quarta-feira, maio 23, 2007

Nespereira biológica


Aquele é o único cacho de nêsperas que esta árvore com mais de 10 anos me resolveu presentear nos últimos tempos.
Acho-lhe graça porque nasceu por acidente colada à casa e encostada a um limoeiro (que também é avaro nos limões). Cresce, cresce, cresce sem qualquer químico a ajudar, mas dar um frutinho é raro.
Apesar de tudo, as nêsperas são uma delícia. Por isso, não posso deixar de vos ofertar a imagem de um momento que já não existe – deglutidos que estão os frutos...

terça-feira, maio 22, 2007

O Cavaleiro Andante voltou à estante de origem

Há muitos, muitos anos, a tia Elvira teve sábias palavras:
- Luís, os Cavaleiros Andantes são teus. Pega neles e leva-os para tua casa.
Nem quis ouvir outra coisa. Pouco depois, estavam colocados no suporte por trás do selim da bicicleta e a caminho da casa do Largo de Castelo. Acompanharam-me para todo o lado. Agora, repousavam na cave da casa da Parede sem nunca os ver. Há dias, por causa de obras, foram parar dentro de uma caixa...

As obras entretanto cessaram e veio a ideia: "e se os levasse para Ourém, para a estante de onde os retirei há muitos anos?... será uma forma de reviver aqueles tempos, embora me faltem as pessoas e os locais..."
É verdade. Na minha casa em Ourém ainda está essa estante. Como podem apreciar é um estilo bem retro... foi tratada com "reparador" e ganhou uma tonalidade engraçada. Já ostenta algumas coisas antigas, especialmente livros e o rádio. A águia é bem mais recente, oferta de um amigo que todos os anos me goza com a história da águia depenada (e este uma vez mais...)


Quem sabe? Até gostaria de criar neste sala um espaço dedicado aos tempos de juventude. Pôr lá os inúmeros discos que ainda restam daquele tempo. Os EPs, os vinis...
Bom. MAs estou a desviar-me. O que podem ver é que, como pretendia, o magnífico Cavaleiro Andante voltou à sua estante de origem. Amareleceu, escureceu, ganhou inconfundíveis sinais de velhice, mas continua ostentar o sinal que semanalmente no Café Centrallhe era posto para garantir a reserva, continua a ser possível ver nele muitas das estórias e dos heróis que nos entusiasmavam. Há assim mais um motivo para voltar a Ourém...

segunda-feira, maio 21, 2007

Passagem pela Cidade (cada vez mais) Pequena

Já nem pergunto “o que é que eles andarão a estragar?”, calcularão porquê, facilmente. Desço aquela inclinada estrada que nos traz da cidade dos arcebispos. E começam as minhas dúvidas: “são estes os autarcas amigos de Fátima. Tanta gente a pé, tanto peregrino quase no meio da estrada e nem lhes passa pela cabeça tratar dos caminhos que eles usam. Possivelmente é para os ajudar no sacrifício”.
Pouco depois, Ourém. Nos bombeiros, dou a costumeira espreitadela: “estará lá o grande chefe?”. Não estava, encontrei-o mais à frente, junto aos antigos Claras, quase em passo de corrida.
Depois, olhei na direcção da Câmara. Sinais de obras, onde se procede à construção do megalómano monstro amarelo, sinais que nos levaram lembranças de outros tempos...
“E o Sérgio? Estará na Som da Tinta? Deve estar para Porto Santo...”.
Continuo pela confusa avenida. Camionetas e carros por todo o lado. Malvado desenvolvimento! Tudo isto me diz cada vez menos.
Pouco depois, chego a casa. Ena! Que sinais de ausência. Ervas por todo o lado... pequenos arbustos pareciam couves... Como vamos conseguir passar? Nunca mais poderemos estar tanto mês sem dar assistência a isto...
Um dia ao ar livre a dar ao braço, depois de uma sardinhada saborosa. Um vizinho, dos bons, ajudou no corte da erva. Ao fim do dia, o corpo pedia descanso. Mas, quando lá voltarmos, já poderemos levar a Pipopca...

sexta-feira, maio 18, 2007

A paisagem



Talvez seja ocasião de rever a paisagem conhecida perto da cidade pequena (como agora vejo dizerem). Há alguma acalmia na pressão dos últimos meses, é possível começar, por um lado, a recordar, por outro a rever o percurso recentemente feito. Uma curta deslocação pode preparar uma maior estadia, embora não haja grande vontade de contemplar as feridas e aceder a viver com elas.

quinta-feira, maio 17, 2007

Ele tinha uma razão para não vir ainda a Fátima



Aqui ao lado, no Castelo, discute-se porque razão não há o milagre de os empresários investirem em Fátima.
Poderia responder: por que deverão investir se nem o papa o faz, vindo cá?
Mas a minha resposta era demagógica. O papa tinha algo de mais importante a fazer. De acordo com a página online do Expresso, no blogue Humoral da História, "no final da sua visita ao Brasil, Bento XVI negou que a Igreja católica tenha evangelizado à força os povos indígenas na época da colonização da América".

quarta-feira, maio 16, 2007

Num simples e terrível facto, todo o mundo...

