segunda-feira, maio 30, 2005

A trupe dos AAAVia blog da Som da Tinta



Amizade e partilha são palavras que podem caracterizar a relação de muitas pessoas com a Som da Tinta. Estou invejoso por não ter merecido esta dádiva ao Tó ou ao seu irmão (que mal conheci). Mas, se eles tiverem mais preciosidades sobre Ourém, este espaço bem as necessita. Eis o texto que acompanha a fotografia:
No começo da conversa/conferencia de Fernando Catarino, a proposito de "outras selvas" (de hoje) recordou, com alguma nostalgia, algumas coisas da antiga Vila Nova de Ourem. Entre outras, uma jazz-band (disse ele). E tambem lembrou o sempre lembrado Toná.
Pois tivemos a surpresa de um filho do "nosso" Toná, que estava presente e a participar no convivio, nos aparecer, uma meia-hora mais tarde, com esta fotografia:
Era a troupe (a "jazz-band") dos AAA. Porque todos tinham o nome começado por A, menos um a quem, para se resolver o problema, "crismaram" de... Azelha (coisas, certamente, do Toná...).
Por ordem crescente de alturas (sem contar com a mascote, que hoje terá 70 anos ou mais!):
Alho, Azelha, Abilio, Antonio "Baleco". Augusto, Andrade, Afonso A e Antonio A.
Nao é que se queira fazer concorrência aos interessantes blogs que estao a reproduzir fotos antigas (embora tenhamos algumas que estao `a disposiçao) mas nao resistimos a apresentar esta. E muito se agradece a surpresa amiga!
As entrevistas do Notícias de Cá


Sérgio Ribeiro Posted by Hello

Depois de termos ouvido José Manuel Alho, da Atouguia, candidato do Partido Socialista à Câmara de Ourém, vamos ouvir Sérgio Ribeiro, do Zambujal, candidato da Coligação Democrática Unitária (CDU) à Assembleia Municipal (AM).
Se outros candidatos desta zona forem anunciados como cabeças de lista à Câmara ou à AM, também os ouviremos e temos a intenção de ouvir todos os cabeças de lista à Junta de Freguesia da Atouguia.

Sérgio Ribeiro, que projectos traz com a sua candidatura?
Candidato-me pela CDU com o projecto de, depois de eleito, continuar o que fiz entre 1997 e 2001, como membro da AM, e que, de certo modo, foi interrompido. Fazer da AM um orgão participado, onde as pessoas possam levar os seus problemas e discutir o que é importante para as populações. Por exemplo: nesses 4 anos, a luta da população da nossa zona, no que se refere aos fornos de carvão, passou pela AM. Portanto, o projecto em concreto depende dos problemas concretos que a população sinta, e levante, e faça conhecer...

... mas em relação aos problemas do concelho?
Em relação ao concelho no seu conjunto, a AM tem intervenção no orçamento e plano de actividades, e estarei sempre nas batalhas para melhorar o ambiente e o bem estar das populações, procurando uma boa distribuição dos meios. Num plano ainda mais geral, penso que, nos próximos 4 anos, vamos ter uma dura luta relativamente ao posicionamento do nosso concelho no ordenamento do território.
É preciso avançar seriamente numa definição regional e sair desta situação de não saber a que distrito pertencemos, de que terra somos!


.. e a nível social?
A nível social, a AM pode tomar posições relativamente às estruturas de apoio a idosos e, como membro da AM, irei dar uma atenção particular aos lares e centros de dia e aos cuidados continuados (ou contínuos) porque a população desta zona tem um elevado nível etário.

E a nível económico; a importância de Fátima?
A Fátima é muito importante e os seus reflexos económicos no concelho são contraditórios e têm de ser muito bem analisados. Acho que as potencialidades do turismo são enormes e desaproveitadas na perspectiva do concelho no seu conjunto. Outro factor de enorme importância são as remessas dos emigrantes que devem ser integradas na economia concelhia. É um dos meus “cavalos de batalha” há décadas e na AM tomarei posições institucionais.

Que quer dizer em relação aos jovens?
Como membro da AM estimularei quanto puder o associativismo e chamarei a atenção para a falta de infraestruturas de lazer e desporto da freguesia da Atouguia, para o desaproveitamento do campo de S.Gens, que se deve revitalizar, promoverei espaços como o largo da capela de S. Sebastião e as fontes das Fontaínhas (e outros, que não faltam na freguesia), que são lugares muito aprazíveis e podem estimular convívios e actividades lúdicas e desportivas.

A sua opinião sobre outros candidatos
Tenho muita consideração por quem se disponibiliza para ser candidato a representar os outros. O único que conheço, por agora, o José Manuel Alho, é um homem de que sou amigo há muitos anos e cuja vida profissional e cívica me merece muito respeito.

Últimas palavras...
Um assunto que não pode deixar de ser tratado é o do cemitério do Zambujal. A população sente ou não a sua falta? Por último: a CDU procurará tudo fazer a favor das populações e para que a democracia seja mais participativa. Mandatos na AM podem ajudar esse esforço.
Uma nova semana

que começa...
debaixo do pessimismo associado às medidas tomadas pelo governo de Sócrates. Eu até acredito que era necessário fazer algo, mas aquela encenação é que me é difícil de digerir. E, depois, ter que gramar mais uns anitos nesta seca sem ir para Ourém...
Como dizia, nova semana que começa e estou um pouco desorientado quanto ao que postar no blog. Visitei os blogs vizinhos e notei que a Som da Tinta é um verdadeiro repositório de pessoas importantes que passaram pela nossa terra. Encontrei lá muitas coisas giras: a trupe dos AAA, os trabalhos de Manuel Morgado. E se eu lhes gamasse esses conteúdos? Vamos começar por aí.
Entretanto, recebi novo exemplar do Notícias de Cá com mais uma entrevista a um candidato às próximas eleições em Ourém. É curioso como um jornaleco (se é que se pode utilizar este termo) dá esta atenção a este assunto que parece passar ao lado da imprensa de Ourém. Vamos reproduzi-la.
Vi entretanto que o Photoman dedicou parte da semana ao Benfica com fotos e fotos e fotos. Aqui fica um apontador para ele...

domingo, maio 29, 2005

A derrota

Por toda a parte se ouvem foguetes celebrando a derrota do Benfica.
Já a previa. Durante todo este ano, foi uma equipa sem chama, sem jogo, que se soube aproveitar dos deslizes dos outros. Ao ganhar o campeonato, convenceu-se da superioridade e hei-los a descurar a preparação para este jogo.
Trapatoni vai embora? Ainda bem...
As campanhas de produção agrícola


