verificar as contas do município e ajuizar sobre a conformidade do funcionamento dos serviços que dirige com os procedimentos definidos(?). É uma medida que sempre reclamámos, mas...
Não está em causa o auditor escolhido...
Não está em causa a nomeação pelo presidente...
Não está em causa a unanimidade com a oposição...
No entanto, há algo que fica de fora e, por isso, é possível deixar uma questão: e quem audita o presidente e a actual vereação?
A acta 8 da Casa Amarela #1: Promiscuidade informática

A Casa Amarela e a Compagnie des Eaux, empresa com interesses da iniciativa privada cuja designação nos lembra terras de França, vão partilhar ficheiros sobre os oureenses e os problemas que os afectam. A descrição da partilha termina num etc. como pode notar-se neste extracto da acta relativo à partilha:
Os dados e programas a partilhar seriam:
a) Bases de Dados de Ficheiros de Clientes da CGE(P) e CMO actualizáveis ON-LINE;
b) A consulta do GEOPORTAL (Sistema SIG) da CMO;
c) A actualização do Cadastro de Água, no sistema SIG da CMO, pela CGE(P);
d) A utilização do SPO para o parecer do projecto de redes prediais de águas (Projecto de Especialidades);
e) A informação ON-LINE dos embargos;
f) Etc.
o que significa que toda a nossa vida constante dos mesmos está à disposição das duas entidades. Aprovaria a Comissão Nacional de Protecção de Dados este Simplex saloio à escala de Ourém?
E quem nos garante que, saído da Casa Amarela, o presidente David não partilhe com esta os ficheiros da mesma?
Em honra do anunciado presidente - 3
Seu garanhão e cabritinho branco com armação

Seu garanhão, um dia, naufragou e foi dar a uma ilha quasi diserta. Aí, encontrou cabritinho de avantajada armação que lhe ajudava a sentir-se menos só. Escreveu muitas cartas que meteu dentro de garrafas e lançou ao mar, até que, um dia, minina de impressionante beleza, atraída pelos seus apelos, chegou também à ilha.
São indescritíveis as cenas de amor então vividas.
Mas cabritinho de avantajada armação não ficou contente. Ele ganhou ciúme e um dia, quando garanhão menos esperava, lhe aplicou com ela castigo pela sua infidelidade.
Há fotografias de tão edificante estória. Mesmo que Comissão de Ética e Bons Costumes corte a imagem, há sempre possibilidade de enganar censura. Ora experimente (cuidado! São cenas mui chocantes...) e diga como...

terça-feira, março 06, 2007

Autarquias na NET #2: Vencer a anarquia e a insegurança

Ao fim de uma semana de trabalho, a confusão impera nas hostes estudantis. O trabalho não é favas contadas, a aparente simplicidade esconde a necessidade de muitas decisões a tomar perante problemas que antecipadamente são desconhecidos. E o acesso às páginas é demorado e gera problemas dos mais variados
Claro que cabe ao docente ir aliviando muitas tarefas penosas, mas já há sinais de desespero materializados em alguns abandonos. Em contrapartida, outros, mais bravos, dizem: “esteja descansado que vou até ao fim”.
Entretanto, vou coleccionando dados sobre o inquérito feito às câmaras. Ao todo, já responderam 55 o que é francamente melhor que no ano passado. Já não farei mais qualquer tentativa nem relativamente ao venerado presidente David que, como era de esperar, engrossa as fileiras dos silenciosos. Brevemente, dar-vos-ei uma panorâmica associada às respostas a este inquérito...
Poema da Auto-estrada

Voando vai para a praia
Leonor na estrada preta
Vai na brasa de lambreta.

Leva calções de pirata,
Vermelho de alizarina
modelando a coxa fina
de impaciente nervura.
Como guache lustroso,
amarelo de indantreno
blusinha de terileno
desfraldada na cintura.

Fuge, fuge, Leonoreta.
Vai na brasa de lambreta.
Agarrada ao companheiro
na volúpia da escapada
pincha no banco traseiro
em cada volta da estrada.
Grita de medo fingido,
que o receio nao é com ela,
mas por amor e cautela
abraça-o pelo cintura.
Vai ditosa, e bem segura.

Como rasgão na paisagem
corta a lambreta afiada,
engole as bermas da estrada
e a rumorosa folhagem.
Urrando, estremece a terra,
bramir de rinoceronte,
enfia pelo horizonte
como um punhal que enterra.
Tudo foge à sua volta,
o céu, as nuvens, as casas,
e com os bramidos que solta
lembra um demonio com asas.

Na confusão dos sentidos
já nem percebe, Leonor,
se o que lhe chega aos ouvidos
sao ecos de amor perdidos
se os rugidos do motor.

