quinta-feira, março 03, 2011

quarta-feira, março 02, 2011

A seguinda vida do OUREM

Apesar de praticamente desactivado o OUREM vai tendo as suas visitas. Só no último mês, houve perto de 700 passagens pelo blog que tiveram a seguinte origem:
Mas há quem nos deixe comentários. É o caso de alguém de nome Lurdes que andou pela Fonte de Santa Teresinha e pelo Cantinho Pitoresco e que pretende algo dos oureenses.
Isto é verdadeiramente uma segunda vida, esta escondida sob a ausência de posts, mas que se traduz na passagem pelas mais de 2000 páginas que ali deixámos nestes oito anos.

sábado, fevereiro 12, 2011

Aos sábados em Ourém

Fez agora uns 52 anos. Era um sábado de Janeiro de 1959. Tal como em outros sábados fui à procura do Condor Popular. Já não me lembro se lá estava o Manuel, o Adelino ou o Vicente. Ou se foi o próprio Joaquim Espada. No magnífico expositor do Central, os meus olhos deram imediatamene com esta capa assombrosa, plena de força do nosso herói do momento. Se o quiser rever, visite o Memorial do Búfalo a partir das 10h.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Caceteiros

Parece que ontem fugiram dois perigosos traficantes presos e transportados em carrinha celular, onde tinham conseguido abrir as algemas. Os polícias que os perseguiram nunca mais os apanharam.
Pudera! Deviam ser muito fraquinhos. Os mais possantes foram, com certeza, espancar sindicalistas. É esta a imagem caricata da nossa polícia. Descasca à fartasana em trabalhadores, sindicalistas e estudantes e fica enroscada perante ladrões, traficantes e outros criminosos.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Quantos seremos?

Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena.
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.

Miguel Torga

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Mais uma revelação: o pseudónimo como auto-censura

O amigo oureense sabia que a grande maioria dos livros que, nos anos 50 e 60, adquiria no Café Central e na Marina e lia extasiado com as mirabulantes aventuras, assinados por “autores famosos de nomeada”, afinal, eram escritos por espanhóis?
Brrrr!!!! Claro que, se soubesse, não os lia tal o ódio que nos incutiam na escola a tal gente...
Mas é esta mais uma revelação que podem encontrar no Memorial do Búfalo a qual chega ao ponto de vos indicar os verdadeiros nomes desses autores alguns dos quais ainda vivos.
Vamos, faça um acesso ao Memorial e imagine-se na Ourém daquele tempo...

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Mentiroso!

Finalmente, parece que há alguma animação lá para os lados da casa amarela.
Como que projectados por uma catapulta, os edis da esquadra laranja levantaram-se e abandonaram a reunião.
É importante mas não basta uma auditoria às contas.
É preciso também auditar os favores à clientela e putativas recompensas.
Mas aí talvez não haja coragem para mexer...

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Memorial do Búfalo



Memorial do Búfalo é um blog feito por oureenses, que não é sobre Ourém, mas trata o que muitos oureenses dos anos 50 e 60 eram levados a ler sob a salazarenta ditadura, numa perspectiva dominantemente lúdica, mas, por vezes, crítica.
Uma verdadeira prenda para uma época natalícia já tão toldada por aquilo que as santas almas do governo nos prepararam para o próximo ano…

terça-feira, novembro 30, 2010

Papá, quero uma pista de gelo


Ah! Ah! Ah! Ah!
Mas que bela ideia!
É tudo incorporação nacional. E ficamos com lago para o bailado das irmãs.
E até vai ajudar o déficit. Bem pode o Engenheiro andar a reunir-se com as exportadoras.
Melhor só o teleférico para o castelo.

sexta-feira, novembro 27, 2009

Instantâneos do POÇO 2009

Foi a 7 de Novembro.
Todos pensaram que eu não estive lá. Mas não é verdade, como estas fotografias atestam... carregue no botãozinho para ver...

segunda-feira, novembro 09, 2009

E se o Muro caísse e a Utopia permanecesse?