Um ambiente de trabalho saudável Posted by Hello

Já repararam que, se logo à noite, o não ganhar, isso poderá gerar um movimento imparável, crescendo em bola de neve que poderá fazer que tenhamos de olhar a produção mais em termos das nossas fronteiras e dizer adeus à Europa que tanto nos condicionou em anos recentes.
Não me desagrada a ideia.
Aliás, ainda ontem, senti monumental tristeza perante uma reportagem de produtores de cereja de Alfândega da Fé que não conseguem escoar a sua produção apesar de ser de qualidade incomparável.
Ouvindo aquilo, nem sei para que serve um Estado intervencionista. Então não lhe poderia adquirir a produção a um preço satisfatório e lançá-la no mercado em condições de concorrência com a proveniente de Espanha?
A situação actual pode ser contraposta às campanhas de produção agrícola do século passado.
Eis um texto de 1942, inserido na campanha da Produção Agrícola e editato pela repartição de Estudos, Informação e Propaganda da direcção Geral dos Serviços Agrícola do Ministério da Economia, da autoria do Eng. Agrónomo Ernesto Burguete.
Abre com uma citação:
"... também o leite é pão, também a carne é pão".
António Luís de Seabra

O texto é escrito numa linguagem muito acessível e até amistosa, definindo a ensilagem como um dos três métodos pelo qual pode obter-se a conservação das forragens e estende-se até à página 17.

sábado, maio 28, 2005

As pupilas do senhor reitor

Estarão em processo avançado de degradação a avaliar pelas alucinações em que se transformou a luz que por elas penetra originando esta aberração:

Pelo andar da carruagem pode prever–se (talvez!) que, dentro de alguns anos, os muros mais altos que separam as direitas das esquerdas políticas acabarão por se consolidarem na sede do Parlamento Europeu. Se assim chegar a ser, e as esquerdas prosseguirem no seu programa de acabar com todo o sofrimento no mundo, e sobretudo o sofrimento que na sua visão, e também no seu ódio, tem origem em convicções religiosas, vamos ter em todos os países e classes sociais, abortos aos milhões, e casamentos de homossexuais aos milhares. Os contentores de resíduos hospitalares vão transbordar de crianças mortas, muitas delas completamente formadas – no Reino Unido o aborto é permitido até às 24 semanas – e nos países mais pobres, mesmo da Europa, corpos esquartejados de bebés vão aparecer em lixeiras de toda a espécie, ao olhar horrorizado ou faminto de pessoas e de animais.

Este homem tem que ser tratado. Se durante centenas de anos a religião que nos serve nos brindou com a Inquisição, com os crimes dos cruzados, com o apoio a regimes fascistas, não tem a menor legitimidade para inventar cenários como estes para sujar os que têm posições diferentes. Pode ser contra tudo o que quiser, mas não seja mentiroso!
Miserável igreja esta! Em vez de contribuir para libertar os pobres e oprimidos, o que faz é criar-lhes receios e falsas ideias para não ousarem tentar a mudança.
Via Voz de Fátima

sexta-feira, maio 27, 2005

Mais um livrinho...


A capa... Posted by Hello

... que, no século passado, acompanhou oureenses da geração anterior à que pertenço. Sinais, legislação, conselhos, mecânica tudo lá se encontra, ocupando mais de 200 páginas. A data de edição é 1956.
É possível constatar que, pelo menos ao nível de figuras, as coisas não terão mudado assim tanto...
O futuro não pode começar

Interessante discussão no Castelo por causa de um autarca não querer deixar cair o poder na rua.
É pena que já se esteja a deixar tudo para depois das eleições, porque os partidos já definiram os seus candidatos. É que podiam redefini-los ou redefinir alianças...
E, ao que parece, há muitos que poderiam responder ao apelo: "vem, Ourém precisa de ti".
Aliás, estamos tão longe das autárquicas que seria possível um movimento de opinião que exigisse aos dois candidatos da oposição mais conhecidos (Sérgio e José Alho) que se entendessem tanto mais que concorrem para coisas diferentes.
Será que uma lista aglotinadora das duas candidaturas não teria mais hipóteses? Será que quem vota PS fugiria do Sérgio? Será que os que apreciam a CDU rejeitariam Alho? A união não criaria sinergias, uma dinâmica de vitória?
Estando de fora, penso que o PS e a CDU fariam um bom serviço a Ourém se aqui abdicassem um bocadinho do seu ódio de estimação e tentassem criar uma lista com os melhores em oposição aos actuais detentores do poder. Não posso impor nada aos eleitores, mas penso que eles deveriam exigir isso.
Estou estoirado


Roubado ao Algures aqui

Levantar às seis menos um quarto, apanhar comboio, subir para o Quelhas, actualizar o blog, aturar os miúdos durante três horas, pôr material a fotocopiar, continuar a actualizar o blog, peparar as disciplinas do próximo ano, mereço bem um momento de descanso.
Visitei o Algures Aqui e concluí que tem imagens que merecem ser vistas.

Ourém precisa de mudança no poder autárquico (8)
Um comunicado da concelhia de Ourém do PCP

Num concelho como o de Ourém, com grande área florestal, impõe-se uma política de ordenamento florestal, que há muito tarda. De protocolo em protocolo, o avanço concreto tem sido nulo, e os pequenos proprietários querem projectos objectivos que vão ao encontro dos seus problemas.
Em termos florestais, pode falar-se de duas realidades mais ou menos distintas identificáveis com o norte e o sul do concelho.
Em primeiro lugar, há que considerar que o regime de pequena propriedade, típico das regiões a norte do Tejo, se traduz na existência do agricultor-operário, que tenta manter as suas propriedades amanhadas para ajudar ao sustento e mostra crescentes preocupações com o estado geral da floresta, com o brutal e desordenado incremento da biomassa a ameaçar mesmo os que vão tendo o árduo trabalho de a manter limpa.
É urgente a criação efectiva de equipas camarárias de desmatamento, bem equipadas, com acompanhamento técnico para aconselhar os proprietários sobre as formas de proteger a sua floresta com o mínimo de custos.
Há algumas questões básicas a ter em conta na problemática do inexistente ordenamento florestal.
É o eucalipto a espécie mais produtiva e mais lucrativa?
A degradação dos solos, que em certas zonas do nosso concelho é evidente e apresenta tão elevada erosão que no futuro dificilmente será possível plantar directamente árvores no solo sem que se usem primeiro espécies pioneiras, deve-se a essa errada ideia; acresce que os sedimentos, ao serem arrastados, destroem solos férteis, entopem leitos de ribeiras e degradam vias existentes. Estes prejuízos superam em muito os benefícios, quer para o proprietário quer para a comunidade.
Quando tudo se pondera, verifica-se ser o pinheiro a essência florestal de eleição para grande parte do norte do concelho. E sê-lo-á tendo em conta que apresenta elevada taxa de germinação que possíbilita desmatar e deixar “indivíduos jovens” que irão substituindo/ocupando o seu lugar na floresta. Também o carvalho português e o sobreiro são espécies espontâneas nestas áreas, e observa-se que muitos proprietários, ao desmatarem, deixam estas espécies, o que valoriza ecologicamente a mata, protege-a e contribui para a formação duma manta morta mais rica, além do factor de nutrição que representa. Assim se inibe/desacelera a germinação de espécies arbustivas e contribui para menor incremento da biomassa no substrato arbustivo.
O desmatamento coordenado tecnicamente i) por um lado, permite triturar parte da biomassa vegetal deixando-a no local, contribuindo para o enriquecimento do solo (importa dizer que muitos proprietários têm dificuldades no destino a dar ao material vegetal retirado da floresta) assim como as espécies caducas ou hemi-caducas que, ao perderem a folha, formam a camada de manta morta que dificulta a germinação, ii) por outro lado, há no mercado equipamentos que permitem transformar a biomassa que se remove em materiais reutilizáveis.
É fundamental a manutenção duma rede estratégica de vias transitáveis nas áreas florestais e incentivar os proprietários das zonas adjacentes a contribuírem para criar corredores verdes a ladear estradas, utilizando espécies mais resistentes ao fogo, menos carburantes (como a aroeira), que dariam, em situações de incêndio, maior protecção a veículos que ali transitassem. Estas vias podem ser também percursos de lazer e manutenção, o que, valorizando-as socialmente, reforça a protecção dado que, como se sabe, muitos dos incêndios são detectados por cidadãos e não pelo sistema de prevenção.
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Não à constituição europeia

