
Uma obra prima

...o reconhecimento é forçado a surgir. Eis uma das minhas obras da juventude: o raposus.



Via Notícias de FátimaNão se vê qualquer razão para a afirmação de costas voltadas, que é artificial e só serve os interesses de alguns; aliás bem se viu com a criação do concelho!
Publicamente todos eram a favor da criação porque se viam livres de Fátima, mas nos gabinetes e bastidores todos os influentes de Ourém ficaram aliviados com o veto do Presidente.




Como ouriense gostava que o nome de ourém não fosse usado como titulo de um blog que mostrasse tendências politicas.
No caso deste blog talvez devesse ter o nome esquerdad'ourém. para não confundir quem quer que seja sobre ourém, terra de pessoas de esquerda e de direita.







Um dia um padre numa cidade do Far West sem saber comprou um cavalo que tinha sido montado durante muitos por um bêbado inveterado. O rocinante obrigava o seu reverendo a parar diante de cada taberna e a parar pelo menos durante alguns momentos. O pastor arranjou por isso má reputação entre os fiéis e acabou, desesperado, por se tornar mesmo um bêbado.

(sobre o dia internacional da operária, 1920)
Para Joca, a actividade da Câmara é anedótica, dando o exemplo de um deficiente que, nem com a ajuda de um intermediário, consegue ser atendido. A sua descrição lembra-me um caso testemunhado por um daqueles noticiários televisivos em que mostraram uma pessoa numa cadeira de rodas, alguns metros acima de uma estrada e a quem foi destruída a respectiva serventia. Infelizmente, a aplicação cega de decisões é muitas vezes comum a nível autárquico.
Na minha perspectiva, a adaptação à mudança tambem é muito lenta nestas organizações. Por outro lado, a capacidade para ser um agente da mudança também é muito fraca e prejudicada pelo interesse em que as coisas permaneçam como estão, pois são essas condições que facilitam a manutenção do domínio.
Mas o comentário de Otelo é extremamente esclarecedor. Por mais que nos custe acreditar dado o que vemos a toda a hora, a actividade da Câmara é essencial para que exista um pouco de ordem nisto pelo que há que considerar que ela fornece serviços de utilidade de que há uma aceitação geral sobre a sua necessidade.
Nestas condições, podemos colcluir que o grau de pertença da nossa Câmara ao conjunto das organizações relevantes é de 50%.
Mas esta conclusão indicia uma outra: é que, se ela não se transformar para servir efectivamente as necessidades da população e para se adaptar à mudança, ela continuará por muito tempo a ter um grau de pertença de 50% ao conjunto das irrelevantes.
O Presidente da Câmara Municipal
Dr. David Catarino

A Pública e a Única, revistas, respectivamente, do Público e do Expresso, traziam dois artigos bastante engraçados acerca destes locais de resistência à onda rosa.
No caso de Aviz ressalta claramente o trabalho dos autarcas, referindo-se a política de emprego seguida e mostrando-se alguns resultados em termos de ruas limpas, casas bem conservadas e recordação do património de luta já anterior ao 25 de Abril.
No caso de Leiria, os símbolos têm a ver com a Igreja e com o desenrascanço individual ligado a quatro ou cinco pessoas em quem assenta a imagem do distrito e a quem o próprio PS necessita de recorrer. E afirma-se:
a região, sob o ponto de vista identitário, não inclui zonas do distrito como Caldas da ainha ou Bombarral e inclui outras que estão fora do distrito, como Fátima e Ourém. Ou seja, o mapa da região ideológica corresponde mais à diocese de Leiria-Fátima do que ao distrito de Leiria.
Bom dia, Luís
Na ressaca de uma noitada com o Helder e amigos - em que fizeste falta! - apanho com a tua interessante caracterização ministerial e com este a nota sobre impostos. Regresso a um 'outro mundo'. E lembro, do meu velho Quelhas, o que retive sobre impostos directos e indirectos, sua diferença na vertente social, Indirectos quase-cegos e naturalmente injustos, directos susceptíveis de concretizarem alguma justiça social. Em Portugal, a questão maior nos impostos parece-me estar no seu pagamento: quem paga e quem não paga. E porquê?
Desculpa lá, Luís, mas receio bem que o teu benefício da dúvida, a tua esperança, seja bem mais querida e cíclica ilusão. Legítima mas muito perigosa em política!
E dou por mim a matutar: terei feito mal em depositar esperanças no PS, em dar o benefício da dúvida (até Setembro, lembrem-se) a este governo?
Será que o ministro fez mal em aludir a uma possível subida de impostos? Eu até o compreendo: isto está tão mau que, se o homem não quiser provocar muitas feridas sociais, tem que buscar mais receita. Ele vai procurar mais receita para não utilizar as receitas que a direita tem engatilhadas: despedir funcionários públicos e diminuir e atrasar reformas de pensionistas. Então até parece que é legítimo.
Mas, parece que foi ontem: recordo um encontro de Sócrates com os empresários, um encontro em que ele próprio se atreveu a brincar:"Meus senhores, os impostos não vão aumentar". Ao longo da campanha isto foi sendo reafirmado e não foram precisas 24 horas sobre o anúncio do novo governo para aquela promessa ser desmentida.
Com Durão foi a mesma coisa. Este até prometeu um choque fiscal que se traduzia em baixar impostos e depois foi o que se viu.
Assim, é com muito desgosto que vejo os políticos a recorrerem sistematicamente à mentira. Não sou eu que crio e vivo em ilusões, eles é que usam sempre promessas que não querem cumprir com o objectivo de cativar o eleitorado.
Choca-me e entristece-me muito que isto aconteça na área política que eu considero mais recomendável. Aliás, gostava que os socialistas oureenses se pronunciassem sobre isto. Concordam com o que está a acontecer? Ou devo preparar-me para que amanhã Sócrates venha já desmentir o seu colaborador?
Há dias, em conversa com um amigo mais causticado com a actividade dos políticos, ele dizia-me: "sabes, Luís, estou convencido que o problema não está nas doutrinas, nos programas. O problema está nas pessoas que as vão pôr em prática". E continuava com uma enormidade destas: a social democracia e a democracia cristã são tão ou mais capazes de trazer a felicidade às pessoas e a justiça do que o socialismo. Basta que os seus praticantes lhes respeitem os princípios".
É verdade, teria sido preferível que Sócrates dissesse: "meus amigos, eu não sei o que vou encontrar. Tentarei não aumentar os impostos, mas se tiver de ser...". A política tem que ser a actividade mais transparente do homem. Um partido só merece o nosso voto depois de nos dizer tudo o que poderemos esperar da sua actuação.
Uma nota adicional sobre a questão dos directos e dos indirectos. O Sérgio tem razão quando me lembra a mensagem do Quelhas quanto à concretização de alguma justiça social. O problema que estes teóricos do Quelhas e das outras escolas esquecem é que isso implica um sistema de informação fidedigno sobre os rendimentos. Que nunca se implementa e que atira os impostos directos sempre para cima dos mesmos. Assim, em determinado contexto, não me parece errado que o padrão de consumo indicie o tipo de contribuinte presente e tentar fazer justiça a partir do mesmo, no seu acto: isentar leite, arroz, carne e outros consumos de primeira necessidade e taxar a 40 ou 50% bebidas, altas cilindradas e consumos de luxo não prejudicará os explorados e oprimidos a não ser que eles andem a esconder a sua verdadeira situação.