Fuge, fuge, Leonoreta
Vai na brasa de lambreta.

(António Gedeão)

segunda-feira, março 05, 2007

Lágrima de preta

Os oureenses são os sortudos. Desta vez vão poder ouvir falar de António Gedeão, autor de alguns dos poemas mais bonitos postos em canção. Quem vai falar dele é Manuel Freire na Som da Tinta no próximo sábado pelas 16 horas.
Será que vão perder mais esta oportunidade de conviver numa tarde cultural intensa? Deixo-vos com um desses poemas e uma das suas interpretações:

Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

(António Gedeão)

sábado, março 03, 2007

Semana de La GAffe no Centrão






A semana que passou contou com o cinquentenário dessa figura incontornável e meio sonâmbula que parece haver em cada um de nós e a mesma pareceu habituar as democráticas assembleias em visita de executivos.
Assim, de acordo com o Castelo, na Assembleia Municipal de Ourém, sua excelência, o venerado presidente DAvid, afirmou, no seu elegante estilo, a Miguel Mangas: "o senhor pergunta o que quer e eu respondo ao que quero". Notável.
Mas que não se riam as hostes socialistas. Como que a fazer esquecer o prestigiado autarca, sua excelência, o Ministro das Finanças, Dr. Teixeira dos Santos (o Ourem mais uma vez curva-se respeitosamente e garante a total correcção e transparência da sua situação fiscal), em plena Assembleia da República, afirmou a um deputado da oposição: "eu não respondo a questões na praça pública". Um bocadinho arrogante, não é?

sexta-feira, março 02, 2007

A polícia já lá está

Anuncia-se para logo à tarde mais uma manifestação de contestação à acção do Governo.
Nas imediações do Palácio de São Bento, já se nota algo de diferente com a polícia a impedir a livre circulação e guardando estacionamento para os choques que, logo à tarde, aparecerão.
Esperemos que seja uma grande manifestação e que consiga mostrar ao Eng. Sócrates e restantes Ministros quanto nos sentimos desiludidos pela sua acção. Nunca sou contra um Governo socialista, mas este conseguiu reunir muitos ingredientes para o detestar, especialmente pelo seu autismo, arrogância e impiedade.

quinta-feira, março 01, 2007

Lady Jane

Lá para 1970, o Vitória Fernandes - um colega de curso - chegou-se junto junto de mim, conhecedor do meu sofisticado gosto musical:
- Ó Luís, comprei um gira-discos. Anda ajudar-me a escolher discos.
Aproveitei logo para o fazer adquirir as minhas preferências da altura. Ele foi na conversa e, daí a uns dias, amaldiçoava a hora em que tinha falado comigo.
Mas eu acho que não tinha razão. Uma canção rezava assim:

My sweet Lady Jane
When I see you again
Your servant am I
And will humbly remain

Just heed this plea my love
On bended knees my love
I pledge myself to Lady Jane

My dear Lady Anne
I've done what I can
I must take my leave
For promised I am
This play is run my love
Your time has come my love
I've pledged my troth to Lady Jane

Oh my sweet Marie
I wait at your ease
The sands have run out
For your lady and me

Wedlock is nigh my love
Her station's right my love
Life is secure with Lady Jane
Há loucos para tudo



Consta que um dos projectos levados por David, ontem, à Assembleia Municipal, era a instalação de algo semelhante à gravura, na muralha do Castelo virada ao Vilar.
Consta...
... ou será uma Gaffe que alguém irá desmentir?
Mas gostavam não gostavam? Confessem lá...

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Like I do

Lá para os inícios da década de sessenta, apareceu uma canção hoje relativamente difícil de encontrar. Todos os dias se ouvia na rádio quer estivéssemos em casa, na escola ou no café. Era um êxito sem igual.
A menina que a cantava chamava-se Nancy e era filha do famoso Sinatra. Ela também ficou famosa alguns anos mais tarde por causa das botas e cantando com o papá.
A versão que tenho não está no melhor estado, mas dá para entreter a actualizar isto enquanto o diabo da próxima aula não começa.
Isto são dias de espera terrível...

Oiça Like I do por Nancy Sinatra
Em honra do anunciado Presidente - 2
Serviço de quartos

Atenção: este post tem cenas que podem chocar os mais sensíveis. Se está nestas condições, abandone imediatamente o OUREM


A minina, escultural, se aproxima da porta e toca campainha.
- Meu garanhão estará? - pensa consigo mesma.
A porta se abre...


- Oh! Meu garanhão está em casa...
- Que fazes aqui?
- Venho dar uma forcinha para você, para assembleia...


- Meu garanhão, tão generoso você é...
- Vem sempre que quiseres, minha querida.


