terça-feira, julho 27, 2004

Programa de Governo (8)
Ainda ouvi aquela...
Santana a desafiar os partidos da oposição a aceitarem a «celebração de um verdadeiro contrato orçamental» em que cada proposta de despesa seja acompanhada por uma proposta de receita.
É o que eu chamo demagogia da demagogia.
Programa de Governo (7)
Já se falou em impostos. Não vi, mas a SIC fez um balanço.
Interrogado sobre o IVA, Santana respondeu que ia mexer no IRS.
Ao que parece, vamos ter taxas mais pequenas, mas vai haver cortes nos benefícios.
Tenho colegas que não acreditam que os cortes consigam equilibrar a diminuição significativa de taxas.
Honestamente, confesso que não sou contra a ideia.
Consta que há muita gente que inventa benefícios. Se nos ficarmos pela taxa, o sistema é mais realista pelo menos no que respeita ao conjunto de desgraçados que são condenados a pagar impostos...
Programa de Governo (6)
Fui ali almoçar, num instante, mesmo ao pé do jardim da residência oficial.
E ainda deu para assistir a um bocadinho do debate sobre o programa de governo.
Santana e Louçã...
Dois gigantes da palavra.
Uma coisa que sempre me admirou nos políticos é esta capacidade para em poucos segundos arquitectar respostas e recompor um discurso em que parece que se tem razão. É preciso muita adrenalina, muita presença de espírito. Durão era notável nisso.
Santana tem aquela qualidade de conseguir tudo transformar em verdades que são válidas em qualquer contexto e, por via disso, parecer ganhar razão. É evidente que todos concordamos com a presunção de inocência... mas isso não se justifica que se pare e cale um processo de investigação... parece que anda ali qualquer coisa a ser composta...
Há pouco, Carrilho falou na não quantificação de metas. É bem verdade, se forem ver ao programa de governo, não há lá um número. Julgam que ele se ralou com a crítica? Passou ao lado e respondeu algo com que todos os portugueses concordam.
Quem consegue vencer um adversário assim? Não responde, e tem resposta para tudo...
Oiçam. Isto é a sério, mas não parece...

O Governo atribui ao sector florestal português uma prioridade política fundamental.

A floresta constitui um dos mais valiosos recursos naturais que Portugal possui, sendo decisivo prosseguir e aprofundar a estratégia delineada com vista à sua preservação, desenvolvimento e gestão florestal sustentável.
A floresta possui uma diversidade de funções que importa valorizar, desde a sua componente de fileira económica, passando pelo seu contributo para a conservação da natureza e para o equilíbrio do ambiente em matéria de promoção da biodiversidade, de defesa contra a erosão, de correcção dos regimes hídricos e de qualidade do ar e da água.

A relação da sociedade portuguesa para com a floresta alterou-se dramaticamente com os incêndios florestais de 2003, gerando um consenso nacional quanto à necessidade de uma aposta clara em políticas públicas coerentes de gestão da floresta e de ordenamento do território.

Assim, o Governo está empenhado em continuar a reforma do sector florestal (RESF), na prossecução, entre outros, dos seguintes objectivos:
- imprimir coerência intersectorial, garantindo a conservação dos recursos;
- promover o ordenamento dos espaços florestais e a sua gestão sustentável, implementando os instrumentos de ordenamento e gestão florestal, designadamente os Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF), as Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) e os Planos de Gestão Florestal (PGF);
- consolidar o sistema de prevenção, detecção e primeira intervenção na defesa da floresta contra incêndios, com a participação activa das organizações do sector e das autarquias;
- aumentar a eficiência dos recursos disponíveis, promovendo a avaliação dos resultados do investimento público no sector;
- aproximar os serviços das populações e partilhar responsabilidades com as organizações do sector;
- garantir o envolvimento activo dos cidadãos na defesa dos espaços florestais;
- consolidar o novo modelo institucional para o sector.