É verdade. Quem necessita de construir muros e cercear liberdades não acredita na força da sua razão e está por isso extremamente fragilizado.
Mas pode aprender com os próprios erros e, mantendo a utopia, garantir que ela nunca voltará a ser tentada fora de um quadro democrático e sem o mais amplo apoio por parte das pessoas…

quinta-feira, novembro 05, 2009

Preparem-se...

Os sinais são provenientes de múltiplos locais.
Ontem, os jornais anunciavam que, devido à deflação e ao aumento nominal dos rendimentos, o poder de compra dos que têm emprego ou pensões terá subido na ordem dos 5,7%. Não consigo dar por esta capacidade adicional para adquirir bens e serviços. Na verdade, os impostos que paguei não diminuiram, o que larguei para me alimentar aumentou, o gasóleo não diminuiu, mesmo uns sapatos que comprei foram mais caros que os anteriores. Onde é que esta gente pode dizer que o meu salário real aumentou? Se calhar baseiam-se em bens que eu não uso e desprezam os que eu consumo...
Também ontem, o nosso distinto Deputado Municipal, Silva Lopes, afirmou na TV que, para sermos competitivos em matéria de exportação (preferível na sua óptica ao desenvolvimento do mercado interno) os trabalhadores deveriam abdicar de aumentos. Nem o tenebroso Van Zeller defenderia melhor os interesses do capital que, aliás, expressou da mesma maneira ainda não há muito tempo.
Mas não é tudo... alguns posts abaixo neste blog alguém defende condições de trabalho igualmente precárias para trabalhadores do público e do privado...
Isto parece querer mostrar que começamos a estar de novo na mira e se prepara um ambiente propício ao ataque à bolsa e condições laborais dos que, até há pouco tempo, ainda davam algum dinamismo à procura. Não se admirem: qualquer dia, industriais e comerciantes não têm mesmo ninguém que lhes compre as coisas. Bom, mas como vivem para o mercado externo, já não lhes seremos necessários, só precisam é de nos manter vivos para continuarem a exploração...

sábado, outubro 31, 2009

Tás c’a mosca…

Passeio-me por Ourém, neste dia em que acordei sabendo que o poder é outro, em que há nova esperança e noto que o número de moscas aumentou exponencialmente. É no Central, no quintal, pelas ruas, na blogosfera… por todo o lado sinto zoadas e picadas que, apesar dos meus gestos para as afastar, incomodam. Que quererá isto dizer? Será por este Outubro de temperatura fabulosa que torna irreal a nossa memória de chegarmos à Feira Nova com frieiras nos orelhas? Será o prenúncio do que não desejávamos?
Para já, na Assembleia tudo nos corre de feição. Deolinda é a “nova“ presidenta…

terça-feira, outubro 27, 2009

Auditoria à situação financeira e funcional da Câmara

São palavras do futuro presidente, aquele que vai tomar posse no próximo dia 30.
Só posso dizer: "acho muito bem". E também estou de acordo que "a população conheça a realidade objectiva da autarquia", sem esquecer que, em sintonia com o que dizia o barbaças, "... o que interessa é transformá-la.".

