quarta-feira, setembro 21, 2005

Os malfadados impostos

Curiosamente, são as candidaturas de direita, em Ourém, aquelas que vêm falar na diminuição de impostos e taxas. A que se deve esta bondade em tão importante momento?
Ainda curiosamente, essas candidaturas, no passado, foram os principais responsáveis pela sua adopção...
As campanhas trazem-nos destas coisas complicadas de perceber.
Se o presidente David não faz redução das despesas, como lhe é possível falar em diminuição de impostos? Terá andado a criar alguma conta tipo poupança / despesa 2006? Ou conta com outros impostos para lhe responderem ao despesismo? É que a candidata do CDS ainda fala em parar com construções autárquicas sem sentido. Mas o presidente David é sempre práfrentex... como conseguirá ele?
Enfim, amigos oureenses, não vão nesta conversa da diminuição de impostos. É tudo mentira, é tudo demagogia, não sai pela derrama, sai por outro artifício qualquer...
Ópio para o povo

O programa de David Catarino, publicado no último NO, é verdadeiro ópio para o povo.
Mais pavilhões, subsídios para as vítimas de incêndios, novo edifício para a Câmara. Coisas que enchem o olho, coisas que adormecem relativamente aos verdadeiros problemas.
Chega-se ao extremo de prometer o que não depende da autarquia, mas do governo.
Aproveitamento da biomassa? Nem pensar...
Descentralização de serviços? Queriam...
Decisões no próprio dia? Como é possível se há que reunir com a clientela e com os verdadeiros decisores...?
Apoiar os mais pequenos? É pá, isto não chega para todos...
Restaurar Ourém? Onde é que já ouvi falar disso...
Mais elixir do David?


Um tiro certeiro Posted by Picasa

Nem pensar...

Queremos serviços de saúde no momento e local necessários, tendencialmente gratuitos.

Um sistema de controlo da produção desses serviços
O portal da saúde
Condições para a fixação de médicos
Marcação de consultas em linha e pelo telefone
Consultas ao domicílio
Consultas de especialidade rotativas por freguesia...
No fundo, queremos o que a CDU nos propõe: um tiro certeiro no elixir do David que só tem servido para adormecer o povo.

terça-feira, setembro 20, 2005

Um anel de asfalto em torno de todas as localidades...

De cada anel partem vias para alguns dos outros.
Para fora de cada anel, existirá a agricultura e a floresta. Quem optar por construir lá, não poderá ter os benefícios das localidades que...
... no interior dos anéis, serão dominantemente razões para a vida das pessoas: ruas pedonais, árvores frondosas, esplanadas, espaços verdes, circulação automóvel muito limitada, sítios para caminhar e conversar...

segunda-feira, setembro 19, 2005

Silêncio

Por vezes, é o que me apetece nesta contagem decrescente para o dia das decisões.
Programa elaborado, quase tudo está dito, mas há a plena consciência que muitos não querem ouvir.
É a vitória do preconceito.
É a vitória do absoluto e eternamente bom...por pior que seja!

. Posted by Picasa


Ourém precisa de mudança no poder autárquico - 40
Associativismo – o caso de Seiça


O Homem é um ser gregário. Desde sempre se associou para resolver as dificuldades que se foram deparando ao longo da sua existência. Pode afirmar-se que as fórmulas de hoje vêm do advento da Revolução Industrial e do incremento do Liberalismo.

Em Portugal por meados do séc. XIX Mutualismo, Cooperativismo, Associações de Classe, Cooperativas, Bombeiros, Bandas Filarmónicas e de Instrução e Recreio ilustram a importância do associativismo que, dadas as dificuldades existentes, era tal que: “Em 1856-1857, o que valeu aos portugueses para não serem dizimados pela febre amarela foram as 85 Mutualidades Autónomas de Assistência Social, que haviam de crescer para 586 até 1903.”, segundo Edgar Rodrigues, www.galeon.hispavista.com.

Daqui se infere que associação é um conjunto de pessoas que se juntam de forma duradoura e organizada para conseguirem em comum um determinado objectivo.

Hoje, que estamos na chamada “sociedade da informação e do conhecimento”, resultante do grande avanço tecnológico, mantém-se a necessidade de nos associarmos, dada a globalização a todos os níveis. Só existe uma restrição à livre associação: “associações que tenham por finalidade o derrubamento das instituições democráticas ou a apologia do ódio ou da violência.”

Na verdade, e apesar de Portugal ser um dos países da Europa com pior percentagem de associações e associados, temos verificado o aumento do número de associações. Também se tem verificado um maior leque de interesses e objectivos para a constituição de associações dos mais variados tipos.

Na freguesia de Seiça, pode afirmar-se que tem acompanhado a evolução do país. Antes de 25 de Abril de 74, um grupo de rapazes que pretendiam “jogar à bola” com regularidade, incentivados por António dos Santos Gaspar, criou um “grupo desportivo” e, no final de 1974, formou-se o Grupo Desportivo e Cultural de Seiça. Na área cultural, recreativa e desportiva constituíram-se, entretanto, outras associações: Centro Cultural e Recreativo de Peras Ruivas, Associação Recreativa e Cultural das Fontainhas. No que respeita a melhoramentos e desenvolvimento criou-se a ADIRE – Associação Dinamizadora Regional, na Lameirinha, e na assistência social o Centro Social da Paróquia. Em outras áreas também há associativismo: empresários na ACISO-Associação do Comércio, Indústria e Serviços do Concelho de Ourém; produtores na Adega Cooperativa de Ourém; defesa e conservação da natureza na Quercus – Núcleo de Ourém; protecção civil e socorro na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ourém, caçadores na respectiva associação; trabalhadores, nas várias associações sindicais, etc. Em casos muito concretos, como na construção da ETAR de Seiça, conjugaram-se esforços para se fazer ouvir a voz.

Haverá espaço para mais associações na freguesia de Seiça? A defesa e salvaguarda da Ribeira de Seiça (que pode ser um tesouro, desde que devidamente tratada) justifica ou não a conjugação de esforços dos seicenses, mormente os proprietários do território envolvente?, e os pinhais, e a imprescindível preservação e defesa deste importante património, justificam ou não associação de proprietários?