18 buracos
Quase tantos como o número de freguesias do nosso concelho.
Mas vão ficar todos em Caxarias, exactamente no campo de golfe que vai ser construído pela Méciagolfe – Empreendimentos Turísticos, empresa constituída ontem (26.7.2004) com esse único objectivo, conforme reza o Público.
Já foram feitos vários estudos que apontam para a viabilidade do empreendimento.
Mas ainda é preciso fazer outros estudos que durarão cerca de um ano.
Esperemos que, depois de tanto estudo, não surja mais um buraco. Porque, como calculam, estes estudos não ficam à borla...
Acerca da votação do programa de governo
Como prometi, mais logo disponibilizarei o mecanismo de votação.
Até lá, oiçam pelo menos algumas intervenções na Assembleia da República.
As hipóteses que dou para votação são, apenas, quatro. Escusam de refilar porque já não mudo nada, está tudo à espera da hora escolhida.
Essas hipóteses são as seguintes:
1) Miserável. Nem merece ser votado.
2) Muito mau. Voto contra.
3) É o programa possível. Voto a favor.
4) Excelente, é o que o povo merece. Voto a favor.
Aproveitem as próximas horas para reflectir. Oportunamente, será anunciado o início de votação. Lá para a próxima semana fecharei a possibilidade de votação e poderemos comentar os resultados.
Programa de Governo (5)
Pacheco Pereira, no Abrupto, hoje, lamenta que ninguém tenha feito um esforço sério para organizar um debate na televisão sobre o programa de governo.
Mas eu fiz, não na TV, mas neste espaço. A estrutura de blog permite-o. Ele está bem documentado nas dezenas de horas que passei frente ao computador a transformar o programa em texto, a parti-lo e a introduzi-lo sob a forma de posts comentáveis.
Infelizmente, este esforço não foi suficientemente divulgado.
Com a honrosa excepção de Santa Cita, Thomar, Radicais e Marretas, outros blogs a quem nos dirigimos viram aqui um esforço de autopromoção e não nos publicitaram.
Confesso que o resultado nem está muito atraente. Há pessoas que dizem que nem duas linhas conseguiram ler. Vejam o que sofrem os nossos deputados. E ainda dizem que eles ganham demasiado bem...
Mas não há problema. O programa aqui fica para poderem a todo o momento comparar com o concretizado. É trabalho que pode ser utilizado nos próximos dois anos se Santana não se pirar a meio do mandato.
Programa de Governo (4)
Começa, hoje, o debate do programa de governo na Assembleia da República.
Estão prometidas três moções de rejeição (PS, CDU e BE) e uma moção de confiança.
Os meus amigos podem acompanhar esse debate juntando comentários aos diferentes tópicos em que partimos o programa de governo.
E, antecipando-nos aos nossos representantes, disponibilizaremos, ainda hoje, o mecanismo de votação. Deste modo poderemos determinar até que ponto o núcleo de fiéis deste bloco tem o seu reflexo naquele prestigiado órgão de soberania.
Ora voltem aqui lá para o fim do dia.

segunda-feira, julho 26, 2004

Um País a arder
Foi, exactamente, há um ano.
O nosso país, as nossas florestas, a nossa riqueza devastados por um fogo imenso.
Muito se falou naqueles Agosto, Setembro...
Culparam os bombeiros, falaram na necessidade de medidas e ainda recordo aquela noite em que se fez justiça aos soldados da paz e a voz do nosso magnífico e respeitado comandante enalteceu o seu esforço e sacrifício quando gritou: "Bombeiros de Portugal..." Parece-me que o estou a ver.
Depois, veio o silêncio.
E, ao que parece, o imobilismo. Que desta vez não foi uma característica de Ourém, mas do país todo.
Os nossos recursos, os nossos esforços foram aplicados no Euro, nos estádios, na organização de concertos. Pois não é aí que está a nata da nossa indústria e dos nossos serviços?
Ficámos orgulhosos do que fizemos. Somos os melhores a organizar festivais, jogos de futebol e outras secundarices de óbvio interesse nacional. O mundo derrete-se a nossos pés.
E, de repente, a realidade cai-nos em cima. Torres Novas, aqui tão perto, Monchique, a Arrábida, tudo a arder.
De repente, descobrimos que andámos a tratar de coisas secundárias.
As autarquias deviam ter estimulado e obrigado à limpeza de matas, mas não o fizeram.
Deviam ter sido abertas clareiras no interior das florestas.
Deviam ter sido feitos caminhos para chegar aos pontos mais inacessíveis.
Deviam ter sido mobilizados mais e melhores meios.
E as nossa populações, os nossos animais, a nossa riqueza a serem consumidos por tudo aquilo.
Não podemos culpar o actual governo, só tem uns dias. Mas possivelmente segue a estratégia do interior.
E qual será ela?
Ao ritmo a que a nossa floresta e a nossa riqueza estão a ser destruídas, não se admirem que, mais ano menos ano, efectivamente os fogos tenham sido banidos do nosso território.

domingo, julho 25, 2004

Programa de Governo (3) ou
Missão para a Sociedade da Informação (Reconstruída)
Tinha de ser.
Eu não podia admitir que distintos oureenses ficassem sem possibilidade comentar o programa de governo.
Assim, peguei no documento em PDF, passei-o a texto e, depois, cheio de paciência, parti-o em 41 posts que os meus amigos podem agora comentar.
É a efectiva reconstrução da Missão para a Sociedade da Informação que os políticos laranjas tanto têm feito para fazer esquecer.
O resultado dessa obra-prima encontra-se aqui.
Na próxima quarta-feira, organizaremos uma votação: "será que distintos oureenses estão contra ou a favor do programa de governo?"
Se pretendem acesso imediato pelo índice, ele aqui está:
 
