Queríamos um pouco mais, mas vicissitudes várias limitam-nos a dois pontos de distribuição: o Café Central e a Livraria Letra.
E, agora, apressem-se. O número de exemplares já não é elevado.
Um passatempo para o fim de semana
Mais simpático que muitos autarcas
Isto hoje não anima, os acessos estão muito inferiores ao que aconteceu ontem pelo que resolvi deixar-vos um passatempo e ir de fim de semana.
No entanto, quero testemunhar que, aqui da minha janela sobre São Bento, tenho assistido a algumas manifestações que se têm sucedido de forma impressionante. O Eng. Sócrates parece apostado em virar o país todo contra ele. Não é que não tenhamos de fazer sacrifícios pelo país, mas assim... de um modo tão autoritário... a tirarem-nos o direito ao descanso como se o tivessemos ganho criminosamente (eles é que dizem: a reforma do ex-vice do Banco de Portugal está dentro da lei - e só descontou 6 anos; a minha não deve estar e já lá vão mais de trinta).
Bom, mas vamos ao assunto. O autor da foto é obviamente um artista e teve uma relação com Ourém. Vejam lá se descobrem: quem é? por onde andou em OUrém? outros trabalhos...
E, se não for antes, até segunda...Passatempo para o fim de semana - 2
A garça vermelha
Ninguém respondeu...
Tratava-se de Eduardo Barrento nascido em 1968 em Torres Novas. Cresceu em Vilar dos Prazeres, Ourém, onde contactou pela primeira vez com os animais selvagens: répteis, que um velho sábio o ensinou a conhecer e a respeitar.Ainda antes de saber ler ou escrever, começou a desenhar e a pintar, e, claro está, os seus temas favoritos eram animais.Mais tarde, na Faculdade de Belas Artes de Lisboa descobriu uma nova paixão: a fotografia. Desde então, na última década, tem registado a Natureza em Portugal, com especial incidência para os animais selvagens. Ao mesmo tempo tem exposto em galerias, como artista plástico, sempre com o tema da Natureza presente, embora apresentado de maneira diferente.Trabalha também como fotojornalista, primeiro na área do desporto, agora dedica-se quase em exclusivo à Natureza.
Alguns prémios:
1º. Prémio - Concurso Nacional de Fotografia Científica, Coimbra, Abril de 1999;
1º. Prémio e Menção Honrosa - Cor é Vida da Minolta, Lisboa, Janeiro de 2000;
1º. Prémio - concurso on line fotoclube.com, Outubro de 2000.

Ourém, em 2001, apresentava-se como um Concelho próspero e de forte dinâmica, esta circunstância era traduzida pela sua posição cimeira relativamente à média do país em 51% dos 35 indicadores analisados e da esmagadora maioria comparativamente à média da Sub-Região Médio Tejo (77% dos indicadores). Salienta-se também que nos indicadores em que Ourém apresenta posições inferiores à média nacional, o diferencial existente é no geral sempre substancialmente mais pequeno do que comparativamente com o diferencial existente entre a média da Sub-Região Médio Tejo e a Média Nacional.
1 - Combater a pobreza e a exclusão social e promover a inclusão e coesão sociais;
2 - Promover o desenvolvimento social integrado;
3 - Promover um planeamento integrado e sistemático, potenciando sinergias, competências e recursos;
4 - Contribuir para a concretização, acompanhamento e avaliação dos objectivos do Plano Nacional de Acção para a Inclusão (PNAI);
5 - Integrar os objectivos da promoção da igualdade de género, constantes do Plano Nacional para a Igualdade (PNI), nos instrumentos de planeamento;
6 - Garantir uma maior eficácia e uma melhor cobertura e organização do conjunto de respostas e equipamentos sociais ao nível local;
7 - Criar canais regulares de comunicação e informação entre os parceiros e a população em geral.
Luís é amigo de Red, actual campeão mundial, por quem já foi derrotado em combate anterior, mas de quem se tornou amigo. Red aceitou a desforra mas os promotores não estão a gostar da boa convivência entre os dois pugilistas, tratando de minar a sua relação. Um dia, após falsas notícias, Red chegou a agredir Luís.
Este não se conformou com o que se passava e conseguiu captar as boas graças da filha de Red, uma miúda con uns quinze anos que, como podem ver, tinha pelo na venta e esta acabou por se revoltar contra o pai o que o enfureceu ainda mais.
No dia do combate, Red recusou o cumprimento de Luís e afastou-o com um empurrão. O combate foi extremamente viril com os dois pugilistas furiosos um com o outro. Luís esteve perto do Knock Out, mas tudo acabou por ter um final feliz e a reconciliação entre os dois amigos acabou por se sobrepor a mal entendidos criados por gente malvada.
Já se sabe por que razão grande parte dos nomes dos nossos heróis dos anos 50 e 60 foram aportuguesados: a salazarenta legislação a isso obrigou. Mas a verdade é que, neste caso, há algo mais: Luís Euripo foi apresentado como o grande campeão português o que indicia que tal transformação não se realizou apenas quanto ao nome.Amigo oureense, esteja atento a valiosa oferta relacionada com o percurso de Luís Euripo a campeão mundial na década de 50 que, amanhã, em rigoroso exclusivo, o OUREM lhe trará...Big Ben Bolt, que em português surgiu com o nome de Luís Euripo, devido a uma imposição de as personagens serem publicadas em Portugal com nomes portugueses, coisas do regime político que vigorava em Portugal nesses tempos, foi criado pelo argumentista Elliott Caplin, irmão de um grande desenhador, Al Capp, e pelo desenhador John Cullen Murphy, cuja maior notoriedade seria atingida ao suceder a Hal Foster na série Prince Valiant (Príncipe Valente entre nós), tendo feito a sua estreia a 20 de Fevereiro de 1950, com distribuição da King Features Syndicate, deixando finalmente de publicar-se em 1978.
Muito embora a série sobre boxe com maior sucesso tivesse sido Joe Palooka (o «nosso« Zé Sopapo, a que aqui já nos referimos), Big Ben Bolt conseguiu obter a preferência de muitos leitores, sobretudo os que apreciavam um desenho mais realista e personagens com maior profundidade psicológica. O seu nome dever-se-á, tanto quanto se sabe, a um poema de Thomas Dunn English intitulado Ben Bolt, que terá dado origem a outra personagem dos comics com este nome, muito antes da obra de Caplin e Murphy. Mas o principal personagem desta série não entrou nos estereótipos do que era habitual num lutador de boxe. Possuía um diploma universitário, e o boxe não era apenas uma forma de ganhar dinheiro, praticando-o unica e simplesmente porque gostava. Quando deixou de poder fazê-lo, devido a uma lesão, o que aconteceu por volta de 1955, acabou por enveredar pela carreira de jornalista, que durante muitos anos foi o principal assunto da acção da série.
John Cullen Murphy desenhou esta série desde o seu início, com a ajuda de vários ajudantes, entre os quais se contam Al Williamson (um dos desenhadores de Flash Gordon), Alex Kotzky (desenhador de Apartment 3-G), Neal Adams (desenhador de Deadman, entre outros), John Celardo (um dos desenhadores de Tarzan), Stan Drake (que desenhou a série The Heart of Juliet Jones, publicada entre nós n'O Primeiro de Janeiro como O Coração de Julieta e também Blondie), mas ao assumir o desenho de Prince Valiant acabou por abandonar Big Ben Bolt, que passou para as mãos de Gray Morrow, o nome que surge na série a partir de Agosto de 1977 até ao seu final um ano depois, já que o interesse por esta temática tinha vindo a esmorecer ao longo dos anos.


