sábado, julho 03, 2004

Um susto em Fátima
E, de repente, soa-me aos ouvidos que há por aí intenções de destruir a Via Sacra, em Fátima, que, nascendo na rotunda sul, conduz aos Valinhos.
Não sei se os meus amigos conhecem esta maravilha. Eu admiro-a e gozo-a, sempre que posso, há muitos anos.
Desaprovo totalmente a intenção relatada. Esperemos que não se concretize e que os Fatimenses se revoltem se a tentarem implementar.
Restauração em Ourém
Quinta e sexta almoçámos na cidade.
Uma desgraça.
Carne seca, comida mal cozinhada. Não diremos nomes para não estragar a vida a ninguém, já que num dos casos, inclusivamente, quiseram devolver-nos o dinheiro após reclamação.
O que mais me admira é ver ao lado pessoas comerem aquilo com aparente satisfação. Grandes pratos, carregados, de baixo preço, um grande banquete para quem só vê quantidade.
Som da Tinta
Sábado, 11 horas. Visita à Som da Tinta.
Momento ideal para em sossego me aperceber das edições recentes e para procurar alguns textos para desfrutar.
Procuro algo que me dê mais força para falar sobre Ourém.
E aqui vão cinco livrinhos. As próximas semanas serão boas pelo menos em leitura.
Indiferença
Sinto que esta é a palavra que melhor caracteriza a atitude dos meus amigos oureenses quando tento chamá-los para a revolta contra o poder que vai destruindo a nossa Ourém.
Será que me tomam por maluquinho?
Será que pensam que não sei o que digo?
Ou terão receio de ferir o poder instituído?
Já estou a vê-los a apelidarem-me de reaccionário por não apoiar esta forma de desenvolvimento que sistematicamente destrói o nosso passado e o que foi a nossa história.
Mas estão equivocados. Só haverá verdadeiro desenvolvimento de Ourém quamdo ele não for contra o passado dos que lá viveram.

quarta-feira, junho 30, 2004

Contemplação

Wanderer above the Sea of Fog
Caspar David Friedrich (1818)
Nenhum olhar
Hoje o tempo não me enganou. Não se conhece uma aragem na tarde. O ar queima, como se fosse um bafo quente de lume e não ar simples de respirar, como se a tarde não quisesse já morrer e começasse aqui a hora do calor. Não há nuvens, há riscos brancos, muito finos, desfiados de nuvens. E o céu, daqui, parece fresco, parece água limpa de um açude. Penso: talvez o céu seja um mar grande de água doce e talvez a gente não ande debaixo do céu mas em cima dele; talvez a gente veja as coisas ao contrário e a terra seja como um céu e quando a gente morre, quando a gente morre, talvez a gente caia e se afunde no céu. Um açude sem peixes, sem fundo, este céu. Nuvens, veios ténues. E o ar a arder por dentro, chamas quentes e abafadas na pele, invisíveis. Suspenso, como um homem cansado, ar.
José Luís Peixoto
Ensoñacion

Lurdes Buitrago López
Crónica de Distintos Oureenses
E ei-la disponível.
Não vou nomear ninguém, há sempre o perigo de algum esquecimento. Espero que todos se reconheçam, porque estão lá todos (amigos, familiares, professores, equipa maravilha...) e acreditem no imenso prazer que tive em elaborá-la.
É óbvio que gostava de lá voltar, àquele tempo...
Hoje, só disponibilizo o endereço para visualizarem controlados por menu, mas qualquer dia permitirei que a visualizem sequencialmente: é que ainda há um pequeno erro de paginação.
Não esqueçam de fazer acesso aos postais sobre Ourém.
E preparem já uma lagrimazinha no canto do olho.
Hesitei na designação.
Balada do Largo de Castela não dava, porque a polícia quase nunca entrou nos nossos jogos e preocupações, ou se entrou não era sistematicamente.
Crónica da destruição de Ourém era por demais negativo e nostálgico.
Ficou Crónica de Distintos Oureenses, a celebração da nossa juventude e amizade. Tem princípio, meio e fim. Sigam-na, carregando nas palavras sublinhadas. Ela está aqui.
Dizer mal?
O Zéquim comove-me.
Desaparecidos o Luís Nuno e o Jó Rodrigues, parece o único distinto da minha geração disponível para sair em minha defesa.
Mas, nestes casos, o desprezo é a melhor arma. Aos JAs e companhia eu mando a Sybylla.
Caminhar
Aproveitei a frescura da manhã para desenferrujar as pernas.
Tenho de ficar em boa forma para aguentar tanta responsabilidade.
Entretanto fui chamado ao gabinete de crise.
Hoje, ainda posso deixar algum post, mas só voltarei na próxima semana.
Divirtam-se a comentar.

terça-feira, junho 29, 2004

Durmo


Um gracioso tropel de donzelas formosas,
Frescas e virginais como botões de rosas,
A saia curta, o rir brejeiro, o arzinho honesto,
Deixando ver a perna e fantasiar o resto,
Vinha cantando atrás esta canção feliz,
Ao som de tiorbas d'oiro e avenas pastoris:

Somos trezentas sessenta e seis,
Olhos maganos, bocas em flor...
Dignas de reis!
E vimos todas, senhor Prior,
Dar-vos aquilo que vós sabeis...
Somos trezentas sessenta e seis!
Um calendário d'ano bissexto,
Feito d'amor!
Livro novinho!... papel e texto!...
Abra-lhe as folhas sem medo ao sexto,
Abra-lhe as folhas, Padre-Prior!