sexta-feira, outubro 23, 2009

Uma aventura no novo Governo

O anúncio de um novo Governo traz sempre novas esperanças que, muitas vezes, se transformam em novas ilusões, isto é, desilusões. O Governo de que tanto se fala não tem grande margem de manobra, isto pela falta de um apoio significativo e bem definido e ainda pela situação económica do país. Que é que nos estará reservado num panorama de défice público elevadíssimo, de endividamento internacional aterrador, de elevadíssima desigualdade social, de lentidão de desenvolvimento e ainda de progressiva valorização do euro? O que é possível fazer para aumentar as exportações que muitos consideram motor do desenvolvimento?
Desgraçado modelo este que despreza o mercado interno, a agricultura, as pescas, que vira as costas aos produtores de leite e de fruta, que vai atrás da sereia do mercado externo para, no primeiro momento de aflição, tudo deixar destruir tal a artificialidade do que terá construído!!!...
Apesar de tudo, considero que algumas modificações que este Governo traz são bastante interessantes.
Por exemplo,...
Acho que Santos Silva fica muito bem na Defesa. Agora, até pode ”malhar nos militares” que ficam com um interlocutor à altura.
Mas...
Gostei de ver António Mendonça chamado a estas responsabilidades. É uma pessoa de bom trato e discurso fácil, não tenho dúvidas de que vai pôr o TGV a andar e os aviões a procurarem novo aeroporto. Tendo abandonado o PCP há alguns anos, não é forçosamente um ex-marxista, isto na minha humilde opinião. A formação ficou lá e não será será fácil deitá-la fora. Aliás, quem de bom senso abandona esse excelente instrumento de análise da realidade que Marx nos legou depois de o ter praticado como ele fez? Difícil é aplicá-lo na transformação da sociedade. Vejo Mendonça inclusivamente mais como uma ponte à esquerda do que como um desvio do Governo para a direita.
Gostei, também, que ficassem Teixeira dos Santos (que garantirá credibilidade nas Finanças, apesar de uma atitude por vezes pouco simpática) e Vieira da Silva (o que teria sido da Segurança Social nas mãos de um indivíduo de formação mais liberal?).
Porém...
A saúde, aqui para os lados onde moro, continua a ser uma desgraça. Creio que Ana Jorge não tem perfil para modificar esta contínua afronta à “classe” dos que não têm médico de família e cujos direitos nesta área são sistematicamente espezinhados.
Finalmente,...
Os mais jovens terão ainda oportunidade de ver como nesta nova aventura no Governo, Isabel Alçada poderá arranjar argumentos para actualizar as suas bibliotecas...
E, para não dizer mais disparates, por agora me calo...

segunda-feira, outubro 19, 2009

Uma Assembleia Municipal sem Deolinda como presidente, não é assembleia, não é nada

Alerta, oureenses!
Já nos tiraram a frasónica criatura, transformando-a num pálido vereador sem chama. Agora, há movimentações para definitivamente exorcisar a graça que conhecidos cromos laranja tinham no desempenho das suas funções.
Já imaginaram uma Assembleia Municipal presidida por Silva Lopes? Sem dúvida, que traria uma imagem de seriedade à nossa terra, uma enorme credibilidade perante a banca e o governo. É, com certeza, o melhor candidato do ponto de vista da relação com o exterior. Mas a colagem à presidência da Câmara tirar-lhe-ia muito da necessária autonomia. Seria uma Assembleia muito cinzenta...
E Sérgio Ribeiro como presidente da Assembleia? Sem dúvida, traria muito esforço, muita dedicação, muito amor à terra que tão bem conhece. É o candidato por excelência de uma Ourém que gostaríamos de ver renascida e restaurada, sem dúvida o melhor na relação com as forças vivas do concelho. Mas já imaginaram Ourém com uma presidência rosa na Câmara e uma presidência vermelha na Assembleia? Até os peregrinos fugiam do santuário...
Deolinda é, sem dúvida, a candidata ideal. Deolinda é o contrário de tudo o que de bom caracteriza aqueles potenciais adversários. Queríamos a derrota do PSD, mas não uma derrota tão pronunciada que nos afastasse esta senhora que em toda a parte sabe botar palavra. Deolinda, a fidelidade canina ao poder mais retrógado que alguma vez dominou a nossa terra... Deolinda, a nossa Linda Simon, no “Golden City, Cidade sem Lei”... Deolinda, a protagonista das saborosas crónicas de SF... Deolinda, a definitiva presidenta... Que o PSD não se divida! Tem de ser ela a mandar...