Turvam-se-me os olhos de emoção sempre que a televisão me traz o caso da pequena Madeleine. Por vezes, sou incapaz de ver outro programa, alienado que fiquei em tentar saber o que se passou com a menina e desejando que ela apareça o mais cedo possível.
Este caso, com um ser tão pequenino, teve entretanto a particularidade de trazer ao de cima tantos elementos que caracterizam hoje a nossa sociedade. Senão vejamos:
- a dominante económica: ela veio ao de cima com as preocupações relativas às consequências para o turismo, com a campanha Allgarve; cínicamente, o início foi marcado por palavras neste sentido.
- a bondade tradicional dos portugueses: expressa em toda a solidariedade em torno dos pais, envolvendo-os em acompanhamento espiritual, por vezes procurando-os para lhes entregar objectos de culto.
- a solidariedade de figuras importantes: foi a grande surpresa fechado que estou no padrão de comportamento do sul da península; nunca me passou pela cabeça a possibilidade de alguém oferecer recompensas como aquelas que tenho ouvido falar.
- a desconfiança: viriam todas do coração?; estariam isentas de manobras de autopromoção?
- o oportunismo de pró-mediáticos: como é possível algum pretenso criminalogista vir tecer atoardas alto e bom som sobre a vida sexual de alguém num tom que não deixa dúvida e quase bate nos que o põem em causa?
- a exploração das audiências: dias e dias em que era deixada a ideia de que algo estaria para ocorrer que seria dito mais tarde e afinal, perto da meia-noite, a esperança esvaziava-se...
- a dificuldade de reação: a sociedade portuguesa, como sociedade aberta, tem de arranjar uma forma de responder iumediatamente a casos como estes ou mesmo de fazer mais para os evitar; a tradicional espera para ter a certeza, a mentalidade do “tomar conta da ocorrência” aqui estiveram mais esbatidas mas ainda são dominantes e isso não se pode manter perante a complexização de evolução da composição da população presente ou residente...
- a sobranceria britânica: como sempre, são os melhores, o que os outros fazem não presta; isto são resquícios do império, são ainda vontade de se impor à escala mundial... mesmo à custa de pseudo-verdades...
E fico por aqui, sem a preocupação me abandonar: será que vai aparecer hoje?Viva e cheia de saúde? Seria bom...

terça-feira, maio 15, 2007

Passarola do Padre em moeda




Hoje, no Público, um aviso revela que o Banco de Portugal vai colocar em circulação uma moeda de colecção em liga de prata, com o valor facial de 8 euros, alusiva à "Passarola de Bartolomeu de Gusmão". Tal é motivo mais que suficiente para voltarmos ao que já se escreveu no Ourem sobre tão notável instrumento.
O sono

O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.

O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.

Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.

Meu Deus, tanto sono! ...

(Álvaro Campos)

segunda-feira, maio 14, 2007

Um país de cavalo para burro

3 dias úteis, 3!
Foi quanto me disseram que demoraria a chegar a Tavira uma singela carta em correio normal.
Claro... se pagasse mais 15 cêntimos, estaria lá no dia seguinte.
Não entendo esta gestão, já que de preços artificiais se deve tratar, mas, possivelmente, não é para entender. Há quarenta anos, as minhas cartas constantes para a cidade da moura encantada demoravam um dia apenas. Ninguém pensava em sobretaxá-las por causa disso.
Hoje, em que este tipo de envio perde importância relativamente à correspondência digital, anuncia-se um prazo de 3 dias... úteis! Que andará a carta a fazer entretanto? Estará a ser guardada por algum zeloso funcionário? Mas, assim, até deveria ser mais cara do que a que demora apenas um dia...
Será com estes prazos artificiais que os Correios constroem os seus fabulosos resultados? Utilizando um burrinho especialmente lento para levar a minha carta?
Imaginemos que estrategicamente eles definem a necessidade de subir os resultados. Será caso para dizer: não escreva... vá!

sexta-feira, maio 11, 2007

Cinema mudo em cartaz

Estará na Cordoaria Nacional, Galeria Torreão Nascente até 24 de Junho.
Alguns cartazes são impressionantes pela cor e dimensão. Eis alguns exemplares roubados pela NET (fonte: sem-se-ver).
Colecção única em Portugal onde a maioria de exemplares é dada como desaparecida.
Um bom programa para o fim de semana...











quinta-feira, maio 10, 2007

Dia da Rosa

Hoje, todos me recordam que é o dia da rosa. É talvez boa ocasião para voltar àquele tempo, ouvindo o incrível MAx em Rosinha dos Limões. Apreciem esta poesia de Artur Ribeiro:

Quando ela passa, franzina cheia de graça
Há sempre um ar de chalaça, no seu olhar feiticeiro
Lá vai catita, cada dia mais bonita
E o seu vestido de chita, tem sempre um ar domingueiro

Passa ligeira, alegre e namoradeira
A sorrir p’ra rua inteira, vai semeando ilusões
Quando ela passa, vai vender limões à praça
E até lhe chamam por graça, a Rosinha dos limões

Quando ela passa, junto da minha janela
Meus olhos vão atrás dela até ver da rua o fim
Com ar gaiato, ela caminha apressada
Rindo por tudo e por nada e às vezes sorri p’ra mim

Refrão
Quando ela passa, apregoando os limões
A sós com os meus botões, do vão da minha janela
Fico pensando que qualquer dia por graça
Vou comprar limões à praça........e depois caso com elaaaa!