in A Sesta do Senhor Abade
Sesta
Quase 40 graus...
Acho que foi o ano passado por esta altura que se falou muito na Associação dos Amigos da Sesta...
Sampaio nada decide nas próximas horas.
Os oureenses não reagem a tão enriquecedores posts.
Que hei-de fazer durante o resto da tarde?
Exemplo para Ourém?
"No Mercado de Santana
Leiria abriu Loja do Empresário para desburocratizar serviços públicos
Lusa

Leiria tem a funcionar desde ontem uma Loja do Empresário, no Mercado de Santana, com o objectivo de dar uma resposta eficaz às necessidades dos empresários em assuntos relacionados com a autarquia.

Com o novo serviço, a autarquia descentraliza os serviços em processos de natureza empresarial, "oferecendo um atendimento personalizado", disse a vereadora Neusa Magalhães, que tutela o pelouro do Desenvolvimento Económico, e que foi a autora deste projecto."

Trata-se de notícia do Público que pode ser consultada aqui.

Considerando qualquer exemplo de desburocratização válido para Ourém, há que dizer que é pena que haja cidadãos de primeira e segunda na óptica da autarquia.
E o que é que estes produtores de riqueza fazem sem a força de trabalho dos outros, isto é, dos que não têm direito ao mesmo atendimento e que são efectivamente quem tudo produz?
Vi mesmo agora no blog de esquerda
"Já está. José Manuel Durão Barroso acaba de anunciar ao país o que se esperava: aceita o convite de Bruxelas e vai ser presidente da Comissão Europeia, deixando para trás um partido às turras e um país suspenso da lucidez de Sampaio".
Quase 13 horas
Estranho silêncio na sequência das instruções...
Será que recusam?
Será que estão tratar da barriguinha?
Ou meteram-se no carro e vêm para Lisboa, direitos a Belém, onde às 19.00 há encontro importante?

E o PM prometeu que falava e não aparece...
As instruções do ser da luz
Abri o envelope que me tinha sido entregue e destaquei uma folha com instruções para a acção.
Não são segredo. Descansem, não vão ficar dezenas de anos à espera para as conhecer a todas.
Afinal, era algo simples, possível de fazer. Vejamos:

“Luís pretendo que convides alguns distintos oureenses para colaborarem no Ourém blog.

O deputado no PE pode muito bem semanalmente criar um texto sobre o que é tão importante local e o que se pode esperar do mesmo para Ourém e para o país. Pode, também, a exemplo do que fez para o Joaquim Espada, dar-nos a conhecer outras figuras de Ourém. Todos sabemos que ele está muito ocupado, mas um ou dois posts semanais com quatro ou cinco parágrafos não custam nada.

O professor na Suíça tem um jeitão para histórias como tu já viste na versão que ele elaborou relativa ao “O tiro saiu pela culatra”. Ele que traga mais histórias. Ele que fale sobre a sua esperiência de ensino naquele país que parece tão europeu e, ao mesmo tempo, de costas viradas para a Europa.

Não deves esquecer o Zé Rito. Os estúdios Trini foram famosos no final da década de sessenta, ele tem que deixar aqui a história dos mesmos. Quero lá saber que não tenhas um mail ou um telefone, alguém que lhe faça chegar a mensagem. Alguém que diga à Teresa, a Teresa que o avise... Ele também era competentíssimo a relatar jogos de futebol, será que não nos poderá surpreender com alguma coisa nessa área?

E o Zé Domingos? É o melhor contador de histórias de Ourém. Conhece as histórias todas, ele que as ouviu ali naquele cantinho onde se celebrava o palhete, ele que acompanhou o Néné em tantas e tantas borgas. Sei que é um grande preguiçoso, mas deve esse sacrifício a Ourém.

Tens que esclarecer com o Julito este estranho silêncio que parece uma barreira intransponível para ti e para o blog. Fala com ele, sem ninguém saber. Ainda me parece que o estou a ver, magnífico, naquela transmissão televisiva após a desgraça dos incêndios: “Bombeiros de Portugal...!”. E nunca te esqueças do pacto entre distintos oureenses: onde quer que um se candidate, quer se situe à direita quer à esquerda, deverá ter o teu apoio. Aquele atributo é a tua melhor garantia.

E o Alfredo? Será que não tem nada para nos dizer? Abre isto, Luís, abre isto, para isso precisas do mail dele...

E que espero eu de ti, meu caro?
Para já, vais reorganizar o teu trabalho anterior. Vais criar uma crónica dos distintos oureenses com os posts que já elaboraste, quem sabe se um dia não poderão passar a livro e ser um testemunho mais directamente aceite sobre essa Ourém que tiveste. E, se outros trouxerem histórias, um segundo e um terceiro livro podem ser publicados. Vais criar um guia para a leitura dos posts sobre as europeias. Vais organizar uma coluna sobre um oureense na área do poder, onde descreves esses contactos que tens a tão alto nível.
Se estás ocupado e tens dificuldade em ir a Ourém, é contigo. Mas, como vês, se eles não recusarem, não é razão para desistires.
E, agora, volta para o teu posto. Vamos, fala sobre o que é importante para o teu país e para a tua terra. Proclama a unidade que sempre tens defendido. E nunca te esqueças: não tens qualquer obrigação de pôr aqui um post todos os dias, isso até tem o perigo de afastar alguma coisa importante que tenhas dito.”