- Que vais tu fazer?
- Se ponha em posição, meu garanhão... vai ganhar uma outra alma.


-Ai! Que bom que é...
- Não lhe tinha dito?
- Uau!!!! Prende minhas mãos na cama...

- Meu garanhão, você é tão docinho...
Nesse instante, se abre a porta e... ele gritava derretido em prazer...


Sua Dona Maria faz um pequeno gesto a minina: "não fales... empresta-me o chicote".
- Me dá mais, minha querida - grita ele.
- Espere, meu garanhão...


Sua Dona Maria se aproxima de chicote na mão e mais coisa ordinária...
- Toma! Toma! Toma, meu malvado... ias então para a assembleia?
- Ai! Pára, mulher... me solta daqui... preciso trabalhar...

Autarquias na Net #1: arranque

O meu pessimismo matinal do dia de ontem foi completamente ultrapassado ao fim do dia em que a atitude participativa da segunda turma foi mui diferente. Está assim lançado o segundo projecto de avaliação de maturidade dos serviços de informação autárquicos cujos resultados serão divulgados mais oficialmente entre Julho e Setembro, mas que os meus privilegiados amigos poderão ir conhecendo à medida que os for obtendo.
Este ano, seguindo a sugestão de um aluno participante na anterior avaliação, a organização foi diferente. As funcionalidades foram divididas em Grupos de Pesquisa e são estes que são distribuídos pela força de trabalho para avaliação tendo qualquer grupo de avaliação a obrigação de examinar a totalidade dos sites. O argumento do promotor desta forma de organização, com o qual concordei, foi o de que a recolha do ano passado terá, por vezes, usado critérios incoerentes devido à divisão por distrito. Sem dúvida que, nos novos moldes, vamos ter mais coerência para além do facto de que cada Grupo de Pesquisa pode ser, após eventual integração com outro, a base para os três trabalhos que os alunos terão de produzir em seguida sobre os dados que criaram.
Os Grupos de Pesquisa criados respeitam a:
Economia e Ambiente
Informação sobre os eleitos
Informação Municipal
Interacção A
Interacção B
Local
Navegação
Prestação de contas e acesso online a processos
Publicação A
Publicação B
Atenção ao Social
Atenção aos aspectos turísticos
Integração em Região Digital
E, agora, mãos ao trabalho...

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Primeiro lote de marcadores

A partir deste momento, o OUREM exibe na coluna da direita os marcadores que tem vindo a construir.
A ciclópica tarefa ainda não está terminada, mas estes ficam já provisoriamente arrumados e oportunamente procederemos aos rearranjos que julgarmos necessários.
Neste momento, a utilização de um destes marcadores levará a até 20 posts relacionados com a marca seleccionada.
No OUREM, como podem ver, as marcas são nomes de pessoas, locais e, claro, têm de existir alguns que nos relacionem com a bicharada.
Afinal, o PEPAL chegou a Ourém

E ao 27º dia do mês de Fevereiro, muito perto do prazo limite para concorrer, desvanecem-se as dúvidas. Há vagas para 3 pessoas estagiarem: um licenciado em Engenharia Civil, um licenciado em Arquitectura e um licenciado em Informática. Dois salários mínimos durante um ano é a oferta...
A informação vem aqui e remete para a página da Casa Amarela onde apenas se encontra um link para poder descarregar o formulário que, ainda por cima, demora horas.
O constante recomeço

Hoje é dia de recomeço de mais uma das rotinas da vida - até que um dia não se recomeça mais. As oito da manhã trouxeram-me o contacto com uma nova turma e as seis da tarde trarão outro (amanhã virá a terceira, mas numa disciplina diferente). Claro que não vou reclamar com os horários tanta a sorte de haver trabalho para executar.
O interessante da história reside na tristeza com que as pessoas encararam ter de trabalhar para a elaboração do segundo ranking dos serviços de informação das autarquias. Parecia que lhes estava a dizer algo a que não estavam habituados, tendo um chegado a abandonar imediatamente a disciplina sem fazer uma mínima tentativa de pensar o trabalho. Nem o facto de poderem ficar livres da disciplina em meados de Maio sem exame, e de isto ser relativamente oficial podendo ser considerada uma experiência curricular importante os motivou... decerto foram comprados pelo Orelhas Moucas que continua a teimar em não me responder ao inquérito.
Pois é, desta vez não vim muito contente, ao contrário de outros anos. Esperemos que logo à tarde seja melhor, pois já conheço alguns dos que integram a força de trabalho.
Ao longo dos próximos meses, darei conta aos oureenses, neste espaço, e antes da publicação oficial, de aspectos organizacionais, dos diferentes passos e de alguns apuramentos.
Mas temos de mudar o título. Proponho "Autarquias Digitais". É pomposo, armadão, soa melhor que o anterior... que acham?

