sexta-feira, março 02, 2007
quinta-feira, março 01, 2007
My sweet Lady Jane
When I see you again
Your servant am I
And will humbly remain
Just heed this plea my love
On bended knees my love
I pledge myself to Lady Jane
My dear Lady Anne
I've done what I can
I must take my leave
For promised I am
This play is run my love
Your time has come my love
I've pledged my troth to Lady Jane
Oh my sweet Marie
I wait at your ease
The sands have run out
For your lady and me
Wedlock is nigh my love
Her station's right my love
Life is secure with Lady Jane
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
A menina que a cantava chamava-se Nancy e era filha do famoso Sinatra. Ela também ficou famosa alguns anos mais tarde por causa das botas e cantando com o papá.
A versão que tenho não está no melhor estado, mas dá para entreter a actualizar isto enquanto o diabo da próxima aula não começa.
Isto são dias de espera terrível...
Oiça Like I do por Nancy Sinatra
Serviço de quartos
Atenção: este post tem cenas que podem chocar os mais sensíveis. Se está nestas condições, abandone imediatamente o OUREM
A minina, escultural, se aproxima da porta e toca campainha.
- Meu garanhão estará? - pensa consigo mesma.
A porta se abre...
- Oh! Meu garanhão está em casa...
- Que fazes aqui?
- Venho dar uma forcinha para você, para assembleia...
- Meu garanhão, tão generoso você é...
- Vem sempre que quiseres, minha querida.
- Que vais tu fazer?
- Se ponha em posição, meu garanhão... vai ganhar uma outra alma.
-Ai! Que bom que é...
- Não lhe tinha dito?
- Uau!!!! Prende minhas mãos na cama...
- Meu garanhão, você é tão docinho...
Nesse instante, se abre a porta e... ele gritava derretido em prazer...
Sua Dona Maria faz um pequeno gesto a minina: "não fales... empresta-me o chicote".
- Me dá mais, minha querida - grita ele.
- Espere, meu garanhão...
Sua Dona Maria se aproxima de chicote na mão e mais coisa ordinária...
- Toma! Toma! Toma, meu malvado... ias então para a assembleia?
- Ai! Pára, mulher... me solta daqui... preciso trabalhar...
O meu pessimismo matinal do dia de ontem foi completamente ultrapassado ao fim do dia em que a atitude participativa da segunda turma foi mui diferente. Está assim lançado o segundo projecto de avaliação de maturidade dos serviços de informação autárquicos cujos resultados serão divulgados mais oficialmente entre Julho e Setembro, mas que os meus privilegiados amigos poderão ir conhecendo à medida que os for obtendo.
Este ano, seguindo a sugestão de um aluno participante na anterior avaliação, a organização foi diferente. As funcionalidades foram divididas em Grupos de Pesquisa e são estes que são distribuídos pela força de trabalho para avaliação tendo qualquer grupo de avaliação a obrigação de examinar a totalidade dos sites. O argumento do promotor desta forma de organização, com o qual concordei, foi o de que a recolha do ano passado terá, por vezes, usado critérios incoerentes devido à divisão por distrito. Sem dúvida que, nos novos moldes, vamos ter mais coerência para além do facto de que cada Grupo de Pesquisa pode ser, após eventual integração com outro, a base para os três trabalhos que os alunos terão de produzir em seguida sobre os dados que criaram.
Os Grupos de Pesquisa criados respeitam a:
Economia e AmbienteE, agora, mãos ao trabalho...
Informação sobre os eleitos
Informação Municipal
Interacção A
Interacção B
Local
Navegação
Prestação de contas e acesso online a processos
Publicação A
Publicação B
Atenção ao Social
Atenção aos aspectos turísticos
Integração em Região Digital
terça-feira, fevereiro 27, 2007
A partir deste momento, o OUREM exibe na coluna da direita os marcadores que tem vindo a construir.
A ciclópica tarefa ainda não está terminada, mas estes ficam já provisoriamente arrumados e oportunamente procederemos aos rearranjos que julgarmos necessários.
Neste momento, a utilização de um destes marcadores levará a até 20 posts relacionados com a marca seleccionada.
No OUREM, como podem ver, as marcas são nomes de pessoas, locais e, claro, têm de existir alguns que nos relacionem com a bicharada.