sábado, outubro 17, 2009

Ourém, semana 1 Pós-Queda

É o meu primeiro passeio pela terra…
Até o Sol brilha mais intensamente!
Estranho fenómeno este que parece associar-se ao natural regozijo de muitos oureenses que vão ter no próximo dia 30 a festa da transferência de poderes.
Mas, com a aceitação dos resultados eleitorais pelos derrotados, embora a ressaca seja grande, os costumes das pessoas não se alteraram. Por todo o lado, qual formiguinha laboriosa, os oureenses prosseguem o seu trabalho, a sua vida. O ambiente não mudou. Tirando o sorriso maroto e cúmplice de conhecidos socialistas tudo permanece igual. Com novas esperanças: de acordo com os jornais, até os indicadores do Banco de Portugal anunciam uma “aceleração da recuperação”… e com novos/velhos receios: oxalá ele não vá substituir uns caciques por outros (“mas tudo indica que vai fazer mesmo isso”).
Para já, muitos discutem a questão da distribuição dos pelouros. E, aqui, a minha posição é firmamente anti-demagógica: atendendo a que qualquer dos outros conhece mais da câmara com os dois olhos fechados, não há razão para distribuição de pelouros aos vereadores eleitos pelos derrotados, enquanto a situação não estiver apreendida e controlada…

segunda-feira, outubro 12, 2009

Uma vitória estrondosa

A vitória até nem foi grande... mas foi estrondosa pelo seu significado: A camarilha caiu!
Como gostaria de ter acordado hoje em Ourém e saboreado o momento!
Há alguns anos, ainda a doença não o minava, o Luís Nuno dizia-me: "o Paulo Fonseca é um jovem muito promissor para a nossa terra". Não alinhei muito na sua esperança, o meu voto vai para organizações que preconizam mudanças mais substanciais na sociedade em que vivemos. Mas Ourém estava minada pelo compadrio laranja. E esta vitória é importante para ver esses rabinhos bem instalados a saltar dos poleiros que julgavam eternos. Esta vitória é o início da mudança.
Como é costume dizer para os meus lados, a partir de agora, não interessam os nomes mas as políticas. Por isso, parafraseando algo de uma campanha anterior, esperemos que o Paulo Fonseca consiga "devolver aos oureenses aquilo que os sem-amor à terra lhes retiraram". E cá estarei para ver...

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Rua das Estrelas

Está tempestuosa a actividade político-partidária por Ourém.
"Eu não vou falar disso...",
dessa "campanha negra" contra o ex-presidente que se "mostra" a n empresas municipais e que nem se preocupa em "malhar na oposição" tão dispensável ela é.
Se gostam tanto dele por que não poderão suportá-lo mais uns tempos? A limitação de mandatos é algo bem injusto...
Bem, podem dizer que mais valia estar calado.
Mas este vídeo recordou-me Ourém. Da Rua de Castela, como de lá olhávamos as estrelas e idealizávamos o futuro... sem a querermos ver destruída...
E fica uma esperança: talvez quem contribuiu para a destruir vá ver estrelas aos quadradinhos. Mas oiçam e vejam