Introdução

I - Um Estado com autoridade, moderno e eficaz

II - Apostar no crescimento e garantir o rigor

III - Reforçar a justiça social, garantir a igualdade de opotunidades

IV - Investir na qualificação dos portugueses

Desejo-vos uma excelente noite de domingo e uma semana de trabalho ainda melhor.
Programa de Governo (2)
Insisto.
É imperdoável que o novo governo se tenha limitado a disponibilizar o programa na Internet em formato PDF.
É um mau aproveitamento de recursos.
Será que os meus amigos já pensaram no que poderiamos apoiar a discussão dos nossos deputados nos próximos dias se tivessemos possibilidades para comentar o programa?
Ou será que os nossos ilustres representantes têm receio de deixar de ser necessários?
É que, com um computador e uma ligação à NET, torna-se possível participar numa assembleia à escala nacional e até mundial.
Inclusivamente, poderiamos votar.
Num contexto destes a função dos nossos deputados poder-se-ia reduzir muito já que a mesma poderia passar para todo o universo de portugueses.
É com certeza isso que eles receiam.
Mas estou com vontade de fazer uma partida das minhas...

sábado, julho 24, 2004

Programa de governo (1)
É verdade. Constatámos ontem que o programa de governo estava publicado na INternet na página do governo de Portugal.
Não vamos dizer que o lemos. Folheámo-lo.
Um texto interessante.
Decerto bem inferior àquele que há trinta anos andávamos entusiasmados a tentar implementar.
Interessou-nos o que se dizia sobre a sociedade da informação.
Concluímos que este governo não vai tirar partido do impacto estratégico dos sistemas de informação. Ele vai simplesmentar aplicar sistemas de informação aos processos, não os modificando.
ESte programa está na Internet como se fosse um livro. É um pouco mais rápido, poupa decerto umas árvores, mas teria verdadeiro impacto se o seu formato fosse outro.
O programa de Governo não devia estar em PDF. Devia estar em HTML e em alguma estrutura que pudesse receber comentários dos portugueses. Só assim é que o e-governo pode ter efectiva concretização
Vitória sobre vitória
Aliás, PSL colecciona vitória sobre vitória nesta nova relação com o poder.
Conseguiu convencer Sampaio que era melhor opção do que eleições antecipadas.
Conseguiu formar governo com um conjunto de quase todos ilustres desconhecidos.
Conseguiu apresentar um programa de governo em tempo record.
Mas se o programa de governo foi elaborado em tempo record, quem é que o pensou?
Serão palavras, sobre palavras e mais palavras? Será mesmo um programa de governo?
Desconfiança (2)
Cremos qua a desconfiança de João Bosco tinha toda a razão de ser.
Não tinha PSL publicado o programa de governo na Internet? Então para que estava ali a entregar-lho pessoalmente e em CD? Decerto não era uma manobra de propaganda, PSL nada tem de de exploração do mediático.
Se o programa estava na INternet, bastaria um telefone, ou mesmo, por cortesia, ir lá e mostrar-lho frente ao computador.
Será que o CD tinha mesmo alguma coisa que nós não pudemos ver?
Seria uma versão mais amigável do programa de governo?
Penso que esta dúvida nunca nos será esclarecida.
Desconfiança (1)
Não sei se os meus amigos repararam no ar de João Bosco quando PSL lhe entregou o CD com o programa de governo. Parecia um fiel a receber a hóstia das mãos do vigário.
Mas esse estado de graça durou pouco tempo. Quando teve entre mãos aquele pequeno objecto circular de metal e reparou que não conseguia visualizar qualquer palavra escondida que estava nos bits de suporte, logo pensou tratar-se de alguma maroteira do Pedro que lhe estaria a passar um DVD com um filme com alguma angélica menina exibindo a púbis.

sexta-feira, julho 23, 2004

Sono

(Derek Jones)
Caro Santacita, eu sei que é difícil melhor.
Mas será que, ao menos, conseguimos manter o nível?
Ei-los