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

60000

Daqui a pouco, chegaremos às 60000 visitas. Um número bonito, mesmo sabendo que eu sou responsável por cerca de metade. E satisfatório quando, na dezena de milhar anterior, eu julgava não ter capacidade para prosseguir e, afinal, sem esforço de maior, a caminhada foi feita e sinto algum aumento de visitas nos últimos tempos.
Haverá temas para o futuro para chegarmos aos 100000? Talvez... Ourém está mais interessante, o governo desgasta-se, podemos acompanhar, de novo, o trabalho sobre as autarquias que amanhã vai ser agarrado por novo grupo de estudantes e tudo isto pode dar matéria para posts...
Portanto, como não é pelo cansaço que nos vergam (já o dizia o Sérgio ao acordar), vamos em frente para o objectivo 100000.
Marca #13: Kansas

Do grande Dicionário Castelaico-Oureense extraímos mais esta definição:

Kansas. Não sei se se lembram, mas, na época, o Mundo de Aventuras (e a esta distância não percebo o que é que deu na cabeça ao Roussada Pinto e amigos para fazer este disparate) só publicava histórias de cow-boys. Os nossos ídolos eram então o Cisco Kid, o Buck Jones, o Kit Carson e o Kansas Kid. O nosso Ramiro Arquimedes, pelo seu porte, pelo modo como pegava no cigarro e extraia baforadas, pelo seu temperamento que ninguém vergava, tinha notáveis semelhanças com o Kansas Kid e assim ficou para a posteridade. É desconhecido o autor da alcunha.

Cabe ainda dizer que o Kansas, que incluo no restrito grupo de Distintos Oureenses, passou muitas vezes pelo Largo de Castela, acompanhou-nos largo tempo pela adolescência, foi vítima da pólvora a que deitou fogo, jogou King no Avenida e no Parque, mas tem vindo a afastar-se de uma forma inexorável. Importa aqui destacar a sua amizade e companheirismo na nossa juventude...
O Zeca passou por Ourém



Hoje, fomos surpreendidos por esta notícia proveniente do blog da Som da Tinta:

No sábado, 23 de Fevereiro, fez 20 anos que morreu Zeca Afonso. Um grupo de jovens pediu o espaço Som da Tinta para promover uma iniciativa que homenageasse
o cantor e o homem.

O espaço foi cedido com todo o gosto e, além disso,
a Som da Tinta mostrou toda a disponibilidade para colaborar na iniciativa.

Foi uma noite linda, pá!

O facto de Zeca Afonso tanto dizer a jovens e a menos jovens, vinte anos passados sobre a sua morte, revela bem a importância da sua mensagem em poema e música, da sua forma de resistência, que tão actual parece. Tão dos nossos dias!

À livraria Som da Tinta só resta agradecer aos jovens promotores e à Vanessa (que bela voz!), ao professor José António e ao João, a excelente noite que a todos proporcionaram.

Venham mais 5... noites como esta!

Afinal, nem toda a Ourém está presa, alienada nas negociatas ao nível da sucessão no poder local. Fico feliz com esta constatação.

domingo, fevereiro 25, 2007

Dois Pontos

Ao longo da década de setenta, produziu-se uma transformação interessante nos gostos musicais deste vosso amigo que foi dando mais atenção ao álbum completo em detrimento da canção. Claro que essa transformação accompanhou o que era dominante na época e que a própria rádio ajudava a estabelecer-se.
Lembro-me de um programa de uma hora, diário, onde eram passados completamente os álbuns mais recentes. Bastava uma cassete e um gravador para se ficar a dispor da obra completa. E eu juntei muitos albuns nessas condições embora a gravação deixasse um pouco a desejar. Esse programa chamava-se "Dois Pontos".
Um dia, no entanto, lembro-me de uma concretização completamente diferente. Em vez do álbum completo, faz agora uns trinta anos, o seu autor "entremeou" Animals, Spriguns e Albion Band. Não consigo esquecer o magnífico efeito daí decorrente. Uma das canções á a que vos deixo.

Oiça "It's all over now baby blue" pelos Animals

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Sem polícia e sem urgências


Ó denodado povo de Ourém, que mal fizeste ao governo do Eng. Sócrates para assim seres tão maltratado? Ainda não se calaram os ecos do fecho da esquadra da polícia (aqui e aqui) e já se anuncia o fecho das urgências entre as 22 e as 8 da manhã (aqui) .
Agora, se adoeceres durante a noite e quiseres assistência, vais ter que te passear pelas belas estradas que te servem.
Este governo é como Saturno. Mais valia não existir porque só come os seus filhos...
Marca #12: Zeca Afonso

Faz hoje vinte anos que o Zeca morreu.