É o desafio que fica, tendo como lema “a união faz a força”…
Estamos cá para dar uma ajuda…

CDU-Ourém


Sérgio Ribeiro de volta à Assembleia Municipal
Luís Vieira no executivo camarário
Por uma vereação em que haja oposição!

sábado, setembro 17, 2005

O que eles prometem

O NO começou a publicar as linhas programáticas dos candidatos à Câmara de Ourém. Esta semana as associadas a Catarino e Alho. Para a semana, as da CDU (representada por este vosso humilde servidor) e as do CDS (Sandra).
Já todos conhecem o que penso destas propostas e do que julgo serem as suas insuficiências e defeitos, por isso, não vou massacrá-los mais com o assunto.
Só gostaria de deixar um pequeno reparo.
No nosso caso, não são promessas, mas sim propostas que representam verdadeiros compromissos com o eleitor. O que é um pouco diferente de promessa...

O retrato de Françoise Hardy



Pensamos que ninguém nos conhece.
Andamos descontraídos por Ourém e, de repente, alguém pára ostensivamente à nossa frente.
- Não me conheces?
Claro que a conheci logo.
A Lena. A miúda mais espevitada do Fernão Lopes, cujo pai, com uns 80 anos, ainda se deslocava por Ourém numa espécie de bicicleta com um pequeno motor.
Sempre sentadinha na primeira fila com muita atenção às aulas. Mas...
Um dia, teve o arrojo de interromper uma aula, virar-se para a turma com um disco na mão e...
- Sabem quem é? A Françoise Hardy... Gira, não é?
Sempre irreverente, ela prosseguiu:
- Este retrato tem um segredo: todos os que o viram neste momento manterão o mesmo espírito e forma e todos os seus pecados e dislates serão absorvidos por ele. Assim, quem envelhecerá será o retrato e nós ficaremos eternamente jovens...
Perante isto, só podemos dizer: Lena, mostra-nos o retrato da Françoise. Ou será que já o perdeste? É que eu sinto-me cada vez mais velho...
Fraquejar

Parecemos detentores de monumental tenacidade, possuídos pelo espírito da mudança e basta um pequeno facto, cuja solução pode estar à vista, daqueles que não acontece só aos outros, para nos recordar a nossa contingência, a nossa qualidade de humanos de efemeridade incontornável.
E desmotivamos.
E sentimos afrouxar essa força que nos conduziu nestes dois anos. Há coisas simples que ocorrem no momento certo e tornam-se bem complexas...

sexta-feira, setembro 16, 2005

A minha relação com Fátima

No "Notícias de Fátima", há um texto deste candidato CDU. Ainda só tive acesso ao documento electrónico que é um resumo do mesmo e onde não consta a crítica à acção prevista pela autarquia relativamente ao projectado Parque de Negócios. Oportunamente, verei a edição impressa.
Os meus agradecimentos aos responsáveis daquele jornal pela publicação e atenção...
Mais um esquecimento imperdoável

Ao passar junto ao portão do Jeremias, um amigo veio cumprimentar-me.
Saudei-o, falei-lhe e, no final deixou-se fotografar para o blog. Quase o podia ter trazido comigo.
Cheguei a casa e apercebi-me que tinha esquecido o cabo de ligação da máquina.
É imperdoável num candidato responsável. Mas acontece, tem a ver com o peso da idade. Lá para sexta ou sábado da próxima semana conhecerão esse amigo...
Tertúlias do Central - 2

E lá estivemos pela manhã com os amigos oureenses que nos honraram com a sua presença. Tudo muito calmo e informal. Sempre procurando não criar qualquer melindre e não estragar as vendas ao responsável pelo estórico espaço.
Revi pessoas com quem já não falava há uns quarenta anos, voltei um pouco aos tempos de menino com recordações do Largo de Castela que afinal os outros também trazem consigo e não conseguem perder. Eu a pensar que saudosismo de tal ordem só podia existir em mim...
Foi bom.
Na próxima semana continuaremos e vamos visitar outros espaços.

quinta-feira, setembro 15, 2005

Todos têm múltiplas razões


Eles sabem que nós nunca os enganaríamos Posted by Picasa

Amigos oureenses, contrariamente ao que estão a pensar, só votando em nós é que o vosso voto não é perdido.
Experimentem. Deem-nos uma oportunidade...
A fotografia perdida


Uma nova oportunidade Posted by Picasa

Esta foto tinha ficado por Ourém na última estadia. E que representa?
Não se trata, propriamente, de convencer nuestros hermanos a restaurar este belo edifício e a pôr cá uma delegação da Zara, como fizeram em Leiria, mas a verdade é que a minha sensibilidade diz-me que estamos perante um imóvel de interesse municipal que a miserável política dominante tende a deixar degradar-se até à ruína fatal.
Com a CDU seria bem diferente...

quarta-feira, setembro 14, 2005

Uma candidatura amiga da cultura


Além das palavras, são precisas acções Posted by Picasa

... e ainda:

criar condições para a deslocação regular de oureenses para assistir a espectáculos de teatro, bailado, ópera, música clássica...

Da importância dos espaços de encontro
Por Marco Jacinto

Ainda há dias lia no livro "Mémoire de singe et paroles d'homme" de Boris Cyrulnik, um psiquiatra e neurologista, a importância da existência de espaços de encontro como aqueles que sempre existiram, como os fontanários associados ou não a praças onde a dinâmica social assumia especial importância, onde a oralidade com as suas estórias/história, experiências e tudo o mais que ali se proporcionasse constituia no fundo aquilo que é a humanidade onde quer que ela esteja (além do seu papel incontornável na constituição da identidade e coesão da comunidade e tudo aqui implicado) um depósito permanente de conhecimento que gerações e gerações vão acumulando.

(em comentário ao post "Desfrutar as localidades onde vivemos")
Desfrutar as localidades onde vivemos

Há alguns anos, as vias de circulação que atravessam as localidades do nosso concelho eram verdadeiros pontos de encontro dos seus habitantes e seus ajudantes incontornáveis num dia a dia, em certos aspectos, romântico e lúdico e, noutros, relativamente duro.

Eram caminhos não asfaltados, por vezes, em pedra, por onde as pessoas circulavam a pé, em bicicleta, em cima de carroças e onde se dava aquele formidável convívio da vizinhança e da interajuda. Tinham ainda a particularidade de parecer aquelas cidades do Far West onde existia uma única rua e as casas se dispunham de um e outro lado ao longo da mesma.

O desenvolvimento transformou completamente este estado de coisas, embora não tivesse alterado substancialmente a configuração.