Bush e Kerry no seu melhor. Tem música e tudo...
Blog sim, imprensa não
Skywatcher sugere-me retomar a escrita na imprensa local.
Então, depois de os torturar todos os dias no blog, ainda ia aborrecê-los com crónicas nos jornais?
Como expliquei há tempos, não me seduz a ideia.
O blog tem a vantagem do imediatismo. Surge a ideia, boa ou má, é despejada. Não está a ser tratada, não está à espera quinze dias para ser publicada, não precisa da concordância de quem domina o jornal.
É natural que o artigo de jornal seja mais elaborado, seja, enfim, um melhor produto.
Mas a proposta de Skywatcher deixa-me uma ideia.
E por que é que a prata da casa não constitui um observatório dos blogs e transporta semanal ou quinzenalmente para o jornal dois ou três artigos que ache engraçados referindo a proveniência?
Eu sei que existe alguma desconfiança, alguma sobranceria da imprensa relativamente à blogosfera que se manifesta em quase desprezo absoluto para o que lá se publica. Isto é muito semelhante ao que se passou há vinte e tal anos por parte dos mainframes para os microcomputadores e todos podemos ver como é hoje a situação.
Pela parte que me toca, autorizo e estimulo qualquer utilização dos artigos (posts)deste blog na imprensa local desde que citando a fonte. E acredito que outros blogs terão a mesma posição.
Maria
Parecia que tinha encontrado a alma gémea para a minha crónica.
Mergulhei sofregamente na leitura do cumplicidades. É o que acontece sempre que alguém põe um comentário acompanhado do respectivo endereço.
Mas o que li em breve me convenceu que estava enganado.
Tudo está muito melhor elaborado do que eu sou capaz.
As palavras são pensadas, são medidas pelo efeito que vão causar em quem as lê. Na crónica, as palavras são despejadas em função do modo como surgem.
Assim, não encontrei a alma gémea.
Mas, como poderão constatar, é, com certeza, a forma gémea.
Deslocalização
Paulo Portas, ontem, garantiu: vai haver e vai saber-se hoje.
Que será?
Vão reunir no barco do amor?
Agricultura em Santarém, Turismo no Algarve, Indústria do Móvel no Vilar?
Alguma das outras hipóteses já mencionadas?
Confesso que a minha curiosidade foi estimulada.

quinta-feira, julho 22, 2004

Vamos a isto juntos
E o final de tarde foi especialmente animado pelo anúncio de candidatura de João Soares.
Confesso que não esperava um discurso tão veementemente anti-direita. E registei aquela de que o inimigo não está à esquerda.
Esperemos que não sejam apenas palavras.
Vamos estar atentos...
Santanaz

Eu sou o anjo da verdade!
Onde estás com as tuas vis promessas?
Tenho algo para ti.
O barco já bateu no fundo

(Scott Howden)
A partir de agora, é só melhorar.
Fátima aposta no mercado de congressos
É notícia de hoje, no Público.
Não acham que soa um bocado mal?
Mesmo para um agnóstico como eu, a maneira como tal aposta é notícia é desagradável. Mas a culpa talvez seja de quem mercadeja em Fátima.
Charlatanismo?

Nós não inviabilizámos a eleição de Barroso para Presidente da Comissão Europeia porque assim garantimos que ele não vai fazer mais disparates lá para POrtugal.
Adivinhem quem argumentou assim...
O espião

Não sei como é que ele faz, mas passados uns minutos sobre uma actualização no Ourém, o nosso amigo Santa Cita faz um acesso a esta página. Descobri isto através do exame da lista de endereços que está ao fundo desta página, mais concretamente daquele que diz "blogs prefered...".
Como corresponde a trabalho feito, muitas vezes uso essa lista para fazer acesso à concorrência. Desta vez, visitei a grande loja do queijo limiano e a simpática figura que parece estara vigiar-nos a todos tem ali a sua proveniência.
Vejam como o seu aspecto é nobre afastada que está do charlatanismo da política.
Saltitar
Viram?
Estava na Segurança Social.
Às três da tarde ia para a Defesa.
A cerimónia foi atrasada. Sampaio já bufava.
Por volta das seis, foi para a Cultura.
Maravilha de Governo com seres superdotados que podem exercer em qualquer posto.
A Europa a meus pés
Olhem para eles...
Todos, aqui, à minha frente bem submissos!
Sou o maior. Sou o chefe da União Europeia.
Vejo a Ilda, lá ao fundo. Parece mais loirinha. Mas que diz ela? Está a atacar-me... Como se atreve? Ainda ilegalizo o PC à escala europeia... Que falta me faz aqui o meu Pacheco para lhe responder à letra! Mas agora deu-lhe para partir a loiça e andar com saudades da UDP...
E quem é aquele ao lado dela? Todo bem vestido e barba aparada... A quanto a Europa obriga! Será que também vai atacar-me? Mas eu prometo uma região demarcada para o palhete. Eu prometo uma capital do móvel à escala europeia. O gajo não vai na conversa...
E o Miguel? Também não quer nada comigo. Como é possível a mesma mãe dar ao mundo filhos tão diferentes?
É melhor olhar para outro lado. Olha ali o Costa. Vou mandar-lhe um sorriso. Amigo Costa, a dizer que sempre me reconheceu qualidades apesar das divergências políticas. É grande a alma destes PS. Não servia para PM do rectângulo, mas posso ser um excelente PCE. É mesmo o interesse nacional a falar...
Mas quem é aquele com pronúncia à Berlusconi. O quê? A selecção portuguesa tinha os melhores jogadores e perdeu e eu sou um mau jogador e ganhei...? Mas quem é este gajo? Ainda lhe mando com um segurança helvético.
Não, há que manter uma pose de estado. Vou prometer. Sou bom nisso, muito melhor que aquele pândego que lá deixei a tomar conta da quinta. Ele faz túneis, eu vou prometer pontes. Uma ponte para os países pobres. Uma ponte para o meu amigo George... No final vocês não reconhecerão isto.
E agora, deixem-me gozar o meu triunfo.