Já era esperado, mas ainda me lembro da notícia, tal como me lembro da relativa ao Adriano e ao Lennon. Notícias tristes que nos anunciam a partida de símbolos importantes para a nossa geração.

Ao longo destes quatro anos, as canções do Zeca passaram pelo OUREM algumas vezes acompanhadas por pequenas referências.

O Público anuncia a realização por todo o país de uma série de homenagens. Aqui fica mais uma: o Zeca perpetuado para sempre no OUREM com um pequeno texto e uma foto que traduz como o vimos: indissociável do 25 de Abril.
Marca #11: O Castelo

No meu tempo, dizia-se “Castelos”, isto é, qualquer referência ao local e às muralhas aparecia no plural o que, sei, não agrada muito a alguns dos seus habitantes que associam à referência um sentido pejorativo.
Diz-se que nenhum oureense que se preze gosta de estar separado mais do que uma semana do seu castelo. Isso acontece comigo que já amaldiçoo uma ausência que vai para cima dos dois meses prolongados por este tempo nada convidativo.
Os Castelos foram para mim lugar de ilusão e decepção, contemplação, deslocação e fruição.
Houve momentos em que não reconheci a sua importância e tive daqueles textos em que acabei por ser o bombo da festa. Mas já lá vai...
Noutros, tinha aquela sensação que andando em aproximação a Ourém, de todo o lado o Castelo se avistava, mas mostrando um aspecto diferente. Era o quilómetro 110, a descida de Alvega, a panorâmica de São Sebastião, a visão a partir da praça. Alguém lhe chamou então “o castelo maluco” devido à sua transformação em aparência constante.
Aqui fica a marca para uma revisita mais fácil ao que nos ocorreu dizer sobre ele neste espaço...
Em Honra do Presidente - 1

Sabendo da sua atração pela Arte, o OUREM deixa aqui, dedicado ao anunciado Presidente, parte do álbum de fotografias de Branca Flor:








quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Nos 20 anos da morte de Warhol




O Público brinda-nos com um artigo sobre o seu lado negro.
Eu deixo-vos um apontador para imagens da sua obra na Web.
Marca #10: Colégio Fernão Lopes


Houve um momento em que um oureense contestou a ligação que nutríamos à escola que nos acompanhou uma série de anos com um argumento do tipo: “Não valia nada. O que nos ensinava tinha, no fundo, o intuito de nos explorar, de ficar com o pouco dinheiro que os nossos pais ganhavam”.
É terrível esta lógica que leva a não reconhecer valor àqueles que prestam uma actividade remunerada que é útil a outros. Como se isso não se passasse em todos os ramos de actividade económica.
Ao mesmo tempo, tal argumento não deixa ver que, na época, o CFL era a hipótese única de se avançar nos estudos e fazer o primeiro ano, o segundo,... sem ser explorado por um produtor de serviços de habitação em Leiria ou noutro local mais afastado, permitindo-nos estar junto à família numa idade em que isso era importante.
E quanto a professores, eu desafio que me apontem escolas onde, globalmente, fossem melhores, isto para não citar casos individuais como o da Dra. Nazaré, do Dr. Laranjeira ou do próprio Dr. Armando quando não estava com os azeites e nos conseguia fazer ver História apenas com as suas palavras...
Talvez seja, no entanto, esse argumento que, banalizando a importância que aquele local teve para a nossa geração, permita a sua lenta mas constante degradação, sem uma acção para a sua recuperação, transformando-o numa espécie de “Colégio de triste destino”.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Oportunidade para acabar com Síndroma Orelhas Moucas?

Vitor Frazão (VF) ganhou as eleições para a concelhia do PSD com 61% dos votos expressos. No Castelo, acesa polémica questiona a capacidade de gestão do nóvel candidato à liderança da Câmara.
Devo dizer que não percebo as desconfianças das pessoas.
VF teve capacidade para convencer o seu eleitorado interno e ganhar. Nesse sentido, foi mais competente do que Moura e do que a simpática presidenta, nada indicando que as coisas se alterariam na gestão da Câmara pela irreverência ou juventude deste candidato. Assim, se vier a ganhar as eleições autárquicas, VF tem todo o direito de exercer a presidência da Câmara, independentemente dos preconceitos que as pessoas tenham relativamente a ele. O importante será o seu programa e a capacidade de o pôr em prática e, desde já, ansiamos por ver umas linhas sobre as suas intenções relativamente ao nosso concelho. Este humilde blog curva-se e põe-se, desde já, à disposição de VF para a sua publicação.
Uma coisa sabemos: ele não se esquiva a cumprimentar e falar com as pessoas quer sejam ou não seus adversários políticos.
Do lado do OUREM, pode contar com uma oposição séria e colaborante sempre que da sua acção se detectem benefícios para a nossa terra.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Um Carnaval prolongado

