sábado, outubro 16, 2004

Um OE sem vergonha fiscal
Oureenses,
reparem bem naquelas descidas de taxa lá para um dos escalões superiores...
...sim, aquelas lá ao fundo, com traço marcadas...

(fonte: a grande loja do queijo limiano)
Terá sido a perspectiva cristã sobre a sociedade que o levou a fazer isto?

sexta-feira, outubro 15, 2004

Estupefacto
Esta manhã, tomei conhecimento do OE e fiz um humilde post com o que se referia a Ourém. Os dados existentes podem ser mais explorados e pode-se passar ao nível de freguesia...
Passado algum tempo, dei com esta notícia no Castelo.
Todos sabem que não morro de amores pelos partidos de direita. Mas, se estiveram atentos, sabem também que tenho elevada consideração por muitos dos seus políticos.
E nem é preciso sair de Ourém.
Neste momento, interrogo-me: será que Ourém vai ser uma coutada como a Madeira ou governada por algum Avelino?
A ser verdade aquela notícia e a infeliz afirmação final, e eu espero bem que não seja, que tenha sido um engano, O Governo de Portugal projecta colocar 10 milhões de euros nas mãos de alguém que nem respeitou o regulamento relativo a eleições no seio do seu partido. Alguém que, arrogantemente, julga estar acima da lei. É inaceitável, o PSD não merecia ser tão maltratado.
Se ali faz isto, o que irá fazer cá fora?
Há quem fique pior
No distrito de Santarém, de acordo com a proposta hoje entregue na AR por BF, Ourém nem se pode queixar muito. Vai poder gerir mais de 10 milhões de euros o equivalente a 2 milhões de contos. Apenas Abrantes e Santarém levam mais uns trocos e há uns concelhos coitadinhos que nem chegam a 1/3 do que a nossa terra leva.
É o que se pode ver no quadro seguinte. Que irão os nossos autarcas fazer com tanto dinheiro? Mais campos de golfe? Mais centros de negócio? Mais lojas às moscas? Esperemos que o digam ao povo antes de apresentarem o facto consumado.

Município

Valor

(euros)

%

Ourém=100

Abrantes

11139932

8,73%

105

Alcanena

4640917

3,64%

44

Almeirim

5193555

4,07%

49

Alpiarça

3044141

2,39%

29

Benavente

5153660

4,04%

49

Cartaxo

4847612

3,80%

46

Chamusca

6703177

5,25%

63

Constância

3100718

2,43%

29

Coruche

9912851

7,77%

94

Entroncamento

3136107

2,46%

30

Ferreira do zêzere

4558579

3,57%

43

Golegã

2918472

2,29%

28

Mação

6006514

4,71%

57

Ourém

10575226

8,29%

100

Rio maior

5859646

4,59%

55

Salvaterra de magos

5146732

4,03%

49

Santarém

12326121

9,66%

117

Sardoal

3353150

2,63%

32

Tomar

8703304

6,82%

82

Torres novas

8220075

6,44%

78

Vila nova da barquinha

3047446

2,39%

29

Total

127587935

100,00%

Embora...
... não desdenhe assistir ao magnífico jogo em que, com certeza, daremos uma lição aos famigerados acólitos do pintainho da costa.
Pena é que ele já ande com ameaças de que a equipa não vai aparecer.
Quando é que esta ente ganha juízo e faz desporto por desporto?
Este fim de semana...
... apetece-me ver qualquer coisa como isto.
É curioso...

... faz-me mesmo lembrar um distinto oureense.
3 oureense(s) ligado(s)
Sempre que chego ao Ourém e vejo este tipo de informação, sinto que há alguém a ver ou a ler o mesmo que eu. Alguém que pode concordar ou discordar, mas raras vezes deixa o seu comentário. E apetece-me perguntar: is there anybody out there?
E isto lembra-me aquela magnífica música, quando aquela banda ainda tinha algum jeito com o Waters, que apetece mesmo ouvir nesta horinha que falta para saciar a fome...
Mas, em Thomar...

Que inveja!
Ali, a tradição é mesmo para ser cumprida.
A pobreza em Portugal
Em 2001 cerca de 20% da população portuguesa encontrava-se numa situação de risco de pobreza, isto é, dispunha de um rendimento por indivíduo inferior a 3589 € (cerca de 300 € por mês). Portugal, conjuntamente com a Irlanda (21%), Grécia (20%), Espanha e Itália (19%) e Reino Unido (17%), apresenta uma taxa de risco de pobreza superior à média da UE 15, que se situa nos 15%.
A medida aqui usada para determinar a fracção da população que enfrenta um risco de pobreza é a convencionada para os países da União Europeia (UE) e definida como a proporção da população que tem rendimentos inferiores a 60% da mediana da distribuição do rendimento monetário líquido equivalente, em cada país.