quarta-feira, julho 21, 2004

A propósito dos 71 anos do Notícias de Ourém
Posso, a maior parte das vezes, estar em total desacordo com o que publica.
Posso não apoiar esta ladainha a favor dos pobrezinhos que, no meu modo de pensar, se traduz num apelo do tipo: "vamos apoiar-te na tua triste situação, para a aceitares de melhor vontade". Do meu ponto de vista, é preciso que os pobres tomem conta dos seus destinos e combatam a sociedade que os conduziu para tal situação.
Pode acontecer que pareça o jornal da Câmara Municipal.
A verdade é que o conheço deste o final da década de cinquenta. Nessa época, o seu logotipo era-me mais agradável, mas o aspecto era basicamente o mesmo. Ainda recordo aquelas monumentais listas com donativos para os pobres. Lembro-me que era feito na tipografia Ouriense quando a mesma operava no local onde, hoje, é a Biblioteca e o Melo ainda vendia saúde. Um dia, a separação levou ao surgimento do Ourém e seu Concelho. E reconheço que, por ele e pelo seu rival, passaram muitos aspectos da luta ideológica em Ourém.
Quando me foi necessário, publiquei nele tudo o que pretendi. Se houve alguma oposição, não foi dos seus responsáveis, mas de entidades superiores que controlavam o malvado sistema que nos regia.
Por isso, apesar de uma certa sensaboria, é sempre com alegria que o recebo nesta vivência longe de Ourém quando se pretende saber coisas da nossa terra. E tenho a quase certeza de que, se aqueles que dizem mal do que lá se publica elaborassem artigos para o tornarem mais à sua imagem, muito possivelmente eles seriam publicados.

terça-feira, julho 20, 2004

71 anos
Linda idade para qualquer jornal!
Que venham outros tantos para o NO.
Algo vai mudando por estas autarquias
Ali mesmo ao lado da notícia que permitiu ao Castelo falar sobre a qualidade de vida em Ourém, há outra muito importante, especialmente para os que vivem fora. Reza assim:

Fazer um pedido de ocupação da via pública para uma esplanada, solicitar uma autorização de uso e porte de arma ou requerer uma licença de condução de ciclomotores ou de registo do veículo pode, ..., ser feito com um simples clique do rato num computador com acesso à net. Esta iniciativa pioneira é da inteira responsabilidade dos serviços da autarquia e, ainda durante Agosto ou no início de Setembro, deverá ser disponibilizado, juntamente com muitos outros serviços on-line no endereço actual da Câmara Municipal.

Será que estamos a falar de Ourém?
Não, é de Pombal. Desta vez, o exemplo vem dos que não têm melhor qualidade de vida.