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Coveiro do Município



Continuemos à boleia das saborosas dicas da líder laranja e procuremos transpô-las para a nossa terra.
Devemos dizer que também não comungamos da ideia de que a bondade ou maldade de uma política depende da naturalidade de quem a define e faz implementar. Assim, não é por um Presidente da Câmara ser de Fátima ou não que os seus actos são melhores ou piores para Ourém. Acontece que, no caso de Catarino (não é de Fátima mas de lá perto) e de Frazão, os actos falam por eles. De longa data, tem sido possível ver que a sua visão para o concelho é de alguém que tem os interesses dos que dominam em Fátima e os problemas desta como fio condutor para a acção. Se mais não foi feito por Fátima, foi por incapacidade dos ditos...
Assim, com Frazão na presidência da Câmara de Ourém, serão dominantemente os interesses de Fátima que estarão aqui representados e que tenderão a gerar acções de satisfação. É muito claro que este senhor nada tem que o ligue amistosamente à nossa terra e às nossas referências pelo que tenderá a ignorá-las. A sua política será em tudo semelhante à de Catarino embora o seu estilo possa ser mais amistoso e popular. Por outras palavras: enquanto o outro nos lichava com má cara, este vai lichar-nos com sorrisos, cumprimentos e a facada nas costas.
Não tem qualquer relevância o local físico onde está instalado o município, as distâncias estão mais que vencidas. Pode ter alguma relevância o nome... município de Ourém ainda não é município de Fátima apesar de, na prática, tudo o fazer crer. Mas estamos em crer que o revivalismo das acções para a criação deste não têm hipótese: há demasiados concelhos no país, a questão da regionalização vai estar na agenda e será determinante. Logo, o município de Fátima não se formará ao lado do município de Ourém.
A missão histórica de Frazão está definida. Breve, Ourém, reduzida à expressão de Nossa Senhora da Piedade, não representará mais no município do que (sem desprimor para as referências) Formigais ou Seiça hoje representam no Município de Ourém.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Toma lá a chave




Não há que ter receios.
A sucessão está executada.
Maus serviços, disparates e tontarias vão continuar...
... agora em locais a dobrar.

terça-feira, janeiro 13, 2009

Ourém, de ontem para hoje


Eis alguns de nós há muitos, muitos anos, uns 40...
Ourém era uma Vila Nova da casinhas monofamiliares, equilibrada, onde se cultivava a boa vizinhança, onde todos nos conhecíamos



Há 2 anos, a mesma casinha que vimos ao fundo ainda lá estava, embora o telhado mostrasse claramente a necessidade de obras...



E eis mais um aspecto da política do Orelhas Moucas: deixa-se degradar até ao extremo, para não ser possível a recuperação. Depois, é deitar abaixo... breve chegarão os caixotes...
É triste ver como isto era antes e como se está a tornar... mas não podemos deixar de imputar a responsabilidade disso aos que, legitimados por eleições, assumiram os destinos da nossa terra. A mostra de que não valem nada é extensa...

sexta-feira, janeiro 09, 2009

O Cego, o Surdo e o Insensato

A lider laranja tem um jeito invejável para a caracterização dos seus adversários políticos. Olhamos para O engenheiro e vemos como “aquilo” lhe assenta bem. Para reforçar a sua insessatez, surge no dia seguinte a notícia do reforço da capacidade de adjudicação das autarquias por ajuste directo para os cinco milhões. É fartar, vilanagem... agora é que os amigos vão ter empreitadas facilmente atribuídas livres de concurso público...
Mas, por vezes, os exercícios da senhora transformam-se em autênticas sessões de auto-flagelação crítica no interior do partido. Olhemos por exemplo para Ourém...
Anos a fio demonstraram que o presidente em fuga nada soube ver de bom na sede do concelho para conservar e desenvolver. Demos disso testemunho ao longo destes cinco anos e, ainda recentemente, na reportagem do último Poço. Também, hoje, ninguém ignora a quem nos referimos quando falamos em Orelhas Moucas. O homem não ouvia ninguém, não ligava nenhuma. Já não o podemos acusar de insensato. Tudo o que fez era cuidadosamente preparado para servir os interesses daqueles que o suportavam...
Parece assim que nos falta algo para dar o enquadramento antes enunciado às palavras da líder. Mas não é assim... Reparem...
O Cego já foi... O Surdo também... o Insensato está aí...