Oiça Rosinha dos limões por Max

quarta-feira, maio 09, 2007

Boa Fé


Recentemente, vou achando graça ao facto de se dizer que não existem estudos para legitimar Ota ou outra alternativa, mas ao mesmo tempo vou assistindo à movimentação das forças económicas para proteger os seus interesses. Ontem, num programa de televisão, em zapping, passei por notícia acerca de monumental investimento em resorts, na zona de Óbidos, e a que portanto o investimento no aeroporto não é alheio, podendo dizer-se o mesmo em relação a notícias que têm vindo a lume sobre a região Oeste e a nossa própria terra.
Em tudo isto, parece que a margem Sul do Tejo está a sofrer com o atraso na definição de interesses económicos agora já bem estabelecidos na alternativa dominante. Isto é, o que está em causa não é a melhor alternativa dp ponto de vista técnico para o projecto, mas aquela que melhor se ajusta aos interesses económicos em presença ou que gostariam de se afirmar ainda.
Mais uma vez, uma visão técnica é completamente ultrapassada pela económica, podendo esta convertê-la em boa ou má. Já nem sei se é mesmo uma questão de boa fé...
Portanto, o que está em causa não é o desenvolvimento em abstracto do país, não é desenvolvimento por desenvolvimento, mas o crescimento da riqueza de uma facção da classe dominante.
Deixa-te disso! - oiço-os gritar...
Têm razão. Eu vou-me, é preferível dar atenção a alguém que, com a sua pintura, em cada traço, simples mas preciso, nos traz poesia, sonho, erotismo... como o contemporâneo Alain Bonnefoit.

terça-feira, maio 08, 2007

Marca #18: Vitor Castanheira

Perante o êxito do Juventude, que saudamos, não podemos deixar de recordar um amigo, hoje estabelecido mesmo em frente ao seu histórico campo, ao lado da alfaitaria do Zé Penso, que tem monumental desejoso de ser recordado como um dos grandes guarda-redes da saudosa equipa do Atlético - embora o Manel não esteja pelos ajustes, mas eu confirmo que um defesa de prestígio o escolhia sempre para aquela posição.
Relembrar o Vitor, é voltar aos tempos do Fernão Lopes, às corridas pela enconta dos moinhos e à que apelidei equipa maravilha (ainda sem conhecer os feitos actuais). É também voltar ao mata-borrão, peça indispensável do nosso património estórico.
O Vítor é outro dos tais que faz com que valha a pena voltar a Ourém...
My God! Há quanto tempo não vou àquela terra... que se está a passar comigo? Será só culpa do senhor dos Prantos?

segunda-feira, maio 07, 2007

Seu Mendes se apressou a cantar vitória

Olha que lindo porquinho
Ganhou ontem eleições
Língua grossa, mui toucinho
E satisfaz laranjões

E à noite na TV
Vai poder ver debate
Estarão lá todos bem se vê
Menos vermelho escarlate

Dona Fátima quer pensadores
Mas lá fez censurinha
O que eles têm é maus amores
a PC com gravatinha

Se tudo fosse em Ourém
Terra de Orelhas Moucas
Não admira final!...
Mas em Lisboa também
Mentes abertas tão poucas
Democracia vai mal...

sexta-feira, maio 04, 2007

Desapareceu o quadro electrónico

É assim mesmo...
Então não queriam ficar, com todo o despudor, com o quadro que, por carolice e com todo o carinho, o homem tinha concebido e implementado? Sem um agradecimento sequer? É que já não se encontram pessoas destas...
Há alguns anos, quando trabalhava num centro de informática, passei por episódio semelhante. Viveram-se horas de terror na Shell portuguesa. O João Miguel, um operador de toda a confiança, tinha fugido com a banda dos salários...
Quase fim de semana



Falta uma aulita para o fim de semana.
Corra bem ou corra mal, vou largar isto tudo: as autarquias, o ganda noia, o carmona, o eng., o david, a ota, o tgv, o ourem...
... vou entrar em contemplação... como aqueles que podem fazer o seu estágio de pintura no Moulin de Perrot.
Observem este Sauzet. Não é bem melhor que as reuniões da Câmara? Imaginem o Garanhão da Serra neste ambiente...
Retirada de cordeiro