Não sei o que deu na cabeça aos nossos políticos que, em vez de construirem as vias de circulação em torno das localidades com pontos de entrada chave, oportunisticamente aproveitaram-se das vias existentes e transformaram-nas em estradas de uma rede onde se circula a alta velocidade e, onde, como dizemos aqui, saímos de casa, pomos um pé de fora e estamos no meio da mesma prontos a levar com automóvel ou camioneta em cima.

A candidatura CDU compromete-se a modificar este estado de coisas e a devolver a todas as localidades do nosso concelho uma vivência com uma componente pedonal prioritária.

Vamos aproveitar estrategicamente a obrigação de limpeza florestal até cem metros do perímetro urbano das localidades, articulando-a com o desenho de um conjunto de vias que interligue as localidades do concelho e permita que se passe pelas mesmas sem perturbar a vida dos seus habitantes. Imagine-se um anel de asfalto em torno das localidades a partir do qual sai a estrada para as localidades adjacentes - que poderá ser a actual - e onde existirão pontos de entrada conducentes a parques de estacionamento.

No centro, o asfalto dará lugar à calçada, a esplanadas, a árvores frondosas e a pessoas que terão maior tendência para falar e para desfrutar o lugar onde vivem.

Imagine-se a nossa avenida sem aquele trânsito caótico.

Isto não é possível com as outras candidaturas, mas é-o com a CDU.

terça-feira, setembro 13, 2005

Gostar mais da nossa terra e da língua que partilhamos



Também acredito que adorarão ver os vossos filhos entusiasmados com um concurso anual que considerará os seus textos (em prosa ou verso) e os seus desenhos e os publicará para deleite deles próprios alguns anos passados...
Primeiro Esboço


Para daqui a quatro anos Posted by Picasa

Amigos oureenses, eis o primeiro esboço, sujeito a revisão (para melhor, entenda-se) daquilo que em termos de utilização de sistemas de comunicação e informação poderemos apoiar a construir se nos concederem o vosso voto. É um projecto a três / quatro anos onde, naturalmente, o primeiro obrigará ao respeito pelos compromissos da anterior gestão e sua revisão e negociação.
E as imobiliárias, as construtoras...?

... claro que contamos com todos e logicamente com a sua experiência para nos ajudar a Restaurar Ourém por todo o concelho e a implementar um programa de manutenção da nossa habitação tradicional por aqueles becos e ruelas das nossas localidades, dando-lhes uma nova função e mantendo-lhes o testemunho histórico relativamente ao modo de como foi a vida dos que por lá passaram...
Há obra, logo...

Ontem, no debate Prós e Contras, da RTP1, muitas vezes pareceu surgir esta ideia como legítima: “Há obra, logo perdoa-se-lhe o clientelismo, a corrupção, o favorecimento da especulação...”.
Reconheço que a consciência que se começa a desenhar acerca dos problemas associados ao financiamento das autarquias, pode ajudar a resolver o problema, a prazo. Mas que fazer até lá?
Na minha opinião, em Ourém, o problema nem se põe. Se há obra na nossa terra, é de destruição em favor dos ditos... que beneficiam com...
Portanto, nem é legítima uma comparação com Oeiras, onde para muitas pessoas hoje se põe aquele dilema.
E na nossa terra não há obra porque grande parte dos elementos que terão surgido da acção de Catarino são não-obra, são orientação errada de recursos.
Amigos oureenses, é preciso apostar numa candidatura diferente, numa candidatura que, eventualmente, consumirá um quinto ou um décimo do actual orçamento camarário, mas o fará com uma orientação de recursos que terá monumental impacto na actividade económica do concelho suportada na pequena e média empresa e na criação de emprego para os jovens oureenses.

segunda-feira, setembro 12, 2005

Uma clara demarcação

O apoio ao pequeno e médio empresário através do Centro de Desenvolvimento de soluções informáticas que garantirá estágios aos estudantes do concelho e será responsável pelos portais do móvel, do turismo, da saúde e do emprego, pela descentralização administrativa e pela criação da rede digital das bibliotecas do concelho é uma linha de demarcação clara perante outras candidaturas totalmente omissas relativamente à necessidade de um choque tecnológico em Ourém e ao papel que a autarquia pode ter no mesmo...
Memórias etnográficas de Ourém

É um livro de Ana Saraiva, editado pela Câmara de Ourém, que, curiosamente, conheci no dia em que foi sorteada a ordem das várias listas às próximas eleições autárquicas.
Trata-se de uma obra excelente que mereceu uma edição de luxo. Reside aí a minha principal crítica. Apesar do tipo de edição, a letra é excessivamente pequena, densa, acinzentada o que perturba a leitura a estes leitores como eu que já acumularam algum cansaço.
Voltando à obra, não consigo evitar uma questão: como é que a Ana, conhecidas as dificuldades que qualquer autor não consagrado tem, conseguiu a sua publicação?
Reflecti um pouco sobre este assunto e, não querendo tirar qualquer mérito à autora, pensei chegar a uma justificação. Em primeiro lugar e, como razão determinante, temos obviamente a qualidade do trabalho produzido. Mas todos sabemos que diariamente são rejeitados trabalhos de qualidade. Ou porque o mercado não os absorve, ou porque o autor não é consagrado... Olhamos para a Ana e vemos o cidadão comum e não o génio, Saramago, Pessoa, Camões... como justificar esta edição de luxo?
A segunda razão tem a ver com o facto de, profissionalmente, a Ana estar no lugar certo. Ela é funcionária da Câmara, isso ajuda a abrir as portas ao trabalho de qualidade e neste caso procedeu-se à sua divulgação sem alguém se ter apropriado do mesmo, como por vezes acontece...
Em terceiro lugar, eu julgo que o tema foi importante. Esta obra vai ser obra de referência por dois motivos. Assim, todos os que quiserem avançar no estudo da etnografia de Ourém deverão consultá-la, ela é incontornável. Por outro lado, existirá uma tendência para ser considerada como orientadora metodológica: se um concelho diferente quiser fazer trabalho semelhante poderá aperceber-se de como as coisas surgem neste livro e utilizá-lo como guia local. E todos sabemos como é importante ao criarmos e transmitirmos conhecimento a existência de um guia para esse processo.
Finalmente, a obra traz prestígio aos que apostaram na sua edição. E lá está o prefácio de David Catarino e a referência a Vítor Frazão. Felizmente tiveram o bom senso de não pôr lá as fotografias para não a transformarem em mais propaganda, isso tirar-lhe-ia todo o valor. Mas não resistiram à tentação de beneficiar da sua produção...
Deixemos agora a questão: e se a obra da Ana fosse efectivamente uma obra de qualidade, mas ela não fosse funcionária da Câmara e o tema não fosse a etnografia de Ourém e o presidente não se sentisse muito prestigiado por ela. Imaginem que, por exemplo, se chamava "Poesia do desespero" ou "Crónica da destruição de Ourém". Seria publicada? Teria apoios à produção?
É de acreditar que isso não acontecesse. Mas isso demonstra que uma pessoa de valor pode ter destinos diferentes para os seus produtos de acordo com determinadas contingências.
Temos obrigação de modificar este estado de coisas. É preciso que as autarquias apoiem os jovens autores, é preciso que lhes deem visibilidade, é preciso que apoiem a sua distribuição. Esta obra teria venda assegurada na FNAC, na Bertrand, até nos próprios escaparates de livraria do Continente. Tal realidade não pode ser ignorada. Apoiar os não consagrados, sujeitando-os naturalmente a um crivo de qualidade, é o melhor que num concelho se pode fazer pelos seus autores. Se todos fizerem o mesmo, já viram a riqueza cultural a que se chegará no nosso país?
Dentro em breve, teremos de votar para escolher a afirmação ou o esquecimento de políticas que visam apoiar autores não consagrados. Por isso, todos seremos responsáveis pelo que as autarquias poderão oferecer aos nossos filhos.
Termino. Com os parabéns à Ana pela excelente obra que realizou, com os parabéns à Som da Tinta pela sessão de “A...gosto de...” que vai realizar com a autora, concretizando uma divulgação que espero se repita por muitas vezes para autores oureenses e, com certeza, com os parabéns para todos os que na Câmara a apoiaram, independentemente da sua posição e das suas motivações, e nos permitiram chegar a este momento, desejando que novos apoios se repitam.