Respirei aliviado.
Afinal, parece que posso passar a dormir melhor todas as noites e manter o blog. Se não houver nada para dizer, nada se dirá...
E, agora, mãos à obra!
Por esta hora
O Sérgio deve estar a voar, rumo ao PE.
Nem sabes o petisco que preparei para ti, meu caro...
Não esqueçam
Ao meio-dia divulgaremos as instruções do "ser da luz".
Por outro lado, vi, no blog de esquerda, esta convocação:

TERÇA-FEIRA, 29, ÀS 19h00, PALÁCIO DE BELÉM. SEREMOS AINDA MAIS CONTRA O GOLPE DE SANTANA LOPES. ANTECIPADAS, JÁ!

E se fosse em Ourém?
A esquerda, unida, vencerá
Esquerda Unida: mas que magnífica designação para assinar comentários. De qualquer forma, apesar de não excluir Louçã ou Carvalhas, mantenho a confiança que, há muitos anos, Ferro me desperta.
É preciso ser tão inteligente como os outros foram...
É preciso unir:
- os que falam de humanidade e solidariedade;
- os que falam em eficiência, iniciativa privada, liberdade de acção;
- os que defendem um controlo operado a partir da sociedade organizada em Estado;
- os mais radicais.
É preciso que todos mantenham a sua especificidade que ela não seja esmagada pela aliança, mas também que não sirva para se apunhalarem mutuamente.
É preciso que os mais moderados tenham um papel chave, mas que, logo nos primeiros momentos, não se esqueçam que são esquerda e que têm compromissos com os seu ideais.
É preciso tirar o país deste pântano de miséria, corrupção e fuga às obrigações.
É preciso arranjar quem governe borrifando-se no resultado de futuras eleições.
Quer haja ou não eleições antecipadas...
Bom dia
Vinha desejoso de conhecer os comentários da noite, mas o título de capa (manchete?) do Correio da Manhã entristeceu-me.
Como diria Pacheco Pereira:

Pobre País.

O nosso...
onde a própria saúde tem de ser esmolada.


Vamos ficar por aqui esta manhã...
Estamos a ultimar um texto sobre a Esquerda Unida que nos foi sugerido por um comentário mais abaixo.
Vamos divulgar as instruções do "ser da luz".
Vamos estar atentos ao desenrolar político matinal.
Vai haver Conselho de Ministros.
O nosso primeiro vai encontrar-se com o Presidente, mas, segundo o Público, quer garantir que não haverá eleições para já.
Apesar de não estar muito entusiasmado com a ideia, recordo que está convocada nova concentração para Belém, às 19 Horas, exigindo:

segunda-feira, junho 28, 2004

Os seres da luz
Já estava praticamente em forma de espírito puro.
Ia por aquele túnel escuro que um dia todos conhecerão quando, repentinamente, distingo as suas faces: cinco distintos oureenses que já partiram. Contrariamente ao modo como sempre me olharam, nem sorriam. No seu olhar, eu via expressões duras onde só conseguia ler: "Traidor!".
Mesmo assim não parei e, mais à frente, oiço, distinta, a voz de helvética criatura: “Estou todos os dias à tua espera, embora não o saibas”.
Afinal, isto começa a ser incómodo. Eu a pensar que podia dormir até ser dia claro, sem mais preocupações com os posts e agora começa isto a morder-me a consciência.
Pouco depois, surge-me alguém a quem recentemente apoiei: “Luís, tu criaste blogdependentes. Não podes desistir”.
Passo pelo Abrupto e logo descubro a acédia: "A Acédia é a apatia, ou a indiferença perante a prática da virtude, ou o espectáculo do mal. Sabemos que está mal, mesmo muito mal, e ficamos calados. Acédia. Vai-se para o Inferno por isso".
E eis que, repentinamente, uma voz mais sabedora tranquiliza-me.
- Volta para lá! Não precisas de estar sózinho. Fala com o deputado oureense na Europa, fala com o professor oureense na Suíça, fala com a voadora criatura em Seia, fala com alguém que esteja em Ourém. Ainda lá estão tantos. Não haverá nenhum que queira colaborar? Não tens que te preocupar com questões eleitorais. Não te preocupes se gostam ou não de ti. É um simples blog que pretende respeito pelo passado que lá tiveste. Demora o que for preciso a organizar-te. Não precisas de estar em Ourém se é esse o teu problema, nestes moldes estarás lá sempre. Mas, por favor, não abandones, mostra que há alguém que se opõe.
E entregou-me um envelope com instruções para a acção.
De repente, vejo-me a recuar na minha decisão inabalável.
Até breve...
Novas tecnologias
Apreciem aqui o poder.