Ineficácia na redistribuição
Os valores apresentados são calculados após ter em conta o efeito da actividade redistributiva do Estado, que se estima atenue o risco de pobreza em Portugal em 4 pontos percentuais. De facto, com base no rendimento sem ter em consideração as transferências sociais, estima-se que 24% da população se situaria abaixo da linha depobreza. O efeito destas transferências parece ser mais pronunciado na UE15 do que em Portugal, uma vez que partindo do mesmo valor de 24% antes de transferências se chega a um valor de 15% após ter em conta as transferências sociais.

Um estado de pobreza crónica
Cerca de 3/4 da população que se encontrava em risco de pobreza em 2001, já tinha estado nessa mesma situação em pelo menos 2 dos 3 anos anteriores. Dito de outra forma, 15% da população residente em Portugal em 2001 enfrentava uma situação de risco de pobreza persistente. Em contraste, este risco atinge 9% dapopulação residente no conjunto da UE 15 - cerca de 3/5 da população em risco em 2001.

Da desigualdade de distribuição do rendimento
Portugal observou em 2001 a mais acentuada desigualdade da distribuição do rendimento (37%), medida pelo coeficiente de Gini, quando comparado com os parceiros comunitários. Portugal é seguido pela Espanha e Grécia(33% em ambos) e ainda pelo Reino Unido (31%). A maior equidade, traduzida por este indicador, observa-se na Dinamarca (22%), Áustria, Finlândia e Suécia (24%), estimando-se para a globalidade da UE15 um coeficiente de 28%.

(encontra aqui o texto do INE)
O orçamento de Estado
Vinha cheio de força para me atirar ao Orçamento que costuma aparecer aqui, mas estou quase a desistir: eles não o disponibilizam e eu não estou para estragar o fim de semana.
Enraivecido, fui ao sítio do INE à procura de informação sobre a pobreza em Portugal.
Como sabem, em Ourém, para a qual não tenho dados, ainda é pior do que na média do país, até merecemos aquela honra de sair da região de Lisboa e Vale do Tejo para ter mais fundos estruturais.
O próximo post é sobre o texto do INE.
O Notícias de Ourém...
... continua na maior: agora já consigo ter acesso às suas notícias antes de chegar em papel aos oureenses. Ontem li-o de rajada.
Devo confessar, achei-o um bocadinho a puxar para o laranja, tanta notícia trazia sobre os últimos acontecimentos no PSD concelhio. Será que não há vida noticiável no PS ou na CDU ou no BE? Corresponderá a ausência de notícias sobre estas organizações a uma ausência de práticas das mesmas?
De qualquer modo, há um artigo de opinião que não perdoa à actuação do governo de coligação que temos de suportar, pode dizer-se que isso equilibra um pouco as coisas.
Apesar de tudo, há algo que me desgosta muito no Notícias de Ourém.
Tanto nós, como o Castelo, sempre o temos tratado muito bem.
Fazemos referência às suas notícias.
Pusémos nas nossas páginas um link para a sua página.
Mas o dito jornal recusa-se a olhar-nos, ou fá-lo com sobranceria, despreza-nos... não nos considera suficientemente sérios (ou úteis) para merecermos um singelo apontador. Paciência...
Ponto de situação sobre os problemas do site da Câmara
Já temos de novo a Agenda do Presidente.
Foram disponibilizadas mais duas actas (20 e 27 de Setembro).
Os textos relativos às pós-graduações passaram a ser correctamente apontados. A propósito, parece-me um pouco puxado o preço para aqueles cursos que, deve dizer-se, não conferem qualquer grau académico.
Continuamos sem directório de empresas. Meus amigos, au acho que este seria um trabalho importantíssimo para se conhecer melhor o concelho.
Continuamos sem aquela informação associada ao último botão à direita: Viver Ourém, etc., etc.
Continuamos sem possibilidade de introduzir comentários.
Mas nem só o comentário seria importante. Instrumentos como o Univa deveriam servir para criar uma base de dados disponível para as empresas e para os que procuram emprego.

quinta-feira, outubro 14, 2004

A venerável presidente

O Zé Oliveira também faz ilustrações relativas aos autarcas.
Na presente, a Isabel ganha em humanidade, perde um pouco do seu ar pedante.
Será que o Zé tem algum projecto para fazer tratamento semelhante aos que são responsáveis pelos destinos da nossa terra?
Cuidado com as próximas férias
Oureenses,
de acordo com o nobre ministro Guedes, no próximo ano, no Algarve, vai haver anormais cortes de água.
Lembram-se como aquilo era há uns dez anos? Todos os dias...
Já imaginaram como vai ser? A atenderem-nos mal como costumam fazer, sem água, baratas e lixo por tudo o que é sítio, o melhor é o pessoal pensar noutras paragens que até parecem mais económicas e arranjadinhas...
A magnífica arte...