E ao 27º dia do mês de Fevereiro, muito perto do prazo limite para concorrer, desvanecem-se as dúvidas. Há vagas para 3 pessoas estagiarem: um licenciado em Engenharia Civil, um licenciado em Arquitectura e um licenciado em Informática. Dois salários mínimos durante um ano é a oferta...
A informação vem aqui e remete para a página da Casa Amarela onde apenas se encontra um link para poder descarregar o formulário que, ainda por cima, demora horas.
Hoje é dia de recomeço de mais uma das rotinas da vida - até que um dia não se recomeça mais. As oito da manhã trouxeram-me o contacto com uma nova turma e as seis da tarde trarão outro (amanhã virá a terceira, mas numa disciplina diferente). Claro que não vou reclamar com os horários tanta a sorte de haver trabalho para executar.
O interessante da história reside na tristeza com que as pessoas encararam ter de trabalhar para a elaboração do segundo ranking dos serviços de informação das autarquias. Parecia que lhes estava a dizer algo a que não estavam habituados, tendo um chegado a abandonar imediatamente a disciplina sem fazer uma mínima tentativa de pensar o trabalho. Nem o facto de poderem ficar livres da disciplina em meados de Maio sem exame, e de isto ser relativamente oficial podendo ser considerada uma experiência curricular importante os motivou... decerto foram comprados pelo Orelhas Moucas que continua a teimar em não me responder ao inquérito.
Pois é, desta vez não vim muito contente, ao contrário de outros anos. Esperemos que logo à tarde seja melhor, pois já conheço alguns dos que integram a força de trabalho.
Ao longo dos próximos meses, darei conta aos oureenses, neste espaço, e antes da publicação oficial, de aspectos organizacionais, dos diferentes passos e de alguns apuramentos.
Mas temos de mudar o título. Proponho "Autarquias Digitais". É pomposo, armadão, soa melhor que o anterior... que acham?
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Do grande Dicionário Castelaico-Oureense extraímos mais esta definição:
Kansas. Não sei se se lembram, mas, na época, o Mundo de Aventuras (e a esta distância não percebo o que é que deu na cabeça ao Roussada Pinto e amigos para fazer este disparate) só publicava histórias de cow-boys. Os nossos ídolos eram então o Cisco Kid, o Buck Jones, o Kit Carson e o Kansas Kid. O nosso Ramiro Arquimedes, pelo seu porte, pelo modo como pegava no cigarro e extraia baforadas, pelo seu temperamento que ninguém vergava, tinha notáveis semelhanças com o Kansas Kid e assim ficou para a posteridade. É desconhecido o autor da alcunha.
Cabe ainda dizer que o Kansas, que incluo no restrito grupo de Distintos Oureenses, passou muitas vezes pelo Largo de Castela, acompanhou-nos largo tempo pela adolescência, foi vítima da pólvora a que deitou fogo, jogou King no Avenida e no Parque, mas tem vindo a afastar-se de uma forma inexorável. Importa aqui destacar a sua amizade e companheirismo na nossa juventude...

Hoje, fomos surpreendidos por esta notícia proveniente do blog da Som da Tinta:
Afinal, nem toda a Ourém está presa, alienada nas negociatas ao nível da sucessão no poder local. Fico feliz com esta constatação.No sábado, 23 de Fevereiro, fez 20 anos que morreu Zeca Afonso. Um grupo de jovens pediu o espaço Som da Tinta para promover uma iniciativa que homenageasse
o cantor e o homem.
O espaço foi cedido com todo o gosto e, além disso,
a Som da Tinta mostrou toda a disponibilidade para colaborar na iniciativa.
Foi uma noite linda, pá!
O facto de Zeca Afonso tanto dizer a jovens e a menos jovens, vinte anos passados sobre a sua morte, revela bem a importância da sua mensagem em poema e música, da sua forma de resistência, que tão actual parece. Tão dos nossos dias!
À livraria Som da Tinta só resta agradecer aos jovens promotores e à Vanessa (que bela voz!), ao professor José António e ao João, a excelente noite que a todos proporcionaram.
Venham mais 5... noites como esta!
domingo, fevereiro 25, 2007
Ao longo da década de setenta, produziu-se uma transformação interessante nos gostos musicais deste vosso amigo que foi dando mais atenção ao álbum completo em detrimento da canção. Claro que essa transformação accompanhou o que era dominante na época e que a própria rádio ajudava a estabelecer-se.