domingo, junho 27, 2004

Eleições antecipadas?
Acho que estou um bocado contra esta ideia que o pessoal de esquerda anda para aí a defender e que se traduz na exigência de eleições antecipadas se o PM se demitir.
Tem-se falado muito na retoma, mas não há retoma nenhuma. Isto vai cada vez pior, o défice ainda descontrolado, a Economia sem pinga de recuperação. Não se esqueça que não houve qualquer medida estrutural, houve pura e simplesmente venda de património.
E o pior é que se vai passando a mensagem que a retoma está aí.
Se Sampaio se decidir pela demissão do Governo e marcação de eleições antecipadas, lá virá o PS a pegar numa retoma envenenada.
E quem será o culpado da crise que se seguirá? Obviamente, a esquerda…
Por isso, a minha palavra de ordem é: com ou sem Santana, não os deixem fugir!
Parabéns ao Atlético
Hoje, o Clube Atlético Oureense faz 55 anos.
Tantos quantos eu já tinha desde Outubro.
Foi a equipa da minha infância e de tantos outros oureenses.
E venham mais 55...
Servir o país?
Ó meus amigos,
o que encontrei foi monumental oportunidade para me pirar...
Kilas
O mau da fita...
Apesar de tudo simpático, porque preocupado com a minha saúde.
Kilas, vê lá se escreves alguma coisa de jeito para postar aqui no blog.

sábado, junho 26, 2004

Mas...
onde andará o blog d'Ourém?
Preciso que ele volte para responder aos inesperados acontecimentos deste fim de semana.
Preciso que ele comente todas estas práticas. Deverá ou não haver eleições antecipadas? Durão Barroso deve aceitar ou recusar? Deve manter ou quebrar o seu compromisso com os portugueses?
E Santana? Dará um bom primeiro ministro se for o escolhido? Ou vai-nos enfiar num túnel centenas de vezes maior que o do Marquês?
Orgulho Nacional
Daqui a pouco, O PM falar-nos-á sobre a sua decisão relativa à presidência da Comissão Europeia.
Sinto-me orgulhoso. É um prémio para o excelente governo que temos tido.
E não duvidem.
Vamos ganhar o Euro!
E passada que seja uma semana, a retoma aí estará, não como uma miragem, mas como algo que resultará de hábil manipulação de números...
Aliás, o Económico já a garantia na última sexta-feira.
Entalado
Geralmente, quando algum presidente me chama, fico entalado.
Notei isso quando trabalhava numa empresa de transportes na área de informática. De um dia para o outro lá tinha que torcer as aplicações todas só porque isso convinha à gestão. Desenrasca-te, era o que me diziam. A empresa comprometeu-se, tens que cumprir, mesmo sem estudo de viabilidade.
Depois, passei por uma multinacional e as coisas acalmaram nesse sentido, mas pioraram muito na relação com o chefe directo. De modo que a certa altura decidi-me à reconversão profissional e aí vou para o meio académico. Mas ainda não tinha assentado bem e lá apareceu mais um oportunista com pão numa mão e a espada na outra.
- Luís, não era um especialista de informática? Pois só pode dar aulas se nos aguentar o centro de informática.
E lá tive que gramar projectos para mestrados, doutoramentos, artigos em revistas cientícas sempre com o centro de informática à perna e sem uma horinha de desconto em aulas.
Agora é outro presidente, pessoa por quem tenho grande consideração, a quem muito estimo. Como posso dizer não num momento tão crucial como aquele que o país atravessa prestes a ser abalado por mais uma onda de demissões? É o primeiro ministro, é o presidente da câmara de Lisboa, é o ministro das obras públicas, é o ministro dos negócios estrangeiros. O que está aí para vir?
Em Ourém, os JSDs degladiam-se. Esquecem-se que, dentro em breve, ficarão apenas com a coutada do concelho e, mesmo aí com freguesias rosa, e da Madeira. O momento é de grande excitação. Meus amigos, isto vai mudar!
Importante também é que, apesar de existirem alguns provocadorzitos, há distintos oureenses que lancinantemente pedem o meu regresso. Que hei-de eu fazer? Àqueles devoto sincero desprezo, a estes tenho de respeitar a vontade.
Mas mais grave ainda é que já não sei do blog d'Ourém. Por onde andará? Será que ainda pode regressar?
Em algum dos próximos posts, vamos procurar refazer o seu percurso nos últimos dias.

sexta-feira, junho 25, 2004

Última Hora
Fui chamado ao Presidente Sampaio.
- Luís, estamos muito mal, parece que vamos ficar sem primeiro ministro.
- Não posso crer. Ainda há dois dias ele dizia que estava de pedra e cal e que não fugiria como o António.
- Não sei o que hei-de fazer. Agora deu-lhe para Presidente da Comissão Europeia. Luís, tens de ajudar. Tens de estar atento no teu blog e denunciar as manobras de que te aperceberes.
- Meu caro Presidente, não posso. O blog de Ourém está morto e enterrado.
- Luís, pensa numa solução, só confio em ti...
A propósito de JOAQUIM ESPADA
Um texto de Sérgio Ribeiro

Foi dos 15 aos 17. Sei, porque foi nos então 6º e 7º anos do liceu.
Eu andava no D. João de Castro, ao Alto de Santo Amaro.
O meu pai dava-me, de semanada, 2$50 (vinte e cinco tostões). Uma miséria!
O preço do autocarro era de 1$50 (quinze tostões) por viagem desde a Álvares Cabral, pelo que reivindicava 6$00 de diária para transportes e com o pretexto de poder ainda vir a casa, eventualmente, para almoçar comidas de mãezinha.
Saia de casa, na Rua do Sol ao Rato, bem antes das 7 da manhã, com um lanchezito ou uns tustos que me dava a minha mãe, para umas sandocas, e ia a pé até Santos, onde apanhava o eléctrico/”carro operário” até ao Largo do Calvário, o que me custava 1$10 (onze tostões) ida e volta pelo mesmo trajecto, que incluía subir e descer a butos até ao (bem) Alto de Santo Amaro.