domingo, setembro 11, 2005

Tertúlias do Central

A partir da próxima sexta-feira, quase todas as manhãs, o Central pode ser palco de animadíssimos debates entre oureenses acerca de qualquer ponto do nosso programa, isto é, dos problemas que afectam a nossa terra.
Mais, a partir desses encontros poderemos melhorar o nosso programa.
Assim, todos ao Central! Lugar de honra de todas as gerações e tendências oureenses...
O orçamento

O anedótico Mendes acusa o governo de Sócrates de não divulgar o orçamento para 2006 pelos receios de perder as autárquicas.
Fico danado com estes argumentos.
Quantas vezes foi o orçamento divulgado antes de Outubro?
O que interessa o orçamento em termos de influência para as autárquicas? Então não são os programas dos diversos candidatos que valem? Será por essa razão que não se conhece uma ideia nova do PSD para Ourém?
Não será que o que Mendes pretende é aproveitar-se do mesmo, da natural impopularidade que será associada, para esconder as insuficiências dos seus programas? Será isto sério?
Sou insuspeito, não apoio o governo de Sócrates, já nem lhes dou o benefício da dúvida, mas não tenho receio em afirmar: oureenses, não os oiçam...

sábado, setembro 10, 2005

Aprender Física de uma forma divertida

Afinal há práticas que dão razão ao nosso programa (CDU, não esqueçam). O nosso objectivo é o de aproximá-las do quotidiano dos jovens do nosso concelho. Leiam:

A Escola de Verão de Física, um projecto desenvolvido pela Faculdade de Ciências do Porto, no âmbito da iniciativa Universidade Junior, seleccionou 50 alunos do 10º e 11º anos de escolaridade, provenientes do Norte do país, e deu-lhes a oportundade, durante uma semana, de se aproximarem do mundo da Física e da investigação científica através de palestras, visitas aos laboratórios e desenvolvimento de projectos de investigação. O alojamento e a alimentação dos estudantes foram financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Eis a opinião do Joaquim Bessa, aluno do 10º ano:

Foi óptimo e muito interessante. Não foi só teoria, teoria, teoria a massacrar-nos... Foi uma maneira divertida de aprender Física.


In Público, 10-09-2005, pg. 22
A autarquia e as questões da saúde - 2

O Marco publicou um excelente comentário no Castelo sobre este tema que foi reproduzido no CDU por Ourém.
Continuemos no tema...
Como cidadão posso e devo discutir o modelo organizativo e o modelo de financiamento da saúde do meu país.
Como autarca, devo procurar o melhor para as pessoas a quem a autarquia serve no quadro do que existe.
É difícil ou impossível despir a casaca de autarca e vestir a de cidadão ou vice-versa. Mas tentemos avançar um pouco na perspectiva do autarca...
Reflectindo um pouco, após o anterior post, fui levado a considerar que um sistema de reclamações é, pela sua natureza, um sistema reactivo, pelo que vamos tentar, sem o suprimir, algo de diferente.
Como autarca, é-me possível definir um quadro de referência para a prestações de serviços de saúde e complementares de diagnóstico.
Eis o meu: serviços produzidos no momento em que são necessários, o mais perto possível do local onde se manifesta a necessidade, com um padrão de qualidade elevado e tendencialmente gratuitos para o utente.
Não me interessa, porque não é problema da autarquia, se a gratuitidade é garantida pelo cheque-saúde ou pelo baixo preço, isso não é problema da autarquia, mas do Governo.
Um quadro de referência como o preconizado exige um sistema de controlo. Assim, a autarquia deverá realizar regularmente um inquérito a um painel largo de utilizadores do sistema de saúde do concelho em ordem a conhecer tempos de espera, integralidade do sistema, necessidade de deslocação, qualidade do serviço prestado e satisfação sentida (...). Poderá ser assim acompanhada com regularidade a qualidade dos serviços de saúde prestada no concelho e desencadeadas acções junto de entidades responsáveis para a solução de problemas.
Por outro lado, a exemplo do que está preconizado para o turismo e o móvel não vemos razão para a não existência de um portal de saúde para o concelho que inclua informação sobre todos os agentes existentes, as condições de acesso aos mesmos e um sistema de marcações de consulta em linha (e pelo telefone) que evite longas bichas como aquelas que se vêm em meios mais desenvolvidos. É parte da concretização da ideia " a informática ao serviço da saúde".

