segunda-feira, abril 08, 2019

Devo estar a ficar velho

Compras na mão, dirigi-me à estação de comboios com o objetivo de adquirir bilhetes para o dia seguinte. A luta com a máquina durou tempo a mais. Queria meio bilhete, de uma só zona, para viagem a iniciar-se em estação diferente daquela onde estava. Voltas e voltas, sempre a reiniciar o procedimento.
De súbito, vejo ao pé de mim, uma miúda que parecia saída do último acampamento do Baden-Powell.
- O senhor precisa de ajuda?
- Eu? Claro que não menina… muito obrigado.
E voltei a dar atenção máquina. Mas a verdade é que o bilhete não saía. Resolvi abandonar e peguei nos sacos de compras.
A vozinha voltou a ouvir-se:
- Quer que o ajude a levar as compras?
- Não, muito obrigado…
A miúda não desarmou:
- Então, desejo-lhe um dia muito feliz…
Mas será que estou neste mundo?

quarta-feira, fevereiro 13, 2019

A avenida das 15 lombas

Depois de quase dois anos à espera, o resultado das obras de requalificação na Avenida D. Nuno Álvares Pereira provocou-me profunda deceção quer do ponto de vista estético quer funcional. 
Já não chegava o caráter sombrio e húmido do espaço com edifícios enormes por onde o Sol não consegue furar. Agora, os passeios são uma tristeza com os desenhos em calçada cortados por blocos de cimento em toda a extensão. 
A circulação também é algo de desagradável com constantes lombas a convidar os peões a atravessar e com semáforos que, por vezes, demoram tempos infinitos a mudar.
Os oureenses tudo acatam com calma, mas deviam mobilizar-se para pedir contas aos responsáveis pelos milhares de euros que ali foram despejados sem um proveito visível. Mas a certeza é que alguém ganhou com isto e não foi o munícipe.

segunda-feira, fevereiro 11, 2019

Ensopado de borrego à Girassol

É difícil deslocar-.me por Ourém e não dar uma espreitadela a esse fabuloso espaço de nome «Girassol», um pequeno restaurante que já vem dos tempos do saudoso Filipe carteiro, que fica ali bem encostado à Marina e a Praça Mouzinho da Silveira(?). Mais uma vez, este Domingo isso aconteceu e fui surpreendido por um excelente ensopado de borrego.

E apesar do dinheiro não ser muito, contrariando as observações da cozinheira, a verdade é que o preço é tão baixo que não se sente qualquer vantagem em ficar por casa.
Damos assim toda a razão ao segundo elemento decorativo que retirámos daquele espaço enquanto observávamos o vaivém da clientela que tinha feito as suas encomendas e que tem o privilégio de o desfrutar toda a semana.

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