Afinal, o passo de gigante converteu-se em escorregadela inesperada. Se Carmona entende que está inocente porque deverá demitir-se? E, se se demitir, por que não arrastará a Assembleia? E se Mendes é tão escrupuloso com o que se passa com estes dirigentes locais por que continua a patrocinar atentados à liberdade e ao decoro político como o que se vê diariamente protagonizado pelo troglodita da Madeira?
A jogada de Mendes foi perdida poucas horas depois de ter sido executada. Mas este filme mais ou menos divertido - enquanto os lisboetas não lhe sofrerem as consequências – vai prosseguir. O eng. Sócrates respira aliviado. Finalmente, deixaram de olhar na sua direcção. Pode continuar a enviar para o quadro de excedentes pessoas com sessenta anos ou quase. Pode preparar despedimentos na função pública até equilibrar o que falta do défice. Neste momento, Mendes e Carmona são aliados objectivos da política reaccionária do Governo (embora nem outra coisa fosse de esperar...) pela desfocagem que provocam nas pessoas relativamente à questão principal.
Entretanto, por Ourém, o lobby da Ota ganha posição...

quinta-feira, maio 03, 2007

Passo de gigante

Ao arriscar perder a câmara de Lisboa para a oposição, o homem deu um passo de gigante não para vencer eleições locais intercalares, mas para ganhar credibilidade - tão afectada com os anteriores disparates - no partido e como alternativa a um primeiro ministro que já nem consegue convencer os da sua área política, tão insensível se tem mostrado à questão social e aos problemas dos que dependem da venda da sua força de trabalho, tão indiferente se tem mostrado ao esforço que outros fizeram para alcançar graus académicos.
Começa aqui a alternância, aquela que muda as moscas, mas deixa tudo na mesma.
É caso para exclamar: Ganda noia!
Poeta Fingidor

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração

(Fernando Pessoa)

quarta-feira, maio 02, 2007

Autarquias na NET # 7: Ourém na CISTI 2007



Já está confirmado. Em Junho do ano corrente, estaremos na CISTI 2007 à qual submetemos um paper sobre “deformações tipo dos serviços de informação autárquicos” o qual será apresentado na conferência e publicado nos seus proceedings.
A CISTI é uma conferência ibérica sobre sistemas e tecnologias de informação e, este ano, realizar-se-á no Porto, na Universidade Fernando Pessoa.
No paper que apresentaremos defendemos a ideia de que os serviços de informação autárquicos, quando se desenvolvem de uma forma casuística, o fazem através da auto-geração de deformações tipo. Uma deformação tipo é algo parecido com o seguinte: imaginem uma pessoa com um braço económico muito longo e um braço cultural muito curto e imaginem o seu simétrico. Os portadores de deformação nesse eixo podem ser colocados ao longo do mesmo, situando-se ao centro os sem braço económico e sem braço cultural, curiosamente mais parecidos com qualquer dos extremos do que estes entre si. No documento, estaremos fundamentalmente interessados nos que estão perto dos extremos.
E agora a questão: terá Ourém condições para ser considerada caso digno de nota ou perder-se-á no centrão? A resposta será dada entre 21 e 23 de Junho...

terça-feira, maio 01, 2007

Marca #17: Julito

Hoje, celebra-se mais uma vez o 1º de Maio.
Em Ourém, não existe uma grande tradição de luta por melhores condições de vida ou por uma sociedade diferente. Mas, desde há muitos anos, existe um acto em que os bombeiros homenageiam com uma romagem ao cemitério os seus companheiros desaparecidos.
Este enquadramento lembra-me o Julito que, certamente, hoje esteve nessa romagem. É um amigo com raras qualidades de comando e um trato extremamente afável. Também com ele, anualmente, em Novembro, temos feito uma romagem de homenagem aos nossos amigos desaparecidos.
O seu trato, o seu carisma, a sua capacidade organizativa têm mantido vivo o encontro anual conhecido por “o Poço” onde recordamos a nossa maltratada terra e o que lá vivemos, fazendo-nos sentir tão mal perante o seu aspecto actual.
É assim a Ourém actual: um espaço cada vez mais descaracterizado, mas onde se encontram algumas pessoas que nos dizem muito...

segunda-feira, abril 30, 2007

Imagens que contribuem para o descrédito

... perto de dez polícias por causa de um carro mal estacionado numa rua onde, incompreensivelmente, parte do passeio destinado aos peões foi cedido para parque de uma embaixada, em total cavaqueira, à espera do reboque que deveria retirar o infractor.

sexta-feira, abril 27, 2007

A contemplação da modelo



E depois de uma semana cheia de factos marcantes - o 25 de Abril, a inovação de Cavaco, os temores pela liberdade de Rangel, o passeio pelo túnel, a publicidade à nova clínica, o autocarro do Porto que não chegou à Luz, a abortada incursão à sede do PNR, a desconvocada e sempre antipática greve dos maquinistas, etc. etc. - aproveitemos para um merecido descanso que novas emoções se preparam para os próximos dias.

Deixo-vos com a arte de George Briata.

quinta-feira, abril 26, 2007

Ritual?