sexta-feira, setembro 09, 2005

Primeira vitória do Glorioso

Posso perder as autárquicas, mas não vou deixa de saborear antecipadamente a primeira vitória do Glorioso que se concretizará possivelmente contra os seus hilariantes rivais, os Lagartões.
Mas não queremos dividir os oureenses.
A nossa equipa para a Assembleia Municipal integra o famoso Leão de Ourém.
Leão de Ourém e Lampião do Quelhas estão assim unidos por uma melhor Ourém, independentemente do que os pode separar no campo desportivo que, apesar de tudo, não impede que apreendam as monumentais carências da nossa terra e das nossas associações neste campo...
Bloguitica

Lanço aqui um desafio, que peço a outros blogues a gentileza de divulgar se assim entenderem: num discurso recente, Manuel Alegre fez algumas alusões à transformação do regime em função da suposta adulteração dos mecanismos de transmissão do poder. Regime democrático ou dinástico?
O desafio que proponho aos leitores consiste em identificar os casos de laços de parentesco na política. Por exemplo, um líder de uma distrital cujo filho seja deputado. Um governador civil cujo filho faça parte dos órgãos de um partido. Um presidente da câmara cuja mulher seja ministra. E assim sucessivamente.
Os dados deverão ser enviados para o email: paulogorjao@gmail.com.
Daqui a oito dias tornarei pública uma primeira listagem.

(Via o nosso amigo Santa Cita)
A autarquia e as questões da saúde

O Ministério é o responsável pelas questões de saúde dos portugueses e, como tal, não vamos prometer mais e melhores centros de saúde, mais e melhores médicos, mais e melhores comparticipações e acordos e, muito menos, um hospital para Ourém. Por muito que Ourém precise deles, não é da responsabilidade da autarquia, logo fazer aí qualquer promessa é demagogia. É prometer e depois dizer que a responsabilidade de nada se conseguir é de outros. Política suja, portanto...
Mas será que, a exemplo do enriquecimento do conhecimento da nossa língua, do melhorar a cultura a nível matemático, se não pode mesmo fazer nada?
Aí a resposta terá de ser outra. O presidente eleito não pode alhear-se das questões de saúde das pessoas que vivem no concelho que nele confiou, pelo que pode ter algumas acções importantes, designadamente:
1) promover um levantamentamente de todos os problemas relativos à saúde (instalações, médicos, outros profissionais da saúde, funcionários administrativos em quantidade e qualidade, atendimento, etc., etc. a nível concelhio), enviar esse levantamento ao Ministério e pressionar pela sua solução;
2) criar nos serviços da autarquia e até ao nível de freguesia a possibilidade de registo em linha de reclamações quanto ao atendimento nos centros de saúde e quanto a abusos de poder, procurando o seu averiguamento posterior e resolução com satisfação para o utente; dirão: mas já existe um Gabinete para o utilizador em hospitais e centros de saúde; pois há, mas quantas vezes, as reclamações caem em cesto roto, quantas vezes batemos com o nariz na porta;
3) estudar um sistema convidativo para a fixação de mais e melhores médicos e outros profissionais da saúde no concelho quer a nível público quer privado, mas evitando a promiscuidade;
4) promover a figura do médico ao domicílio e da consulta à freguesia em termos rotativos (a especialidade x, hoje, em Seiça, amanhã, na Freixianda);
5) todas aquelas que sejam viáveis e que os nossos amigos nos tragam até ao dia 9 Outubro...
A freguesia X

Em algum contacto com pessoas das freguesias tem-me sido apontado o facto de, tendo nascido em Ourém, o programa que tenho vindo a dar a conhecer, é essencial dirigido às pessoas da sede do concelho.
Não é verdade.
Para o demonstrar façamos um pequeno exercício. Vamos rever as nossas propostas e ver o que, das mesmas, é aproveitável em qualquer freguesia e concluamos a partir daí se há ou não benefícios que as outras candidaturas não apresentam.
Para qualquer pessoa, independentemente do local em que se situe, dentro do nosso concelho, todos os pontos seguintes são concretizáveis:

Vamos criar na autarquia um gabinete para contacto permanente com as necessidades de todos os jovens do concelho ao qual estes podem recorrer quando necessitarem de apoio para qualquer projecto, mas que terá uma atitude proactiva dirigindo e dialogando com eles para a efectivação de acções que lhes respeitem.

Em fase de carreira universitária, qualquer jovem será acompanhado pelos nossos serviços de interessamento sistemático no sucesso dos estudantes, nas suas carreiras, procurando desencadear actividades que os motivem em matérias que por vezes lhes poderão não ser as mais simpáticas.

Poderá beneficiar do apoio à formação profissional que desenvolveremos e orintaremos para actividades da nova economia, do desenolvimento agrícola e da protecção florestal através de novos cursos e concretização de estágios.

Poderá utilizar um UNIVA completamente remodelado e renovado onde as nossas empresas poderão colocar ali as suas necessidades em recursos humanos, e os nossos jovens, à procura de emprego, poderão expor o seu currículo, formação e interesses tudo sendo levado a todo o lado através da Internet.

Poderá beneficiar de financiamento de publicações de autores não consagrados.

Poderá participar em projectos da autarquia de índole estatística, informática ou de comunicação empresarial, o que permitirá aos estudantes mais avançados a realização na prática de algumas matérias que só teoricamente terão abordado e apoiará a concretização de estágios aos que tenham terminado determinado grau académico.

Poderá fazer o seu estágio, finalizada a licenciatura, no centro de desenvolvimento de soluções informáticas para o pequeno e médio empresário que será o local privilegiado para a realização de estágios e de fixação dos jovens à terra onde nasceram.

Poderá beneficiar da criação de bolsas a atribuir a alunos com altos níveis de aproveitamento escolar, estimulando, com ajuda monetária, o prosseguimento dos estudos e orientando-os, na medida do possível, para áreas de saber com manifesto interesse para a comunidade e com alta empregabilidade.

Poderá a partir da sua terra fazer acesso a qualquer das bibliotecas do concelho, visualizar o seu catálogo e reservar obras, pedindo eventualmente o seu envio por correio.

Poderá ver algum dos seus conterrâncos considerado nesta nova vertente turística que denominamos Nossa Ourém.