... do Zé Oliveira também pode ser vista aqui.
Oportunamente (isto no Blogger é cada vez mais difícil) adicionaremos o seu blog à rede dos que mais visitamos.

Esquecimentos
Afinal, e de acordo com o Público, aquela manifestação a que ontem assisti, deveu-se ao facto de o caso ter caído no esquecimento. A culpa foi da mudança de governo, mas é sintomático da atenção que é dada aos problemas do nosso povo.
Mas a propósito de esquecimentos...
Há dias, vi o major valentão a mandar umas bocas por causa de Cavaco Silva não ter apreciado muito, ou pelo menos em termos favoráveis para a coligação, o conjunto de factos que levou à mordaça (própria ou infligida, tudo é possível com o artista) do professor Marcelo.
Mas estou a recordar-me de qualquer coisa lá para cima...
Apito Dourado era o seu nome...
Já teve um desfecho? Ter-me-á passado despercebido?
Ou também foi para o bau dos esquecidos?

quarta-feira, outubro 13, 2004

Trabalho Sim, Desemprego Não
Passei mesmo agora por uma manifestação das pessoas da Sorefame com a qual tentavam interessar o primeiro ministro ns solução de uma situação bem difícil.
A polícia já estava por todos os lados e já tinha tapado a Calçada da Estrela, barrando a sua passagem para a rua que possibilitava a sua chegada à residência oficial do primeiro ministro. Assim, este pode sempre argumentar que desconhece totalmente este caso.
Como já disse, reconheço que uma empresa que não tem viabilidade não tem que estar a funcionar só para manter o emprego...
... mas esta indisponibilidade para ouvir os que sofrem a situação e para procurar uma solução da parte de quem governa um país é assaz reveladora. E repare-se que estamos perante um caso em que se trata de mão de obra muito qualificada.
Pobre país o nosso que trata tão bem os seus recursos...
Apanhado

Sabem que o Zé Oliveira tem um blog com algumas das suas magníficas ilustrações?
Meus amigos, aquilo merece mesmo ser visto.
E agora, tenho de ir. Os cachopos já estão à espera. Até amanhã... se não for mais cedo.
Vermelho e medieval
Recebemos do Sérgio (o da direita), o aviso de que o Expresso tinha publicado na Única um texto sobre o vinho de Ourém.
Seria um bom tema para aqui reproduzirmos.
Infelizmente integra-se no material pago produzido por aquele semanário e este blog é feito em condições de total ausência de custos (exceptuando os do trabalho e da utilização normal do computador). (Estão a ver: mais uma forma de censura?)
O texto é muito interessante e criou-me um certo recordar da água-pé da nossa terra. E múltiplas e transcendentes questões:
Como é?
Já há?
Saiu boa este ano?
Onde?
Ainda o Intermarché
No Castelo, Zaza insurge-se contra a acção da Quercus relativamente ao novo supermercado:
Acho lamentável que alguém tome uma iniciativa que possa por em causa a construção do novo Intermarché. Lamento profundamente que "alguns" membros da Quercus procurem protagonismo numa situação destas. Tantas vezes viram a cara ao lado a atentados ao ambiente e vão agora criar um caso que apenas visa prejudicar quem quer apostar nesta terra - Ourém. A linha de leito de cheia parece estar bem definida, pelo que a partir dai é possível construir. Se vier a ser dada razão aos proprietários do Intermarché e se este vier a querer ser indemenizado, como vai ser?
Terá a Quercus tantas verbas disponíveis que possam fazer apostas destas?

Este comentário é notável por várias razões, mas uma delas mostra bem o tipo de censura que a nossa sociedade utiliza: terá a Quercus tantas verbas disponíveis...?
Por isso, é legítimo deixar algumas questões:
- E se a linha do leito de cheia não estiver bem definida? Zaza só diz parece...
- E se não vier a ser dada razão aos proprietários do Intermarché?
- E se, mesmo que se lhes seja dada razão, um dia, uma cheia...
Em situações como esta, penso que é preferível uma garantia prévia e todas as acções para a obter deverão ser apoiadas apesar de poderem prejudicar algumas apostas em Ourém.

Não o parem, não...

Basta haver o crescimento da economia que está previsto para naturalmente a arrecadação da receita fiscal poder ser superior à que foi este ano

...Vamos pagá-las todas lá para 2006.

terça-feira, outubro 12, 2004

O Ourém pelos seus leitores
Um Barba Ruiva maquiavélico?

