segunda-feira, junho 17, 2019

Até quando, sr. Albuquerque?


Chegaram equipados, comandados por alguém que poderia ser um engenheiro do ambiente. O homem percebia do assunto, sabia dar ordens. Rodearam-se de toda a proteção para um carro não lhes cair em cima. Comecei a ouvir movimentos, ruídos, uma serra… 
Com certeza tinham a sua razão: as copas dos cedros já batiam nos fios, havia que baixá-las. Pouco depois a obra estava consumada. Arrancaram e foram repetir a operação um pouco mais à frente.
Infelizmente, deixaram tudo no local. Passadas mais de três semanas, todo este material continua ali, bastante seco, por vezes a invadir a estrada e pronto para uma qualquer ignição. 

quinta-feira, maio 16, 2019

Batida às ervas daninhas

Mal acordei, fui cortar ervas que davam um aspeto desolador aos meus domínios. Ontem já lhes tinha dado um bom desbaste. Cortei, cortei... Enchi para ai uns dez sacos que enviei logo para a Camara de Ourem. Lá dentro, alguém me preparava um arrozinho de peixe com camarões.
Terminada a missão, preparei-me para o banho. E a impiedosa realidade caiu-me em cima. Não havia água. Aliás, ainda não há no momento em que escrevo. Tenho de ir à cidade comprar uns garrafões para me lavar. E o mais chato é que vem fria. Malvada Camara de Ourem, malvada Be Water que tanto nos fazem sofrer!
Ainda a propósito disto, relato que entre o meio-dia e a uma telefonei várias vezes para aquela empresa e ninguém teve a delicadeza de atender. Um serviço público, cheio de custos escondidos, em situação de monopólio e que não atende o cliente. Verdadeira erva daninha!
À tarde, lá atenderam o telefone. Um funcionário simpático que até me disse que era preciso ter sorte para ter o serviço de águas em pleno funcionamento quando vimos a Ourém. Enfim, prometeu-me água lá para as dezassete, mas o melhor é preparar as malas para desandar daqui para fora...

segunda-feira, abril 08, 2019

Devo estar a ficar velho

Compras na mão, dirigi-me à estação de comboios com o objetivo de adquirir bilhetes para o dia seguinte. A luta com a máquina durou tempo a mais. Queria meio bilhete, de uma só zona, para viagem a iniciar-se em estação diferente daquela onde estava. Voltas e voltas, sempre a reiniciar o procedimento.
De súbito, vejo ao pé de mim, uma miúda que parecia saída do último acampamento do Baden-Powell.
- O senhor precisa de ajuda?
- Eu? Claro que não menina… muito obrigado.
E voltei a dar atenção máquina. Mas a verdade é que o bilhete não saía. Resolvi abandonar e peguei nos sacos de compras.
A vozinha voltou a ouvir-se:
- Quer que o ajude a levar as compras?
- Não, muito obrigado…
A miúda não desarmou:
- Então, desejo-lhe um dia muito feliz…
Mas será que estou neste mundo?

quarta-feira, fevereiro 13, 2019

A avenida das 15 lombas

Depois de quase dois anos à espera, o resultado das obras de requalificação na Avenida D. Nuno Álvares Pereira provocou-me profunda deceção quer do ponto de vista estético quer funcional. 
Já não chegava o caráter sombrio e húmido do espaço com edifícios enormes por onde o Sol não consegue furar. Agora, os passeios são uma tristeza com os desenhos em calçada cortados por blocos de cimento em toda a extensão. 
A circulação também é algo de desagradável com constantes lombas a convidar os peões a atravessar e com semáforos que, por vezes, demoram tempos infinitos a mudar.
Os oureenses tudo acatam com calma, mas deviam mobilizar-se para pedir contas aos responsáveis pelos milhares de euros que ali foram despejados sem um proveito visível. Mas a certeza é que alguém ganhou com isto e não foi o munícipe.

segunda-feira, fevereiro 11, 2019

Ensopado de borrego à Girassol

É difícil deslocar-.me por Ourém e não dar uma espreitadela a esse fabuloso espaço de nome «Girassol», um pequeno restaurante que já vem dos tempos do saudoso Filipe carteiro, que fica ali bem encostado à Marina e a Praça Mouzinho da Silveira(?). Mais uma vez, este Domingo isso aconteceu e fui surpreendido por um excelente ensopado de borrego.

E apesar do dinheiro não ser muito, contrariando as observações da cozinheira, a verdade é que o preço é tão baixo que não se sente qualquer vantagem em ficar por casa.
Damos assim toda a razão ao segundo elemento decorativo que retirámos daquele espaço enquanto observávamos o vaivém da clientela que tinha feito as suas encomendas e que tem o privilégio de o desfrutar toda a semana.

quarta-feira, outubro 03, 2018

Afinal, burros já não há, mas vem a taxa hoteleira

Aos poucos, os simpáticos bichos foram desaparecendo da estrada de Penigardos. Um dia, um cartaz, anunciou o destino: «Vendem-se burros». E hoje nem sombra deles havia.
Mas uma notícia da Paulinha no ABC mostrou-me que a sua influência não estava diminuída no concelho: A equipa de Albuquerque anunciou a intenção de lançar uma taxa de 1 euro/dia na indústria hoteleira em Fátima. Um dos fundamentos tem a ver com os vultosos investimentos que têm sido feitos para melhorar o abastecimento de água e as infraestruturas de que beneficiam os turistas. Como se os custos associados não estivessem já revertidos nos preços de bens e serviços fornecidos.
E aqui sente-se uma mãozinha pouco amiga. A hotelaria está a entrar em retração. Os preços que alguns praticam num quarto quase nem pagam os custos associados. Assim, adivinha-se o destino de muitas unidades pouco rentáveis.
Mas para o presidente nada disto é relevante. A taxa Albuquerque é para implementar, ela virá para ficar e a casa amarela poderá encher os seus cofres. Do alto do seu trono, Albuquerque II dirá: «se essas unidades de hotelaria nem uma taxa de 1 euro suportam, então não têm razão para existir. HUM-HAM».
Viva a clarividência do Presidente!

segunda-feira, setembro 03, 2018

Ourém: mentes brilhantes, novos caminhos


A perturbação da circulação provocada pelas infindáveis obras na Avenida D. Nuno Álvares Pereira levou-nos a optar por outros caminhos para entrar e sair da cidade.
Agora, é a engraçada recta de Penigardos que nos serve de rota. E, apesar de curva e contracurva, travagem e arranque a que somos obrigados nas imediações no lugar donde nunca mais se volta, o panorama da viagem é admirável.
Pela manhã, os simpáticos asnos olham como se esperassem comida. À tarde, parecendo já satisfeitos, espojam-se, deliciando-se com uma soneca ao Sol. Admira-nos que não aproveitem a sombra das árvores, mas o que vai nas suas mentes não conseguimos descortinar tal como não descortinamos o que andou na mente de quem idealizou e planeou as obras em Ourém...

quarta-feira, julho 11, 2018

Ourém pejada de clclistas malucos

Hoje ia sendo atropelado por um ciclista maluco frente à velha loja do fotógrafo na Avenida principal de Ourém. De quem seria a culpa? Do ser distraído em que me tornei? Do miúdo a quem disseram «tens aí uma pista para utilizares à vontade»? ou da alimária do estratega que resolveu pôr umas lajes diferentes num espaço que devia ser reservado aos peões?
Não contente com a chaga que estas obras representam para quem necessita de se deslocar por Ourém, o poder deu agora em ceder a inovações que são de bom tom existir mas obviamente não têm espaço em local tão apertado.
 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...