Parecia um Presidente incomodado.
Compreenda-se...
Não está em causa a sua aceitação dos valores democráticos, mas...
Antes do 25 de Abril já era um técnico prestigiado. Chegaria, com facilidade, a governador do Banco de Portugal. Ou subiria com toda a justiça na hierarquia do Ministério das Finanças...
Mesmo sem o 25 de Abril, poderia ser Ministro das Finanças.
Ascenderia, sem dúvida, a Primeiro Ministro.
Poderia governar mais quarenta anos. Fazer o que quisesse. Sem oposição, sem buzinão, sem contestação...
Talvez por isso só se lembrou dos jovens de sucesso, deixando de lado os que, por menor capacidade a algum nível, alimentam o exército de desempregados ou as empresas de mão de obra barata com contratos sem qualquer tipo de vínculo ou garantia e são uma permanente chaga social à vista que gostaria de ter.
É o que resulta quando o conceito se reduz à inclusão dos excelentes.

quarta-feira, abril 25, 2007

Marca #16: 25 de Abril

Aqui posto de comando...
O 25 de Abril foi um dos dias mais felizes da vida deste permanente descontente. Pelo que foi desejado e pela humilde participação a partir da EPAM.
Hoje, 33 anos depois, deixamos aqui uma marca que testemunha essa inapagável ligação, permitindo ainda o acesso a vinte posts que, sobre o tema, trouxemos em anos anteriores.
E, agora, toca a comemorar lá fora...

terça-feira, abril 24, 2007

Nota técnica sobre a árvore e a ave

A árvore onde a ave tem o seu ninho é uma palmeira com alguns anos cuja altura já atinge o de um segundo andar e está a escassos metros da habitação de onde a foto foi tomada.
Sendo em plena rua, o comportamento da câmara não tem sido impecável, pois sistematicamente os ramos da palmeira agridem janelas e telhados da habitação e a atitude dos serviços da autarquia é de enorme inércia e não resposta. Apesar de tudo, a árvore é limpa quase todos os anos e o seu aspecto é imponente.
A ave já é nossa velha conhecida. Neste momento, choca dois ovinhos que poderíamos observar se fosse divertir-se a esticar as asas, mas ela é uma notável protectora. Já viu a Pipoca e não quer abrir guarda...
Seria esta cena possível em Ourém? Do que conheço, penso que a ávore já estaria cortada, a ave estufada e os ovos escalfados para prazer de presidente...
Oferenda



Menina que não lês o meu poema,
Mas que tens a pureza que nele canto,
Vê na balança dos meus olhos quanto
Pesa a ternura humana que te dou:
Ponho nas tuas mãos ingénuas de criança
Toda a herança
Que da morte da vida me ficou

(Miguel Torga)
Coimbra, 24 de Abril de 1951

segunda-feira, abril 23, 2007

Promessas tontas

O desempenho de Marques Mendes nos últimos tempos está muito longe de brilhante: o seu aproveitamento oportunista do caso de engenharia académica da Independente deixou muito a desejar; o seu comentário à eventual aproximação de Pina Moura da TVI é disparate completo; ontem, em Espinho prometeu, num contexto de vitória eleitoral em 2009, uma aproximação ao rendimento médio da UE, a partir do racio actual de 70%, mais ou menos nos moldes seguintes:
Há que encontrar uma nova forma de governar para Portugal, temos que ser ambiciosos e colocar como meta do nosso futuro governo pôr o país a crescer pelo menos a três por cento ao ano e comprometermo-nos a que em 2013, no final da nossa legislatura, o nosso país tenha um rendimento de 80 por cento da média europeia.
A verdade é que umas simples contas demonstram que isto é impossível. Vejamos:
- se a UE crescer a 2% ao ano, seria preciso Portugal crescer à taxa de 5,47% para cumprir a promessa;
- se a UE crescer a 1% ao ano, essa taxa desceria para 4,43%;
- se a UE não crescesse, Portugal teria de atingir 3,4% ao ano bem superior à baliza de 3%.
Portanto, só num cenário de crescimento negativo da Europa, a promessa seria exequível.
O homem está tonto de todo.
Patinha de Pipoca para a posteridade



Olá.
Decidi reaparecer para vos falar da conjuntura. Não que esteja muito preocupada com o destino da Ségolène ou com o cartão que acompanhava a prova do engenheiro ou mesmo com a necessidade de mais flexibilidade no mercado de trabalho preconizada pelo barão do BP que, roto de mordomias, não acerta uma previsão...
Andam para aqui obras de deitar a casa abaixo com todos a viver cá dentro.
Eles não se queixam. Saem quando querem, vão dar uma volta e eu que fique aqui a controlar as operações.
Tiveram o desplante de colocar esta horrorosa manta de trapos (ainda por cima azul) debaixo das minhas delicadas patas.
Mas eu vou-lhes dizer...
Que coisa branca e bonita é aquela ali à frente?