Poderá ver edifícios da sua terra classificados como de interesse municipal com o objectivo de os proteger relativamente a qualquer autarca menos respeitador e de garantir a sua preservação em moldes que satisfaçam quem os contemple e dignifiquem Ourém.

Poderá beneficiar dos novos passeios para peões que nos comprometemos a criar em todas as localidades do concelho com a consequente modificação das condições de circulação rodoviária de forma a diminuir a velocidade de circulação no interior das localidades ou a garantir alternativas.

Poderá utilizar os serviços da Câmara a partir de delegações nas juntas de freguesia ou, num estádio mais avançado, a partir de produtos de software instalados no seu computador pessoal.

Poderá beneficiar das condições especiais para cidadãos com capacidades de deslocação limitadas que nos comprometemos a desenvolver no contacto com a autarquia e que incluirão a própria possibilidade de a Câmara ir ter com o munícipe.

Poderá adoptar algum dos animais que esteja à guarda da autarquia nos serviços competentes e, em momento de férias, recorrer à respectiva unidade de recolha para a sua protecção e tratamento por um curto período;

Poderá beneficiar do trabalho da brigada agrícola que iremos organizar com o objectivo de aproveitar a riqueza que anual e sistematicamente se perde pelos nossos campos e promover algumas culturas rentáveis;

Poderá beneficiar das estruturas de protecção florestal que organizaremos e cuja actividade será extensível aos privados que se integrarem numa associação tendente a evitar catástrofes como as que vivemos este ano;

O que isto significa é que, em termos do que é responsabildiade da autarquia, viver nas pequenas localidades não é substancialmente diferente de viver no centro do concelho. A premente necessidade de deslocação para qualquer assunto deixa de se fazer sentir sistematicamente. Tudo estará mais perto do munícipe. Garantimos um acentuado decréscimo das condições de desigualdade.
Regresso aos tempos do Fernão Lopes

1 – 1 = 0
2 – 2 = 0
1 – 1 = 2 – 2
1 * (1-1) = 2 * (1 – 1),

fazendo x = (1 - 1), virá

1 * x = 2 * x logo, simplificando,

1 = 2

como queríamos demonstrar...
O presidente David representa a implosão de Ourém

Amigos oureenses, não podemos esquecer o mal que ele e os seus colaboradores têm feito à nossa terra apoiados numa política sem amor desligada de tudo o que Ourém representa para nós.
A visão da implosão das torres de Tróia lembra-me que ele se prepara para fazer o mesmo a lugares míticos para a nossa geração, como a Rua de Castela, e vai permitindo que outros sofram processos de degradação que equivalem a uma implosão em câmara lenta.
Reparem ainda que a candidatura do PS (pela qual tenho todo o respeito, como nunca deixarei de afirmar) não tem uma única palavra para a recuperação e conservação da nossa Ourém.
E os vereadores de outros partidos?

Em caso de vitória, pretendo a colaboração e trabalho dos vereadores dos outros partidos, pelo que é minha intenção a distribuição de pelouros pelos mesmos numa base de confiança e só recuando em caso de recusa explícita. Ourém precisa da colaboração de todos e a partidarite ficará às 9 da manhã à porta da Câmara...

(Via CDU por Ourém)

quinta-feira, setembro 08, 2005

Para que não fique a mínima dúvida

... um texto e um comentário importantes sobre a minha candidatura (e não só) a ler no CDUporOurém.
Os que duvidam, como a Elvira, poderão aqui encontrar um elemento de decisão definitivo.
Verdadeira imagem de desperdício

... o que vai passar-se ali para os lados de Tróia, com jazz, beberete e presença do primeiro ministro e outros membros do governo.
Bem podem argumentar que é o Belmiro que paga tudo, que vai distribuir por assalariados milhares dos lucros acumulados...
... mas o tempo, amigos oureenses, o tempo perdido pelos membros do governo nesta festarola da treta - espectáculo terceiro mundista - é que é imperdoável!
Chamem o Sete de Espadas



Fomos ver o blog Atouguia - Ourém e ficámos siderados. O primeiro post que se nos deparou tinha a lenda do milagre de São Bartolomeu. Tudo normal, dirão...
Mas o problema está em que, em 15 de Junho do ano corrente, publicámos a lenda da Capela da Valada, contada por Carolina Alves que tem exactamente a mesma história.
Mas onde é que os cavalos se ajoelharam? Na Atouguia ou na VAlada?
É preciso repor a verdade estórica.
Toná



Está em força no Ourém Outrora. Formidável recolha do NA a não perder.


Ourém precisa de mudança no poder autárquico - 39

Recolher, tratar e proteger os animais abandonados

É preciso tornar Ourém uma cidade mais civilizada.
Ainda há poucos dias, uma reportagem no Notícias de Ourém dava conhecimento acerca das péssimas condições de funcionamento do canil da nossa terra.
No mesmo artigo, o autarca responsável manifestava total insensibilidade ao problema como se a vida animal nada tivesse a ver com a prática da autarquia. Há que modificar esta mentalidade e este estado de coisas.
A CDU preconiza a definição de uma política municipal de protecção dos animais que pode passar pela criação de um Sistema Municipal de Acolhimento e Protecção com tarefas de recolha, tratamento, recuperação e encaminhamento para adopção de animais abandonados e de animais errantes.
Tal sistema deveria incluir um serviço médico veterinário com capacidade para a prestação de serviços aos animais adoptados pelos munícipes em condições de qualidade elevada e baixo custo quer tenham ou não passado previamente pelo Sistema de Acolhimento.
Finalmente, preconiza-se a criação de um serviço anti-crueldade com um papel preventivo e punitivo relativamente a actos de crueldade praticados no concelho relativamente a animais.
Os eleitos pela CDU, onde quer que estejam, comprometem-se a defender uma política de protecção e anti-crueldade relativamente aos animais.

CDU-Ourém



Sérgio Ribeiro de volta à Assembleia Municipal
Luís Vieira no executivo camarário
Por uma vereação em que haja oposição!