Alarga-se o movimento contra a chamada Constituição Europeia.
Sabendo que o sim já tem os seus adeptos mais ou menos bem definidos, interessa conhecer alguns argumentos relativos ao não.
Assim, disponibilizamos aos amigos oureenses:
um apontador para um blog (o sítio do não) que defende o não, da responsabilidade de Pacheco Pereira;
um artigo de um oureense (Sérgio Ribeiro) que foi deputado europeu;
Reforma agrária

O Sérgio pergunta se me lembro. Tem razão, com tudo o que se passa, quase me esqueci.
A terra a quem a trabalha...
Há dias li, na Exame, que os estudantes do ISEG iam na altura dar uma ajuda ao trabalho nos campos.
Havia convites para excursões para se ver como tudo estava bonito e cultivado.
Depois vieram os oportunistas, o medo, o Barreto, a UE e é o que se vê...

quinta-feira, maio 26, 2005

Simpatizo com esta fotografia



E como lhe chamaria?
O melhor amigo...
O escritor e o gato...
O político e o gato...
É engraçado. Apesar de dormir, o felino está sempre presente na designação.
Afinal de nada valeu...


A capa Posted by Hello

... ao governo provisório da República, por decreto de Novembro de 1910, aprovar esta obra deliciosa para o ensino primário. A nossa agricultura está como as recentes opções lhe impuseram.
Trata-se de um livrinho de 1915 com 116 páginas que transmite conhecimentos sobre a agricultura, em 26 lições. Profusa e ingenuamente ilustrado.
No último parágrafo, define agricultura como "o conjunto dos conhecimentos que fornecem ao homem o ensino preciso para ele poder tirar duma dada superfície da terra, e da maneira mais económica, a maior soma de produtos animais e vegetais".
Acho que o vou ler com toda a atenção. Com as recentes medidas do governo, qualquer dia tenho de me dedicar à produção para autoconsumo já que a carga fiscal será insuportável e os rendimentos serão facilmente comidos pela subida de preços.
Outras obras do mesmo autor: A Horta do Tomé, A quinta do diabo, o Padre Roque, os netos do Nicolau. A registar ainda a particularidade de serem considerados falsos todos os exemplares que não tiverem a rubrica do autor.

quarta-feira, maio 25, 2005

Os inspiradores


O agiota Posted by Hello

Não sei qual terá sido o ano de edição deste livro dedicado a "fórmulas práticas para se ganhar dinheiro, explorando qualquer indústria ao alcance de todas as inteligências".
Mas, de então para cá, a realidade mudou muito. A integração europeia serviu para o país perder quase toda a indústria e agricultura, canalizando subsídios que não foram aproveitados em investimento mas em bens de consumo duradouros por uma classe empresarial que se negou.
Assim, o eng. Sócrates terá estudado por uma versão um pouco diferente: "Mil maneiras de sacar dinheiro ao funcionário público e ao potencial reformado".
O que liam no século passado alguns oureenses?

Enquanto esperamos pelas medidas do governo para perpetuar a crise e tramar funcionários públicos, reformados e consumidores tesos, adivinhando o gozo que as mesmas estarão a dar ao PSD que nunca teve coragem para as tomar (aliás, é sina do PS...), fomos até ao sótão e descobrimos um conjunto de livros, pertencente ao espólio familiar, cuja edição terá sido entre 1915 e 1956. Livros de leitura da 1º República, estórias que se vendiam em fascículos no mercado de Ourém, tragédias, conselhos aos produtores provenientes do governo de Salazar.
Ao longo dos próximos dias, vamos partilhá-los com os amigos oureenses.
Quanto às medidas, sinto-me tramado. Parece que já não posso ir para Ourém aos 60 a não ser que me despeçam. Acho que não vão resolver nada. Por alguma razão já não se fala na fraude fiscal, na economia informal, na reorganização do aparelho de estado onde as previsões continuarão a ser iguais ao valor anterior + qualquer coisa em vez de partirem de uma base zero...
A minha ligação ao PS é sempre assim: cheio de ilusões no socialismo e a dar-me com a salvação do capitalismo.
Fernando Catarino na Som da Tinta


Em conversa Posted by Hello

Fernando Catarino virá a Ourém fazer o que faz como poucos: conversar pedagogicamente, conviver.
Virá falar de Ferreira de Castro, o escritor português que, nos anos 60, foi indigitado, mais de uma vez, para Prémio Nobel. Dia 28 de Maio às 17horas.

terça-feira, maio 24, 2005

Falemos de canções

O camarada Byn_Tex resolveu estender-me um inquérito musical. Como se eu percebesse alguma coisa do que para aí anda, como se estivesse actualizado. Preparem lá então um filtro para o cheirinho a naftalina...
(Nota: e desta vez o inquérito já vem com versão para nuestros hermanos)

Tamaño total de los archivos de música en mi ordenador?
Tamanho total dos arquivos no meu computador?

Muito pouco. A crise vai apertando. O dinheiro não chega para renovar os objectos de consumo mais ou menos duradoiros. Talvez uns 50 mega.

Último disco que me compré:
Último disco que comprei:

Foi o número 20 dos clássicos do Expresso, mas, perdoem, não recordo compositor, intérprete, pois ainda não tive paciência para o ouvir (e mesmo que ouvisse, passava logo).

Canción que estoy escuchando ahora:
Canção que estou a escutar agora

Nenhuma. Por sistema, não oiço música em serviço, apesar de actualizar o blog em serviço. Mas tenho aqui, se querem saber, umas pérolas muito engraçadas: Diamonds in my crown pela minha querida Emylou Harris, Ruby Tuesday pela Melanie, várias versões do Times they are a-changing, o It's all over now lady blue pelos Animals, um pedaço do Wings in America que tem uma entrada que gosto muito, enfim...