Alma, um interessantíssimo blog, deixa-nos o seu comentário onde Santana é apresentado com um ente maquiavélico que promete para, mais tarde, dizer que não o deixaram cumprir.
Será possível?
A ser verdade, mais uma vez me deixei levar pelo seu canto de sereia.
Mas não resisto a postar o texto referido:

O discurso foi um conjunto de promessas, que nunca serão cumpridas, já à espera que o Dr. Sampaio, deite o governo abaixo.

Depois do governo cair, Santana Lopes vai fazer o discurso do coitadinho, argumentando junto da população portuguesa que queria descer os impostos, aumentar as pensões e o Dr. Sampaio não o deixou...

A isto chama-se pré-campanha eleitoral!

Eu acho muito mais grave do que uma pré-campanha eleitoral. Felizmente, é apenas uma hipótese.
A cassete do pirata



Meus amigos,
garanto-vos que aquilo era uma cassete pirata. O discurso do cabeça de gel que lá apareceu nada tem a ver com o que eu queria proferir. Fui censurado. E como eu, muitos mais. Será que pensam que eu não sei que muita gente não publica por desinteresse das editoras? Isso não é uma forma de censura? Porque é que o Mourinho publica? E o Ricardo? É porque escrevem bem? É porque contam coisas de interesse? É porque são científicos? Se calhar é porque vendem, logo o mercado em que toda a nossa sociedade se baseia é uma forma de censura. Tenho provas...
E os salários da função pública... levam um aumentozito de acordo com a inflação deste ano. Mas eles não tiveram aumentos em anos anteriores. E qual é a taxa de inflação? Acham que a taxa de inflação de uma família bem estabelecida é a mesma de um jovem casal com necessidade de adquirir habitação e meio de transporte? Acreditem em mim, as taxas de inflação são diferentes de acordo com quem sente os preços, logo eu devia oferecer aumentos diferentes.
E acham que fui eu quem escreveu aquela enormidade sobre os reformados? Uma convergência com o salário mínimo... mas quem é que consegue viver com o salário mínimo? Não seria preferível cortar nas grandes pensões e distribuir esses montantes pelos mais carenciados?
Como veem, não fui quem fez aquele discurso, quem produziu aquela cassete.
Apontam-me agora o IRS. Mudam os escalões e também as taxas. Penso que é mais positivo do que o que se pensava antes, especialmente se a mudança de taxa for significativa (para baixo). Mas seria muito mais profíquo atrair os não cumpridores ao sistema, talvez com taxas ainda mais baixas de forma a que o nosso país deixasse de ser uma monumental economia paralela.
Foi isto que ouviram, meus amigos? Não, ainda recordo bem aquela passagem sobre pagamentos diferenciados de acordo com o escalão de rendimento: apesar dos abusos e das fugas, vamos utilizar o sistema.
Por isso garanto-vos, aquilo que viram e ouviram era uma verdadeira cassete pirata. Era propaganda eleitoral em tempo de notícia, era a voz de um demagogo.
Não era, com certeza, a comunicação de um primeiro ministro.

segunda-feira, outubro 11, 2004

Quinta das Celebridades
PSL fala hoje ao país.
Ele sim é a verdadeira Celebridade neste jardim à beira mar pasmado. Ainda não refeito da monumental campanha nos Açores para ajudar o Cruz na sua caminhada contra César, já corre para os meios de comunicação no Continente para repor a verdade acerca da tentativa de domesticação dos media.
Que terá para nos dizer?
Desmentirá a distribuição de benesses pelos boys?
Negará as reformas vergonhosas com o povo a morrer de fome?
Dirá algo sobre o orçamento? Tenho uma certa curiosidade, que tentarei esclarecer, relativamente ao orçamento para Ourém.
Candidatar-se-á a um lugar na Quinta? Concorrentes à sua altura tem lá à farta.
Mais Cumplicidades
Um poema publicado no Ourém foi integrado no magnífico blog onde a poesia é a forma essencial de expressão.
A composição elaborada é muito bonita e honra-nos. Obrigado, Maria Branco.
E, quando ali estamos, como nos parece longe um mundo cada vez mais pobre em múltiplas dimensões.

domingo, outubro 10, 2004

Abusos
O Público hoje dá mais alguns elementos sobre o caso Pombal Fala já noticiado no Castelo. Ao que parece terá havido alguma insistência camarária para calar o dito blogger o qual não terá tido todo o cuidado: ele usou o equipamento e tempo de trabalho na empresa que lhe pagava o salário para desancar na Câmara. É um caso muito semelhante ao de Marcelo: usava o tempo de antena na TVI para desancar no governo em cuja actuação aquela empresa tinha eventuais interesses.
No mesmo jornal, Barreto assina uma crónica onde algumas passagens são extremamente lúcidas:
Qualquer empresa privada da imprensa e da televisão tem o direito de contratar e substituir os profissionais, os colunistas e os jornalistas que entenda. Como tem o direito de aspirar a uma posição de isenção ou de ter uma linha política determinada, favorável a um ou outro partido, uma ou outra política, um ou outro grupo económico. E, desde que respeite as leis do trabalho e as obrigações contratuais, tem o direito de despedir quem não escreva, não pense ou não fale de acordo com os seus interesses. Mas também tem, evidentemente, de pagar os custos das suas decisões. Se despede alguém, se censura um comentador, se pretende dar instruções a quem se exprime, se procura fazer favores ao governo ou aos grupos económicos a que pertence, se deseja manipular a inteligência, se tenta moldar o pensamento dos seus colaboradores, se assim age, uma empresa privada não se deve depois admirar com as consequências dos seus gestos.