Foi o meu período de iniciação proletária, por várias razões, até pelo que aprendi ao ouvir certas conversas e ao conviver com aquelas vivências, ao olhar aquelas caras que hoje talvez mitifique. Mas voltemos ao que quero contar…

Resumindo: cada dia guardava 4$90 (quatro mil e novecentos). Uma fortuna ao fim de algumas semanas, que arredondava com as receitas de explicações que também dava a preço módico.
Para quê? Para várias coisas, nem todas confessáveis, mas sobretudo para poder, nos fins-de-semana (curtos, curtos) e nas férias (longas, longas), jogar bilhar no Café Central, então colocado logo à entrada, entre as duas portas e antes das mesas – se me não engano…
Mas nem no Café Central o gastava todo aquele dinheiro, que afinal bem pouco era, em bilharadas com os amigos, como talvez fossem as primeiras intenções ao ganhá-lo e ao poupá-lo.

Com frequência, ao entrar no Café Central à procura de parceiros, que cedo ou tarde apareciam sempre, o senhor Joaquim Espada, alto, careca, afabilíssimo, chamava-me para o outro lado do balcão e tínhamos longas conversas sobre livros, mostrando-me uns recém-chegados e outros que já por lá estavam e ele entretanto lera e anotara. Falava dos livros com entusiasmo. Contido, seguro, didáctico. Nunca como quem quer promover vendas. Nunca. Umas vezes, eu fazia questão em comprar, sacrificando uns quartos de hora de bilhar, noutras, ele emprestava-mos para depois continuarmos a conversa. Recordo um desses livros que assim comprei e li, e ficou cá dentro como uma das boas coisas que me aconteceu na vida: Os cardos do Baragan, do búlgaro Panait Istrait.

Ali passei, no Café Central, e nessas conversas com Joaquim Espada, algum do meu tempo, desse tempo em que já somos e começamos a ser, algum desse tempo dos 15 aos 17 anos, não muito tempo mas tempo precioso, inesquecível, decisivo para o que fui sendo e sou. De que me não arrependo. Bem pelo contrário, tranquilo que estou.

Por isso, sem ter andado no CFL – e tenho pena… mas a isso voltarei –, comove-me ler-te sobre Ourém e o Café Central. Mas, neste, tenho de meter o senhor Joaquim Espada e os livros, senão faltava algo de essencial ao quadro que vais pintando mas que também é meu.

Um grande abraço

Sérgio Ribeiro

quinta-feira, junho 24, 2004

Descansai, agentes da destruição
Percorro o magnífico Abbey Road.
Começo em Sun King.
Vou por ali abaixo e entro nos magníficos Golden Slumbers. A que se segue é das que gosto mais e chama-se Carry that Weight.
Efectivamente, é peso a mais para um oureense só, e, depois daquela arrancada do baterista que o Harrison de quando em quando desafia, só me resta terminar ao som do The End.


quarta-feira, junho 23, 2004

Estou com ganas de matar esta coisa
Com a publicação do post sobre o regresso do Luís Nuno, esgotou-se o que tinha previsto para o conteúdo deste blog baseado na recordação de distintos oureenses.
Ultrapassei em muito o que inicialmente tinha previsto e, desse ponto de vista, foi para mim uma vitória. Onde não posso calar a minha derrota é na aderência manifestada pelos destinatários.
O Zé Quim manifestou-se, mas não sei porquê desapareceu, o Sérgio tem sido de uma amabilidade e participação extraordinárias, a malta do Castelo (Sérgio, Fred, Pedro, Joana, perdoem algum esquecimento) foi do melhor. Houve algumas pessoas que estimo que estiveram presentes no encontro de blogs.
Mas não me chega para manter isto...
Assim sendo, dou por terminada esta primeira fase do Blog d’Ourém ou Ourém Blog, como quiserem.
O que isto significa é que não estou na disposição de o fazer crescer em termos de posts: temas como as europeias, as férias, o Euro, ou as próximas autárquicas, etc. estão completamente fora dos seus objectivos, por isso, não há que diluir neles o resultado daquilo que me terá motivado.
Ficará assim como um marco que se pode associar a alguém que, em determinado momento, ergueu a voz contra a destruição do que restava de um passado recente. É uma espécie de uma árvore, ou de um livro. Fica aqui aberto para todos sempre com a possibilidade de comentarem enquanto o Blogger o permitir.
Eventualmente, ainda criarei um guia de leitura.
Ao Castelo, ao Gaiteiro e ao Sérgio os meus desejos de continuação de bom trabalho por Ourém e pelo País.
Até à próxima...
Chuvisca
E ouve-se aquela vozinha que aparece sempre que isto acontece:
- E se a gente fosse a Espanha?
Que grande seca!
Hoje, fui eu o apanhado!
Quase que preferia ficar a ver testes...
Quantas banhocas perdidas! Já não posso ver as gaivotas...
E, não tarda muito, começa a contagem decrescente.