- 5 canciones que escucho un montón o que tienen algun significado para mí:
5 canções que ouço frequentemente ou que têm algum significado para mim

Claro, tinha que ser:
Something pelos Beatles e pela banda do George
While My guitar gently ..., pelos ditos
Traz outro amigo também do Zeca
Beware of Darkness pelo George e pela banda que o homenageou
Time Will Pass dos Spriguns (o tal que não encontro em CD)
... e as outras todas que não me lembro, mas que dependem muito da disposição e do momento

Y como no quiero ser menos que mi predecesor, aquí lanzo el testigo a otros 5 bloggers:
E como não quero ser menos do que o meu predecessor, aqui lanço o testemunho a outros cinco bloggers:

Não, não pode ser, não vou cometer essa injustiça.
O convite fica feita para todos que leem o OUREM. Respondam naquela secção de comentários que permite mais texto (comments) e eu publicarei as respostas que gostar mais.

Razões para a escolha:

Alarga o número de participantes e a sua natureza (bloggers e não bloggers, ou melhor comentadores compulsivos). Não força alguém que não esteja com paciência para isto. Obviamente conto com o Leão de Ourém, o SAnta Cita, o Fred e o NA
Levados pelo vento


Do alto da montanha... Posted by Hello

Decapitado, mutilado de asas, com as vísceras expostas ao sol e à chuva, vemo-lo assim abandonado e desprezado, no alto da encosta a que deu o nome.
Quando voltaremos a fitá-lo, restituído à sua primitiva silhueta, de velas pandas e alvas rodando ao sabor do vento, a dominar e a animar a paisagem deslumbrante com o simbolismo e a garridice da sua presença?
L.R.
Magnífico texto que foi recuperado pelo Outrora.
São Pedro de visita à Praça Mouzinho de Albuquerque


São Pedro e os anjinhos Posted by Hello

Lá está a minha velha confusão: será Mouzinho de Albuquerque ou Mouzinho da Silveira?
Não há dúvida, é o nosso querido amigo Luís Nuno rodeado de gentis anjinhos que não reconheço. Alguém ajuda?
Lá atrás, um pouco da vegetação existente na praça, que a excelente gestão autárquica de que desfrutamos destruiu, espreita, tornando o ambiente mais saudável, respirável...
Fotos de oureenses

A Teresa enviou-nos duas fotos que nos recordaram os velhos tempos de OUrém.
Agradecemos muito, o OUREM precisa desse material para sobreviver como de pão para a boca.
Já agora, será que alguém se quer atrever a proceder à identificação dos apanhados?

segunda-feira, maio 23, 2005

6,8%

É o valor apurado para o défice orçamental pela equipa de Constâncio.
Até podia ser 10%. Não me convencem...
Sei o que aí vem. A convicção que se gasta demais por causa dos desempregados, da função pública e dos reformados. A ideia de que os empresários não investem mais nem criam mais riqueza por causa do nível de impostos a que estão sujeitos (e a que grande parte foge...) e que os impede de ser competitivos. Esta ideia é disparatada. Eles não investem tal como não investiram no passado e ainda querem é mais benesses para continuar a não investir e a consumir.
Vamos esperar pelas medidas... e não me parece que sejam algo de bom. Aquele centro tem pouca coragem para ir ao cerne da questão. Aliás, nem é um problema de coragem. No fundo, tudo de trata de manter o sistema...
Situação social no concelho de Ourém

Concordarão comigo se afirmar que um dos elementos fundamentais que deve orientar a actividade dos autarcas é a situação social das pessoas a quem devem servir. Esta tem o seu espelho a nível de relatórios e publicações.
Constata-se a completa inexistência de referências na página da câmara de Ourém à situação social no concelho. Há pouco tempo, nas actas da câmara constatámos uma polémica interessante com a oposição a propósito do nível de desemprego. Mas o que procuramos são documentos e acções com um carácter mais oficial e de menor determinação partidária.
A sua ausência reflecte um certo desprezo por parte da autarquia a estas questões.
Vamos comparar o que se passa a este nível (informação acerca da situação social com outras...) e deixar alguma proposta aos candidatos que querem o voto dos oureenses. Claro que isto vai demorar...

domingo, maio 22, 2005

Uma parte já está

E foi bem difícil ao contrário do que querem fazer crer os invejosos.
Agora, é preciso vencer a taça.
E, lá para Outubro, afastar definitivamente o presidente David da nossa Câmara.
Ourém tem de respirar. Ourém tem de se libertar da ditadura fatimense.
Há candidatos de qualidade. José Alho para a presidência, Sérgio Ribeiro para a Assembleia são dois já conhecidos que oferecem garantias de competência e amor a Ourém.
Vamos. Falem com os vossos amigos, vão aos pontos mais afastados do concelho. A vitória do Benfica anuncia a grande mudança para a nossa terra. E quem acreditava que ela seria possível?
Viva o Glorioso

Já se sente no ar o cheiro à sensacional vitória que afastará definitivamente a chamada maldição de Tony. Curiosamente, sob a direcção de um Trapatoni.
Mas há algo curioso em tudo isto.
Esta não é pela certa a melhor equipa que o Glorioso teve nos últimos 11 anos. Pelo caminho ficaram outras que não chegaram tão longe, mas que davam muito mais prazer ver jogar. É como o lagartão. Taça, UEFA, campeonato a tudo disse adeus com uma equipa que prometia o melhor.
Agora, com uns canastrões que nem parece saberem fazer um passe certo, o Glorioso vai fazer o pleno dos troféus nacionais.
Não é para perceber.
Mas isso não importa muito. Dá prazer ver o Bispo do Porto, o Leão de Ourém e outros roídos de inveja...

sábado, maio 21, 2005

NEVOEIRO

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer –
brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,
nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ância distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...


É a Hora!

Pessoa
À falta de inspiração



Adivinhem lá por onde foi hoje a minha passagem virtual...

sexta-feira, maio 20, 2005

Está tudo tão diferente...

Ainda me lembro do Tóná a pegar no foguete pela extremidade do lado onde só havia cana e com a parte que rebenta virada para o chão e a deliciar-nos com malabarismos antes de o lançar. Uma vez, no campo do Atlético, emprestado pelo Juventude, à frente do busto que o Bernardino fez de si próprio, as coisas não correram nada bem, e o foguete veio rebentar junto das pessoas.
Aliás, não me agradava nada aquela sensação de que a cana, no retorno, me poderia cair em cima.
Mas nunca pensei que se chegasse a este extremo, uma verdadeira oportunidade de negócio para formadores e executantes, encontrada na acta da reunião da câmara de 9 de Maio:
“(...) não existe credenciação do pessoal camarário para o lançamento ou queima de fogos-de-artifício, exigível nos termos do Regulamento sobre o Fabrico, Armazenagem, Comércio e Emprego de Produtos Explosivos, aprovado pelo Decreto- Lei n.º 376/84, de 30 de Novembro, que estabelece no art. 38.º de que o lançamento de foguetes ou a queima de quaisquer outros fogos-de-artifício só poderá ser feito por pessoas tecnicamente habilitadas, indicadas pelos técnicos responsáveis das fábricas de pirotecnia ou das oficinas pirotécnicas, mediante licença concedida pela autoridade policial de cada município à entidade ou pessoa interessada, na qual serão indicados os locais onde o fogo deve ser guardado e onde deve ser feito o seu lançamento ou a sua queima, sem perigo ou prejuízo para terceiros.
Com vista a solucionar-se este problema propõe-se que, sempre que por ocasião de comemorações ou realização de outros eventos se torne necessário recorrer ao lançamento de foguetes, a câmara municipal atempadamente proceda à requisição da prestação de serviços a pessoal credenciado devendo para tal solicitar a respectiva licença, que é concedida pela autoridade policial com responsabilidades no local de lançamento.
À consideração superior”.
CÂMARA DELIBEROU, POR UNANIMIDADE, CONCORDAR COM O TEOR DA INFORMAÇÃO DA DIVISÃO DE OBRAS MUNICIPAIS SUPRA TRANSCRITA.
Há que salvar o passeio