terça-feira, janeiro 06, 2009

A Fuga



A liteira já está preparada. Já é oficial. Orelhas Moucas vai abandonar o mandato, esperam-no novas aventuras na região de Turismo.
Os serviços prestados na autarquia quase geram arrepios:
- desprezo total pela promessa eleitoral da Agenda XXI;
- teatralização do Diagnóstico Social com inquérito à opinião dos munícipes;
- destruição do jardim do Central;
- destruição da rua de Castela;
- endividamento comprometedor para os que cá ficarem;
- invasão de zonas habitacionais pelas grandes superfícies...
Curiosamente, de quem se esperavam críticas, vêm os elogios:
- Vossa Excelência não fez mais por falta de tempo e recursos...
Possa! Como é isto possível da principal força da oposição? No fundo, no fundo, não me admira muito... Para esta gente, o mais importantes não são as práticas mas os nomes e as filiações. O problema não é o conteúdo, mas quem o executa...
Ao mesmo tempo inicia-se o culto. Não tarda muito morrem de saudades de tão pérfida criatura!

segunda-feira, novembro 17, 2008

Poço XXIII - Ensaio sobre a cegueira

A primeira vez que visitámos aquele espaço, o artista surgiu-nos em cima de uns patins de madeira e foi, ele próprio, o guia. Percebeu-se desde logo a chama que por vezes o obrigava à criação daquelas formas em madeira ou em pedra nas quais se adivinhavam animais.
O espólio é maior que o existente nessa visita e está melhor organizado e arrumado. Desta vez, perante o desaparecimento de Bernardino, foi a Maria que nos guiou e mostrou a maravilha da sua criação. Trato-os assim exactamente como os tratava há cinquenta anos já que tive o privilégio de conhecê-los desde pequeno.
No exterior, encontra-se de tudo: vasos, um canhão, os restos de um eléctrico, uma ponte quase levadiça, um carrinho de mão... apreciem...












- Agora, vamos ao interior da gruta.
Esta estava substancialmente modificada em relação à visita anterior. Mais arejada, e com recantos que o Bernardino organizou para depositar e iluminar as suas peças.



Por vezes, parecia sentir-se a presença do artista, tão pessoais eram alguns dos objectos que podíamos apreciar.



No final, pedi à MAria para me deixar fotografá-la e associar a sua imagem a este almoço convívio do Poço.



Foi um dia muito agradável num espaço um pouco votado ao esquecimento situado em Ourém. Os diversos objectos (e alguns não pudemos fotografar dada a fragilidade da câmara) não estão catalogados, possivelmente não são mantidos contra a degradação, mas são um património que os oureenses não deviam permitir que se perdesse. O desprezo que o autarca lhes vota é o mesmo com que brinda os oureenses noutros aspectos. E a avaliar pelo ajudante que quer ser presidente as coisas não melhorarão no futuro tão amigo que ele já foi da causa cultural.
- Adeus, amigo amarelo peludo...
O OUREM, cumprida a obrigação relativa ao Poço, hiberna até que depare com outro acontecimento digno de registo...

domingo, novembro 16, 2008

Poço XXIII - Entradas de Namorados

Olhem que bela vista se desfruta daqui... conseguem ver os carneirinhos lá em baixo?
Meus amigos, isto ainda é Ourém



Talvez daquele coreto tudo se visse melhor, consta que alguém quer almoçar lá em cima



Estamos no local onde vai correr o almoço do XXIII Poço. Já não deve faltar muito. O melhor é ir ver os amigos de quatro patas...



Não parecem lá muito contentes no cativeiro, mas aceitamos que, perante visita tão importante, tenham de estar assim.



- O almoço está na mesa...
Lá fomos. Foi então que deparei com o cardápio do ano. Apreciem...





Findo o almoço, deambulámos pelas instalações, havia que ruminar a cabidela... mas parecia faltar algo...











Faltou um digestivo. É verdade, o cafezinho veio, mas o digestivo é que não. Por isso atrevo-me a deixar aqui a todos os amigos Brandi do melhor.