terça-feira, junho 22, 2004

O regresso do Luís Nuno
Naquele dia, tinha estado na Revolução até às dezanove. Regressei a casa e informaram-me.
- Sabe, esteve cá um amigo seu...
- Mas quem era?
- Não sei. Trazia umas barbas muito grandes. Diz que volta mais tarde.
Fiquei intrigado. Mas, confiante como sempre, resolvi esperar.
Tocam à porta. Vou abrir e aparece-me um Luís Nuno, regressado de França após longa ausência e dolorosa separação de pais e amigos, completamente diferente daquele que eu recordava. Mal o reconheci, mas o abraço que nos uniu foi mais forte que qualquer desconfiança.
- Então, voltaste de todo?
- Sim, temos que fazer alguma coisa pelo país...
Olhando para ele, como estava diferente!. A pele muito queimada, rouco, barbas enormes, uma respeitável barriguinha. Impressionante...
Pouco a pouco, a nossa conversa mostrou-me que ele era alguém diferente de tudo o que eu podia imaginar.
- Sabes, é preciso ter muito cuidado no trabalho político. Há dias, um grupo em que me integro deu uma conferência de imprensa onde apareceram mascarados...
Lembrava-me. Mais ou menos uma semana antes, tinha visto na televisão uma reportagem sobre uma organização muito estranha que se dava pelo nome Grito do Povo.
E eu continuava a ouvi-lo.
- Os gajos do PC estragaram aquilo tudo na União Soviética. São nossos inimigos. É preciso sabermos escolher muito bem as pessoas para a nossa organização.
Na altura, eu andava entusiasmado com o MES, e falei-lhe nesse movimento.
- Não acredites neles, mais ano menos ano, enfiam-se todos no PS, pelo menos foi o que aconteceu em França.
Eu confirmei a veracidade da previsão do Luís. Mas então quem existiria para suportar uma actividade política pela causa justa?
- E os do PC?
- Só desmobilizam o povo. Não vês o que eles andam a dizer: “o povo unido jamais será vencido”? Isto não é correcto. No Chile, disseram o mesmo e vê o que se passou. Eles pensam que tudo está feito quando o povo ainda tem de vencer. Tem de fazer-se uma revolução democrática popular.
Fiquei admiradíssimo. Para mim, nos livros, vinha revolução socialista e, depois, extinção do Estado.
- Luís, somos muito poucos. Temos que ir com muito cuidado fazer trabalho para os campos, para as fábricas, nas próprias forças armadas. Não te esqueças que as forças armadas são, pela sua natureza, uma força repressiva, mas, no momento final, se trabalharmos bem, os soldados estarão ao lado do povo.
- E que podemos fazer no campo tão afastados que temos estado?
- Há muita coisa a fazer. No local de onde venho, realizavam-se festas populares onde os artistas têm uma mensagem que é imediatamente recebida. Trago-te aqui um exemplo das canções que põem o povo logo a dançar e a desejar a revolução.
E entregou-me dois discos em formato single ou EP que eu contemplei. Tino Flores.
Nunca tinha ouvido aquele artista popular. As canções até tinham um nome engraçado. Ó senhora Guida, O meu amigo está preso...





- Luís, ouve essas canções e podes ter a certeza que com elas convenceremos toda a gente.
Efectivamente, a primeira audição foi fantástica. Eu fiquei a recordar o Luís Nuno como um ser que em determinado momento me tinha trazido a mensagem correcta, a mensagem necessária. E imaginava-me em Ourém, frente às massas, a tentar conduzi-las para a revolução. Mas não conseguia aceitar todo aquele radicalismo que se desprendia da sua figura, das suas palavras.
Abandonar tudo e todos? Os meus hábitos, apesar de tudo, burgueses? Os meus amigos do MES, do PC, do PS...?
Não fui capaz. Fiquei para sempre um adepto da unidade na diversidade de todas as forças da esquerda, inclusivamente em momento de construção da nova sociedade. E, se alguém não estiver de acordo, mais do que o obrigar, há que o ir convencendo pouco a pouco.
A verdade é que o Luís Nuno também evoluiu muito a partir dessa data e transformou-se numa pessoa maravilhosa que pudemos desfrutar até àquele dia de Dezembro. E se ele aqui estivesse, como gostaria de brincar com os blogs!
1111
O nosso contador aproxima-se do número que nos serve de título e isto traz-me a recordação do Quarteto 1111.
Vasculho a Internet à procura de informação sobre os ditos. Eis um extracto:
De um dos muitos grupos inspirados nos Shadows, o Conjunto Mistério, nasce o Quarteto 1111, que se torna rapidamente um caso à parte no panorama musical português, não só por utilizar a língua portuguesa quando não era usual fazê-lo, mas também porque musicalmente se afastava muito da média da época. A formação inicial era composta pelo vocalista e tecladista José Cid, pelo guitarrista Antônio Moniz Pereira, pelo baterista Michel Pereira e pelo baixista Jorge Moniz Pereira, que "decidiram trabalhar para fazer qualquer coisa diferente", acrescentando ter sido "exactamente isso que fizemos: estivemos um ano e meio fechados numa garagem", afirmou o cantor em conversa com o BLITZ.

O resultado causou a surpresa geral, sendo o tema título do primeiro EP da banda 'A Lenda de El-Rei D. Sebastião', editado em 1967, a primeira canção portuguesa a tocar no 'Em Órbita', programa histórico de divulgação musical do Rádio Clube Português. Na apresentação da música, destacaram o seu caráter "eterno, de criação nacional e de validade perene e universal".