Não sei se estou a ler bem...
... mas, ao deambular pelas actas da câmara, por vezes, encontro coisas engraçadas. Reparem nesta, relativa À reunião de 2 de Maio (repito, posso estar a ler mal):

VISITA À GALIZA – PROPOSTA DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE OURÉM
Foi apresentado o ofício n.º 167, datado de 21 de Abril findo, da Excelentíssima Presidente da Assembleia Municipal de Ourém, a propor que seja estudada a hipótese de deslocação dos autarcas deste Concelho à região da Galiza – Espanha, deslocação esta cujo objectivo se enquadra nos objectivos definidos no protocolo a estabelecer com a Confederação Luso-Galaica. Mais informa que o custo previsto, por essoa, é de 60,00€.
A CÂMARA DELIBEROU, POR UNANIMIDADE, INCUMBIR O SENHOR VICE-PRESIDENTE DE EFECTUAR OS PAGAMENTOS, APRESENTANDO OS RESPECTIVOS COMPROVATIVOS.

Quer dizer, mesmo que o protocolo não seja estabelecido, o pessoal trata é já da passeata. São impagáveis...
Serviços de informação das autarquias: afinal Ourém está mal ou está bem?

Olhamos para a página da Câmara de Ourém e não gostamos... no entanto, vamos mais fundo e vemos que há lá qualquer coisa que não pode, de modo algum ser desprezado.
Esta página presta um bom serviço aos oureenses ao disponibilizar as actas da câmara e da assembleia municipal, ao permitir a descarga de formulários para preenchimento (não em linha) pelo interessado, ao fornecer informação sobre regulamentos, taxas, PDM, emprego, equipamento municipal e outras coisas do concelho.
Mas a distância para Pombal é enorme.
Poderão dizer: é utópico estar a introduzir e gerir processos, requerimentos, biblioteca e outras coisas em linha, pois a grande maioria dos oureenses não as usaria.
Já sabem que, perante este argumento, eu costumo dizer que a oferta cria a sua própria procura e os oureenses acabariam por ganhar. Mas a distância para Pombal não é apenas explicada pelo que é mais avançado. Recordem os quinze pontos de comparação que fomos deixando.
A página da Câmara de Ourém não tem um arquivo fotográfico decente. Ele é excessivamente centrado nas aparições do presidente. A informação sobre a biblioteca é nula. As rotas de Ourém são três simples mapas (engraçados) e aqui poder-se-ia fazer muito melhor se se criasse uma versão do livro recentemente publicado em vez de se procurar fazer negócio com o mesmo. O directório de empresas não existe há anos. Não se encontra qualquer referência à situação social no concelho. Não existe nenhuma visita interactiva a qualquer sítio digno da mesma e que não são poucos no concelho. E estou a listar de cor...
Portanto, a página, mesmo sem se enveredar pela maluqueira dos processos de obra e requerimentos em linha, poderia ter coisas muito úteis para os oureenses e apara os que nos procuram.
E é uma pena que, em vez de se investir num instrumento que chega a todo o lado, já estejam a pensar numa Ourém Comunicação com os resumos das realizações (lembram-se da central de comunicação do Santana? A escola é a mesma...) que me cheira que não vai passar de propaganda eleitoral...
Serviços de informação das autarquias: os grupos

Continuamos com alguns resultados em torno de dados provisórios (isto é, eu gostaria de refazer, voltar ao princípio). Chegámos à conclusão da existência de quatro grupos de concelhos e pensamos que isso reflecte momentos diferentes de maturação desta função. O mais avançado é o que designamos por Abertura ao munícipe, depois considerámos o de Oferta ao Munícipe, em seguida o de Saudade e, finalmente, os Sem Página (que podem integrar páginas inacessíveis, em remodelação, ou excessivamente pessoais...). Eis os concelhos de cada grupo:

Abertura ao Munícipe:

Pombal

Oferta ao Munícipe:

Abrantes, Alpiarça, Ansião, Caldas da Rainha, Constância, Leiria, Óbidos, Ourém, Peniche, Vila Nova da Barquinha

Saudade:

Alcanena, Almeirim, Batalha, Benavente, Cartaxo, Castanheira de Pera, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Figueiró dos Vinhos, Mação, Marinha Grande, Nazaré, Rio Maior, Torres Novas

Sem página...:

Alcobaça, Alvaiázere, Bombarral, Chamusca, Coruche, Golegã, Pedrógão Grande, Porto de Mós, Salvaterra de Magos, Santarém, Sardoal, Tomar

quinta-feira, maio 19, 2005

Serviços de informação das autarquias: Que fazer?


A mudança de atitude na disponibilização de informação Posted by Hello

Nos posts que se seguem, apresentamos os resultados de uma análise provisória a dados recolhidos sobre o modo como as autarquias dos distritos de Leiria e Santarém disponibilizam informação aos munícipes.
Apesar da precaridade dos dados, já podemos tirar uma conclusão que se calhar todos sentiam sem ser preciso tanto trabalho: a câmara municipal de Ourém, em termos de serviço de informação ao munícipe, deve desenvolver as características associadas ao que podemos designar por Abertura ao Munícipe. Onde existem? Em Pombal, podem muito bem lá ir ver...
Na realidade, é admirável como Pombal, um concelho cuja câmara é conhecido pela tomada de atitudes menos recomendáveis perante um blogger, envereda por tal caminho. E com uma particularidade: a sua página publicita esse blog. Efectivamente, estão a anos de luz de Ourém...
Dirão: mas em Ourém as pessoas não estão habilitadas para utilizar essas facilidades. Estarão com o tempo e pela força do exemplo, pois traduzir-se-ão em sérios benefícios. Ganharão tempo e dinheiro, haverá mais negócios e mais formação em termos de técnicas avançadas. Um verdadeiro choque tecnológico para Ourém...
Evolução da disponibilização da informação autárquica