Lembro-me de um programa de uma hora, diário, onde eram passados completamente os álbuns mais recentes. Bastava uma cassete e um gravador para se ficar a dispor da obra completa. E eu juntei muitos albuns nessas condições embora a gravação deixasse um pouco a desejar. Esse programa chamava-se "Dois Pontos".
Um dia, no entanto, lembro-me de uma concretização completamente diferente. Em vez do álbum completo, faz agora uns trinta anos, o seu autor "entremeou" Animals, Spriguns e Albion Band. Não consigo esquecer o magnífico efeito daí decorrente. Uma das canções á a que vos deixo.
Oiça "It's all over now baby blue" pelos Animals
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Ó denodado povo de Ourém, que mal fizeste ao governo do Eng. Sócrates para assim seres tão maltratado? Ainda não se calaram os ecos do fecho da esquadra da polícia (aqui e aqui) e já se anuncia o fecho das urgências entre as 22 e as 8 da manhã (aqui) .
Agora, se adoeceres durante a noite e quiseres assistência, vais ter que te passear pelas belas estradas que te servem.
Este governo é como Saturno. Mais valia não existir porque só come os seus filhos...

No meu tempo, dizia-se “Castelos”, isto é, qualquer referência ao local e às muralhas aparecia no plural o que, sei, não agrada muito a alguns dos seus habitantes que associam à referência um sentido pejorativo.
Diz-se que nenhum oureense que se preze gosta de estar separado mais do que uma semana do seu castelo. Isso acontece comigo que já amaldiçoo uma ausência que vai para cima dos dois meses prolongados por este tempo nada convidativo.
Os Castelos foram para mim lugar de ilusão e decepção, contemplação, deslocação e fruição.
Noutros, tinha aquela sensação que andando em aproximação a Ourém, de todo o lado o Castelo se avistava, mas mostrando um aspecto diferente. Era o quilómetro 110, a descida de Alvega, a panorâmica de São Sebastião, a visão a partir da praça. Alguém lhe chamou então “o castelo maluco” devido à sua transformação em aparência constante.
Aqui fica a marca para uma revisita mais fácil ao que nos ocorreu dizer sobre ele neste espaço...
quinta-feira, fevereiro 22, 2007

O Público brinda-nos com um artigo sobre o seu lado negro.
Eu deixo-vos um apontador para imagens da sua obra na Web.

Houve um momento em que um oureense contestou a ligação que nutríamos à escola que nos acompanhou uma série de anos com um argumento do tipo: “Não valia nada. O que nos ensinava tinha, no fundo, o intuito de nos explorar, de ficar com o pouco dinheiro que os nossos pais ganhavam”.
É terrível esta lógica que leva a não reconhecer valor àqueles que prestam uma actividade remunerada que é útil a outros. Como se isso não se passasse em todos os ramos de actividade económica.
Ao mesmo tempo, tal argumento não deixa ver que, na época, o CFL era a hipótese única de se avançar nos estudos e fazer o primeiro ano, o segundo,... sem ser explorado por um produtor de serviços de habitação em Leiria ou noutro local mais afastado, permitindo-nos estar junto à família numa idade em que isso era importante.
E quanto a professores, eu desafio que me apontem escolas onde, globalmente, fossem melhores, isto para não citar casos individuais como o da Dra. Nazaré, do Dr. Laranjeira ou do próprio Dr. Armando quando não estava com os azeites e nos conseguia fazer ver História apenas com as suas palavras...
Talvez seja, no entanto, esse argumento que, banalizando a importância que aquele local teve para a nossa geração, permita a sua lenta mas constante degradação, sem uma acção para a sua recuperação, transformando-o numa espécie de “Colégio de triste destino”.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Vitor Frazão (VF) ganhou as eleições para a concelhia do PSD com 61% dos votos expressos. No Castelo, acesa polémica questiona a capacidade de gestão do nóvel candidato à liderança da Câmara.Devo dizer que não percebo as desconfianças das pessoas.
VF teve capacidade para convencer o seu eleitorado interno e ganhar. Nesse sentido, foi mais competente do que Moura e do que a simpática presidenta, nada indicando que as coisas se alterariam na gestão da Câmara pela irreverência ou juventude deste candidato. Assim, se vier a ganhar as eleições autárquicas, VF tem todo o direito de exercer a presidência da Câmara, independentemente dos preconceitos que as pessoas tenham relativamente a ele. O importante será o seu programa e a capacidade de o pôr em prática e, desde já, ansiamos por ver umas linhas sobre as suas intenções relativamente ao nosso concelho. Este humilde blog curva-se e põe-se, desde já, à disposição de VF para a sua publicação.