Já está!
Pensavam que tinham o cimento cola a salvo mas já tratei de uma recordação para a posteridade.
Admirem, meus amigos. Patinha de Pipoca conservada em estrutura colante...

sexta-feira, abril 20, 2007

Desterrado


"O desterrado", uma escultura de Soares dos Reis
É um pouco como me sinto aqui tão perto, mas há tanto tempo. Ourém, a Ourém que vivi, a ser paulatinamente destruída e desfigurada num falso e inenarrável processo de desenvolvimento. Olhos que não querem ver de tão solidários que são com os interesses dominantes.
Eu, afastando-me, sem vontade nenhuma de continuar a assistir... mas sem conseguir largar o passado...

quinta-feira, abril 19, 2007

Le Petit Couchon


Eis mais uma deliciosa serigrafia de Pablo Picasso, datada de 1952, que nos faz reflectir na extrema semelhança externa entre inocentes animais e alguns humanos que, por vezes, de couchon nada têm de petit.
Aqui fica um post para os amigos oureenses tentarem identificar semelhanças que se encontram por tão perto...

quarta-feira, abril 18, 2007

Uma tarde quase cultural

Ontem deu-me uma de contemplar serigrafias. Perto do local de trabalho, existe o Centro Português de Serigrafia e uma exposição de 15 trabalhos de Picasso chamou-me a atenção.
Os preços assustaram-me um pouco pelo que a abordagem prosseguiu na Internet na infrutífera tentativa de descarregar algo para o computador. As gravuras disponibilizadas são excessivamente pequenas e, por vezes, com imagem distorcida para evitar estes pequenos roubos.
Virei-me então para terras gaulesas e, pouco depois, contemplava embevecido esta “A mulher do Jarro”:

A abordagem continuou, agora sem preocupações de preços e por um mundo que me fascinava. Eis algum espólio resultante da recolha que demonstra ter sido uma tarde mais produtiva do que as manobras de engenharia académica oriundas da Independente.


terça-feira, abril 17, 2007

Às Vezes

Às vezes tenho idéias felizes,
Idéias subitamente felizes, em idéias
E nas palavras em que naturalmente se despegam...

Depois de escrever, leio...
Por que escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...

(Álvaro Campos)

segunda-feira, abril 16, 2007

E, em Ourém, também...




Fonte: World Cartoon Press 2007

Por toda a parte, a desproporção de forças acompanha o autismo, a insensibilidade social, a inversão de valores.

sexta-feira, abril 13, 2007

Ressuscitar? Ciclo?...

São uns brincalhões...
Já passaram bem mais de três dias e ainda não sinto nada.
Quanto ao amigo Silvestre, só cabe dizer que é daqueles ciclos sem fase ascendente...
As nuvens que a câmara vai distribuir pelas juntas de freguesia não me motivam em nada. O problema central não é esse... enquanto o sistema da câmara não for modificado de forma a acolher o que o munícipe envia, essas nuvens só servirão para os filhotes blogarem ou verem o que os velhotes não querem... brr!!! larguemos o tema...
Os almoços do Garanhão na confraria também nada têm de mal. Pela primeira vez, temos um quase presidente sorridente, amigo das boas coisas da vida... mas é preciso vê-lo mais em acção... muda!!!!
Mas gostei daquela notícia da outra semana: cães em Ourém, cavalos em Fátima. É preciso pôr o pessoal na ordem. Educar os meninos para não vandalizarem quando se passeiam por aí: coitados, o que haverão de fazer com tão bons exemplos do que vêm no solo pátrio? ... bom fds

quinta-feira, abril 12, 2007

Olhem o que eles andam a fazer à nossa terra

Parece que vão destruir toda a rua de Castela para fazer prédios mais altos e garantirem estacionamento a um Centro de Saúde de funcionamento cada vez mais restrito e problemático. Até pagam indemnizações. Os actuais habitantes vêem-se por ali sufocados por construções recentes que acabaram por abafar, escurecer e matar a rua.
Prevêem-se novas negociatas...
(pá, isto é muito mais importante do que as tricas por causa das habilitações do “eng.” Sócrates – que ele estava devidamente habilitado para nos dar conta dos rendimentos é bem claro!)
trinta e tal anos, a Melanie sentiu-se tramada por o que alguém lhe fez à sua canção. Eu ainda estudava e, nas instalações da cantina e da associação de “económicas”, tantas vezes se ouviram estas palavras (e aquela voz):

Look what they done to my song ma
Look what they done to my song ma
It was the only thing that I could do half right
And it's turning out all wrong ma
Look what they done to my song

Look what they done to my brain ma
Look at what they done to my brain
Well they picked it like a chicken bone
And I think I'm half insane ma
Look what they done to my song

Oh I wish I could find a good book
To live in
Oh I wish I could find a good book
Well if I could find a real good book
I'd never have to come out and look at
What they done to my song

Ils ont change ma chanson, ma
Ils ont change ma chanson, ma
C'est la seule chose que je peux faire
Et ce n'est pas bon, ma.
Ils ont change ma chanson.