Caixas de bigodes para as páginas dos concelhos Posted by Hello

E que tal um bonequinho como este baseado nos nossos dados provisórios?
Trata-se de uma representação em dois eixos, onde no tradicionalmente designado por x se vê um grupo (por exemplo, Ourém pertence ao grupo 3) e, no designado por y, um valor entre 0 e 1, onde zero significa a total ausência de uma característica e 1 a sua existência a um nível completamente satisfatório.
A altura da barra tem a ver mais com a variabilidade dos dados do que com o valor de uma característica. Ela permite encontrar um máximo, um mínimo, o valor para o indivíduo do meio e os cahmados 1º e 3º quartil
Tínhamos quatro grupos, mas só representámos três, pois um deles era composto por apenas um concelho e isso trazia perturbações ao processamento.
As comparações devem ser feitas entre barras que ostentam as mesmas cores e que correspondem à mesma variável de análise.
Distinhguimos claramente um primeiro grupo, com uma variabilidade muito fraca, com praticamente todos os valores a zero. Corresponde ao valor atribuído aos concelhos sem página, com página inacessível ou com página excessivamente pessoal (como Alvaiazere).
Depois, é possível comparar o segundo e o terceiro grupo a que já demos designação (Saudade e Oferta ao Munícipe).
Nos posts seguintes vamos referir-nos a cada uma das variáveis utilizadas...
Abertura ao Munícipe

É possível ver que, nesses dois grupos, a Abertura ao Munícipe, representada pelas barras azuis, não é substancialmente diferente. Ela é negativa (em ambos os casos é inferior a 0,5) e o seu mínimo situa-se em 0. Não é de admirar, este representa um estádio mais evoluído aquele em que pudemos situar Pombal e que implica todo um conjunto de instrumentos de comunicação com o munícipe.
Informação acerca dos eleitos

Repare-se, agora, na barra verde, relativa à Informação acerca dos eleitos. Há uma melhoria do segundo para o terceiro grupo, mas não há um crescimento no valor máximo. É de acreditar que não sirva para os distinguir, ambos a providenciam.
Informação acerca do equipamento municipal

Uma situação semelhante, mas de comportamento contrário passa-se com a informação acerca do equipamento municipal. Ela é muti semelhante e negativa para os que fazem parte do grupo 2 (Saudade) e melhora nos que se situam no estádio de Oferta ao Munícipe, com algumas páginas a atingir valores positivos.
Informação Municipal

A barra roxa refere-se à Informação Municipal. (Disponibilizam as actas? O PDM?...) Vê-se que há uma substancial melhoria na passagem do estádio Saudade para o de Oferta ao Munícipe. O valor era negativo e transforma-se am claramente positivo. A disponibilização desta informação municipal assume-se como o diferenciador por excelência entre estes dois estádios...
Informação acerca do concelho

Pelo contrário, a informação acerca do concelho (História, dados demográficos e económicos, gastronomia, lendas) não é um bom diferenciador, como pode ser visto na barra amarela. É o que as páginas das câmaras começam por dar, por isso, é natural que os mantenham em fases seguintes.
Navegação

Constata-se, finalmente, que a Navegação (há mapa da página? Há serviço de pesquisa?) melhora na passagem de um para outro estádio, embora se situe a um nível positivo baixo no mais evoluído.
José Alho responde a um freixiandense através do blog OUREM
Combate ao isolamento e ao fenómeno da interioridade

Independentemente das propostas mais especificas que irão integrar o meu programa eleitoral, o qual espero construir em interação com todos os que quiserem contribuir, assumo como prioridade para a Freixianda e todo o Norte do concelho o combate ao isolamento e ao fenomeno de interioridade instalados .
Por isso a minha atenção vai especialmente para uma solução que resolva o problema da acessibilidade.
Em tempo oportuno apresentarei públicamente as minhas propostas fundamentadas para tentar resolver esse enorme constrangimento ,que em minha opinião é o factor limitante para a qualidade de vida e perspectivas de desenvolvimento dos nossos conterrâneos que de modo obstinado ai se vão mantendo e de todos os que tiveram de procurar alternativas fora da sua terra natal.

Cumprimentos

jose manuel alho

quarta-feira, maio 18, 2005

Paciência...

Será para a próxima.
Os lagartões portaram-se muito bem. Deram-nos muitas alegrias desde o início da época. Isso é o que importa.
Já estou a torcer pelos lagartões


Lutar até ao fim... Posted by Hello

Que venha de lá a taça
Precisamos dessa vitória
Mostrem a vossa raça
Será noite de Glória!!!!

Ranking dos serviços de informação autárquicos dos distritos de Leiria e Santarém

Durante alguns dias, examinámos as páginas das autarquias dos distritos de Leiria e Santarém e confrontámo-las com as necessidades de informação do munícipe da mais diversa ordem.
Divulgamos, para já, alguns resultados que ainda consideramos numa perspectiva provisória, mas que já nos permite detectar profundas diferenças.
O Ranking assume valores entre zero e um. Olhando exclusivamente para a funcionalidade presente, constatamos que Pombal está a uma distância muito significativa dos restantes. Podemos garantir que está num estádio de Abertura ao Munícipe.
Nota-se, em seguida, um grupo onde se integra Ourém e que reune parte importante da funcionalidade procurada. Podemos considerá-lo num estádio de Oferta ao Munícipe. Isto é, não tem interactividade, mas disponibiliza alguns elementos importantes como formulários, actas da Câmara e da Assembleia Municipal, informação sobre a integração no mercado de trabalho.
Integramos num estádio de Saudade aqueles sítios que andam ali pelo 0,2 ou 0,3. A sua missão parece mais de enaltecer as potencialidades do concelho em termos de turismo ou outras. Dão informação histórica, das belezas da zona, mas ainda não são verdadeiramente funcionais. São mais virados para os de fora do que para os de dentro. São uma espécie de estádio inicial, infantil, bonito, cheio de ingenuidade, no fundo, não muito útil, mas talvez necessário para quem o alimenta se aperceber das potencialidades e quem lhe faz acesso exigir mais.
Finalmente, classificámos com zero os municípios que não têm página ou cujo acesso à mesma é inacessível.
Nada de procurar inevitabilidade nos estádios. Conhecendo os mais avançados, qualquer município que agora é zero poderá dar o grande salto. O que é preciso é a tal tomada de consciência.
Juntámos a cada página uma classificação quanto ao seu aspecto. E eis os resultados...