Uma coisa sabemos: ele não se esquiva a cumprimentar e falar com as pessoas quer sejam ou não seus adversários políticos.
Do lado do OUREM, pode contar com uma oposição séria e colaborante sempre que da sua acção se detectem benefícios para a nossa terra.
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Habituei-me, desde muito pequeno, a nutrir especial admiração e respeito pelos bombeiros da nossa terra, cujos feitos eram falados nas nossas famílias e conversas de juventude.
Talvez por isso, uma das minhas primeiras façanhas (que me valeu monumental sova) foi tentar deitar fogo à casa do Largo de Castela, a partir da caruma armazenada numa sala ao lado da cozinha, apenas com o objectivo de ouvir a sirene e os ouvir chegar com o som característico.
A partir de então, a minha atitude manteve-se e ter um grande amigo no seu comandante enche-me de orgulho e diminui aquela sensação desagradável de ver pouco a pouco a Ourém do meu tempo desaparecer.
Aqui fica mais uma marca dedicada a eles...
domingo, fevereiro 18, 2007
Hélia Correia
Amigos!
amigos rendi-me ao fado
se é fado
que mais podia eu fazer?
havia
na minha voz um trinado
que já pertencia ao fado
muito antes d’eu me render
Andámos
de candeia às avessas
devagar ele, eu às pressas
ele a chorar, eu a rir,
morámos
cada qual em sua casa,
nem me arrastava ele a asa
eu nem o podia ouvir
ele era
galaró de pena e crista
que eu queria longe da vista
e longe do coração.
À espera
no tal amor mal amado
julgando cair no fado
caía a mulher no chão
o fado,
por amor a mim mudou,
amigos,
ouçam-me agora cantar,
o fado,
gosta de mim como eu sou
e eu confessou que me estou
já prestes a apaixonar
Amigos,
Amigos rendi-me ao fado,
e o fado
também a mim se rendeu,
que o fado foi fadado em pequenino
vinha escrito no destino
que o seu destino era meu.
Oiça Fadunchinho por Amélia Muge (do album Não sou daqui)
sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Quem ganhará?
- O fotogénico?... ou o de gema?
- O sózinho?... ou o acompanhado?
- O da Ângela?... ou o da Deolinda?
- O velho?... ou o novo?
- O da espera sentado?... ou o da espera nos corredores?
- O dos interesses imobilistas?... ou o gestor do imobilizado?
- O agente do patriarcado?... ou o homem da tecnocracia?
- O garanhão da serra?... ou o serrano de moura?
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
O PEPAL é um Programa de Estágios Profissionais na Administração Local cujos procedimentos de lançamento, recrutamento e selecção dos candidatos devem ser realizados com a diligência necessária para assegurar o início dos estágios até o dia 31 de Março de 2007.
Objectivos, vagas, mais informações podem ser consultados aqui pelos amigos oureenses.
Estranho é o facto de a câmara de Ourém, à semelhança aliás de muitos outras autarquias, nada ter publicado sobre as três vagas abertas. Será que as coisas vão ser processadas sem se saber nada cá por fora? Será que o concurso aos estágios é só para alguns? Ou será que, apesar de saberem que têm as vagas, não sabem onde?
É claro que estes estágios têm grandes limitações. Basta ver o que o Diário de Notícias anuncia hoje para os estágios na Administração Central que três mil jovens iniciaram o ano passado. Mas é capaz de ser uma boa experiência para a miudagem e um alívio ainda que temporário para os orçamentos familiares.
Já agora, pode dizer-se que, à volta de Ourém, as vagas não são de desprezar: Tomar – 16, Alcanena – 9, Torres Novas – 13, Marinha - 13, Nazaré - 31 (!!!). Já imaginaram a maravilha de estagiar 1 ano na Nazaré? Ai se eu tivesse disto no meu tempo...!...
Assim, aqui fica o apelo do OUREM ao presidente David: "Senhor presidente, bote cá para fora informação sobre os estágios...".
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
O PedroL fez o último exame para concluir a sua licenciatura.