Gostava de ver aquela figura óssea totalmente descarnada. Que bom gosto tinha tido e que sorte ter entrado naquela casa antes de a destruir. Possivelmente os ossos dos miseráveis que lá viviam e o tinham vaiado já estariam expostos como aqueles.



Hino das conferências da cidade dos pioneiros
Golden City, terra forte
Onde cheguei, onde vim
Gado ao sol , vento norte
Quero-te comigo ou sem mim
Terra de estórias dos sem lei
Rainha de luz e esplendores
Golden City, aqui passei
Por tantas lutas e amores
Todos:
Golden City, destruir, destruir
Golden City, cidade maravilha
Golden City, destruir, destruir
Golden City nas mãos da camarilha
Houveram guerras, sonhos, morte
Batalhas e ilusões
Golden City bela e forte
Tens palácio e aldrabões
Tens desfiladeiros rasgados por cavalgada suprema
São sinais de tantas estórias
Onde o povo que já não ordena
Increveu as suas memórias
Todos:
Golden City, destruir, destruir
Golden City, cidade maravilha
Golden City, destruir, destruir
Golden City nas mãos da camarilha
Tens mulheres lindas e belas
Princesas do nosso futuro
O povo cria as suas novelas
Com beijos inscritos no muro
Um muro de amor e vontade
Onde em sangue e tempo novo
Será inscrita a verdade:
Abaixo os que licham o povo!
Todos:
Golden City, destruir, destruir
Golden City, cidade maravilha
Golden City, destruir, destruir
Golden City nas mãos da camarilha
No final, uma lágrima furtiva, traiçoeira apareceu na face de Läss Carina. Alguém esboçou um tímido aplauso. Mas uma voz não deixou as coisas avançarem:
- Quem é que escreveu esta porcaria? - perguntou furibundo Ó Bössta.
Farison não sabia o que havia de dizer.
- Bom, foi um papel que eu encontrei e pensei que se adaptava...
- Pensaste? Mas tu pensas, alimária? Já viste o que está ali escrito? Tu nem sabes ler, certamente. Aliás, eu não acredito que o tenhas encontrado. Diz-me lá quem to deu...
- Foi o Serge Small River...
- Small River... Big Mind - murmurou Would Do.
Mas Ó Bössta não estava contente.
- O agitador. Já estava à espera dessa. Não veio à assembleia, mas esteve presente através da tua pessoa. Por que não me disseste logo? Esse Small River faz-se nosso amigo mas, na primeira oportunidade, tira-nos o tapete. Ele quer correr connosco. Não viste a actuação dele no festival de country no Art Saloon? Aquilo mais parecia uma sessão de propaganda de comunas com mensagens contra a corrupção...
Farison engoliu em seco. Pouco a pouco, a assembleia foi desmobilizando. O final não tinha sido muito feliz para Ó Bössta, mas duas propostas fundamentais tinham sido aprovadas e poderia dar uma lição aos habitantes de Castle Street.
A paz parece estar definitivamente quebrada em Golden City. Ó Bössta prepara-se para correr da cidade pacatos cidadãos cujo único crime foi o de manifestarem-se contra ele. Haverá resistência? E os rancheiros? Nunca tomarão consciência de como foram conduzidos àquela decisão pelo governador?



Gosto de ouvir os tirosQuase todos apaludiram com gosto aquele momento de poesia protagonizado por Lass Carina, mas a voz de um rancheiro recentemente instalado na reunião fez-se ouvir:
Dos cowboys enquanto partem
Arrancando mil suspiros
Aos corações que ardem
Trouxeram manadas de gado
Beijaram meninas que adoram
Vão para o solitário fado
Enquanto elas, tristes, choram