Maybe it'll all be all right ma
Maybe it'll all be OK
Well if the people are buying tears
Then I'm gonna be rich someday ma
Look what they done to my song

Look what they done to my song, ma
Ma Ma look look what they done to my song
You know they tied it up in a plastic bag
And they turned it upside down ma
Ma Ma look at what they done
Won't you look at what they done
Look what they done to my song.


Oiça "Look what they have done to my song" por Melanie Safka

quarta-feira, abril 11, 2007

A crise de um blogger sem rumo

Se até o Mounty se vai...
que fica o OUREM aqui a fazer?...
Numa terra que destrói o seu passado...
sob os olhares complacentes dos que a vivem...
sem inspiração...
sem garra...
sem vontade...
sem assunto...

sexta-feira, março 30, 2007

Turn, Turn, Turn

Não queria ir para fim de semana sem deixar algo para os amigos oureenses. Os últimos tempos têm sido de relativo abandono, o trabalho aperta muito, mas aqui fica algo que dizia muito ao pessoal da Ourém do meu tempo:

To everything (turn, turn, turn)
There is a season (turn, turn, turn)
And a time for every purpose, under heaven

A time to be born, a time to die
A time to plant, a time to reap
A time to kill, a time to heal
A time to laugh, a time to weep

To everything (turn, turn, turn)
There is a season (turn, turn, turn)
And a time for every purpose, under heaven

A time to build up,a time to break down
A time to dance, a time to mourn
A time to cast away stones, a time to gather stones together

To everything (turn, turn, turn)
There is a season (turn, turn, turn)
And a time for every purpose, under heaven

A time of love, a time of hate
A time of war, a time of peace
A time you may embrace, a time to refrain from embracing

To everything (turn, turn, turn)
There is a season (turn, turn, turn)
And a time for every purpose, under heaven

A time to gain, a time to lose
A time to rend, a time to sew
A time to love, a time to hate
A time for peace, I swear its not too late

Oiça "Turn, Turn, Turn" pelos Byrds

terça-feira, março 27, 2007

Autarquias na NET #6: Formação na área de Sistemas de Informação




Perguntámos aos prezados autarcas qual a percentagem de directores, técnicos e administrativos que, nos últimos anos, foram sujeitos ao desenvolvimento de competências na área de Sistemas de Informação (Informática na óptica do utilizador incluída).
As respostas não forma muitas como podem ver no gráfico e atenderem à mancha azul. Cerca de 50% das câmara do distrito de Évora responderam e mais de 5% negaram o desenvolvimento de competências por essas via.
Alternativamente, cerca de 12% das câmaras do distrito de Leiria garantiram ter procedido a tais acções à totalidade dos funcionários referidos envolvidos. Algumas câmaras de Aveiro (10%), Faro e Santarém parecem seguir este procedimento.
Engraçada é a posição das câmaras do distrito de Coimbra repartindo-se entra a não resposta e a resposta do valor nulo...

domingo, março 25, 2007

Quando Vier a Primavera

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

(Alberto Caeiro)

quarta-feira, março 21, 2007

Marca #15: Quim

O Quim foi o grande companheiro das horas perdidas em Ourém quando, sem nada para se fazer, lá surgia a oportunidade de jogar bilhar ou dar uma passeata a pé, conversando, conversando, conversando...
Calmo, dotado de notável paciência, cedo começou a construir o futuro enquanto nós outros mantínhamos o vínculo à boa vida.
As suas características (pessoa mais calma, mais silenciosa) e o seu maior afastamento devido a abraçar mais cedo o trabalho podem fazer parecer que interveio menos nas nossas estórias. Mas estou em crer que não foi bem assim. Ele era uma espécie do silencioso presente... Muitas vezes, e felizmente nunca perdemos o contacto, traz-me pormenores que só eram possíveis de ser conhecidos por quem lá estava.
É verdade. Ele tinha notável capacidade de retenção. O seu cérebro funcionava já como que uma verdadeira máquina fotográfica. Registava tudo. E o seu exemplo parece ter influencido os seus descendentes, não é?
Boa recordação, o Quim!

terça-feira, março 20, 2007

A Pipoca foi ao médico

Está tão preguiçosa, tão preguiçosa que só come e dorme e, recentemente, resolveu não defecar. Ou melhor, só faz bolinhas parecidas com as que os carneiros deixavam quando atravessavam, há cinquenta anos, o Largo de Castela.
Resolvemos, por isso, antecipar a sua visita ao médico.
Foi desparasitada. Vai mudar de comida (hoje de manhã parecia uma doida a provar as novas iguarias, mas não sei se daqui a uns dias não estará farta). Tem de perder um quilinho nos próximos meses.
Mas imaginam o seu terror nas mãos daquele ser terrível que a observou e palpou por tudo que era sítio. No final, subiu por mim acima, unhas bem assentes no casaco, rodeou-me o pescoço e ficou por ali, escondida, a fazer de gola de raposa. Ora digam lá que ela não conhece o grande amigo...
Ruby Tuesday

E, porque hoje é terça-feira, pensava eu que a letra desta canção era do Bob Dylan e, afinal, procurando-a pela NET, aparece-me sob a autoria da dupla Jagger/Richard. Donde virá esta minha confusão? Haverá alguma interpretação do Dylan que me tenha sugerido a paternidade? Garanto que não tenho resposta.
A letra tem daquelas passagens que nos dizem que não vale a pena viver se abdicarmos dos nossos sonhos e eu quase que juraria já ter houvido estas palavras na sua voz. Aqui está:

She would never say where she came from
Yesterday dont matter if it's gone
While the sun is bright
Or in the darkest night
No one knows
She comes and goes

Goodbye, ruby tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still Im gonna miss you...