Por seu lado, o Governo não tem o direito de tentar controlar a informação, canalizar recados, escolher dependentes para fazer o seu "dirty work", fazer favores aos seus amigos do Capital, enriquecer os seus aliados, nomear sistematicamente os seus tarefeiros de partido, seleccionar subservientes para as empresas em que detém poder de decisão, silenciar homens livres, forçar pessoas independentes a conformarem-se aos seus mais que suspeitos desígnios, calar adversários e asfixiar concorrentes. Nem tem o direito de escolher capitalistas ou seleccionar jornalistas.
Não são estes os únicos abusos que se podem notar na relação das pessoas com as entidades empregadoras.
Coloco este blog à disposição dos oureenses para denunciarem qualquer caso de abuso bem documentado.
Lembro outros dois casos típicos.
Há anos, numa empresa multinacional, um técnico da área de informática resolveu frequentar um Mestrado, habilitação superior à do líder informático da empresa. É claro que cometeu os seus abusos para assistir a algumas aulas. No final, esses abusos foram aproveitados para fundamentar a carta de despedimento.
Outro caso conhecido é o aproveitamento do produto de trabalho dos elementos com uma situação inferior na escala hierárquica. É muito comum que trabalhos por eles elaborados sejam apresentados aos níveis superiores como sendo da autoria das suas chefias, fazendo esquecer a sua contribuição que terá sido fundamental. Indivíduos em posições de chefia, que nunca tiveram jeito para o quer que fosse, acabam por se apresentar como autores de documentos em autarquias, em empresas públicas ou privadas produzidos por trabalhadores que dependem deles.
Se algum oureense se sentir em alguma destas situações pode enviar-nos uma descrição da mesma para aqui.

sábado, outubro 09, 2004

Inquérito ao campo
Lembro-me de vários: eu, o Luís Nuno, a Teresa, o Zé Pereira, o Al Simon, o Trinca espinhas, o descendente do mestre da música...
Há trinta anos reunimo-nos, se não estou em erro, no quarto do Al Simon em Lisboa,para preparar a realização do inquérito ao campo de acordo com as instruções previamente publicadas de um perigoso comunista: o Chico Martins.
O quarto era óptimo para estas actividades conspirativas. Logo à entrada, tinha um magnífico poster de Mao e da revolução cultural na China.
Claro que, com as dificuldades de transporte para Ourém, tudo se ficou pelas boas intenções e por uma visita, num sábado à tarde, ao Avenida.
Será esta magnífica realização em Ourém, a "radiografia" do concelho, mais um resultado dos preciosos ensinamentos do camarada Mao aos seus discípulos laranja através do camarada Relvas? Estará a preparar-se uma bem necessária revolução cultural para Ourém e para o país?
Já os viram por aí?
Estou aqui, à porta de casa, há mais de três horas, à espera deles para me fazerem a "Radiografia", mas não aparece nenhum. Será que se esqueceram da minha terra? E como eu gosto de ver estas caravanas de malta barulhenta e ululante...
Mas foi mais uma partida do Relvas.
Está quase a chover, vou mas é para dentro que ainda me constipo e estrago a imagem do concelho.