segunda-feira, julho 19, 2004

Alternância

Com a candidatura de Sócrates a secretário-geral do PS, a famosa dupla que a RTP tinha revelado, parece, finalmente, reconstituída.
A política tem disto. Não é, forçosamente, taciturna. Mas pode ser repetitiva.
Regresso ao trabalho
Neste momento de ressaca, aliás dura, que, julgo, todos bem conhecem e compreendem, a zona de S. Bento (Rua do mesmo nome, Rua D. Carlos, Calçada da Estrela) parece-me algo diferente.
Não é o facto de o ISEG estar a receber nova cobertura e as respectivas paredes serem rebocadas. É outra coisa...
Loiras. Descapotáveis. Miúdas giras.
Que se estará a passar?
Nova votação
Sampaio não marcou eleições antecipadas, mas nós podemos criar um verdadeiro ambiente eleitoral.
Eu sei que estão cansados. Sei que querem é ir para a praia. Sei que querem passear-se por essa Europa.
Mas compreendam-me.
Eu estou aqui a aguentar. No meu posto. Só tenho férias lá para finais de Agosto.
Têm que me aturar. Depois deixo-vos em paz durante uns dias.
Entendo que devem ler a Crónica e comentá-la. É a nossa Ourém que ali está.
Pretendo que me dêem a melhor designação para ela. Inicialmente, inclinei-me para Crónica de Distintos Oureenses. Hesitei entre essa designação e Balada do Largo de Castela e Crónica da Destruição de Ourém. Mas factos recentes, associados a comentários ao blog, trazem-me novas hipóteses.
Bolinhas de Naftalina é uma delas. Confesso que é um cheirinho que detesto, mas tem o mérito de transportar a nossa crónica para o espaço nacional. Será um êxito de vendas. Melhor que a Margarida ou o Coelho.
Finalmente, O Velho do Restelo regressa a Ourém inspira-se num texto do Notícias de Ourém de 9.7.2004 acerca dos que não se regozijam com a desastrosa política que DB, que o texto considera estar a chefiar a Europa, prepara para os europeus.
E, assim, apelo mais uma vez ao vosso voto.
Caracterização do Blog d'Ourém
Ao longo das últimas semanas, propusémos uma votação destinada a conhecer a opinião dos nossos amigos sobre este blog.
Propositadamente misturámos caracterização e classificação.
Os resultados não foram maus de todo.
22% dos participantes (5) entenderam que eramos excelentes. Sensacional.
Ninguém nos achou polémicos.
30% dos participantes (7) acharam-nos motivadores.
26% dos participantes (6) classificaram-nos como nostálgicos.
Como entendo que ser nostálgico não é defeito, considero que 22%+30%+26% = 78% dos votantes têm uma boa imagem deste blog.
Ficam 22%. Bom, a verdade é que não podemos agradar a todos, nem é esse o nosso objectivo. Queremos ser desagradáveis, morder a perna de quem não gostamos, isto é dos que conduzem uma política desastrosa para Ourém. Mas...
Mas temos provas de que esses 22% correspondem a um único participante, alguém que estava ali pelo 213.205.94.84 e que, no dia, 16/7 foi fazendo a sua batota de forma a minar o resultado da votação, exactamente, às 9.42, 11.01, 12.01, 13.28 e 15.47.
Mas a minha alma é grande e a minha abertura democrática também. Nem com batota conseguiram estragar-me a boa disposição.

domingo, julho 18, 2004

Os (in)seguranças
Aquela cena macaca no final do jogo do Benfica conduz-me à interrogação: "O que é que aquelas pessoas têm na cabeça para pensarem que podem desancar a torto e a direito num ser humano que cometeu o simples pecado de uma invasão de campo num jogo amigável?"
É que a bestialidade destes senhores tem vindo a ser tão documentada no nosso país que é urgente saber escolher as pessoas que exercem esta nobre profissão.
O PE em 2000 caracteres por semana - III
Por Sérgio Ribeiro

Esta foi, no Parlamento Europeu, uma "semana portuguesa", por a vinda de Durão Barroso para ser audicionado nos grupos políticos ter feito a nossa comunicação social estar omnipresente e muito se ter falado português e de Portugal.
Será uma vantagem desta candidatura, embora a forma como se concretiza possa ser perversa. Por exemplo: na hora da ida ao nosso grupo, António Vitorino marcou uma conferência de imprensa, para nada dizer ou para dizer nada, e os jornalistas debandaram da nossa sala; no que foi gravado e no que se transmitiu, houve quem não entrasse nas casas onde há aparelho de televisão. Alguém me viu?
Pois falei. No escassísimo tempo que tinha, fiz três perguntas, depois dos cumprimentos e... de vencer a dificuldade quanto ao vocativo.

"Senhor indigitado para presidente e compatriota,
1. Recentemente, em defesa de liberdades e garantias, o Parlamento Europeu tomou posição contra a tentativa de transmissão de dados pessoais aos Estados Unidos, pelas transportadoras aéreas, a pretexto de combate ao terrorismo. Sabidas as ligações de VExa. aos Estados Unidos, e tarefas de que se incumbiu no quadro da invasão e ocupação do Iraque,
está VExa. na disposição de ter em devida conta as muito sérias reservas e oposição do Parlamento quanto a essas intenções vindas do outro lado do Atlântico e com "pontes" na União Europeia, como parece ser vocação de VExa.?
2. Afirmações que, ao longo da sua sinuosa carreira política, tem feito sobre constituição e federalismo, levantam dúvidas sobre a sua posição actual.
Confirmaria, como Presidente da Comissão, o seu desacordo, de Maio de 2000, quanto a uma "Federação Europeia", ao "directório dos países centrais", ao "governo europeu", à "eleição de um Presidente europeu"?
3. A UNICE – "a voz dos negócios na Europa"! – congratulou-se e aplaudiu a nomeação de VExa. Não é apoio que se estranhe. Com o entusiasmo, e na embalagem da referência sempre demagógica à "estratégia de Lisboa" (de 2000), a UNICE chamou-lhe "presidente de Lisboa. A recente avaliação da Comissão sobre a aplicação desta estratégia, deve tornar incómoda essa referência. O governo de que VExa. se demitiu, em 14 indicadores, apenas em dois teve comportamentos positivos relativamente aos 15 Estados-membros: na taxa de emprego dos trabalhadores idosos e no investimentos em negócios enquanto teve dos piores resultados relativamente a taxa de risco de pobreza, à dispersão regional das taxas de desemprego, ao desemprego de longa duração, à frequência escolar.
Será este tipo de estratégia e de aplicação que se propõe trazer de Lisboa para a União Europeia?"
Regresso
Ourém ficou para trás já há umas horas.
Desta vez, não suscitou qualquer onda de maldizer.
Aparentemente tudo está bem.
Aquela praça, cheia de pedras e de Sol.
O texto escrito pela Presidente da Assembleia Municipal no NO de 9 de Julho em que me apelida e a outros como eu que não se regozijam com DB na Presidência de Comissão Europeia de Velhos do Restelo.
O novo governo, com eventual desgoverno sob presidencial vigilância.
A promessa de PSL de proteger os mais pobres, os deserdados…
O cheirinho a naftalina das recordações.
Veremos o que nos trazem os próximos dias. Para já, mais um texto do Sérgio.