Dont question why she needs to be so free
Shell tell you its the only way to be
She just cant be chained
To a life where nothings gained
And nothings lost
At such a cost

Theres no time to lose, I heard her say
Catch your dreams before they slip away
Dying all the time
Lose your dreams
And you will lose your mind.
Aint life unkind?

Goodbye, ruby tuesday
Who could hang a name on you?
When you change with every new day
Still Im gonna miss you...

Confesso que, apesar da confusão, por falta de tempo, não me dei ao trabalho de procurar uma possível interpretação do Dylan. É uma perda sem dúvida, mas, para vos conpensar, deixo-vos, para além da dos Stones, uma fabuloso interpretação da Melanie (não da C, esta jogava verdadeiramente nos A...)

Oiça Ruby Tuesday pelos Rolling Stones
Oiça Ruby Tuesday por Melanie

segunda-feira, março 19, 2007

Autarquias na NET #5: Utilização de sistemas de apoio à decisão



O processo de tomada de decisão pode ser apoiado em ferramentas informáticas. Esse é um dos objectivos enunciados na maioria dos projectos de região digital definidos para o país.
Interrogámos, por isso, as autarquias acerca da sua existência no seu processo de trabalho. As poucas que responderam (56) mostram a dominância do “NÃO” (53,55% dos casos) o qual é absorvente para 5 distritos.
Em dois distritos, as câmaras que responderam (Viseu e Açores) manifestam o “SIM” na sua totalidade, resultado que, naturalmente, não pode ser extrapolado para o distrito (um dos nossos preconceitos é o de que “as câmaras mais avançadas são as que respondem”, logo, é de admitir que que a situação seja substancialmente diferente nas que não respondem). Num terceiro caso (Aveiro), não existe a reposta “NÃO”. As câmaras ou dispôem desses sistemas ou os têm em implementação.

sábado, março 17, 2007

Não venhas tarde

De manhã, quando vou para o trabalho, acho um piadão, perto da estação de Santos, deparar com uma roulotte que diz mais ou menos assim: "Não vá para a caminha sem passar na roullote da loirinha".
Em Ourém, não pode ser assim. O coma alcoólico tem que manifestar-se até às 0.00 horas. Por isso, faz todo o sentido uma frase do tipo: "Não venhas tarde, o SAP vai fechar cedo...". Curiosamente, o Público de hoje brinda-nos com um CD que traz uma pequena maravilha com este nome.

Oiça Não venhas tarde por Carlos Ramos

sexta-feira, março 16, 2007

E a casa amarela pariu um rato...
(sem desprimor para o bicho)

Afinal, o venerado presidente David só pretendia o diálogo - ele que tanto gosta de aos outros responder. Mais duas horas de abertura e uma comissão (com o presidente, a simpática presidenta e outros...) para procurar outras soluções calaram-no... os piores casos até já vão para Leiria. Isto cheira-me é a aproveitamento político.
33 Anos!!!

Por esta altura, naquele tempo, enquanto eu saboreava a semana de campo da EPAM, o Zé Quim estava a passar um mau bocado...
A um poeta


Antero por Columbano

Tu, que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno,

Acorda! é tempo! O sol, já alto e pleno,
Afuguentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares,
Um mundo novo espera só um aceno...

Escuta! é a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! são canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!

Ergue-te pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!

(Antero de Quental)

quinta-feira, março 15, 2007

Autarquias na NET #4: utilização de sistemas de gestão documental integrados com workflow


Um Sistema de Gestão Documental apoiado em ferramenta de workflow melhora a produtividade e qualidade nas organizações em termos da gestão de processos. A sua articulação com facilidades interactivas, nas autarquias, pode permitir que qualquer municipe devidamente identificado conheça o estado de algum processo que tenha submetido.
Os 55 municípios que responderam ao inquérito demonstram uma elevada propensão para a ausência deste tipo de ferramentas. É de admitir que a tendência se propague para os não respondentes.
Os concelhos de Aveiro e Lisboa parecem os mais avançados nesta matéria, mas Santarém também apresenta uma elevada propensão para a referida utilização.
Repare-se que existe uma franja interessante em implementação com Bragança, Portalegre e Setúbal a anunciar que, brevemente, se aproximarão de Aveiro e Lisboa.
E Ourém? Tenderá para o precipício azul ou para a suavidade das esverdeadas cores? O presidente David não respondeu pelo que não temos direito a saber...
Liberdade
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...

(Fernando Pessoa)
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