sexta-feira, outubro 08, 2004

Uma brisa suave, mas, por vezes, excessivamente forte
Encontrámos mais um blog por Ourém. Trata-se do brisa mínima.
É assinado por um estranho 1bigonbalcão(??????).
Desejamos-lhe o melhor sucesso, Ourém precisa cada vez mais de vozes pelo desenvolvimento, pela ética, pela liberdade...
Faltas ao serviço
Esta semana não fomos brindados com a agenda do Presidente, assim não podemos prosseguir com a descoberta e análise das grandes linhas da sua prática. Estará certamente a compensar o tempo gasto durante o fim de semana em actividades de representação.
Mas outras faltas se detectam na página do Município
- as actas da Câmara têm quase um mês de atraso: a última é de 13 de Setembro;
- o directório de empresas nunca mais é preenchido;
- Viver Ourém e Ourém informação estão em actualização há meses sem nada daí resultar;
- Formação pós-graduada não tem conteúdo nos links para onde somos remetidos excepto no que respeita ao Aconselhamento.
Uma observação final: é uma pena que as páginas das autarquias não tenham uma estrutura de blog a qual permitiria a inserção de comentários. Pode-se argumentar: mas há um endereço para onde os podemos enviar. Há, é verdade, mas em muitos casos, não chegam ao destino. Todo o correio que enviei pela Internet para Cascais, Tavira e Parede me foi devolvido ou não foi tido em conta.
Ficando visível, o comentário mostraria essa falha do interlocutor e poderia mobilizar outros municipes.
Leitaria Oureana
Este post é uma correcção.
Já há algum tempo, deixámos aqui um artigo denominado Leitaria Guerra.
Pareceu-nos essa a designação mais lógica. É um pequeno espaço que sempre nos lembra o Vítor, o Carlitos e o seu pai.
Distinto oureense chamou-nos a atenção para uma incorrecção: a sua designação foi Leitaria Oureana.
Assim deverá passar a designar-se esse artigo.
Amordaçado?...
Este professor é, sem dúvida, o maior.
De um momento para o outro conseguiu estranhíssima solidariedade de Cavaco Silva a Fernando Rosas.
Mais, foi praticamente a primeira notícia em quase todos os canais e ocupou os noticiários da rádio por várias horas.
O Barnabé fez quase uma dezena de posts por sua causa.
O blog de esquerda foi um pouco mais comedido mas não deixou de o referir.
Ana Gomes, no Causa Nossa, pôs o seu espaço no blog à disposição daquela estrela. Hoje, no mesmo blog, Vital Moreira deixa algumas perguntas inocentes.
Os jornalistas da TVI, em abaixo assinado, obrigaram a administração a pronunciar-se.
A RTP, em horário nobre, mobilizou quadros importantes de todos os partidos com representação parlamentar para um debate que demorou horas.
A SIC entrevistou Pacheco Pereira cuja análise não ficou muito distante da interpretação de de Fernando Rosas. No Abrupto, Pacheco referiu por vários vezes o caso neste pobre país.
O Presidente chamou-o a Belém e dedicou-lhe cerca de uma hora.
PSL foi posteriormente reunir-se com o Presidente e à saída foi obrigado a referi-lo.
Tudo isto em pouco mais de um dia. Ele continua sem dizer palavra, mas os outros falam por ele. É admirável.

quinta-feira, outubro 07, 2004

O professor
Se a TVI tem o Castelo Branco para que precisa do Marcelo? As audiências estão garantidas...
Um atentado à democracia calar ou censurar o professor? Então a TVI não é uma empresa privada onde quem manda é o patrão? Pode tolerar-se lá dentro um indivíduo que estraga os seus negócios com o governo?
Eu acho que o GOverno e a TVI fizeram muito bem.
Calem o Marcelo, calem o Pacheco...
... mostrem ao povo o que verdadeiramente são!
Teremos novo supermercado ou piscina?
Nada me move contra o Intermarché.
Mas estou farto de ver aqui em Lisboa o resultado de se construir sobre leitos de ribeiros, rios, etc.
Assim, saúdo a iniciativa parlamentar do PCP que tende a apurar até que ponto é que o novo supermercado reune as condições fundamentais para o podermos frequentar sem perigo de sermos levados pela cheia. O documento que originou estas considerações foi-nos enviado pelo Sérgio e já é post do Castelo.

quarta-feira, outubro 06, 2004

Um castigo merecido
Isto parece um ataque da RIAPA ou do Anacleto, mas há que repor a verdade.
Pus-me a editar a template. Cortei umas passagens sem querer e ficou tudo uma desgraça.
Resultado: tive de mudar de template o que me levou à perda de comentários.
Amanhã apurarei outros estragos e verei o que se pode recuperar
Pelas freguesias de Ourém

Acho sempre um piadão a estes mapas, especialmente quando a partir deles, com um simples click de rato, temos acesso a um descritivo e a uma pequena história das freguesias da nossa Ourém.

terça-feira, outubro 05, 2004

Feriado
Há 30 anos, imbuído de fervor revolucionário, o pessoal foi todo trabalhar. No final, ofereceu-se o dia de trabalho à nação.
Não interessa, nem quero discutir o que aconteceu a esse dinheiro. Se foi bem ou mal aproveitado. Se alguém, oportunisticamente, se aproveitou ou não dele...
O que é importante é constatar que, hoje, possivelmente, considerando o leque de políticos que potencialmente nos governam, nenhum conseguiria aquele magnífico espírito que, então, ainda nos unia. Imaginem que PSL ou BF vinham com esta conversa...