quarta-feira, julho 14, 2004

Viva!
Granda notícia!
Chegou sob a forma de comentário:

os putos do hóquei ficaram em terceiro lugar no Nacional zona sul
e ninguém fala neles...
Parabéns aos miúdos.
Parabéns ao Juventude.
Parabéns ao treinador.
Ourém vai orgulhar-se de vocês. Guardem uma fotografia para publicarem e recordarem daqui a quarenta anos. E verão como sabe bem... É a voz da experiência.

terça-feira, julho 13, 2004

Lá para segunda...
... voltaremos. Fui chamado ao gabinete de crise.
Se houver algum post antes, será casual.
Vão votando.
Também podem comentar. Já houve sugestões para dois ministérios em Ourém. Vou levar a proposta ao PM. Vejam lá se arranjam algum de que ele goste mesmo...
Uma política desastrosa para a Europa?
Pareceu-me, durante a visualização do Telejornal de ontem, que o PS se prepara para não contrariar a eleição de DB para Presidente da Comissão Europeia.
Tal perspectiva é claramente rejeitada por outras sensibilidades. Português ou não, DB deve ser rejeitado. Se em Portugal a política que fez foi desastrosa para os portugueses, na UE, será desastrosa para os europeus. Uma política desastrosa em nada honrará o país.
Mas Sérgio Ribeiro consegue explicar isto muito melhor do que eu.
Eis a lista dos textos já produzidos por ele:

A propósito de Joaquim Espada,
O PE em 2000 caracteres por semana I,
O PE em 2000 caracteres por semana II,
Gosto desta fotografia
E esperamos mais...
Buracos
SkyWatcher, estou metido num monumental buraco.
Deixei toda a noite aos oureenses para escolherem o Ministério que aqui gostariam de ver instalado e não houve um único comentário.
Terei de tomar as devidas consequências de tal atitude.
Ela significa, pura e simplesmente, que não pactuarão com a política que se avizinha. Apesar dos buracos bem documentados pelo Fred, aqui ao lado, no Castelo.
Transmitirei isso ao PM.

segunda-feira, julho 12, 2004

Que Ministério para Ourém?
Tive, há pouco, a notícia, proveniente de fonte fidedigna, que PSL pretende instalar um Ministério em Ourém.
Mais uma vez, a nossa terra foi apanhada desprevenida pelo que nada está decidido.
Mas consegui uma concessão do novo PM: ele procederá a uma decisão final em função dos comentários e dos argumentos que forem associados a este post até às 8 horas de terça-feira.
Em resumo, têm a noite para pensar e argumentar. Amanhã, informarei da decisão a implementar...
E se nos calhasse o bicho da Madeira?...

Dou comigo a pensar que a solução Santana talvez não seja assim tão má.
É que, repentinamente, ocorreu-me um pesadelo: ser (des)governado por aquele ser que há mais de trinta anos domina a Madeira.
Abomino tal criatura...
Aquela arrogância, aquela chantagem permanente, aquela má educação, aquele ar de que quer sempre bater nos outros...
Evasões (2)
E, de repente, há algo em Evasões que me traz a recordação dos Moody Blues. Exactamente, The Present

Going Nowhere
(Graeme Edge)
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Once more I've loved I've laughed and I've lost
Now I'm alone left counting the cost
Once more sweet child of middling years
Basted again in bitter-sweet tears
I will survive the solitude
But come alive
Although the new

Somebody tell me you love me
Somebody tell me you care
I've got a heart full of giving
Going nowhere (going nowhere)

Daylight will come and steal the night sights
Starlight on black replaced with gray light
Now I must go and set my best pace
Running all day in the human race
But now I know the good news
Before you win you have to lose

Somebody tell me you love me
Somebody tell me you care
I've got a heart full of giving
Going nowhere going nowhere

How much longer must I travel on
Looking for someone to help me sing my song
How much longer will it be
I need to find someone
For the love
From me