Desig_Conc

Tipo de Página

Valor

Pombal

Estruturada - excelente

0,91

Constância

Estruturada

0,61

Óbidos

Estruturada com dificuldades inesperadas (ex. Pdm)

0,61

Peniche

Estruturada

0,57

Ourém

Estruturada (pouco atraente)

0,56

Ansião

Estruturada

0,56

Alpiarça

Estruturada - excelente

0,56

Caldas da Rainha

Sofisticada

0,54

Vila Nova da Barquinha

Estruturada (Lenta)

0,52

Abrantes

Estruturada

0,51

Leiria

Resumida

0,50

Marinha Grande

Sofisticada (confusa)

0,50

Batalha

Estruturada (atraente)

0,49

Entroncamento

Estruturada (fria)

0,47

Ferreira do Zêzere

Estruturada (confusa)

0,44

Cartaxo

Estruturada em remodelação

0,42

Nazaré

Bagunça

0,41

Figueiró dos Vinhos

Bucólica

0,40

Rio Maior

Confusa

0,38

Almeirim

Em reformulação

0,36

Mação

Pouco estruturada

0,34

Castanheira de Pêra

Confusa

0,33

Benavente

Bagunça

0,32

Alvaiázere

Presidencial

0,27

Alcanena

Estruturada (erros links quebrados)

0,27

Torres Novas

Estruturada (confusa)

0,26

Chamusca

Confusa, incompleta em remodelação

0,06

Alcobaça

Não tem

0,00

Tomar

Não tem

0,00

Sardoal

Não tem

0,00

Golegã

Não tem

0,00

Santarém

Inacessível

0,00

Salvaterra de Magos

Não tem

0,00

Coruche

Não tem

0,00

Porto de Mós

Não tem

0,00

Pedrógão Grande

Não tem

0,00

Bombarral

Não tem

0,00



Isto é para prosseguir. Espero que desculpem qualquer falha. Vou pensar se estendo a mais regiões ou não...

Um liberal falhado

Os meus amigos oureenses já se terão apercebido que não simpatizo muito com essa associação denominada de novos empresários que, de quando em quando, surge muito impertigada em encontros e nos traz a carrapatosa figura.
Dá-me a impressão que eles engoliram o receituário liberal e é só despejar independentemente das condições concretas do país e do que as suas mentes podiam elaborar.
Mais uma vez o dito senhor veio a terreiro desta vez por causa da crise orçamental. A receita é a mesma que já conhecemos: despedir o funcionalismo público e aumentar a idade da reforma.
Reparem na contradição. O homem diz-se liberal, mas o que pretende é uma imposição para determinada camada social. Isto é, ele quer ter a liberdade de impor a sua solução.
Tomemos, por exemplo, o caso das reformas. Será que o dito carrapatoso não percebe que o sistema assenta em algo já acordado e que para alguns potenciais reformados pode ter décadas e se materializa nos seus descontos realizados? E que se foi acordado, não deve ser imposto, deve ser negociado...?
É óbvio que se o país está em dificuldades todos têm que colaborar na sua solução. Todos. Não se pode atirar a resolução dos problemas para uma camada. E qual seria aqui a solução? Quanto a mim muito simples: trabalhar com o conceito de reforma parcial e torná-lo dependente do número de anos de descontos e da esperança de vida.
Admitamos que se estipula que uma pessoa tem direito à reforma por inteiro após quarenta anos de descontos e aos 65 anos. Isto não tem que ser visto de uma forma imperativa. Qualquer pessoa deverá poder reformar-se quando assim o entender, tem de ter essa liberdade. Carago! Estou farto disto, dos testes, dos trabalhos, dos cachopos cada vez mais mal educados, aos sessenta quero ir para Ourém seja lá com o dinheiro que for. A reforma pode ser calculada tendo em conta a esperança de vida e o que não se descontou... qualquer técnico de seguros sabe fazer isso com uma perna às custas...
Ao querer impor a sua liberdade de obrigar o mais fraco a esperar ou a perder pura e simplesmente o emprego, a filosofia liberal mostra as suas contradições, o seu total descrédito e a razão pela qual nunca terá grandes apoios em sociedade cuja cultura não é naturalmente a mesma. Isto é, perde terreno pela arrogância e tacanhês dos seus mentores...
Sérgio Ribeiro responde a um freixiandense através do blog OUREM

A resposta do Sérgio parece um poema a uns olhos lá da terra. Isto mostra bem que a política não tem que ser aquela coisa horrorosa que nós pensamos:
Caro freixiandense,
Há muito que tenho um fraquinho pela Freixianda. Porque há perto de meio século uns olhos freixiandenses me encantaram, por causa do meu grande amigo Diamantino Figueiredo Duarte, por estar tão na periferia, por ter aquele largo que podia ser um dos sítios emblemáticos do concelho, com aquelas feiras das 2ªs. Sei lá... porque foi um verdadeiro desafio ir lá depois do 25 de Abril fazer propagamda pela FEPU (ou pela APU?), e nada do temido ter acontecido, pela escola onde tenho sido tão bem recebido, pelo trabalho da Junta, pelos bombeiros, pelo desporto motorizado, sei lá...
O que faria pela Freixianda, se fosse eleito?
Na Assembleia Municipal, uma das prioridades seriam as acessibilidades e a Freixianda bem precisa de estar mais acessível; procuraria que as sessões descentralizadas fossem, sobretudo, nas freguesias mais distantes da sede do concelho, e para servirem de estímulo à participação, para ouvir, ouvir, ouvir. E iria lá, para ouvir, ouvir, ouvir. Aliás, acho que devem ser as pessoas dos lugares a dizerem o que querem que os eleitos façam e não estes a prometer o que, depois, não cumprem...
Saudações
Sem Pelouro

Já conhecia os Sem Terra.
As conversas proporcionadas pelo OUREM levaram-me a conhecer os simpáticos Sem Casaco.
O trabalho que vou pacientemente fazendo já me mostrou várias câmaras Sem Sítio.
Como muitos portugueses, estou a ficar Sem Dinheiro e Sem Paciência para aturar o ataque que se começa a preparar às minhas parcas posses (ontem lá se viu mais uns a apelar ao mesmo: Soares e Carrapatoso, já bem esquecidos de pressão sobre o consumo que os beneficiários da economia informal exercem).
E a juntar a tudo isto, encontrei vários vereadores Sem Pelouro. A razão tem a ver com o facto de não serem do partido que domina a autarquia.
Acho que se devem sentir muito mal nesta prateleira dourada. Que por acaso não me era muito estranha. Quando passei por uma empresa de transportes vi bem o que gerava a mudança de administradores despoletada pela alteração da relação de forças a nível eleitoral.

terça-feira, maio 17, 2005

Na véspera do dia de glória
Dedico este poema ao Bispo do Porto, ao leão de Ourém, ao meu irmão e a todos os lagartões que já sofrem. Isso, roam as unhas, permaneçam de olhos abertos, coração a palpitar, a taça bem o merece...

ROMANCE SONÁMBULO

Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar
y el caballo en la montaña.
Con la sombra en la cintura
ella sueña en su baranda,
verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Verde que te quiero verde.
Bajo la luna gitana,
las cosas le están mirando
y ella no puede mirarlas.

*

Verde que te quiero verde.
Grandes estrellas de escarcha,
vienen con el pez de sombra
que abre el camino del alba.
La higuera frota su viento
con la lija de sus ramas,
y el monte, gato garduño,
eriza sus pitas agrias.
¿Pero quién vendrá? ¿Y por dónde...?
Ella sigue en su baranda,
verde carne, pelo verde,
soñando en la mar amarga.