segunda-feira, outubro 04, 2004

Gente barrasca
São aquelas as Celebridades do meu país.
Gajas que se despem por dinheiro, mariconços que mercadejam obras de arte, autarcas com processos de corrupção até ao pescoço, gente que participa em filmes pornográficos. Ficam muito bem quando o curral do porco estiver cheio daquela coisa. Nem sei se o apoio moral de PSL e PP, hoje manchete no 24 horas, nessa altura, lhes valerá.
Com gente desta, como é que isto pode sair da fossa?
4 pontes como esta = 1% do PIB
Ouvi, há pouco, nas notícias de uma estação televisiva, que alguém tinha feito um estudo científico e apurado que quatro pontes como a de hoje provocavam perdas estimadas em 1% do PIB.
É formidável a desfaçatez de alguns portugueses.
Por um lado, dizem que o funcionalismo não faz nada, é um conjunto de preguiçosos, que 80% do seu trabalho é para si (vide, por exemplo, a grande loja do queijo liminiano). Por outro, mal o governo tem a lucidez e sensatez, suportadas por estudos fidedignos sobre os feriados do ano, de calar o seu desencanto com a dádiva de um dia que até dá muito jeito, argumentam que há prejuízos monumentais para o país.
Nem notam que, se aquela ponte fosse estendida ao ano inteiro, nas condições do estudo dito científico, o PIB mais do que desapareceria. É caso para perguntar: que andam então a fazer os que realmente produzem?
Ainda os complementos de reforma dourados
Um regulamento criado em 1993, quando Braga de Macedo era ministro das Finanças e Rui Vilar presidente da CGD, atribui aos administradores da instituição um complemento de reforma equivalente a 15 por cento do salário bruto no banco pelo tempo de serviço prestado em outras empresas públicas.
O suplemento de Economia do Público de hoje traz a história completa desta gestão obscena sempre dirigida para a resolução dos grandes problemas do país.
Bakunine em Ourém
"A imensa maioria dos indivíduos humanos, não só nas massas ignorantes, mas também nas classes civilizadas e privilegiadas, não quer nem pensa senão o que toda a gente à sua volta quer e pensa; acredita, sem dúvida que quer e pensa por si mesmo, mas não faz mais do que repetir servilmente, rotineiramente, com modificações inteiramente imperceptíveis e nulas, os pensamentos e as vontades de outrem. Este servilismo, esta rotina, fontes inesgotáveis do lugar-comum, esta ausência de revolta na vontade e esta ausência de iniciativa no pensamento dos indivíduos são as causas principais da desoladora lentidão do desenvolvimento histórico da humanidade."
In Bakunine, por Henri Arvon, colecção Filósofos de todos os tempos, Estúdios Cor, Lisboa 1966
Interrogações sobre Cumplicidades
Mas como é que a Maria consegue tratar tão bem a cor, o formato do blog e as palavras?
Terá uma equipa por sua conta ou serão inúmeros talentos numa só pessoa?
Aquele blog continua magnífico.
Mas melhorará muito se um dia tiver a coragem de lá publicar um poema da Ana para o dar a conhecer a um mundo bem mais amplo que o dos meus amigos. Ao lado do Eugénio, do Zé Carlos, dela...
As novas fronteiras

Não há que duvidar
É o próprio Marcelo quem o diz: "este governo é bem pior que o pior de Guterres".

domingo, outubro 03, 2004

Ricucu Uma simples folha branca que esvoaça,
Ritmada por ecos de música e p'lo vento que passa
À espera dum breve registo... um qualquer pensamento
Que a enriqueça com arte, feliz contentamento!

Uma tábua comprida é um banco
Uma mesa corrida um convite ao descanso
O mar ao longe, cenário e as dunas um manto
Aqui repousam lamentos, aqui o amor é santo!

Que seja imortal este momento,
A paz, a alegria, o sentimento....
Que tenha memória viva este sabor ameno!

Anseio sempre por voltar aqui
A este lugar tão fabuloso e tão pleno!
.... este refúgio de mim!

Ana Prata
(Praia do Gancho/ Bar do Ricucu / Agosto 2004)

sábado, outubro 02, 2004

Já nem o Coelhone é como era...