Decidiu jantar fora e passear pelo Bairro Alto para descontrarir. Levava a sua carteira com uns vinte euros, o cartão Caixa/Universidade, o BI, o cartão de contribuinte, um euromilhões de 2 euros fugaz esperança para desempregos anunciados, o passe para viajar de comboio e se deslocar por toda a Lisboa.
Visitou várias capelinhas...
A certa altura foi buscar cervejas para os amigos. Como não cabia tudo na mão, a carteira ficou em cima do balcão e ele nunca mais se lembrou dela.
Chegou a casa perto das quatro da manhã. Mão no bolso, alertou-o imediatamente da perda.
Anular o cartão de débito foi fácil. Repetir despesas em viagens também. Mas a visita ao posto de polícia foi martirizante. Parecia que o agente estava ali e ninguém lhe pagava. Bufava. Sugeria que não se apresentasse queixa. Ameaçava com atrasos caso as coisas reaparecessem. Que bela imagem do serviço público!
Ontem, lá fomos buscar a carteira. Estava quase tudo, o principal... nem sinal do dinheiro nem do papelinho do euromilhões.
É extremamente profissional a nova geração de amigos do alheio...
O Dr. Paulo Macedo é, com certeza, um grande agente do sistema fiscal. Não quero pôr em causa, de maneira nenhuma, a justeza do seu vencimento de 23000 euros mensais. Já não vou tão longe em relação ao facto de ganhar mais do que o Primeiro Ministro, tão amigo que este se tem vindo a mostrar de operários, professores, desempregados e reformados, para além de ser escrupuloso cumpridor de promessas eleitorais.
No entanto, não posso concordar com a ideia de indexação do vencimento daquele sagaz agente do fisco relativamente à eficência da máquina fiscal. É que acaba por se convencer o homem que quanto mais continuar a encher os cofres do Estado maior será o seu vencimento e, nessas condições, ele não deixará de procurar novas medidas para atasanar os contribuintes. Reparem, por exemplo, no anúncio da penhora das rendas dos senhorios que devem ao fisco, mas posto em prática através da sua entrega pelos inquilinos, isto é, recorrendo a um agente que, no fundo, nada tem a ver com o assunto, perturbando-o, criando-lhe dificuldades, quiçá, aterrorizando-o. Tal solução nem lembraria ao Diabo – aqui tomado como suprema encarnação do Mal Absoluto.
O Governo do Eng. Sócrates tem-se vindo a manifestar mestre na arte de virar uns portugueses contra outros. É senhorios contra inquilinos, é reformados contra activos, é privados contra a função pública, esta eleita bode expiatório de todos os males do país e da sua fragilidade empresarial.
Mas onde se manifestam as insuficiências da nova estrela fiscal é num aspecto da relação do fisco * contribuinte. Não existe qualquer medida que premeie os cumpridores. Há mais de trinta anos que cumpro regularmente as obrigações fiscais e nunca tive uma palavra de apreço do sistema fiscal. Entreguei Imposto Profissional, Imposto de Transacções, Imposto Complementar, IVA, IRS, IMI, nada tenho que me apontem. Esta segunda-feira, mais uma vez, lá fui entregar o IRS (desconfiado que sou das declarações electrónicas): a senhora que me atendeu ficou banzada com a perfeição do preenchimento. Sorriu. Respirou. Mas, quanto a prémio... nada.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Mais uma vez, do grande Dicionário Castelaico-Oureense retirámos a definição seguinte:
Zebra. Animal de duas patas cujo tronco era da largura do pescoço o que terá originado uma procura de semelhanças com o de quatro patas correspondente. A agravar a parecença o facto de por vezes usar camisolas às riscas e nas deslocações evidenciar dificuldades constantes de equilíbrio. Trata-se obviamente do Zé Quim. A autoria da alcunha terá sido minha ou do Jó Rodrigues.
Durante anos, foi fácil encontrar em OUrém o Zé Quim. Agora, é bem mais difícil. Não, não é só a questão de, quase aos sessenta, estar desterrado em busca da subsistência. Acontece com ele o que tem vindo a acontecer com alguns que conheço: são vítimas do desencanto de assistir, impotentes, à destruição da terra que conheciam. Para não o verem, recusam-se a aparecer...
domingo, fevereiro 11, 2007
Já ouvi comentaristas a desvalorizar a vitória do SIM argumentando com o valor da abstenção.