O sucesso surpreendeu os próprios elementos da banda, que viam em 'Os Faunos', do mesmo EP, o ponto alto do disco, um rock com toques de psicodelia, ao qual José Cid se refere como "uma música com sons impensáveis".

Coincidência ou não, os trabalhos seguintes do Quarteto 1111 seguem o caminho iniciado com a 'Lenda de El-Rei D. Sebastião', mergulhando mais fundo no imaginário popular da história portuguesa, em contos trazidos das "brumas do passado" para a modernidade da pop actual.

Em 1968 concorrem no Festival da Canção da RTP com 'Balada Para D. Inês', tema baseado na ambiência épica de uma seção de cordas. 'Partindo-se', composto a partir do poema de João Ruiz de Castelo Branco, inserido no Cancioneiro Geral, é o último registro desta primeira fase. Ainda em 68, lançam o EP 'Dona Vitória', onde deixam claro o seu posicionamento em relação ao regime. O que se encontrava escondido em metáforas, surge então marcadamente visível. Doses certas de idealismo e um realismo cruel na forma como eram abordadas as problemáticas de um país aprisionado pelo regime fascista passam a ser presença constante.

O ano de 1969 é paradigmático, com a edição de três singles ('Nas Terras do Fim do Mundo', 'Meu Irmão' e 'Génese/Monstros Sagrados'), em que o sonho de um mundo e de um país diferente se fundem em derivações pop, marcadas pela psicodelia das colagens de orgão, pela acidez das guitarras ou pelos efeitos de voz. 'Génese' e 'Monstros Sagrados' são mesmo caso único, em termos líricos, na obra da banda, reflexos de músicas escritas "num estado químico completamente diferente do normal", refere.
Podem ler isto e muito mais aqui.
Barril
Vamos a caminho da praia do Barril.
O portátil vibra enquanto escrevo estas linhas que me ligam a Ourém.
Apanhamos o magnífico comboio que nos pode levar ao areal. E ei-la, linda como sempre.



Vou dar a costumada volta pelo areal. Olha, um cemitério de âncoras.



E que estarão a fazer os meus amigos oureenses, neste momento já livres do ataque da "pimbalhada" (apesar de, como disse, apreciar muito a Ágata, a Romana e a Ruth) e da crueldade das cerimónia oficiais?
Sf está com uma produção notável no Castelo, de um dia para o outro quase uma dezena de posts com informação sobre Ourém. Ainda os resultados das europeias, Ourém como uma das cidades com menos habitantes...
Tenho imenso respeito por este esforço do Sérgio, do Fred, do Pedro...
Mas, voltando àqueles resultados, será que algum dia aquilo muda um bocadinho? Este esforço é um degrau importante nesse sentido. Mas, como diz o Fred, é preciso trabalho de base, trabalho no local e esse quem o pode fazer se o pessoal se concentra na cidade?
O rei da Croácia
O Pedro, ontem, teve um desgosto.
Desde muito novo sente especial atração pela Croácia e viu-a render-se, depois de muito resistir, à armada britânica.
Pedro, estou solidário contigo. Não ligues, foi apenas um jogo de futebol.

segunda-feira, junho 21, 2004

Amigo Ferro, não sou do PS, mas estou contigo
Segundo o Público, e em entrevista ao mesmo jornal, João Soares faz um balanço arrasador da liderança de Ferro Rodrigues no PS.
Ferro Rodrigues não tem um projecto para o PS, nem ideias para o país
Uma coisa que admiro é esta capacidade que certas pessoas têm de sair do escuro quando alguma grande vitória se perfila no horizonte.
OURÉM BLOG POLICIÁRIO
Repete-se a caminhada, desta vez, para a maravilhosa ilha de Tavira. Sempre que faço aquela travessia de barco sinto-me um descobridor e recordo o Infante D. Henrique.
Descanso na areia e consulto os jornais, ainda rejubilante com a magnífica vitória da selecção.
A sensação de paraíso invade-me.
De súbito, oiço o ruído de um heli que se aproxima. Que estranho! Parece que vai aterrar na areia.
E aterra mesmo. Lá de dentro saem quatro militares armados, fardados tipo força de segurança. Joelho em terra, cada um deles aponta a metralhadora em sua direcção. Que se passará? Já nem aqui podemos estar descansados...
E eis que, de dentro do helicóptero, surge o meu amigo Figas.
- Oh! Meu caro Luís, desculpe tê-lo assustado...
Ainda transpirando, pois não tinha ganho para o susto, respondo ao seu cumprimento.
- Está tudo bem. Tenho imenso prazer em o ver. Então que o traz por cá?
- Estive a ler a sua Leitaria Guerra e preciso de esclarecer umas coisas. Luís, apercebi-me da sua capacidade premonitória, mas não é essa que me está a interessar.
- Mas diga, por favor...
- Tenho três perguntas para si:
1) Fala na vitória do Benfica na Europa. Se bem me lembro, havia um magnífico avançado que nos deixou uma filha, uma das primeiras beatnicks do seu tempo que lá para 1978 (data chave) se meteu em autêntica Salada de Frutas. Quem era esse avançado?

2) Como se chamava o indivíduo que caiu da cadeira que tantas vezes vem referido na nossa História recente?

3) E agora preciso de um nome: quem é o responsável pela destruição desse belo jardim da praça de Ourém que nos fala? Quero dar-lhe umas palavrinhas...