Alberto João Jardim demitiu-se de Presidente do Governo regional da Madeira.
Pretende, assim, forçar à realização de novas eleições que estendam o seu poder despótico (bem visível nas referências de mau gosto que fez aos seus opositores) até 2011 e permitam a procura de uma resposta à escassez de transferências gerada pela nova lei das finanças locais, resposta que agora já vê no investimento privado e na entrada de capital estrangeiro.
Diga-se, em abono da verdade, que as opções de Jardim, atendendo ao seu ideário assente na adoração da iniciativa privada, pecam por tardias. Há muito tempo que deveria ter deixado de chantagear o poder central para financiamento do seu pavoneamento em momento de eleições sem real contrapartida nas condições de vida da população.
Assim, longe de estar em causa qualquer sentimento de libertação madeirense ou a melhoria das condições de vida da população, o que Jardim procura - com o tonto do Ganda Nóia a apoiar - é quem lhe suporte o crescimento do negócio e a manutenção no poder. Por isso, o Carnaval madeirense vai continuar.
Marca #9: Bombeiros

Habituei-me, desde muito pequeno, a nutrir especial admiração e respeito pelos bombeiros da nossa terra, cujos feitos eram falados nas nossas famílias e conversas de juventude.
Talvez por isso, uma das minhas primeiras façanhas (que me valeu monumental sova) foi tentar deitar fogo à casa do Largo de Castela, a partir da caruma armazenada numa sala ao lado da cozinha, apenas com o objectivo de ouvir a sirene e os ouvir chegar com o som característico.
A partir de então, a minha atitude manteve-se e ter um grande amigo no seu comandante enche-me de orgulho e diminui aquela sensação desagradável de ver pouco a pouco a Ourém do meu tempo desaparecer.
Aqui fica mais uma marca dedicada a eles...

domingo, fevereiro 18, 2007

Fadunchinho
Hélia Correia


Amigos!
amigos rendi-me ao fado
se é fado
que mais podia eu fazer?
havia
na minha voz um trinado
que já pertencia ao fado
muito antes d’eu me render

Andámos
de candeia às avessas
devagar ele, eu às pressas
ele a chorar, eu a rir,
morámos
cada qual em sua casa,
nem me arrastava ele a asa
eu nem o podia ouvir

ele era
galaró de pena e crista
que eu queria longe da vista
e longe do coração.
À espera
no tal amor mal amado
julgando cair no fado
caía a mulher no chão

o fado,
por amor a mim mudou,
amigos,
ouçam-me agora cantar,
o fado,
gosta de mim como eu sou
e eu confessou que me estou
já prestes a apaixonar

Amigos,
Amigos rendi-me ao fado,
e o fado
também a mim se rendeu,
que o fado foi fadado em pequenino
vinha escrito no destino
que o seu destino era meu.


Oiça Fadunchinho por Amélia Muge (do album Não sou daqui)

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

De-Cisão à vista?




Quem ganhará?
- O fotogénico?... ou o de gema?
- O sózinho?... ou o acompanhado?
- O da Ângela?... ou o da Deolinda?
- O velho?... ou o novo?
- O da espera sentado?... ou o da espera nos corredores?
- O dos interesses imobilistas?... ou o gestor do imobilizado?
- O agente do patriarcado?... ou o homem da tecnocracia?
- O garanhão da serra?... ou o serrano de moura?

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

O PEPAL chega mesmo a Ourém?

O PEPAL é um Programa de Estágios Profissionais na Administração Local cujos procedimentos de lançamento, recrutamento e selecção dos candidatos devem ser realizados com a diligência necessária para assegurar o início dos estágios até o dia 31 de Março de 2007.
Objectivos, vagas, mais informações podem ser consultados aqui pelos amigos oureenses.
Estranho é o facto de a câmara de Ourém, à semelhança aliás de muitos outras autarquias, nada ter publicado sobre as três vagas abertas. Será que as coisas vão ser processadas sem se saber nada cá por fora? Será que o concurso aos estágios é só para alguns? Ou será que, apesar de saberem que têm as vagas, não sabem onde?
É claro que estes estágios têm grandes limitações. Basta ver o que o Diário de Notícias anuncia hoje para os estágios na Administração Central que três mil jovens iniciaram o ano passado. Mas é capaz de ser uma boa experiência para a miudagem e um alívio ainda que temporário para os orçamentos familiares.
Já agora, pode dizer-se que, à volta de Ourém, as vagas não são de desprezar: Tomar – 16, Alcanena – 9, Torres Novas – 13, Marinha - 13, Nazaré - 31 (!!!). Já imaginaram a maravilha de estagiar 1 ano na Nazaré? Ai se eu tivesse disto no meu tempo...!...
Assim, aqui fica o apelo do OUREM ao presidente David: "Senhor presidente, bote cá para fora informação sobre os estágios...".
Marca #7: Largo de Castela