Na sua perspectiva, o resultado seria vinculativo se fosse >= a 50% e ganharia a opção que tivesse mais de 50%.
No entanto, uma abstenção de 44% e um SIM de 61%, resultados considerados de acordo com a previsão da Católica, significam que mais de 27% dos eleitores votaram no SIM, valor superior ao produto dos dois valores mínimos anteriores. Por outro lado, isto significa que, mesmo que tivessem votado 50% dos eleitores e os votos que faltam para chegar aos mesmo fossem para o NÃO, este não conseguiria ganhar.
Portanto, o que há a fazer é respeitar os resultados e actuar de acordo com eles: despenalizar, não vexar, assistir...
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Aproxima-se o início de novo semestre e tenho de reatar o trabalho das câmaras que tanto me motivou o ano passado.
Já me disseram que há alunos tão desejosos da disciplina que estudam antecipadamente a matéria. Não acreditam, pois não? A mim também me custa um pouco.
Pelo meu lado, já fiz algumas coisas para lhes facilitar a vida. Por exemplo, tentei diminuir o esforço deles já que, o ano passado, abusei no segundo trabalho. Vou organizá-los de modo diferente para não haver passagem de elementos de um ano para o outro. Vou alargar as funcionalidades procuradas. Vou, finalmente, fazer uma abordagem às regiões digitais.
E lancei, de novo, um inquérito às câmaras em que pretendo conhecê-las melhor. Chamei-lhe "Inquérito aos Municípios de Portugal". Fui educado na abordagem. Usei o símbolo da escola, para mostrar que estava suportado em entidade com idoneidade. Já fiz duas tentativas. Não calculam a quantidade de endereços de email que não servem para nada. Mas, das mensagens que passaram para o lado de lá, apesar de tudo, muitas, poucas respostas ainda tive: apenas 43. Sei que é melhor que o ano passado, mas é uma pena que o espírito de colaboração dos nossos autarcas se mantenhas nestes moldes. Com atitudes deste género, bem merecem a lei que o nosso magnífico presidente ontem promulgou.
Nem sei se meta uma cunha para a nossa câmara. O problema é que, se ela responder, fico com menos razões para dizer mal dela.
Talvez a WindRose pudesse dar uma ajuda e apertar com eles... uns malvados que não sabem apoiar uns humildes estudantes de Economia.
Quando as coisas começam a dar para o torto, é sinal certo que não vão ficar por aí.
Tal como esperava, o partido socialista já deu sinais que vai inviabilizar a proposta do BE e do PCP relativamente ao subsídio de desemprego para docentes do ensino superior. Não me interessa aqui a fundamentação da recusa. A verdade é que já há pessoas nessas condições, sem qualquer apoio, o que é indigno de um partido que se diz socialista. Eu já sabia do seu insatisfatório socialismo, mas não calculava que chegasse tão longe, possivelmente será para dar razão às declarações do ministro Pinho, na China, logo seguidas da correcção de Sócrates que afirmou que a pauperização não se referia à mão-de-obra desqualificada, mas a gestores, engenhores e outros quadros. Na verdade, assim constituirão facilmente um exército qualificado de reserva para o empresário chinês utilizar...
Mas não foi só isso.
Pelas seis e pouco, fui abrir o esquentador e nada: o diabo da chama não se aguentava à frente do pavio. Meus amigos, para estar aqui convosco e poder algo postar tive de tomar banhoca gelada. Podem crer que, para um velhadas com quase sessenta, não é lá muito agradável.
Chegado à rua, é esta tempestade que se vê. Todo tapado, vim por aí acima, água a entrar pelos miseráveis sapatos e a empapar as calças e as meias. Quem paga este sacrifício, quem é? Para cúmulo, o gatinho branco e preto não estava na árvore do costume. Pobrezinho, deve estar todo molhado nalgum buraco a ver se as condições melhoram...
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Do grande Dicionário Castelaico-Oureense retirámos a seguinte definição:
Avião. Ser quase mitológico que chegava às reuniões sistematicamente com cinco minutos de atraso agravados pelos procedimentos de desembarque. Fazia-se conduzir numa mota virtual comandada pela capacidade das suas pernas. Fazia ruído quase real, tinha as quatro velocidades e marcha atrás. Quando chegava tinha de estacionar e então víamos que era o Zé Rito. Desconhece-se o responsável pela alcunha, possivelmente teremos sido todos e terá tido evolução até estabilizar na apresentada.