Agora até este simpático socialista nos desilude: também não quer alianças à esquerda.
Será que o Expresso ouviu mal?...
... e o tal acordo foi entre PSL e JS?
Afinal não foi a CIA
Durante muito tempo, houve da parte do pessoal da esquerda mais radical (ou autoritária, como preferirem) uma certa pedra no sapato em relação ao comportamento de Soares e dos socialistas no PREC. Dizia-se, em bom português, que Soares era financiado pela CIA, aquela organização do imperialismo americano de que fazia parte o famigerado Carluci.
O Expresso de hoje vem esclarecer tudo. Não foi nada disso: os Ingleses estiveram perto de invadir Portugal e tê-lo-iam feito se o PC conquistasse o poder. Os socialistas de todo o mundo, organizadamente, facultaram o dinheiro e recursos que Mário Soares precisava para a campanha, livrando-nos assim de uma vergonhosa e sangrenta invasão.
Aos poucos a história vai-se refazendo, mas é de registar este espírito de sacrifício dos socialistas por todos nós num momento em que ainda era bem viva, entre todos os que apoiaram o 25 de Abril, a lembrança da acção criminosa de Pinochet no Chile. Mesmo que do mesmo tenha resultado esta insípida alternância ao centro que a vitória de Sócrates já anuncia.
Ourém no ranking de escolas
De acordo com o semanário Expresso, as três escolas do concelho de Ourém (CEF, S. Miguel, ambas de Fátima e a escola secundária de Ourém) ter-se-ão classificado entre as 250 melhores escolas de um conjunto de 554 que teve exames do 12º ano a mais de 100 estudantes.
Em termos globais, os resultados não envergonham de modo nenhum a nossa terra. À falta de suporte informático, não fizemos contas, mas se considerarmos o valor de cada escola vê-se que qualquer delas ficou claramente acima da mediana embora nada se possa adiantar sobre a média. Mais detalhadamente, com uma média de 10,1 em exames, é natural que tenha havido um número absoluto de chumbos significativo na escola secundária de Ourém, mas é de registar que entre as três escolas esta foi a única que teve uma melhoria no ranking: o CEF baixou 27 posições, São Miguel baixou 11 e a escola secundária subiu 13 posições.
Finalmente, se compararmos a nota atribuída pela escola e a conseguida em exame, vê-se que em qualquer dos casos a diferença ultrapassa os dois valores e no caso da última classificada chega a ultrapassar os 3. O que será isto? Falta de rigor na avaliação na escola? Ou nervosismo em momento de prova? De qualquer forma, as diferenças registadas na zona do Porto são bem mais acentuadas, chegando-se ali ao exagero de um externato atribuir notas de 17,8 (uma média, o que significa que terá possivelmente atribuído vintes) a estudantes que, em média, não ultrapassaram os 13,8. Seriam futuros médicos?
Aqui ficam os nossos desejos que, no futuro, Ourém melhore a sua capacidade interna de avaliação e os seus resultados finais.

sexta-feira, outubro 01, 2004

Uma nova elite para Ourém
Hoje, no Público, Miguel Sousa Tavares escreve: o que nos faz falta é a reconstrução de uma nova elite, que tenha valores, que seja capaz de se bater por eles e que dê o exemplo.
Apesar de não gostar muito da palavra elite, apesar de muitas vezes embirrar com os comentários de MST, numa altura em que no Castelo se pensa em quem poderá dirigir os destinos do concelho, tenho de concordar com as suas palavras e transpô-las para a nossa querida terra. Ourém precisa de um conjunto de pessoas que tenha valores, dê o exemplo e seja capaz de se bater por eles.
Desperdícios (9)
Da responsabilidade da Compta

Não estava para voltar a este assunto, mas um comentário de Sandrina Pereira obriga-me, quanto mais não seja por uma questão de educação, a retomá-lo.
Eu também não imputei (que provas tinha?) culpas à Compta, mas há dados novos...
Ao que parece as listas elaboradas pela empresa que conseguiu a solução foram-no a partir das bases de dados criadas pela Compta e alimentadas pelos dados introduzidos pelos trabalhadores do ME. A empresa limitou-se a fazer o programa que percorria essa base de dados, consultava as regras do negócio e alocava o professor ao lugar disponível.
Isto significa que havia já qualquer coisa de positivo feito para trás e que o que falhou foi a pequena peça final, aquela que legitima o processo todo.
Penso que não cometerei um grande erro se disser que os programas que actualizaram a base de dados, elaborados pela Compta, e em bom estado, eram programas de natureza interactiva do tipo insere um registo, actualiza um registo, lê, comunica com o utilizador..., enquanto o programa que falhou e que a ATX refez era um programa de tempo diferido, lê um registo da base de dados, vê as condições, faz a alocação, actualiza a base de dados e repete o processo para todos os registos. Os primeiros são relativamente fáceis de elaborar, há casos em que são automaticamente gerados por software específico, os segundos exigem algo mais.
Isto é, a Compta teve competência pata programas interactivos de actualização de bases de dados, mas não a teve para programas de tempo diferido (os chamados batch).
Penso que isto é muito comum, pois a vocação para exploração do batch é cada vez menor. Vi alguns casos destes quando era técnico de informática e a explicação era vulgarmente esta: inexperiência. Por outras palavras, o ME não soube rodear-se dos melhores recursos disponíveis no mercado, mas teve com certeza garantias da Compta de que era capaz de fazer qualquer programa. Esta a culpa da empresa...
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