Como sempre as respostas dos nossos leitores, às quais prometemos magníficos prémios que serão entregues pelo Sete de Espadas, poderão ser enviadas para aqui.
Eleições à porta
O ruído que se levanta em torno das direcções regionais do INE recorda-me que a curto prazo estaremos noutro processo eleitoral.
Há pouco recebi um mail onde se sugere a possibilidade de tentativas de manipulação da informação.
Recebi também o link para um blog interessantíssimo. Vejam...
OURÉM BLOG CRUZADEX
O próximo problema é para resolver na totalidade recorrendo ao que já foi publicado neste blog e, quando tal não chegar, aos volumes já publicados da enciclopédia do Correio da Manhã. Poderão enviar as soluções para o sítio do cosutume e, como sempre, há valiosos prémios em disputa.



Horizontais
1. Pouca sorte; Filho mais velho do António A (inv.)
2. Canção que se ouvia quando o Piromaníaco quis pegar fogo à casa do Largo de Castela
3. Famosa editorial de cowboiadas da década de sessenta, responsável, designadamente, pelas colecções Califórnia e Oeste; famoso jogador de hóquei do Atlético em posição defensiva em 1959
4. Abreviatura de Senhora (inv.); buraco onde o Bernardino instalou um quarto
5. Abreviatura de Organização Armada; nome do poeta que participou na elaboração da letra da canção Tourada
6. Confiança; antes de Cristo.
7. Nome de um magnífico café de Ourém na Eira da Pedra.
8. Une; Paraíso.
9. Idolatra.
Verticais
1. Ser quase mitológico que chegava às reuniões sistematicamente com cinco minutos de atraso, fundador dos Estúdios Trini; aqui.
2. Animal de duas patas que se confunde com o equivalente de quatro patas e tem riscas; organização armada espanhola.
3. Bebida adocicada alcoólica; fez anos a 6 de Junho.
4. Abreviatura de Radio Data System.
5. Um dos responsáveis de O Castelo.
6. Povoação do Norte de Portugal que ten por significado o contrário de desovar; tipo de canção interpretada pela Kátia Guerreiro
7. É rasa quando se faz por desconhecer tudo o que vem de trás; passar os olhos pelas palavras de um livro, captando-as.
8. Cada um dos sinais gráficos com que são representados os fonemas de uma língua; contracção de preposição e artigo.
9. Não religioso.

Link Permanente (por exemplo, pode ser utilizado para selecção para impressão)

domingo, junho 20, 2004

Tinha que ser...
o magnífico avançado do Benfica a introduzir a diferença.
Somos os maiores!
Ai Ronaldo!
Aquela cabeça...
A Grécia já marcou.
Isto vai ser dramático.
Verde...
...cor de esperança, que, logo, poderá ser a cor do sucesso.
Tal como da outra vez, não haverá previsões.
Nada pode falhar.
Letizia, vais perder.
Condenados
Toca o telemóvel.
É o nosso primeiro.
- Olá, meu caro Luís. Com que então o meu amigo vai de férias e nem sequer abandona este maravilhoso blog?
- Sou fiel aos meus compromissos. Mas em que posso servi-lo?
- Sabe, Luís, creio que vou remodelar depois do Euro, pelo menos é o que diz o Expresso. Queria a sua opinião.
- Faça favor...
- EStava a pensar no Figueiredo Lopes.
- Oh! Não faça isso, era o único que nos fazia rir. Não fosse aquela desgraça dos fogos e o facto de nada estar preparado para este ano, com certeza que seria uma fonte de boa disposição para os portugueses.
- E o Carlos Tavares?
- Estou de acordo. Esse senhor foi uma nulidade. Andámos nós para aqui com estes sacrifícios todos por causa do défice e ele não tomou uma única medida para relançar a Economia. Podia ser difícil, mas então não aceitaria o lugar.
- Também estou a pensar na Celeste...
- E pensa bem, meu primeiro, é arrogante, mal educada e a justiça continua a mesma miséria.
- E no Justino...
- Pareceu-me arrogante, mas competente. Acho que merece esse destino por causa dos disparates que continuou a fazer com os professores. Depois, é bem verdade, que milhares de miúdos irão de novo inscrever-se este ano em cursos sem saída. Está certo. Fora com ele...
- Finalmente, pensei no Pedro Roseta.
- Nem dei por ele e quando não se dá por ministro no pelouro em que ele estava é porque não presta, por isso estou de acordo...
- Meu caro Luís, fico muito satisfeito por saber que concorda em quase tudo comigo...
- Eu quero o melhor para o País e saber que ficamos livres dessas almas já é uma boa notícia. O problema vai ser quando arranjar substitutos.
1978
Por esta altura, aos sete anos, sf decidiu-se pelo FCP. Vestiu de azul para sempre.
No mesmo ano, magnífica, Kate Bush trazia-nos o Kick Inside e vinha de vermelho. Vi eu, há pouco, no VH1.
Haverá uma cor para o sucesso?
O dia vai passando...
A tarde vai correndo e já lá vão umas seis banhocas.
Tudo a correr normal, de acordo com o planeado.
Já esgotei os jornais. Já andei. Já dormi.
Que fazer?
Palavras cruzadas...
Quero fazer palavras cruzadas, mas centradas em Ourém.
Esperem e verão. Amanhã terão grande surpresa com a minha capacidade criativa.
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