*

Compadre, quiero cambiar
mi caballo por su casa,
mi montura por su espejo,
mi cuchillo por su manta.
Compadre, vengo sangrando,
desde los montes de Cabra.
Si yo pudiera, mocito,
ese trato se cerraba.
Pero yo ya no soy yo,
ni mi casa es ya mi casa.
Compadre, quiero morir
decentemente en mi cama.
De acero, si puede ser,
con las sábanas de holanda.
¿No ves la herida que tengo
desde el pecho a la garganta?
Trescientas rosas morenas
lleva tu pechera blanca.
Tu sangre rezuma y huele
alrededor de tu faja.
Pero yo ya no soy yo,
ni mi casa es ya mi casa.
Dejadme subir al menos
hasta las altas barandas,
dejadme subir, dejadme,
hasta las verdes barandas.
Barandales de la luna
por donde retumba el agua.

*

Ya suben los dos compadres
hacia las altas barandas.
Dejando un rastro de sangre.
Dejando un rastro de lágrimas.
Temblaban en los tejados
farolillos de hojalata.
Mil panderos de cristal,
herían la madrugada.

*

Verde que te quiero verde,
verde viento, verdes ramas.
Los dos compadres subieron.
El largo viento, dejaba
en la boca un raro gusto
de hiel, de menta y de albahaca.
¡Compadre! ¿Dónde está, dime?
¿Dónde está mi niña amarga?
¡Cuántas veces te esperó!
¡Cuántas veces te esperara,
cara fresca, negro pelo,
en esta verde baranda!

*

Sobre el rostro del aljibe
se mecía la gitana.
Verde carne, pelo verde,
con ojos de fría plata.
Un carámbano de luna
la sostiene sobre el agua.
La noche su puso íntima
como una pequeña plaza.
Guardias civiles borrachos,
en la puerta golpeaban.
Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar.
Y el caballo en la montaña.



Federico García Lorca, 1928
LENDA DE D. BEATRIZ E O MOIRO
Via página da câmara de Vila Nova da Barquinha

Aí pelos séculos IX ou X, era dono do castelo um senhor Godo chamado D. Ramiro, casado e tendo uma filha única de nome Beatriz.

Valoroso soldado era, todavia, rude orgulhoso e cruel como a maioria dos senhores de sangue gótico. Ao regressar de uma das suas sortidas de guerra e orgulhoso dos seus feitos que em grande parte se cifravam em inúmeras atrocidades encontrou já próximo do Castelo duas moiras, mãe e filha, que embora infiéis reconheceu serem lindas como sua esposa e filha, que deixara em seu solar.

Fatigado da viagem e sedento, D. Ramiro interpelou as moiras para que cedessem a água que a mais jovem transportava na bilha.

Assustada pela figura e tom de voz do feroz cavaleiro, a pequena moira deixou que a bilha se lhe escapasse das mãos e quebrando-se, perdeu o precioso líquido que D. Ramiro tanto desejava.

Encolorizado e cego de raiva, este de pronto enristou a lança e feriu as duas desgraçadas que antes de morrerem, o amaldiçoaram. E porque surgisse entretanto um pequeno moiro de 11 anos, filho e irmão das assassinadas o tornou cativo e trá-lo para o Castelo. Chegado que foi a Almourol o moço viu a mulher e a filha de D. Ramiro e jurou fazer nela a sua vingança.

Passaram anos. A castelã adoece e pouco a pouco se foi definhando até morrer, em resultado do veneno que lhe vinha ministrado o cativo agareno.

O desgosto de evento leva D. Ramiro a procurar na luta contra os infiéis, refrigério para a sua desdita e parte confiando a guarda da sua filha ao jovem mouro, que fizera seu pagem, dada a docilidade e cortesia que o mesmo sempre astuciosamente revelara. Aconteceu, porém, que os dois jovens ignorando as diferenças de condições e de crenças, em breve se enamoraram, paixão contra a qual o mancebo lutou desesperadamente mas em vão, dado que tal amor lhe impedia de consumar a sua vingança.

Mas não há bem que sempre dure e o enlevo e a felicidade dos dois jovens são desfeitos pelo regresso de D. Ramiro que se fazia acompanhar por outro castelão, a quem prometera a mão de sua filha.

O moiro, então alucinado e perdido, contou tudo a Beatriz as crueldades do pai, as promessas de vingança o envenenamento da mãe e a luta que travara entre o amor e o juramento que fizera.

Não se sabe o que se seguiu a esta confissão. Diz entretanto a lenda, que Beatriz e o moiro desapareceram sem que mais houvesse notícias deles. E D. Ramiro, cheio de remorsos e de desgosto morreu, pouco depois, ficando abandonado o Castelo, Conta a lenda que em certas noites de luar se vê o moiro abraçado a D. Beatriz e de Ramiro a seus pés, a implorar clemência sempre que o moiro solta a palavra "maldição".

Deste modo o viajante que por ali deambule, não deverá se surpreender se, em certas noites de luar, vir passar por entre as ameias as vestes brancas dos templários com a cruz de sangue sobre o peito de D. Beatriz e o moiro unidos por um abraço eterno. Talvez consiga ouvir mesmo, por entre o rumorejar das águas, os soluços de D. Ramiro.
Castelo de Almourol


Magnífico Castelo Posted by Hello

Lá para Junho de 1974, fui parar a Tancos, cumprindo o serviço militar. As viagens de e para Lisboa eram de comboio: um primeiro trecho até ao Entroncamento, depois uma viagem melhor para Lisboa. Houve uma altura que fiz o percurso quase todos os dias dada a necessidade de não faltar a aulas. A passagem de comboio junto a este Castelo era um prazer para os olhos o que era extremado pela sua localização. Vejam como é descrito na página da Câmara Municipal de Barquinha:

É um Castelo de Sonho. Fortaleza reconstruída por Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários, em 1171, é o Ex-libris do Concelho de Vila Nova da Barquinha. Cercado pelas águas do rio Tejo, destaca-se num maciço granítico de uma ilhota do Tejo, entre Vila Nova da Barquinha e a freguesia da Praia do Ribatejo. A singular localização do Castelo torna-o um dos mais bonitos monumentos do país, tendo sido considerado Monumento Nacional em 1910.

A nossa pena


Moinhos da Pena Posted by Hello

Os nossos moinhos eram parecidos com estes, não eram?
Mas vejam o destino diverso a tão curta distância. Vão até ao meio da rua, olhem lá para cima na direcção da casa do largo de Castela e que vêm? Nada.. destroços...
Aqui ao lado, estimam-se e publicam-se textos sobre os mesmos:

"A PENA é aldeia na encosta da serra, com uma capelinha de três décadas e meia, recentemente reconstruída. Logo ali, o CASAL DA PENA, tão junto, que até a capela é de ambos.
Na colina fronteira da serra, a Portela da Pena com seus oito moinhos de vento que não trabalham. Um elemento da paisagem deste extremo do concelho que importa preservar antes que seja tarde.
(Os moinhos foram reconstruídos, rebocados e caiados, mas já não moem; apenas albergam.)"
in "Património Artístico do Concelho de Torres Novas"

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