Mas o Avião não foi apenas isso. No final dos anos 60, início de 70, dedicou-se com o Zé Alberto e a colaboração de outros excelsos oureenses à criação e utilização dos Estúdios Trine, aproveitando o espaço propiciado por uma relação próxima com a direcção do Notícias de Ourém.
Mais recentemente, o Avião, pés devidamente assentes na Terra, contribuiu decisivamente para a construção do OUREM, trazendo-nos as suas memórias em vários capítulos e ajudando a suportar a manutenção do blog por várias semanas. Foi assim, a par do Sérgio, do Zé Quim, do Julito e de alguns outros, um dos nossos obreiros. Os seus textos, após modificação de formato, foram incluídos na nossa primeira publicação: o VOL I do Ourém em Estórias e Memórias.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Parece que amanhã a Assembleia vai, de novo, discutir a matéria “Subsídio de desemprego para docentes do ensino superior” a partir de proposta ou propostas do PC e do BE.
Num momento em que muitos reitores parecem estar dispostos a utilizar a arma do despedimento para equilibrar o orçamento (há rumores relativamente ao Minho e ao Algarve), esta iniciativa não deixa de ser de saudar embora se anteveja a sua fácil rejeição pelo partido que apoia o governo – o tal que se auto-intitula de socialista.
É pena que, num país onde tanto se fala em igualdade de direitos, quando essa igualdade se traduz em dar algum apoio aos que vão atravessar um mau momento, a atitude do partido dito socialista seja a arrogância da rejeição disfarçada em quiméricas promessas de bolseiros de investigação. Possivelmente, para não haver privilegiados, qualquer dia corta o dito subsídio a todos os outros.
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Dirão os meus amigos que nada tenho a ver com o voto no interior do PSD. Quero lá saber, o que vai acontecer será decerto importante para Ourém e, nessas condições, mereço uma opinião.Este homem é fotogénico.
Nota-se que sabe do que fala.
Cumprimenta as pessoas.
Não se furta à resolução de questões que envolvem pessoas de partidos diferentes.
Não é, com certeza, violento.
Tem o apoio do capital religioso.
Tem o seu quê que faz pensar que gosta do sexo oposto.
Por isso, no embate que vai travar-se, o OUREM está por Frazão.
Viva Vitor Frazão!
O verdadeiro garanhão da Serra d'Aire
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
O Café Central foi o café da minha infância e, na adolescência, partilhou essa qualidade com o Avenida.
Foi-o também para muitos oureenses que, à quinta-feira, lá para os finais da década de quarenta, deparavam com um Mundo de Aventuras em formato antes nunca visto e faziam bicha à espera da sua chegada com a distribuição do correio.
Para mim, foi o café de muitas partidas de bilhar, onde ia buscar o Cavaleiro Andante e outra BD sempre cuidadosamente expostos. Foi o café onde vi o Benfica dar difícil lição ao Barcelona na final da taça dos campeões.
Também lá, um dia, o Dr. Armando me pediu desculpa (!) de uma (injusta) sova que me tinha pregado.
O café do cantinho dos doutores e do nosso ar comprometido quando passávamos à frente deles. O café de pessoas magníficas como o Joaquim Espada, o Manuel, o Adelino e o Vicente... (e possivelmente outros que não recordo)
À frente, os taxis dispunham-se ordenadamente em torno da praça do tal jardim...
Por tudo o que foi para nós justifica plenamente um marcador para algumas passagens aqui do OUREM.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Vem o novo Blogger com outras funcionalidades a que, pouco a pouco, me vou habituando e tentando explorar.
Há muito que andava a sentir necessidade de pôr alguma ordem no OUREM. Esta tornou-se tanto mais premente quanto a inspiração e a motivação foram desaparecendo. Sou sempre o último a alinhar nas modernices: actualizei o blog para a nova versão há dois ou três dias porque a isso fui obrigado pelo generoso acolhedor, telemóvel não uso, cartão de multibanco também foi difícil. Por outras palavras, resisto à mudança... mas uma vez lá, ponho-me a explorar coisas.