Muitos dizem: "É pá, Luís, o Largo de Castela é lá para cima, para a zona do cemitério". Pode ser, mas essa é uma designação meramente formal que nada tem a ver com a realidade histórica e estórica. Perguntem ao pessoal do meu tempo.
Refiro-me ao Largo de Castela considerando aquele espaço, hoje mui estreitado, que fica na confluência da Rua da Olaria com a Rua de Castela. Espaço de mil brincadeiras, jogos de futebol, pião, berlinde... espaço onde terão decorrido muitas das nossas estórias.
Hoje, o Largo de Castela está condenado à degradação e destruição, fruto da selvática política dos nossos autarcas. Mas há memória dele - alguma até em publicações que o OUREM apadrinhou - e, por isso, enquanto este blog não desaparecer, e pode ser que dure muito mesmo depois do seguro fim da sua manutenção, ela (a memória) com certeza manter-se-á.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Há noites em que um jovem não devia sair de casa

O PedroL fez o último exame para concluir a sua licenciatura.
Decidiu jantar fora e passear pelo Bairro Alto para descontrarir. Levava a sua carteira com uns vinte euros, o cartão Caixa/Universidade, o BI, o cartão de contribuinte, um euromilhões de 2 euros fugaz esperança para desempregos anunciados, o passe para viajar de comboio e se deslocar por toda a Lisboa.
Visitou várias capelinhas...
A certa altura foi buscar cervejas para os amigos. Como não cabia tudo na mão, a carteira ficou em cima do balcão e ele nunca mais se lembrou dela.
Chegou a casa perto das quatro da manhã. Mão no bolso, alertou-o imediatamente da perda.
Anular o cartão de débito foi fácil. Repetir despesas em viagens também. Mas a visita ao posto de polícia foi martirizante. Parecia que o agente estava ali e ninguém lhe pagava. Bufava. Sugeria que não se apresentasse queixa. Ameaçava com atrasos caso as coisas reaparecessem. Que bela imagem do serviço público!
Decorreu um dia, dois...
A certa altura, uma mensagem: “vou deixar a tua carteira na banca de jornais no início da Rua da Atalaia”.
Ontem, lá fomos buscar a carteira. Estava quase tudo, o principal... nem sinal do dinheiro nem do papelinho do euromilhões.
É extremamente profissional a nova geração de amigos do alheio...
O rei do Fisco

O Dr. Paulo Macedo é, com certeza, um grande agente do sistema fiscal. Não quero pôr em causa, de maneira nenhuma, a justeza do seu vencimento de 23000 euros mensais. Já não vou tão longe em relação ao facto de ganhar mais do que o Primeiro Ministro, tão amigo que este se tem vindo a mostrar de operários, professores, desempregados e reformados, para além de ser escrupuloso cumpridor de promessas eleitorais.
No entanto, não posso concordar com a ideia de indexação do vencimento daquele sagaz agente do fisco relativamente à eficência da máquina fiscal. É que acaba por se convencer o homem que quanto mais continuar a encher os cofres do Estado maior será o seu vencimento e, nessas condições, ele não deixará de procurar novas medidas para atasanar os contribuintes. Reparem, por exemplo, no anúncio da penhora das rendas dos senhorios que devem ao fisco, mas posto em prática através da sua entrega pelos inquilinos, isto é, recorrendo a um agente que, no fundo, nada tem a ver com o assunto, perturbando-o, criando-lhe dificuldades, quiçá, aterrorizando-o. Tal solução nem lembraria ao Diabo – aqui tomado como suprema encarnação do Mal Absoluto.
O Governo do Eng. Sócrates tem-se vindo a manifestar mestre na arte de virar uns portugueses contra outros. É senhorios contra inquilinos, é reformados contra activos, é privados contra a função pública, esta eleita bode expiatório de todos os males do país e da sua fragilidade empresarial.
Mas onde se manifestam as insuficiências da nova estrela fiscal é num aspecto da relação do fisco * contribuinte. Não existe qualquer medida que premeie os cumpridores. Há mais de trinta anos que cumpro regularmente as obrigações fiscais e nunca tive uma palavra de apreço do sistema fiscal. Entreguei Imposto Profissional, Imposto de Transacções, Imposto Complementar, IVA, IRS, IMI, nada tenho que me apontem. Esta segunda-feira, mais uma vez, lá fui entregar o IRS (desconfiado que sou das declarações electrónicas): a senhora que me atendeu ficou banzada com a perfeição do preenchimento. Sorriu. Respirou. Mas, quanto a prémio... nada.
Assim, perante alguém que tem uma perspectiva enviezada da relação com o contribuinte e que é pago com o seu dinheiro eu só posso concluir que o Governo não deve ceder a manter aquele profissional com aquele vencimento.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