Entretanto, uma voz simpática disse:
- Venham fazer uma visita guiada...
Era difícil imaginar tudo o que nos seria proporcionado.

sexta-feira, novembro 14, 2008

POÇO XXIII - Revisitar o passado em Montalto

Sim, a quinta do Montalto foi o nosso destino para a tradicional apreciação do pequeno almoço feito de rissóis, chamussas, pastéis de bacalhau, bolinhos de mel e água-pé ou OH2PÉ como eles assinalaram.
A passagem pela quase defunta Rua de Castela pareceu-me algo de sinistro: como é possível tanta indiferença perante o local onde se nasceu e brincou? Mas, algum tempo depois, o belo edifício da quinta surgiu-nos pela frente.



- É aqui...
Ao contrário dos meus amigos, não fui frequentador do Montalto. Não deixei lá qualquer bicicleta abandonada como o Alferes Sampaio, não deixei pégadas gravadas no cimento ainda mole como o Vítor, não senti o belo cheirinho a bosta que, há cinquenta anos, provinha do local e bafejava os utentes da estrada.



Começámos à visita à quinta...

Mas o pequeno almoço não pode esperar: o grande Chefe já esbraceja a chamar o pessoal todo


- Está ali material... façam favor de limpar a quinta... só depois há comidinha...
Malvado! Apanhou-nos quando menos esperávamos.
O Zé chegou-se a mim:
- Luís tens de fazer outro CD com as canções do nosso tempo...
Fiquei embevecido. Nunca tinha sentido qualquer manifestação de agrado pelos meus brilhantes produtos... dá-me a impressão que nem deram pelo Golden City, cidade sem lei (carago, quem teriam sido os cinquenta beneméritos que adquiriram o livro na Letra e no Central?)... por isso, este ano, não levaram nada... e agora, que hei-de fazer?


Afinal, ficámos todos a olhar para o material e ninguém esboçou um gesto.
- Manda trabalhar o Quim que está ali de mãos nos bolsos...


Finalmente, lá nos deram o pequeno almoço...


Saciados, prosseguimos a visita


As meninas foram ver a paisagem bucólica dos jardins


- É pá, não posso esquecer que ninguém foi comigo ver as pégadas na piscina...


- Estas são as pipas do Medieval. Mas era um belo sítio para se fazer um baile...
Não é tarde nem é cedo. Quem são aqueles ali ao lado? Arnaldo, traz o máquina de filmar.
E, perante nós, passou-se formidável espectáculo. Amigo oureense, aproveite para assistir ao único filme que o Arnaldo efectivamente realizou…



- Isto é música comercial da pior - ouviu-se uma voz desdenhosa...
- Nem música é...
- Eu diria mais, isto nem música é...
- Luís, faz-me lembrar os bailaricos no sótão da tua casa por cima da Moderna...
Acabado o espectáculo, fomos apresentados ao simpático anfitrião que nos brindou com algumas palavras sobre a história da Quinta.

- Vamos na quinta geração, começámos com um pedacinho de terreno e fomos juntando hectar a hectar. Actualmente, dedicamo-nos totalmente à produção vinícola.
Esta gente deve ser muito rica, pensava o pessoal todo. Com uma casa destas, material de excelente qualidade. Mas o relato não foi muito abonatório para as potencialidades do trabalho agrícola

- A agricultura é a arte de empobrecer alegremente...
Bonita definição! Própria de quem gosta muito do que faz...


Pouco depois, o pequeno almoço terminou não sem que o Engenheiro anfitrião proporcionasse uma visita ao lagar do Medieval e à vinha.
O grande Chefe anunciou:
- Meus amigos, vamos agora fazer a tyradicional homenagem aos nossos amigos já desaparecidos. Depois, segue-se o almoço...

Fomos saindo, retirando à quinta aquele pedaço de vida que ali levámos e que para muitos foi uma revisita ao passado. Permanecia linda, ficou o desejo de voltar e um agradecimento muito grande ao simpático anfitrião...
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