O canito

Há dias circulava por Fátima.
Ainda tinha na memória uma cena passada aqui pela Parede e que se traduz na impunidade com que aqueles meninos a quem se não pode dizer nada sob pena de sermos imediatamente acusados de racismo ou xenofobia se passeiam com o famoso pitbull, ameaçando o pacato cidadão e, no caso em causa, fazendo-o perseguir as galinhas do parque o que levou à morte de uma sob o olhar aterrorizado dos presentes.
Pois estava eu com esta recordação bem viva junto aos semáforos que dão acesso à estrada de Alvega quando ao meu lado parou uma furgoneta da Câmara com várias jaulas e um canito dentro de uma delas. Grande troféu.
O pobre bicho cujo único mal era gostar da liberdade de por aí andar nem sabia ao que estava condenado. Ladrava. Imaginem o serviço público que aquela furgoneta estava a prestar. Ao que parece ia levá-lo para um sítio onde nem condições existem para o receber. É assim mesmo, senhor presidente!

Onde estará





O cãozito vinha todo contente dos lados da casa do Ferraz. Parecia uma gazela a saltitar.
Entra no Largo de Castela e fita-nos desafiador enquanto jogávamos futebol. Senta-se, levanta a perna e procura parasitas. Mais tranquilo corre atrás da bola e até parece um excelente esquerdino.
De repente, vindos não sei de onde, surgem quatro homens com redes às costas. Dispõem-se rapidamente à volta do largo e aproximam-se do bicho.
Ele vê-os e percebe logo a sua triste sorte. Ó gente malvada, sem piedade…
Tenta fugir pela rua de Castela, mas um dá um passo em frente e tapa-lhe o caminho. Volta para trás, mas os outros avançaram e têm todas as direções barradas. Impotente, cai na rede e desata a latir.
Os homens riem-se perante a nossa revolta. Que se passa? Por que fazem isto?
Todos os protestos foram em vão.
Nunca mais o vimos.

(estória verídica lá de 195... publicada no OUREM blog em 30 de Maio de 2004)

quarta-feira, setembro 07, 2005

Uma prenda para a Maria



Aproveito esta boleia do Sérgio Poupado, publicada no Castelo e na Janela da Elvira, para anunciar para amanhã, após esta grande polémica despertada pelas MAtemáticas, mais um sensacional comunicado da CDU, este dedicado aos nossos amigos mais verdadeiros.
Eu dedico-o à Maria que tanta vez por aqui tem aparecido a defender essa causa.
Os mais apressados poderão, desde já, conhecer e comentar o seu conteúdo, fazendo acesso ao CDUporOurem.
O sofista
o estado na~o pode (nem deve) substituir-se 'as pessoas. e neste caso, e' bem melhor agarrar no dinheiro e da'-lo aos pais para estes escolherem uma escola que contrate os melhores professores para aquilo que achem que deve ser a educac,a~o dos filhos. para isto, claro, era preciso dar autonomia 'as escolas e 'as ca^maras municipais para que pudessem concorrer entre si. mas claro que o monstro na~o deixa fazer isso, prefere nivelar por baixo.
(pfig em comentário a um comunicado da CDU no Castelo)
... as melhores escolas...
... os melhores professores...
esquecer-se-á que as melhores escolas o são (também) por causa de terem os melhores alunos?
e que são conhecidos casos em que, se um aluno não está no padrão desejado para a escola (uma das melhores), lhe é sugerido que procure outra...?
em vez de o ajudarem a melhorar...
como seria sua obrigação pelo facto de serem uma das melhores escolas...
afinal à conta de lá ter os melhores alunos.
Por isso, não rejeitando qualquer ajuda aos pais (mesmo sob a forma de subsídio) para os ajudar a decidir na escolha da escola dos seus filhos, mantenho que, no contexto do quadro de ensino actual, são possíveis acções que ajudem a melhorar o desempenho dos estudantes e a fazê-los gostar do seu estatuto. E isto nada tem a ver com o monstro nem com o nivelar por baixo...
Vamos falar Matemática



Será que o pelouro cultural de uma autarquia não deve preocupar-se com os conhecimentos de Matemática dos jovens do seu concelho? Que não deve pensar as causas do problema? Colaborar no diagnóstico? Implementar medidas para inverter uma situação que não é boa para ninguém?
A avaliar por algumas reacções no Castelo ao último comunicado da CDU, isso não é muito legítimo. Lá vem a diabolização do Estado, o engano do mito do “bom selvagem”, a nossa capacidade tão natural para escolher melhor o caminho dos nosso filhos.
Mas, meus amigos, não era nada disso disso. Tratava-se apenas de dar uma ajuda. Trazer a Matemática para o nosso dia a dia, torná-la um facto cultural permanente. Algo tão simples como um concurso para crianças em que se recolham lendas da nossa terra e que muitos já aceitaram na área do Português. Até pode nem ser o Estado, pode (e deve) ser iniciativa privada que a autarquia apoiará. Mas é importante não ficar parado à espera dos acontecimentos, permitindo o acentuar da desigualdade de oportunidades. É preciso quebrar a espiral de descrédito e desgosto relativamente à Matemática.
Lamento desiludir alguns. Se for eleito (o que reconheço quase impossível), tudo farei para transformar os estudantes da nossa terra em pessoas mais estudiosas e com gosto de o ser, por muito que isto esteja contra a onda actual...


Ourém precisa de mudança no poder autárquico - 38

Desenvolver uma cultura matemática positiva e promover o sucesso escolar na disciplina