Claro que esta funcionalidade do Blogger já a encontrámos no Castelo há muito tempo com as suas categorias. Mas eu estou deliciado com a possibilidade de ir rever os posts todos e poder aplicar-lhes marcadores. Já estou a ouvir aquela engraçada e loirinha oxigenada cantadeira: “ele olha para o post e marca, marca... ele publica o post e consulta a marca...”.
Desta já peço desculpa aos utilizadores do Miradouro: ainda vai ser pior que o bombardeamento da Elvira há dois dias (segunda-feira, 29), quando publicou o livro de receitas todo, pois são quase 2500 posts. Mas eu prometo ir pouco a pouco todos os dias...
As marcas, essas, serão muitas e variadas: Sérgio Ribeiro, o largo de Castela, o 25 de Abril, Café Central, Autárquicas 2005, presidente David...
Depois, acho que vou mudar o formato do blog. Aquela cauda, ultracomprida quando nada há para dizer, ali à direita, anda-me a irritar. Vou susbstituí-la pelos marcadores, deixando uma ou duas coisas e os apontadores para outros blogs...
Mas isto é tarefa para muito tempo e, como tal, irá sendo acompanhada por um descritivo quase diário e pelas ocorrências normais. Portanto, o OUREM arranjou matéria para subsistir mais uns tempos...
terça-feira, janeiro 30, 2007
O resultado do embate não parece pacífico, mas uma coisa é certa: Ourém pode rejubilar por esta figura se afastar, já que nunca alguém fez tão mal pela nossa terra, embora não se possa esperar grande coisa dos vindouros.
A passagem de David por Ourém não deve ser esquecida. Por isso, seria interessante pessoas como Sérgio Faria, Sérgio Ribeiro, Rosa do Ventos, Frederico Marques, Marco Jacinto e outros analisassem a sua prática ao longo destes anos e comentassem a sua política de urbanismo, o apoio à cultura e ao desporto, a relação com a oposição, o seu pragamatismo, a política de ambiente e, sei lá, tantas outras áreas em que foi fértil a discordância com ele.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
As publicações do OUREM
Ao longo de dois anos produzimos quatro elementos de um projecto que designámos por "Ourém em estórias e memórias". Façamos aqui um pequeno inventário e uma referência aos mesmos:
Ourém em estórias e memórias - VOL ITrata-se da publicação de um conjunto de textos que retratam aspectos da juventude oureense dos anos 60 e do sabor amargo que resulta da visão de uma Ourém progressivamente maltratada pelo poder local, em degradação e destruição.
Tiragem: 50 exemplares.
Situação: esgotado
Ourém em estórias e memórias - As cançõesRecuperámos do vinil, procurámos na Internet e, nos casos mais fáceis, retirámos de produções actuais 25 canções que nos acompanharam e que muitos teimam em não esquecer. Posso garantir que não existe edição comercial de algumas delas no nosso país. Podem encontrar aqui o guia de audição.
Tiragem: 40 exemplares.
Situação: esgotado.
A história triste de Branca FlorÉ uma incursão no campo da ficção: povoámos Ourém de pessoas, algumas com singular semelhança às que já conhecemos, e resolvemos escrever um disparate.
Branca Flor era uma menina, linda e bricalhona, nascida em Ourém na década de quarenta que foi violada, açoitada e abusada por algumas das figuras mais importantes da vida política, económica e cultural do seu tempo. Ela dá-nos uma resposta para a razão da maldição Orelhas Moucas que tem vindo a caracterizar o poder em Ourém. Encontrou o amor da sua vida, mas foi tarde demais: apareceu morta, com uma faca espetada no coração, num banco da praça frente ao Café Central. As causas da sua morte nunca foram esclarecidas e este livro procura dar uma contribuição para a sua descoberta.
Tiragem: 50 exemplares.
Situação: em análise pela comissão de ética e bons costumes. Prevendo a sua apreensão, alguns exemplares já foram distribuídos a figuras chave da nossa terra.
Andava a prometer o segundo volume do "Ourém em estórias e memórias", mas não conseguia gostar do resultado. Lembrei-me então que tinha andado a reunir alguns poemas, alguns já publicados outros não. Colocá-los no final do livro não ficou bem. Resolvi então utilizá-los como introdução a um conjunto de textos e achei piada ao resultado.. que aqui está.
Tiragem: 5o exemplares.
Situação: em distribuição.
E agora... que mais enccontraremos para fazer em Ourém?