O troglodita anónimo voltou a atacar

Depois de ter deixado um rasto significativo em alguns blogs de oureenses, uma alimária que se assina "Anticomunista Primário" veio deixar a sua peçonha no OUREM.
Tirando este post, não lhe vou ligar patavina, até serve para aumentar o número de comentadores que o OUREM exibe. Não vou inibir nem moderar comentários. A besta que se reveja na qualidade dos escritos que produz...

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Marca #6: Zé Quim

Mais uma vez, do grande Dicionário Castelaico-Oureense retirámos a definição seguinte:

Zebra. Animal de duas patas cujo tronco era da largura do pescoço o que terá originado uma procura de semelhanças com o de quatro patas correspondente. A agravar a parecença o facto de por vezes usar camisolas às riscas e nas deslocações evidenciar dificuldades constantes de equilíbrio. Trata-se obviamente do Zé Quim. A autoria da alcunha terá sido minha ou do Jó Rodrigues.

Durante anos, foi fácil encontrar em OUrém o Zé Quim. Agora, é bem mais difícil. Não, não é só a questão de, quase aos sessenta, estar desterrado em busca da subsistência. Acontece com ele o que tem vindo a acontecer com alguns que conheço: são vítimas do desencanto de assistir, impotentes, à destruição da terra que conheciam. Para não o verem, recusam-se a aparecer...

domingo, fevereiro 11, 2007

Nada de novo no concelho de Ourém

Com uma abstenção na ordem dos 48%, e votos expressos de 34,4% no SIM e 65,5% no NÃO, o concelho de Ourém mostrou-se na sua tradicional linha de contrariar as grandes tendências nacionais.
A nível de freguesia, os resultados não são mais do que os esperados. Vitórias do SIM em Alburitel, Seiça e Nossa Senhora da Piedade; vitórias do NÃO, em todos os outros com um máximo de 84,4% na Ribeira do Farrio e outros resultados esmagadores na Freixianda (80%) e Fátima (72%).
Os resultados podem ser vistos aqui.
Pois eu creio que é vinculativo

Já ouvi comentaristas a desvalorizar a vitória do SIM argumentando com o valor da abstenção.
Na sua perspectiva, o resultado seria vinculativo se fosse >= a 50% e ganharia a opção que tivesse mais de 50%.
No entanto, uma abstenção de 44% e um SIM de 61%, resultados considerados de acordo com a previsão da Católica, significam que mais de 27% dos eleitores votaram no SIM, valor superior ao produto dos dois valores mínimos anteriores. Por outro lado, isto significa que, mesmo que tivessem votado 50% dos eleitores e os votos que faltam para chegar aos mesmo fossem para o NÃO, este não conseguiria ganhar.
Portanto, o que há a fazer é respeitar os resultados e actuar de acordo com eles: despenalizar, não vexar, assistir...

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

SIM

Pelo não à penalização, ao vexame, ao negócio clandestino, à hipocrisia, ao cinismo.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Marca #5: Sérgio Ribeiro

Talvez não haja oureense por quem eu tenha sentido mais admiração durante tanto tempo como o Sérgio. A estima, essa, é bem mais recente pois só o conheci pessoalmente há três ou quatro anos durante uma sessão na Som da Tinta sobre blogs.
O Sérgio influenciou a minha formação e desenvolvimento. Quando estudei, os seus textos estavam lá, quando as porta da prisão se abriram com Abril, ele saiu por elas, depois continuei a seguir sempre o seu percurso.
No início do OUREM, muitas vezes, postava alguma coisa de que ele discordava e logo surgia, com aquela bondade que o caracteriza, mas com firmeza, uma observação dele do tipo "temos de falar". Há alguns textos dele cuja única publicação é do nosso blog.
Sei que o Sérgio anda às voltas com um troglodita anónimo. Eles bem sabem a quem hão-de chatear, por alguma razão não vêm a este inofensivo blog. Mas o Sérgio tratará dele com toda a sua capacidade.
Tudo isto para vos deixar com a marca deixada para este nosso amigo que dividi em duas para melhor consulta, dedicando uma por inteiro ao Parlamento Europeu.
Nota: com quase toda a certeza, ainda não me foi possível indexar tudo o que diz respeito ao Sérgio no OUREM, mas isso será feito com o tempo.
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