Diversos estudos mostram que o nível de literacia matemática dos alunos portugueses é muito baixo. O estudo internacional PISA situa um terço dos nossos estudantes no nível igual ou inferior a 1, na escala 1 a 6. Os resultados das provas de aferição não traçam uma perspectiva mais animadora. Estes resultados, e outros que se vão obtendo no quotidiano escolar, tornam consensual que existe uma problemática em torno do (in)sucesso na disciplina de Matemática. Se se alargar o objecto de análise, verifica-se que a presença da matemática na sociedade é débil e, não poucas vezes, distorcida por falsos padrões que têm produzido uma imagem negativa desta ciência. Estas opiniões, partilhadas por uma grande parte da comunidade, parecem fazer aceitar o insucesso desta disciplina como algo natural, como uma realidade com a qual temos que aprender a viver. Não se nega que o insucesso em Matemática tem sido encarado, aos mais diversos níveis, como um ícone importante, no entanto, isso tem-se mostrado insuficiente. É necessário torná-lo num assunto URGENTE!
É URGENTE que a sociedade tenha uma visão cabal do papel que a matemática desempenhou e tem desempenhado no desenvolvimento da humanidade!
É URGENTE que toda a comunidade se envolva na construção de uma imagem mais positiva da matemática!
É URGENTE que as autarquias deixem de encarar o problema do sucesso escolar como uma realidade exclusiva da escola!
É URGENTE que as autarquias apoiem iniciativas para o desenvolvimento de uma cultura científica sustentável!
Por isso, a CDU-Ourém apoia as mais diversas acções que:
 contribuam para construir uma visão ampla da actividade matemática e científica, por exemplo, proporcionando à comunidade um espaço de discussão de temas ligados à matemática e à ciência (convidando matemáticos, cientistas, investigadores, “praticantes de ciência”);
 apoiem a promoção do sucesso escolar, particularmente na organização, em colaboração com escolas e outros organismos, de visitas a locais que mostrem a “Ciência Viva” (Visionarium, Pavilhão do Conhecimento, Museu da Ciência, laboratórios ou outro tipo de exposições e locais onde se “faça ciência”);
 promovam o aspecto lúdico da matemática, nomeadamente na organização (com escolas e outros organismos) de concursos e jogos que estimulem o raciocínio matemático, desfiles de Carnaval, exposições, peddy ou rally paper;
 divulguem a ocorrência (e apoiem a participação) de acontecimentos de carácter científico (regionais, nacionais ou internacionais), servindo-se, por exemplo, de um portal na internet dedicado à divulgação científica.
Pretende-se, desta forma, combater a visão, comummente instalada, de uma matemática afastada da realidade, que tanto contradiz o seu percurso histórico! Desejamos salientar o papel da matemática como base de produção dos mais diversos meios tecnológicos, como motor de outras ciências, como instrumento imprescindível ao desenvolvimento económico e social!
Queremos caminhar no sentido do sucesso da disciplina de Matemática. Ansiamos criar condições para que os jovens do nosso concelho possam desenvolver competências úteis e eficazes ao seu crescimento pessoal e à sua inserção
social.
CDU Ourém


Sérgio Ribeiro de volta à Assembleia Municipal
Mas não só: uma vereação em que haja oposição!

Aceitamos todos

Lá mais para baixo, a Elvira pergunta se aceitamos uma bloquista como amiga de fresca data.
A Elvira nem sabe a alegria que me dá.
Podem vir amigos do bloco, da social-democracia, socialistas, liberais e todos os mais que se lembrem ...
... o importante é ajudarmos a criar uma Ourém melhor, estarmos de boa fé.
Há dias, estive a ver um sítio laranja onde um social-democrata apresentava o programa da Junta de Freguesia a Fátima. Acreditam que se fosse eleito eu lhes garantiria apoio para quase tudo aquilo. Tinha duas restrições essenciais: o parque de negócios de Fátima (designação que não aceito e pressupostos que são falsos) e ensino superior (que, no actual contexto do processo de Bolonha, me parece uma proposta demagógica).
E os bloquistas... não saberão eles do meu desvio esquerdista? Por que tardarão tanto no seu apoio a esta perspectiva para a nossa autarquia?
Já nem falo muito nos socialistas que não lhes quero roubar quaisquer votos. Mas a verdade é que eles não têm as nossas propostas. Têm outras, que damos de barato, mas não têm as nossas...
Por isso, meus amigos, desta vez, o melhor está na CDU e, se todos estiverem concosco, e colaborarem e derem sugestões, tão fáceis de integrar neste momento, ainda seremos melhores.
Quem será...

... o primeiro a dar pelo regresso do OUREM?
Nem sei para onde me hei-de virar. Já tiveram esta sensação de pânico?
Vamos lá ver os comentários e os blogs vizinhos...


Ourém precisa de mudança no poder autárquico - 37

Temos equipa!

No começo da caminhada que agora se sabe ser até ao próximo dia 9 de Outubro, uma observação num blog fez-nos – aos que estavam nos primeiros passos – pensar ou repensar.
Dizia esse comentador, ou teria sido mais que um?, que sim senhor, a CDU tem “um trunfo”, tem um nome, tem um homem com experiência, provas dadas, algum prestígio, credibilidade. (Com trabalho feito, honesto, competente, dizemos nós!) Mas, acrescentava o comentador, para estas coisas é preciso uma equipa. Quando se elege, por exemplo, um cabeça de lista para a Câmara, com ele vão mais dois ou três vereadores, e pode ser merecedor de crédito o tal cabeça de lista mas já nenhum crédito merecerem os dois ou três que inevitavelmente o acompanharão.
Não caiu em saco roto a observação, até porque era preocupação antiga. Não por não haver gente, nesse arranque, que nos parecesse capaz de formar equipa credível. Mas o problema da credibilidade não se esgota no que sabemos serem as qualidades de quem conhecemos. Essas qualidades têm de ser conhecidas, dadas a conhecer, levar outros a reconhecê-las.
Entretanto, passaram meses. Na CDUporOURÉM, recoloca-se a questão da equipa. Temos equipa!, melhor: temos equipas para ganhar!
Uns apareceram, outros foram descobertos, alguns revelaram-se. Sem barulho, aos poucos, com trabalho, com ideias, com propostas. E deixámos, para o exterior da CDUporOURÉM, de ser apenas um nome. Somos um grupo de gente com amor a Ourém que observa, que questiona, que propõe, que escreve. Que vai aparecendo, dando a cara. Mostrando que, se tivesse as responsabilidades de representação da população que o voto dá, saberia que fazer com essas responsabilidades, e que faria bem diferente e bem melhor do que tem sido feito.
E “ainda a procissão vai no adro”, ou seja, ainda não passa de uma amostra porque há muitos de nós que ainda estão com alguma dificuldade em aparecer. Não está nas nossas características a exposição pública. Mas, sabemos!, algumas revelações aparecerão e muitas mais apareceriam se tivéssemos as tais responsabilidades a que nos candidatamos para servir o concelho de Ourém e os oureenses.
Sem qualquer menosprezo por todos os que foram nossos candidatos em eleições anteriores – FEPU, APU – e hoje não estão nas nossas listas, alguma coisa mudou, as condições são outras. Temos equipa!, melhor: temos equipas para ganhar!
Assim tenhamos os votos. Mas essa é outra – embora a mesma e velha – questão.
A que não fugiremos.
Com a CDU no poder autárquico, tudo será diferente!
CDU - Ourém


Sérgio Ribeiro de volta à Assembleia Municipal
Mas não só: uma vereação em que haja oposição!

Já cá estou...
... mas estava-se por lá tão bem ...
... mar calmo, céu bem azul...
... sempre a pensar Ourém
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