Somebody tell me you love me
Somebody tell me you care
I've got a heart full of giving
Going nowhere (going nowhere)

Evasões

going nowhere (2002)
Michael Parkes
A trupe de Fátima
Lembro-me especialmente de quatro: o Matias, o José Augusto, o Seminário (Frazão) e o Zé Carlos. Operando em turmas diferentes, recordo o Pinto e o Rui.
Eles aí vinham na fabulosa camioneta dos Claras a caminho do CFL.
Tenho uma boa recordação de quase todos.
O Matias ainda o vejo, de quando em quando, perto do Cinquentenário em Fátima.
O Zé Augusto foi o protagonista da história do mata-borrão e, por isso, está imortalizado pela nossa crónica.
O Pinto encontrei-o há anos em Ourém como gerente de um banco. Exactamente o mesmo, excelente pessoa sempre disponível.
O Rui já não encontro há muitos anos, sempre convivi pouco com ele.
Deixei para o fim aqueles com quem me dei mais.
O Frazão, excelente ponta de lança, portador da alcunha Seminário devido à existência na época de famoso jogador com esse nome, brindava-me sistematicamente com os livros de banda desenhada que devorava nos intervalos e que, conhecida a história, deixavam de lhe interessar. Um dia, foi-se embora e nunca mais o encontrei.
Por fim o Zé Carlos. Foi um amigo, acompanhou-me por aquele CFL durante vários anos. Falou-me nas estrelas de Hollywood que tanto admirava. Mas há anos, passou-se uma cena caricata com ele.
Foi na Milano, em Fátima. “Zé! Eh, pá! Não és o Zé Carlos?”. “Sou, sim”. “Não me conheces? Sou o Luís. Do CFL”. “Não, não faço a menor ideia...”.
Que lhe terá passado pela cabeça? Estaria assim tão diferente? Não foi um dia, dois, foram anos...
Este ainda é pior que o outro...
"Não é certo que os funcionários públicos sejam aumentados e que o IRS veja uma descida em 2005", este um dos aspectos do resumo que O Público faz da entrevista de santânica criatura à SIC.
Pudera... com as obras de fachada monumentais que para aí se avizinham para instalar o Ministério da Agricultura em Santarém e a Secretaria de Estado de Turismo em Faro, alguém tem de ficar a arder.
O homem sente aquela euforia do brinquedo novo. Absolutamento natural. Todos passamos pelo mesmo, só que filtramos as coisas. Ele não consegue, vai logo para a comunicação.
Uma das características dos recentes governos da coligação é o ódio às pessoas que exercem a profissão na função pública. Não nos altos cargos, mas naqueles que mais se relacionam com o cidadão. Isso corresponde à exploração do nosso sentimento anti-opressão de que o Estado é agente e que experimentamos sistematicamente nas repartições de finanças, nas divisões de obras.
É preciso ter muito cuidado com isso. Aquelas pessoas não trabalham mais, não são melhores porque a organização em que se inserem não o permite. Criar, assim, anti-corpos contra as pessoas é desviar a atenção do problema, arranjando um falso culpado e permitindo que a situação se mantenha.
"Combater a fraude fiscal? Não pense nisso, são uns preguiçosos".
"Acelerar o licenciamento de obras? Não é possível, experimentem as gorjetas!".
Oportunamente, voltaremos a esta questão.

domingo, julho 11, 2004

Primeiro aniversário
No próximo sábado, este vosso amigo, o Ourém blog ou Blog d'Ourém, como preferirem, completa o primeiro ano de actividade. É muito possível que, nesse dia, não tenhamos acesso à Internet, mas podemos dar alguma animação a isto.
Criado para deixar "umas dicas relacionadas com uma uma terra que há muitos anos foi uma maravilha", o resultado está bem explícito nesta coluna da direita onde aos arquivos se atribui uma designação tentando clarificar o seu conteúdo.
Nunca deverá ser esquecido que este é um projecto marcadamente pessoal. Nesta perspectiva, o que projectávamos inicialmente está cumprido como aliás foi demonstrado em momento de tentativa de execução do dito. Mas não nos apetece terminar.
Vamos deixar aqui algumas perguntas para os nossos amigos nos responderem o que podem fazer em comentário ou para a nossa caixa de correio. Nós publicaremos as respotas que mais gostarmos.
E aqui ficam as perguntas:
- Quando conheceu este blog?
- Quantas vezes o visualiza na semana?
- Gosta? Detesta? É-lhe indiferente?
- Em que é que o Ourem blog alterou o seu modo de vida?
- Vai continuar a visitá-lo?
- Que acha que poderia ser publicado e não é?
- Em que poderemos melhorar?
- Considera que só dizemos mal?
Já chega. Não precisam de responder a tudo. Obviamente que podem manter o anonimato, consideraremos a resposta na mesma.
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